quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Vidro
sábado, 16 de dezembro de 2017
Assassinato no Expresso do Oriente
terça-feira, 17 de outubro de 2017
A Morte te dá Parabéns!
sábado, 5 de novembro de 2016
A Garota no Trem
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Garota Exemplar
domingo, 28 de setembro de 2014
Isolados
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Confia em Mim
quarta-feira, 12 de março de 2014
Sem Escalas
domingo, 16 de dezembro de 2012
A Última Casa da Rua
sábado, 5 de novembro de 2011
Contágio
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A Garota da Capa Vermelha
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Cisne Negro
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Enterrado Vivo
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Pânico na Neve
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Seven - Os Sete Crimes Capitais
( EUA 1995 ). Direção: David Fincher. Com Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow, Kevin Spacey, R. Lee Ermey, John C. McGuinley, Richard Rowndtree, Richard Partnow, Mark Boone Jr., Julie Araskog. 127 min.
tes a se aposentar, e outro jovem e idealista, investigam misteriosas mortes, praticadas por assassino que mata pessoas que cometeram um dos sete pecados capitais.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Ladrão de Casaca
( EUA 1955 ). Direção: Alfred Hitchcock. Com
Sinopse: Famoso ladrão de jóias, atualmente "aposentado", é perseguido pela polícia quando é acusado de ser o principal suspeito de uma nova onda de roubo de jóias. Tenta descobrir a identidade do verdadeiro criminoso, enquanto foge, e se envolve com bela mulher.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Ilha do Medo
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Do Inferno
( EUA 2001 ). Direção: Albert Hughes, Allen Hughes. Com Johnny Depp, Heather Graham, Ian Holm, Robbie Coltrane, Ian Richardson, Jason Flemyng, Katrin Cartlidge, Terence Harvey, Susan Lynch, Paul Rhys. 122 min.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Veludo Azul
Sinopse: Um jovem encontra uma orelha em um jardim, e a leva para a polícia. Ele fica tão incomodado com a situação, que resolve investigar o que aconteceu por conta própria, e se vê envolvido num mundo de falsas aparências e crueldades.
Comentários: Sem dúvida, o filme mais famoso da carreira do cineasta delirante, David Lynch. Apesar disso, diferente das demais obras do diretor, Veludo Azull tem trama linear e de fácil entendimento, não exigindo muita reflexão do público no acompanhamento da história. Talvez isso tenha facilitado a indicação ao Oscar de Lynch, como diretor (ele também é autor do roteiro). Na verdade, trata-se de um suspense interessante, que mantém o bom ritmo inicial e entretém. É, contudo, uma história simples, com desfecho convencional, previsível, e com os habituais clichês do gênero. Assim, por que o filme causou tanto impacto? E por que é a obra mais referencial de Lynch? Apesar da conclusão nada original, o filme apresenta elementos sufocantes e instigantes, com clima perturbador e angustiante. Através das investigações do protagonista, o espectador descobre, junto com ele, os mistérios que a sociedade aparentemente pacata escondem. Isso é revelado de uma forma explosiva, e nos faz concluir que às vezes é melhor não saber sobre a verdade que se esconde por de trás do superficial. Afinal, ela se mostra muitas vezes suja, perigosa e violenta. Assim, Lynch conduz seu filme, com trilha sonora melancólica e fotografia escurecida, envolvido por uma atmosfera repleta de desespero e angústia, mas com final feliz. No papel do protagonista, está o galã (e um dos atores favoritos do dieretor) Kyle MacLachlan com seu famoso queixo cumprido. Há também Laura Dern, bem jovem e em início de carreira, no papel da namorada do herói. Mas os destaques vão para Isabella Rossellini, numa interpretação eufórica e sufocante, como a bela cantora que tenta esconder um conflito desesperador, e Dennis Hopper (injustamente esquecido pelo Oscar) no papel de um vilão sádico, insano e masoquista. Tudo isso demonstra os méritos de Veludo Azul, um grande clássico contemporâneo e perturbador.
Por que comprei o filme: Não podia faltar na minha coleção um dos filmes mais envolventes e angustiantes dos anos 80. Comprei no Sebo da Penha por R$5,00 OU R$6,00 (por ser um clássico, o valor saiu barato, mesmo se tratando de um VHS). Gosto bastante de cineastas que tem um estilo próprio e diferente na realização de seus filmes. E, nesse sentido, não há ninguém melhor que David Lynch, um dos gênios do cinema fantástico americano. Revejo o filme sempre que tenho oportunidade, e o considero um dos meus filmes prediletos, não pelo resultado final, mas sim pela originalidade e pela atmosfera aflita que há no filme.
domingo, 18 de janeiro de 2009
A Troca
Bom, vamos ao filme: Sabe, muitas vezes assisto algumas películas e fico revoltado com os acontecimentos que surgem em cena. Produções como "Mississipi em Chamas", "O Expresso da Meia-Noite" e "Terra Fria", entre outras, tratam da injustiça social, e revoltam o público ao mostrar todo o tipo de intolerância e desrespeito que pessoas inocentes sofrem pelo sistema corrupto. Em "A Troca", isso não é diferente. Angelina Jolie interpreta Christine Collins, uma mãe solteira que se desespera quando seu filho de 9 anos (Gattlin Griffith) desaparece misteriosamente. O cenário é a Los Angeles de 1928 (antes do crack da bolsa), e Christine age como qualquer mãe em seu lugar: procura a ajuda da polícia, e ora para reencontrar seu filho.
A partir dessa sinopse, o espectador pode imaginar que se trata de um filme bastante piegas, que retrata a trajetória de uma mãe desesperada em busca do filho desaparecido, tal como "Nas Profundezas do Mar Sem Fim", com Michelle Pfeiffer, ou diversos telefilmes sobre o tema. Contudo, o roteiro de J. Michael Straczynski surpreende ao focalizar um ponto de vista mais interessante: tudo bem, Angelina Jolie se desdobra para reencontrar o filho, mas o roteiro centraliza a ação no sistema corrupto policial, a quem dirige uma forte crítica.
Voltando a sinopse, a polícia informa à Christine que seu filho foi encontrado. No entanto, a mãe desconhece o garoto que lhe é mostrado, mas não é ouvida pelas autoridades, que insinuam que ela está emocionalmente abalada. O intuito do chefe de polícia (Jeffrey Donovan) é declarar para a mídia que (pelo menos) um caso já foi resolvido na cidade, e colocar um fim definitivo nas críticas que recebe, referentes aos diversos crimes não solucionados. Dessa forma, sozinha e desorientada, Christine recebe apenas o apoio de um pastor presbiteriano (John Malkovich), que tem um famoso programa no rádio, e é conhecido por denunciar a má conduta das autoridades.
O veterano Clint Eastwood mantém a boa forma e constrói um suspense intrigante, que denuncia o sistema de segurança nacional. A cena em que Christine é mandada para o hospício, e presencia as diversas calamidades que as autoridades praticam, é um verdadeiro soco na boca do estômago. Por vários momentos, o espectador se sente angustiado com o festival de absurdos que a polícia pratica, com o objetivo de acobertar suas falhas e corrupções.
Quando trata desse tema, Eastwood é bastante feliz na sua empreitada. Entretanto, o filme modifica o foco: as autoridades são julgadas em tribunal, Angelina sai do hospício, e o roteiro passa a centralizar a ação no possível seqüestrador da criança. A partir de então, o vilão passa a ser um sujeito insano e violento, que mata crianças por esporte. Ou seja, Eastwood utiliza elementos de um filme anterior que ele dirigiu em 2003, Sobre Meninos e Lobos. Agora, toda a denúncia ao sistema corrupto, é substituída pela justiça com as próprias mãos. Enfim, essa situação poderia ter sido evitada, se o roteiro apenas mencionasse o criminoso (feito por Jason Butler Harner, bem medonho por sinal), sem lhe dá maiores ações ou destaques. Afinal, o tema desenvolvido anteriormente, a denúncia à corrupção policial, era mais oportuno e original. Por conta disso, creio que Eastwwod não será indicado ao Oscar 2009 como diretor (e nem o roteiro de Straczynski). Mas Angelina Jolie com certeza estará entre as cinco atrizes finalistas; não só pela boa atuação, mas porque não foi indicada no ano passado por "O Preço da Coragem", em que estava muito bem. É a forma que Hollywood encontra para pedir desculpas à suas estrelas. Mas ela não vai ganhar. Ainda no elenco, Amy Ryan (de "Medo da Verdade") tem boa participação como a prostituta que também foi parar no hospício injustamente.
Concluindo, ainda assim, dá para se aventurar com esse "A Troca", que possui belíssima fotografia e boas atuações do elenco (John Malkovich também tem ecelente atuação). O que mais revolta o público é o fato de que o filme é inspirado em fatos reais, e o final, se não é triste, também não é exatamente feliz.
Acho que me empolguei muito! Só como desabafo, mudando radicalmente de assunto, hoje tomei coragem e peguei no volante após algum tempo. Acho que estou prestes a me livrar de um certo trauma... Aos poucos, a sociedade terá que se conformar com a possibilidade de presenciar Rob Seixas dirigindo por aí... Pois é, o retorno de uma aventura com final feliz, XD!
Abraços!