Mostrando postagens com marcador Christopher Lee. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christopher Lee. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

 Este foi o último filme que eu conferi na tela grande em 2014. O fecho de uma trilogia que, ao meu ver, finalizou de forma bem sucedida, com o típico requinte de uma produção milionária, assim como os dois episódios anteriores, sempre comandados por Peter Jackson na direção, e pelo mesmo ao lado de Guillermo del Toro, Phillipa Boyens e Fran Walsh no roteiro adaptado da obra de J.R.R. Tolkien.

 Essa aventura começa exatamente onde terminou a sequência anterior, o que pode prejudicar no entendimento dos leigos que se arriscarem, sem o conhecimento dos outros filmes. Bom, o dragão Smaug está acabando com toda a cidade, cujo arquiteto se inspirou em  Veneza (hehehe). Assim, o hobbit, os anões e os elfos se juntam para detê-lo, sempre acompanhados pelo sempre sábio Gandalf de Sir. Ian McKellen. Após isso, a batalha que existe é inspirada na cobiça de se apropriar das riquezas que estavam ao poder de Smaug. Dessa forma, os anões travam um duelo com os elfos; e para piorar ainda mais, os terríveis orcs também surgem nesse clima de guerra. O líder dos anões, Thorin, passa a ser um risco para todos, pois se mostra o mais obsessivo com toda a riqueza.

 Como eu já havia mencionado antes, sempre tive preocupação com o fato de se desmembrar uma obra literária, relativamente pequena, em três filmes. No final das contas, os dois últimos episódios foram, surpreendentemente, melhores que o primeiro, e repleto de cenas de aventura e ação! Particularmente, gosto mais do segundo, aquele que teria a tendência de ser o mais arrastado e cansativo, o que felizmente não sucedeu.

 Não gostei apenas do fato do dragão Smaug ter sido derrotado muito rápido, simplesmente antes de aparecer na tela o título do filme. Eu, que já li o livro, sempre soube que Smaug não ficaria até o fim da narrativa, mas poderia ter tido mais destaques; mesmo porque o ator Benedict Cumberbatch empresta sua voz para ele com muito profissionalismo. Outro fato que eu não aprecio, e que também já mencionei antes, é o par romântico composto pela bela elfa Evangeline Lilly, e pelo anão galã feito por um certo Aidan Turner, que não transmite química nenhuma. Ainda bem que o bom e velho Legolas do Orlando Bloom surge como obstáculo desse desastroso romance. Aliás, ele está menos mal que de costume, ou talvez eu esteja pegando menos no pé dele.

 Outra coisa: Percebo que as atenções, além do triângulo amoroso, são voltadas para o anão Thorin,do Richard Armitage, dando adeus ao posto de galã para o tal do Turner, e o ser humano valente feito por Luke Evans, que realmente não lembro de seu personagem no livro. Em suma: onde está o hobbit? Aprecio muito o bom trabalho do ator Martin Freeman, mas ele dá um jeito de se esconder no meio de tanta guerra, e não faz praticamente nada.

 Por outro lado, gostei bastante do retorno do trio Chistopher Lee, Cate Blanchett e Hugo Weaving, que fizeram falta na segunda parte. Impressionante o quanto a lenda Chirstopher Lee, aos 92 anos, esbanja talento de sobra, realmente, um grande astro de todos os tempos, vida longa a ele! E adorei mais ainda a excelente cena de luta reservada para a Galadriel de Cate Blanchett. Agora assim, souberam aproveitar o talento de uma das melhores atrizes dos últimos anos, em algo acima de uma mera aparição!

 A conclusão também é boa, retoma o bom humor do primeiro filme da série, há uma simpática aparição do veterano Ian Holm, e sela de vez a ponte com a trilogia dos anéis. Porém, como nem tudo é belo, há algumas mortes também. Enfim, saí feliz da projeção, com a satisfatória sensação de ter visto uma trilogia muito bem feita tecnicamente, que certamente será lembrada no Oscar, e de ter apreciado uma narrativa gostosa e atraente. Enfim, o blockbuster do ano! Não vou aqui comparar cinema e literatura, pois aqui falo apenas de cinema, e aprecio livres adaptações em algumas sequências, pois, às vezes, elas são fundamentais. Portanto, sem um olhar "tolkienmaníaco", recomendo este grande entretenimento. Abraços!

 P.S. Ainda bem que tiraram da cabeça o horrendo subtítulo, "Lá e de volta outra vez". Além de estranho, não é nada comercial. Afff...
 TRAILER:



sábado, 22 de dezembro de 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

 Finalmente, assisti essa tão aguardada estreia. Dessa vez não quis fazer o mesmo como fiz com o último episódio da saga Crepúsculo, em que assisti na pré-estreia (ainda que obrigado, hehehe). Eu preferi esperar um pouco para encontrar menos muvuca nas bilheterias. E tive sorte, pois tudo estava tranquilo! Creio que nessas épocas de fim de ano, com todo mundo querendo comprar presentes na última hora, as salas de cinema tornam-se mais disponíveis. E eu assisti, junto com minha fiel companheira Gisele, na sala IMAX do Espaço Itaú de Cinema, do Bourbon Shopping. E infelizmente não consegui assistir no formato 48 fps, que era minha verdadeira intenção, movido por uma curiosidade que ainda impera aqui dentro. Afinal, esse filme é pioneiro nessa inovação. Certamente, em alguns anos, será considerado como um divisor de águas pela nova tecnologia. Bom,quem sabe eu ainda veja numa próxima ocasião?

 Aliás, como a sala IMAX é formidável! Esse foi o 2° longa que eu vejo nessa tela (o anterior foi Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton, cujo texto encontra-se no blog), e recomendo para todos. O preço do ingresso é um pouquinho mais caro, evidentemente! Mas vale a pena mesmo. E a aventura já começa com um trailer de 10 minutos sobre o próximo episódio de Jornada nas Estrelas ( até para leigos dessa série como eu, o IMAX faz você mudar de ideia ). A impressão que se tem é que Star Trek é o típico filme que se tem que ver nesse formato também, o trailer arrasou!

 Ok, chega de conversa sem volta, e vamos direto ao filme. Tenho muita coisa para dizer sobre ele, e talvez esqueça de alguma coisa; talvez, não. Como sempre faço, vou tentar esboçar uma sinopse. O hobbit do título (um ser tão baixinho quanto um anão, mas com as orelhas mais pontudas) é recrutado pelo mago de grande poder Gandalf para salvar a cidade de Erebor, dominada por um temível dragão. Desajeitado e sem talentos para um guerreiro, Bilbo Bolseiro (o nome do hobbit) aceita o desafio e parte para a inesperada jornada do subtítulo, ao lado de 13 anões, liderados pelo lendário Thorin Escudo-de Carvalho. No meio do caminho se deparam com orcs e diversas criaturas abomináveis que serão obstáculos para essa odisseia.

 Antes de mais nada, quero deixar bem claro uma coisa: Se você nunca assistiu a trilogia O Senhor dos Anéis, você entenderá o filme perfeitamente! Afinal, não se trata de uma sequência, mas sim, uma nova saga, com diversos personagens da franquia anterior, e que se passa 60 anos antes! Aliás, vai um conselho: você gostará mais ainda do Senhor dos Anéis, se assistir antes Hobbit (pelo menos esse primeiro episódio). E o filme é bom? Tenho algumas ressalvas, mas gostei. Peter Jackson, definitivamente, é o dono da bola da vez em Hollywood. Quem já assistiu aos filmes da carreira pré-histórica dele, tais como "Trash - Náusea Total" ou "Fome Animal" dificilmente acreditaria na filmografia tecnicamente milionária que ele construiu. Aqui, ele conta com a ajuda de suas típicas companheiras de quase todos os seus filmes no roteiro: Fran Walsh e Phylippa Boyens. E um fato curioso: além delas, o talentoso cineasta Guillermo DelToro também colabora no roteiro! Toro, diretor de filmes como a trilogia "Hellboy" e "O Labirinto do Fauno", pode ser considerado uma "mistura" de Jackson e Tim Burton. E eu tenho certeza que os monstros e criaturas da literatura de J.R.R. Tolkein ganharam o formato que nós vemos na tela, graças a amalucada mente dele. Não tem como não lembrar de Fauno em algumas cenas...

 Como falei anteriormente, tenho algumas ressalvas. Mas, também tenho muitos elogios.Pra começar, adorei o prólogo em que, 60 anos após essa aventura, encontramos o já velho Bilbo Baggins (Ian Holm) descrevendo como era a cidade Erebor para o seu sobrinho Frodo (Elijah Wood). Uma cena nostálgica e agradável (mas, de novo: não se preocupe se você não viu a trilogia dos anéis). Gostei bastante também do humor que envolve o filme na primeira hora de projeção. Cheguei a ter a sensação de que eu estava assistindo a uma comédia, graças ao grupo de anões que já aparecem numa entrada triunfal, em que chegam na casa de Bilbo, inesperadamente, e comem de tudo e até cantam. Lembro que o humor esteve presente em Senhor do Anéis, sobretudo nos diálogos entre o elfo Legolas Greenleaf e o anão Gimli. Mas aqui, eu cheguei a gargalhar. Esse humor foi uma boa sacada, sem dúvida!

 Outra coisa: acreditava, conforme o que eu havia lido antes, que a presença do Gollum ( ou Smeágol ) seria curta. Graças a Deus, isso não ocorre! Ele não domina a projeção toda, mas a cena em que ele aparece é a melhor de todo o filme (e também nostálgica. Aliás, também um convite para se assistir O Senhor dos Anéis). Ainda sobre os aspectos positivos, creio que seja inócuo falar da parte técnica. Ela é impecável, obviamente, e isso era o mínimo que se esperava: fotografia, direção de arte, efeitos, maquiagem... Enfim, tudo isso brilha graças a um empenho de equipe classe "A", infinitamente superior à tecnologia de "Trash", por exemplo.

 As ressalvas que faço são semelhantes às previsões de muitos jornalistas. Afinal, admito que em alguns instantes, O Hobbit torna-se um pouco cansativo. As cenas de batalha, como a primeira aparição dos orgs, e também dos lobos no deserto (estes tem um nome mais "tolkeiniano", que eu não me recordo no momento) são de tirar o fôlego. E, na tela IMAX, fica ainda muito melhor. No entanto, as outras batalhas que ocorrem, sobretudo à noite, são previsíveis e até banais para qualquer espectador que já esteja acostumado com filmes do gênero. Afinal, depois da fuga dos anões, quando eles encontram Elrond ( Hugo Weaving ), as cenas de ação, por mais espetaculares que sejam, chegam a cansar pela falta de criatividade. E isso é preocupante, pois os três filmes do Hobbit já foram feitos. Não tenho certeza, mas creio que a duração dos outros dois episódios seja basicamente a mesma desse inicial. Enfim, se as cenas de batalha forem tão previsíveis assim, o tiro pode sair pela culatra, o que compromete a boa renda do filme.

 O que também preocupa é que, como já é do conhecimento de todos, Jackson faria apenas dois filmes com o Hobbit. Tornou-se uma trilogia pela sobra de material. E, por isso, questiono: Será suficiente esse material para sustentar 3 filmes? Eu não li o livro ainda, mas sei que ele é com posto por 300 páginas, mais ou menos. Se não houver um trabalho bem elaborado de edição, pode comprometer o resultado. E, em uma trilogia, normalmente a 2ª parte é a que tende ao fracasso, pois torna-se arrastada, cansativa, repleta de diálogos intermináveis que sempre caem no lugar comum... Bom, Jackson é um homem sábio, e espero que ele faça bom uso de sua sabedoria. 

 Quanto ao elenco, Martin Freeman parece mesmo ter nascido para interpretar o Bilbo Bolsero. Eu já o conhecia de filmes, como "Simplesmente Amor" e "Todo Mundo Quase Morto", mas nem lembrava de sua existência. Foi um grande acerto a escolha dele. Aliás, falando em Bilbo, existe um problema no roteiro em relação ao seu protagonista, afinal, no meio do filme, ele perde a ação. A impressão que se dá, é que ele está inserido com os anões, como se fosse um mero figurante. Esse problema ocorre, depois que que ele salva seus companheiros de serem devorados por alguns orcs. Ele retorna com toda força de herói, certamente. Mas, por alguns longos minutos, tive a impressão de que ele foi esquecido. Ou seja, muito ruim para o herói...

 Voltando ao elenco, temos aqui muita gente que trabalha com a competência esperada: o sempre esplêndido Sir. Ian Mckellen, Hugo Weaving, Andy Serkis (o Gollum), o grande Christopher Lee, em boa aparência e demonstrando lucidez aos 90 anos, como Saruman. E não posso me esquecer do colírio para o público masculino, Cate Blanchett, de volta como a Galadriel. Ela é a única mulher em cena, fora as figurantes. Nos próximos episódios, teremos também a estrela de Lost, Evangeline Lilly. Todos os atores que fazem os anões são excelentes também, e responsáveis pelo alívio cômico. Em suma, quero registrar duas interpretações que eu gostei particularmente: Sylvester McCoy, como Radagast, o mago castanho que convive com os animais, e Richard Armitage, no papel de Thorin, o líder dos anões. São dois atores britânicos, desconhecidos, mas que fizeram muitos seriados. Armitage, inclusive, também esteve no "Capitão América", e tem pinta de galã. Pode vir a se tornar astro em Hollywood...

 No fim das contas, gostei bastante de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Saí do cinema com aquela vontade  de rever a trilogia Senhor do Anéis, principalmente porque o anel é um elemento importante no filme. Afinal, 60 anos antes dos episódios relatados em sua saga, o anel já surgia como objeto de desejo e cobiça por parte de quem almeja o poder. Aliás, em nossa sociedade, quantos fariam de tudo, sem se importar com as consequências, para conseguir o seu simbólico anel? Fiquei com isso na cabeça. Ah, finalizo dizendo que quase detestei o filme! Afinal, estive esperando um importante personagem, que quase não apareceu. Mas, felizmente, a última cena é dele. Querem saber? Então assistam! Abraços!

TRAILER:

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Alice no País das Maravilhas

Finalmente assisti a essa super-produção , talvez a mais aguardada do ano. E tive o prazer de assisti-la na sala IMAX do Shopping Bourbon (na verdade, a expectaiva de ver o filme nesse formato era maior), no domingo passado às 22h15! O que posso dizer referente a sala, é que ela não é muito diferente das salas 3Ds, afinal, possui a mesma estrutura que elas. O diferencial, de fato, é a mega tela, que é específica para espetáculos grandiosos como Alice. Aliás, tive vontade de assistir Avatar em uma sala IMAX (talvez eu teria apreciado mais). Em todo caso, pretendo frequentar essas salas mais vezes, nem que seja para ver o documentário de animação, Um Mar de Aventuras. O trailer foi excepcional!

Quanto ao filme, admito que foi bom assistir no IMAX. Caso contrário, não teria gostado muito. Afinal, o entusiasmo para assistir ao filme era tanto, que acabei me decepcionando um pouco. O autor Lewis Carroll trabalha com o fantástico e o absurdo em sua obra literária. Portanto, não conseguia imaginar outro cineasta comandando essa produção. Tinha que ser mesmo Tim Burton, um diretor com estilo próprio e único. Porém, achei tudo tão rápido, pouco criativo, previsível. No começo, quando a jovem Alice (no livro, ela é criança) começa a dançar uma quadrilha bem bizarra, senti mais do que nunca a presença irreverente de Burton, e aguardei bastante atento outras esquisitices burtinianas. Mas não apareceram muitas. Claro que os cenários, a maquiagem e a caracterização das personagens são extraordinários (particularmente, gosto dos garotos gêmeos), e isso acaba sendo o ponto alto do filme.

Acho que Alice no País das Maravilhas dispensa qualquer comentário referente a sinopse, já que esse clássico é bastante popular, e já foi filmado outras vezes. O que muda é a idade da heroína, que aqui é uma jovem prestes a ser pedida em casamento. Quem interpreta Alice é a estreante Mia Wasikowska, que se encaixa como uma luva no papel. Contudo, quem tem mais chances no roteiro de Linda Woolverton é o Chapeleiro Maluco, que é interpretado pelo ator predileto de Burton, Johnny Depp. Seu personagem tem participação de destaque no filme, bem diferente do que acontecia no livro. E ele se encaixa bem em personagens estranhos, definitivamente é um bom ator ( e os momentos de humor são graças a ele). Ainda no elenco, a musa de Burton, Helena Bonham- Carter, no papel da Rainha Vermelha. Pelo que parece, a atriz abandonou de vez as personagens aristocratas de filmes de época, e tem uma caracterização bastante hilária como a rainha de cabeça enorme e que adora cortar cabeças! Por fim, Anne Hathaway transmite charme e encanto como a Rainha Branca. Não posso me esquecer das vozes dos britãnicos Stephen Fry, Michael Sheen e Alan Rickman, respectivamente, como o gato, o coelho e a lagarta azul, todos competentes.

Não digo que não gostei do filme; ao contrário, apreciei muito. Mas, como sou admirador da obra de Burton, esperava uma aventura mais ousada e mais bizarra. Não gostei também da luta estilo "capa-espada" entre a heroína e um monstro; definitivamente, fora de contexto. Há também uma surpresa no fim, que esclarece o espanto que as personagens tem com a presença de Alice (pra mim, dispensável). Mas, me diverti bastante com o filme (minha esposa também) e o recomendo! Preferencialmente, assistam na sala IMAX. Em todo caso, ainda aguardo uma produção burtiniana, ao estilo de "Os Fantasmas se Divertem" e "Ed Wood", na minha humilde opinião, os melhores filmes do cineasta. Abraços!

TRAILER:

sábado, 24 de janeiro de 2009

A Fantástica Fábrica de Chocolate

( EUA 2005 ). Direção: Tim Burton. Com Johnny Depp, Helena Bonham-Carter, Freddie Highmore, David Kelly, Christopher Lee, Noah Taylor, James Fox, Missi Pyle, Deep Roy. 115 min.



Sinopse: Garoto pobre, junto com outros quatro garotos ricos, é sorteado para visitar a fantástica fábrica de chocolate do irreverente Willy Wonka. Um familiar adulto acompanha a sua respectiva criança, e junto com o Sr. Wonka, partem para uma exótica e divertida viagem pelo interior da fábrica.

Comentários: Refilmagem do famoso clássico de 71, estrelado por Gene Wilder. Quem assume a direção dessa nova versão é Tim Burton; portanto, podemos esperar um show de situações absurdas e exóticas. E para protagonizar esse cenário maluco, temos ninguém mais, ninguém menos que a estranha figura de Johnny Depp, especialista do gênero e dos filmes de Burton. Aqui, o ator de "Edward - Mãos de Tesoura", está bastante maquiado e com peruca para a composição do famoso Willy Wonka. Com muito bom humor, ótima direção de arte e bela fotografia, o filme ainda é recheado com algumas esquisitas canções, protagonizadas pelos estranhos funcionários de Wonka (os "Oompa-loompas"), como se estivessem em números musicais. Sem dúvida, o estilo habitual de Burton não se relaciona com o resultado do filme homônimo de 71, mas o diretor consegue ser original nessa adaptação de livro de Roald Dahl (feita por John August) ao conciliar aventura com humor e esquisitices na dose certa. Como se trata de um filme destinado ao público infantil, é óbvio que há no roteiro boas mensagens a respeito dos verdadeiros valores que devem ser seguidos, tanto por crianças como por adultos. Além de Depp, quem se destaca no elenco é o bom ator-mírim Freddie Highmore, no papel de Charlie, o garoto pobre. Helena Bonham-Carter interpreta a mãe do menino (ela é a atual namorada do diretor, e de uns tempos pra cá, a presença dessa atriz inglesa nos filmes de Burton tornou-se constante). Quem faz o pai é outra figura estranha e desaparecida: o inglês Noah Taylor, que fez filmes como "O Clube dos Cinco 2" e "Shine - Brilhante". Claro que ele não combina com Helena, mas a intenção de Burton é fazer tudo o mais esquisito possível. E o veterano Christopher Lee interpreta o dentista, pai de Willy Wonka. Divertido e inusitado, essa nova versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate é mais ousada e dinâmica que a anterior, tornando-se um passatempo agradável para pessoas de todas as idades. Indicado ao Oscar de figurino.

Por que gravei o filme: Sou fã de Tim Burton. Ele fez muita coisa feia em sua carreira, mas até quando erra, ele o faz de uma maneira própria e pessoal. Ou seja, é um diretor de estilo. Admito que até o presente momento, eu sou um dos pouquíssimos mortais que ainda não assisitu a versão anterior do livro de Roald Dahl; portanto, não posso julgar qual é a melhor. Em todo caso, sei que essa versão apresenta as típicas características burtinianas, que acabam funcionando também no gênero infantil. E Johnny Depp comprova que nasceu para interpretar papéis estranhos e diferentes. No geral, o filme funciona: direção de arte, roteiro, fotografia, interpretações... Enfim, é um dos melhores do gênero dentre as novas produções. E olha que geralmente eu costumo achar os filmes infantis chatos e cansativos. Mas isso não ocorre aqui, graças ao talento da dupla Burton-Depp. Gravado na HBO2.