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sábado, 1 de março de 2014

Robocop

 Robocop marca a estreia na direção americana do nosso cineasta brasileiro, José Padilha, que ganhou fama com os dois "Tropa de Elite". Fui conferir na tela grande essa aventura, principalmente por se tratar de um remake bastante esperado, do clássico dos anos 80, que inaugurou o holandês Paul Verhoevem em Hollywood, já famoso em sua Holanda natal.

 Como era de se esperar, não temos aqui uma xerox perfeita do original, o que é bom, já que os tempos são outros. O roteiro, de Joshua Zetumer, dá uma ideia mais futurista que o original de 1987, e conseguimos visualizar com facilidade uma era dominada por avanços tecnológicos de última geração. Além disso, nós temos um Robocop com traje mais escuro, e pilotando uma moto frequentemente. E a parceira dele, a policial Anne Lewis, vivida por Nancy Allen no filme de Verhoeven, está fora da história e foi substituída por um policial de mesmo sobrenome chamado Jack, interpretado pelo ator Michael K. Williams (que também está em "12 Anos de Escravidão").

 Dessa vez, no lugar de Peter Weller, nós temos o novato sueco Joel  Kinnaman (que atuou em "A Hora da Escuridão" e "Protegendo o Inimigo") interpretando o herói, o policial Alex Murphy. Diferente do clássico de 87, ele não morre, mas sofre um terrível acidente, ao ter seu carro explodido por perigosos bandidos. Assim, uma coorporação chefiada pelo político Raymond Sellars (o sumido Michael Keaton, de volta à ativa) tem uma brilhante ideia: criar um robô policial para defender os civis e trazer mais segurança para a população de Detroit, com o intuito de conseguir votos e ser eleito (creio que a senador, ou coisa parecida). Para tanto, contrata o cientista Dennett Norton (o sempe ótimo Gary Oldman), que é o responsável pela nova identidade de Murphy. No entanto, o desejo de vingança de nosso herói persiste, e ele deseja acabar com aqueles que quase o mataram. A partir de então, descobre um esquema de corrupção policial, e acaba por perceber que o pior inimigo agora é outro.

 José Padilha adicionou elemntos de "Tropa de Elite 2" na construção da figura pública governamental como vilã, o que torna a aventura ainda mais interessante. Claro que tudo é tecnicamente perfeito, o visual é impressionante e o ritmo é ágil. Apesar disso, muitas cenas de ação são banais e repetitivas. Mas nada estraga essa nova versão, bastante pessimista em relação ao futuro. No elenco ainda, destaque para o excepcional Samuel L. Jackson, no papel de um apresentador sensacionalista de telejornal (tal como o interpretado por André Mattos em "Tropa 2"). E para não ficar restrito ao clube do Bolinha, há algumas personagens femininas interessantes que substituem muito bem a policial Lewis da série clássica. A loirinha Abbie Cornish (de "O Brilho de Uma Paixão" e "Sete Psicopatas e um Shih Tzu") faz a esposa de Murphy, uma personagem pouco desenvolvida no original; a boa atriz Jennifer Ehle interpreta a assistente do vilão Keaton; e a já indicada ao Oscar, Marianne-Jean Baptiste (por "Segredos e Mentiras", de Mike Leigh) faz a chefa de Murphy.

 O final deixa portas abertas para prováveis sequências, mesmo porque não esclarece os destinos de alguns personagens. Enfim, trata-se de um remake bem-sucedido, que contou com a mão firme de Padilha, demonstrando ter um futuro bastante promissor nos States. Assistam a Robocop, e preparem-se para um eficiente filme de ação.

TRAILER:

domingo, 5 de abril de 2009

Batman - O Retorno

( EUA 1992 ). Direção: Tim Burton. Com Michael Keaton, Danny DeVito, Michelle Pfeiffer, Christopher Walken, Michael Gough, Pat Hingle, Vincent Schiavelli, Michael Murphy, Cristi Conoway, Paul Reubens, Diane Salenger, Felix Silva, Elizabeth Sanders. 126 min.



Sinopse: Em Gotham City, Batman enfrenta novos inimigos: a Mulher-Gato, o Pingüim, que almeja ser prefeito, e o inescrupuloso Max Shrek.

Comentários: Primeira seqüência da saga, iniciada em 89, com o mesmo Michael Keaton, novamente na pele do homem-morcego, e mais uma vez dirigida pelo excêntrico Tim Burton. Aqui, assim como o anterior, o personagem central dá chances para os vilões brilharem (inclusive, percebo que Batman tem menos tempo em cena que os vilões). Michelle Pfeiffer, apesar de caricata, convence como Mulher-Gato. Ela estava no auge na época, e fez grande sucesso com a personagem. Já Danny DeVito, é o grande ator do filme. Sua semelhança com o personagem é impressionante; parece que ele nasceu para interpretar o Pinguim. E há também o veterano Christopher Walken, competente como o executivo corrupto e assassino. Mas Michael Keaton está muito apático e deslocado. Além de dar a impressão de pouco tempo em cena, seu Batman demora para aparecer. Acredito que a apatia de Keaton deve ter contribuído para a escolha de outros atores no papel do homem-morcego, nos capítulos seguintes da série. A maquiagem do filme (sobretudo do Pinguim), é magnífica. Mas o roteiro de Daniel Waters (adaptado dos quadrinhos de Bob Kane) é muito extenso e torna o filme um pouco longo demais (na verdade, todos os filme da série ultrapassam os 120 minutos). Duas indicações ao Oscar: maquiagem e efeitos sonoros.

Por que gravei o filme: Apesar da longa duração dos filmes (aliás, bastante comum em filmes de ação, o que acho desnecessário), gosto da série, e este episódio é o meu favorito. Tim Burton está menos exótico do que de costume, mas suas esquisitices estão presentes aqui, ainda que mais contidas. Além disso, os vilões (com exceção de Max Shrek) não são temíveis ou diabólicos, mas são simpatizados pelo público. Tanto o Pinguim, como a Mulher-Gato foram vítimas da sociedade, e agarram a chance que conseguem obter para fazer as suas justiças. Certamente, são meus personagens favoritos. Acredito que o roteiro de Waters diminuiu um pouco o destaque do Batman, para se concentrar mais nos antagonistas. Em todo caso, o filme garante a diversão, assisti várias vezes e é um dos meus filmes prediletos do gênero fantasia. Gravado no Max Prime.

domingo, 1 de março de 2009

Batman

( EUA 1989 ). Direção: Tim Burton. Com Michael Keaton, Jack Nicholson, Kim Basinger, Jack Palance, Robert Wuhl, Michael Gough, Pat Hingle, Billy Dee Williams, Tracey Walter, Jerry Hall. 126 min.



Sinopse: Batman precisa enfrentar o temível Coringa, que pretende envenenar toda a cidade e ficar rico. Enquanto isso, como Bruce Wayne, se envolve com a bela fotógrafa Vicky Vale, que tenta desvendar a identidade secreta de Batman.

Comentários: Finalmente a clássica história do homem-morcego, grande sucesso nos quadrinhos de Bob Kane, ganhou versão na tela grande, após sucesso em seriado de TV. E o filme não poderia ser melhor dirigido por outro cineasta, senão o excêntrico Tim Burton, que mais uma vez trabalhou com o ator Michael Keaton, no papel de Batman. Keaton é bom ator, mas os destaques vão sempre para o extrordinário Jack Nicholson, que aqui interpreta o vilão Jack Napier. A cena em que o personagem se transforma no Coringa, após cair num caldeirão de ácido, é diabolicamente perfeita. A maquiagem de Nicholson, aliás, na composição do vilão é convincente e marcante. A direção de arte, ganhadora do Oscar, é espetacular, o que demonstra a criatividade dos responsáveis, na criação da Gothan City sombria e sinistra. O filme começa sério, com Batman derrotando criminosos, e apresenta ao público a quadrilha chefiada pelo veterano Jack Palance (na qual Nicholson está incluso) e seus planos inescrupulosos. Em seguida, os elementos bizarros, constantes em filmes de Burton, vão surgindo após a transformação do Coringa, que se torna um vilão assustador e cheio de truques mortais (mas bastante divertido e sarcástico também). O roteiro de Sam Hann e Warren Skaren não esclarece as origens do homem-morcego, e concentra-se no instante em que o herói já é adulto e combate os crimes, tendo sua identidade reconhecida apenas pelo fiel mordomo Alfred (Michael Gough). No elenco, há ainda a presença encantadora de Kim Basinger, no papel da repórter Vicky Vale, e que serve de interesse romântico. Apesar da fotografia um tanto escurecida, Batman apresenta bons efeitos especiais nas cenas de ação e diverte bastante. Enfim, eficiente direção de Tim Burton e atuação empolgada de Jack Nicholson ajudam a manter o interesse. Até o momento, existem cinco seqüências sobre a saga do homem-morcego.

Por que gravei o filme: Gosto do filme desde criança, por razões óbvias. Afinal, Batman é um dos heróis dos quadrinhos mais populares dentro do universo infantil. E ele ganha um tratamento diferente e especial, quando conduzido por Tim Burton, um cineasta com estilo próprio e ousado. Menciono mais uma vez a carismática atuação de Jack Nicholson na composição de um dos maiores vilões dentre todos os filmes da série. Além disso, o clima sombrio e divertido da fita prende a atenção. Uma das cenas que eu mais gosto, é aquela em que o Coringa e seus capangas invadem um museu, e encenam um número musical. Enfim, Batman foi um grande sucesso merecido. Gravado na HBO Plus.