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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Vingadores: Ultimato

 Uau! Eis que finalmente o fecho da popular cinessérie Avengers invade as telas de cinema. Nem consigo traduzir numericamente o quanto as bilheterias arrecadaram, mas é fato bastante óbvio que todos os filmes dos heróis da Marvel, fizeram sucessos históricos (tanto o dos heróis em conjunto, quanto os "solos", apesar do Hulk ter sido o mais fraco e sem sequência).

 Não é segredo para ninguém que essa produção, mais uma vez comandada pelos irmãos Russo, Anthony e Joe, teve todo o cuidado de sigilo, para que os fãs fossem surpreendidos com todo o mistério por trás da história. O problema, na verdade, era escapar dos spoilers, já que muitos acabavam revelando quem morria ou outros tópicos. Enfim, os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely souberam balancear bem a história e distribuir perfeitamente as cenas para os populares personagens criados por Stan Lee.

 A aventura começa a partir do instante em que o anterior Guerra Infinita foi finalizado, com os heróis sobreviventes tentando destruir o temível Thanos, e vingar as mortes de seus colegas. Na verdade, eles, após derrotarem o vilão (e isso não é spoiler, já que acontece no início), conseguem ter acesso a uma máquina do tempo, e pretendem voltar ao passado com o intuito de impedir o acesso às pedras preciosas por parte de Thanos, o que anularia o extermínio de metade da população da Terra. Mas muita confusão e diversos obstáculos surgirão nessa possibilidade de dar uma segunda chance ao planeta.

 Bem, falar da qualidade técnica é totalmente dispensável, afinal chega a ser redundante elogiar os efeitos visuais e sonoros, figurinos, direção de arte e fotografia de uma produção que já tem isso como qualidades típicas. A duração, por outro lado, precisa ser comentada, pois, afinal de contas, é o filme mais longo de toda a série: 3 horas e 1 minuto! Também pudera: com tantos protagonistas dividindo a cena, a projeção tinha mesmo que ser longa.

 Aliás, falando no elenco, está todo mundo na tela. Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo e Jeremy Renner atuam com suas permanentes competências como os heróis títulos. Quem se sai melhor, certamente, é Chris Hemsworth, roubando a cena como alívio cômico, compondo um Thor barrigudo e bêbado, após uma crise depressiva. Aliás, Hemsworth demonstra grande versatilidade nessa mudança de composição do personagem.

 E podem apostar: todos estão mesmo de volta! Algns com grandes destaques, outros fazendo ponta. Independente disso , trata-se do elenco estelar do ano, já que nunca se viu tanta gente famosa em um filme. A ainda pouco conhecida Karen Gillan, como Nebula, a meu ver, tem o principal papel feminino, já que muita coisa gira em torno dela. Paul Rudd, como o Homem-Formiga, também rouba a cena e já surge de forma triunfal. Brie Larson, a Capitã Marvel, já chega arrasando, embora suma depois, mas retorna em grande forma. Rene Russo, quem diria, nos seus 65 anos, ainda é uma bela mulher, como a mãe de Thor. Tilda Swinton tem uma interessante participação como "The Ancient One".

 Querem mais? Então vamos lá: Don Cheadle, Benedict Cumberbatch, Chadwick Boseman, Elizabeth Olsen, Gwyneth Paltrow, Chris Pratt, Zoe Saldana, Josh Brolin, Tom Holland, Tom Hiddleston, Danai Gurira, Anthony Mackie, Dave Bautista, Letitia Wright, Hayley Atwell, Vin Diesel, Bradley Cooper... Alguns parecem figurantes, pois somente aparecem rapidamente: Michelle Pfeiffer, Marisa Tomei, Natalie Portman, Angela Bassett, William Hurt, Samuel L. Jackson (aliás, como fizeram isso com um personagem tão importante como o Nick Fury???). Os veteranos Michael Douglas e Robert Redford, embora também tenham poucas cenas, têm algumas falas.

 Enfim, a conclusão é satisfatória, e dessa vez não há cenas pós-créditos. O público não sairá desapontado, embora haja uma sensação triste pelo encerramento da série. O maior desafio para o espectador é conseguir fugir dos spoilers, já que quem viu não perdoa mesmo. Nessa altura do campeopnato, as filas já estão mais tranquilas, então aproveitem a oportunidade de verem os heróis populares da Marvel juntos pela última vez. Até!

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domingo, 20 de maio de 2018

Vingadores: Guerra Infinita

 Muita coisa mudou desde o primeiro filme da franquia até os dias de hoje. O fato mais interessante é que a toda poderosa Marvel tornou-se agora estúdio de cinema, e esteve a frente dessa super produção, ao lado da Disney. Como era de se esperar, as filas de cinema tornaram-se mais do que quilométricas.

 Os irmãos Russo, Anthony e Joe, permanecem na direção na história adaptada do mundo de Stan Lee, por Christopher Markus e Stephen McFeely. E a impressão que fica é que eles não querem nem saber se o público é leigo ou não; por essa razão, seria razoável os espectadores mais distantes do universo Marvel assistir aos dois episódios anteriores. Mesmo porque a quantidade de personagens é absurdamente gigante, ficando de fora apenas o Arqueiro e o Homem Formiga.

 Falando na história, o grande vilão aqui é Thanos que almeja conquistar uma coleção de seis poderes diferentes entre si, que o tornará poderoso e acabará com metade da população na Terra. Para isso, os vingadores se unem para combatê-lo, incluindo so guardiões da galáxia, e a turma do Pantera Negra.

 Honestamente, esse episódio acaba sendo o mais entediante dos três, e também o mais longo. Creio que isso acontece pelo fato de boa parte das cenas ser ambientada em território intergaláctico, tornando o filme mais próximo da ficção científica, o que não é comum na série. Mas o interese e o ritmo vão melhorando no decorrer do desenvolvimento, e não podemos esquecer dos bons instantes de alívio cômico, o que deixa o entretenimento mais suave, e com direito a uma sessão cinematográfica de nostalgia com as citações dos clássicos filmes dos anos 80, feitas pelo Homem Aranha.

 Quanto ao elenco e seus respectivos personagens, essa é a parte mais complexa, pois com um número gigantesco de protagonistas, nem todos se destacam. Devo mencionar que o vilão personalizado por Josh Brolin é o melhor do filme: temível, impiedoso e o mais indestrútive entre todos. Entre os heróis, a protagonista é mesmo a Gamora de Zoe Saldana, dos guardiões da galáxia, que tem uma relação afetiva de paternidade com o vilão; ela é o núcleo da história, bem amparada por Chris Pratt (também fazendo gracinhas), o que deixa o público que ainda nãoa assistiu "Guardiões da Galáxia", como eu, meio sem chão.

 Entre nossos populares heróis,  Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Hemsworth (Thor), Elizabeth Olsen (Feiticeira), Paul Bettany (Vision) e Benedict Cumberbatch (Dr. Estranho) levam a melhor, além do já mencionado "palhaço" Homem Aranha, vivido pelo fraquinho Tom Holland. Por outro lado, Mark Ruffalo (com um Hulk bem ausente), Chris Evans (sem o uniforme de Capitão América) e Scarlett Johansson (sempre bela Viúva Negra) estão desperdiçados e sem grandes momentos. A turma do Pantera Negra, vivido por Chadwick Boseman, dá uma força também. O "dúbio" Loki de Tom Hiddleston tem uma participação interessante no começo, mas logo desaparece. E pra fehcar o elenco estelar, diversos atores que participaram das franquias individuais de cada herói, revivem seus personagens, como é o caso de Don Cheadle, Karen Gillan, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Idris Elba, Danai Gurira, Peter Dinklage, Benedict Wong, Dave Bautista, Gwyneth Paltrow, William Hurt, Letitia Wright, as vozes de Bradley Cooper e Vin Diesel, além de cena pós crédito com Samuel L. Jackson e Cobie Smulders.

 É óbvio falar da excepcional competência técnica, garantia necessária para a diversão, mas não se pode deixar de mencionar, mesmo porque quem já viu não cansa de fazer spoiler, que a conclusão desagrada praticamente a todos, incluindo a cena já mencionada pós créditos, e que os fãs já estão contando os segundos para assistir a sequência desse "inacabável" filme. Enfim, nesse ponto, a expectativa aumenta ainda mais os méritos dessa superprodução, pois foi realmente a aventura mais fraca dos queridos heróis da Marvel. Em todo caso, não deixaremos de acompanhar tudo sobre o próximo filme, provavelmente no ano que vem. Abraços!

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Thor: Ragnarock

 Terceira aventura do simpático e popular deus do trovão estreia nos cinemas com bastante bom humor e sequências eletrizantes de aventura e lutas sensacionais. O neozelandês Taika Waititi é o diretor da vez e fez um trabalho digno e com bastante competência.

 O ponto de partida mostra nosso herói preocupado com o paradeiro do pai Odin, e recorre a ajuda do nem sempre bem intencionado irmão Loki para procurá-lo. Para tanto, viajam no tempo e vão parar na Nova York da atualidade, local onde Odin foi visto pela última vez. Entretanto, além de não encontrá-lo, Thor se depara com a fúria de Hela, uma deusa cruel e vingativa, que almeja destruir Asgar, o planeta de Thor, e escravizar toda a população de lá. Como se não pudesse ficar pior, ele é aprisionado por um excêntrico comandante de um reality show, Grandmaster, que promove lutas mortais entre seus prisioneiros. Para sair dessa, o guerreiro do martelo conta com a ajuda do amigo Hulk, outro prisioneiro, e da exótica Valkyrie, também de seu planeta, para derrotar Hela e salvar todo o povo.

 Claro que se pode prever em uma produção Marvel, definitivamente um estúdio de cinema, que o que está na tela, efeitos visuais, sonoros, direção de arte, fotografia e figurinos, representam o significado de uma qualidade técnica exemplar. O astro Chris Hemsworth, além disso, com todo seu carisma apenas demonstra que de fato nasceu para ser Thor, e adiciona mais um ponto a favor do filme. Outro fator interessante é que o roteiro, de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost, desenvolve duas personagens femininas que despertam a curiosidade: a guerreira Valkyrie, interpretada pela jovem Tessa Thompson, de "Creed: Nascido Para Lutar", e a vilã Hera, defendida pela sempre extraordinária Cate Blanchett, que arrasa sobretudo nas batalhas finais, em que o espectador, aliás, é brindado com um cenário inesquecível que faz lembrar um quadro pós-apocalíptico.

 Achei desnecessário apenas a presença do personagem Dr. Estranho, vivido por Benedict Cumberbatch, que não faz absolutamente nada de importante, o que torna a participação tola e sem sentido. Ainda no elenco, Tom Hiddleston revive Loki, mas sem a vilaneza característica, aqui ele está "bonzinho"; Mark Ruffalo surge enfurecido como Hulk; Idris Elba faz um guerreiro de Asgar; o veterano Jeff Goldblum, (fora Cate, talvez o melhor do elenco) dá vida ao excêntrico Grandmaster. Há também uma divertida cena em que dois atores interpretam Odin e Thor num teatro típico da história antiga, respectivamente o veterano Sam Neill e Luke Hemsworth, ninguém mais nem menos que o irmão mais novo de Chris. Por fim, participações pequenas de Anthony Hopkins como o verdadeiro Odin, e Scarlet Johansson como a Viúva Negra.

 Enfim, reafirmo que esse trabalho foi muito bem realizado e garante um entretenimento nota 10. O clima de bom humor foi o que mais me agradou no envolvimento de toda história. Há algumas surpresas e, logicamente, uma cena extra no pós crédito, sempre insistente em deixar uma porta aberta para próximas aventuras. Stan Lee, o criador dos quadrinhos, está mesmo nadando em rios de dinheiros. Não percam tempo, e confiram na tela grande. Abraços!

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Doutor Estranho

 Este é o novo filme do popular estúdio da Marvel, que agora ganha espaço bastante badalado no cinema também. O diretor da vez, quem diria, trata-se de um cineasta um tanto esquecido ultimamente, Scott Derrickson, também autor do roteiro adaptado dos quadrinhos de Steve Ditko, ao lado de Jon Spaihts e C. Robert Cargill, e que dirigiu filmes como "O Exorcismo de Emily Rose" e "O Dia Depois de Amanhã". 

 A maior preocupação sobre o sucesso desse blockbuster é que esse personagem não é bastante popular, e isso poderia não atrair a tenção das plateias, mas o sucesso está acontecendo e as bilheterias arrecadando muito. Enfim, no papel título, temos o ator Benedict Cumberbatch, recentemente indicado ao Oscar por "O Jogo da Imitação", um cirurgião arrogante e narcisista. Após dirigir em alta velocidade, de forma irresponsável, sofre um terrível acidente e tem seu corpo praticamente desfigurado. Felizmente, ele consegue êxitos na cirurgia, mas não consegue movimentar 100% o maior instrumento de sua profissão: suas mãos. Assim, ao descobrir que existe um lugar em que conseguirá a cura para suas mãos, Kamar-Taj, localizado em Katmandu, parte para lá, e se depara com um mundo repleto de misticismo e magia.

 Outra preocupação é que, ao se ler a sinopse e assistir a primeira parte da projeção, dá a impressão de que não se trata de um filme típico Marvel, com herói carismático e muita cena de luta. Ao contrário, parece uma mistura de "Matrix" com "O Nome da Rosa", com muita filosofaiada acerca do mundo e dos seres. Apenas na segunda parte, começa a ação e o público vai se familiarizando aos poucos com tudo aquilo que queria ver de início, mas que só acontece mais tarde. E, logicamente, toda a grana gasta na produção, se vê na tela com todo direito que um blockbuster classe A como esse merece. Mas, honestamente, estou me cansando do gênero, pois mesmo as cenas sendo espetaculares, é tudo previsível e facilmente esquecível; falta aquele entusiasmo e empolgação que tinham no mais recente filme do "Capitão América", pois aqui eu achei tudo muito cansativo.

 No elenco, o dinamarquês Mads Mikkelsen (da série "Hannibal") interpreta o vilão, Chewetel Ejiofor (de "12 Anos de Escravidão") faz o parceiro, Tilda Swinton, em mais uma composição irreverente, como a mística Anciã, e uma mal aproveitada Rachel McAdams como uma mocinha fraca e que não deixa sua marca. O melhor fica após os créditos finais, afinal trata-se de produção Marvel, em que há um diálogo muito bacana entre o Dr. Stranger e um herói muito popular e querido. Nunca pensei em dizer isso, mas é preciso passar parte dos letreiros finais para o filme ficar melhor (e olha que o longa nem chega a ter duas horas!).

 Enfim, é "assistível". Não me recordo de muita cena, o que simplesmente significa que o filme não me empolgou tanto. O fato é que a mencionada cena final já deixa bem claro que teremos sequência. Bom, a também já citada terceira parte do Capitão América foi melhor que o original. Portanto, quem sabe? Mas não boto muita fé, hehehehe... Abraços!

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

 Este foi o último filme que eu conferi na tela grande em 2014. O fecho de uma trilogia que, ao meu ver, finalizou de forma bem sucedida, com o típico requinte de uma produção milionária, assim como os dois episódios anteriores, sempre comandados por Peter Jackson na direção, e pelo mesmo ao lado de Guillermo del Toro, Phillipa Boyens e Fran Walsh no roteiro adaptado da obra de J.R.R. Tolkien.

 Essa aventura começa exatamente onde terminou a sequência anterior, o que pode prejudicar no entendimento dos leigos que se arriscarem, sem o conhecimento dos outros filmes. Bom, o dragão Smaug está acabando com toda a cidade, cujo arquiteto se inspirou em  Veneza (hehehe). Assim, o hobbit, os anões e os elfos se juntam para detê-lo, sempre acompanhados pelo sempre sábio Gandalf de Sir. Ian McKellen. Após isso, a batalha que existe é inspirada na cobiça de se apropriar das riquezas que estavam ao poder de Smaug. Dessa forma, os anões travam um duelo com os elfos; e para piorar ainda mais, os terríveis orcs também surgem nesse clima de guerra. O líder dos anões, Thorin, passa a ser um risco para todos, pois se mostra o mais obsessivo com toda a riqueza.

 Como eu já havia mencionado antes, sempre tive preocupação com o fato de se desmembrar uma obra literária, relativamente pequena, em três filmes. No final das contas, os dois últimos episódios foram, surpreendentemente, melhores que o primeiro, e repleto de cenas de aventura e ação! Particularmente, gosto mais do segundo, aquele que teria a tendência de ser o mais arrastado e cansativo, o que felizmente não sucedeu.

 Não gostei apenas do fato do dragão Smaug ter sido derrotado muito rápido, simplesmente antes de aparecer na tela o título do filme. Eu, que já li o livro, sempre soube que Smaug não ficaria até o fim da narrativa, mas poderia ter tido mais destaques; mesmo porque o ator Benedict Cumberbatch empresta sua voz para ele com muito profissionalismo. Outro fato que eu não aprecio, e que também já mencionei antes, é o par romântico composto pela bela elfa Evangeline Lilly, e pelo anão galã feito por um certo Aidan Turner, que não transmite química nenhuma. Ainda bem que o bom e velho Legolas do Orlando Bloom surge como obstáculo desse desastroso romance. Aliás, ele está menos mal que de costume, ou talvez eu esteja pegando menos no pé dele.

 Outra coisa: Percebo que as atenções, além do triângulo amoroso, são voltadas para o anão Thorin,do Richard Armitage, dando adeus ao posto de galã para o tal do Turner, e o ser humano valente feito por Luke Evans, que realmente não lembro de seu personagem no livro. Em suma: onde está o hobbit? Aprecio muito o bom trabalho do ator Martin Freeman, mas ele dá um jeito de se esconder no meio de tanta guerra, e não faz praticamente nada.

 Por outro lado, gostei bastante do retorno do trio Chistopher Lee, Cate Blanchett e Hugo Weaving, que fizeram falta na segunda parte. Impressionante o quanto a lenda Chirstopher Lee, aos 92 anos, esbanja talento de sobra, realmente, um grande astro de todos os tempos, vida longa a ele! E adorei mais ainda a excelente cena de luta reservada para a Galadriel de Cate Blanchett. Agora assim, souberam aproveitar o talento de uma das melhores atrizes dos últimos anos, em algo acima de uma mera aparição!

 A conclusão também é boa, retoma o bom humor do primeiro filme da série, há uma simpática aparição do veterano Ian Holm, e sela de vez a ponte com a trilogia dos anéis. Porém, como nem tudo é belo, há algumas mortes também. Enfim, saí feliz da projeção, com a satisfatória sensação de ter visto uma trilogia muito bem feita tecnicamente, que certamente será lembrada no Oscar, e de ter apreciado uma narrativa gostosa e atraente. Enfim, o blockbuster do ano! Não vou aqui comparar cinema e literatura, pois aqui falo apenas de cinema, e aprecio livres adaptações em algumas sequências, pois, às vezes, elas são fundamentais. Portanto, sem um olhar "tolkienmaníaco", recomendo este grande entretenimento. Abraços!

 P.S. Ainda bem que tiraram da cabeça o horrendo subtítulo, "Lá e de volta outra vez". Além de estranho, não é nada comercial. Afff...
 TRAILER:



sábado, 28 de dezembro de 2013

O Hobbit: A Desolação de Smaug

 Bom, tomei o máximo de cuidado para não repetir aqui as mesmas impressões do primeiro Hobbit. Por isso, reli a minha postagem sobre o anterior, para lembrar de alguns detalhes, e não repetir o que já foi colocado (por exemplo, ao sair da sala de cinema já tive o impulso de escrever que Martin Freeman nasceu para fazer o personagem título, coisa que eu já havia explicitado anteriormente). Dessa vez, não me preocupei em assistir em sala IMAX, nem na versão 48 fps, vi em uma sala comum no formato 3D mesmo. E saí de lá satisfeito com o resultado, e aliviado por não ter acontecido duas situações que eu previa, mas que depois falarei melhor.

 Quanto a sinopse, o hobbit Bilbo e os anões continuam em sua jornada para reaver toda a riqueza roubada pelo dragão Smaug. Passam por diversas aventuras ao entrarem em uma perigosa floresta, são surpreendidos pelos horrendos Orcs, com quem duelam, e como se isso ainda não fosse o bastante, também precisam se livrar de elfos que encontram pelo caminho. Mesmo assim, persistem no objetivo inicial, e seguem caminho. Não quero revelar mais para não estragar. Essa sequência possui detalhes que, creio eu, não possam ser revelados para não prejudicar o prazer de se assistir essa produção na tela grande.

 Sim, confesso que gostei muito dessa sequência, e supera o original. Os meus receios eram os seguintes: 1) Trata-se da segunda parte de uma trilogia. O livro, como todas sabem, é curto. E, normalmente, tal como sucedeu com "As Duas Torres", de O Senhor dos Anéis, a tendência é deixar a segunda parte arrastada e cansativa; e 2) Achei algumas cenas de luta de "Uma Aventura Inesperada", óbvias e excessivamente cansativas. Por isso, esperava o pior. Surpreendentemente, entretanto, e felizmente, estava errado. A Desolação de Smaug, afinal, é daquelas produções que segura o espectador do começo ao fim, raramente cansa, e os momentos de batalhas são de deixar o mais criterioso fã do gênero satisfeito com tudo o que se sucede. Duas das melhores cenas são a fuga dos anões dentro de barris pela correnteza (em que se destaca, ainda que só nesse momento, o anão ruivo feito por um certo Stephen Hunter. O personagem poderia ser melhor explorado como alívio cômico, aliás...), e obviamente, o confronto com o dragão. Evidentemente, esse momento clímax é bastante longo e impressionante em todos os detalhes. O que posso dizer é que o danado, literalmente, solta fogo pelas ventas, e não está mesmo para brincadeira. A novidade foi colocar um dos astros do momento, Benedict Cumberbatch (de "Cavalo de Guerra" e "Além da Escuridão -Star Trek"), que está em tudo quanto é filme ultimamente, na voz de Smaug.

Isso tudo é mérito do time de roteiristas comandados por Pete Jackson, os mesmos da trilogia, a esposa Fran Walsh, o cineasta amalucado Guillermo del Toro, mais Philippa Boyens, que tiveram o cuidado e a inteligência de superar Uma Viagem Inesperada, com todos esses grandes momentos de ação. E, diga-se de passagem: tudo o que se espera de uma produção com a grife Peter Jackson está lá. De olho no Oscar, certamente a película será indicada nas categorias que se referem ao som, essa é a grande barbada! Terá chances também na trilha sonora, na excelente fotografia, direção de arte, maquiagem, e em menor escala, na montagem, que é competente, mas não está entre os favoritos. E, desculpem ser mais uma vez repetitivo, Jackson dirigiu no passado "Trash - Náusea Total"! Inacreditável.

 Ainda sobre o roteiro adaptado do universo de J.R.R. Tolkien (que também não terá chance no Oscar, uma pena!), escutei alguns comentários negativos de "tolkienianos" fanáticos, que se posicionaram contra algumas modificações. Oras, cinema e literatura são duas manifestações com linguagens diferenciadas. Muitas vezes, para se concretizar uma obra satisfatoriamente, existe a necessidade de se fazer algumas atualizações. Eu, embora já tenha lido o livro nessa altura do campeonato (ainda que na versão de português de Portugal, emprestado pelo meu amigo Rafel), considero-me leigo no que se refere à obra de Tolkien. Ainda assim, arrisco dizer que a adaptação para as telas beira a perfeição (claro, sem considerar o episódio final que só estreia daqui um ano). Apenas não me recordo do personagem Bard (interpretado por Luke Evans, de "Imortais" e "Velozes e Furiosos 6"). Acho que tal personagem ganhou muito destaque na tela, com núcleo próprio, afinal, mostra-se onde vive com as filhas e o filho, numa cidade que lembra uma espécie de "Veneza dos pobres", e com o risco de sofrer a ira de Smaug no próximo filme (seria spoiler, isso?). Esse, talvez, seja o momento mais cansativo da projeção, mas não compromete, afinal. Todavia, a grande reclamação dos "tolkienianos" é o fato de que na obra não há personagens femininos (ainda que, enquanto lia o livro, imaginava as aranhas como fêmeas, portanto "mulheres", hehehe). E aqui, nós temos a elfa Tauriel, interpretada por Evangeline Lilly (a Kate da série "Lost"). Eu achei oportuna a participação dessa personagem. Afinal, aguentar quase três horas sem nenhuma mulher em cena é sofrível! E, apesar de enxergar a guerreira elfa em atrizes como Jennifer Garner ou Kate Beckinsale, Lilly defende bem a personagem, e pode ser que consiga mais prestígio no cinema. Por outro lado, achei desnecessário, e até bizarro, a possibilidade (ALTA) de interesse romântico entre ela e um anão chamado Kili (interpretado por um certo irlandês chamado Aidan Turner, que eu nem lembrava do anterior). Enfim, tentam colocar o cara como galã, na verdade inexpressivo e sem graça. Seria melhor colocar então o Richard Armitage, que já tinha pretensões de "anão galã" (ele faz o líder Thorin), o que comprometeria menos. Aliás, unir amorosamente uma elfa com um anão seria uma proposta do politicamente correto? Uma mensagem subliminar para se aceitar as diferenças entre as raças? Enfim...

 Quanto ao elenco, além dos mencionados, sinto falta de Christopher Lee (Saruman), o melhor ator do anterior, e também de Hugo Weaving (Elrond) e, evidentemente, Cate Blanchett e sua Galadriel. Cate, ao menos, tem uma rápida ponta, e uma deixa para participação maior no próximo episódio (espero! Afinal, querem colocar mulher em cena, e se esquecem dela? Simplesmente a melhor atriz do ano!). Ah, sim! Nada de Smeagol também... Mas ainda temos Ian McKellen, sempre magnífico como Gandalf, Martin Freeman (desculpa, mas tenho que dizer: NASCEU MESMO PARA SER HOBBIT, não há escolha melhor!), Lee Pace (de "Lincoln") como Thranduil, o "deus" dos elfos, ou coisa que o valha (gosto desse ator, marca presença, e tem possibilidades de se tornar astro) e o britânico Stephen Fry, numa discreta participação como "Master of Laketown", a saber, o mestre da "Veneza dos Pobres". Ah, e aqui, temos o retorno de Orlando Bloom, e seu personagem Legolas da trilogia dos anéis, um ator que particularmente não gosto, acho canastrão e caricato. 

 Enfim, uma superprodução com S maiúsculo, eletrizante, espetacular, ousado e grandioso. Termina de forma satisfatória, deixando o espectador contando os dias para a próxima estreia (foi bem superior ao término da segunda parte de "Jogos Vorazes", esse sim, arrastado e manipulador). Espero mesmo que Jackson feche a trilogia com chave de ouro, e entregue no próximo ano um esplêndido trabalho, como fez agora. Se conseguir a mesma repercussão que o fecho da trilogia dos anéis, "O Retorno do Rei", o que eu acho bem difícil, seria maravilhoso. Em todo caso, sem grandes pretensões, conseguindo o mesmo resultado com essa obra do meio, já está excelente. Bem-vindos a essa grande aventura!

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