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sábado, 24 de dezembro de 2011

Noite de Ano Novo

Seguindo a tradição de "Idas e Vindas do Amor", o cineasta Garry Marshall e a roteirista Katharine Fugate, os responsáveis pelo filme mencionado, apresentam agora mais uma estória repleta de tramas paralelas e personagens agradáveis, trata-se de Noite de Ano Novo.

Como se pode prever, é um roteiro banal, óbvio e repleto de clichês, representado por um elenco estelar da mais alta qualidade. Se "Idas e Vindas" focalizava a trama no dia dos namorados (uma data, aliás, que não bate com a comemoração brasileira), dessa vez tudo se torna mais mágico, mais sensível, mais bonitinho... Afinal, a hora da virada é um dos momentos mais aguardados pelo brasileiro no geral. E Nova York aparece bem chamativa, atraente, encantadora. Ela e o grande elenco conseguiram, e ainda conseguem, lotar as nossas plateias. Isso sem falar das diversas canções que contagiam o clima.

Enfim, sem dar muitos detalhes na sinopse, são vários encontros e desencontros que ocorrem na véspera de fim de ano. Temos a Michelle Pfeiffer, já envelhecida e desglamourizada, se demitindo do emprego, e tentando realizar suas vontades antes do término do ano com a ajuda do garoto Zac Effron (tentando no cinema o público da tv); Robert DeNiro faz um paciente que agoniza numa cama de hospital, enquanto é consolado pela boa enfermeira Halle Berry; Jon Bon Jovi faz um cantor (novidade...) tentando reconquistar a ex Katharine Heigl, enquanto é vítima da tietagem da Sofia Vergara; Ashton Kutcher e Lea Michele (do megasucesso "Glee"; sim, ela canta em cena!) ficam presos no elevador (algo bastante clichê no cinema americano) e se envolvem; Hilary Swank faz a pessoa responsável pelo maior evento das últimas horas: quando resolvem soltar do alto da Times Square, a bola que marca a virada do ano! Só que a bola emperra no meio do caminho, e o técnico Hector Elizondo (um dos grande favoritos do diretor) é chamado pra solucionar o caso; Sarah Jessica Parker faz a mãe superprotetora que impede que sua filha Abigail Breslin (agora crescida, depois de "Pequena Miss Sunshine") namore; E a gestante Jessica Biel tenta parir antes da meia noite para ganhar um concurso... E por aí vai...

Repararam no elenco ilustre? E ainda temos Matthew Broderick, James Belushi, Carla Gugino, Til Schweiger, Seth Meyers, Sarah Paulson, Josh Duhamel, Alyssa Milano, Cary Elwes... E apesar da obviedade do roteiro, a roteirista apresenta algumas pistas falsas sobre os relacionamentos das personagens, e acaba trazendo algumas surpresas bacanas...

Bom, apesar de todos os clichês, Noite de Ano Novo, é o típico filme que nós gostamos de assistir no fim de ano. Por isso, mandei tudo às favas, e me diverti bastante com as tramas paralelas... Deixar de lado o preconceito, e encarar o filme de Marshall como uma agradável diversão, é o melhor que temos a fazer. Então, quem não viu ainda, vá ao cinema mais próximo, até 31/12, e se divirta com "Noite de Ano Novo"... Quem sabe algum diretor brasileiro resolva se inspirar e fazer um filme com essa temática sobre São Paulo no fim de ano... Por que não? Feliz Natal a todos!!!!

TRAILER:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A Última Ceia

( EUA 2001 ). Direção: Marc Forster. Com Billy Bob Thornton, Halle Berry, Heath Ledger, Peter Boyle, Sean Combs, Mos Def, Will Rokos, Milo Addica. 111 min.


Sinopse: Agente penitenciário e racista, após a execução de um homem negro, se envolve com a viúva do executado, também negra, que acabou de vivenciar duas tragédias. Juntos, tentam encontrar um sentido na vida.

Comentários: Filme independente e de prestigiado sucesso pela crítica americana, rendeu o Oscar de melhor atriz para Halle Berry, além de ser indicado como roteiro original (dos atores Will Rokos e Milo Addica, que também atuam). Halle realmente está convincente e humana, demonstra muita garra e coragem no papel que lhe rendeu o prêmio da Academia. Ela está muito bem acompanhada pelos demais atores do elenco, que também estão competentes no filme, com destaque para a fria interpretação de Billy Bob Thornton no papel do agente penitenciário e do veterano Peter Boyle como o pai do agente, intolerante, ignorante e racista. O ator, inclusive, até merecia uma indicação ao Oscar como coadjuvante. Heath Ledger tem participação pequena e seu personagem permanece em cena até antes do meio. Em relação ao filme, A Última Ceia é denso, frio, cru e mostra o relacionamento duro entre as personagens, enfocando a ausência do amor. O sentimento só explode, quando os personagens de Thornton e Berry passam pelo processo de duas perdas importantes em suas vidas. Hank Grotoski, personagem de Thornton, parece estar sempre ausente de emoções, com sua expressão facial sempre neutra e séria. Já a Letícia de Halle Berry, ao contrário, demonstra o seu estado de angústia, dor e sofrimento a todo instante. Quando os dois finalmente se envolvem, em uma cena de sexo extremamente forte, intensa e desesperada (às vezes, desagradável), suas personalidades se contrastam, e começam a descobrir coisas importantes para eles: ela encontra o alívio no lugar da perda, ao passo que ele enxerga que possui a capacidade de sentir algo. Além disso, com essa relação, ele passa a modificar certos conceitos, como a intolerância racial que, certamente, foi inspirada no pai. Enfim, bem escrito, dirigido (pelo alemão Marc Forster) e interpretado, A Última Ceia é um dos filmes mais humanos de 2001 e merece ter seu talento reconhecido.

Por que comprei o filme: Foi uma grata surpresa encontrar esse filme no Sebo do Messias da Praça da Sé, à preço de banana. É claro que na era do DVD, os vídeos perderam seus destaques e os preços caíram; todavia, há vídeos que ainda têm seus valores elevados, e seria o caso desse. Mas, graças ao despercebimento de muitos vendedores, comprei esse grande filme pelo valor de R$2,00. E, além do mais, Halle Berry está ótima. É uma pena que algumas atrizes, após ganhar um Oscar, fazem péssimas escolhas de atuações. E foi o que aconteceu com essa atriz, que só tem feito filmes comerciais de ação ,e parece não ter lido bons roteiros. Vamos torcer para o seu triunfal retorno!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

X-Men 2

( EUA 2003 ). Direção: Bryan Singer. Com Patrick Stewart, Halle Berry, Hugh Jackman, Famke Janssen, Ian Mckellen, Anna Paquim, James Marsden, Rebecca Romjin-Stamos, Alan Cumming, Brian Cox, Bruce Davison, Kelly Hu, Shawn Ashmore, Aaron Stanford. 134 min.



Sinopse: A Casa Branca é atacada por monstruosos seres, e o presidente resolve mandar exterminar todos os mutantes da cidade. Isso tudo é manipulado pelo diabólico vilão William Stryker, que intenciona dominar o mundo, e para isso, precisa se livrar dos mutantes. A equipe do professor Xavier tenta deter o maligno vilão.

Comentários: Seqüência de grande sucesso de bilheteria de 2000, X-Men 2 é tão bom e eficiente quanto o primeiro filme da série. A série (que recentemente teve uma terceira continuação) se destaca como a melhor sobre super-heróis, e agrada tanto o público quanto a crítica. O elenco do orginal permanece aqui, mas o time de roteiristas (Bryan Singer, David Hayter, Dan Harris, Michael Dougherty e Zak Penn), resolveram desenvolver melhor os personagens Wolverine e Dra. Jenn, interpretados respectivamente por Hugh Jackman e Famke Janssen. Ambos formam uma espécie de triângulo amoroso, ao lado do Cyclope de James Marsden. A trama é bastante acelerada e um pouco confusa, com os heróis correndo constantemente para deter as maldades do terrível vilão (Brian Cox). Ou seja, dessa vez o Magneto de Ian McKellen não é o inimigo central, já que sua condição de mutante não o coloca a vontade aos planos do diabólico Stryker. Por isso, ele se alia à equipe de Xavier. Enfim, em todo caso, o filme mantém o interesse e conta com as já esperadas espetaculares cenas de ação. Ainda sobre o elenco, Rebecca Romjin-Stamos se destaca na curiosa composição da personagem Mística; Jackman, Janssen e Patrick Stewart também dão forças aos seus personagens, mas Halle Berry está apática e tremendamente desperdiçada como a Tempestade. Uma pena ver um dos personagens mais importantes da série relegado a mero coadjuvante. No mais, X-Men 2 é diversão garantida e quem gostou do primeiro vai se deliciar com essa nova aventura.

Por que comprei o filme: Nunca fui fã da série, e admito que na minha pré-adolescência nunca dei muita importância para os desenhos do X-Men. E olha que a série animada era febre na época. Alguns anos depois do sucesso, como era de se esperar, Hollywood transformou X-Men em filme, e eu não me interessei pela versão cinematográfica também. Contudo, essa continuação eu assisti no cinema e achei um divertimento espetacular, ou seja, um filme de ação que não aborrece e entretém de uma forma deliciosa. Por isso, comprei a fita no Sebo da Floresta por um orçamento reduzidíssimo; e valeu a pena. Ao menos em relação a versão para o cinema, agora posso dizer que sou fã do X-Men.