domingo, 7 de julho de 2013
Guerra Mundial Z
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Seven - Os Sete Crimes Capitais
( EUA 1995 ). Direção: David Fincher. Com Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow, Kevin Spacey, R. Lee Ermey, John C. McGuinley, Richard Rowndtree, Richard Partnow, Mark Boone Jr., Julie Araskog. 127 min.
tes a se aposentar, e outro jovem e idealista, investigam misteriosas mortes, praticadas por assassino que mata pessoas que cometeram um dos sete pecados capitais.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Tróia
Sinopse: Na Grécia Antiga, o jovem Aquiles e seus homens lutam a favor do país na batalha de Tróia. Por outro lado, os irmãos troianos Heitor e Páris batalham até a morte na defesa de suas terras contra os gregos, e protegem a bela Helena, uma espartana que fugiu para Tróia para se casar com Páris.
Comentários: Deslumbrante e belo épico, com excelente fotografia e adequados figurinos (indicados ao Oscar). Assim como Ridley Scott havia feito em Gladiador, ao contar a história de Roma Antiga, o alemão Wolfgang Petersen envereda pelo universo grego antigo, com personagens famosos da mitologia. Como se trata de um épico de ação, espera-se que a duração do filme seja longa; e como o diretor é ninguém mais que Petersen, um especialista do gênero ação, é natural que a fita ultrapasse os 120 minutos, algo típico na carreira do diretor. O fato, é que nem vemos as horas passar, já que Tróia é um espetáculo visualmente perfeito, repleto de cenas de batalhas empolgantes. Alguns críticos massacraram o filme na época de sua estréia, pelo fato de Petersen não ter sido fiel a alguns fatos verídicos (por exemplo, o roteiro de David Benioff não explora a ligação homossexual ente Aquiles e seu primo). Em todo caso, o que vale ressaltar, é que em se tratando da arte do entretenimento, do espetáculo para massas, não há necessidade de explicitar os detalhes da época. O que importa, é que Tróia é uma fita luxuosa e impressionante (se vê na tela todo o dinheiro gasto), capaz de satisfazer os mais exigentes fãs do gênero. Quanto ao elenco, Brad Pitt parece que realmente quis se candidatar como o homem mais sexy de Hollywood, já que aparece em excelente forma física, aos 41 anos, provocando delírios no público feminino. Sua interpretação como Aquiles, contudo, é frouxa e comum. Ou seja, o que ele tem de beleza, falta de talento para interpretar. Mas ele acerta fisicamente no papel do herói grego. Ainda no elenco, Eric Bana e Orlando Bloom interpretam os irmãos troianos. Bloom, aliás, é o oposto de Pitt, e tem aparência mais frágil como o príncipe Páris. No lado feminino, a estrela é a bela Diane Kruger, no papel de Helena, uma promessa de Hollywood que ainda não disse a que veio. Mas a personagem feminina que mais chama a atenção é a troiana capturada pelos gregos, feita pela (ainda) desconhecida Rose Byrne, que é prima de Páris e Heitor. Por fim, as participações dos veteranos Peter O'Toole (o pai dos troianos) e Julie Christie (a mãe de Aquiles) incrementam mais valores para esse belíssimo épico. No fim das contas,o roteiro não é diferente de outro filme do gênero, mas a produção caprichosa de Petersen compensa algumas fracas interpretações e os clichês típicos de filmes épicos. Ou seja, vale a pena embarcar nessa.
Por que gravei o filme: Simplesmente porque é visualmente belo e perfeito. A parte técnica da fita demonstra as altas evoluções cinematográficas do padrão hollywoodiano da atualidade. Tudo isso se destaca perante as fracas interpretações do elenco jovem, e Tróia acaba se tornando um espetáculo de primeiríssima qualidade. Se não fosse isso, ou seja, se o filme de Petersen não tivesse todos esses cuidados técnicos, a fita seria banal e medíocre. Não chega a ser melhor que Gladiador, mas é tão atraente quanto. Gravado na HBO2.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Thelma e Louise
Sinopse: Duas amigas resolvem fazer uma viagem, com o intuito de atravessar o estado. Entretanto, acabam cometendo um assassinato em legítima defesa, e tornam-se fugitivas. Decidem fugir para o México, enquanto são perseguidas pela polícia.
Comentários: Famoso road-movie indicado a seis Oscar, ganhou o de roteiro original (de Callie Khouri). Foi indicado ainda para diretor, atrizes (Susan Sarandon e Geena Davis), montagem e fotografia. O cineasta Ridley Scott ressurge em boa forma, após alguns anos sem ostentar o brilho de filmes como "Alien - O Oitavo Passageiro" e "Blade Runner - O Caçador de Andróides", e fez uma película envolvente e interessante com as duas estrelas em grande forma. Sarandon interpreta Louise, uma garçonete séria e amargurada com um segredo do passado, que resolve embarcar numa viagem pelo deserto americano ao lado da amiga Thelma. Esta, é interpretada por Geena Davis (como seu olhar vesgo, mas em grande performance), uma dona-de-casa rotineira, casada com um homem bruto e ignorante, que sempre a deixa relegada em segundo plano. Juntas, encaram várias situações que surgem em seus caminhos, e descobrem um pouco mais sobre elas mesmas, através de suas ações. A partir desse universo feminino, Scott coloca as personagens num cenário, em que ambas têm de enfrentar o machismo e a intolerância masculina, ao mesmo tempo que fortalecem os seus laços de amizade. Uma das cenas mais famosas, e que foi muito imitada em filmes satíricos, é aquela em que as garotas são importunadas na estrada por um motorista de caminhão, velho e nojento. Enfim, com final aberto e passível de inúmeras interpretações, Thelma e Louise é um espetáculo geralmente adorado por mulheres, e também apreciado por homens, graças ao excelente roteiro de Callie Khouri, à experiência de Ridley Scott e, principalmente, às interpretações de Susan Sarandon e Geena Davis. Quanto aos demais atores do elenco, os destaques vão para Harvey Keitel (como o policial que se interessa pela história das moças), Christopher McDonald (como o grosseiro marido de Geena) e o galã Brad Pitt, em início de carreira, como um assaltante de estrada. Um bom passatempo que entretêm e envolve na dose certa.
Por que gravei o filme: Gravado no AXN. É um dos meus filmes prediletos, e sem dúvida, o melhor que Ridley Scott fez nos anos 90. Admirei bastante a forma como o cineasta mostrou o quanto uma viagem, regada a crimes e perseguições, pode modificar duas vidas banais e sem grandes perspectivas. Ou seja, é um filme sobre a descoberta de si mesmo e sobre o respeito e a valorização que todo o ser humano tem direito. Por fim, torno a comentar sobre as duas atrizes do filme, realmente extraordinárias. Contudo, a minha favorita é Susan Sarandon, uma das figuras mais humanas e verdadeiras do cinema americano, além de ser boa cidadã na vida real também. Thelma e Louise é para ser sempre revisto e discutido.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O Curioso Caso de Benjamin Button
Infelizmente, decepcionei-me um pouco. Vamos, primeiro, a sinopse: Em 1918, Benjamin Button nasce com uma estranha deficiência, que o torna envelhecido. Sua mãe morre no parto, e o pai o abandona na porta de um asilo, dirigido por uma jovem negra. Ela o acolhe, e passa a criá-lo como se fosse seu próprio filho. O tempo passa, e conforme Benjamin cresce, vai rejuvenescendo; viaja para diversos lugares, e descobre o amor, ao conhecer a bela Daisy. O que torna um obstáculo para a relação de ambos é o fato de que, com o passar do tempo, enquanto ela envelhece, ele se tornará cada vez mais jovem.
Benjamin Button apresenta um enredo interessante e emocionante. Acredito que se tornará um grande campeão de bilheteria aqui no Brasil, pois as pessoas facilmente se encantam com esse tipo de filme. Admito que me emocionei um pouco também. Porém, agindo com a razão, admito que Benjamin Button é uma produção extremamente superficial e muito longa (desnecessariamente). Não foi nada do que esperava; imaginava ser um filme polêmico sobre preconceito e intolerância (no estilo “O Homem Elefante”, de David Lynch). No entanto, temos aqui, uma mistura de “Forrest Gump” com “Titanic”: O personagem feito por Pitt conhece diversas pessoas que se tornaram importantes na sua vida (tal como o Forrest de Tom Hanks), e a trama é contada pela mocinha, já envelhecida (tal como sucedeu com Titanic).
Essa película, sem dúvida, ganhará os principais Oscars (foi indicada a 13, o filme com mais indicação do ano). E realmente a produção é impecável: direção de arte, figurinos, maquiagem... Mas, o resto é um tremendo exagero. Nem como filme deveria ser indicado! O curioso é que o diretor Dvid Fincher normalmente dirige filmes pesados e perturbadores, tais como “Seven – Os Sete Crimes Capitais” e “Clube da Luta” (ambos com Pitt). Agora, optou por uma história leve, singela, encantadora e com algum toque de humor, roteirizado por Eric Roth, adaptado da obra de F. Scott Fitzgerald.. Ou seja: antes era do mal, agora ficou do bem. Brad Pitt também não precisava ser indicado a estatueta de ouro, afinal não está surpreendentemente bem. O que chama a atenção é a maquiagem espetacular, que o torna irreconhecível. Apenas. O fato é que Hollywood confunde ator com personagem, e um personagem tão marcante como esse realmente causa esse tipo de confusão para os votantes da academia.
Além de Pitt, a desconhecida Taraji P. Henson, que interpreta a dona do asilo, também teve indicação como coadjuvante. Todavia, a estrela Cate Blanchett é quem merecia ser lembrada, no papel da bailarina que se apaixona por Benjamin. Ela também está envelhecida no filme, e atua com bastante convicção. O fato é que todo o elenco de apoio é bom: a sumida Julia Ormond (quem diria, já foi estrela ao lado de Brad Pitt em “Lendas da Paixão”!) interpreta a filha da envelhecida Daisy. É justamente essa personagem que serve como porta voz da personagem de Cate (quando envelhecida), e narra os acontecimentos de um diário, que conta a história de Benjamin. Jared Harris tem boa participação como um marinheiro bêbado; Tilda Swinton interpreta um interesse romântico de Pitt no meio do filme, e Jason Flemyng atua como o pai que abandonou Benjamin.
O roteiro assume que tudo isso não passa de uma fábula, e nem se preocupa em esclarecer se Benjamin escondia a idade para os outros, ou se seu problema era encarado com naturalidade pelas pessoas. Além disso, é muito estranho o fato do personagem viajar para tantos lugares sem carteira de identidade (isso, na verdade, nem é mencionado, mas deveria). Enfim, O Curioso Caso de Benjamin Button é aquele tipo de filme que faz todos suspirarem (sobretudo as mocinhas, quando Brad Pitt rejuvenesce), derrama lágrimas, é bonito, envolvente... É o tipo de história novelesca que o público adora assistir. Mas torna-se irritante e enjoativo para quem o assistir mais de uma vez. Concluindo, O Curioso Caso de Benjaming Button é um excelente entretenimento e um filme grande, mas não um grande filme.
Bom agora, pretendo assistir às outras quatro produções indicados ao Osacr de melhor filme, até o dia da cerimônia, 22 de fevereiro: O Leitor, Frost/Nixon, Milk - A Voz da Igualdade e Quem quer ser um Milionário. Mas, o vencedor será, realmente, esse Benjamin Button. Infelizmente para mim, e felizmente para as massas. Até mais!