terça-feira, 13 de março de 2012

A Mulher de Preto / Cada um tem a Gêmea que Merece

Fiquei bastante tempo afastado dos cinemas, pois conferi, mesmo que em casa, os filmes indicados ao OSCAR. Definitivamente, o cinema está muito caro, e encontrei uma forma de acompanhar os últimos lançamentos cinematográficos em casa através da internet. Não acho isso formidável, pois valorizo muito a tela grande. Enfim, lógico que não abandonei o cinema, e assisti a dois filmes pouco badalados, se comparados com os acadêmicos.

O primeiro deles foi o suspense A Mulher de Preto, dirigido pelo pouco conhecido James Watkins (que é roteirista de alguns filmes do gênero), adaptado do livro de Susan Hill pela roteirista Jane Goldman. Trata-se de um thriller eficiente e até assustador sobre um jovem corretor viúvo que é designado para o interior da Inglaterra, com o intuito de vender um casarão abandonado e assombrado. Conforme a lenda, esse local é possuído pelo espírito da personagem-título da trama. Quando alguém vê o seu vulto, uma criança morre misteriosamente. Dessa forma, o nosso herói é visto com maus olhos pela população local, pois acreditam que ele poderá atraí-la e fazer com que as misteriosas mortes continuem.

Gostei bastante do filme, pois é uma boa sacada para o gênero. Tem um clima perturbador e angustiante, além de uma bela fotografia. Apenas faço concessão na escolha do protagonista, o para sempre eternizado Harry Potter, Daniel Radcliffe, que não convence em hipótese alguma como viúvo. Não sei se essa foi a escolha adequada para fugir do esteriótipo adquirido com o famoso bruxinho interpretado por ele. Em todo caso, ele também não estraga o passatempo.

No elenco, presenças também de Ciarán Hinds ("Munique", "Miami Vice", "Sangue Negro") e a indicada ao OSCAR desse ano, Janet McTeer (por "Albert Nobbs") como o único casal da cidade que acolhe Radcliff, e que teve seu filho morto em circunstâncias misteriosas. Com um final surpreendente, embora um pouco decepcionante para muitos, A Mulher de Preto torna-se um agradável passatempo para os fãs do gênero.

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O outro filme, me arrependo até agora de tê-lo visto na tela grande. Trata-se daquela bobagem chamada "Cada um tem a Gêmea que Merece". Atribuo a culpa à minha esposa Gisele, que, ingenuamente, deixou-se enganar pelo trailer.

Nunca gostei de Adam Sandler, o acho um ator forçado, canastrão, e nem um pouco engraçado (o único filme dele que eu me simpatizei foi o "Click"). Aqui, o cineasta Dennis Dugan, que já fez diversas parcerias com Sandler, compromete mais uma vez o ator, dessa vez em dose duplas: como um produtor de comerciais de tv e sua irmã gêmea, solteirona e desengonçada!

Pois é, a partir daí, qualquer comentário torna-se inócuo. O que posso dizer, é que a gêmea do título resolve passar uma temporada com o irmão e a família, e apronta as mais bizarras confusões, por conta de seu jeito atrapalhado e exagerado de ser. O que acaba chamando a atenção é que o interesse romântico para a "protagonista" é o ator Al Pacino, que interpreta a si próprio (!), o que demonstra o estado de bom humor do veterano ator, de "O Poderoso Chefão" e "Perfume de Mulher" (há até uma brincadeira com o OSCAR que ele ganhou por esse último filme). Ainda no elenco, a sra. Tom Cruise, Katie Holmes, interpreta a esposa de Sandler, de uma forma apática e com cara de paisagem, enfim, com pouco o que fazer; e Johnny Depp também faz uma ponta como ele mesmo.

Como era de se supor, o filme foi indicado a diversos framboesas de ouro, premiação dedicada aos piores do ano. Obviamente, Sandler concorre, assim como Pacino e Holmes. Pior ainda é assistir ao filme dublado. A forçada (e proposital) voz feminina da irmã gêmea é tão ridícula, que pode provocar gargalhadas. E o final apresenta o típico clichê de que, apesar de tudo, o que vale é a união da família. Isso, aliás, até soa grosseiro, pois uma gêmea dessas é bem melhor manter distância.

Concluindo, quem tolera Sandler (e ele, apesar de tudo, tem seus defensores!), e apenas estes, vão se divertir. E o filme tem mesmo a cara dele, pois ele é um dos roteiristas, ao lado de Steve Koren. Em todo caso, aceitem meu conselho e fujam! É melhor esperar chegar na sessão da tarde da globo! Abraços!!!

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras

Essa sequência de Sherlock Holmes é bastante oportuna para esse fim de férias, pois o filme não faz feio perto do original, mesmo que não o supere. Enfim, cumpre seu objetivo, que é o de divertir descompromissadamente.

Robert Downey Jr. ressurge na pele do famoso detetive britânico, assim como Jude Law, como o Dr. Watson, seu parceiro fiel. Nesse episódio, enquanto Watson está prestes a se casar, Holmes investiga o suposto suicídio de um príncipe austríaco, e suas investigações o levam ao astuto professor Moriarty (Jared Harris). O detetive se envolve com a cigana Simza (Noomi Rapace), que tem uma ligação com o príncipe.

O diretor permanece o famoso ex de Madonna, Guy Ritchie, o mesmo do anterior, mas os roteiristas dessa nova adaptação de Arthur Conan Doyle foram substituídos por Michele Mulroney e Kieran Mulroney. Como é de se esperar do estilo de Ritchie, a trama é um tanto confusa e repleta de reviravoltas. Em todo caso, ele adicionou bastante humor também, embora tenha exagerado na caracterização de Downey Jr, que faz um Sherlock Holmes ironizando diversas vezes um trejeito homossexual. Como alívio cômico, há também o ator inglês Stephen Fry, como o irmão de Holmes, também afeminado, embora sutil.

Rachek McAdams também ressurge no papel de Irene Adler, mas com destino ingrato logo no início da projeção. Dessa forma, a mocinha da vez é a sueca Noomi Rapace (da 1ª versão de Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres, e que está se tornando estrela em Hollywood). Diferente do episódio inicial, esse aqui trás algumas explosões no final, e uma eletrizante cena de ação em um trem em movimento (apesar de que, depois do mais recente episódio de Missão Impossível, qualquer cena de ação me parece banal). Mas, o que realmente chama a atenção é a química entre os dois protagonistas, sobretudo Downey Jr, que ressurgiu como astro, graças a esse personagem e também ao Homem de Ferro. O que me incomoda, entertanto, é que o subtítulo, de fato, faz jus ao nome que recebe;afinal, a fotografia é muito escura em alguns momentos, e isso aborrece um pouco. Aliás, ultimamente, muitos filmes estão fazendo esse questionável uso da fotografia,o que muito me preocupa (tais como "J. Edgar" e o remake de "A Hora do Espanto").

Enfim, não supera o primeiro e também não é inferior a ele. Dá pra se divertir bastante com Robert Downey Jr., e se envolver com a história. Bom divertimento!

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

OSCAR 2012 - INDICADOS

Ontem saiu a lista dos indicados ao OSCAR 2012. Como de praxe, faço alguns comentários em relação aos indicados de filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Então, vamos lá.

FILMES

De acordo com novas regras que a Academia adotou, a partir desse ano, os indicados nessa categoria podem variar enter 5 e 10. Esse ano, 9 conseguiram indicações. E o que, pelo menos até o momento, está tornando interessante essa indicação, é a ausência de um badalado favorito. Até o momento, são 3 os filmes que se destacam como os prováveis duelistas: A Invenção de Hugo Cabaret, que tem o maior número de indicações, e é o típico filme que a Academia gosta de premiar; Os Descendentes, que está sendo muito aclamado pela crítica americana; e O Artista, esse último surpreende, por ser mudo e em preto-e-branco. Talvez esse detalhe o atrapalhe como grande favorito. Os outros 6 são: A Árvore da Vida (indicação inesperada e surpreendente), Meia-Noite em Paris, O Homem que Mudou o Jogo, Histórias Cruzadas, Cavalo de Guerra e Tão Forte e Tão Perto (esse também, inesperado).

DIRETORES

Dos nove filmes indicados, cinco deles conseguiram trazer uma indicação aos seus diretores. Evidentemente, os três cineastas dos favoritos mencionados acima receberam indicaçãoes, são eles: Alexander Payne (por Os Descendentes, em sua 2ª indicação), o francês Michel Hazanavicius, por O Artista e Martin Scorsese, por A Invenção de Hugo Cabaret. O globo de ouro dividiu o prêmio com os três. Scorsese foi o melhor diretor;O Artista melhor filme cômico; e Os Descendentes, o melhor filme dramático. Mas, tenho minhas dúvidas quanto a Scorsese no Oscar, porque ele já ganhou a pouco tempo. Vamos aguardar... Ah sim! Os outros dois indicados são Woody Allen, por Meia Noite em Paris (é mais provável que ganhe como roteirista. E já fazia tempo que Allen não era indicado como diretor; foi legal reencontrá-lo na categoria) e Terrence Mallick, por A Árvore da Vida; esse último, foi a grande surpresa entre os indicados, já que os americanos não gostaram muito do filme.

ATORES

Demián Bichir, 48 anos, 1ª indicação. Esse mexicano concorre por Uma Vida Melhor. Apesar de ter uma grande carreira no México, é o menos popular entre os indicados. Por isso, é o azarão da categoria e tem poucas chances de vencer...

George Clooney, 50 anos, 4ª indicação. Antes concorreu por Syriana (2005, coadjuvante, ganhou), Conduta de Risco (2007, principal) e Amor Sem Escalas (2009, principal). Agora concorre por Os Descendentes. É um ator bastante querido e prestigiado pelos americanos em geral, além de ser um cidadão politizado e consciente. Enfim, todos gostam dele. Ganhou o globo de ouro, e talvez seja o favorito enter os indicados. Mas esse favoritismo não é 100% correto. Ele tem chances de perder também...

Jean Dujardin, 39 anos, 1ª indicação. É um ator francês, pouco conhecido, e concorre por O Artista. Ganhou o globo de ouro, e está sendo bastante falado pela imprensa no geral. Até tem chances de ganhar, mas não sei se isso se concretizará pois está sendo indicado por uma produção muda e em preto e branco. Ou seja, o típico filme que o público rejeita...

Gary Oldman, 53 anos, 1ª indicação. Quem diria, um dos astros mais famosos e injustiçados de Hollywood. Oldman já se consagrou em diversos papeis, mas nunca recebeu uma indicação ao OSCAR.Agora, ele tem sua chance, e foi indicado por O Espião que Sabia Demais. Como ele ficou de fora em outros festivais, foi uma grande surpresa encontrá-lo na lista. É pra quem eu torço, mas, infelizmente, tem poucas chances. Quem sabe...

Brad Pitt, 48 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes por Os Doze Macacos (1995, coadjuvante) e O Curioso Caso de Benjamin Button (2009, principal). Ele nunca ganhou a estatueta de ouro, e agora tem sua chance. Ao lado de Clooney, é o astro da lista! E a Academia adora premiar seus astros. Ele foi indicado por O Homem que Mudou o Jogo, e está entre os favoritos...

ATRIZES

Glenn Close, 64 anos, 6ª indicação. Foi indicada antes por O Mundo Segundo Garp (1982, coadjuvante), O Reencontro (1983, coadjuvante), Um Homem Fora de Série (1984, coadjuvante), Atração Fatal (1987, principal) e Ligações Perigosas (1988, principal). Agora, 23 anos após a uma indicação, ela está sendo indicada por Albert Nobbs. Isso pode ser encarado como o retorno de uma grande estrela, que se perdeu nas duas décadas anteriores, mas que agora deu a volta por cima. E apesar das indicações anteriores, nunca ganhou! Uma penas, pois agora, tem poucas chances de vencer. Mas, a indicação já valeu!

Viola Davis, 46 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes por Dúvida (2008, coadjuvante). Ela está formidável no filme Histórias Cruzadas, pelo qual recebeu a indicação. Apesar de não ser a grande favorita na categoria, tem chances de vencer...

Rooney Mara, 26 anos, 1ª indicação. Concorre por Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres. É a menos conhecida da lista, e anteriormente atuou em filmes como "A Hora do Pesadelo" (o remake) e "A Rede Social". Digamos que Mara seja a azarona entre as concorrentes. Conseguiu uma indicação ao globo de ouro também, e essa vaga ao OSCAR tende a popularizá-la. E só, porque, evidentemente, não vai ganhar.

Meryl Streep, 62 anos, 17ª indicação (!). Concorreu antes por O Franco Atirador (1978, coadjuvante), Kramer vs. Kramer (1979, coadjuvante, ganhou), A Mulher do Tenente Francês (1981, principal), A Escolha de Sofia (1982, principal, ganhou), Silkwwod - Retrato de Uma Coragem (1983, principal), Enter Dois Amores (1985, principal), Ironweed (1987, principal), Um Grito no Escuro (1988, principal), Lembranças de Hollywood (1990, principal), As Pontes de Madison (1995, principal), Um Amor Verdadeiro (1998, principal), Música do Coração (1999, principal), Adaptação (2002, coadjuvante), O Diabo Veste Prada (2006, principal), Dúvida (2008, principal) e Julie & Julia (2009, principal). Ufa...!!!! Agora concorre por A Dama de Ferro. É, sem sombra de dúvida, a interpretação mais elogiada do ano! Finalmente, Meryl se torna a grande favorita do ano. E, apesar do número de indicações, ela apenas ganhou duas vezes, e perdeu outras catorze. Mas, creio que agora sai o terceiro; vamos aguardar...

Michelle Williams, 31 anos, 3ª indicação. Concorreu antes por O Segredo de Brockeback Mountain (2005, coadjuvante) e Namorados Para Sempre (2010, principal). O filme da vez é Sete Dias com Marilyn, em que ela interpreta ninguém mais, ninguém menos que a estrela Marilyn Monroe. Ganhou o globo de ouro e tem chances de ganhar aqui também. Mas, creio que a Meryl já venceu a parada...

ATORES COADJUVANTES

Kenneth Branagh, 51 anos, 2ª indicação. Concorreu antes por Henrique V (1989, principal). Já teve indicações também como roteirista e diretor, mas como performance é a 2ª vez. Ele, no filme Sete Dias com Marilyn, interpreta o grande ator Laurence Olivier. É uma interpretação bastante elogiada, e por isso, tem chances de ganhar. Mas, não é o favorito na disputa...

Jonah Hill, 28 anos, 1ª indicação. Concorre por O Homem que Mudou o Jogo. É um ano muito bom para o ator, que está presente em diversos festivais. Mas, te poucas chances de ganhar...

Nick Nolte, 71 anos, 3ª indicação. Concorreu antes por O Príncipe das Marés (1991, principal) e Temporada de Caça (1998, principal). Agora concorre pelo filme Guerreiro. Foi uma grata surpresa encontrar esse grande ator entre os indicados, mas é o azarão da categoria...

Christopher Plummer, 82 anos, 2ª indicação. Concorreu antes por A última Estação (2009, coadjuvante). Agora concorre por Toda Forma de Amor. Chegamos ao favorito na categoria. Também pudera! Plummer, sem sobra de dúvida, é uma lenda viva do cinema. Ele é responsável por uma trajetória de centenas de filmes. E a Academia nunca reconheceu ao seu talento. Afinal, aos 82 anos, recebe apenas sua segunda indicação. Nada mais justo se ele vencer!

Max von Sydow, 82 anos, 2ª indicação. Concorreu antes por Pelle - O Conquistador (1988, principal). Se Plummer perder, o OSCAR tem que ir pra Max von Sydow. Já foi muito bacana encontrá-lo entre os indicados (concorre por Tão Forte e Tão Perto), uma vez que o ator foi esquecido em outros festivais. Esse ator sueco é o favorito do cineasta Bergman, e também tem uma longa trajetória no cinema. É pra quem eu torço no Oscar! Espero que tenha chances...

ATRIZES COADJUVANTES

Bérénice Bejo, 35 anos, 1ª indicação. Essa argentina, que fez carreira na França, concorre por O Artista. Pouco conhecida, tem uma longa trajetória na França, e fez filme em Hollywood, Coração de Cavaleiro, com o Heath Ledger. Tem poucas chances de vencer...

Jessica Chastain, 30 anos, 1ª indicação. Concorre por Histórias Cruzadas, e uma forte candidata a estrela em Hollywood. A indicação, na verdade, é para o conjunto da obra, pois Chastain se destacou em vários filmes no ano de 2011 (como A Árvore da Vida, por exemplo). Está muito bem em Histórias Cruzadas, e pode ser que ganhe, apesar das poucas chances...

Melissa McCarthy, 41 anos, 1ª indicação. É a grande surpresa entre as indicadas, e concorre por Missão Madrinha de Casamento, onde ela, surpreendentemente, rouba a cena da protagonista Kristen Wiig. Muito carismática, mais famosa na tv do que no cinema, tem poucas chances de ser a vencedora...

Jane McTeer, 50 anos, 2ª indicação. Concorreu antes por Livre Para Amar (1999, principal). Agora, é a vez de Albert Nobbs, onde ela rouba a cena da protagonista, e também indicada, Glenn Close. Está sendo muito prestigiada pelo papel, mas não deve ganhar!

Octavia Spencer, 39 anos, 1ª indicação. Concorre por Histórias Cruzadas, e é a favorita entre as concorrentes. Apesar de ter muitos filmes no currículo, Octavia teve chance para revelar seu talento apenas agora, já que anteriormente, tinha papeis de elenco de apoio. E ela está excelente no filme, merece mesmo o OSCAR!

Bom, então é isso. Infelizmente o filme Rio não foi indicado entre as animações, mas a canção do Carlinhos Brown foi indicada. E espero que ganhe, pois mais uma vez estamos sem um representante brasileiro na categoria filme estrangeiro... Os resultados conheceremos apenas dia 26/02, a data da entrega da estatueta, no canal TNT. Então, até lá!!! Abraços!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Missão Impossível: Protocolo Fantasma

Se existe um filme de ação espetacular a ser considerado a melhor estreia de 2011, com toda certeza esse filme se chama Missão Impossível: Protocolo Fantasma. É fato que sequências de produções do gênero, normalmente estão abaixo da média e são até cansativas! Contudo, isso não sucede com Missão 4, sem dúvida, o melhor da série (supera até o 1°!).

Tom Cruise continua em boa forma na pela do famoso agente Ethan Hunt. Dessa vez, ele precisa recuperar um código que consegue liberar armas nucleares, e que está a poder de uma assassina profissional. Esta pretende negociar o tal código com pessoas inescrupulosas, e que pretendem arrasar com tudo. Assim, Ethan Hunt e sua equipe, partem para a ação.

Concordo! Após ler a sinopse, vocês vão pensar: "Nada demais, roteiro banal e situações convencionais, e que levam ao lugar comum". De fato, o script de John Applebaum e André Nemec não prima pela criatividade; contudo, nunca se viu cenas espetaculares de ação, como as desse filme!!!! Sem contar, as belas paisagens turísticas para alguns lugares interessante do planeta, como Rússia, Índia e Emirados Árabes Unidos. A cena bastante famosa e comentada em que Cruise escala o maior edifício do mundo, em Dubai, é no mínimo, arrebatadora. E quando você pensa que essa é a única cena genial, surge a tempestade de areia no mesmo local e uma espetacular perseguição na Índia. E só de imaginar que o astro dispensou dublê em diversas cenas, o coração dispara!

Os méritos, sem dúvida, vão para o diretor Brad Bird, o produtor executivo da série animada "Os Simpsons", e também diretor de "Os Incríveis". Ou seja, há nele uma maturidade de mestre, se pensarmos que a experiência dele é direcionada apenas em animações. No elenco, fora Cruise (que melhorou a aparência, após "Encontro Explosivo", em que estava meio envelhecido), temos ainda os agentes feitos por Simon Pegg, que repete o mesmo papel que ele fez no episódio 3, e que serve como alívio cômico; Jeremy Renner, candidato ao Oscar por "Guerra ao Terror" e "Atração Perigosa", tentando conseguir estourar como o galã do momento; e Paula Patton, de "Deja Vu" e "Preciosa", como a mocinha. Há ainda, pequenas aparições de Tom Wilkinson, do galã da série Lost, Josh Holloway, e de atores que já atuaram em episódios anteriores, como Ving Rhames e Michelle Monagham. Sem contar uma vilã inesperadamente muito jovem, mas experiente, feita pela francesa Léa Seydoux, que esteve no filme do Woody Allen, "Meia-Noite em Paris".

Mesmo sabendo da facilidade que se tem hoje em dia, em baixar produções recentes pela net, asseguro que Missão Impossível: Protocolo Fantasma é o tipo de filme que tem que ser assistido pela tela grande! Em casa, perde a graça, e só vale a pena (e olhe lá) se for reprise. Caso contrário, as emoções e as adrenalinas que a película provoca quando se vê na tela do cinema não serão as mesmas. E eu fiquei com vontade assistir ao filme mais uma vez, algo raro de acontecer comigo, quando se trata desse tipo de gênero. Minha esposa também ficou impressionada com o espetáculo. Espera-se agora a "oscarização" de Missão 4 na parte técnica. Quem ainda não viu, portanto, não perca tempo. Bom divertimento!!! Abraços!

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sábado, 24 de dezembro de 2011

3 Anos de Arquivo Cinéfilo

Olha só, que coisa!!!! Em 30/09/2011, meu blog fez três anos, e eu deixei isso passar em branco... Mas, nunca é tarde pra se redimir... Gostaria de agradecer a todos que tem paciência de entrar nesse meu simplório espaço. Aproveito a ocasião para desejar um Feliz Natal a todos, e um Próspero Ano Novo, repleto de realizações... Muito obrigado mais uma vez; fiquem com Deus!!!

Noite de Ano Novo

Seguindo a tradição de "Idas e Vindas do Amor", o cineasta Garry Marshall e a roteirista Katharine Fugate, os responsáveis pelo filme mencionado, apresentam agora mais uma estória repleta de tramas paralelas e personagens agradáveis, trata-se de Noite de Ano Novo.

Como se pode prever, é um roteiro banal, óbvio e repleto de clichês, representado por um elenco estelar da mais alta qualidade. Se "Idas e Vindas" focalizava a trama no dia dos namorados (uma data, aliás, que não bate com a comemoração brasileira), dessa vez tudo se torna mais mágico, mais sensível, mais bonitinho... Afinal, a hora da virada é um dos momentos mais aguardados pelo brasileiro no geral. E Nova York aparece bem chamativa, atraente, encantadora. Ela e o grande elenco conseguiram, e ainda conseguem, lotar as nossas plateias. Isso sem falar das diversas canções que contagiam o clima.

Enfim, sem dar muitos detalhes na sinopse, são vários encontros e desencontros que ocorrem na véspera de fim de ano. Temos a Michelle Pfeiffer, já envelhecida e desglamourizada, se demitindo do emprego, e tentando realizar suas vontades antes do término do ano com a ajuda do garoto Zac Effron (tentando no cinema o público da tv); Robert DeNiro faz um paciente que agoniza numa cama de hospital, enquanto é consolado pela boa enfermeira Halle Berry; Jon Bon Jovi faz um cantor (novidade...) tentando reconquistar a ex Katharine Heigl, enquanto é vítima da tietagem da Sofia Vergara; Ashton Kutcher e Lea Michele (do megasucesso "Glee"; sim, ela canta em cena!) ficam presos no elevador (algo bastante clichê no cinema americano) e se envolvem; Hilary Swank faz a pessoa responsável pelo maior evento das últimas horas: quando resolvem soltar do alto da Times Square, a bola que marca a virada do ano! Só que a bola emperra no meio do caminho, e o técnico Hector Elizondo (um dos grande favoritos do diretor) é chamado pra solucionar o caso; Sarah Jessica Parker faz a mãe superprotetora que impede que sua filha Abigail Breslin (agora crescida, depois de "Pequena Miss Sunshine") namore; E a gestante Jessica Biel tenta parir antes da meia noite para ganhar um concurso... E por aí vai...

Repararam no elenco ilustre? E ainda temos Matthew Broderick, James Belushi, Carla Gugino, Til Schweiger, Seth Meyers, Sarah Paulson, Josh Duhamel, Alyssa Milano, Cary Elwes... E apesar da obviedade do roteiro, a roteirista apresenta algumas pistas falsas sobre os relacionamentos das personagens, e acaba trazendo algumas surpresas bacanas...

Bom, apesar de todos os clichês, Noite de Ano Novo, é o típico filme que nós gostamos de assistir no fim de ano. Por isso, mandei tudo às favas, e me diverti bastante com as tramas paralelas... Deixar de lado o preconceito, e encarar o filme de Marshall como uma agradável diversão, é o melhor que temos a fazer. Então, quem não viu ainda, vá ao cinema mais próximo, até 31/12, e se divirta com "Noite de Ano Novo"... Quem sabe algum diretor brasileiro resolva se inspirar e fazer um filme com essa temática sobre São Paulo no fim de ano... Por que não? Feliz Natal a todos!!!!

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

Aconteceu. Se eu não fosse ao cinema conferir esse novo filme da série Crepúsculo, minha esposa Gisele iria me fuzilar. Então, fazer o que? O jeito foi conferir! E ainda tivemos que comprar os ingressos com um mês de antecedência, o que eu achei um baita dum exagero por parte de minha esposa. Enfim... O fato é que assistimos a versão legendada, e mesmo quando as cópias não são dubladas, as adolescentes histéricas de plantão não nos deixam em paz... Bom, já passou.

Nesse momento, após assistir aos três episódios anteriores, não tenho muito o que criticar. Afinal, já se sabe muito bem o que vai se suceder em cena. Também resolvi parar de criticar o trio central da fita; afinal, permanece óbvio o fato de que Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner são inexpressivos e canastrões. Aliás, talvez a péssima atuação do trio seja um fator essencial para a existência do filme, ou seja, são tão ruins que nós nos acostumamos com eles. E o garotão Lautner, definitivamente, virou o atro popular entre a meninada fanática. Talvez, essa tenha sido uma surpresa inesperada para os produtores da série, pois, conforme os gritos histéricos, as tietes o preferem em relação ao protagonista Pattinson. Nada mal para um coadjuvante, ainda que tenha cara de esquilo vesgo.

Quanto a sinopse, a mocinha Bella finalmente se casa com o vampiro anêmico Edward, e ambos vão passar a lua de mel no (adivinhem...) Rio de Janeiro. O que acaba sucedendo, ainda que não seja tão surpreendente, é o fato de que Bella engravida, e tenta decidir se tem a criança, ou se realiza um aborto. O problema é que se trata de um neném-vampiro sedento por sangue, e se ela resolver tê-lo, pode morrer.

Para mim, foi o capítulo mais romântico, e também o mais sonolento, parado e irritante. Quase não há cenas de ação, os vampiros do mal não aparecem aqui, e tudo gira em torno da decisão da bocudona da Bella. Além disso, o Rio de Janeiro é mal fotografado e aparece, em sua curta duração, como um lugar abaixo do subdesenvolvido (exceto pelas cenas em Paraty, que recebe outro nome, e aparece como um paraíso distante e inabitável [!]). Sem contar, a presença de uma personagem brasileira chamada Kaure (não conheço ninguém com esse nome aqui), que parece uma índia e é vidente (ela sente o mal se aproximando de Bella). Ou seja, mais uma visão estereotipada e preconceituosa que o americano tem do Brasil. Pelo menos, essa personagem e o marido (que são caseiros do resort em Paraty) falam português, e não espanhol. Falando nisso, Pattinson, ao menos, não se sai tão mal ao falar o nosso idioma em algumas cenas.

Mas, como estava dizendo, em seus 117 minutos em cena, Amanhecer - Parte 1 só tende a agradar mesmo o seu público fiel, pois demora muito pra passar e é muito arrastado. A impressão que eu tenho é que isso foi feito propositalmente para deixar o melhor (se é que se pode dizer assim) para a parte 2. Nem mesmo precisava haver essa divisão em dois filmes; seria melhor prolongar um pouco a projeção, e colocar tudo de uma vez na projeção. No entanto, como se trata de um produto que vende muito, os produtores pensam nos zilhões que arrecadarão com mais um episódio da série.

No elenco, nenhuma novidade. Apenas a Sarah Clarke, que faz a mãe da Bella, aparece um pouco mais em cena; e o que roteiro não esconde é que a personagem Rose, feita pela atriz Nikki Reed, ganhará mais destaques na 2ª parte. Incomodo-me apenas com o excesso de maquiagem branca nos personagens vampiros. Não me recordo se nos outros filmes os personagens eram tão pálidos assim, sobretudo o vampiro feito pelo ator Peter Facinelli, que faz o médico (os olhos doem se olha muito para ele). A roteirista permanece sendo a mesma de toda série, Melissa Rosenberg, e o diretor da vez é o oscarizado pelo roteiro de Chicago, Bill Condon (de "Deuses e Monstros" e "Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho"), que aliás, também dirigirá a 2ª parte.

Concluindo, Amanhecer - Parte 1 não aborrece tanto, mas cansa; e muito! Se você nunca assistiu a nenhum filme da série, desista de querer assistir a esse episódio, pois não entenderá nada. Há, pelo menos, uma cena mórbida que eu achei bizarra no melhor sentido da palavra: a tonta da Bella toma sangue no canudinho, naqueles copos típicos do MacDonalds, para alimentar o bebê. Que essa moda não pegue por aqui... Bom, pelo menos só resta mais um filme para conferir. Coragem, Robson, está acabando! Pelo menos minha esposa, que leu o livro, gostou bastante. Então, pelo menos as fãs vão aprovar. E só elas. Até!

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