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domingo, 12 de janeiro de 2020

Frozen 2

 O mês de janeiro representa o momento de férias escolares, num verão, muitas vezes, insuportável por aqui. Felizmente, muitas salas de cinema são equipadas com ar condicionado, e o tema congelante dessa sequência de uma animação de sucesso, ajuda a refrescar. Refiro-me a Frozen 2, que retoma no cinema com seus populares personagens.

 Aqui, a rainha Elza é assombrada por vozes que a fazem tentar decifrar mistérios que envolvem as ações de seu avô no passado. Parte para uma aventura para manter o reino em segurança, já que segredos relacionados a uma floresta negra, podem trazer destruição e ruína. Ela conta com o auxílio de sua irmã Ana, do namorado desta, Kristoff, e do simpático boneco de neve, Olaf.

 Ok, a história é bonitinha, e encanta o público infantil, sobretudo as meninas. Entretanto, percebe-se aqui um roteiro preguiçoso, dos próprios diretores Jennifer Lee e Chris Buck, que não conseguem tanta criatividade para sustentar uma sequência de um fenomenal sucesso de 2013. Além disso, as diversas canções não são memoráveis, nem simpáticas. Fica então a parceria do público com seus carismáticos protagonistas, sendo que, obviamente, mais uma vez o boneco Olaf leva a melhor como alívio cômico. Mas não há tenta coisa de extraordinário.

 Não sei se chegará a ser indicado ao Oscar de canção, mas certamente estará entre os cinco finalistas de longa em animação. E, reafirmo, é um passatempo agradável e divertido. Mas não esperem novidades maiores, além da inclusão de uma espécie de filhote de dragão na história, para acrescentar mais "foforice para a narrativa". Até mais!

TRAILER:

sábado, 27 de julho de 2019

O Rei Leão

 Nesse fim de férias, um dos mais queridos e populares protagonistas dos estúdios Disney, que encantou e emocionou todos os públicos do mundo na década de 90, ganhou sua versão carne e osso na tela grande. E, evidentemente, as bilheterias lotaram facilmente.

 Nessa versão, embora não seja animação, não há seres humanos em cena, e sim os famosos animais da produção de 1994, que são dublados por um elenco estelar. Quem comanda o espetáculo visual dessa vez é o também ator Jon Favreau, que dirigiu os dois primeiros episódios de "Homem de Ferro", enquanto o roteiro é assinado por Jeff Nathanson, que reorganizou a história original de 1994.

 É difícil existir alguém que não saiba do que se trata o filme, porém, vamos lá: Nasce o pequeno Simba, filho dos leões Scar e Sarabi, que tem a missão de substituir o pai na liderança entre os animais. Contudo, seu tio, o inescrupuloso Mufasa, arma um plano diabólico para derrotar Scar e Simba, e cobiçar o trono. Mas Simba sobrevive, e vai para o outro lado da floresta, onde é amparado pela dupla atrapalhada Timon e Pumbaa. Porém, retorna para o seu habitat original, ao descobrir que todos correm risco de vida nas mãos de Mufasa, sobretudo sua mãe, e sua amada Nala.

 O melhor da fita está na exuberane fotografia, que apresenta belíssimas paisagens da natureza africana, qualificando a excepcional arte da produção. Porém, fora isso, o interesse somente é mantido por quem ainda não assistiu ao original de 1994 (se é que existe alguém que ainda não viu). Em 1998, o diretor Gus Van Sant foi duramente criticado por ter feito um remake colorido de "Psicose", do grande Hitchcock, por ter refeito cena por cena, sem inovar. É o mesmo que Favreau faz aqui: cena por cena do desenho foi recriada com os animais de carne e osso, que mais parecem os protagonistas de algum programa do popular canal a cabo "Animal Planet". Por essa razão, apesar de toda a exuberância da paisagem, o filme é lento, cansativo, óbvio, nada especial. Todas as músicas reaparecem, inclusive o enjoativo hit do Timon e Pumbaa.

 Dessa vez, o elenco principal que empresta as vozes para os simpáticos personagens é black, com Donald Glover vivendo Simba, a cantora Beyoncé vivendo Nala, Chiwetel Ejiofor e Alfre Woodard como os pais de Simba, e James Earl Jones como o vilão Mufasa (curiosamente, o próprio fez o mesmo personagem na versão animada). Os comediantes Seth Rogen e Billy Eichner emprestam as vozes para Pumbaa e Timon, respectivamente. Contudo, de nada adianta saber disso, se você assistir a versão dublada, que predomina em nossas salas.

 Enfim, os amantes de O Rei Leão aprovaram essa versão, alguns até choraram, já que a história é de fato muito bonita. Eu, por outro lado, mesmo reconhecendo a eficiência técnica, achei desnecessário. Mas acredito que a criançada vai curtir... Abraços!

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Moana - Um Mar de Aventuras

 Todo começo de ano, época de férias, tem que estrear nas telas uma produção Disney de qualidade para a garotada. E eis que surge este Moana, uma emocionante aventura, que garante o espetáculo para quem procura um bom entretenimento.

 A dupla de diretores Ron Clements e John Musker são especialistas em animações do estúdio, tal como "A Pequena Sereia" e "A Princesa e o Sapo", e o roteiro liderado por Jared Bush focaliza a trama em mais uma figura feminina guerreira e determinada, de uma certa forma também princesa, embora não goste de ser chamada assim.

 Bom, a tal "princesa" de nome Moana é uma nativa de uma tribo localizada em algum lugar da Oceania, que está disposta a conhecer suas origens e determinada a desvendar um mito sobre monstros marinhos, que deixam o mar inabitável. Ela precisa da ajuda do semideus Maui nessa aventura, mas a incompatibilidade de gênios entre a dupla é um grande obstáculo. Ainda assim, persistem em sua jornada.

 Se analisarmos todas as animações de Disney, esse aqui não é exatamente original, e está de longe de estar numa lista entre os cinco ou dez melhores. Afinal de contas, os temas relacionados à busca da identidade, da autoconfiança, das descobertas de obstáculos já foram vistos antes em diversos filmes do estúdio, como "O Rei Leão", "Pocahonthas", "Mulan", e por aí vai. Em todo caso, é sempre interessante observar que as heroínas de pele branca, há um bom tempo, tem dado espaço para outras de origem africana ou índigena, o que também sucede aqui, o que deixa a narrativa mais curiosa acerca de culturas não dominantes no ocidente.

 Como não poderia faltar, há belas canções, e alguns personagens coadjuvantes que roubam a cena, como o caso do galinho atrapalhado, que não tem falas, mas consegue mesmo assim divertir a plateia. Outro ponto comum nos longas da Disney é o romance não correspondido, a princípio, entre seus protagonistas, que no decorrer da história vão se aproximando aos poucos. O semideus é inspirado no ator Dwayne Johnson, mais conhecido como "The Rock", repleto de músculos e tatuagens, e é dublado pelo próprio (caso alguém queira ver a versão original, se é que ela está passando).

 Enfim, se envolver com a animação é tarefa muito fácil, o cuidado técnico é impressionante e apenas mostra que o departamento técnico de longas para desenhos melhora com o passar dos anos, afinal, tudo é espetacular. Portanto, esqueçam os clichês, os lugares comuns da trama, e se envolvam com as aventura de Moana. Abraços!

TRAILER:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme

 Este clássico desenho animado de minha saudosa infância finalmente ganhou uma versão cinematográfica em animação, e é uma oportunidade bacana para as crianças da geração de hoje conhecer esses simpáticos personagens criados por Charles M.Schulz. O marketing, aliás, favorece a fita, já que o McDonalds, por exemplo, vendeu brinquedos da linha Snoopy.

 O garoto Charlie Brown, sempre frustrado e com complexo de inferioridade, se apaixona pela garotinha ruiva, aluna nova de seu colégio, e foi matriculada justamente em sua classe. Tenta se aproximar dela, mas a timidez e a falta de postura o atrapalham muito. Isso tudo, no momento em que surpreende seus colegas, ao ser classificado como o aluno do ano, por sua nota altíssima em uma prova. Paralelo a isso, seu cachorro Snoopy imagina uma história em que precisa derrotar o mal caráter Barão Vermelho e resgatar sua amada Fifi, também aviadora como ele.

 Embora possa parecer profundo, filosófico e satírico demais para os pequenos, não há como não se encantar com toda a turma e suas características típicas, como a rabugenta e competitiva Lucy, o melhor amigo e sábio Linus, o amante da música de Beethoven Schroeder, a "moleca" Paty Pimentinha, a nerd Marcie, a irmã caçula Sally, o garoto que não toma banho Big Ben e todos os demais. O roteiro adaptado por Bryan Schulz, Craig Schulz e Cornelius Uliano insere na narrativa, mesmo atualizada para os dias de hoje, as boas sacadas dos clássicos desenhos animados, normalmente proferidas pelo garoto Charlie, um ser que não tem ideia do quanto grandioso e humano ele é. Ponto para o diretor Steve Martino, de "A Era do Gelo 4", que conduziu o projeto com habilidade e competência.

 Enfim, há ótimos instantes de alívio cômico, boas aventuras, e a presença carismática do cachorrinho Snoopy que, mesmo sendo coadjuvante no final das contas, rouba a cena várias vezes, sempre acompanhado pelo seu melhor amigo, o canário Woodstock. Torna-se obrigação dos pais compartilhar com os filhos esse formidável espetáculo, para que eles também possam apreciar o cotidiano da turma do doce e atrapalhado Charlie Brown. Bora conferir!

 TRAILER:




terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Pequeno Príncipe

 O famoso clássico literário de Antoine de Saint-Exupéry ganha mais uma nova versão cinematográfica, vinda diretamente da França, e em forma de animação.Quem comanda o espetáculo é o diretor de Kung Fu Panda, Mark Osborne.

 Diferente de outras versões, aqui o roteiro, de Irena Brignull e Bob Persichetti, faz algumas modificações na obra literária, e acrescenta o personagem da "garota", que, na atualidade, mantém contato com o aviador, que conta para ela sobre suas experiências com o pequeno príncipe do título. A menina está sendo preparada pela mãe para ser uma excelente profissional no futuro, e estuda constantemente. No entanto, ela encontra tempo para ouvir e se aventurar com as histórias sobre o príncipe que vivia em um pequeno asteróide com sua amada rosa.

 Todo o encanto e as belas passagens filosóficas e profundas que marcaram a obra de Exupéry estão presentes aqui, fazendo o espectador se emocionar e se envolver com a narrativa. A animação assume duas faces, e se assemelha com diversas produções americanas do gênero em seu aspecto técnico e na caracterização das personagens. A outra face está inserida nas memórias do aviador, ao relatar para a garota o seu encontro no deserto com o pequeno príncipe; a partir de então, a animação ganha uma forma mais rústica e simplificada propositalmente, dando a ideia de uma pintura realizada por uma criança.

 A história, contudo, se arrasta no instante em que a garota e o príncipe (em sua fase adulta) travam um duelo com os executivos, que aprisionaram todas as estrelas. Nesse momento, a ação, repleta de clichês e situações previsíveis, deixam o filme um pouco cansativo. Em todo caso, a grande essência da obra, em suas belas e poéticas frases declamadas pelo simpático personagem-título, trazem muita emoção e simpatia para esse formidável entretenimento. Por isso, torna-se uma boa alternativa, sobretudo para a nova geração que não tem muito conhecimento sobre a obra de Exupéry. Fica a dica. Abraços! 

TRAILER:

domingo, 16 de agosto de 2015

Divertida Mente

 Estava resistindo para assistir a uma nova animação no cinema, não me interessei muito pelos títulos (nem mesmo por "Minions", que fez uma certa febre por aqui), mas felizmente tive o prazer de assistir a Divertida Mente, uma produção simpática e bem-humorada, recomendável para pessoas de todas as idades.

 A Disney, de uns tempos pra cá, ganhou muito no requisito criatividade, e largou um pouco suas histórias de princesas, repletas de canções bonitinhas, mas intermináveis. Dessa vez, sob a batuta de Pete Docter (que dirigiu os ótimos "Monstros S.A." e "Up - Altas Aventuras") e seu co-diretor Ronaldo Del Carmen (ambos também são roteiristas, ao lado de Meg LeFauve e Josh Cooley), o estúdio oferece essa surpreendente história, protagonizada pelos sentimentos.

 Quanto a sinopse, dentro da garotinha Riley há os sentimentos Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojo. Eles atuam numa sala de "controles" com o intuito de organizar de forma balanceada os acontecimentos e rotinas na vida da garota. Alegria é a líder do grupo, e conforme sua principal característica, tenta dar um ânimo para todos seus parceiros. No entanto, quando acidentalmente Alegria, e também Tristeza, saem da tal sala de controles, a garota Riley, que acabara de se mudar contra sua própria vontade, começa a ficar mais rebelde e resolve fugir de casa. Para piorar, os sentimentos que restaram não possuem as competências necessárias para tentar impedir a fuga da menina. Assim, temendo essa situação adversa, Alegria e Tristeza passam por diversas aventuras com o intuito de retornar para seus lugares, e resgatar Riley. Elas contarão com a ajuda do amalucado Bing Bong, o amigo imaginário da menina, e lutarão contra o tempo para ajeitar essa situação.

 O roteiro surpreende simplesmente por colocar as emoções como personagens. Se o público pensa que a narrativa é dramática por esse motivo, se engana completamente; afinal, todos são carismáticos, e seus diálogos são repletos de ironias. Fora eles, como de costume em produções Disney, há o elemento coadjuvante que rouba a cena, aqui representado pelo tal amigo imaginário Bing Bong, que é uma mistura de diversos animais. No fim das contas, como é de se esperar, há uma mensagem, e é ela que se destaca nos momentos mais dramáticos da história. Nela, até mesmo o sentimento da tristeza tem sua importância fundamental, e a conclusão deixa a plateia satisfeita, divertida, emocionada, e até mesmo reflexiva; afinal, existe esse trabalho cooperativo dos sentimentos em nossas mentes?

 Finalizando, não canso de elogiar os nossos competentes dubladores que sempre apresentam uma performance digna em desenhos animados. Todos se destacam, sobretudo a Tristeza, interpretada pela humorista Katiuscia Canoro. Divertida Mente, muito provavelmente, será indicada ao OSCAR 2016 como melhor animação, e desde já torço para sua consagração. Embarquem nessa, com toda a família e amigos. Abraços!

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sábado, 18 de janeiro de 2014

Frozen: Uma Aventura Congelante

Nesse clima de férias, a opção mais bem sucedida para os pimpolhos é este "Frozen", uma produção Disney sobre o melhor que o estúdio já produziu em suas animações: história de princesas. Apesar disso, não se trata de interesse exclusivamente feminino. Os garotos também vão se divertir.

As irmãs princesas Anna e Elsa eram muito unidas na infância. Contudo, Elsa é uma criança diferente: congela tudo o que toca. Para não ser um perigo para ninguém no reino, a garota é isolada de todos. Com o passar do tempo, elas crescem, e Elsa será coroada rainha. Entretanto, ela continua promovendo a destruição, ainda que acidentalmente, e por isso foge e constrói um castelo de gelo para ela, longe de todos. Sua irmã Ana resolve procurá-la, e conta com o apoio do viajante atrapalhado Kristoff. Apesar de existir um clima entre os dois, Anna é apaixonada pelo príncipe Hans.

 Toda magis Disney que se possa imaginar está contida nessa bela história, repleta de diversas canções, que são emocionantes e animadas. Ou seja, não são irritantes como costuma acontecer em alguns filmes animados do estúdio. E como toda boa animação que se preze, tem que ter os coadjuvantes responsáveis pelo alívio cômico, que roubam a cena, e que ganham a simpatia do público. Aqui, isso ocorre com o boneco de neve Olaf, que reproduz alguns comentários hilários e divertidos. Além dele, existe uma sociedade de trolls que, infelizmente, aparecem pouco. Mas, não é a penas o humor que domina a história. Há bons instantes de ação, e até mesmo a revelação de um vilão que dá uma reviravolta na ação (apesar de ser uma situação clichê).

 Enfim, tudo perfeito e agradável, trata-se de uma boa pedida para toda a família. Frozen ganhou o globo de ouro de melhor animação, e certamente ganhará também o Oscar, num ano bastante fraco para produções do gênero. Mérito da dupla de diretores, Chris Buck e Jennifer Lee (também roteiristas, ao lado de Shane Morris, adaptando o clássico conto de Hans Christian Andersen). No elenco, não há nomes famosos, o que pouco importa para um desenho animado dublado, em que se ouve as vozes dos dubladores brasileiros (que aliás, são muito bons!). No mais, divirtam-se com essa agradável animação! Abraços!

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sábado, 19 de outubro de 2013

Tá Chovendo Hambúrguer 2

 Estava demorando, mas a sequência do grande sucesso de público de 2009 finalmente estreou. Logicamente, em épocas de feriado de 12 de outubro, que cai justamente no dia das crianças, as filas tornam-se quilométricas, o que dificulta a compra do ingresso. Para piorar, o maior número de salas fornece a versão do filme em 3D, o que eu digo mais uma vez: uma grande bobagem com intuito lucrativo. Sorte minha, que assisti numa segunda-feira, dia que o valor do ingresso é bem barato.

 Quanto a esta sequência, que ganha nova dupla de diretores, Cody Cameron e Kris Pearn e equipe de roteiristas (liderada por John Francis Daley), pode-se dizer que é simpática e agradável, mas está aquém do original. O nosso herói Flint Lockwood volta para a  ilha  do episódio anterior, sua terra natal, e descobre que ela é habitada por diversos alimentos "mutantes". Junto com ele, estão os companheiros do "Tá Chovendo Hambúrguer 1", como seu pai Tim e a namorada Sam Sparks, além dos demais. Bom, Lockwood, sem perceber, está sendo manipulado por um inescrupuloso cientista, Chester V, que almeja obter a famosa máquina de comidas com o intuito de ficar milionário. Mas a esperta Sam e o restante da turma estão juntos para ajudar o inocente e atrapalhado inventor.

 Dessa vez, diferente do original, os alimentos não caem do céu, o que pode não agradar os fãs do primeiro filme. Por outro lado, o espectador se envolve facilmente com o grupo de alimentos que habitam a ilha e que tem vida própria. Aparentemente parecem ser vilões; contudo, o lado "humano" deles (se é que se pode dizer isso) será evidenciado aos poucos. O maior destaque vai para o morango, com certeza o personagem "mais gracinha" do filme, e que agradará em cheio, sobretudo, o público feminino. Há também um grupo picles ingênuos que pretendem aprender a pescar. E, por fim, há também a primata (que detesta ser chamada de macaca), que é assistente do vilão, mas que não é exatamente má.

 Os maiores instantes de humor são evidenciados por conta dos personagens coadjuvantes, como é hábito típico em produções do gênero. Porém, demora um pouco para a aventura engrenar, e o começo, com apresentações de congresso do cientista, pode parecer um tanto prolixo para o público infantil. E, torno a dizer, o filme não tem a mesma originalidade do anterior. Apesar disso, a diversão é garantida e o entretenimento não aborrece. Claro, não sei se a série sustentaria uma outra sequência. Mas vale o ingresso sim! Boa tarde!

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Os Smurfs 2

 Sempre nessa época, entre o mês de julho e o começo de agosto, encontramos uma diversidade de filmes em desenhos animados, destinados ao público infantil, que está de férias. Entre filmes como "Meu Malvado Favorito 2" e "Universidade Monstros", optamos eu e Gisele, por conta de nossa sobrinha Isabela, à "Os Smurfs 2", sequência de homônimo que fez bastante sucesso a dois anos. Eu não estava tão estimulado a assistir, mas fui vencido pela insistência da minha sobrinha.

 O diretor, Raja Gosnell, é o mesmo da aventura anterior. O cenário das vez não é Nova York, e sim Paris, onde o temível Gargamel (novamente Hank Azaria) atua em um show de mágicas. Ah, claro! Sua obsessão excessiva em capturar smurfs permanece. E, por isso, o roteiro de um time liderado por J. David Stem, nos apresenta dois novos personagens criados pelo vilão, com o intuito de sequestar as criaturinhas azuis: o atrapalhado Hackus e, para sair de vez do clube do Bolinha, a esperta Vexy, versão morena da Smurfette. Aliás, o alvo do trio, sempre acompanhado pelo maquiavélico gato Cruel, é justamente Smurfette, que se encontra tristonha, pois faz aniversário e acredita que ninguém se lembra disso (situação óbvia e previsível, é que todos se fazem de esquecidos, enquanto preparam uma bela surpresa para a garota).

 Bom, Smurfette, então, é capturada e seduzida por Gargamel. Encara o outro lado da situação, e até se diverte em ter uma "irmã". Tal situação pode prejudicar seus amigos "encogumelados", pois o vilão almeja descobrir a fórmula para conseguir "fabricar" diversos smurfs. Se isso acontecer, ele dominará o mundo, e o caos terá início.

 Com exceção da nova locação do momento, a bela Paris com seus típicos atributos, e da nova garota, não há muitas novidades que saia do previsível. Apesar disso, dessa vez alguns personagens ganham  destaque maior na tentativa de resgatar a Smurfette. Agora, o Papai Smurf recruta Desastrado, Ranzinza e Vaidoso, este, com seus trejeitos efeminados, torna-se o responsável pela comédia com os diálogos mais engraçados. E quanto aos personagens de carne e osso, o casal amigo dos simpáticos duendes, feitos por Neil Patrick Harris e Jayma Mays, retornam. Além deles, o veterano Brendan Gleeson interpreta o padrasto de Harris, com quem tem alguns desenlaces e situações do passado não resolvidas. Essa subtrama é um tanto inadequada para as crianças, pois torna a aventura um pouco cansativa (apesar disso, o padrasto é transformado em ave, na tentativa de tornar o personagem mais atraente para o público).

 Achei a duração do filme um pouco longa e, no fim das contas, acaba mais parecendo um remake do anterior, com alguns "incrementozinhos a mais" e locação nova. Porém, também não aborrece, em partes, graças aos nossos dubladores, que são muito competentes na interpretação de personagens de desenhos animados. Abraços!

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Hotel Transilvânia

 O trailer e os pôsteres já chamavam a atenção. Mas o fato de ser da Columbia, que não tem tanta experiência em animação como a Disney/Pixar e a Dreamworks, já causava algum tipo de preconceito. Enfim, grande bobagem! Afinal, Hotel Transilvânia é o típico desenho delicioso de se ver no cinema. Esse, talvez, tenha sido o filme de animação que eu mais gargalhei nos últimos anos. É engraçado demais!

 Gosto muito do roteiro da dupla Peter Baynham/Robert Smigel, que inverteram a situação daquilo que normalmente ocorre. Ou seja, diferente do que se espera, os heróis aqui são os monstros, que sentem-se amedrontados com os humanos, por conta do histórico de maldades praticadas por nós. E às vezes é bom estarmos do outro lado da moeda.

 Bom, esse afilhado de "A Família Adans" e "Os Monstros" conta com o Conde Drácula como protagonista. Ele abre um hotel em um lugar bem longe da civilização, na Transilvânia. E o local, inclusive, é muito bem frequentado por monstros de qualquer canto do mundo: lobisomem, frankenstein, múmia, bruxa, e por aí vai. Enfim, o fato é que Drácula tem o objetivo de esconder o mundo da filha adolescente, que tem muita curiosidade em conhecer os humanos. Portanto, a adolescente-vampira sente-se isolada e triste, sem ninguém da idade dela para se relacionar. Até que um dia, o garoto Jonathan cai meio que de paraquedas no hotel, e torna-se um risco para o Príncipe das Trevas, principalmente porque sua filha se interessa por ele. A partir de então, ninguém segura as confusões que o garoto vai aprontar no castelo...

  Como qualquer animação que se preze, Hotel Transilvânia reserva momentos cômicos para os diversos coadjuvantes em cena ( o meu favorito é o lobisomem ). A originalidade do roteiro é tamanha, pois colocaram também como hóspedes do hotel, um casal de pulga em lua de mel (!). Quero assistir novamente para relembrar os diversos momentos hilários. E, como é de se esperar, no fim os monstros se convencem que generalizar não é legal, e admitem que há humanos bonzinhos ( graças ao carisma do garoto ). Não conhecia o diretor russo Genndy Tartakovsky, mas sei que é veterano de desenhos em série na tv, e demonstra talento promissor nessa estreia na tela grande. Indico com muito prazer, não percam!!!

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Era do Gelo 4

 Mês de férias é a época adequada para estrear desenhos animados. E após o fenômeno Madagascar com seu terceiro filme, agora chegou outra sequência nas telas grandes: o 4º episódio de A Era do Gelo. Mais do que depressa, semana passada acompanhei essa película com a Gisele, e minha querida sobrinha de 4 aninhos, a Belinha. Com medo de não conseguir os ingressos a tempo, chegamos em cima da hora e conseguimos assistir a essa animação dirigida pela dupla Steve Martino e Mike Thurmeier ( o brasileiro Carlos Saldanha, diretor dos episódios anteriores, apenas é creditado como produtor executivo). Ou seja, o que ocorreu com Madagascar 3 não se repetiu aqui, e conseguimos entrar tranquilamente na sala!

 Isso me fez concluir que a série A Era do Gelo já está em declínio, e demonstra que deveria se encerrar por aqui. Não que o filme seja ruim, mas muita coisa se repete, e não é tão engraçado assim ( lendo minhas próprias postagens aqui no blog, recordo que gargalhei quando vi o 3º).

 Bom, o casal de mamute agora possui uma filha adolescente, que está apaixonada por um ser da mesma espécie; o preguiça Sid tem que tomar conta da avó; o tigre Diego se deixa enamorar por uma bela tigresa; e o Scrat (adivinhem...?), pois é, permanece correndo atrás de suas nozes insistentemente! E nossos amigos agora precisam lutar contra perigosos piratas que pretendem aterrorizar a tudo e a todos. Enquanto isso, o gelo se racha e a civilização se separa...

 Enfim, como dito anteriormente, A Era do Gelo 4 não apresenta nada de especial (talvez a única novidade do roteiro de Michael Berg seja a presença dos piratas. Aliás, o ator Jason Fuchs colabora no roteiro). Evidentemente, algumas personagens secundárias roubam a cena (sobretudo, a avó do Sid e a sua "Preciosa" [?]), e os nossos dubladores demonstram mais uma vez extrema competência para dar vida á toda turma da era do gelo. Dá pra se divertir, certamente! Mas, agora, acho melhor a FOX investir em outra animação. Abraços!

P.S. Adorei o curta metragem que aparece antes de se iniciar o filme, estrelado pela adorável Maggie Simpson, da série Os Simpsons! Achei oportuno e simpático!!!

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Madagascar 3 - Os Procurados

 Se você ainda não foi assistir o fenômeno de bilheteria do ano, a animação Madagascar 3, não perca tempo! As filas estão bombando, e está difícil conseguir assistir ao filme no horário que você optou. Agora, com o fim do feriado, talvez as filas estejam mais flexíveis! O fato é que, no feriado prolongado, eu e minha esposa Gisele tivemos que comprar antecipadamente os ingressos.

 Dessa vez, os nossos heróis Alex ( o leão ), Marty ( o zebra ), Melman ( o girafa ) e Gloria ( a hipopótamo ) passam por diversos países da Europa, enquanto tentam voltar para o zoológico do Central Park de Nova York. Quem esbarra na frente deles é uma policial francesa, que detesta animais, e que pretende capturá-los. Para fugir dela, os nossos amigos viram artistas de circo e viajam pela Europa junto com os animais circenses. Eles acabam se acostumando com a rotina, e ficam sem saber se devem ou não retornar para o zoológico.

Admito que esse terceiro episódio é o menos engraçado entre os três filmes (ainda assim, bem divertido!). Por outro lado, é também o mais bonito, visualmente falando. As cenas espetaculares de arte circense valem o ingresso para se ver em 3D (ainda, que eu não o tenha visto nesse formato). Os diretores são os mesmos, Eric Darnell e Tom McGrath ( Darnell também é o roteirista, além de Noah Baumbat, que habitualmente escreve roteiros adultos!).  E como é de se esperar nos filmes de animação, aqui nós temos muitos coadjuvantes que se destacam: temos um leão ranzinza, uma onça pintada que serve de interesse romântico para Alex, um leão marinho muito falante, e outros tantos... Mas, o destaque vai para a ursinha Sonya, que não fala uma palavrinha sequer durante todo o filme, mas que acaba roubando a cena!

 E quem também tem um destaque maior é o King Julien, que se apaixona por Sonya, e se casa com ela no Vaticano. E, através dessa cena, e de outras, o filme esbanja na utilização de diversas músicas clássicas para mostrar os acontecimentos com muita ironia. Ah, sim! Não posso me esquecer de mencionar os pinguins, simplesmente os personagens mais atrevidos das animações dos últimos anos, e que também embarcam nessa aventura, e viram estrelas de circo!

 Apenas não posso detalhar sobre os astros americanos que emprestam suas vozes aos personagens (além dos habituais Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer,Jada Pinkett, Sacha Baron Cohen e Cedric the Entertainer, temos Jessica Chastain, Bryan Cranston, Martin Short e Frances McDormand, esta, como a amalucada policial) porque eu assisti a versão dublada (nos nossos cinemas, não passa a versão original)). Em todo caso, a única exceção que abro para filmes dublados, são para os desenhos animados! De fato, os nossos dubladores são muito bons, e divertem muito ( principalmente o dublador do King Julien, muito hilário!).

 Enfim, confiram no cinema essa bem sucedida sequência de uma série que é um sucesso de bilheteria e muito divertido. Tentem ver, preferencialmente, em dia de semana (menos de quarta-feira), pois acho que as filas nos finais de semana ainda estarão enormes... Mas, vale a pena conferir. Eu, como de costume, gargalhei muito! Abraços!

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os Smurfs

Depois de uma longa ausência das salas de cinema (convenhamos, não tinha muita coisa boa mesmo nas férias de julho...), fui assistir a adaptação de um dos meus desenhos prediletos da infância: Os Smurfs! E me diverti muito com essa adaptação, apesar dos esperados clichês.

Aqui, os protagonistas são Papai Smurf, Gênio, Smurfete, Desastrado, Ranzinza e Arrojado. Todos estes são transportados para o nosso século, em Nova York, após descobrirem um portal. Lá chegando, tentam de tudo para voltar para o tempo deles, e retornarem para a pacata aldeia onde vivem. Os problemas ocorrem, quando descobrem que o temível Gargaméu ( Hank Azaria, de "The Birdcage - A Gaiola das Loucas ), e seu perverso gato, o Cruel, também foram parar em Nova York, e desejam capturá-los. Assim, nossos queridos duendes azuis contam com a ajuda de um simpático casal ( o ex-ator teen de diversos telefilmes Neill Patrick Harris e a atriz da série Glee, Jayma Mays ) para conseguirem retornar ao lar e se livrarem do perigoso ( e atrapalhado ) ogro.

Como refilmar clássicos animados virou mania em Hollywood ( Scooby Doo, Zé Colméia, Manda-Chuva em breve ), já era de se esperar que o mesmo ocorreria com os smurfs. Antes da estreia, inclusive, o McDonalds já estava faturando uma boa grana com os brindes dos personagens, na compra do McLanche. O sucesso desse marketing, aliás, foi bastante espantoso para mim; afinal, a nova geração não conhecia esse clássico desenho. Entretanto, após algumas semanas, o filme estreou nas telas, e está fazendo bastante sucesso ( principalmente entre os adultos saudosos da série, como eu ). O Diretor Raja Gasnell contou com um time de roteiristas para o filme: J. David Stern, David N. Weiss, Jay Scherick e David Ronn. E mesmo não sendo tão criativo o roteiro, Gasnell foi mais feliz aqui, se comparado com o mal feito Scooby Doo, que ele mesmo dirigiu. No elenco ainda, a presença da colombiana Sofia Vergara ( da série Modern Family ), no mal-construído papel de executiva ambiciosa, e chefa de Harris.

Enfim, tudo divertido, encantador e prazeroso. Há, inclusive, uma criativa explicação na origem da Smurfete, o que demonstra o motivo dela ser a única representante do sexo feminino na aldeia. Eu ainda acredito que os adultos saudosistas vão se divertir mais, mas as crianças também terão a oportunidade de se encantar com essa galera. Apenas espero, com o grande sucesso do filme, que o desenho seja reprisado, ao menos na tv a cabo. Ah, sim, preciso deixar bem claro: R-E-P-R-I-S-A-D-O! Ou seja, que nenhum produtor tenha a infeliz ideia de criar novos episódios, todos digitalizados, remasterizados, computadorizados, e tantos outros ados... Não! Nós, saudosistas de plantão, damos preferências aos clássicos! Prometo escrever mais em breve, forte abraço!

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sábado, 16 de abril de 2011

Rio

Há alguns dias, eu estava com vontade de assistir a essa animação do brasileiro Carlos Saldanha, mas não havia encontrado oportunidade... O trailer já havia chamado minha atenção, e como eu aprecio muito o gênero, já sabia que iria gostar do filme, principalmente porque ele se passa em terras brasileiras, como entrega o título.

Bom, antes de me referir ao filme com mais detalhes, quero expressar o meu descontentamento com essa nova mania de Hollywood usar e abusar da tecnologia 3D. Cada vez mais, acredito que isso é apenas um pretexto para cobrar mais caro a entrada do espectador. Afinal, assim como em outros filmes recentes, não havia motivo para isso. Se essa mania se multiplicar, aí sim, ninguém frequentará mais as salas de cinema, e o mercado negro lucrará muito mais! Enfim...

Quanto ao longa de Saldanha (também roteirista, com Don Rhymer), o protagonista é uma arara-macho, Blu, que quando pequeno, foi levado do Rio de Janeiro, para o gélido estado de Minessota, nos Estados Unidos, onde foi criado pela bibliotecária Linda. A sua rotina se transforma com a chegada de Túlio, um biólogo brasileiro, que tem o intuito de levar Blu de volta ao Brasil, para acasalar com a fêmea Jewel (já que ambos pertencem a uma espécie rara). Ambos se apaixonam, e tentam se livrar de bandidos inescrupulosos que querem capturá-los, com a ajuda de um maligno pássaro. Tudo isso ocorre, em pleno desfile de Carnaval.

Apesar dos esteriótipos, Rio é bastante divertido e tão bom quanto as animações recentes da Disney/Pixar, o que demonstra a capacidade da FOX nessa rara investida no gênero. Quando falo de esteriótipos, me refiro àquilo pelo qual o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro, é caracterizado> samba, carnaval, bossa nova, futebol, barracos nos morros (é claro)... Mas também enaltece o turismo, ao mostrar as belas paisagens das praias cariocas, os teleféricos e o cartão postal da cidade, que é a estátua do Cristo Redentor.

Além disso, assim como ocorre na Disney, os personagens coadjuvantes dão eficiente apoio aos protagonistas e roubam a cena, como o caso dos pássaros amigos de Blu, e o cachorro Luís, que entra no clima carnavalesco. Tudo isso, com uma agradável e simpática trilha da bossa nova, realizado por quem, de fato, conhece bem o país... Sei que ainda é cedo pra dizer, mas creio que Rio já é um forte concorrente para o OSCAR de animação para o próximo ano. Enquanto isso não ocorre, sugiro que assistam a esse agradável entretenimento! Até a próxima...

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Enrolados

Nesse final de férias, ainda está em tempo para assistir um dos primeiros filmes de animação do ano, o bem-humorado Enrolados. Como já estava prevendo, eu me diverti e gargalhei bastante com o longa, embora ele não seja todo comédia.

As animações americanas de qualidade, isto é da Disney, Pixar, Dreamworks, apresentam histórias divertidas (às vezes satíricas), e conseguem captar a atenção inclusive dos adultos. Coisa que não ocorre com as produções japonesas, tal como O Mundo Encantado de Gigi, que foi minha postagem mais recente. Por isso, admito que adoro ver na tela grande tais animações.

Não me recordo de nenhuma produção famosa, para o cinema, da história de Rapunzel. Portanto, a diversão flui ainda melhor. Admito, aliás, que não imaginava ser uma adaptação do conto infantil da princesa dos longos cabelos, mas sim, uma sátira aos contos de fada, no estilo Shrek (principalmente por conta do título e do pôster do filme).

Quanto a história, muito bem dirigida por Nathan Greno e Byron Howard (roteiro adaptado por Dan Fogelman, do clássico dos irmãos Grimm ), vou poupá-los da sinopse, uma vez que todos conhecem o famoso conto da princesa que possui cabelos mágicos, e que é mantida prisioneira pela perversa madrasta em uma torre. No entanto, o que pode desagradar a alguns é a mistura de ritmo proporcionada pelo roteiro. Começa com tom de sátira, depois torna-se romântico e sentimentalista, com direito a belas canções (não se esqueçam, é produção da Disney!), vira aventura, e vai se revezando com todos os gêneros até o óbvio final feliz.

Em outras palavras, realmente não se trata de um novo Shrek. Mas, e daí? O fato é que Enrolados diverte e agrada em todos os instantes. E, como é comum em diversos filmes do gênero, os coadjuvantes roubam a cena. Fora a Rapunzel e o príncipe "anti-herói", há a presença carismática do lagarto Pascal, e do cavalo policial Maximus, sem contar, um grupo de piratas que, aparentemente, são perversos, mas na verdade são bem divertidos.

Apenas lamento a excessiva produção de filmes para 3D, que, pelo que parece, tem sua razão de existir, com o intuito de cobrar mais caro o ingresso. Afinal, fora a cena das lanternas mágicas, não vejo o porquê do filme ter sido feito para essa tecnologia. Fora isso, não deixem de conferir Enrolados, a produção mais divertida das férias. Abraços!

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Mundo Encantado de Gigi

Sem ter um leque de opções, resolvi assisti a esse longa animado. Desde quando vi o cartaz pela primeira vez, eu tive curiosidade. Contudo, quando descobri ser um desenho japonês (gênero que não aprecio), o preconceito falou mais alto e resolvi não assistí-lo. Entretanto, venci o preconceito e encarei essa razoavelmente interessante animação, dirigida por Rintaro e roteirizada por Tomoko Konparu.

Os desenhos japoneses são, normalmente, muito violentos. Mas, tive a impressão de que Gigi seria um filme mais leve e mais infantil, quando me deparei com os primeiros minutos da projeção. E, de fato, não se trata de uma fita violenta; mas, um principal elemento de animes japoneses consta aqui: a eterna luta entre o bem e o mal.

Gigi é uma garotinha fanática por pinguins. Ela, inclusive, está sempre fantasiada dessa forma, e acredita que pode voar. Certa vez, ela acaba indo parar numa civilização povoada por duendes. Estes, acreditam que ela é o grande pássaro sem asas, e que está ali para salvá-los de um grande vilão, Boukkha Boo, que domina o local. Assim, ela se aventura nessa terra estranha, aprende muito sobre si própria, combate o inimigo e tenta resgatar a bondade num anjo caído.

Bom, já admiti diversas vezes o quanto adoro longas de animação. Esse, se não me surpreendeu muito, também não me irritou; até que manteve o interesse, mesmo estando longe de ser um dos meus favoritos. Creio que será um tanto irritante para os adultos, e também, um pouco cansativo para as crianças. Em todo caso, com poucas animações em cartaz (ainda mais nessas épocas de fim de ano, o que é bem estranho), Gigi acaba sendo uma opção não descartável. Quem quiser conferir, o filme ainda está em cartaz em algumas salas. Enfim, agora só escrevo em 2011. Feliz Ano Novo para todos!!!

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

À Prova de Morte

Chegou com atraso nas telas esse filme de Tarantino, que é anterior ao "Bastardos Inglórios". Na verdade, eu nem sabia que se tratava de um projeto que contava com a parceria do amigo de Tarantino, Robert Rodriguez com Planeta do Terror ( que eu ainda não assisti ). Foi, inclusive, por acaso, que descobri que À Prova de Morte estava em cartaz, e resolvi encarar a película.

O que eu imaginava encontrar em uma produção de Tarantino estava lá: diálogos excessivamente longos sobre coisas banais, muita música, bastante violência e sarcasmo, alternância da fotografia em cores e em preto e branco, além de uma ponta do próprio cineasta como um barman. Com visual anos 70 na fotografia, o amalucado cineasta de "Pulp Fiction" fez uma paródia sobre os filmes de psicopatas. O dublê Stuntman Mike ( Kurt Russell ) tem o hábito de perseguir jovens mulheres em seu carro, para depois assassiná-las. É o que ele pretende fazer com a DJ Jungle Julia ( Sydney Tamila Poitier, filha do grande Sidney Poitier ) e suas amigas. Em seguida, ela tenta fazer o mesmo com uma dublê ( Zoe Bell ) e suas parceiras, mas aqui ele encontra algumas dificuldades.

Como sempre, Tarantino é o autor do roteiro, e realizou aqui o filme mais fraco de sua filmografia; aliás, o menos sério também, e ele demonstrou que se divertiu demais durante a projeção. Mais uma vez, ele apresenta um leque de personagens bizarros e amorais. As heroínas da primeira parte, por exemplo, são jovens e bonitas, mas também grossas, barraqueiras, escandalosas, indecentes e completamente dopadas. São, portanto, personagens com as quais o público não se identifica, e torna-se uma tarefa fácil torcer contra elas. Depois, surgem moças mais "comportadas" ( se é que se pode dizer assim ) e carismáticas. Pelos diálogos entre elas, Tarantino já deixa perceber que elas darão muito trabalho para o psicopata. Não é explicado, aliás, as intenções dele ( na verdade, isso pouco importa na trama ); certamente por esporte, sente prazer em torturar mulheres com o auxílio de seu automóvel "à prova de morte".

Outra marca registrada de Tarantino é trazer em seu elenco alguma personalidade famosa, mas que anda meio sumida das telas. Assim como fez anteriormente com John Travolta, Michael Keaton, Pam Grier, Daryl Hannah e David Carradine, ele trouxe de volta o astro Kurt Russell, que já tinha perdido o estrelato. E o ator também está muito a vontade como o psicopata. Ente as moças, a mais famosa é a mulata Rosario Dawson ( que esteve em Sun City - A Cidade do Pecado ). Mas o mais interessante, é a presença da dublê Zoe Bell, que interpreta ela mesma ( aliás, ela dublou alguns filmes do cineasta, como Kill Bill ).

Enfim, pode até ser que o filme seja uma grande bobagem , e que está bem aquém em relação às outras produções tarentianas. Mas a brincadeira com o gênero trash é hilária e divertida. E o que faz valer a pena o ingresso para assistir À Prova de Morte na tela grande, é a espetacular cena de perseguição entre carros no final do filme. Realmente é algo surpreendente, e que não se vê com frequência nas telas ( ao menos, desde Bullitt, com Steve McQueen, não me lembro de nada parecido ).

Logicamente, o filme não é para todos os públicos. É necessário estar habituado ao estilo próprio de narrar de Quentin Tarantino para embarcar nessa canoa. Apesar das críticas, eu achei bacana. Abraços, e até mais!

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Shrek Para Sempre/ Toy Story 3

Nessas férias de julho, eu e minha esposa Gisele deixamos o nosso lado criança falar mais alto, e fomos ao cinema assistir às duas produções infantis mais populares do ano em cartaz: "Shrek Para Sempre" e "Toy Story 3". Sem dúvida, passamos momentos muito alegres nessa última semana. Foi bom, pois as férias praticamente já se encerraram...

As aventuras do ogro mais simpático de Tão Tão Distante foi o primeiro filme que vimos. Gosto bastante da série, e me diverti bastante com esse longa. Mas eu espero que esse tenha sido mesmo o último episódio, pois a série já está ficando arrastada, e esse episódio foi o menos engraçado de todos. Ainda assim, não se pode dizer que foi ruim.

O fato é que o roteiro está perdendo a originalidade, e as referências hilárias ao mundo dos contos de fada estão muito previsíveis. Dessa vez, o diretor Mike Mitchell e os roteiristas Josh Klausner e Darren Lemke se inspiraram na trama do clássico A Felicidade não se Compra, definitivamente, o filme mais copiado de todos os tempos; ou seja, aquela velha história do homem que não está contente com a vida, e que tem a possibilidade de vivê-la sobre outro ângulo, ganha nova versão em desenho animado (só que dessa vez, o protagonista é o ogro Shrek). E quem promove essa "nova vida" não é um anjo bom, mas sim um maligno vilão, inspirado em "Mephistópheles".

Ou seja, tudo bem previsível. Só pela sinopse, percebe-se que o filme quer trazer uma moral e alguns ensinamentos. Bom, apesar disso, as crianças ( e também os adultos ) vão gargalhar com essa nova aventura, sobretudo por conta dos coadjuvantes que roubam a cena, no caso, o burro, o gato de botas e o Pinóquio. Mas insisto na ideia de que a série deva parar por aqui...

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Gostei muito mais do outro, Toy Story 3. Essa série, sim, creio que está ficando cada vez melhor, mais engraçada, mais dinâmica, deliciosa. Soltei muitas gargalhadas com esse terceiro episódio, o melhor de todos.

Dessa vez, o menino Andy cresceu, e Woody, Buzz, Jessie e toda a turma vão parar em um orfanato, repleto de crianças carentes e com muita vontade de brincar. O lugar torna-se um verdadeiro paraíso para nossos heróis, mas não por muito tempo, já que um não tão bem-intencionado ursinho de pelúcia cor-de-rosa, arma algumas surpresas não exatamente legais para a turma de Woody.

Toy Story 3 torna-se um passatempo extremamente divertido, e reserva bons momentos cômicos e hilários, assim como também, momentos emocionantes. A série está no seu auge, e, diferente do que ocorreu com o Shrek, saí da sala de cinema com uma grande vontade de assistir mais uma sequência protagonizada por estes agradáveis brinquedos falantes. Mais uma vez, destaco os coadjuvantes (eles sempre roubam a cena em desenhos animados!): o dinossauro Rex, o cachorro Slinky, o casal de batatas, o Ken e a Barbie. Mas tudo funciona aqui! Ponto para o diretor Lee Unkrich e os roteiristas John Lasseter e Andrew Stanton. Aguardo uma próxima aventura com grande ansiedade. Abraços!

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Planeta 51

Olá, um excelente 2010 para todos! Voltei hoje da Praia Grande, e já tenho uma novidade para postar aqui. Na segunda-feira,04/01, eu e a Gisele assistimos ao filme "Planeta 51", que a muito tempo eu queria assistir. Nós assistimos no cinema do shopping do Boqueirão, um cinema até bonzinho. O fato curioso é que eu e minha querida esposa tivemos o cinema inteirinho a nossa disposição. Fomos os únicos espectadores da sala! Não poderia deixar de mencionar esse fato inédito na minha cinéfila trajetória, hehehe...

Quanto ao filme, honestamente, não achei tão bom assim. As outras produções do gênero que assisti recentemente, foram mais interessantes. Quem me conhece bem, sabe que eu gargalho durante as projeções, quando assisto aos filmes do gênero. Dessa vez, apenas sorri em algumas cenas nessa simpática animação dirigida por Jorge Blanco, e roteirizada por Joe Stillman.

O astronauta terráquio Charles "Chuck" Baker vai parar no Planeta 51 do título, e é confundido pelos seres nativos com um extra-terrestre ( ou "extra-cinquentaeumense" ??, sei lá...). A princípio, ele se assusta e foge constantemente da presença desses seres de cor verde; entretanto, acaba se afeiçoando ao adolescente Lem e ao seu grupo de amigos. Toda a turma, portanto, tenta ajudar Chuck a voltar para a Terra, mas encontram problemas com a autoridade local, que intenciona exterminar o astronauta.

Achei o roteiro interessante, ao mostrar uma situação contrária daquilo que normalmente ocorre: é o terráquio que é confundido como "et". Isso é o ponto alto do filme, que parece fazer uma sátira ao comportamento humano, que aqui é tratado como o "diferente", ao penetrar em um mundo dominado por seres verdes e com antenas (há até uma piada maliciosa, em que as antenas são comparadas ao pênis) . E, ao mesmo tempo, é politicamente correto, quando, na conclusão, tudo se acerta, e todos se respeitam (não estou revelando nada, já que isso é previsível). Além disso, é admirável o fato de que os habitantes do 51 levam uma vida bastante semelhante a dos americanos (inclusive são adeptos da mesma cultura). A caracterização de algumas personagens, aliás, trazem o perfil estereotipado do povo americano, desde o militar patriota até o adolescente nerd. Mas, o que torna a produção mais hilária, é a presença de um grupo de jovens que tem por hábito protestar contra o governo; dessa vez, eles protestam a favor do "et/humano".

Enfim, é uma animação divertida, mas esquecível (repleta de personagens coadjuvantes; como de costume, alguns roubam a cena). Admito que gostei mais do trailer. Em todo caso, quem quiser se aventurar, o filme ainda está em cartaz em algumas (poucas) salas. Quanto ao elenco, nem vou mencionar os dubladores do original, uma vez que só há disponíveis as cópias dubladas em português. Bom, assim começo 2010. Espero assistir a muitos filmes agradáveis na tela grande. Abraços, fiquem com Deus!

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domingo, 1 de novembro de 2009

Tá Chovendo Hambúrguer

Longas em animação não são o "forte" da Columbia, mas admito que me diverti bastante com esse filme, que assisti ontem com a minha esposa Gisele no Shopping D. Aliás, ela estava doida para assistir a uma produção em 3D. Essa foi a oportunidade.

O título é aparentemente falso, uma vez que na trama chovem diversos tipos de alimentos, não apenas hambúrguer (esse apenas é o primeiro a cair). Enfim, o cientista Flint Lockwood vive numa pequena cidade marítima, com o pai, onde os frutos do mar são os únicos alimentos da população local. Cansado dessa rotina, Flint (conhecido por suas invenções atrapalhadas) resolve construir uma máquina que tem a capacidade de fazer chover alimentos do céu. A partir de então, hambúrgueres, pizzas, sorvetes, carnes, gelatinas, enfim toda a diversidade de alimentos começa a cair sobre a cidade, alimentando seus habitantes e causando a alegria geral. Flint passa a ser cobiçado pelo inescrupuloso prefeito, enquanto se deixa enamorar pela garota do tempo, que surge em cena para cobrir esse estranho evento. Só que as coisas fogem do controle, quando a máquina passa a produzir alimentos em excesso, que sofrem certas mutações...

Tá Chovendo Hambúrguer é um excelente entretenimento, divertido, interessante, curioso e muito engraçado. Admito que não tinha dado muita atenção para essa animação dirigida e roteirizada pela dupla Phil Lord e Chris Miller (adaptada do livro de Judi e Ron Barrett), e demorei para assistir. Mas me surpreendi, e gostei mais do que Up, filme em que depositei maiores expectativas. Aqui, como em diversas produções do gênero, alguns personagens coadjuvantes roubam a cena, como o camera-man da Guatemala, que também é médico e sabe pilotar máquinas voadoras. Além dele, o garoto propaganda da cidade, o chefe de polícia e sua família, e o pai de Flint são responsáveis pelo alívio cômico. Gostei também da mensagem, que faz referência ao descontrole humano, ao mostrar uma sociedade disposta a satisfazer suas vontades, sem se preocupar com os excessos e as consequências desastrosas que eles podem trazer.

É verdade que Tá Chovendo Hambúrguer é repleto de clichês (mesmo porque é difícil evitá-los, principalmente nesse gênero), mas eu gargalhei constantemente (teve uma hora que a Gisele teve que chamar minha atenção). Ou seja, adoro animações em longa metragem, principalmente quando elas são mais voltadas para a comédia. Recomendo a todos! Agora, eu quero ver o "Planeta 51", e a adaptação de "Alice no País das Maravilhas", novamente com o amalucado trio Tim Burton (diretor) e os atores Johnny Depp e Helena Bonham-Carter. Bom domingo!

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