sexta-feira, 19 de maio de 2017

Alien: Covenant

 Cinco anos após "Prometheus", o filme que funcionou como prólogo da série "Alien", surge essa sequência, realizada justamente pelo mentor da série, Sir. Ridley Scott.

 A história não apresenta muitas novidades: tripulação em exploração pelo sistema solar, capta sinais de vida, vindo de uma outra nave que se encontra num planeta isolado. Essa nave é justamente a "Prometheus" do episódio anterior, e os tripulantes encontram o andróide David, que explica para todos o que aconteceu com os demais membros. Mas o local está repleto de colônias de aliens, que os ataca, invadem a nave e epalham o terror.

 Apesar de parecer o "mais do mesmo", a típica rotina de terror e ficção científica, em fitas de alienígenas, essa aqui tem um prólogo interessante, ao mostrar um diálogo entre criador (ser humano) e criatura (máquina), o que já denota os perigos da inteligência artificial, quando tenta assumir o controle da situação.

 Além disso, o desenvolvimento do roteiro, de John Logan e Dante Harper, é eficiente e cria uma atmosfera de expectativa de tensão e angústia, principalmente quando os tripulantes da tal "Covenant" começam a explorar o planeta. Os efeitos visuais e sonoros, a direção de arte e a fotografia também são de um primor técnico admirável e excepcional.

 No elenco, apenas Michael Fassbender retorna no papel do andróide David, e também de um outro, Walter. A partir de seu personagem David, são esclarecidas as resoluções do episódio anterior, e o que sucedeu com a protagonista, Dra. Elizabeth, que foi vivida por Noomi Rapace, e que infelizmente não está presente.

 A mocinha da vez é a britãnica de Katherine Waterston (de "Steve Jobs" e "Animais Fantásticos e Onde Habitam") numa performance digna de Sigourney Weaver no auge da juventude. Há também Billy Crudup como o comandante, e vários outros atores conhecidos entre a trpulação: Danny McBride, Demián Bichir, Carmen Ejogo, Callie Hernandez... Ainda, duas participações não creditadas, de Guy Pearce, o "criador" no prólogo, e James Franco, que é rapidamente exterminado, bem antes da aparição dos aliens.

 Enfim, há excesso de persoangens, e o destino da maioria deles é previsível. De qualquer jeito, há um fascínio que envolve em torno da ideia de se pesquisar sobre vidas em outros planetas, que resulta em momentos filosóficos e arrepiantes, principalmente no diálogo entre as faces de Michael Fassbender representando um andróide do bem e outro do mal. O desfecho, muito eletrizante, deixa a plateia na empolgação de conferir logo a próxima sequência. Os fãs não irão se decepcionar nessa aterrorizante viagem espacial. Abraços!

 TRAILER:

terça-feira, 2 de maio de 2017

A Cabana

 Há alguns anos um livro com o título desse filme fez muito sucesso, inclusive no Brasil. A possibilidade dele ser transformado em película era bem alta, e isso acabou acontecendo. O autor do livro, um certo William P. Young, é uma espécie de Nicholas Sparks mais voltado ao tema do cristianismo.

 Mack Phillips é um homem que vive triste e amargurado com o desaparecimento de sua filha caçula em um acampamento. Mesmo sendo cristão, assim como sua família, parece não ter mais fé em Deus, e nem deseja continuar vivendo. No entanto, as coisas mudam quando ele recebe uma carta de alguém que diz aguardá-lo na cabana velha em que os pertences de sua filha foram encontrados. Pensando que possa ser o sequestrador, Mack vai até lá, e acaba se surpreendendo com o que encontra: duas mulheres e um homem que afirmam ser Deus em suas três formas: Pai, Filho e Espírito Santo. A experiência que Mack viverá nesse local será inesquecível.

 Preparem os lenços! Essa é uma história daquelas de fazer o espectador ficar em prantos. Mas não esperem sentimentalismo barato, o foco está nas emoções vivenciadas pelo protagonista através de todo seu aprendizado. Méritos dos roteiristas John Fusco, Andrew Lanham e Destin Daniel Cretton que fizeram um competene trabalho de adaptação, e também do diretor inglês pouco conhecido, Stuart Hazeldine (que fez apenas uma fita de terror que ninguém conhece, "Exame", de 2009), que demonstra bastante habilidade atrás das câmeras. A direção de arte e a belíssima fotografia, repleta de diversas cores, e o cenário bucólico são outros grandes atrativos.

 Além disso, um elenco bem entrosado ajuda a dar suporte para a história. O galã Sam Worthington (de "Avatar") tem sensível interpretação, e acerta na dose dramática. Fora ele, há a sempre excelente Octavia Spencer, no papel de ninguém mais, ninguém menos que Deus (responsável também por alguns momentos de humor, demonstrando que o "Papai", como ela é chamada, não é um velhinho ranzinza de barba branca), Radha Mitchell como a esposa, o veterano Graham Greene em outra face de Deus, Tim McGraw como o melhor amigo (que na verdade é o narrador da história) e uma participação importante da nossa brasileira Alice Braga, numa cena interessante como a Sabedoria. Merecem destaques também dois nomes pouco conhecidos: a japonesa Sumire Matsubara, como Espírito Santo, e o israelense Avraham Aviv Alush, como o Filho. Aliás, o fato de se ter uma negra, uma japonesa, um israelense e um americano de origem indígena interpretando Deus apenas posiciona o filme favoravelmente a  um mundo mais tolerante e respeitoso à diversidade de etnias, algo bastante oportuno, e que certamente não deve ter agradado ao presidente americano do momento; além disso, diga-se de passagem, já existem muitos Cristos brancos e de olhos azuis em diversas produções por aí...

 Enfim, há uma polêmica existente entre a comunidade evangélica, que dividiu opiniões, já que alguns consideram a temática mais voltada ao espiritismo e não ao cristianismo. Eu, honestamente, não consegui enxergar isso. Em todo caso, é uma história muito bem contada, que fala sobre amor, perdão, superação de obstáculos, esperança, paz... Ou seja, não há como ficar indiferente quando a mensagem é totalmente positiva. E, afinal, não é disso que o mundo precisa? Vale a pena desfrutar de momentos que emocionam e fazem refletir; Abraços!

TRAILER:

sábado, 25 de março de 2017

A Bela e a Fera

 Não iria mesmo demorar muito para uma versão com personagens de carne e osso desse grande clássico da Disney; mesmo porque, é a tendência do momento: refilmar animações com atores. E "A Bela e a Fera" fez um sucesso gigantesco, chegando mesmo a ser a primeira animação a ser indicada ao Oscar como melhor filme.

 Essa nova versão, atualizada por Stepehen Chbosky e Evan Spiliotopoulos, e tendo a experiência de Bill Condon na direção, que fez de tudo um pouco (desde "Deuses e Monstros" até  "A Saga Crepúsculo") é esplendidamente luxuosa, com um cuidado técnico espetacular e deslumbrantes cenários e figurinos. Ou seja, tudo o que se espera de um padrão Disney "classe A".

 Quanto a história, todo mundo já conhece, a tal "fera" do título era um príncipe arrogante, que enfeitiçado por uma bruxa, torna-se um ogro detestável e rabugento. Assim como ele, os empregados de seu palácio também são amaldiçoados, e se transformam em objetos. A jovem Bela, que teve seu pai capturado pela Fera, se oferece como prisioneira em troca do pai, e passa a conviver com o cotidiano do ogro ranzinza e seus criados transformados em objetos falantes. Aos poucos, ela se afeiçoa por ele. Mas um outro príncipe ganancioso surge no caminho como obstáculo.

 As canções que existiam no desenho, todas elas, estão de volta, além de alguns acréscimos (a projeção ultrapassa os 120 minutos!) Funciona tudo como um grande espetáculo para se ver no teatro, mas mesmo na tela grande, há um bom impacto. O elenco, encabeçado pela inglesa Emma Watson, que não faz jus ao adjetivo bela (mas, na verdade, nem mesmo a personagem) e o ainda pouco conhecido Dan Stevens ("O Quinto Poder") como Fera, tem ainda Luke Evans, como o antigalã Gaston, Kevin Kline como o pai da Bela, e ainda grandes nomes como os objetos, mas que aparecem no fim em carne e osso: Emma Thompsom (cantando a música tema, como o simpático bule), Ian McKellen, Stanley Tucci, Ewan McGregor, Audra McDonald, Gugu Mbatha-Raw... Além disso, o gordinho Josh Gad, que emprestou sua voz para Olaf em "Frozen - Uma Aventura Congelante", faz aquele que é conhecido como o primeiro personagem assumidamente gay da Disney, o serviçal de Gaston, mas essa condição sexual aparece de forma implícita.

 Enfim, um encanto de produção para todas as idades, mesmo não sendo superior à animação de 1991. Ou seja, certamente, vale o ingresso. Abraços!

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

O Chamado 3

 Após uma ausência de exatos doze anos, a terceira parte de uma franquia de sucesso do terror finalmente chega às telas. Dessa vez, resolveram investir num diretor novo, da Espanha, F. Javier Gutiérrez, e também não há no elenco nenhuma presença dos episódios anteiores.

 Assim como hábito no gênero, o prólogo, em um voo, já causa expectativa de suspense e mistério. Fora isso, as fitas caseiras da garota Samara ainda continuam sendo copiadas por àqueles que assistem aos vídeos, com o intuito de terem suas vidas preservadas. E é o que acontece com a jovem Julia, que acaba vendo o filme e se vê obrigada a tomar uma atitude para preservar sua vida. O mesmo sucede com seu namorado Holt, que também assistiu à fita e recebeu o aviso de que morrerá em sete dias.

 Como mencionado anteriormente, o prólogo já cria uma boa atmosfera. No entanto, o roteiro, de David Loucka, Jacob Estes e Akiva Goldsman, acaba se esquecendo de sustos maiores em uma produção de entretenimento que deveria ter como objetivo deixar a plateia arrepiada. Infelizmente, há muita expectativa de mistério mas nenhuma cena impactante ou convincentemente assustadora. Os roteiristas se fixaram em desenvolver a origem da garota Samara, mostrando até mesmo o quanto foi vítima de maus tratos no passado. Ou seja, acaba se aproximando mais do drama do que outra coisa, o que certamente decepciona os fãs do gênero.

 Além disso, essa ideia de reproduzir fitas VHS não é mais convincentes nos dias de hoje; afinal, quem ainda tem videocassete? Em todo caso, as cópias também são realizadas através da inernet, deixando a trama um pouco menos ultrapassada; mas nem por isso salva a história, que pelo menos tenta ser surpreendente no fim e deixa uma porta para outra possível sequência.

 Num elenco de gente nova e pouco conhecida, há atores que não comprometem, ainda que sejam apáticos, caso dos protagonistas, a italiana Matilda Lutz e o britânico Alex Roe (de "A 5ª Onda"), e também coadjuvantes veteranos, como Johnny Galecki e Vincent D´Onofrio.

 Enfim, mesmo sendo um retorno que agrada muito a plateia, é um trabalho fraco e pouco inspirado, fica num meio termo tolo e sem ritmo. Caso haja outras continuações, espero que não fiquem a desejar. Abraços.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Minha Mãe é Uma Peça 2: O Filme

 Algo que tem dado certo no cinema brasileiro e arrecadado muito dinheiro nas bilheterias são as comédias. Desde "Se Eu Fosse Você", em 2006, a fórmula está funcionando, mesmo a inspiração sendo nas comédias pipocas norte americanas. E sequências fazem sucesso maior ainda, o que explica o bom tempo em cartaz nas salas de cinema do filme "Minha Mãe é Uma Peça 2".

 Além disso, comédias protagonizadas por especialistas em humor são aplaudidas pelo público. E Paulo Gustavo repete o popular papel de Dona Hermínia, a dona de casa atarefada, que também apresenta um programa na tv. Aqui, ela vive em pé de guerra com o casal de filhos, o rapaz sexualmente confuso, e a menina que sonha em ser atriz. Também vive uma saia justa com o ex-marido, que não para de assediá-la. Para piorar, recebe a visita da irmã escandalosa, que acaba de chegar de Nova York. Assim, Dona Hermínia tenta levar a vida, mesmo se estressando constantemente.

 Pela sinopse, pode perceber que tudo é desculpa esfarrapada para Paulo Gustavo improvisar e dar o seu show no estilo "stand-up". E, graças a isso, o diretor (que agora é César Rodrigues, substituindo André Pellenz) consegue obter excelentes êxitos, já que a plateia gargalha constantemente nas tiradas dele, principalmente ao colocar um contexto regional em falas irônicas que transparecem a velha rivalidade existente entre as duas principais metrópoles do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo. Tudo isso, parte da criatividade do próprio Paulo Gustavo, autor do roteiro ao lado de Fil Braz.

 Outro fato interessante é que em fitas com homens interpretando papéis femininos, espera-se caricatura esteriotipada nos trejeitos e caras e bocas. Bom, isso acontece, claro, mas Paulo evita os excessos e tenta, no ponto de vista que se trata de uma comédia, deixar sua Dona Hermínia mais humana; e até que ele consegue esse feitio.

 O elenco é basicamente o mesmo do original, Patrícia Travassos e Alexandra Richter como as irmãs, Hérson Capri como o ex-marido, Rodrigo Pandolfo e Mariana Xavier como os filhos, a veterana Suely Franco como a tia idosa... Tem até uma participação bacana da apresentadora Fátima Bernardes como ela mesma.

 Assim como eu havia feito com "Meu Passado Me Condena 2", aliás outra comédia protagonizada por um ator de "stand-up", Fábio Porchat, eu assisti a esta sequência sem ter a assistido ao "Minha Mãe é Uma Peça 1". E admito que gostei, é um antídoto formidável contra qualquer tipo de mau humor. Por isso, vale a pena conferir e prestigiar nossos humoristas brazucas, competentes na arte de fazer rir. Abraços!

TRAILER:

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

OSCAR 2017 - INDICADOS

 Finalmente saíram os indicados ao OSCAR 2017. Dessa vez, sabe-se lá por qual motivo, demoraram muito para divulgar os indicados; afinal, costumam-se divulgar as listas no começo ou no meio de janeiro, e não no fim como foi dessa vez. Bom, como de hábito aqui no blog, apenas vou me detalhar às seis categorias principais: filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante.
 FILME:

 Esse ano foram nove os indicados: o eletrizante drama de guerra Até o Último Homem; a ficção científica reflexiva A Chegada; o drama racial Estrelas Além do Tempo; outro filme com temática racial, Cercas; o querido musical, e obviamente favorito, La La Land - Cantando Estações; o interessante e original Lion - Uma Jornada Para Casa; o pesado Manchester à Beira-Mar, também um dos favoritos; outro favorito na disputa, Moonlight - Sob a Luz do Luar, também com tema racial; e o policial western A Qualquer Custo.

 DIRETOR:

 Quanto a essa categoria, dos cinco candidatos, três já eram previsíveis, e são os favoritos: Danien Chazelle (La La Land - Cantando Estações), Barry Jenkins (Moonlight - Sob a Luz do Luar) e Kenneth Lonergan (Manchester À Beira Mar). Todos eles jovens e com poucos filmes no currículo, o que é interessante. Os outros dois são: Mel Gibson (Até o Último Homem) e Dennis Villeneuve (A Chegada), ambos com menos chances.

 ATOR:

 Casey Affleck: 41 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes como coadjuvante por "O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford". Agora concorre por "Manchester à Beira-Mar". Bom, Casey está ganhando praticamente tudo o que é festival, e provavelmente, irá ganhar também o Oscar. Não assisti ao filme ainda, por isso não posso julgar. Contudo, não gosto muito desse ator. 

 Andrew Garfield: 33 anos, 1ª indicação. Concorre por "Até o Último Homem", em que esse jovem franzino tem surpreendete atuação no papel do médico que, na 2ª Guerra Mundial apenas está na batalha para salvar vidas. É um trabalho bem feito, e a indicação é merecida.

 Ryan Gosling: 36 anos, 2ª indicação. Concorreu antes, também como principal, por "Half Nelson" (2006). Agora foi indicado por "La La Land: Cantando Estações". Certamente, esse bom ator está sendo muito badalado por concorrer pelo grande filme do ano. Tem boa atuação como o pianista apaizonado por jazz, mas provavelmente esse é um Oscar que La La Land não fatura.

 Viggo Mortensen: 58 anos, 2ª indicação. A indicação anterior foi em 2007, também principal, por "Senhores do Crime". Dessa vez, atua como o "Capitão Fantástico", um hippie de meia idade que aprende a levar a vida na selva, com seus diversos filhos. Ele tem um bom momento em cena, e seria bacana se ganhasse, o que não irá acontecer.

 Denzel Washington: 62 anos, 7ª indicação. Indicação anteriores foram "Um Grito de Liberdade" (1987, coadjuvante), "Tempo de Glória" (1989, coadjuvante, ganhou!), "Malcolm X" (1992, principal), "Hurricane - O Furacão" (1999, principal), "Dia de Treinamento" (2001, principal, ganhou!) e "O Voo" (2012, principal). Agora é a vez de "Cercas", que ele também dirigiu, e tem excelente atuação. É o veterano de Oscar da categoria, e mesmo sendo excepcional, parece que a estatueta será mesmo de Casey.

ATRIZ:

 Isabelle Huppert: 63 anos, 1ª indicação. Concorre pelo curioso e envolvente "Elle". É inadmissível e difícil de aceitar que essa que é uma das maiores estrelas da França, senão de todo o cinema, com diversas atuações surpreendentes, nunca tenha sido indicada ao Oscar antes. E ela está sempre em constante atividade. Agora é hora de reparar o erro, e espero que ela vença. Não é exatamente favorita, mas já ganhou muitos prêmios esse ano, incluindo o Globo de Ouro. Minha torcida é dela.

 Ruth Negga: 35 anos, 1ª indicação. Essa atriz negra da Etiópia não é exatamente novata (atua desde 2004 em papéis menores) e recebe aqui sua primeira chance pelo filme "Loving". A indicação dela surpreendeu um pouco, já que tanto ela quanto o filme andaram meio esquecidos nas premiações. Talvez seja o nascimento de uma estrela. De qualquer maneiras, as chances são pequenas.

 Natalie Portman: 35 anos, 3ª indicação. Foi indicada antes por "Closer - Perto Demais" (2005, coadjuvante) e "Cisne Negro" (2010, principal, ganhou!). Agora é indicada por "Jackie", biografia de Jacqueline Kennedy. Está entre as favoritas, e é muito querida em Hollywood. Porém, como já ganhou antes, talvez seja mesmo a vez de Huppert. Mas está no páreo, e obviamente, é uma ótima atriz.

 Emma Stone: 28 anos, 2ª indicação. A nomeação anterior foi em 2014, como coadjuvante, por "Birdman". Agora é a vez de "La La Land: Cantando Estações". Muito querida em Hollywood, é a estrela do momento. Atua muito bem no musical como a atriz sem sorte na vida. Pode até ter alguma chance, mas o páreo está difícil.

 Meryl Streep: 67 anos, 20ª indicação. Indicações anteriores foram para "O Franco Atirador" (1978, coadjuvante), "Kramer vs. Kramer" (1979, coadjuvante, ganhou!), "A Mulher do Tenente Francês" (1981, principal), "A Escolha de Sofia" (1982, principal, ganhou!), "Silkwood - Retrato de Uma Coragem" (1983, principal), "Entre Dois Amores" (1985, principal), "Ironweed" (1987, principal), "Um Grito no Escuro" (1988, principal), "Lembranças de Hollywood" (1990, principal), "As Pontes de Madison" (1995, principal), "Um Amor Verdadeiro" (1998, principal), "Música do Coração" (1999, principal), "Adaptação" (2002, coadjuvante), "O Diabo Veste Prada" (2006, principal), "Dúvida" (2008, princiap), "Julie & Julia" (2009, principal), "A Dama de Ferro" (2011, principal, ganhou!), "Álbum de Família" (2013, principal) e "Caminhos da Floresta" (2014, coadjuvante). Agora é indicada por "Florence: Que Mulher é Essa?". Ufa, cansei! Afinal, o que é Oscar sem Meryl Streep? Quase nada! Vida longa a ela! Será indicada ainda mais vezes, mas não ganhará novamente agora. Em todo caso, fica aí o registro de uma personalidade extraordinária, felizmente na ativa.

ATOR COADJUVANTE:

 Mahershala Ali: 43 anos, 1ª indicação. Concorre por "Moonlight - Sob a Luz do Luar", e é o grande favorito, pois está ganhando quase todos os prêmios. É desconhecido ainda, ambora seja um grande ator. Em todo caso, seu papel no filme fica até a metade, e depois sai de cena sem maiores esclarecimentos. Ela não ganhou o globo de ouro, o que não é bom sinal. Mas ainda segue com o favoritismo.

 Jeff Bridges: 67 anos, 7ª indicação. Indicações anteriores foram para "A Última Sessão de Cinema" (1971, coadjuvante), "Cidade das Ilusões" (1974, coadjuvante), "Starman - O Homem das Estrelas" (1984, principal), "A Conspiração" (2000, coadjuvante), "Coração Louco" (2009, principal, ganhou!) e "Bravura Indômita" (2010, principal). Agora é a vez de "A Qualquer Custo", em que faz um destemido policial. Ele é muito querido pela imprensa, e ganhou alguns prêmios. Pode até surpreender, mas não será fácil.

 Lucas Hedges: 20 anos, 1ª indicação. Concorre por "Manchester à Beira Mar", e já foi apontado como a revelação do ano. Como o filme está sendo bastante prestigiado, o garoto pode ter alguma chance. Em todo caso, já tem o esteriótipo de novo galã.

 Dev Patel: 26 anos, 1ª indicação. Concorre por "Lion: Uma Jornada Para Casa". Esse britânico, de origem indiana, após o sucesso de "Quem Quer Ser um Milionário?", começou a fazer muitos filmes em Hollywood. Não acreidto que tem muitas chances, mas o filme está fazendo boa carreira entre os críticos.

 Michael Shannon: 42 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes, também como coadjuvante, por "Foi Apenas Um Sonho" (2008). Agora é indicado por "Animais Noturnos", onde atua brilhantemente como um policial vítima de câncer. Apesar da pouca idade, tem aparência de veterano e um grande domínio em cena. Seria bacana se ganhasse, mas acho pouco provável.

ATRIZ COADJUVANTE:

 Viola Davis: 51 anos, 3ª indicação. Foi indicada antes por "Dúvida" (2008, coadjuvante) e "Histórias Cruzadas" (2011, principal). O filme da vez é "Cercas", em que o mais provável seria indicação como atriz principal. Em todo caso, têm ótimas chances de vencer, o que será bárbaro, já que essa é uma das grandes atrizes do momento, e que só depois dos 40 teve chances maiores.

 Naomie Harris: 40 anos, 1ª indicação. Concorre por "Moonlight - Sob a Luz do Luar", numa interpretação humana e magistral. Pode ser que ganhe também, o que seria justo para uma atriz que, mesmo tendo uma estrada, ainda não tem tanta popularidade.

 Nicole Kidman: 49 anos, 4ª indicação. Foi indicada antes por "Moulain Rouge - Amor em Vermelho" (2001, principal), "As Horas" (2002, principal, ganhou!) e "Reencontrando a Felicidade" (2010, principal). Agora, pela primeira vez como coadjuvante, concorre por "Lion: Uma Jornada Para Casa". Apesar de ser uma das estrelas máximas de Hollywood, tem poucas chances de vencer, embora seja uma atriz excelente.

 Octavia Spencer: 46 anos, 2ª indiação. A indicação anterior ocorreu com "Histórias Cruzadas" (2010), também coadjuvante, e ganhou. Agora ela foi lembrada pelo filme "Estrelas Além do Tempo", representando o grande elenco soberbo da fita, pois foi a única indicada. Logicamente, ela é sensacional. Mas tem pouca probabilidade de vencer de novo.

 Michelle Williams: 36 anos, 4ª indicação. Indicações anteriores foram para "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005, coadjuvante), "Namorados Para Sempre" (2010, principal) e "Sete Dias Com Marilyn" (2011, principal). Agora concorre pelo superestimado "Manchester à Beira-Mar". Embora tenha pouco tempo em cena no filme, está entre as prováveis favoritas, ao lado de Viola e Naomie. Além disso, é estrela do momento em Hollywood, o que pode favorecê-la.

 Pronto, aqui estão os principais indicados. O resultado conheceremos no dia 26/02. Quem for assistir pela tv, veja pela TNT, que é ótimo. Ou então assistam pela internet. Eu jamais recomendaria a Rede Globo, e nem poderei mesmo, poruqe o Oscar cairá no Carnaval. Até lá!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Moana - Um Mar de Aventuras

 Todo começo de ano, época de férias, tem que estrear nas telas uma produção Disney de qualidade para a garotada. E eis que surge este Moana, uma emocionante aventura, que garante o espetáculo para quem procura um bom entretenimento.

 A dupla de diretores Ron Clements e John Musker são especialistas em animações do estúdio, tal como "A Pequena Sereia" e "A Princesa e o Sapo", e o roteiro liderado por Jared Bush focaliza a trama em mais uma figura feminina guerreira e determinada, de uma certa forma também princesa, embora não goste de ser chamada assim.

 Bom, a tal "princesa" de nome Moana é uma nativa de uma tribo localizada em algum lugar da Oceania, que está disposta a conhecer suas origens e determinada a desvendar um mito sobre monstros marinhos, que deixam o mar inabitável. Ela precisa da ajuda do semideus Maui nessa aventura, mas a incompatibilidade de gênios entre a dupla é um grande obstáculo. Ainda assim, persistem em sua jornada.

 Se analisarmos todas as animações de Disney, esse aqui não é exatamente original, e está de longe de estar numa lista entre os cinco ou dez melhores. Afinal de contas, os temas relacionados à busca da identidade, da autoconfiança, das descobertas de obstáculos já foram vistos antes em diversos filmes do estúdio, como "O Rei Leão", "Pocahonthas", "Mulan", e por aí vai. Em todo caso, é sempre interessante observar que as heroínas de pele branca, há um bom tempo, tem dado espaço para outras de origem africana ou índigena, o que também sucede aqui, o que deixa a narrativa mais curiosa acerca de culturas não dominantes no ocidente.

 Como não poderia faltar, há belas canções, e alguns personagens coadjuvantes que roubam a cena, como o caso do galinho atrapalhado, que não tem falas, mas consegue mesmo assim divertir a plateia. Outro ponto comum nos longas da Disney é o romance não correspondido, a princípio, entre seus protagonistas, que no decorrer da história vão se aproximando aos poucos. O semideus é inspirado no ator Dwayne Johnson, mais conhecido como "The Rock", repleto de músculos e tatuagens, e é dublado pelo próprio (caso alguém queira ver a versão original, se é que ela está passando).

 Enfim, se envolver com a animação é tarefa muito fácil, o cuidado técnico é impressionante e apenas mostra que o departamento técnico de longas para desenhos melhora com o passar dos anos, afinal, tudo é espetacular. Portanto, esqueçam os clichês, os lugares comuns da trama, e se envolvam com as aventura de Moana. Abraços!

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