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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

 É óbvio que depois do ocorrido nos EUA, ou seja, o assassinato cometido por um estudante de medicina em uma sala de cinema americana, que matou diversas pessoas enquanto esse filme era exibido, causou muita polêmica aqui no Brasil. Principalmente, porque um fato semelhante já havia ocorrido por aqui há uns anos com a exibição do filme Clube da Luta. Em todo caso, mesmo se não existisse tal polêmica, Batman- O Cavaleiro das Trevas Ressurge já seria um grande campeão de bilheteria, pois os fãs aguardavam a estreia dessa nova sequência com muita ansiedade.

 Após a tragédia americana, os comentários de que o filme era muito sombrio e pesado começaram a se espalhar. Cheguei ao ponto de imaginar algo bastante perturbador ou hipnótico. Felizmente, nada a ver! Trata-se de um grande blockbuster de ação, bastante explosivo (sem dúvida, mais que qualquer outro filme com o homem-morcego) e repleto de cenas interessantes e ousadas. Em outras palavras, as crianças podem ver sim, ninguém vai sair da sala traumatizado ou perturbado, podem crer nisso! (se bem que não me recordo da faixa etária do filme...).

 É bem verdade que esse episódio trás um herói bastante sério e fechado. Aliás, toda a safra foi assim. Se compararmos com a safra anterior, nós tínhamos um Michael Keaton excêntrico nos filmes 1989 e 1992 (também, pudera! O diretor era Tim Burton), um Val Kilmer mais sofisticado em 1995 (direção, Joel Schummacher), e um George Clooney galanteador e bem-humorado em 1997 (também dirigido por Shummacher). Christian Bale é o dono da vez, e repete o personagem desde o filme inicial dessa nova safra. E, de fato, apesar do pouco senso de humor, é o ator que melhor vestiu a capa do herói. Sua figura pálida e sombria está de acordo com todo o clima dessa Gothan City, repleta de crimes e violências.

 Bom, aqui nosso herói não está em seus melhores dias, pois está debilitado fisicamente, andando com muitas dificuldades, e com auxílio de bengala e cadeira de rodas. Fora isso, está muito amargurado com a morte de sua amada, que ocorreu no episódio anterior ( feita por Maggie Gyllenhaal ). Para piorar, é acusado injustamente de ter assassinado um promotor ( Aaron Eckhart, também episódio anterior. Lembram? ), o que faz sua imagem cair. Por outro lado, seu instinto de justiceiro vem a tona quando um perigoso terrorista, Bane, surge para amedrontar toda a cidade. E, para complicar um pouco mais, também surge a Mulher Gato...

 Esse foi, sem dúvida alguma, o episódio mais longo de toda a série (maior também, que qualquer película da safra anterior): quase 3 horas de duração! Mas, evidentemente, você não sente a projeção, pois o roteiro  dos irmãos Nolan (Christopher, o diretor, e Jonathan) brinda o espectador com diversas situações e pistas falsas que aumentam ainda mais o interesse. Tecnicamente falando, é também o mais perfeito de todos: fotografia, efeitos visuais e sonoros, tudo funciona!

 O elenco, fora Bale, é um espetáculo. Quem rouba mesmo a cena é Tom Hardy ( de "A Origem", e "Guerreiro" ) no papel do vilão Bane. Sua composição é tão perfeita que ele realmente assusta. Aliás, para mim, esse é o vilão mais assustador de todos os tempos. Temível igual, eu nunca vi! Supera Curinga, Pinguim, Duas Caras e Cia., principalmente porque, nele, não há humor ou piadinhas, é um monstro extremamente maquiavélico e aparentemente indestrutível! Em contrapartida, como qualquer produção do gênero, é necessário quebrar o gelo, caso contrário, vira drama (afinal, herói depressivo e vilão sério não combina muito...). E, para alívio cômico, eis que surge a Mulher-Gato feita pela doce Anne Hathaway. Todas as cenas dela chamam a atenção, e a personagem permanece com caráter dúbio, da mesma forma que ocorreu com Michelle Pfeiffer em Batman- O Retorno. Mas, Hathaway é tão competente, que nem nos faz lembrar de Pfeiffer. Ainda no elenco, Michael Caine e Gary Oldman, respectivamente, retornam nos papéis de Alfred e Comissário Gordon (interessante ressaltar que na safra anterior, esses personagens eram quase figurantes!); a oscarizada Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor) faz o interesse romântico do herói; o veterano Morgan Freeman, um pouco mais desperdiçado em cena, também retorna como Lucius Fox; o jovem Joseph Gordon-Levitt (também de "A Origem" e "50/50") interpreta um policial que intenciona investigar Batman; e, quem diria, o já veterano, e mal envelhecido por sinal, Matthew Modine (alguém se lembra dele? de filmes como "Asas da Liberdade" e "Morando Com o Perigo", astro juvenil da época de Tom Cruise e Charlie Sheen) faz o chefe de polícia de Gotham City.

 Outro aspecto que fez muita campanha sobre o filme é a condição física de Batman ( ou melhor, Bruce Wayne. Sim, sua identidade permanece secreta. Em partes, ao menos...). Muitos, como eu, se interessaram em assistir a um herói mais humano que herói. Ou seja, com muitos defeitos e sem super poderes. E, como já foi mencionado, ele não está na plena forma heroica de outros tempos. Porém, como não é difícil de prever, terá o grande momento de superação física para a esperada volta por cima. Sim, há clichês no filme, óbvio. Mas isso não atrapalha a conclusão (apesar de existir algumas revelações nada surpreendentes de pelo menos dois personagens: de um deles a gente já mata de início, enquanto o outro nós esperamos que surja após alguns incidentes ocorridos).

 Enfim, gosto muito da trilogia de Christopher Nolan, e espero com muita expectativa mais episódios bem-sucedidos e interessantes como este. Não percam tempo e curtam esse excelente blockbuster! Abraços!

TRAILER:

sábado, 5 de novembro de 2011

Contágio

Aguardei a estreia desse filme com muita expectativa, pois o cartaz chamou a atenção pelo próprio título, e também pelos nomes que compõem o elenco estelar e a direção, Steven Soderbergh. Em seguida, li algumas críticas, todas elas negativas, e por isso, já não estava esperando tanta coisa. No entanto, até que gostei do filme sim.

Em 1995, o filme Epidemia, de Wolfgang Petersen, lotou as salas de cinema e foi um enorme sucesso. Cito esse filme, pois o contexto é bem parecido; a diferença é que aquele era pura ação, literalmente, com direito a momentos de correria e explosões, enquanto a produção de Soderbergh focaliza mais para a tensão e o drama que o contágio proporciona.

Tudo começa quando a americana Beth Emhoff ( Gwynrth Paltrow ) retorna ao seu país, após uma viagem de negócios na China, infectada com um vírus mais fatal que a gripe suína. A partir de então, esse vírus vai evoluindo e sendo transmitido para diversas pessoas, que morrem em pouco tempo. Estranhamente, o marido de Beth, Mitch Emhoff ( Matt Damon ) é imune e não se contagia. Enquanto isso, diversos médicos liderados por Dr. Ellis Cheever ( Laurence Fishburne ) e Dra. Leonora Orantes ( Marion Cotillard ) tentam diversas formas de combater a epidemia que se alastra por todo o mundo.

O roteiro de Scott Z. Burns, ao propor esse problema, sugere uma reflexão acerca de algo bastante comum na nossa realidade. A elevação do vírus é mostrada didaticamente pelas diversas palestras e explicações proporcionadas pelos doutores em cena. Aliás, essa é uma das críticas que fizeram contra o filme, que foi caracterizado por alguns críticos como um episódio "dialogado" de algum documentário do Discovery Channel. Em todo caso, fico aliviado com o fato de que a fita não estreou no auge da gripe suína, já que Soderbergh traz uma mensagem bastante assustadora e chocante sobre o tema. Afinal, quando boa parte da população já foi dizimada, o caos e a violência tomam conta das cidades, e o desespero e a luta pela sobrevivência invadem o interior de todos. Num estado como esses, quando uma vacina é produzida, àqueles que tem o poder conseguem se salvar, junto com os seus entes queridos. Mas, e o resto da população? Esse é um dos questionamentos que a película coloca no ar. E o Brasil já tem problemas demais; por isso, fico aliviado que o surto da gripe suína já tenha dado uma trégua.

Quanto ao elenco, ouvi alguma coisa sobre uma possível indicação ao OSCAR de coadjuvante para Gwynet Paltrow, o que eu acho uma asneira extremamente profunda. Afinal, Gwyneth tem pouco tempo na tela, e não tem nenhuma cena surpreendente. Gosto sim de Kate Winslet, como uma médica que também se contamina, e de Jude Law, como um jornalista blogueiro que, através do sensacionalismo virtual, manipula os cidadãos americanos e aumenta a angústia e a revolta de todos; um personagem ambíguo e bem construído pelo ator. Jude sim, e também Kate merecem atenção do OSCAR. Quem também leva a melhor é a pouco conhecida Jennifer Ehle ( de "Força Policial" e "O Discurso do Rei" ) que interpreta a doutora responsável pela criação do antídoto contra o vírus. Enfim, com tanto destaque em cena, fico preocupado com esse mito em torno de Gwyneth, que mal abre a boca...

No fim das contas, não aguardem um filme explosivo como "Epidemia" ou algum tipo de suspense aterrorizante, pois não é disso que se trata Contágio. Mas também não se trata de um filme lento ou cansativo, nem mesmo sou da opinião de que se trata de um episódio do Discovery. Ele apenas adverte detalhadamente, mesmo sendo polêmico, sobre algo permanente no mundo, e que vem e volta a qualquer momento. E eu gosto quando temas polêmicos são discutido na tela. O problema é que Soderbergh se perde com tanta trama paralela. O final da personagem de Marion Cotillard, por exemplo, fica em aberto e não tem conclusão. Mas, mesmo assim, a produção mantém o interesse. Ah! Apesar de assustar os espectadores, o final é positivo e esperançoso, ok? Para quem não se impressiona fácil com as coisas, e quem gosta do tema, Contágio pode ser um passatempo oportuno, mesmo sem ser uma obra prima. Abraços!

TRAILER: