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sábado, 19 de outubro de 2019

Coringa

 Nessa guerra simbólica entre Marvel x DC Comics, com filmes protagonizados por seus super-heróis populares, quem ganha é o público, que confere toda a diversidade de fitas. Se parecia, para alguns, que a Marvel estava levando a melhor, a DC (ou Warner) demonstrou que produzir um filme protagonizado por um anti-herói, feito com muita seriedade, consegue superar a batalha de egos de diversos heróis envolvidos numa só projeção, como é o caso da série Avengers.

 Quem diria, o diretor Todd Phillips (também roteirista, ao lado de Scott Silver), responsável por comédias escrachadas como a série "Se Beber, Não Case" e "Um Parto de Viagem", assumiu essa prdoução em que, por mais que Coringa seja conhecido por ser uma figura irônica e diabolicamente engraçada, quase não há espaço para a comédia; tudo aqui consegue ser mais sombrio e tenebroso que qualquer filme na nova franquia do Batman, comandada por Christopher Nolan.

 O nosso popular "herói" é vítima constante de bullying por ser desajeitado e ter um péssimo aspecto físico. Além disso, sofre de uma doença em que, quando está nervoso, começa a gargalhar freneticamente. Enfim, trata-se de um perdedor, desprezado por todos. A situação piora quando ele é demetido de seu trabalho, no qual ele se disfarçava de palhaço para animar as pessoas em eventos. As coisas fogem da normalidade de vez quando descobre um segredo envolvendo a identidade de seu possível pai. A partir daí, consumado pela ira, Arthur Fleck torna-se Coringa, e está disposto a fazer valer sua justiça.

 Não me recordo da classificação etária do filme, e já informo que ele é bastante pesado para crianças e pré-adolescentes. A trilha sonora densa e tocante sugere que o público está assistindo a uma produção de horror, gênero que se aproxima bastante da narrativa. Mais uma vez, palmas para Todd Phillips, que mostrou versatilidade atrás das câmeras, ao abandonar o seu lugar comum na comédia. O que também é facilmente perceptível é a homenagem aos filmes do cineasta Martin Scorsese, sobretudo fitas como "Taxi Driver" e "O Rei da Comédia", que surgem na mente do espectador mais familiarizado com o cinema, quando observa diversas cenas. Falando em Scorsese, que tem o hábito de registrar suas tramas em Nova York, a Gotham City daqui é uma fotografia idêntica de Nova York, sobretudo nas cenas dos guetos noturrnos.

 Mas o que mais me chamou a atenção, é a temática voltada às questões sociais, em épocas que fica cada vez mais evidentes, tanto nos EUA como no Brasil, o quanto o menos favorecido é hostilizado pela sociedade. Estamos muito acostumados a ver no cinema americano criminosos negros ou latinos causando o terror nas ruas e nos metrôs. Aqui, contudo, há uma realidade pouco vista nos filmes: homens brancos e ricos demonstrando sua fúria contra a minoria e mulheres indefesas. Outro momento de interessante reflexão se esconde por de trás da personalidade do pai do homem-morcego, o milionário Thomas Wayne (o Batman só aparece aqui como criança), cuja conduta faz lembrar muito o oportunismo de políticos corruptos (sobretudo, lembra muito um governador de estado aqui no Brasil). Essa nova possibilidade de leitura ma faz refletir: seria mesmo Batman um herói? Ok, ele não aparece com sua habitual roupa, mas ao analisarmos o legado que lhe é deixado por um homem não exatamente escrupuloso, nos faz pensar nisso... Enfim, de qualquer forma, que fique claro: Coringa é sim um vilão! Mesmo sendo humilhado constantemente, como uma versão masculina de "Carrie, a Estranha", a maldade assumida por ele não se justifica.

 Como de hábito, deixo pro fim informações obre o elenco. No papel título, Joaquin Phoenix demonstra de vez sua versatilidade. Sem dúvida, é o filme de sua carreira, numa interpretação digna de Oscar. O astro Robert DeNiro (aliás, habitual parceiro de Scorsese) interepreta aqui um apresentador comediante (no estilo Jô Soares), idolatrado exageradamente por Fleck. A veterana Frances Conroy faz a mãe  do Coringa, Brett Cullen vive o já mencionado Thomas Wayne e Zazie Beetz (de "Deadpool 2") faz um provável interesse romântico do protagonista.

 Coringa se concretiza como o filme de heróis para o público adulto, com poucos momentos de humor, e com diversas possbilidades reflexivas sobre questões sociais. É fácil de entender o porquê do filme ter desagradado  muitos políticos de partidos conservadores, pois afinal de contas, tais perfis não são exaltados nessa narrativa; ao contrário, demonstram repulsividade, e isso tem certa lógica. Este é dos filmes que merece uma nova análise, e certamente precisa ser conferido. Vale a pena!

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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Vingadores: Ultimato

 Uau! Eis que finalmente o fecho da popular cinessérie Avengers invade as telas de cinema. Nem consigo traduzir numericamente o quanto as bilheterias arrecadaram, mas é fato bastante óbvio que todos os filmes dos heróis da Marvel, fizeram sucessos históricos (tanto o dos heróis em conjunto, quanto os "solos", apesar do Hulk ter sido o mais fraco e sem sequência).

 Não é segredo para ninguém que essa produção, mais uma vez comandada pelos irmãos Russo, Anthony e Joe, teve todo o cuidado de sigilo, para que os fãs fossem surpreendidos com todo o mistério por trás da história. O problema, na verdade, era escapar dos spoilers, já que muitos acabavam revelando quem morria ou outros tópicos. Enfim, os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely souberam balancear bem a história e distribuir perfeitamente as cenas para os populares personagens criados por Stan Lee.

 A aventura começa a partir do instante em que o anterior Guerra Infinita foi finalizado, com os heróis sobreviventes tentando destruir o temível Thanos, e vingar as mortes de seus colegas. Na verdade, eles, após derrotarem o vilão (e isso não é spoiler, já que acontece no início), conseguem ter acesso a uma máquina do tempo, e pretendem voltar ao passado com o intuito de impedir o acesso às pedras preciosas por parte de Thanos, o que anularia o extermínio de metade da população da Terra. Mas muita confusão e diversos obstáculos surgirão nessa possibilidade de dar uma segunda chance ao planeta.

 Bem, falar da qualidade técnica é totalmente dispensável, afinal chega a ser redundante elogiar os efeitos visuais e sonoros, figurinos, direção de arte e fotografia de uma produção que já tem isso como qualidades típicas. A duração, por outro lado, precisa ser comentada, pois, afinal de contas, é o filme mais longo de toda a série: 3 horas e 1 minuto! Também pudera: com tantos protagonistas dividindo a cena, a projeção tinha mesmo que ser longa.

 Aliás, falando no elenco, está todo mundo na tela. Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo e Jeremy Renner atuam com suas permanentes competências como os heróis títulos. Quem se sai melhor, certamente, é Chris Hemsworth, roubando a cena como alívio cômico, compondo um Thor barrigudo e bêbado, após uma crise depressiva. Aliás, Hemsworth demonstra grande versatilidade nessa mudança de composição do personagem.

 E podem apostar: todos estão mesmo de volta! Algns com grandes destaques, outros fazendo ponta. Independente disso , trata-se do elenco estelar do ano, já que nunca se viu tanta gente famosa em um filme. A ainda pouco conhecida Karen Gillan, como Nebula, a meu ver, tem o principal papel feminino, já que muita coisa gira em torno dela. Paul Rudd, como o Homem-Formiga, também rouba a cena e já surge de forma triunfal. Brie Larson, a Capitã Marvel, já chega arrasando, embora suma depois, mas retorna em grande forma. Rene Russo, quem diria, nos seus 65 anos, ainda é uma bela mulher, como a mãe de Thor. Tilda Swinton tem uma interessante participação como "The Ancient One".

 Querem mais? Então vamos lá: Don Cheadle, Benedict Cumberbatch, Chadwick Boseman, Elizabeth Olsen, Gwyneth Paltrow, Chris Pratt, Zoe Saldana, Josh Brolin, Tom Holland, Tom Hiddleston, Danai Gurira, Anthony Mackie, Dave Bautista, Letitia Wright, Hayley Atwell, Vin Diesel, Bradley Cooper... Alguns parecem figurantes, pois somente aparecem rapidamente: Michelle Pfeiffer, Marisa Tomei, Natalie Portman, Angela Bassett, William Hurt, Samuel L. Jackson (aliás, como fizeram isso com um personagem tão importante como o Nick Fury???). Os veteranos Michael Douglas e Robert Redford, embora também tenham poucas cenas, têm algumas falas.

 Enfim, a conclusão é satisfatória, e dessa vez não há cenas pós-créditos. O público não sairá desapontado, embora haja uma sensação triste pelo encerramento da série. O maior desafio para o espectador é conseguir fugir dos spoilers, já que quem viu não perdoa mesmo. Nessa altura do campeopnato, as filas já estão mais tranquilas, então aproveitem a oportunidade de verem os heróis populares da Marvel juntos pela última vez. Até!

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sexta-feira, 22 de março de 2019

Capitã Marvel

 De fato, a Marvel e a DC Comics construíram seus impérios no cinema, e constantemente produções de ambos os "estúdios" estreiam no cinema. Um projeto bastante aguardado da Marvel é esse em que a própria está no título, "Capitã Marvel", dirigido por uma dupla desconhecida (porém, não estreantes), Anna Boden e Ryan Fleck.

 A heroína é Carol Danvers, uma moça que vive em outro planeta, mas que já viveu na Terra, apesar de não ter muita lembrança disso. Ela é uma guerreira treinada pelo seu mentor Yon-Rogg, e tem o intuito de manter a paz no planeta, e protegê-lo de terríveis inimigos. Mas segredos do passado na Terra, envolvendo Carol, que era piloto da aeronáutica, e sua superiora Dra. Wendy Lawson, a fazem voltar para lá, onde depara com o agente Nick Fury, que vai ajudá-la a descobrir sua verdadeira origem.

 O roteiro, da dupla de diretores ( e ainda Geneva Robertson-Dworet, Nicole Perlman e Meg LeFauve) é muito confuso, embora surpreenda em algumas reviravoltas e revelações (especialmente na figura dos vilões). As cenas de batalha, sobretudo no espaço, são um pouco cansativas e lembram o contexto de "Star Wars". Também falha no alívio cômico, embora tenha uma gatinha bizarra que cuida dessa parte, de forma inusitada. A caracterização dos seres intergalácticos também soa óbvia e muito semelhante a de muitas produções de ficção científica. Ao menos, o clima de nostalgia é bacana, já que a história se passa na década de 90, e há muitas músicas pop-rock daquela época; além disso, a cena em que a heroína cai em uma blockbuster é bem divertida. Não se trata de um filme ruim, na verdade vai melhorando com o passar da projeção, mas não supera nenhm filme de qualquer um dos "vingadores".

 No elenco, a ganhadora do Oscar por "O Quarto de Jack", Brie Larson, que parecia sumida, assume o papel-título. Não gosto muito da interpretação dela, parece caricata e forçada demais, talvez Emily Blunt faria melhor (outra coisa irritante é o uniforme dela, que lembra muito a rival DC, com a "Supergirl"). De qualquer forma, trabalha com competência de sobra, e lidera um elenco estelar: Samuel L. Jackson, como Nick Fury, se responsabiliza em fazer a ponte da Capitã Marvel com Os Vingadores; Annette Bening, sempre excelente, faz a chefa da aeronáutica; Jude Law, o treinador de Brie. E há ainda Ben Mendelsohn, Clark Gregg, Djimon Hounsou, e as interessantes participações pós créditos finais de alguns vingadores: Scarlett Johansson, Chris Evans, Mark Ruffalo e Don Cheadle. Aliás, tal cena é uma das melhores da fita, que desperta a curiosidade e a empolgação direcionadas ao novo filme da série Vingadores, Ultimato, que estreia mês que vem, com a participação da própria Brie Larson como a Capitã Marvel.

 Enfim, um espetáculo eletrizante, numa produção bem cuidada. Mesmo não sendo excepcional no conjunto da obra, ainda assim mantém o padrão alto de qualidade Marvel. Por essa razão, vale acompanhar as aventuras dessa heroína, em épocas de empoderamento feminino, na tela grande. Abraços!

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domingo, 29 de julho de 2018

Missão Impossível: Efeito Fallout

 Quem diria que a série "Missão Impossível" iria ter vida longa no cinema! Este já é o sexto episódio, e o bacana é que tecnicamente um vai sempre superando o outro, além de todos serem grandes espetáculos visuais para se ver na tela grande.

 A direção de Christopher McQuarrie no episódio anteior, "Nação Secreta",deu certo e ele assumiu mais essa agitada aventura, além de ser autor do roteiro, sempre se inspirando na popular série de tv da década de 60, criada por Bruce Geller.

 Sem dúvida, o que torna a série mais complexa, sobretudo essa sequência, é o roteiro extremamente confuso, em que as missões impossíveis são acompanhadas de ordens complicadas e surreais mesmo. Aqui, o agente Ethan Hunt precisa recuperar uma pulseira de plutônio, ou coisa parecida, e deter um perigoso vilão, Solomon Lane (visto em "Nação Secreta") e entregá-lo para uma quadrilha, chefiada pela Viúva Branca, que querem a cabeça dele. Assim, Hunt e sua turma embarcam para missões perigosíssimas.

 O legal da série é que ela não cansa nunca. Mesmo as cenas de perseguições e explosões se assemelharem a tantos outros filmes, são sempre dinâmicas, bem elaboradas e prendem a atenção. Aqui, nem mesmo a duração excessiva (duas horas e meia) atrapalha a diversão. As locações turísticas dessa vez são Paris, Londres e Caxemira, que prometem situações eletrizantes. No começo, já há uma sequência de salto de helicóptero com para-quedas surpreendente. De qualquer forma, é bom admitir que a melhor sequência no quesito ação é mesmo a quarta parte, cujo subtítulo é "Protocolo Fantasma".

 Vamos ao elenco. Tom Cruise já prometeu que esse é seu último filme de ação, principalmente pelo fato de ter se machucado para valer, já que sempre dispensa dublês. Além disso já está sentindo o peso da idade também. Ving Rhames e Simon Pegg, os habituais parceiros, dão um jeito no alívio cômico. A bela sueca Rebecca Ferguson, também de "Nação Secreta", está em boa forma e garante bons momentos de impacto. Alec Baldwin também retorna representando a autoridade do agente Hunt. A novidades estão por conta da presença de um novo parceiro vivido pelo canastrão Henry Cavill, outra autoridade governamental vivida pela ótima Angela Bassett, a jovem Vanessa Kirby como vilã, outro reotno, o do vilão do episódio anterior, Sean Harris e também retorna Michelle Monaghan, como a ex-esposa de Hunt.

 O espetáculo é garantido, e cria uma expectativa de "quero mais", um possível novo episódio, mesmo sem Tom Cruise (será????). Só não entendi muito bem, no fim, a lógica da personagem de Angela Bassett, mas nada estraga o prazer de se apreciar um blockbuster eficiente, divertido e eletrizante. Recomendo.

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domingo, 20 de maio de 2018

Vingadores: Guerra Infinita

 Muita coisa mudou desde o primeiro filme da franquia até os dias de hoje. O fato mais interessante é que a toda poderosa Marvel tornou-se agora estúdio de cinema, e esteve a frente dessa super produção, ao lado da Disney. Como era de se esperar, as filas de cinema tornaram-se mais do que quilométricas.

 Os irmãos Russo, Anthony e Joe, permanecem na direção na história adaptada do mundo de Stan Lee, por Christopher Markus e Stephen McFeely. E a impressão que fica é que eles não querem nem saber se o público é leigo ou não; por essa razão, seria razoável os espectadores mais distantes do universo Marvel assistir aos dois episódios anteriores. Mesmo porque a quantidade de personagens é absurdamente gigante, ficando de fora apenas o Arqueiro e o Homem Formiga.

 Falando na história, o grande vilão aqui é Thanos que almeja conquistar uma coleção de seis poderes diferentes entre si, que o tornará poderoso e acabará com metade da população na Terra. Para isso, os vingadores se unem para combatê-lo, incluindo so guardiões da galáxia, e a turma do Pantera Negra.

 Honestamente, esse episódio acaba sendo o mais entediante dos três, e também o mais longo. Creio que isso acontece pelo fato de boa parte das cenas ser ambientada em território intergaláctico, tornando o filme mais próximo da ficção científica, o que não é comum na série. Mas o interese e o ritmo vão melhorando no decorrer do desenvolvimento, e não podemos esquecer dos bons instantes de alívio cômico, o que deixa o entretenimento mais suave, e com direito a uma sessão cinematográfica de nostalgia com as citações dos clássicos filmes dos anos 80, feitas pelo Homem Aranha.

 Quanto ao elenco e seus respectivos personagens, essa é a parte mais complexa, pois com um número gigantesco de protagonistas, nem todos se destacam. Devo mencionar que o vilão personalizado por Josh Brolin é o melhor do filme: temível, impiedoso e o mais indestrútive entre todos. Entre os heróis, a protagonista é mesmo a Gamora de Zoe Saldana, dos guardiões da galáxia, que tem uma relação afetiva de paternidade com o vilão; ela é o núcleo da história, bem amparada por Chris Pratt (também fazendo gracinhas), o que deixa o público que ainda nãoa assistiu "Guardiões da Galáxia", como eu, meio sem chão.

 Entre nossos populares heróis,  Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Hemsworth (Thor), Elizabeth Olsen (Feiticeira), Paul Bettany (Vision) e Benedict Cumberbatch (Dr. Estranho) levam a melhor, além do já mencionado "palhaço" Homem Aranha, vivido pelo fraquinho Tom Holland. Por outro lado, Mark Ruffalo (com um Hulk bem ausente), Chris Evans (sem o uniforme de Capitão América) e Scarlett Johansson (sempre bela Viúva Negra) estão desperdiçados e sem grandes momentos. A turma do Pantera Negra, vivido por Chadwick Boseman, dá uma força também. O "dúbio" Loki de Tom Hiddleston tem uma participação interessante no começo, mas logo desaparece. E pra fehcar o elenco estelar, diversos atores que participaram das franquias individuais de cada herói, revivem seus personagens, como é o caso de Don Cheadle, Karen Gillan, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Idris Elba, Danai Gurira, Peter Dinklage, Benedict Wong, Dave Bautista, Gwyneth Paltrow, William Hurt, Letitia Wright, as vozes de Bradley Cooper e Vin Diesel, além de cena pós crédito com Samuel L. Jackson e Cobie Smulders.

 É óbvio falar da excepcional competência técnica, garantia necessária para a diversão, mas não se pode deixar de mencionar, mesmo porque quem já viu não cansa de fazer spoiler, que a conclusão desagrada praticamente a todos, incluindo a cena já mencionada pós créditos, e que os fãs já estão contando os segundos para assistir a sequência desse "inacabável" filme. Enfim, nesse ponto, a expectativa aumenta ainda mais os méritos dessa superprodução, pois foi realmente a aventura mais fraca dos queridos heróis da Marvel. Em todo caso, não deixaremos de acompanhar tudo sobre o próximo filme, provavelmente no ano que vem. Abraços!

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domingo, 3 de dezembro de 2017

Liga da Justiça

 Com grandes expectativas de curiosidade do público mundo a fora, finalmente chegou em nossas telas Liga da Justiça, o filme que reúne os principais heróis da DC Comics. Zack Snyder continua a frente da produção, além de colaborar no roteiro adaptado por Chris Terrio e Joss Whedon.

 O melhor dessa sequência, diferente do anterior "Batman vs. Superman" está na atmosfera mais leve e bem-humorada, na qual o herói The Flash é o responsável pelas piadas mais divertidas. O novelo que se desenrola e une todos os heróis também acontece de forma satisfatória e convincente.

 O fato é que tanto Batman como Mulher Maravilha sentem-se responsáveis em recrutar um grupo de heróis para se unir a eles contra um temível vilão, que pretende tomar posse três caixas "poderosas", que contém algo como se fosse a essência para a segurança do mundo, mas que pode trazer plenos poderes para quem se apossar dela; algo nada bom quando cai nas mãos de um ser inescrupuloso e maligno. Bom, uma das caixas se encontra no reino da Mulher Maravilha; outra, no fundo do oceano; e ainda há mais outra onde ninguém sabe onde está. Assim, Cyborg, Aquaman e o já citado The Flash unem-se a dupla para deter Steppenwolf, o tal vilão. Ah, sim, Superman encontra um jeito de ressuscitar e entra na briga (não é SPOILER, todos já sabiam disso, hehehe).

 Os momentos de humor ajudaram a impor um ritmo mais saboroso para a história. Além disso, mais uma vez diferente do anterior, a projeção não é tão longa (dessa vez, apenas 2 horas!). Entretanto, continuo a não me surpreender com as cenas de ação, soam óbvias, previsíveis e nada marcantes. Apenas uma é realmente eletrizante, no início quando Steppenwolf e seus soldados atacam na era da Mulher Maravilha, e o espectador presencia batalhas incríveis bem coreografadas, num verdadeiro show de efeitos visuais e direção de arte esplêndida. As demais, porém, não empolgam muito.

 Falando em direção de arte, todos os cenários específicos dos personagens foram construídos com muita competência, assim como a fotografia e os figurinos. Ou seja, fica registrado na tela o que o público já esperava: a perfeição técnica como um todo, incluindo também os efeitos sonoros.

 Quanto ao elenco, nem preciso dizer que Gal Gadot, a Mulher Maravilha, leva a melhor. De fato, a novata israelense superou mesmo as expectativas, e a personagem lhe cai como uma luva. Ben Aflleck, quem diria, não faz feio como Batman, não está difícil se acostumar com ele na pele do homem morcego. E, afinal, não há como reclamar da atuação dele, mesmo ele não sendo bom ator, pois a canastrice está em cena na pele de Henry Cavill, horrível como sempre na pele de Superman. A presença do ator nos faz questionar: tinha mesmo que ressuscitar o Superman?

 Há ainda muita gente famosa, incluindo os intérpretes dos novos heróis Flah, Aquaman e Cyborg, respectivamente feitos por Ezra Miller, Jason Momoa (o novo idolatrado do público feminino) e Ray Fisher. O elenco estelar ainda conta com Amy Adams (uma Lois Lane mais apagada), Diane Lane (mãe do Superman), Jeremy Irons (mais uma vez como o fiel mordomo Alfred), Connie Nielsen (a rainha Hippolyta), J.K. Simmons (escondido como o Comissário Gordon), Amber Heard (um "provável" interesse romântico do Aquaman) e Ciarán Hinds (o vilão Steppenwolf).

 Enfim, é uma aventura bacana, certamente superior a "Batman vs. Superman", mas eu ainda prefiro os heróis da Marvel, já que a ação destes é mais criativa e empolgante. Mas não desmereço "Liga da Justiça", vale experimentar. Abraços!

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Thor: Ragnarock

 Terceira aventura do simpático e popular deus do trovão estreia nos cinemas com bastante bom humor e sequências eletrizantes de aventura e lutas sensacionais. O neozelandês Taika Waititi é o diretor da vez e fez um trabalho digno e com bastante competência.

 O ponto de partida mostra nosso herói preocupado com o paradeiro do pai Odin, e recorre a ajuda do nem sempre bem intencionado irmão Loki para procurá-lo. Para tanto, viajam no tempo e vão parar na Nova York da atualidade, local onde Odin foi visto pela última vez. Entretanto, além de não encontrá-lo, Thor se depara com a fúria de Hela, uma deusa cruel e vingativa, que almeja destruir Asgar, o planeta de Thor, e escravizar toda a população de lá. Como se não pudesse ficar pior, ele é aprisionado por um excêntrico comandante de um reality show, Grandmaster, que promove lutas mortais entre seus prisioneiros. Para sair dessa, o guerreiro do martelo conta com a ajuda do amigo Hulk, outro prisioneiro, e da exótica Valkyrie, também de seu planeta, para derrotar Hela e salvar todo o povo.

 Claro que se pode prever em uma produção Marvel, definitivamente um estúdio de cinema, que o que está na tela, efeitos visuais, sonoros, direção de arte, fotografia e figurinos, representam o significado de uma qualidade técnica exemplar. O astro Chris Hemsworth, além disso, com todo seu carisma apenas demonstra que de fato nasceu para ser Thor, e adiciona mais um ponto a favor do filme. Outro fator interessante é que o roteiro, de Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost, desenvolve duas personagens femininas que despertam a curiosidade: a guerreira Valkyrie, interpretada pela jovem Tessa Thompson, de "Creed: Nascido Para Lutar", e a vilã Hera, defendida pela sempre extraordinária Cate Blanchett, que arrasa sobretudo nas batalhas finais, em que o espectador, aliás, é brindado com um cenário inesquecível que faz lembrar um quadro pós-apocalíptico.

 Achei desnecessário apenas a presença do personagem Dr. Estranho, vivido por Benedict Cumberbatch, que não faz absolutamente nada de importante, o que torna a participação tola e sem sentido. Ainda no elenco, Tom Hiddleston revive Loki, mas sem a vilaneza característica, aqui ele está "bonzinho"; Mark Ruffalo surge enfurecido como Hulk; Idris Elba faz um guerreiro de Asgar; o veterano Jeff Goldblum, (fora Cate, talvez o melhor do elenco) dá vida ao excêntrico Grandmaster. Há também uma divertida cena em que dois atores interpretam Odin e Thor num teatro típico da história antiga, respectivamente o veterano Sam Neill e Luke Hemsworth, ninguém mais nem menos que o irmão mais novo de Chris. Por fim, participações pequenas de Anthony Hopkins como o verdadeiro Odin, e Scarlet Johansson como a Viúva Negra.

 Enfim, reafirmo que esse trabalho foi muito bem realizado e garante um entretenimento nota 10. O clima de bom humor foi o que mais me agradou no envolvimento de toda história. Há algumas surpresas e, logicamente, uma cena extra no pós crédito, sempre insistente em deixar uma porta aberta para próximas aventuras. Stan Lee, o criador dos quadrinhos, está mesmo nadando em rios de dinheiros. Não percam tempo, e confiram na tela grande. Abraços!

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Mulher Maravilha

 Sempre achei estranho o fato de a heroína mais popular entre todas não ter seu filme próprio. Existia sim a clássica série de tv, estrelada por Lynda Carter, mas no cinema a mulher maravilha sempre foi desprezada. Bom, após a participação da personagem em "Batman vs. Superman", finalmente a garota tem seu filme solo.

 Fitas de ação, mesmo com protagonistas do sexo feminino, raramente são dirigidas por mulheres, e esta aqui chama a atenção, justamente porque é uma diretora quem comanda o espetáculo, Patty Jenkins, que no cinema fez apenas "Monster - Desejo Assassino", que deu o Oscar de melhor atriz para Charlize Theron. Quanto ao todo poderoso Zach Snyder, normalmente cineasta das adaptações da DC Comics, aqui é o produtor, e também roteirista (junto com Allan Heinberg e Jason Fuchs).

 A ação é contextualizada na Primeira Guerra Mundial. Um soldado (piloto) britânico vai parar acidentalmente numa ilha paradisíaca, habitada apenas por mulheres, que agem como se estivessem na era mitológica. O soldado, Steve Trevor, se encanta com a guerreira Diana, que acredita que o "deus da guerra" é o responsável pelas desgraças da humanidade. Assim, ela parte junto com Trevor para a Inglaterra, com o intuito de derrotar aquele que ela acredita estar por detrás da guerra, e se depara com um mundo bastante diferente do seu.

 Apesar da longa projeção, a diretora Jenkins acertou em cheio, e construiu um bom filme de ação, repleto de brilhantes efeitos especiais e sonoros, com uma qualidade técnica impecável. A introdução, na tal ilha paradisíaca, reserva os melhores momentos da história, misturando batalhas memoráveis e um cenário fotogênico e encantador. Outro momento de destaque é quando a personagem título usa seu famoso escudo nas batalhas que enfrenta em plena Primeira Guerra Mundial. Fora isso, há alguns instantes de aelívio cômico, quando a garota tenta encontrar um modelito mais adequado para vestir, bem distante de suas vestimentas na ilha.

 O elenco é extraordinário. Gal Gadot pode até não ser excelente atriz, mas não faz feio como Mulher Maravilha, e exibe um excelente condicionamento físico. Ao lado dela, Chris Pine é o interesse romântico, um papel até clichê, mas também com algumas tiradas cômicas. Há também as veteranas Connie Nielsen e Robin Wright, respectivamente como mãe e tia de Diana, David Thewlis, como o superior do piloto Trevor, e Danny Huston e Elena Anaya, em curiosas partiçipações como o s grandes vilões, com destaque especial para a espanhola Anaya ("A Pele Que Habito"), como a desfigurada Dra. Maru.

 Há algumas surpresas na trama, outros instantes filosóficos e reflexivos sobre a humanidade, e um "final falso", que acaba abrindo espaço para mais batalhas e aventuras. Pelo que tudo indica, uma sequência é inevitável. Enfim, um blockbuster acima da média; sem dúvida, o ingresso vale a pena para bons momentos de diversão. Abraços.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Doutor Estranho

 Este é o novo filme do popular estúdio da Marvel, que agora ganha espaço bastante badalado no cinema também. O diretor da vez, quem diria, trata-se de um cineasta um tanto esquecido ultimamente, Scott Derrickson, também autor do roteiro adaptado dos quadrinhos de Steve Ditko, ao lado de Jon Spaihts e C. Robert Cargill, e que dirigiu filmes como "O Exorcismo de Emily Rose" e "O Dia Depois de Amanhã". 

 A maior preocupação sobre o sucesso desse blockbuster é que esse personagem não é bastante popular, e isso poderia não atrair a tenção das plateias, mas o sucesso está acontecendo e as bilheterias arrecadando muito. Enfim, no papel título, temos o ator Benedict Cumberbatch, recentemente indicado ao Oscar por "O Jogo da Imitação", um cirurgião arrogante e narcisista. Após dirigir em alta velocidade, de forma irresponsável, sofre um terrível acidente e tem seu corpo praticamente desfigurado. Felizmente, ele consegue êxitos na cirurgia, mas não consegue movimentar 100% o maior instrumento de sua profissão: suas mãos. Assim, ao descobrir que existe um lugar em que conseguirá a cura para suas mãos, Kamar-Taj, localizado em Katmandu, parte para lá, e se depara com um mundo repleto de misticismo e magia.

 Outra preocupação é que, ao se ler a sinopse e assistir a primeira parte da projeção, dá a impressão de que não se trata de um filme típico Marvel, com herói carismático e muita cena de luta. Ao contrário, parece uma mistura de "Matrix" com "O Nome da Rosa", com muita filosofaiada acerca do mundo e dos seres. Apenas na segunda parte, começa a ação e o público vai se familiarizando aos poucos com tudo aquilo que queria ver de início, mas que só acontece mais tarde. E, logicamente, toda a grana gasta na produção, se vê na tela com todo direito que um blockbuster classe A como esse merece. Mas, honestamente, estou me cansando do gênero, pois mesmo as cenas sendo espetaculares, é tudo previsível e facilmente esquecível; falta aquele entusiasmo e empolgação que tinham no mais recente filme do "Capitão América", pois aqui eu achei tudo muito cansativo.

 No elenco, o dinamarquês Mads Mikkelsen (da série "Hannibal") interpreta o vilão, Chewetel Ejiofor (de "12 Anos de Escravidão") faz o parceiro, Tilda Swinton, em mais uma composição irreverente, como a mística Anciã, e uma mal aproveitada Rachel McAdams como uma mocinha fraca e que não deixa sua marca. O melhor fica após os créditos finais, afinal trata-se de produção Marvel, em que há um diálogo muito bacana entre o Dr. Stranger e um herói muito popular e querido. Nunca pensei em dizer isso, mas é preciso passar parte dos letreiros finais para o filme ficar melhor (e olha que o longa nem chega a ter duas horas!).

 Enfim, é "assistível". Não me recordo de muita cena, o que simplesmente significa que o filme não me empolgou tanto. O fato é que a mencionada cena final já deixa bem claro que teremos sequência. Bom, a também já citada terceira parte do Capitão América foi melhor que o original. Portanto, quem sabe? Mas não boto muita fé, hehehehe... Abraços!

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Missão Impossível: Nação Secreta

 O quinto episódio da famosa série iniciada em 1996, e adaptada de popular seriado dos anos 60, chega às telas, mais uma vez com o astro Tom Crise no papel do agente Ethan Hunt. E dessa vez o diretor é Christopher McQuarrie (também roteirista ao lado de Drew Pearce), que já havia feito outra fia de ação com Cruise, "Jack Reacher - O Último Tiro".

 Sobre essa sequência, "Nação Secreta", pode-se dizer que ela é espetacular em todos os sentidos. Aliás, se existe uma cinessérie de ação bem-sucedida na tela grande é justamente Missão Impossível, que consegue algo praticamente raro: quanto mais continuações são feitas, mais elas melhoram os filmes anteriores.

 Analisando com detalhes o gênero "ação", o anterior "Protocolo Fantasma" era mesmo superior, por conta das eletrizantes sequências no edifício em Dubai. Mas "Nação Secreta" não perde feio, e McQuarrie já começa com uma abertura para lá de eletrizante, com Cruise pendurado na asa do avião em movimento. O astro, como já se sabe em todo canto do mundo, dispensou dublês nessa perigosa cena, o que já deixa de imediato a plateia boquiaberta (aliás, ele havia feito o mesmo na já mencionada cena do prédio mais alto do mundo em Dubai).

 A sinopse é um tanto complexa, e um pouco confusa (como de costume). Ethan Hunt está com os dias contados, pois estão querendo fechar sua agência de "Missão Impossível". Tudo isso na verdade é um golpe de uma entidade conhecida como "Sindicato", que planeja seus esquemas corruptos em terrenos internacionais, sem a intromissão da equipe de Hunt para atrapalhar suas inescrupulosas ações. Mas o nosso herói desconfia, e mesmo sendo impedido de desempenhar seu trabalho, tenta desmascarar o tal sindicato, com a ajuda dos parceiros William Brandt, Benji Dunn e Luther Stickell. E encontrará uma mistura de aliança e perigo na pele de Ilsa Faust, uma agente misteriosa.

 As locações são as mais variáveis para dar movimento à história: Inglaterra, Áustria, Cuba... Mas, sem sombra de dúvida, o cenário protagonista das exuberantes cenas de impacto é o Marrocos, em que o espectador ficará em puro estado de êxtase com as perseguições de moto no deserto, sem dúvida, o grande momento da produção.

 Como se pode perceber a dois parágrafos acima, Jeremy Renner, Ving Rhames e Simon Pegg voltam a atuar na série. Pegg, inclusive, tem maior destaque em relação os dois episódios anteriores, e também é responsável pelos momentos de alívio cômico. Ainda no elenco, o veterano Alec Baldwin interpreta a autoridade responsável na (difícil) tentativa de capturar Ethan Hunt; os britânicos Sean Harris ("Prometheus") e Simon McBurney ("A Teoria de Tudo") se encarregam com os papéis de vilões, e o grande destaque está na pele da bela sueca Rebecca Ferguson (que esteve na nova versão de "Hércules"), como a habilidosa agente Ilsa Faust.

 Um blockbuster de primeira linha, repleto de reviravoltas e surpresas (inclusive, muitos disfarces mirabolantes e surpreendentes), e inúmeros momentos memoráveis, como uma sufocante luta contra o relógio debaixo da água, outra que está entre as melhores cenas. O astro Tom Cruise, aliás, aos 53 anos, comprova excelente forma física e já deixa claro que não abandonará tão cedo seu personagem Ethan Hunt...

 Enfim, até o momento, é o entretenimento do ano, capaz de agradar aos mais exigentes fãs do gênero, e deixa um sabor de quero mais. Por isso, é altamente recomendável se assistir na tela grande este "Nação Secreta", e essa missão, certamente, não é nada impossível. Abraços!

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domingo, 14 de junho de 2015

Terremoto: A Falha de San Andreas

 Na terra das refilmagens, estava demorando o remake de um dos desaster movies mais famosos da história do cinema, e que arrecadou muita bilheteria na década de 70. Pois bem, essa produção luxuosa já está em cartaz, e é a pedida certa para quem quer ver ação do começo ao fim.

 Recentemente, ao falar do último episódio da saga Mad Max, eu comentei sobre o ritmo frenético da produção de George Miller, e da adrenalina que envolvia toda a produção. O mesmo ocorre aqui. A sinopse torna-se dispensável, portanto. Afinal, o terremoto acontece na Califórnia, arrasa e destrói tudo, movimenta mares, inunda todo o estado, os prédios vão caindo, e por aí vai. Eis que o exageradamente fortão Dwayne Johnson lidera a resistência contra o terremoto. Sua filha, interpretada pela jovem Alexandra Daddario (da série Percy Jackson) corre sérios riscos no avião em que se encontra, e isso motiva ainda mais o herói a lutar; e ele recebe a ajuda da ex-esposa Carla Gugino (que andava meio sumida das telas), o que já indica provável reconciliação. Enfim, a partir daí os intermináveis clichês e puro sentimentalismo tomam conta da tela. Aliás, o atual marido de Carla, interpretado por Ioan Gruffudd (de "Quarteto Fantástico"), para manter a coerência, revela-se um covarde bundão; afinal, ele está casado com a paixão do herói, e isso não pode!

 Enfim, no final das contas, não acho a fita ruim não. Quem compra ingresso para esse tipo de produção, quer ver ação; e nesse ponto, o público sai da sala bastante satisfeito, afinal, isso tem de sobra, e não deixa os clichês atrapalhar (mesmo porque, a diversão principal é apreciar as características típicas de um desaster movie). O diretor Brad Peyton não é muito famoso (dirigiu sequências, como "Cães e Gatos 2" e "Viagem 2"), mas comanda com bastante competência o gênero, e o roteiro de Carlton Cuse, Andre Fabrizio e Jeremy Passmore não chega a "forçar" tanto a situação. Claro, nem preciso mencionar que a qualidade técnica é impecável, com destaque aos efeitos sonoros. No elenco ainda, Paul Giamatti como um sismólogo tenta dar força a uma trama paralela muito fraca; no fim das contas, no entanto, Dwayne Johnson, o "the rock" como é conhecido, comanda o show. Para fãs do astro e do gênero. Boa diversão!

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Mad Max: Estrada da Fúria

 Quando você imaginava que uma franquia clássica blockbuster entre o fim dos anos 70 e início dos 80 já tinha sido encerrada, e sonhando com a possibilidade de remake, eis que o veterano George Miller ressuscita a série, e lança o 4º episódio de Mad Max, dessa vez batizado como "Estrada da Fúria", exatamente 30 anos após o último filme. E Miller não derrapa na condução dessa sequência, além de ser responsável pelo roteiro, ao lado de Brendan McCarthy e Nick Lathouris.

 Dessa vez, sai de cena Mel Gibson, e entra o novo astro do momento, Tom Hardy, que ainda não é tão popular assim no Brasil, embora tenha tido bastantes destaques em "A Origem" e "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". Enfim, Hardy sua a camisa e causa bastante impacto na pele de Max, que vaga pelas estradas australianas sem rumo, e já desiludido com a vida, após perder sua família, assassinada por gangues de motoqueiros, no primeiro filme da série. O fato é que  mundo pós apocalíptico desse novo episódio, é mais pessimista e assustador do que os outros três. Os vilões, inclusive, possuem caracterizações medonhas e macabras, parecendo os zumbis de "The Walking Dead", aproximando um pouco ao terror. Nesse caso, quem se destaca é o ditador interpretado pelo indiano Hugh Keays-Byrne (que também esteve no 1° Mad Max), uma figura aterrorizante.

 Mas Max recebe a ajuda do jovem Nux (o simpático protagonista de "Meu Namorado é um Zumbi", Nicholas Hoult), a princípio um "soldado" do mal, mas que acaba ajudando o herói por uma questão de consequência dos fatos. A grande figura de cena, contudo, é feminina: a excelente Charlize Theron domina todo o espetáculo na pele de Furiosa (e faz jus ao nome), uma guerreira de um braço só, que tenta escapar do domínio de Immortan Joe (o personagem mencionado de Hugh), e leva junto a ela as cinco esposas dele, uma delas grávida, inclusive.

 Enfim, tudo isso num cenário totalmente dominado pelas areias, não há mais nada na tela, não se vê casas, estradas concretas, jardins.... Nada! Segundo a visão de Miller, todo o planeta foi coberto pela terra. A partir de então, o espectador se surpreende com a excelente qualidade técnica da produção, começando pela fotografia, e se estendendo aos efeitos visuais e a sonoridade, prováveis babadas para o Oscar 2016. Quem espera momentos de alívio cômico, vai se frustrar, afinal a edição é ágil, e o que se vê constantemente é ação do início ao fim, com poucos momentos de conversa. Isso, talvez, possa incomodar um pouco uma plateia mais leiga, que necessita de maiores esclarecimentos, mas não prejudica o resultado final.

 Sem dúvida, o pessimismo amargo e cruel para um futuro sem perspectivas de sobrevivência (com a escassez de água) não deixa de impressionar. As inevitáveis sequências já estão sendo desenvolvidas, e existe uma remota possibilidade um episódio a ser estrelado pela Furiosa de Charlize Theron. Afinal, definitivamente, ela comanda o espetáculo, e rouba a cena, sem desmerecer o Max de Tom Hardy. No mais, uma boa sugestão de blockbuster para o feriado. Abraços!

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sábado, 1 de novembro de 2014

O Apocalipse

 A minissérie feita para tv "Deixados Para Trás" fez bastante sucesso entre o público americano (foi até satirizada em alguns episódios de "Os Simpsons", inclusive), e até que fez razoável sucesso aqui no Brasil, principalmente por conta do público evangélico. Agora foi feita uma adaptação cinematográfica do livro de Jerry B. Jenkins e Tim LaHaye (por Paul Lalonde e John Patus).

 A história, pós apocalíptica (como sugere o título nacional) centraliza a ação numa jovem universitária, que retorna para a casa dos pais, e descobre por acaso, que o pai está tendo um caso extraconjugal, enquanto a mãe dedica-se fielmente para as atividades da igreja e para uma vida cristã. O pai, um piloto de avião, comanda um voo para Londres, em que também está presente a aeromoça com quem tem um caso, e um popular jornalista de programa de aventuras. Misteriosamente, durante o voo (e também por toda parte do planeta) muitas pessoas (incluindo todas as crianças) desaparecem misteriosamente, o que deixa todo mundo alarmado e preocupado. Enquanto o caos toma conta por todo lugar, o aviador deduz que se trata do dia arrebatamento, em que muitas pessoas são levadas por Cristo, e outras são deixadas para trás.

 O maior problema de se adaptar para o cinema histórias da Bíblia é o cuidado que se deve ter para atrair o público. A superprodução Noé, por exemplo, acrescentou muita ficção, porém com o intuito de deixar o entretenimento mais divertido e prazeroso. Este O Apocalipse, contudo, não teve a mesma ideia, e o diretor Vic Armstrong (um especialista na arte técnica cinematográfica) entrega uma fita com muito corre corre, muita tensão entre os personagens (há um excesso aqui), mas sem vilões. Ou seja, não dá nem para o espectador sentir o gostinho de raiva por alguém.

 Fora isso, embora não tenha lido o livro, o filme tem pouco a ver com a minissérie de tv, uma vez que aqui temos praticamente um filme de avião, ou seja, a impressão que se passa é a de que o objetivo do herói é aterrissar a nave de volta ao aeroporto de Nova York. Tal herói, falando nisso, é o maior mérito para atrair as plateias, já que se trata do mega astro Nicolas Cage, que é escancarado pôster do filme. Apesar de estar bem claro que o ator está perdendo o estrelato, e que está vivendo uma fase bem ruim, ainda conserva sua popularidade, e pode atrair seu público. Mas continua canastrão como sempre, um ator que piora com o tempo. Além disso, seu personagem faz umas conclusões óbvias para o tema do filme, mas ilógicas perante a situação. Afinal, dentro do avião, como ele conclui que está vivendo o dia do arrebatamento, sendo que não sabe o que está acontecendo no mundo exterior de sua nave? E os diálogos, aliás, são superficiais, e alguns personagens bem caricatos (há um anão, inclusive, com a missão de ser alívio cômico).

 No elenco também, uma estrela dos anos 80, sumida e um pouco envelhecida, Lea Thompsom, que esteve na trilogia "De Volta Para o Futuro", no papel da mãe do Michael J. Fox no passado (alguém lembra?). Há ainda Chad Michael Murray (de "A Nova Cinderela" e "A Casa de Cera"), como o jornalista galã e a novata (e inexpressiva) australiana Cassi Thomson como a mocinha.

 Enfim, desinteressante, superficial, óbvio e sem sentido. Apesar de ser um tema didático, mais voltado para o público cristão, perde feio se comparado com o já mencionado "Deixados Para Trás" (que, aliás, teve algumas sequências). E para piorar, nada pior do que se assistir ao filme na versão dublada. Insisto, inclusive, na minha campanha contra a exclusividade (ou algo bem perto disso) de produções dubladas em nossos cinemas. Será que não perceberam que tudo se torna fake, mais irritante e ruim de forma geral? Bom, quem quiser arriscar, assista. Abraços!

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sábado, 19 de abril de 2014

Capitão América: O Soldado Invernal

 Como era previsto, e como se preza com qualquer popular super herói da Marvel, há a necessidade de uma sequência do filme original. E é justamente o que sucede aqui com O Soldado Invernal, dessa vez comandada pelos irmãos Anthony e Joe Russo (de "Dois é Bom, Três é Demais"). 

 O que temos aqui é tudo aquilo que se espera de uma super produção de fitas de ação: duração que ultrapassa os habituais 120 minutos, efeitos técnicos e sonoros de última qualidade, cenas de lutas e ação esplêndidas e vilões odiosos.Diferente do original de 2011, dessa vez os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely concentraram a ação para os dias de hoje, e colocaram o Capitão América, em esplêndida forma, tentando derrotar o vilão da vez que, óbvio, pretende dominar o mundo. Há, inclusive, um momento bastante nostálgico em que o herói visita uma museu exclusivo sobre o Capitão América, e assiste uma palestra sobre a ação dele na época do nazismo. Outro momento marcante é quando ele visita a já idosa Peggy Carter (um trabalho muito bem feito que envelheceu a jovem Hayley Atwell, que dessa vez tem apenas uma cena), em seu leito.

 Quanto a ação, tirando o fato de se passar na atualidade, não há muita novidade. As cenas de ação, inclusive, ora cansam, ora impressionam, o que demonstra que, com o tempo, a originalidade das lutas já está por um fio (em todos os filmes do gênero, na verdade). No entanto, há um prólogo bastante divertido e bacana, com o América fazendo um cooper, ao lado de um simpático rapaz, que se transformará no herói Falcão na metade da fita. Ele é interpretado pelo negro Anthony Mackie (de "Menina de Ouro" e "Guerra ao Terror"), que ainda não é astro, mas certamente se tornará; afinal, ele rouba a cena, e ganha a simpatia da plateia. Na verdade, junto com Mackie, Samuel L. Jackson, que retorna como Nick Fury (aliás, a melhor cena de ação é protagonizada por ele em um carro que está prestes a ser distruído pela polícia), a bela Scarlett Johansson que entra em cena com sua Viúva Negra (ou Natasha Romanoff) e o veteraníssimo Robert Redford, em grande forma aos 77 anos, como o vilão Alexander Pierce, garantem mais o interesse do que o herói feito por Chris Evans, bastante apático, previsível e sem graça. Ainda no elenco, a canadense Cobie Smulders (de "Os Vingadores") atua na pela da agente Maria Hill (aliás, há muitas personagens femininas no filme, que não levam desaforo pra casa), Sebastian Stan, que agora, numa curiosa caracterização, "mudou de lado" e deixou de ser o melhor amigo de Steve Rogers, para ser o vilão Winter Soldier, e Frank Grillo (de "A Hora Mais Escura" e "A Perseguição") como o vilão mais fiel de Redford.

 Há algumas surpresas e reviravoltas na história (sobretudo por conta do personagem de Jackson), e o interesse se mantém graças a isso. Caso contrário, seria apenas mais uma mera sequência de ação, com o único cuidado de ter mais momentos de adrenalina. Enfim, os irmãos Russo, no fim das contas, realizaram um trabalho satisfatório. Ah, e como de rotina, há mais uma sequência após os letreiros finais, legal e surpreendente, que deixa o espectador curioso para assistir ao 3° episódio. Vale conferir. Abraços!

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sábado, 1 de março de 2014

Robocop

 Robocop marca a estreia na direção americana do nosso cineasta brasileiro, José Padilha, que ganhou fama com os dois "Tropa de Elite". Fui conferir na tela grande essa aventura, principalmente por se tratar de um remake bastante esperado, do clássico dos anos 80, que inaugurou o holandês Paul Verhoevem em Hollywood, já famoso em sua Holanda natal.

 Como era de se esperar, não temos aqui uma xerox perfeita do original, o que é bom, já que os tempos são outros. O roteiro, de Joshua Zetumer, dá uma ideia mais futurista que o original de 1987, e conseguimos visualizar com facilidade uma era dominada por avanços tecnológicos de última geração. Além disso, nós temos um Robocop com traje mais escuro, e pilotando uma moto frequentemente. E a parceira dele, a policial Anne Lewis, vivida por Nancy Allen no filme de Verhoeven, está fora da história e foi substituída por um policial de mesmo sobrenome chamado Jack, interpretado pelo ator Michael K. Williams (que também está em "12 Anos de Escravidão").

 Dessa vez, no lugar de Peter Weller, nós temos o novato sueco Joel  Kinnaman (que atuou em "A Hora da Escuridão" e "Protegendo o Inimigo") interpretando o herói, o policial Alex Murphy. Diferente do clássico de 87, ele não morre, mas sofre um terrível acidente, ao ter seu carro explodido por perigosos bandidos. Assim, uma coorporação chefiada pelo político Raymond Sellars (o sumido Michael Keaton, de volta à ativa) tem uma brilhante ideia: criar um robô policial para defender os civis e trazer mais segurança para a população de Detroit, com o intuito de conseguir votos e ser eleito (creio que a senador, ou coisa parecida). Para tanto, contrata o cientista Dennett Norton (o sempe ótimo Gary Oldman), que é o responsável pela nova identidade de Murphy. No entanto, o desejo de vingança de nosso herói persiste, e ele deseja acabar com aqueles que quase o mataram. A partir de então, descobre um esquema de corrupção policial, e acaba por perceber que o pior inimigo agora é outro.

 José Padilha adicionou elemntos de "Tropa de Elite 2" na construção da figura pública governamental como vilã, o que torna a aventura ainda mais interessante. Claro que tudo é tecnicamente perfeito, o visual é impressionante e o ritmo é ágil. Apesar disso, muitas cenas de ação são banais e repetitivas. Mas nada estraga essa nova versão, bastante pessimista em relação ao futuro. No elenco ainda, destaque para o excepcional Samuel L. Jackson, no papel de um apresentador sensacionalista de telejornal (tal como o interpretado por André Mattos em "Tropa 2"). E para não ficar restrito ao clube do Bolinha, há algumas personagens femininas interessantes que substituem muito bem a policial Lewis da série clássica. A loirinha Abbie Cornish (de "O Brilho de Uma Paixão" e "Sete Psicopatas e um Shih Tzu") faz a esposa de Murphy, uma personagem pouco desenvolvida no original; a boa atriz Jennifer Ehle interpreta a assistente do vilão Keaton; e a já indicada ao Oscar, Marianne-Jean Baptiste (por "Segredos e Mentiras", de Mike Leigh) faz a chefa de Murphy.

 O final deixa portas abertas para prováveis sequências, mesmo porque não esclarece os destinos de alguns personagens. Enfim, trata-se de um remake bem-sucedido, que contou com a mão firme de Padilha, demonstrando ter um futuro bastante promissor nos States. Assistam a Robocop, e preparem-se para um eficiente filme de ação.

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domingo, 7 de julho de 2013

Guerra Mundial Z

 Em épocas de "The Walking Dead", pode-se dizer que os zumbis estão na moda. E por isso, não perdi tempo e fui conferir essa superprodução nos cinemas, depois de uma longa ausência em que fiquei apenas assistindo aos filmes fazendo download aqui em casa. E eu não poderia ter tido um retorno melhor, pois trata-se de um blockbuster de primeira linha, talvez o melhor do ano. 

 Admito que eu mesmo estava aguardando o velho clichê em que um grupo de pessoas se une para lutar contra assustadores mortos-vivos! Afinal, é isso que agrada espectadores assíduos que acompanharam os clássicos de George A. Romero, e que acompanham o sucesso televisivo de The Walkind Dead. Felizmente, isso não sucede, e temos aqui, o filme mais original até o momento sobre o tema.

 O diretor Marc Forster ("Em Busca da Terra do Nunca", "O Caçador de Pipas") e o time de roteiristas (Matthew Michael Carnaham, Drew Godard, Damon Lindelof) resolveram concentrar a ação em um personagem central, ao invés de centralizar um grupo de pessoas como em vários filmes. Esse personagem é Gerry Lane, representante da ONU, que tem a missão de descobrir o que fez com que o mundo todo sofresse uma terrível pandemia, em que diversos zumbis começam a atacar os seres humanos, por toda parte do planeta.. Os sobreviventes se refugiam em um navio controlado pelo exército da marinha, incluindo a esposa e as filhas do herói. E ele tem um determinado prazo para conseguir encontrar uma solução! Caso contrário, sua família será deposta do navio, que se encontra superpopulado. Então, Gerry terá que lutar contra o tempo.

 Talvez a sinopse não demonstre o grande espetáculo que o filme é. Trata-se de uma mistura perfeita de ação e terror, que não desagrada o público de nenhum desses gêneros. Aliás, até mesmo quem não gosta de terror, terá uma tendência forte a gostar desse que é o filme mais caro sobre o tema feito em Hollywood. Os efeitos especiais, a direção de arte, a fotografia, enfim, tudo se encaixa adequadamente. Há muitas cenas de suspense, que realmente, são de tirar o fôlego, sobretudo, no instante em que o herói está em Israel, onde um muro muito alto foi construído para salvar a população, dos sanguinários zumbis. Porém, nem esse muro consegue conter a fúria dos mortos vivos. Aliás, outro ponto interessante está na caracterização dos zumbis, que são extremamente velozes, e estão bem distantes daquele tipo de zumbi mole, caindo aos pedaços, típicos dos filmes de Romero. Outra coisa interessante: eles não atacam pessoas que já estão em estado terminal, tornando-as imunes à sua fúria (talvez eu tenha revelado demais aqui, hehehe).

 Quanto ao elenco, o mega astro Brad Pitt demonstra não se envergonhar da idade que já eixa marcas na pele (já está com 50 anos), nem nas olheiras, e dá a cara a tapa, se encaixando adequadamente na pele do herói. O demais atores são menos famosos. Temos o Matthew Fox, de Lost, o veterano David Morse, num papel pequeno, mas importante, uma moça que fez muito tv, e que tá começando carreira no cinema agora chamada Mireille Enos, como a esposa de Pitt. Mas, quem acaba roubando a cena é uma atriz israelense chamada Daniella Kertesz, que aparece em cena como uma militar de Israel como se fosse figurante. Inesperadamente, torna-se a co-estrela da fita, e ajuda o personagem de Pitt em muitas cenas de batalha (outra cena arrebatadora é a do ataque no avião).

 Enfim, assim como eu já havia dito sobre o mais recente filme da série Missão Impossível em 2011, hoje  digo o mesmo sobre Guerra Mundial Z: é o blockbuster do ano! ágil, inteligente, surpreendente, divertido. Claro, não temos aqui explicação sobre a origem da pandemia de zumbis (nesse aspecto, se assemelha com outros filmes dessa temática), mas deixa uma porta aberta para uma provável sequência, o que talvez não seja uma boa ideia, apesar de quase inevitável). Mas o ingresso vale, certamente. E vai uma dica: de segunda-feia, o valor é muito barato, até mesmo o 3D! Então, confiram! Abraços!

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domingo, 9 de dezembro de 2012

007 - Operação Skyfall

 Tudo tem uma 1ª vez na vida! Lembro-me de que postei aqui certa vez que "Para Roma Com Amor" havia sido o 1° filme de Woody Allen que eu vi na tela grande. E o mesmo ocorre com o espião mais famoso da 7ª arte! Afinal, 007 - Operação Skyfall foi o primeiro filme do James Bond que eu assisti no cinema.

 Essa nova aventura segue o passo de todos os episódios anteriores: metragem longa, trama complexa, sequências eletrizantes de ação, bondgirls bonitas, etc. Talvez, por isso, não seja um filme especial. Mas também não decepciona tanto.

 Bom, o nosso simpático agente tem aqui o objetivo de descobrir a identidade de um ladrão que roubou um HD importantíssimo, pois contém informações sigilosas sobre diversos agentes. Bond, então, a partir dos comandos de sua chefa M, parte para a Turquia para localizar o vilão. E, óbvio, encontrará muitos obstáculos no caminho.

 O principal problema de Operação Skyfall, são algumas pistas falsas que são colocadas no meio da projeção, dando a entender que o desfecho se aproxima. Entretanto, isso não ocorre e o filme se estende um pouco mais. Enfim, sem me recordar no momento a exata metragem dos outros filmes, esse aqui é extenso demais! E o roteiro de Neal Purvis, Robert Wade e John Logan é bastante confuso também. Sabe-se, de imediato, que Bond precisa recuperar uma certa lista capturada. Somente depois, surgem maiores informações dessa tal lista que, para o espectador desatento, podem aparecer despercebidas. Para mim, o fato de querer ultrapassar os típicos 120 minutos de metragem, apenas para seguir a tradição de série em que todos os filmes são longos, não foi muito interessante. É verdade que a fotografia torna o interesse maior por conta de pontos turísticos da Turquia que são mostrados. E as sequências de ação também são competentes. Mas, não há uma cena memorável que registre o espetáculo. E olha que o diretor da vez é o oscarizado e experiente Sam Mendes, de Beleza Americana.

 No elenco, o galã Daniel Craig ressurge forte e firme na pele do agente, o que permite concluir que ele continue como 007 por mais um bom tempo. Mas, quem rouba a cena, é Javier Bardem, interpretando um vilão extremamente amalucado e bem efeminado. Se há algo de novo, talvez, pode se dizer que seja a caracterização do vilão. E eu não iria estranhar se Bardem fosse nomeado ao Oscar 2013 de coadjuvante pelo papel. Além deles, o inglês veterano Albert Finney tem papel importante no final ( momento em que é explicado o título Skyfall ). E Ralph Fiennes tem um papel fácil de se cair no esquecimento, como um dos agentes superiores de Bond ( se houver outra aventura, o papel será maior, certamente ). Agora, o curioso está no elenco feminino. Aqui, temos duas bondgirls: a mulata Naomie Harris ( de "Extermínio" e "Piratas do Caribe 2 e 3" ), que faz a parceira de Bond, e a francesa Bérénice Marlohe ( fazendo sua estreia em Hollywood ), como a misteriosa sedutora. As duas são competentes e encantadoras. No entanto, não são memoráveis, e têm pouco a fazer em cena. Espera-se mais ação, pelo menos por parte de Naomie, mas isso fica apenas na promessa. Assim, as portas são abertas para a veterana Judi Dench brilhar. Essa é a 1ª vez que sua personagem M ganha ares de protagonista, depois de diversas participações em vários filmes da série. Fato merecido para uma das grandes atrizes do cinema.

 Espero que o próximo lançamento seja mais ousado, mais original, mais interessante, e mais eletrizante também ( como filme de ação recente, nada supera o último episódio de Missão Impossível ). Esse, infelizmente, ficou a desejar. Claro, o que não significa que seja ruim. Mas, quem não está acostumado com a série, pode achar um pouco confuso. Enfim, fica a dica. Abraços!

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

 É óbvio que depois do ocorrido nos EUA, ou seja, o assassinato cometido por um estudante de medicina em uma sala de cinema americana, que matou diversas pessoas enquanto esse filme era exibido, causou muita polêmica aqui no Brasil. Principalmente, porque um fato semelhante já havia ocorrido por aqui há uns anos com a exibição do filme Clube da Luta. Em todo caso, mesmo se não existisse tal polêmica, Batman- O Cavaleiro das Trevas Ressurge já seria um grande campeão de bilheteria, pois os fãs aguardavam a estreia dessa nova sequência com muita ansiedade.

 Após a tragédia americana, os comentários de que o filme era muito sombrio e pesado começaram a se espalhar. Cheguei ao ponto de imaginar algo bastante perturbador ou hipnótico. Felizmente, nada a ver! Trata-se de um grande blockbuster de ação, bastante explosivo (sem dúvida, mais que qualquer outro filme com o homem-morcego) e repleto de cenas interessantes e ousadas. Em outras palavras, as crianças podem ver sim, ninguém vai sair da sala traumatizado ou perturbado, podem crer nisso! (se bem que não me recordo da faixa etária do filme...).

 É bem verdade que esse episódio trás um herói bastante sério e fechado. Aliás, toda a safra foi assim. Se compararmos com a safra anterior, nós tínhamos um Michael Keaton excêntrico nos filmes 1989 e 1992 (também, pudera! O diretor era Tim Burton), um Val Kilmer mais sofisticado em 1995 (direção, Joel Schummacher), e um George Clooney galanteador e bem-humorado em 1997 (também dirigido por Shummacher). Christian Bale é o dono da vez, e repete o personagem desde o filme inicial dessa nova safra. E, de fato, apesar do pouco senso de humor, é o ator que melhor vestiu a capa do herói. Sua figura pálida e sombria está de acordo com todo o clima dessa Gothan City, repleta de crimes e violências.

 Bom, aqui nosso herói não está em seus melhores dias, pois está debilitado fisicamente, andando com muitas dificuldades, e com auxílio de bengala e cadeira de rodas. Fora isso, está muito amargurado com a morte de sua amada, que ocorreu no episódio anterior ( feita por Maggie Gyllenhaal ). Para piorar, é acusado injustamente de ter assassinado um promotor ( Aaron Eckhart, também episódio anterior. Lembram? ), o que faz sua imagem cair. Por outro lado, seu instinto de justiceiro vem a tona quando um perigoso terrorista, Bane, surge para amedrontar toda a cidade. E, para complicar um pouco mais, também surge a Mulher Gato...

 Esse foi, sem dúvida alguma, o episódio mais longo de toda a série (maior também, que qualquer película da safra anterior): quase 3 horas de duração! Mas, evidentemente, você não sente a projeção, pois o roteiro  dos irmãos Nolan (Christopher, o diretor, e Jonathan) brinda o espectador com diversas situações e pistas falsas que aumentam ainda mais o interesse. Tecnicamente falando, é também o mais perfeito de todos: fotografia, efeitos visuais e sonoros, tudo funciona!

 O elenco, fora Bale, é um espetáculo. Quem rouba mesmo a cena é Tom Hardy ( de "A Origem", e "Guerreiro" ) no papel do vilão Bane. Sua composição é tão perfeita que ele realmente assusta. Aliás, para mim, esse é o vilão mais assustador de todos os tempos. Temível igual, eu nunca vi! Supera Curinga, Pinguim, Duas Caras e Cia., principalmente porque, nele, não há humor ou piadinhas, é um monstro extremamente maquiavélico e aparentemente indestrutível! Em contrapartida, como qualquer produção do gênero, é necessário quebrar o gelo, caso contrário, vira drama (afinal, herói depressivo e vilão sério não combina muito...). E, para alívio cômico, eis que surge a Mulher-Gato feita pela doce Anne Hathaway. Todas as cenas dela chamam a atenção, e a personagem permanece com caráter dúbio, da mesma forma que ocorreu com Michelle Pfeiffer em Batman- O Retorno. Mas, Hathaway é tão competente, que nem nos faz lembrar de Pfeiffer. Ainda no elenco, Michael Caine e Gary Oldman, respectivamente, retornam nos papéis de Alfred e Comissário Gordon (interessante ressaltar que na safra anterior, esses personagens eram quase figurantes!); a oscarizada Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor) faz o interesse romântico do herói; o veterano Morgan Freeman, um pouco mais desperdiçado em cena, também retorna como Lucius Fox; o jovem Joseph Gordon-Levitt (também de "A Origem" e "50/50") interpreta um policial que intenciona investigar Batman; e, quem diria, o já veterano, e mal envelhecido por sinal, Matthew Modine (alguém se lembra dele? de filmes como "Asas da Liberdade" e "Morando Com o Perigo", astro juvenil da época de Tom Cruise e Charlie Sheen) faz o chefe de polícia de Gotham City.

 Outro aspecto que fez muita campanha sobre o filme é a condição física de Batman ( ou melhor, Bruce Wayne. Sim, sua identidade permanece secreta. Em partes, ao menos...). Muitos, como eu, se interessaram em assistir a um herói mais humano que herói. Ou seja, com muitos defeitos e sem super poderes. E, como já foi mencionado, ele não está na plena forma heroica de outros tempos. Porém, como não é difícil de prever, terá o grande momento de superação física para a esperada volta por cima. Sim, há clichês no filme, óbvio. Mas isso não atrapalha a conclusão (apesar de existir algumas revelações nada surpreendentes de pelo menos dois personagens: de um deles a gente já mata de início, enquanto o outro nós esperamos que surja após alguns incidentes ocorridos).

 Enfim, gosto muito da trilogia de Christopher Nolan, e espero com muita expectativa mais episódios bem-sucedidos e interessantes como este. Não percam tempo e curtam esse excelente blockbuster! Abraços!

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Os Vingadores - The Avengers

 Honestamente, não tive tanta expectativa quando assisti aos filmes individuais dos heróis da Marvel. Assisti todos em casa, ou na tv a cabo, ou em DVD ( e até agora não assisti o Capitão América! ). Mas a propaganda desse Os Vingadores me chamou a atenção e eu resolvi conferi-lo na tela grande. Assisti, inclusive em 3D, e não me arrependi. É, de fato, um entretenimento acima do espetacular!

Bom, quem lê meu blog sabe do meu descontentamento com essa nova onda de se produzir trocentos filmes em 3D. Normalmente, isso se faz desnecessário, e a conclusão que chego, é que isso é apenas um artifício muito malandro que os produtores encontram para arrecadar mais dinheiro do público. Todavia, aqui nesse filme dirigido e roteirizado por Joss Whedon (que, co-dirigiu Thor, e que aqui tem seu primeiro crédito como diretor em cinema), sentimos que a diversão torna-se muito melhor com o 3D. Ou seja, pode-se dizer que, finalmente, foi produzido um 3D que vale a pena!

 Como filme de ação, Os Vingadores tem grandes chances de se tornar o meu favorito de 2012, apesar de estarmos ainda em maio! Lógico, para mim, não supera o extraordinário Missão Impossível: Protocolo Fantasma, mas não perde feio também. 

Os vingadores do título são Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Capitão Arqueiro ( esses dois últimos ainda não tiveram seus filmes individuais ). Todos eles são convocados por Nick Fury, diretor da agência internacional da paz, conhecida como Shield, para deter o vilão Loki, que rouba um cubo mágico, adquire super poderes e tenta ser o soberano do planeta.

É óbvio que, ao analisar a sinopse do filme, você pode concluir que não se trata de nada novo. De fato. No entanto, o que torna o filme espetacular são justamente as grandes cenas de ação, os maravilhosos efeitos especiais e o bom humor que o roteiro oferece. Além, claro, das grandes performances dos astros. Robert Downey Jr., com o seu Homem de Ferro, além do Sherlock Holmes, se consagra como um especialista em interpretar heróis cínicos e irônicos. É o que tem as falas mais interessantes e divertidas do filme ( Gwyneth Paltrow tem participação especial como Pepper Potts, a namorada dele ); Chris Evans e Chris Hemsworth, respectivamente como Capitão América e Thor, servem como colírio para o público feminino, e se encaixam como luva nos personagens; o sempre boa-praça Mark Ruffalo, substituindo Edward Norton no papel do Hulk, também tem boas sacadas na interpretação de seu herói; A estrela do momento Scarlett Johansson faz a Viúva Negra, e o ator já indicado ao Oscar duas vezes, Jeremy Renner ( que, aliás, também esteve em Missão Impossível 4 ) vive o Capitão Arqueiro. E, para fechar com chave de ouro esse time de feras, a figura sempre agradável de Samuel L. Jackson que interpreta o chefe Nick Fury.

O que eu não gosto apenas é da caracterização do vilão Loke ( novamente vivido por Tom Hiddleston do filme Thor ). Ele também tem uns diálogos cômicos e interessantes, mas é muito fraco. Apanha constantemente de todos os heróis em diversos momentos, tanto no começo, como no fim. Tem até uma entrada triunfal em cena, mas não consegue assustar. Na verdade, é até digno de pena! Enfim, isso não estraga a diversão ( mesmo porque existem outros vilões, no caso, os chitauri, raça alienígena que pretende dominar os humanos ), pois a trama é bem conduzida pelo diretor. Se existem momentos superficiais e previsíveis nas cenas de lutas, outras surpreendentes surgem e trazem o espectador ao delírio. Então, vale a pena mesmo! Particularmente, o meu personagem favorito é o Hulk. Ele brilha em diversos momentos que eu prefiro não revelar; assistam para conferir!

Finalizando, a minha sugestão é a de que vocês devam assistir Os Vingadores - The Avengers no formato 3D. O ingresso será bem gasto, e não haverá arrependimento. Não percam mais tempo e embarquem nessa. Aliás, até penso em assistir novamente... Quem sabe? Abraços!!!

TRAILER:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Missão Impossível: Protocolo Fantasma

Se existe um filme de ação espetacular a ser considerado a melhor estreia de 2011, com toda certeza esse filme se chama Missão Impossível: Protocolo Fantasma. É fato que sequências de produções do gênero, normalmente estão abaixo da média e são até cansativas! Contudo, isso não sucede com Missão 4, sem dúvida, o melhor da série (supera até o 1°!).

Tom Cruise continua em boa forma na pela do famoso agente Ethan Hunt. Dessa vez, ele precisa recuperar um código que consegue liberar armas nucleares, e que está a poder de uma assassina profissional. Esta pretende negociar o tal código com pessoas inescrupulosas, e que pretendem arrasar com tudo. Assim, Ethan Hunt e sua equipe, partem para a ação.

Concordo! Após ler a sinopse, vocês vão pensar: "Nada demais, roteiro banal e situações convencionais, e que levam ao lugar comum". De fato, o script de John Applebaum e André Nemec não prima pela criatividade; contudo, nunca se viu cenas espetaculares de ação, como as desse filme!!!! Sem contar, as belas paisagens turísticas para alguns lugares interessante do planeta, como Rússia, Índia e Emirados Árabes Unidos. A cena bastante famosa e comentada em que Cruise escala o maior edifício do mundo, em Dubai, é no mínimo, arrebatadora. E quando você pensa que essa é a única cena genial, surge a tempestade de areia no mesmo local e uma espetacular perseguição na Índia. E só de imaginar que o astro dispensou dublê em diversas cenas, o coração dispara!

Os méritos, sem dúvida, vão para o diretor Brad Bird, o produtor executivo da série animada "Os Simpsons", e também diretor de "Os Incríveis". Ou seja, há nele uma maturidade de mestre, se pensarmos que a experiência dele é direcionada apenas em animações. No elenco, fora Cruise (que melhorou a aparência, após "Encontro Explosivo", em que estava meio envelhecido), temos ainda os agentes feitos por Simon Pegg, que repete o mesmo papel que ele fez no episódio 3, e que serve como alívio cômico; Jeremy Renner, candidato ao Oscar por "Guerra ao Terror" e "Atração Perigosa", tentando conseguir estourar como o galã do momento; e Paula Patton, de "Deja Vu" e "Preciosa", como a mocinha. Há ainda, pequenas aparições de Tom Wilkinson, do galã da série Lost, Josh Holloway, e de atores que já atuaram em episódios anteriores, como Ving Rhames e Michelle Monagham. Sem contar uma vilã inesperadamente muito jovem, mas experiente, feita pela francesa Léa Seydoux, que esteve no filme do Woody Allen, "Meia-Noite em Paris".

Mesmo sabendo da facilidade que se tem hoje em dia, em baixar produções recentes pela net, asseguro que Missão Impossível: Protocolo Fantasma é o tipo de filme que tem que ser assistido pela tela grande! Em casa, perde a graça, e só vale a pena (e olhe lá) se for reprise. Caso contrário, as emoções e as adrenalinas que a película provoca quando se vê na tela do cinema não serão as mesmas. E eu fiquei com vontade assistir ao filme mais uma vez, algo raro de acontecer comigo, quando se trata desse tipo de gênero. Minha esposa também ficou impressionada com o espetáculo. Espera-se agora a "oscarização" de Missão 4 na parte técnica. Quem ainda não viu, portanto, não perca tempo. Bom divertimento!!! Abraços!

TRAILER: