Mostrando postagens com marcador Samuel L. Jackson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Samuel L. Jackson. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de março de 2019

Capitã Marvel

 De fato, a Marvel e a DC Comics construíram seus impérios no cinema, e constantemente produções de ambos os "estúdios" estreiam no cinema. Um projeto bastante aguardado da Marvel é esse em que a própria está no título, "Capitã Marvel", dirigido por uma dupla desconhecida (porém, não estreantes), Anna Boden e Ryan Fleck.

 A heroína é Carol Danvers, uma moça que vive em outro planeta, mas que já viveu na Terra, apesar de não ter muita lembrança disso. Ela é uma guerreira treinada pelo seu mentor Yon-Rogg, e tem o intuito de manter a paz no planeta, e protegê-lo de terríveis inimigos. Mas segredos do passado na Terra, envolvendo Carol, que era piloto da aeronáutica, e sua superiora Dra. Wendy Lawson, a fazem voltar para lá, onde depara com o agente Nick Fury, que vai ajudá-la a descobrir sua verdadeira origem.

 O roteiro, da dupla de diretores ( e ainda Geneva Robertson-Dworet, Nicole Perlman e Meg LeFauve) é muito confuso, embora surpreenda em algumas reviravoltas e revelações (especialmente na figura dos vilões). As cenas de batalha, sobretudo no espaço, são um pouco cansativas e lembram o contexto de "Star Wars". Também falha no alívio cômico, embora tenha uma gatinha bizarra que cuida dessa parte, de forma inusitada. A caracterização dos seres intergalácticos também soa óbvia e muito semelhante a de muitas produções de ficção científica. Ao menos, o clima de nostalgia é bacana, já que a história se passa na década de 90, e há muitas músicas pop-rock daquela época; além disso, a cena em que a heroína cai em uma blockbuster é bem divertida. Não se trata de um filme ruim, na verdade vai melhorando com o passar da projeção, mas não supera nenhm filme de qualquer um dos "vingadores".

 No elenco, a ganhadora do Oscar por "O Quarto de Jack", Brie Larson, que parecia sumida, assume o papel-título. Não gosto muito da interpretação dela, parece caricata e forçada demais, talvez Emily Blunt faria melhor (outra coisa irritante é o uniforme dela, que lembra muito a rival DC, com a "Supergirl"). De qualquer forma, trabalha com competência de sobra, e lidera um elenco estelar: Samuel L. Jackson, como Nick Fury, se responsabiliza em fazer a ponte da Capitã Marvel com Os Vingadores; Annette Bening, sempre excelente, faz a chefa da aeronáutica; Jude Law, o treinador de Brie. E há ainda Ben Mendelsohn, Clark Gregg, Djimon Hounsou, e as interessantes participações pós créditos finais de alguns vingadores: Scarlett Johansson, Chris Evans, Mark Ruffalo e Don Cheadle. Aliás, tal cena é uma das melhores da fita, que desperta a curiosidade e a empolgação direcionadas ao novo filme da série Vingadores, Ultimato, que estreia mês que vem, com a participação da própria Brie Larson como a Capitã Marvel.

 Enfim, um espetáculo eletrizante, numa produção bem cuidada. Mesmo não sendo excepcional no conjunto da obra, ainda assim mantém o padrão alto de qualidade Marvel. Por essa razão, vale acompanhar as aventuras dessa heroína, em épocas de empoderamento feminino, na tela grande. Abraços!

TRAILER

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Vidro

 Eu já tinha perdido a esperança no cineasta M. Night Schyamalan, que surgiu bastante promissor com o aterrorizante "O Sexto Sentido", em 1999. Contudo, a sucessão de filmes ruins, sobretudo os de ficção científica, demonstravam uma infeliz decadência, inclusive na história, já que ele é roteirista de seus filmes, como também acontece aqui em "Vidro". Mas ele voltou com tudo em 2016 com "Fragmentado", e felizmente seu novo filme não decepciona.

 Falando em Fragmanetado esse Vidro é uma sequência desse e também de um outro filme que ele fez lá atrás, "Corpo Fechado", em 2000. A ideia de ligar todos esses filmes demonstra que Schyamalan tem excelente criatividade, pois entrelaçar todas essas histórias não parece algo fácil; e ele conseguiu com maestria.

 Para quem não lembra de Corpo Fechado (ou para quem não viu), o protagonista David Dunn, que era segurança, tem o dom de sentir o "caráter" das pessoas com um simples toque. No passado, ele foi o único sobrevivente num acidente ferroviário, e isso causou espanto, já que não havia chances de alguém sobreviver; e como ele saiu ileso, seu filho concluiu que ele só poderia ser um super-herói. No presente ele e o filho (agora adulto) trabalham na caça de um perigoso serial killer, que possui 24 personalidades, e que sequestrou um grupo de garotas. Quando Dunn o localiza, com a personalidade da Fera (visto em Fragmentado), o duelo de titãs é interrompido pela polícia, que os deixam sobre o controle da psicóloga Ellie Staple, que tenta convencê-los de que são homens comuns. Aí entra outro personagem de Corpo Fechado, Elijah Price, debilitado e em cadeira de rodas (o oposto de Dunn, representando a extrema fraqueza), que também passa pelo tratamento da doutora. Entretanto, todos eles juntos, no mesmo espaço, fazem surgir ideias perigosas.

 A trama pode parecer complexa, mas faz uma leitura bacana sobre o mito do super-herói, destacando suas habilidades, mas também os pontos fracos. A expectativa de suspense, de que algo inusitado e surpreendente vai acontecer em cena, acompanha constantemente o espectador. E, de fato, há boas reviravoltas em uma conclusão eficiente, que faz lembrar um pouco os filmes da franquia "X-Men".

 O elenco conta com três astros em forma, James McAvoy comprovando ser um dos grandes atores de sua geração, ao reviver as 24 personalidades em um corpo só (embora a maioria seja "figurante"), com uma expressão aterrorizante e demoníaca; Bruce Willis não faz feio, embora conserve o irritante biquinho ao interpretar mais uma vez David Dunn; e o melhor do elenco, Samuel L. Jackson, em uma entrada triunfal e enigmática, além de responsável pelos momentos de grande tensão, como Elijah Price, o "vidro" do título. Há também a excelente Sarah Paulson (de "12 Anos de Escravidão" e da série "American Horror Story") como a psicóloga, e a sobrevivente de Fragmentado, Anya Taylor-Joy (na verdade não faz muito sentido o retorno dela, mas não deixa de ser um ponto importante na conclusão). Juntam-se a eles outros atores de Corpo Fechado: Spencer Treat Clark, o filho de Bruce Willis, e Charlayne Woodard, como a mãe de Samuel L. Jackson (curiosamente, ela é cinco anos mais nova que ele na vida real!).

 Enfim, um eletrizante suspense, que requer paciência e concentração para se deliciar e se envolver com uma trama muito bem escrita e conduzida por Schyamalan, que agora parece ter recuperado a mão cheia. Abraços!

TRAILER:

sábado, 29 de outubro de 2016

O Lar das Crianças Peculiares

 O diretor Tim Burton ficou de fora da sequência de "Alice no País das Maravilhas" (como cineasta), mas encarou essa adaptação literária de Ransom Riggs (adaptada por Jane Goldman), que tem muito em comum com o estilo "peculiar" dele.

 Dessa vez não temos Johnny Depp no filme, mas os elementos do absurdo e do surreal fazem parte dessa narrativa, muito bem fotografada e tecnicamente competente. O garoto Jake, junto com seu pai, parte para uma ilha da Escócia, que era frequentada há muito tempo atrás pelo seu próprio avô quando garoto. Lá, ele descobre um casarão enorme, em ruínas, após ser destruído durante a Segunda Guerra Mundial. O fato é que se trata de um lugar mágico, comandado pela excêntrica Miss Peregrine, e repleto de crianças com suas peculiaridades: há a menina superforte, o garoto invisível, o garoto que tem abelhas na boca... Jake, então, consegue ter acesso a esse lugar, e entra em contato com todos seus habitantes. Miss Peregrine, inclusive, encontrou uma forma do casarão não ser destruído, ao voltar o tempo através de seu relógio, todos os dias, alguns minutos antes do fatídico acidente. Assim, a harmonia prevalece, embora haja alguns vilões que almejam destruir o lar das crianças peculiares.

 Certamente, o sucesso dessa fita é garantido por atrair boa parte do público que frequenta as salas de cinema na atualidade, na verdade fãs de filmes como "Harry Potter" e "Percy Jackson", além dos admiradores do cineasta.  E, realmente, não há ninguém melhor do que Burton para dialogar tão bem com o fantástico e o absurdo. Afinal, além de deixar o visual do filme belíssimo em toda a qualidade técnica da produção, ele consegue, ao mesmo tempo, encantar e divertir através das características de seus personagens, um grande delírio mágico. No entanto, torna-se repetitivo e até mesmo entediante, nas cenas finais em que o óbvio maniqueísmo ganha cena na típica luta travada entre o bem e o mal. Há perseguições bacanas, mas nenhuma delas se torna memorável.

 Mas o elenco ajuda! Eva Green, que já havia feito com Burton "Sombras da Noite" encabeça o time como a excêntrica Miss Peregrine. Embora a francesa Green já tenha 36 anos, e tenha atuado em outros filmes em papéis de destaque, ainda não se tornou a estrela que merece, talvez sua oportunidade comece agora, já que está magnífica no papel. Ao lado dela, o jovem inglês Asa Butterfield (de "O Menino de Pijama Listrado") também não faz feio e esbanja carisma. O elenco de apoio é repleto de nomes famosos como Samuel L. Jackson, que só diz a que veio na metade da projeção, e outros desperdiçados em papéis pouco memoráveis, como Judi Dench, Rupert Everett e Allison Janney. O veterano Terence Stamp tem um prólogo interessante como o avô de Jake. Enfim, independente dos destaques, Burton sabe conduzir bem os atores com quem trabalha.

 Não se pode dizer que este trabalho esteja entre os melhores do diretor de "Edward - Mãos de Tesoura" e "Ed Wood", nem mesmo é melhor que o já mencionado "Alice"; mas, garante o ingresso e dá ao público uma sensação de desejo para se apreciar futuras sequências. Por isso, vale conferir. Abraços!

 TRAILER:

domingo, 24 de julho de 2016

A Lenda de Tarzan

 O simpático herói do título já protagonizou diversos filmes, até mesmo uma popular animação da Disney. Dos filmes, sem dúvida, o mais popular é aquele que inspirou diversas sequências, e que teve início em 1932 com "Tarzan, o Filho das Selvas", com o astro Johnny Weissmuller. Agora chega às telas essa nova versão, dirigida por David Yates, dos últimos filmes da saga "Harry Potter".

 Tarzan agora atende pelo nome John Clayton, e vive numa mansão em Londres com sua esposa Jane. Vivem infelizes com a perda de um filho, mas Jane fica animada quando seu marido recebe um convite para voltar ao Congo, onde trabalhará como emissário de comércio do Parlamento. No entanto, eles nem imaginam que isso tudo é um plano do inescrupuloso Leon Rom, que fez acordo com o chefe de uma tribo, Mbonga, que deseja a cabeça a prêmio de Tarzan, por conta de ajustes de conta referente ao passado.

 Nem precisa dizer o quanto o cinema evoluiu tecnicamente, que chegamos a pensar que não tem mais por onde evoluir. Tudo é majestoso e deslumbrante, desde a fotografia, passando pelos efeitos sonoros, e as brilhantes cenas de ação pela selva do Congo. No entanto, o roteiro, de Adam Cozad e Craig Brewer, mais uma vez inspirado no universo de Edgar Rice Burroughs, não mostra muito de diferente daquilo que já conhecemos sobre o personagem; apenas capricham na ação, colocam uma Jane mais valente que sensível, e esqueceram da macaca Cheeta, que ficou de fora da projeção. Mas animais é o que não falta, e o público é brindado pela diversidade da fauna africana, comandada por barulhentos gorilas, e até mesmo hipopótamos ferozes (!).

 No papel central, o sueco Alexander Skarsgaard, filho do veterano Stellan Skarsgaard, tem boa forma física e interpreta o papel que lhe cai como uma luva (apesar de já ter 39 anos, o ator é mais popular na tv, com a série "True Blood"; este aqui é o filme de sua carreira). Samuel L. Jackson diverte a plateia sendo alívio cômico, como o parceiro do "homem macaco", que tem dificuldades culturais em terras distintas. Há também Christoph Waltz, em mais uma típica composição de vilão, Djimon Hounsou, bem caracterizado como o Chefe Mbonga, e a melhor do elenco, a bela Margot Robbie, de "O Lobo de Wall Street", no papel da doce e determinada Jane, transmitindo charme para a história.

 No mais, temos um blockbuster agradável, tecnicamente espetacular. É a pedida certa para quem procura cinema como entretenimento. Como eu mencionei antes, esqueçam maiores novidades na narrativa, e se divirtam com o visual da película, arrebatador. E vamos aguardar as prováveis sequências de uma possível nova franquia que se iniciou aqui. Abraços!

TRAILER:

domingo, 3 de maio de 2015

Vingadores: Era de Ultron

 A estratégia de marketing em dividir blockbusters populares em dois capítulos tem dado certo, e essa mania parece durar um bom tempo. No caso da série Avengers, o último episódio também será dividido em duas partes, e obviamente o lucro está garantido.

 Quanto a este "Era de Ultron", a aventura é eletrizante e a evolução tecnológica do cinema surpreende cada vez mais. Todo "zilhão" gasto na produção está na tela, e o público tem a alternativa de assistir na versão 3D também, aliás, outro artifício para gerar lucro, algo que eu não caio mais, felizmente.

 Na trama, toda a turma está de volta, e o diretor e roteirista, também o mesmo do anterior, Joss Whedon, introduz novos personagens, no caso, os irmãos Mercúrio e Feiticeira Escarlate, e o vilão Ultron. Este, trata-se de uma máquina criada por Tony Stark (ou Homem de Ferro), que se rebela e se multiplica em milhares de robôs. Particularmente, eu não gosto muito de andróides como vilões, mas é fácil se simpatizar com Ultron, graças ao excelente ator que empresta a voz para ele, James Spader (quem assiste a versão dublada perde esse bom momento do ator).

 Enfim, qualquer sinopse é dispensável: temos todos os heróis contra Ultron, que domina os irmãos já mencionados na primeira metade da história. É nesse momento em que uma das melhores cenas surge, um duelo entre o Homem de Ferro e um hipnotizado Hulk, que não se esquece de descontar sua raiva em tudo. Essa sequência é eletrizante!

 Fora Spader, Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen interpretam os novos heróis, enquanto a velha turma permanece em boa forma e todos brilham. Logicamente, o cínico Iron Man tem as melhores tiradas, e o mais cínico ainda Robert Downey Jr., tira proveito da situação satisfatoriamente. Mas o clima de humor envolve diversos momentos da produção, e todos estão "engraçadinhos": o Thor Chris Hemsworth, o Capitão América Chris Evans, o arqueiro Jeremy Renner, e o estranho casal sem química feito pelo Hulk Mark Ruffalo e a Viúva Negra Scarlett Johansson. Samuel L. Jackson retorna com o seu Nick Fury, além de outro ator de Iron Man, Don Cheadle como James Rhodes e Paul Bettany como Vision. Há também uma participação da francesa Julie Delpy como Madame B.

 Ou seja, um elenco a vontade, com diversos destaques, e uma trama prazerosa de se apreciar. Eu ainda prefiro o primeiro, mas este está acima da média. Agora, é ficar na torcida para que o último episódio em duas partes tenha bastante criatividade e não faça esse sucesso derrapar. Bom espetáculo!

TRAILER:

sábado, 19 de abril de 2014

Capitão América: O Soldado Invernal

 Como era previsto, e como se preza com qualquer popular super herói da Marvel, há a necessidade de uma sequência do filme original. E é justamente o que sucede aqui com O Soldado Invernal, dessa vez comandada pelos irmãos Anthony e Joe Russo (de "Dois é Bom, Três é Demais"). 

 O que temos aqui é tudo aquilo que se espera de uma super produção de fitas de ação: duração que ultrapassa os habituais 120 minutos, efeitos técnicos e sonoros de última qualidade, cenas de lutas e ação esplêndidas e vilões odiosos.Diferente do original de 2011, dessa vez os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely concentraram a ação para os dias de hoje, e colocaram o Capitão América, em esplêndida forma, tentando derrotar o vilão da vez que, óbvio, pretende dominar o mundo. Há, inclusive, um momento bastante nostálgico em que o herói visita uma museu exclusivo sobre o Capitão América, e assiste uma palestra sobre a ação dele na época do nazismo. Outro momento marcante é quando ele visita a já idosa Peggy Carter (um trabalho muito bem feito que envelheceu a jovem Hayley Atwell, que dessa vez tem apenas uma cena), em seu leito.

 Quanto a ação, tirando o fato de se passar na atualidade, não há muita novidade. As cenas de ação, inclusive, ora cansam, ora impressionam, o que demonstra que, com o tempo, a originalidade das lutas já está por um fio (em todos os filmes do gênero, na verdade). No entanto, há um prólogo bastante divertido e bacana, com o América fazendo um cooper, ao lado de um simpático rapaz, que se transformará no herói Falcão na metade da fita. Ele é interpretado pelo negro Anthony Mackie (de "Menina de Ouro" e "Guerra ao Terror"), que ainda não é astro, mas certamente se tornará; afinal, ele rouba a cena, e ganha a simpatia da plateia. Na verdade, junto com Mackie, Samuel L. Jackson, que retorna como Nick Fury (aliás, a melhor cena de ação é protagonizada por ele em um carro que está prestes a ser distruído pela polícia), a bela Scarlett Johansson que entra em cena com sua Viúva Negra (ou Natasha Romanoff) e o veteraníssimo Robert Redford, em grande forma aos 77 anos, como o vilão Alexander Pierce, garantem mais o interesse do que o herói feito por Chris Evans, bastante apático, previsível e sem graça. Ainda no elenco, a canadense Cobie Smulders (de "Os Vingadores") atua na pela da agente Maria Hill (aliás, há muitas personagens femininas no filme, que não levam desaforo pra casa), Sebastian Stan, que agora, numa curiosa caracterização, "mudou de lado" e deixou de ser o melhor amigo de Steve Rogers, para ser o vilão Winter Soldier, e Frank Grillo (de "A Hora Mais Escura" e "A Perseguição") como o vilão mais fiel de Redford.

 Há algumas surpresas e reviravoltas na história (sobretudo por conta do personagem de Jackson), e o interesse se mantém graças a isso. Caso contrário, seria apenas mais uma mera sequência de ação, com o único cuidado de ter mais momentos de adrenalina. Enfim, os irmãos Russo, no fim das contas, realizaram um trabalho satisfatório. Ah, e como de rotina, há mais uma sequência após os letreiros finais, legal e surpreendente, que deixa o espectador curioso para assistir ao 3° episódio. Vale conferir. Abraços!

TRAILER:

sábado, 1 de março de 2014

Robocop

 Robocop marca a estreia na direção americana do nosso cineasta brasileiro, José Padilha, que ganhou fama com os dois "Tropa de Elite". Fui conferir na tela grande essa aventura, principalmente por se tratar de um remake bastante esperado, do clássico dos anos 80, que inaugurou o holandês Paul Verhoevem em Hollywood, já famoso em sua Holanda natal.

 Como era de se esperar, não temos aqui uma xerox perfeita do original, o que é bom, já que os tempos são outros. O roteiro, de Joshua Zetumer, dá uma ideia mais futurista que o original de 1987, e conseguimos visualizar com facilidade uma era dominada por avanços tecnológicos de última geração. Além disso, nós temos um Robocop com traje mais escuro, e pilotando uma moto frequentemente. E a parceira dele, a policial Anne Lewis, vivida por Nancy Allen no filme de Verhoeven, está fora da história e foi substituída por um policial de mesmo sobrenome chamado Jack, interpretado pelo ator Michael K. Williams (que também está em "12 Anos de Escravidão").

 Dessa vez, no lugar de Peter Weller, nós temos o novato sueco Joel  Kinnaman (que atuou em "A Hora da Escuridão" e "Protegendo o Inimigo") interpretando o herói, o policial Alex Murphy. Diferente do clássico de 87, ele não morre, mas sofre um terrível acidente, ao ter seu carro explodido por perigosos bandidos. Assim, uma coorporação chefiada pelo político Raymond Sellars (o sumido Michael Keaton, de volta à ativa) tem uma brilhante ideia: criar um robô policial para defender os civis e trazer mais segurança para a população de Detroit, com o intuito de conseguir votos e ser eleito (creio que a senador, ou coisa parecida). Para tanto, contrata o cientista Dennett Norton (o sempe ótimo Gary Oldman), que é o responsável pela nova identidade de Murphy. No entanto, o desejo de vingança de nosso herói persiste, e ele deseja acabar com aqueles que quase o mataram. A partir de então, descobre um esquema de corrupção policial, e acaba por perceber que o pior inimigo agora é outro.

 José Padilha adicionou elemntos de "Tropa de Elite 2" na construção da figura pública governamental como vilã, o que torna a aventura ainda mais interessante. Claro que tudo é tecnicamente perfeito, o visual é impressionante e o ritmo é ágil. Apesar disso, muitas cenas de ação são banais e repetitivas. Mas nada estraga essa nova versão, bastante pessimista em relação ao futuro. No elenco ainda, destaque para o excepcional Samuel L. Jackson, no papel de um apresentador sensacionalista de telejornal (tal como o interpretado por André Mattos em "Tropa 2"). E para não ficar restrito ao clube do Bolinha, há algumas personagens femininas interessantes que substituem muito bem a policial Lewis da série clássica. A loirinha Abbie Cornish (de "O Brilho de Uma Paixão" e "Sete Psicopatas e um Shih Tzu") faz a esposa de Murphy, uma personagem pouco desenvolvida no original; a boa atriz Jennifer Ehle interpreta a assistente do vilão Keaton; e a já indicada ao Oscar, Marianne-Jean Baptiste (por "Segredos e Mentiras", de Mike Leigh) faz a chefa de Murphy.

 O final deixa portas abertas para prováveis sequências, mesmo porque não esclarece os destinos de alguns personagens. Enfim, trata-se de um remake bem-sucedido, que contou com a mão firme de Padilha, demonstrando ter um futuro bastante promissor nos States. Assistam a Robocop, e preparem-se para um eficiente filme de ação.

TRAILER:

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os Vingadores - The Avengers

 Honestamente, não tive tanta expectativa quando assisti aos filmes individuais dos heróis da Marvel. Assisti todos em casa, ou na tv a cabo, ou em DVD ( e até agora não assisti o Capitão América! ). Mas a propaganda desse Os Vingadores me chamou a atenção e eu resolvi conferi-lo na tela grande. Assisti, inclusive em 3D, e não me arrependi. É, de fato, um entretenimento acima do espetacular!

Bom, quem lê meu blog sabe do meu descontentamento com essa nova onda de se produzir trocentos filmes em 3D. Normalmente, isso se faz desnecessário, e a conclusão que chego, é que isso é apenas um artifício muito malandro que os produtores encontram para arrecadar mais dinheiro do público. Todavia, aqui nesse filme dirigido e roteirizado por Joss Whedon (que, co-dirigiu Thor, e que aqui tem seu primeiro crédito como diretor em cinema), sentimos que a diversão torna-se muito melhor com o 3D. Ou seja, pode-se dizer que, finalmente, foi produzido um 3D que vale a pena!

 Como filme de ação, Os Vingadores tem grandes chances de se tornar o meu favorito de 2012, apesar de estarmos ainda em maio! Lógico, para mim, não supera o extraordinário Missão Impossível: Protocolo Fantasma, mas não perde feio também. 

Os vingadores do título são Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Capitão Arqueiro ( esses dois últimos ainda não tiveram seus filmes individuais ). Todos eles são convocados por Nick Fury, diretor da agência internacional da paz, conhecida como Shield, para deter o vilão Loki, que rouba um cubo mágico, adquire super poderes e tenta ser o soberano do planeta.

É óbvio que, ao analisar a sinopse do filme, você pode concluir que não se trata de nada novo. De fato. No entanto, o que torna o filme espetacular são justamente as grandes cenas de ação, os maravilhosos efeitos especiais e o bom humor que o roteiro oferece. Além, claro, das grandes performances dos astros. Robert Downey Jr., com o seu Homem de Ferro, além do Sherlock Holmes, se consagra como um especialista em interpretar heróis cínicos e irônicos. É o que tem as falas mais interessantes e divertidas do filme ( Gwyneth Paltrow tem participação especial como Pepper Potts, a namorada dele ); Chris Evans e Chris Hemsworth, respectivamente como Capitão América e Thor, servem como colírio para o público feminino, e se encaixam como luva nos personagens; o sempre boa-praça Mark Ruffalo, substituindo Edward Norton no papel do Hulk, também tem boas sacadas na interpretação de seu herói; A estrela do momento Scarlett Johansson faz a Viúva Negra, e o ator já indicado ao Oscar duas vezes, Jeremy Renner ( que, aliás, também esteve em Missão Impossível 4 ) vive o Capitão Arqueiro. E, para fechar com chave de ouro esse time de feras, a figura sempre agradável de Samuel L. Jackson que interpreta o chefe Nick Fury.

O que eu não gosto apenas é da caracterização do vilão Loke ( novamente vivido por Tom Hiddleston do filme Thor ). Ele também tem uns diálogos cômicos e interessantes, mas é muito fraco. Apanha constantemente de todos os heróis em diversos momentos, tanto no começo, como no fim. Tem até uma entrada triunfal em cena, mas não consegue assustar. Na verdade, é até digno de pena! Enfim, isso não estraga a diversão ( mesmo porque existem outros vilões, no caso, os chitauri, raça alienígena que pretende dominar os humanos ), pois a trama é bem conduzida pelo diretor. Se existem momentos superficiais e previsíveis nas cenas de lutas, outras surpreendentes surgem e trazem o espectador ao delírio. Então, vale a pena mesmo! Particularmente, o meu personagem favorito é o Hulk. Ele brilha em diversos momentos que eu prefiro não revelar; assistam para conferir!

Finalizando, a minha sugestão é a de que vocês devam assistir Os Vingadores - The Avengers no formato 3D. O ingresso será bem gasto, e não haverá arrependimento. Não percam mais tempo e embarquem nessa. Aliás, até penso em assistir novamente... Quem sabe? Abraços!!!

TRAILER: