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domingo, 22 de julho de 2018

Jurassic World: Reino Ameaçado

 Três anos após o início de uma nova safra sobre uma franquia de enorme sucesso que estreou em 1993, "Jurassic Park", comandado por ninguém mais ninguém menos que Steven Spielberg, surge essa sequência, que ganha novo diretor , o espanhol J.A. Boyona (de "O Orfanato" e "O Impossível"), e conta com o cineasta do anterior, Colin Trevorrow, no roteiro, junto com Derek Connolly.

 Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) é convidada para retornar à ilha Nublar para salvar os dinossauros de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Organiza sua equipe e convence Owen Grady (Chris Pratt) a retornar também. Mas há uma conspiração por parte de quem a convidou, Eli Mills (Rafe Spall), que pretende leiloar os dinossauros e se tornar milionário. Entretanto, novas e aterrorizantes raças de dinossauros estão lá para acabar com tudo e todos, e podem estragar os planos do vilão.

 Quando o primeiro Jurassic World estreou (sempre nos créditos consta o nome do autor do livro original, Michael Crichton, embora a adaptação mesmo é a do filme de 1993), fez um razoável sucesso, contando uma história empolgante, divertida, assustadora e repleta de sequências de ação e suspense. Aqui, contudo, tudo é previsível, cansativo, e sem maiores surpresas. O casal central que retorna, Pratt e Dallas Howard, está mais apáticos. Alguns críticos acharam que essa nova produção está bem próixima do gênero terror, especialidade do diretor. No entanto, o Jurassic Park 3 parecia muito mais terror do que esse. As sequências finais, com os vilões sendo devorados pelos dinossauros, trazem mais entusiasmo para a narrativa. Mas, de forma geral, esse aqui ficou abaixo das expectativas (nem mesmo o show de efeitos visuais e sonoros me convenceu).

 No elenco, além dos heróis, Rafe Spall faz um vilão nada memorável, Jeff Goldblum (que atuou em Jurassic Park 1 e 2) retorna numa participação no mesmo papel, na cena inicial e na final, mas sem grandes chances, o veterano James Cromwell faz o novo proprietário do parque (faz lembrar Richard Attenborough na safra anterior), Toby Jones faz o vilão nanico, a veterana Geraldine Chaplin está num papel que é rapidamente esquecido, há uma criança chata feita por uma certa Isabella Sermon (aliás, todas as crianças de qualquer filme Jurassic são chatas) e há também uma dupla de coadjuvantes que auxiliam o casal central, e servem como alívio cômico (mas sem sucesso), interpretada por dois rostos novos, Justice Smith e Daniella Pineda.

 Enfim, sabe-se que o Jurassic World 3 está em pré produção e vai estrear em 2021, novamente com Trevorrow (do primeiro) na direção, e também Chris Pratt e Bryce Dallas Howard de novo no elenco. Espera-se que tenha mais criatividade na história e cenas de ação mais ousadas, pois esse aqui é daqueles entretenimentos que caem facilmente no esquecimento. Abraços!

TRAILER:

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Thor: Ragnarock

 Terceira aventura do simpático e popular deus do trovão estreia nos cinemas com bastante bom humor e sequências eletrizantes de aventura e lutas sensacionais. O neozelandês Taika Waititi é o diretor da vez e fez um trabalho digno e com bastante competência.

 O ponto de partida mostra nosso herói preocupado com o paradeiro do pai Odin, e recorre a ajuda do nem sempre bem intencionado irmão Loki para procurá-lo. Para tanto, viajam no tempo e vão parar na Nova York da atualidade, local onde Odin foi visto pela última vez. Entretanto, além de não encontrá-lo, Thor se depara com a fúria de Hela, uma deusa cruel e vingativa, que almeja destruir Asgar, o planeta de Thor, e escravizar toda a população de lá. Como se não pudesse ficar pior, ele é aprisionado por um excêntrico comandante de um reality show, Grandmaster, que promove lutas mortais entre seus prisioneiros. Para sair dessa, o guerreiro do martelo conta com a ajuda do amigo Hulk, outro prisioneiro, e da exótica Valkyrie, também de seu planeta, para derrotar Hela e salvar todo o povo.

 Claro que se pode prever em uma produção Marvel, definitivamente um estúdio de cinema, que o que está na tela, efeitos visuais, sonoros, direção de arte, fotografia e figurinos, representam o significado de uma qualidade técnica exemplar. O astro Chris Hemsworth, além disso, com todo seu carisma apenas demonstra que de fato nasceu para ser Thor, e adiciona mais um ponto a favor do filme. Outro fator interessante é que o roteiro, de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost, desenvolve duas personagens femininas que despertam a curiosidade: a guerreira Valkyrie, interpretada pela jovem Tessa Thompson, de "Creed: Nascido Para Lutar", e a vilã Hera, defendida pela sempre extraordinária Cate Blanchett, que arrasa sobretudo nas batalhas finais, em que o espectador, aliás, é brindado com um cenário inesquecível que faz lembrar um quadro pós-apocalíptico.

 Achei desnecessário apenas a presença do personagem Dr. Estranho, vivido por Benedict Cumberbatch, que não faz absolutamente nada de importante, o que torna a participação tola e sem sentido. Ainda no elenco, Tom Hiddleston revive Loki, mas sem a vilaneza característica, aqui ele está "bonzinho"; Mark Ruffalo surge enfurecido como Hulk; Idris Elba faz um guerreiro de Asgar; o veterano Jeff Goldblum, (fora Cate, talvez o melhor do elenco) dá vida ao excêntrico Grandmaster. Há também uma divertida cena em que dois atores interpretam Odin e Thor num teatro típico da história antiga, respectivamente o veterano Sam Neill e Luke Hemsworth, ninguém mais nem menos que o irmão mais novo de Chris. Por fim, participações pequenas de Anthony Hopkins como o verdadeiro Odin, e Scarlet Johansson como a Viúva Negra.

 Enfim, reafirmo que esse trabalho foi muito bem realizado e garante um entretenimento nota 10. O clima de bom humor foi o que mais me agradou no envolvimento de toda história. Há algumas surpresas e, logicamente, uma cena extra no pós crédito, sempre insistente em deixar uma porta aberta para próximas aventuras. Stan Lee, o criador dos quadrinhos, está mesmo nadando em rios de dinheiros. Não percam tempo, e confiram na tela grande. Abraços!

TRAILER: