domingo, 29 de julho de 2018

Missão Impossível: Efeito Fallout

 Quem diria que a série "Missão Impossível" iria ter vida longa no cinema! Este já é o sexto episódio, e o bacana é que tecnicamente um vai sempre superando o outro, além de todos serem grandes espetáculos visuais para se ver na tela grande.

 A direção de Christopher McQuarrie no episódio anteior, "Nação Secreta",deu certo e ele assumiu mais essa agitada aventura, além de ser autor do roteiro, sempre se inspirando na popular série de tv da década de 60, criada por Bruce Geller.

 Sem dúvida, o que torna a série mais complexa, sobretudo essa sequência, é o roteiro extremamente confuso, em que as missões impossíveis são acompanhadas de ordens complicadas e surreais mesmo. Aqui, o agente Ethan Hunt precisa recuperar uma pulseira de plutônio, ou coisa parecida, e deter um perigoso vilão, Solomon Lane (visto em "Nação Secreta") e entregá-lo para uma quadrilha, chefiada pela Viúva Branca, que querem a cabeça dele. Assim, Hunt e sua turma embarcam para missões perigosíssimas.

 O legal da série é que ela não cansa nunca. Mesmo as cenas de perseguições e explosões se assemelharem a tantos outros filmes, são sempre dinâmicas, bem elaboradas e prendem a atenção. Aqui, nem mesmo a duração excessiva (duas horas e meia) atrapalha a diversão. As locações turísticas dessa vez são Paris, Londres e Caxemira, que prometem situações eletrizantes. No começo, já há uma sequência de salto de helicóptero com para-quedas surpreendente. De qualquer forma, é bom admitir que a melhor sequência no quesito ação é mesmo a quarta parte, cujo subtítulo é "Protocolo Fantasma".

 Vamos ao elenco. Tom Cruise já prometeu que esse é seu último filme de ação, principalmente pelo fato de ter se machucado para valer, já que sempre dispensa dublês. Além disso já está sentindo o peso da idade também. Ving Rhames e Simon Pegg, os habituais parceiros, dão um jeito no alívio cômico. A bela sueca Rebecca Ferguson, também de "Nação Secreta", está em boa forma e garante bons momentos de impacto. Alec Baldwin também retorna representando a autoridade do agente Hunt. A novidades estão por conta da presença de um novo parceiro vivido pelo canastrão Henry Cavill, outra autoridade governamental vivida pela ótima Angela Bassett, a jovem Vanessa Kirby como vilã, outro reotno, o do vilão do episódio anterior, Sean Harris e também retorna Michelle Monaghan, como a ex-esposa de Hunt.

 O espetáculo é garantido, e cria uma expectativa de "quero mais", um possível novo episódio, mesmo sem Tom Cruise (será????). Só não entendi muito bem, no fim, a lógica da personagem de Angela Bassett, mas nada estraga o prazer de se apreciar um blockbuster eficiente, divertido e eletrizante. Recomendo.

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domingo, 22 de julho de 2018

Jurassic World: Reino Ameaçado

 Três anos após o início de uma nova safra sobre uma franquia de enorme sucesso que estreou em 1993, "Jurassic Park", comandado por ninguém mais ninguém menos que Steven Spielberg, surge essa sequência, que ganha novo diretor , o espanhol J.A. Boyona (de "O Orfanato" e "O Impossível"), e conta com o cineasta do anterior, Colin Trevorrow, no roteiro, junto com Derek Connolly.

 Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) é convidada para retornar à ilha Nublar para salvar os dinossauros de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Organiza sua equipe e convence Owen Grady (Chris Pratt) a retornar também. Mas há uma conspiração por parte de quem a convidou, Eli Mills (Rafe Spall), que pretende leiloar os dinossauros e se tornar milionário. Entretanto, novas e aterrorizantes raças de dinossauros estão lá para acabar com tudo e todos, e podem estragar os planos do vilão.

 Quando o primeiro Jurassic World estreou (sempre nos créditos consta o nome do autor do livro original, Michael Crichton, embora a adaptação mesmo é a do filme de 1993), fez um razoável sucesso, contando uma história empolgante, divertida, assustadora e repleta de sequências de ação e suspense. Aqui, contudo, tudo é previsível, cansativo, e sem maiores surpresas. O casal central que retorna, Pratt e Dallas Howard, está mais apáticos. Alguns críticos acharam que essa nova produção está bem próixima do gênero terror, especialidade do diretor. No entanto, o Jurassic Park 3 parecia muito mais terror do que esse. As sequências finais, com os vilões sendo devorados pelos dinossauros, trazem mais entusiasmo para a narrativa. Mas, de forma geral, esse aqui ficou abaixo das expectativas (nem mesmo o show de efeitos visuais e sonoros me convenceu).

 No elenco, além dos heróis, Rafe Spall faz um vilão nada memorável, Jeff Goldblum (que atuou em Jurassic Park 1 e 2) retorna numa participação no mesmo papel, na cena inicial e na final, mas sem grandes chances, o veterano James Cromwell faz o novo proprietário do parque (faz lembrar Richard Attenborough na safra anterior), Toby Jones faz o vilão nanico, a veterana Geraldine Chaplin está num papel que é rapidamente esquecido, há uma criança chata feita por uma certa Isabella Sermon (aliás, todas as crianças de qualquer filme Jurassic são chatas) e há também uma dupla de coadjuvantes que auxiliam o casal central, e servem como alívio cômico (mas sem sucesso), interpretada por dois rostos novos, Justice Smith e Daniella Pineda.

 Enfim, sabe-se que o Jurassic World 3 está em pré produção e vai estrear em 2021, novamente com Trevorrow (do primeiro) na direção, e também Chris Pratt e Bryce Dallas Howard de novo no elenco. Espera-se que tenha mais criatividade na história e cenas de ação mais ousadas, pois esse aqui é daqueles entretenimentos que caem facilmente no esquecimento. Abraços!

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domingo, 20 de maio de 2018

Vingadores: Guerra Infinita

 Muita coisa mudou desde o primeiro filme da franquia até os dias de hoje. O fato mais interessante é que a toda poderosa Marvel tornou-se agora estúdio de cinema, e esteve a frente dessa super produção, ao lado da Disney. Como era de se esperar, as filas de cinema tornaram-se mais do que quilométricas.

 Os irmãos Russo, Anthony e Joe, permanecem na direção na história adaptada do mundo de Stan Lee, por Christopher Markus e Stephen McFeely. E a impressão que fica é que eles não querem nem saber se o público é leigo ou não; por essa razão, seria razoável os espectadores mais distantes do universo Marvel assistir aos dois episódios anteriores. Mesmo porque a quantidade de personagens é absurdamente gigante, ficando de fora apenas o Arqueiro e o Homem Formiga.

 Falando na história, o grande vilão aqui é Thanos que almeja conquistar uma coleção de seis poderes diferentes entre si, que o tornará poderoso e acabará com metade da população na Terra. Para isso, os vingadores se unem para combatê-lo, incluindo so guardiões da galáxia, e a turma do Pantera Negra.

 Honestamente, esse episódio acaba sendo o mais entediante dos três, e também o mais longo. Creio que isso acontece pelo fato de boa parte das cenas ser ambientada em território intergaláctico, tornando o filme mais próximo da ficção científica, o que não é comum na série. Mas o interese e o ritmo vão melhorando no decorrer do desenvolvimento, e não podemos esquecer dos bons instantes de alívio cômico, o que deixa o entretenimento mais suave, e com direito a uma sessão cinematográfica de nostalgia com as citações dos clássicos filmes dos anos 80, feitas pelo Homem Aranha.

 Quanto ao elenco e seus respectivos personagens, essa é a parte mais complexa, pois com um número gigantesco de protagonistas, nem todos se destacam. Devo mencionar que o vilão personalizado por Josh Brolin é o melhor do filme: temível, impiedoso e o mais indestrútive entre todos. Entre os heróis, a protagonista é mesmo a Gamora de Zoe Saldana, dos guardiões da galáxia, que tem uma relação afetiva de paternidade com o vilão; ela é o núcleo da história, bem amparada por Chris Pratt (também fazendo gracinhas), o que deixa o público que ainda nãoa assistiu "Guardiões da Galáxia", como eu, meio sem chão.

 Entre nossos populares heróis,  Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Hemsworth (Thor), Elizabeth Olsen (Feiticeira), Paul Bettany (Vision) e Benedict Cumberbatch (Dr. Estranho) levam a melhor, além do já mencionado "palhaço" Homem Aranha, vivido pelo fraquinho Tom Holland. Por outro lado, Mark Ruffalo (com um Hulk bem ausente), Chris Evans (sem o uniforme de Capitão América) e Scarlett Johansson (sempre bela Viúva Negra) estão desperdiçados e sem grandes momentos. A turma do Pantera Negra, vivido por Chadwick Boseman, dá uma força também. O "dúbio" Loki de Tom Hiddleston tem uma participação interessante no começo, mas logo desaparece. E pra fehcar o elenco estelar, diversos atores que participaram das franquias individuais de cada herói, revivem seus personagens, como é o caso de Don Cheadle, Karen Gillan, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Idris Elba, Danai Gurira, Peter Dinklage, Benedict Wong, Dave Bautista, Gwyneth Paltrow, William Hurt, Letitia Wright, as vozes de Bradley Cooper e Vin Diesel, além de cena pós crédito com Samuel L. Jackson e Cobie Smulders.

 É óbvio falar da excepcional competência técnica, garantia necessária para a diversão, mas não se pode deixar de mencionar, mesmo porque quem já viu não cansa de fazer spoiler, que a conclusão desagrada praticamente a todos, incluindo a cena já mencionada pós créditos, e que os fãs já estão contando os segundos para assistir a sequência desse "inacabável" filme. Enfim, nesse ponto, a expectativa aumenta ainda mais os méritos dessa superprodução, pois foi realmente a aventura mais fraca dos queridos heróis da Marvel. Em todo caso, não deixaremos de acompanhar tudo sobre o próximo filme, provavelmente no ano que vem. Abraços!

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

OSCAR 2018 - indicados

 Olá, como acontece tradicionalmente eu faço minhas observações sobre os indicados ao Oscar nas seis mais populares categorias: filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Como acontece de costume, a indicação da maioria foi esperada, mas algumas surpresas também se manifestaram em cada uma das categorias. Vamos ver:

FILMES:

A Academia pode indicar até 10 filmes, mas ultimamente a quantidade de indicados tem sido 9; e isso sucedeu de novo. Os filmes são: Corra!, o popular suspense/terror da categoria, bastante aclamado por crítica e público, tem algumas chances; O Destino de Uma Nação, este drama biográfico/político sobre o ministro da Inglaterra Winston Churchill surpreendeu, pois era favorito em outras categorias, mas não como filme. Tem poucas chances; Dunkirk, a super produção do ano em termos técnicos, era um dos esperados para a categoria, mas perdeu força nos festivais. Certamente, ganhará muitos prêmios técnicos apenas; A Forma da Água, esse sim aguardado e o franco favorito. Pelo jeito ganhará muitos prêmios técnicos, além de ser o vencedor na categoria principal; Lady Bird, outra aposta para os indicados, essa comédia tem feito sucesso relativo, e por isso, pode ter alguma chance, embora não seja muito provável; Me Chame Pelo Seu Nome, era outro aguardado na categoria, porém, seu sucesso se restringe apenas a circuito de artes, e pode ficar de mãos abanando também em outras categorias em que foi indicado; The Post - A Guerra Secreta, essa trama de espionagem, embora estivesse entre os indicados do globo de ouro, poderia ficar de fora aqui. Porém, surpreendeu por estar entre os finalistas, mas é outro que pode passar em branco; Trama Fantasma, mais uma surpresa entre os indicados, uma produção de época, bem cuidada e luxuosa. Mas suas chances são pequenas; Três Anúncios Para Um Crime, esse policial tem crescido nos festivais, e tem boas chances de ser a pedra no sapato do favorito "A Forma da Água". Mas há uma condição adversa, já que o diretor do filme não foi indicado. Isso pode ser ruim...

DIRETORES:

Dos nove filmes indicados para a categoria principal, cinco deles tiveram seus diretores indicados. Paul Thomas Anderson, o experiente cineasta de filmes aclamados, é a zebra entre os cinco, e muitos nem esperavam a nomeação dele. Concorre por Trama Fantasma; Guillermo Del Toro, o popular cineasta mexicano está faturando quase tudo em diversos festivais, e por esse motivo, é o favorito na categoria, concorrendo pelo fenomenal A Forma da Água; Greta Gerwig, é a mulher na categoria. Desde Kathryn Bigelow, há nove anos atrás, não temos uma figura feminina entre os cinco indicados. Ela concorre por Lady Bird, um filme que tem feito muito sucesso entre os críticos, e ela pode ser uma ameaça para Del Toro; Christopher Nolan, o mais querido cineasta entre o público, com vários filmes blockbusters no currículo, concorre por Dunkirk, numa corrida que começou bem, mas aos poucos foi perdendo força. Até pode ganhar, mas é bem difícil; Jordan Peele, ao passo que Nolan foi caindo, ele foi subindo. Concorre pelo terror Corra!, e pode surpreender, ainda que a probabilidade seja pequena.

ATORES:

Timothée Chalamet, 22 anos, 1ª indicação. Apesar de nome de origem francesa, ele é um novaiorquino que começou a carreira na infância, mas está sendo descoberto agora. O filme dele é Me Chame Pelo Seu Nome, produção pela qual ganhou alguns festivais. Mas tem perdido força, e nem está tão extraordinário assim no filme. Em todo caso, a indicação é merecida.

Daniel Day-Lewis, 60 anos, 6ª indicação. Foi indicado antes em Meu Pé Esquerdo (1989, principal, ganhou!), Em Nome do Pai (1993, principal), Gangues de Nova York (2002, principal), Sangue Negro (2007, principal, ganhou!) e Lincoln (2012, principal, ganhou!). Concorre agora por Trama Fantasma, um dos poucos filmes entre os indicados que eu ainda não vi. Como vocês podem notar, ele já ganhou 3 Oscar, e tudo indica que ele irá se aposentar. Se isso acontecer, essa será sua última indicação. Acho difícil ganhar pela 4ª vez...

Daniel Kaluuya, 28 anos, 1ª indicação. Inesperadamente, Kaluuya cresceu muito nos festivais, e chegou a faturar alguns prêmios. Não é favorito, mas tem mais chances que Chalamet, que perdeu força, enquanto Kaluuya ganhou. Concorre por Corra!, é um ator ainda pouco conhecido e pode vir a se tornar astro. Não gosto da interpretação dele, nem deveria ser indicado. O fato é que ele conquistou a crítica.

Gary Oldman, 59 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes em O Espião Que Sabia Demais (2011, principal). Concorre agora por O Destino de Uma Nação, é a grande barbada da categoria. Ele começou a crescer nas temporadas de premiações aos poucos, e certamente levará o Oscar, em que simplesmente incorpora Churchill, o que denota a versatilidade dele. Até soa estranho um ator do porte de Gary Oldman só ter duas indicações ao Oscar, aliás. De qualquer forma, dificilmente ele não ganha. Agora vai.

Denzel Washington, 63 anos, 8ª indicação. Foi indicado antes em Um Grito de Liberdade (1987, coadjuvante), Tempo de Glória (1989, coadjuvante, ganhou!), Malcolm X (1992, principal), Hurricane - O Furacão (1999, principal), Dia de Treinamento (2001, principal, ganhou!), O Voo (2012, principal) e Cercas (2016, principal). Agora concorre por um filme chamado Roman J. Israel, Esq., que ainda não tem título no Brasil, e outro dos poucos que eu ainda não vi, por sinal. O que se sabe é que Washington é uma figura muito carismática, além de respeitada em Hollywood. Está apenas completando o time, pois certamente não irá ganhar. Mas é sempre bom ter esse fantástico ator entre os nomeados.

ATRIZES:

Sally Hawkins, 41 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes em Blue Jasmine (2013, coadjuvante). Agora concorre por A Forma da Água, em uma soberba interpretação. Conquistou muitos festivais, e até pode estar entre as favoritas. Porém, nas últimas premiações, tem sido esquecida. Se ganhar, será justo. Mas ainda creio que não será dessa vez.

Frances McDormand, 60 anos, 5ª indicação. Foi indicada antes em Mississipi em Chamas (1988, coadjuvante), Fargo (1996, principal, ganhou!), Quase Famosos (2000, coadjuvante) e Terra Fria (2005, coadjuvante). Agora concorre por Três Anúncios Para Um Crime, em mais uma excelente performance. Essa sim é a grande favorita na categoria, podendo ganhar a estatueta pela segunda vez. Ainda assim, não se pode esquecer que muitos festivais ficaram divididos, e outras atrizes também podem surpreender. Em todo caso, ela é a mais cotada, e se for premiada, será bem justo.

Margot Robbie, 27 anos, 1ª indicação. Robbie é a estrela do momento entre as cinco finalistas, e bastante popular graças a vilã de "Esquadrão Suicida". Aqui, concorre por Eu, Tonya, numa composição magnífica e surpreendente. Apesar de ter tudo para ganhar (jovem, bonita, estrela), não está entre as favoritas. De qualquer jeito, se vencesse, seria justo, já que a dedicação que ela dá à personagem se faz presente a todo instante.

Saoirse Ronan, 23 anos, 3ª indicação. Foi indicada antes em Desejo e Reparação (2007, coadjuvante) e Brooklyn (2015, principal). Agora é a vez de Lady Bird, um filme que tem alcançado muita popularidade nas premiações. Ronan, sem dúvida, é boa atriz, e embora esteja entre as favoritas (talvez seja ela a pedra de Frances McDormand), é a interpretação mais fraca entre as indicadas. Trata-se simplesmente de uma composição profissional, mas não tem uma dimensão tão forte em cena, como suas concorrentes. Faturou alguns prêmios, e pode ganhar. Nesse caso, não seria justo.

Meryl Streep, 68 anos, 21ª indicação (Uauuuuuuuuuu!!!!). Foi indicada antes em O Franco Atirador (1978, coadjuvante), Kramer vs. Kramer (1979, coadjuvante, ganhou!), A Mulher do Tenente Francês (1981, principal), A Escolha de Sofia (1982, principal, ganhou!), Silkwood - O Retrato de Uma Coragem (1983, principal), Entre Dois Amores (1985, principal), Ironweed (1987, principal), Um Grito no Escuro (1988, principal), Lembranças de Hollywood (1990, principal), As Pontes de Madison (1995, principal), Um Amor Verdadeiro (1998, principal), Música do Coração (1999, principal), Adaptação (2002, coadjuvante), O Diabo Veste Prada (2006, principal), Dúvida (2008, principal), Julie & Julia (2009, principal), A Dama de Ferro (2011, principal, ganhou!), Álbum de Família (2013, principal), Caminhos da Floresta (2014, coadjuvante) e Florence: Quem é Essa Mulher? (2016, principal). Agora é a vez de The Post - A Guerra Secreta (ainda não vi também). O que dizer? Nada! Somente se lastima o fato dela ser usada apenas para completar a lista de cinco indicadas, já que não vai ganhar, e ter aqui sua 18ª derrota. Mas, pelo andar da carruagem, o 4° Oscar não vai demorar a chegar...

ATORES COADJUVANTES:

Willem Dafoe, 62 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes em Platoon (1986, coadjuvante) e A Sombra do Vampiro (2000, coadjuvante). Agora é indicado por Projeto Flórida, um filme pelo qual ganhou diversos e diversos prêmios. Poderia ser o franco favorito, porém, nas últimas premiações, foi perdendo força e tornou-se esquecido. Mas ainda tem boas chances. Vale mesmo pelo conjunto da obra, por ser um extraordinário ator. No filme pelo qual concorre, porém, não está tão especial assim...

Woody Harrelson, 56 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes em O Povo Contra Larry Flynt (1996, principal) e O Mensageiro (2009, coadjuvante). Agore concorre por Três Anúncios Para Um Crime, onde brinda o público com uma boa interepretação na pele do xerife que está em estado terminal. Infelizmente o personagem não vai até o fim, como se pode prever, embora a indicação seja merecida. Mas suas chances são bem pequenas.

Richard Jenkins, 70 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes em O Visitante (2007, principal). O filme da vez é o já mencionado A Forma da Água, em que interpreta o amigo gay da protagonista. Jenkins é um eterno veterano desconhecido, que participou de diversas produções, na maioria das vezes em papel pequeno. Demorou para ser descoberto pela Academia, e sua indicação é muito merecida. Porém, é outro que não tem chance em ganhar.

Christopher Plummer, 88 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes em A Última Estação (2009, coadjuvante) e Toda Forma de Amor (2010, coadjuvante, ganhou!). É impressionante como essa lenda viva do cinema só teve duas indicações em toda sua vida, e ainda por cima, recentes. Felizmente, foi reconhecido e ganhou um Oscar. Agora, surpreendeu por ser indicado pelo filme Todo Dinheiro do Mundo (Outro que eu não assisti). Deve-se reconhecer o esforço do ator, que refez as cenas do outro ator que havia sido demitido, Kevin Spacey. Muito bacana ter Plummer entre os indicados, mas ele é o azarão.

Sam Rockwell, 49 anos, 1ª indicação. Esse tornou-se o favorito na categoria, após colecionar diversos prêmios recentemente. Concorre por Três Anúncios Para Um Crime, e só perde, se Willem Dafoe ganhar. Está entre os dois, mas particularmente prefiro o papel de Rockwell, que mesmo caricato em algumas cenas, faz um papel interessante e complexo.

ATRIZES COADJUVANTES:

Mary J. Blige, 47 anos, 1ª indicação. Pouco conhecida pelo público, na verdade Blige é cantora e compositora, e concorre pelo filme Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi. Tem poucas chances de ganhar, e particularmente, creio que ela nem merecia estar entre as indicadas. Trata-se de uma performance competente, mas simples, discreta; nem é um papel desafiador e que chama tanta a atenção.

Allison Janney, 58 anos, 1ª indicação. É bem estranho Allison Janney só ser indicada ao Oscar agora, já que é uma atriz que rouba a cena em todos os filmes em que atua, mesmo normalmente sendo papéis pequenos. Aqui, sem dúvida, tem o melhor momento de sua carreira no filme Eu, Tonya. Ela está excepcional num papel feito para ganhar Oscar. E ela tem altas chances, quase a franca favorita. Vamos aguardar...

Lesley Manville, 61 anos, 1ª indicação. A grande surpresa da categoria, está nessa veterana britânica, que apesar da carreira, nunca foi indicada antes. Finalmente teve sua atuação reconhecida, apesar de ser a azarona. Concorre por Trama Fantasma, que eu ainda não conferi.

Laurie Metcalf, 62 anos, 1ª indicação. Outra atriz veterana, mas pouo lembrada por Hollywood. Concorre por Lady Bird, e está praticamente empatada com sua rival Allison Janney, já que ambas estão dividindo os prêmios. Diferente de Janney, Laurie é uma atriz que não rouba a cena e ninguém se lembra dela, apesar da filmografia extensa. Esse, sem dúvida, é o filme de sua carreira, e o momento é agora. Porém, Janney tem se tornado uma concorrente difícil de ser superada. Qual das duas?

Octavia Spencer, 45 anos, 3ª indicação. Foi indicada antes em Histórias Cruzadas (2011, coadjuvante, ganhou!) e Estrelas Além do Tempo (2016, coadjuvante). Agora concorre por A Forma da Água, como a melhor amiga da protagonista. Spencer é agradável e simpática, mas não brilha muito no filme, tornando essa indicação desnecessária. Mas o carisma e o talento dela agrada aos fãs em ver o nome dessa grande atriz entre as finalistas.

Enfim, é isso. Tenho que ver ainda 4 filmes: Trama Fatasma, The Post - A Guerra Secreta, Todo Dinheiro do Mundo e Roman J. Israel, Esq. Mas o balanço é esse que eu fiz. O Oscar será transmitido no dia 04 de março de 2018 pelo canal de tv a cabo TNT. Não se sabe se o crítico Rubens Ewald Filho fará os comentários, já que ele anda sumido (se ele não estiver presente, será uma perda grande). Vamos aguardar e ver o que acontece... Até mais!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Extraordinário

 Que tal fechar o ano de 2017 com chave de ouro, assistindo a uma produção leve, singela, delicada, bonita...? A dica é esse Extraordinário, que realmente conquistou a simpatia do público brasileiro. A fita, dirigida e escrita por Stephen Chbosky (o mesmo do interessante "As Vantagens de ser Invisível"), ao lado de Steve Conrad e Jack Thorne (no roteiro), adaptada de livro de R.J. Palacio, é a pedida ideal para fim de ano.

 Quem diria, o país onde, conforme a produção cinematográfica dos anos 70 em diante mostra, evoluiu o termo hoje conhecido como "bullying", faz uma campanha explícita para combatê-lo, o que não deixa de ser uma novidade; afinal, o que se via até então (até em documentários), era no máximo críticas a esse tipo de violência cometida nas escolas ou em qualquer espaço, mas nenuma medida eficaz contra tais abusos. Aqui, felizmente, se vê uma autoridade escolar proibindo essa prática. Mais um fato favorável para o filme!

 Quanto a história, o garoto Auggie nasceu com uma certa deformidade em sua face, e por essa razão, se esconde através de um capacete, e não frequentou a escola; teve aulas em domicílio com a própria mãe. Entretanto, para integrá-lo na sociedade, a mãe resolve matriculá-lo em uma escola, no instante em que iniciará a 5ª série. Esse novo mundo de Auggie, em que conhecerá de frente as maldades humanas através de comentários ofensivos e intolerantes de todos a sua volta, por conta de seu aspecto visual, precisará ser enfrentado por ele com muita determinação. Um ponto favorável é o apoio que ele recebe da família, e as amizades que consegue conquistar aos poucos.

 Claro que há momentos piegas, e alguns clichês que refletem o comportamento da sociedade americana. Todavia, o filme emociona ao deixar no ar a ideia de que os momentos da vida são passageiros, e por isso deve-se aproveitá-los a todo instante, já que o tempo não perdoa. Quando se sai da sala de cinema é bastante comum observar pessoas chorando e soluçando, não por se tratar de uma história triste (spoilers a parte, não há nenhuma tragédia); ao contrário, há até mesmo muito humor através dos diálogos entre os pais de Auggie, e nas imaginações férteis do garoto, fanático por "Star Wars", quando constrói imagens em que visualisa os próprios personagens de sua franquia predileta. Na verdade, a plateia fica comovida por conta da ideia já mencionada que a narrativa passa, da brevidade da vida, de valores desperdiçados pelos seres humanos, da saudade quando se perde um ente querido...

 Sempre deixo pro final as menções sobre o elenco. Bom, Julia Roberts e Owen Wilson são sempre figuras carismáticas, e responsáveis pelos instantes de humor, como os pais de Auggie. Mas, no fim das contas, ambos tem pouco a fazer, numa história protagonizadas pelas crianças. Aliás, não é apenas o ponto de vista de Auggie que é o foco; a narrativa dá espaço também para a irmã mais velha Via, a melhor amiga dela Miranda, e um novo amigo que Auggie faz, Jack Will. Todos os intérpretes são fantásticos. Dizer algo sobre Jacob Trembley, o Auggie, é desnecessário. Afinal, o astro de "O Quarto de Jack"é cativante como se pôde observar no filme citado, e aqui extrapola ainda mais, atingindo o coração da plateia. Os amigos dos irmãos, Noah Jupe e Danielle Rose Russell, também demonstram muita ternura. Mas é mesmo a garota Izabela Vidovic (a filha de Jason Statham em "Linha de Frente") como a irmã de Auggie, que mais me comoveu, sobretudo no momento em que se lembra de sua bondosa avó, aliás, uma participação bacana de nossa Sônia Braga. Por fim, o veterano Mandy Patinkin interpreta o diretor de escola mais humano e simpático que não se vê costumeiramente nas telas.

 Extraordinário, portanto, é uma bela produção cinematográfica que traz simples questões sobre a vida que fazem o espectador refletir durante a projeção. Torno a dizer: é piegas, e muitas vezes previsível, mas se consegue arrancar algum sentimento exposto do público, então tem seu valor. Admito, eu chorei. E fica uma entre tantas mensagens: "Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil". Feliz 2018!

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sábado, 16 de dezembro de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente

 Fazia tempo que a grande escritora Agatha Christie não era adaptada para os cinemas. Mas o diretor e ator Kenneth Branagh resolveu fazer um remake de uma das maiores obras dela, que teve sua primeira versão assumida por Sidney Lumet em 1974. Aqui, com roteiro adaptado por Michael Green, também conseguiu reunir um elenco estelar, na qual ele próprio interpreta o protagonista: o popular detetive Hercule Poirot.

  Em um luxuoso expresso, repelto de diversos passageiros, partindo de Istambul para vários pontos da Europa, acontece um inesperado assassinato e a vítima é o milionário Edward Ratchett, que mais tarde o tempo vai mostrar ser ele um homem inescrupuloso. O detetive Hercule Poirot, que se autodenomina como o melhor detetive do mundo, está presente no trem e começa as investigações. A conclusão que ele chega é a de que todos os tripulantes tinham razões suficientes para matar Ratchett, o que deixa o trabalho do carismático detetive muito mais denso e difícil.

 A reconstiuição de época, a direção de arte, a belíssima fotografia, as belas paisagens e os figurinos são de qualidades inquestionáveis. Para quem não conhece o filme original, e nem mesmo a obra de Agatha Christie, vale a recomendação de que este suspense policial não atende aos padrões de quem procura um entretenimento blockbuster com explosões, correria e sangue. Aqui tudo é refinado e exige uma compreensão de um público com um bom raciocínio lógico para não perder as informações que vão surgindo. Isso não significa que se trata de uma história difícil ou entediante; ao contrário, a diversão é garantida para quem se acostumar com o ritmo e os instantes de alívio cômico.

 Para o público que conhece o livro ou filme original, não há mudanças sobre a identidade do assassino, mas alguns elementos são modificados ou atualizados para trazer mais sabor para a narrativa. Na introdução, já acontece um crime solucionado por Poirot, feito de maneira irreverente, e que serve para deixar o público bem a vontade.

 No mencionado elenco estelar, Kenneth Branagh tem extraordinária caracterização, sobretudo nos longos bigodes, e consegue ser mais inspirado, e menos exagerado, que Albert Finney no filme de 1974. Há também Michelle Pfeiffer como uma rica viúva, Willem Dafoe como um professor, Judi Dench como uma princesa e Johnny Depp como o assassinato, todos perfeitos. A figura feminina central está caracterizada na jovem Daisy Ridley, como a governanta que mantem um caso com um médico negro (o pouco conhecido Leslie Odom Jr.), como um pretexto para mencionar também a questão racial (a trama é ambientada nos anos 30). Penelope Cruz tem pouco a fazer como uma missionária fanática, e está péssima. Há ainda outros nomes poucos conhecidos, mas em papéis importantes, como o veterano Derek Jacobi, Josh Gad, Olivia Colman e Lucy Boynton, todos entre os suspeitos.

 O que se pode dizer é que tudo é bem amarrado no roteiro, até chegar no surpreendente desfecho. Ou seja, uma história de suspense a moda antiga, bem realizada e interpretada, um brinde para um público que está esgotado com fitas de super-heróis ou  comédias escrachadas. No fim, há um ponto de partida sobre outra história de Christie, "Morte Sobre o Nilo", que provavelmente também será realizada por Branagh na direção e Green no roteiro. Vamos aguardar. Abraços!

 TRAILER:

domingo, 3 de dezembro de 2017

Liga da Justiça

 Com grandes expectativas de curiosidade do público mundo a fora, finalmente chegou em nossas telas Liga da Justiça, o filme que reúne os principais heróis da DC Comics. Zack Snyder continua a frente da produção, além de colaborar no roteiro adaptado por Chris Terrio e Joss Whedon.

 O melhor dessa sequência, diferente do anterior "Batman vs. Superman" está na atmosfera mais leve e bem-humorada, na qual o herói The Flash é o responsável pelas piadas mais divertidas. O novelo que se desenrola e une todos os heróis também acontece de forma satisfatória e convincente.

 O fato é que tanto Batman como Mulher Maravilha sentem-se responsáveis em recrutar um grupo de heróis para se unir a eles contra um temível vilão, que pretende tomar posse três caixas "poderosas", que contém algo como se fosse a essência para a segurança do mundo, mas que pode trazer plenos poderes para quem se apossar dela; algo nada bom quando cai nas mãos de um ser inescrupuloso e maligno. Bom, uma das caixas se encontra no reino da Mulher Maravilha; outra, no fundo do oceano; e ainda há mais outra onde ninguém sabe onde está. Assim, Cyborg, Aquaman e o já citado The Flash unem-se a dupla para deter Steppenwolf, o tal vilão. Ah, sim, Superman encontra um jeito de ressuscitar e entra na briga (não é SPOILER, todos já sabiam disso, hehehe).

 Os momentos de humor ajudaram a impor um ritmo mais saboroso para a história. Além disso, mais uma vez diferente do anterior, a projeção não é tão longa (dessa vez, apenas 2 horas!). Entretanto, continuo a não me surpreender com as cenas de ação, soam óbvias, previsíveis e nada marcantes. Apenas uma é realmente eletrizante, no início quando Steppenwolf e seus soldados atacam na era da Mulher Maravilha, e o espectador presencia batalhas incríveis bem coreografadas, num verdadeiro show de efeitos visuais e direção de arte esplêndida. As demais, porém, não empolgam muito.

 Falando em direção de arte, todos os cenários específicos dos personagens foram construídos com muita competência, assim como a fotografia e os figurinos. Ou seja, fica registrado na tela o que o público já esperava: a perfeição técnica como um todo, incluindo também os efeitos sonoros.

 Quanto ao elenco, nem preciso dizer que Gal Gadot, a Mulher Maravilha, leva a melhor. De fato, a novata israelense superou mesmo as expectativas, e a personagem lhe cai como uma luva. Ben Aflleck, quem diria, não faz feio como Batman, não está difícil se acostumar com ele na pele do homem morcego. E, afinal, não há como reclamar da atuação dele, mesmo ele não sendo bom ator, pois a canastrice está em cena na pele de Henry Cavill, horrível como sempre na pele de Superman. A presença do ator nos faz questionar: tinha mesmo que ressuscitar o Superman?

 Há ainda muita gente famosa, incluindo os intérpretes dos novos heróis Flah, Aquaman e Cyborg, respectivamente feitos por Ezra Miller, Jason Momoa (o novo idolatrado do público feminino) e Ray Fisher. O elenco estelar ainda conta com Amy Adams (uma Lois Lane mais apagada), Diane Lane (mãe do Superman), Jeremy Irons (mais uma vez como o fiel mordomo Alfred), Connie Nielsen (a rainha Hippolyta), J.K. Simmons (escondido como o Comissário Gordon), Amber Heard (um "provável" interesse romântico do Aquaman) e Ciarán Hinds (o vilão Steppenwolf).

 Enfim, é uma aventura bacana, certamente superior a "Batman vs. Superman", mas eu ainda prefiro os heróis da Marvel, já que a ação destes é mais criativa e empolgante. Mas não desmereço "Liga da Justiça", vale experimentar. Abraços!

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