sábado, 19 de outubro de 2019
Coringa
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Extraordinário
terça-feira, 2 de maio de 2017
A Cabana
domingo, 26 de junho de 2016
Como Eu Era Antes de Você
domingo, 16 de fevereiro de 2014
A Menina Que Roubava Livros
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
O Impossível
sábado, 5 de novembro de 2011
Contágio
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O Palhaço
sábado, 5 de março de 2011
O Discurso do Rei
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Cisne Negro
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A Rede Social
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Amor Sem Escalas
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
A Última Ceia
( EUA 2001 ). Direção: Marc Forster. Com Billy Bob Thornton,
Sinopse: Agente penitenciário e racista, após a execução de um homem negro, se envolve com a viúva do executado, também negra, que acabou de vivenciar duas tragédias. Juntos, tentam encontrar um sentido na vida.
Por que comprei o filme: Foi uma grata surpresa encontrar esse filme no Sebo do Messias da Praça da Sé, à preço de banana. É claro que na era do DVD, os vídeos perderam seus destaques e os preços caíram; todavia, há vídeos que ainda têm seus valores elevados, e seria o caso desse. Mas, graças ao despercebimento de muitos vendedores, comprei esse grande filme pelo valor de R$2,00. E, além do mais, Halle Berry está ótima. É uma pena que algumas atrizes, após ganhar um Oscar, fazem péssimas escolhas de atuações. E foi o que aconteceu com essa atriz, que só tem feito filmes comerciais de ação ,e parece não ter lido bons roteiros. Vamos torcer para o seu triunfal retorno!
domingo, 11 de outubro de 2009
Salve Geral
Outro fato curioso é que esse foi o filme brasileiro escolhido para disputar uma vaga ao Oscar 2010, na categoria filme estrangeiro. Entretanto, após assistí-lo, comecei a questionar: por que justamente Salve Geral? Será que este ano foi muito fraco para o cinema nacional?
Vejam bem, o filme não é ruim, e apresenta temática que levanta o interesse de qualquer espectador (não podemos nos esquecer que o povo ainda é preconceituoso com fitas nacionais). A professora de piano, e também formada em direito, Lúcia (Andréa Beltrão) se encontra numa tremenda enrascada, quando seu filho (o estreante Lee Thalor) acaba matando, sem intenção, uma garota num racha. O rapaz vai preso, e sua mãe tenta de tudo para tirá-lo do inferno carcerário. Ela acaba conhecendo, por acaso, a advogada Ruiva (Denise Weinberg), que resolve ajudar Lúcia. Porém, o que professora de piano começa a descobrir aos poucos, é que Ruiva é filiada a um partido de presidiários, que intencionam provocar um grande alvoroço em São Paulo, caso seus desejos não sejam atendidos. Assim, Lúcia acaba se "infiltrando" no partido, levando recados de Ruiva para os presos, com o intuito de conseguir tirar o filho da cadeia. Até que finalmente explode a revolução do partido, em pleno dia das mães.
Mais uma vez, afirmo que a ideia do roteiro é interessante. O problema é que ele acaba se tornado bastante confuso, já que Rezende desenvolve diversas tramas paralelas entre os prisioneiros. Fora isso, as atitudes da protagonista acabam se tornando um tanto bizarras. Por exemplo, fica difícil de entender o que faz com que ela se envolva amorosamente com um dos líderes dos presos (na verdade, um dos possíveis "Marcolas" do filme, já que há pelo menos outros dois que possuem tal perfil). Enfim, mesmo inocentemente, ela acaba se tornando cumplíce da "máfia" dos criminosos, e por isso, fica muito complicado torcer por ela.
Andrea Beltrão foi bastante elogiada no papel da protagonista, mas não gosto muito da atriz em papéis dramáticos. Acho-a muito fria e neutra demais. Na verdade, ela não tem uma grande cena. Por outro lado, quem se destaca é a pouco conhecida Denise Weinberg (da minissérie "Maysa"), no papel da advogada Ruiva. Ela acaba sendo a alma do filme, e rouba as cenas. Os demais atores também atuam bem (Kiko Mascarenhas, Taiguara Nazareth, Eucir de Souza, Chris Couto...).
Em Salve Geral, Rezende fez uma crítica à corrupção policial, ao mostrar algumas parcerias entre bandido e polícia na promoção dos atentados, o que acabou sendo uma atitude corajosa. Aliás, em nenhum momento é citado o nome da facção, "PCC", que sempre é referenciada como o "partido". Mas, honestamente, acho praticamente impossível Salve Geral ser indicado ao Oscar. Os excessos de cenas de ação e os conflitos entre os personagens não irão satisfazer os americanos. Além disso, o tema inspirado em fatos reais, se teve alguma repersussão nos EUA, já caiu no esquecimento, sem dúvida. A conclusão apresenta um não merecido final feliz, e prejudica ainda mais o resultado. Enfim, vale a pena para discutir um momento aterrorizante que São Paulo sofreu recentemente, e pela presença marcante de Denise Weinberg. Mas Rezende já fez melhor. Boa noite!
domingo, 23 de agosto de 2009
Retorno a Howard`s End
( Inglaterra 1992 ). Direção: James Ivory. Com Anthony Hopkins, Emma Thompson, Helena Bonham-Carter, Vanessa Redgrave, James Wilby, Samuel West, Prunella Scales, Jemma Redgrave, Simon Callow. 142 min.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Cold Mountain
( EUA 2003 ). Direção: Anthony Minghella. Com Jude Law, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Eileen Atkins, Brendan Gleeson, Philip Seymour Hoffman, Natalie Portman, Giovani Ribisi, Donald Sutherland, Ray Winstone, Kathy Baker, James Gammon, Claire Hunnan, Jack White, Ethan Suplee, Jena Malone, Melora Walters. 154 min.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Uma Lição de Amor
( EUA 2001 ). Direção: Jessie Nelson. Com Sean Penn, Michelle Pfeiffer, Dakota Fanning, Laura Dern, Dianne Wiest, Loretta Devine, Richard Schiff, Brad Silverman, Rosalind Chao, Kimberly Scott, Mary Steenburgen. 132 min.
sábado, 21 de março de 2009
Quem Quer Ser Um Milionário?
Sem contar com nenhum astro no elenco, Boyle contou uma história eletrizante, divertida, dramática, surpreendente... Enfim, um enredo que interessa a todos os gostos, tanto os amantes de filmes de artes, como o público de massas se envolvem facilmente com o filme. O fato mais curioso é que o roteiro de Simon Blaufoy (adaptado do livro de Vikas Swarup) é baseado em fatos reais.
A trama se passa na Índia da atualidade, em um programa de perguntas e respostas (bem ao estilo do Show do Milhão do Sílvio Santos). Um rapaz pobre de 18 anos, que trabalha numa central de call center como ajudante de limpeza, acaba tendo a felicidade de participar desse programa, um verdadeiro campeão de audiência em todo o país. O que surpreende é o fato de que esse rapaz favelado e sem cultura, conseguiu acertar todas as perguntas que foram feitas, e conquistou um prêmio de 10 milhões. Antes de responder a última pergunta, que vale 20 milhões, o moço é entregue para as autoridades, já que os responsáveis pelo programa, acreditam que ele fez algum tipo de trapaça. E é na delegacia que esse jovem conta sua história, com o objetivo de provar sua inocência. Chama a atenção, o fato de que cada pergunta respondida por ele, tem associação com sua nada fácil vida...
Mais não digo para não estragar. Nunca saí das salas de cinema tão empolgado como dessa vez. O ponto alto do filme é a originalidade do roteiro, ao mostrar uma Índia totalmente longe dos esteriótipos que normalmente associamos com esse país (por exemplo, não me recordo de ter visto um elefante durante toda a projeção). Ao acompanhar a trajetória do protagonista, na infância, na adolescência e na atualidade, a câmera de Boyle registra os guetos da índia, a corrupção, as injustiças sociais, a marginalidade, e um aspecto urbano pouco conhecido daquele país: o excesso de favelas. Ou seja, tudo aquilo que você não encontra na novela de horário nobre da globo.
Os nomes mais famosos do filme são os de Dev Patel, que faz o protagonista, e de Freida Pinto, que interpreta a mulher amada do herói. Ambos se tornaram famosos pelo filme, e com certeza Freida filmará em Hollywood. Quanto a Patel é difícil dizer, já que não é nenhum galã (no entanto, não podemos nos esquecer que o feioso Adrien Brody é astro nos States...). E o elenco infantil é uma atração a parte.
A conclusão é espetacular e um alívio para os espectadores que se deixam envolver com a triste trajetória do herói. Concluindo, Quem Quer Ser Um Milionário?, ou o Cidade de Deus da índia, é o filme-pipoca mais artístico do ano, além de trazer uma grande aula de sociologia. Não deixem de assistir. Definitivamente, imperdível!
TRAILER:
O Menino da Porteira
Já faz algumas semanas que eu e a minha esposa assistimos a esse filme que ela tanto quis ver, e eu a acompanhei (não tive escolha, rssss). Em todo caso, como eu gostei (e muito) de Dois Filhos de Francisco, resolvi encarar numa boa essa refilmagem de uma prdocução antiga, estrelada por Sérgio Reis e inspirada na canção tema interpretada pelo próprio Reis.
Quanto ao filme, o personagem título, o garoto Rodrigo, é interpretado pelo estreante João Pedro Carvalho. O que posso dizer sobre esse menino, é que ele realmente é cativante e encanta o público com seu jeitinho caipira de falar; certamente aparecerá em alguma novela da globo... Bom, mas a história é conhecida por todos, graças a popularidade da música. O menino Rodrigo adora observar os bois entrando e saindo pela porteira de uma fazenda controlada por um coronel ranzinza (José de Abreu). Além disso, faz amizade com o boiadeiro Diogo, a quem diz constantemente: "Toca o berrante seu moço!". Paralelo a isso, Diogo (interpretado pelo cantor sertanejo Daniel, que parece estar decidido a encarar outra área) se envolve emocionalmente com a enteada do coronel, feita por Vanessa Giácomo, e compra uma briga com o padrasto da moça, que explora os peões inescrupulosamente.
O filme não é de todo ruim, é até um passatempo interessante, mas facilmente esquecível. Daniel só abre mesmo a boca pra cantar diversas músicas (inclusive a canção título), e têm poucos diálogos em cena. O cineasta Jeremias Moreira (é o mesmo da filme anterior, e assina o roteiro junto com Carlos Nascimbeni) constrói personagens em excesso, que acabam sendo mal-desenvolvidos em filme com metragem curta como esse (como a solteirona feita por Rosi Campos, que serve como alívio cômico, mas que logo some). Outro momento desnecessário, foi o acréscimo de um "bang-bang" brega e bem maniqueísta, protagonizados por Daniel e Zé de Abreu, que acaba comprometendo o resultado final, o tornando menos trágico ao partir do pressuposto "Dente por dente, olho por olho". Creio não estar revelando nada, pois quem não viu o filme anterior, mas que pelo menos conhece o desfecho da canção, sabe que o final é triste.
Enfim, gostei mesmo pela presença do menininho, bastante carismático. Mas Daniel deveria permanecer na carreira de cantor apenas. Atenção para uma ponta do pai do cantor, que aparece em uma mesa de bar junto com colegas, ouvindo as canções de Daniel. No todo é até bonitinho, mas esquecível. O melhor foi o outro que assitimos no mesmo dia, e no mesmo (adivinhem...?) cinema do Shopping Parque Santana. Mas isso é assunto pra outra postagem. Até!
TRAILER:
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Thelma e Louise
Sinopse: Duas amigas resolvem fazer uma viagem, com o intuito de atravessar o estado. Entretanto, acabam cometendo um assassinato em legítima defesa, e tornam-se fugitivas. Decidem fugir para o México, enquanto são perseguidas pela polícia.
Comentários: Famoso road-movie indicado a seis Oscar, ganhou o de roteiro original (de Callie Khouri). Foi indicado ainda para diretor, atrizes (Susan Sarandon e Geena Davis), montagem e fotografia. O cineasta Ridley Scott ressurge em boa forma, após alguns anos sem ostentar o brilho de filmes como "Alien - O Oitavo Passageiro" e "Blade Runner - O Caçador de Andróides", e fez uma película envolvente e interessante com as duas estrelas em grande forma. Sarandon interpreta Louise, uma garçonete séria e amargurada com um segredo do passado, que resolve embarcar numa viagem pelo deserto americano ao lado da amiga Thelma. Esta, é interpretada por Geena Davis (como seu olhar vesgo, mas em grande performance), uma dona-de-casa rotineira, casada com um homem bruto e ignorante, que sempre a deixa relegada em segundo plano. Juntas, encaram várias situações que surgem em seus caminhos, e descobrem um pouco mais sobre elas mesmas, através de suas ações. A partir desse universo feminino, Scott coloca as personagens num cenário, em que ambas têm de enfrentar o machismo e a intolerância masculina, ao mesmo tempo que fortalecem os seus laços de amizade. Uma das cenas mais famosas, e que foi muito imitada em filmes satíricos, é aquela em que as garotas são importunadas na estrada por um motorista de caminhão, velho e nojento. Enfim, com final aberto e passível de inúmeras interpretações, Thelma e Louise é um espetáculo geralmente adorado por mulheres, e também apreciado por homens, graças ao excelente roteiro de Callie Khouri, à experiência de Ridley Scott e, principalmente, às interpretações de Susan Sarandon e Geena Davis. Quanto aos demais atores do elenco, os destaques vão para Harvey Keitel (como o policial que se interessa pela história das moças), Christopher McDonald (como o grosseiro marido de Geena) e o galã Brad Pitt, em início de carreira, como um assaltante de estrada. Um bom passatempo que entretêm e envolve na dose certa.
Por que gravei o filme: Gravado no AXN. É um dos meus filmes prediletos, e sem dúvida, o melhor que Ridley Scott fez nos anos 90. Admirei bastante a forma como o cineasta mostrou o quanto uma viagem, regada a crimes e perseguições, pode modificar duas vidas banais e sem grandes perspectivas. Ou seja, é um filme sobre a descoberta de si mesmo e sobre o respeito e a valorização que todo o ser humano tem direito. Por fim, torno a comentar sobre as duas atrizes do filme, realmente extraordinárias. Contudo, a minha favorita é Susan Sarandon, uma das figuras mais humanas e verdadeiras do cinema americano, além de ser boa cidadã na vida real também. Thelma e Louise é para ser sempre revisto e discutido.