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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Vingadores: Ultimato

 Uau! Eis que finalmente o fecho da popular cinessérie Avengers invade as telas de cinema. Nem consigo traduzir numericamente o quanto as bilheterias arrecadaram, mas é fato bastante óbvio que todos os filmes dos heróis da Marvel, fizeram sucessos históricos (tanto o dos heróis em conjunto, quanto os "solos", apesar do Hulk ter sido o mais fraco e sem sequência).

 Não é segredo para ninguém que essa produção, mais uma vez comandada pelos irmãos Russo, Anthony e Joe, teve todo o cuidado de sigilo, para que os fãs fossem surpreendidos com todo o mistério por trás da história. O problema, na verdade, era escapar dos spoilers, já que muitos acabavam revelando quem morria ou outros tópicos. Enfim, os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely souberam balancear bem a história e distribuir perfeitamente as cenas para os populares personagens criados por Stan Lee.

 A aventura começa a partir do instante em que o anterior Guerra Infinita foi finalizado, com os heróis sobreviventes tentando destruir o temível Thanos, e vingar as mortes de seus colegas. Na verdade, eles, após derrotarem o vilão (e isso não é spoiler, já que acontece no início), conseguem ter acesso a uma máquina do tempo, e pretendem voltar ao passado com o intuito de impedir o acesso às pedras preciosas por parte de Thanos, o que anularia o extermínio de metade da população da Terra. Mas muita confusão e diversos obstáculos surgirão nessa possibilidade de dar uma segunda chance ao planeta.

 Bem, falar da qualidade técnica é totalmente dispensável, afinal chega a ser redundante elogiar os efeitos visuais e sonoros, figurinos, direção de arte e fotografia de uma produção que já tem isso como qualidades típicas. A duração, por outro lado, precisa ser comentada, pois, afinal de contas, é o filme mais longo de toda a série: 3 horas e 1 minuto! Também pudera: com tantos protagonistas dividindo a cena, a projeção tinha mesmo que ser longa.

 Aliás, falando no elenco, está todo mundo na tela. Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo e Jeremy Renner atuam com suas permanentes competências como os heróis títulos. Quem se sai melhor, certamente, é Chris Hemsworth, roubando a cena como alívio cômico, compondo um Thor barrigudo e bêbado, após uma crise depressiva. Aliás, Hemsworth demonstra grande versatilidade nessa mudança de composição do personagem.

 E podem apostar: todos estão mesmo de volta! Algns com grandes destaques, outros fazendo ponta. Independente disso , trata-se do elenco estelar do ano, já que nunca se viu tanta gente famosa em um filme. A ainda pouco conhecida Karen Gillan, como Nebula, a meu ver, tem o principal papel feminino, já que muita coisa gira em torno dela. Paul Rudd, como o Homem-Formiga, também rouba a cena e já surge de forma triunfal. Brie Larson, a Capitã Marvel, já chega arrasando, embora suma depois, mas retorna em grande forma. Rene Russo, quem diria, nos seus 65 anos, ainda é uma bela mulher, como a mãe de Thor. Tilda Swinton tem uma interessante participação como "The Ancient One".

 Querem mais? Então vamos lá: Don Cheadle, Benedict Cumberbatch, Chadwick Boseman, Elizabeth Olsen, Gwyneth Paltrow, Chris Pratt, Zoe Saldana, Josh Brolin, Tom Holland, Tom Hiddleston, Danai Gurira, Anthony Mackie, Dave Bautista, Letitia Wright, Hayley Atwell, Vin Diesel, Bradley Cooper... Alguns parecem figurantes, pois somente aparecem rapidamente: Michelle Pfeiffer, Marisa Tomei, Natalie Portman, Angela Bassett, William Hurt, Samuel L. Jackson (aliás, como fizeram isso com um personagem tão importante como o Nick Fury???). Os veteranos Michael Douglas e Robert Redford, embora também tenham poucas cenas, têm algumas falas.

 Enfim, a conclusão é satisfatória, e dessa vez não há cenas pós-créditos. O público não sairá desapontado, embora haja uma sensação triste pelo encerramento da série. O maior desafio para o espectador é conseguir fugir dos spoilers, já que quem viu não perdoa mesmo. Nessa altura do campeopnato, as filas já estão mais tranquilas, então aproveitem a oportunidade de verem os heróis populares da Marvel juntos pela última vez. Até!

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil

 E eis que estreia com muita expectativa o terceiro filme da série Capitão América, intitulado por Guerra Civil. Fortíssimo candidato a blockbuster do ano, as bilheterias lotaram na primeira semana. Aproveitei a oportunidade e assisti no Cinepólis do Shopping JK Iguatemi, naquela sala especial em que as cadeiras se mexem e um ar congelado refresca a sala, dependendo da cena do momento. Essa foi uma travessura que demorarei a fazer novamente, pois o ingresso é caríssimo (mesmo meia entrada!), mas valeu a diversão.

 Essa aventura foi mais uma vez comandada pelos irmão Anthony e Joe Russo, do "Soldado Invernal". Aqui, ainda que "o" estrela seja mesmo o Capitão América, quase todos os Avengers estão no elenco, com a exceção de Thor e Hulk. O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, adaptado dos quadrinhos de Mark Millar, sabe aproveitar bem os demais heróis, mesmo com o excesso de personagens, e algum momento ou outro todos tem direito de dar o seu canto do cisne.

 A premissa faz lembrar outro filme recente de heróis,o da DC Comics, "Batman vs. Superman"", no sentido de que o governo americano está saturado com as irresponsabilidades dos heróis, e por isso, pretende estabelecer um painel, comandado pela ONU, em que os heróis somente entrarão em cena caso solicitados. Isso é acatado por alguns, mas nem todos concordam com essa decisão. Por isso, eles acabam duelando entre si: de um lado o Capitão América se alia com seu melhor amigo Soldado Invernal (manipulado por um temível vilão), Falcão, Aqueiro, Feiticeira Escarlate e Homem Formiga, formando o grupo que se opõe às decisões do governo; e do outro lado, o Homem de Ferro se une com a Viúva Negra, Máquina de Combate, Pantera Negra, Vision e Homem Aranha, a favor das decisões governamentais. Enquanto eles duelam, o tal vilão mencionado acima (que controla a mente do Soldado Invernal), Zemo, arquiteta seu plano de vingança, cujos motivos serão revelados no final.

 Não tem segredo para se realizar uma fita de ação interessante e bem-sucedida: basta apenas aproveitar tudo aquilo de excelente que o gênero proporciona, e caprichar! Felizmente, quase todas as produções Marvel para cinema, conseguem esse feitio; bem diferente da DC Comics, que com seu já mencionado "Batman vc. Superman" apenas entregou um blockbuster chato, cansativo e longo demais. Ok, a projeção desse 3° episódio do Capitão América (que pode ser considerado, como um "mini Avengers") também é longa; mas o interesse do espectador está sempre presente até o desfecho. Além disso, diga-se de passagem, esse foi o melhor filme da série.

 Falar do elenco é uma tarefa difícil:Chris Evans comanda o espetáculo (afinal, o filme é dele); Robert Downey Jr. persiste com o seu hilário Homem de Ferro, e conserva todo o cinismo e ironia que o personagem esbanja (alguns críticos acharam o Iron Maiden mais contido e sério; eu não!); Scarlett Johansson esbanja talento, beleza e carisma como a Viúva Negra (hoje em dia eu topo tudo que é filme, desde que tenha Scarlett no elenco!); Don Cheadle, como o Máquina de Combate, é outro excelente ator; Jeremy Renner surge de repente com seu Arqueiro, quando até tínhamos esquecido dele, e não fica atrás de seus parceiros; Elizabeth Olsen também tem grandes momentos como a Feiticeira Escarlate. E ainda: Sebastian Stan (Soldado Invernal), Anthony Mackie (Falcão), Chadwick Boseman (Pantera Negra) e Paul Bettany (Vision) são outros que se destacam (os dois últimos surgem pela primeira vez numa produção Marvel). No alívio cômico estão o Homem Formiga (Paul Rudd) e o Homem Aranha, dessa vez interpretado por um novato, Tom Holland, que encarna o personagem como de fato ele é: um adolescente nerd muito "maroto".

 E não para por aqui, pois há muitos outros famosos em papéis pequenos: a interessante canadense Emily VanCamp (que já esteve no episódio 2) mais uma vez como interesse romântico do Capitão América, e com algumas sequências de luta; William Hurt e, quem diria, o "hobbitt" Martin Freeman representando o governo americano; a excelente Alfre Woodard, no começo, quando dá um belo de um "toim" no Homem de Ferro; John Slattery e Hope Dais em cena de flashback como os pais do Homem de Ferro; e a minha favorita, Marisa Tomei, como a tia de Peter Parker, mais uma vez repetindo a cena com Robert Downey Jr. (o curioso é que todas as intérpretes de May Parker eram bem senhoras, apenas Marisa aparece bem jovem, mesmo aos 51 anos). Por fim, o grande vilão é feito pelo espanhol Daniel Brühl, que depois do sucesso de "Adeus, Lênin", tornou-se astro no States.

 Enfim, Guerra Civil nos faz recordar o quanto prazeroso é esquecer dos problemas e se entregar a um puro momento de descontração, feito com qualidade de primeira, e que te faz ter vontade de querer repetir alegrias como essa várias vezes. Vale a pena encarar, mesmo que numa sala 2D simples, essa grande aventura da indústria do entretenimento. Imperdível!

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Missão Impossível: Nação Secreta

 O quinto episódio da famosa série iniciada em 1996, e adaptada de popular seriado dos anos 60, chega às telas, mais uma vez com o astro Tom Crise no papel do agente Ethan Hunt. E dessa vez o diretor é Christopher McQuarrie (também roteirista ao lado de Drew Pearce), que já havia feito outra fia de ação com Cruise, "Jack Reacher - O Último Tiro".

 Sobre essa sequência, "Nação Secreta", pode-se dizer que ela é espetacular em todos os sentidos. Aliás, se existe uma cinessérie de ação bem-sucedida na tela grande é justamente Missão Impossível, que consegue algo praticamente raro: quanto mais continuações são feitas, mais elas melhoram os filmes anteriores.

 Analisando com detalhes o gênero "ação", o anterior "Protocolo Fantasma" era mesmo superior, por conta das eletrizantes sequências no edifício em Dubai. Mas "Nação Secreta" não perde feio, e McQuarrie já começa com uma abertura para lá de eletrizante, com Cruise pendurado na asa do avião em movimento. O astro, como já se sabe em todo canto do mundo, dispensou dublês nessa perigosa cena, o que já deixa de imediato a plateia boquiaberta (aliás, ele havia feito o mesmo na já mencionada cena do prédio mais alto do mundo em Dubai).

 A sinopse é um tanto complexa, e um pouco confusa (como de costume). Ethan Hunt está com os dias contados, pois estão querendo fechar sua agência de "Missão Impossível". Tudo isso na verdade é um golpe de uma entidade conhecida como "Sindicato", que planeja seus esquemas corruptos em terrenos internacionais, sem a intromissão da equipe de Hunt para atrapalhar suas inescrupulosas ações. Mas o nosso herói desconfia, e mesmo sendo impedido de desempenhar seu trabalho, tenta desmascarar o tal sindicato, com a ajuda dos parceiros William Brandt, Benji Dunn e Luther Stickell. E encontrará uma mistura de aliança e perigo na pele de Ilsa Faust, uma agente misteriosa.

 As locações são as mais variáveis para dar movimento à história: Inglaterra, Áustria, Cuba... Mas, sem sombra de dúvida, o cenário protagonista das exuberantes cenas de impacto é o Marrocos, em que o espectador ficará em puro estado de êxtase com as perseguições de moto no deserto, sem dúvida, o grande momento da produção.

 Como se pode perceber a dois parágrafos acima, Jeremy Renner, Ving Rhames e Simon Pegg voltam a atuar na série. Pegg, inclusive, tem maior destaque em relação os dois episódios anteriores, e também é responsável pelos momentos de alívio cômico. Ainda no elenco, o veterano Alec Baldwin interpreta a autoridade responsável na (difícil) tentativa de capturar Ethan Hunt; os britânicos Sean Harris ("Prometheus") e Simon McBurney ("A Teoria de Tudo") se encarregam com os papéis de vilões, e o grande destaque está na pele da bela sueca Rebecca Ferguson (que esteve na nova versão de "Hércules"), como a habilidosa agente Ilsa Faust.

 Um blockbuster de primeira linha, repleto de reviravoltas e surpresas (inclusive, muitos disfarces mirabolantes e surpreendentes), e inúmeros momentos memoráveis, como uma sufocante luta contra o relógio debaixo da água, outra que está entre as melhores cenas. O astro Tom Cruise, aliás, aos 53 anos, comprova excelente forma física e já deixa claro que não abandonará tão cedo seu personagem Ethan Hunt...

 Enfim, até o momento, é o entretenimento do ano, capaz de agradar aos mais exigentes fãs do gênero, e deixa um sabor de quero mais. Por isso, é altamente recomendável se assistir na tela grande este "Nação Secreta", e essa missão, certamente, não é nada impossível. Abraços!

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domingo, 3 de maio de 2015

Vingadores: Era de Ultron

 A estratégia de marketing em dividir blockbusters populares em dois capítulos tem dado certo, e essa mania parece durar um bom tempo. No caso da série Avengers, o último episódio também será dividido em duas partes, e obviamente o lucro está garantido.

 Quanto a este "Era de Ultron", a aventura é eletrizante e a evolução tecnológica do cinema surpreende cada vez mais. Todo "zilhão" gasto na produção está na tela, e o público tem a alternativa de assistir na versão 3D também, aliás, outro artifício para gerar lucro, algo que eu não caio mais, felizmente.

 Na trama, toda a turma está de volta, e o diretor e roteirista, também o mesmo do anterior, Joss Whedon, introduz novos personagens, no caso, os irmãos Mercúrio e Feiticeira Escarlate, e o vilão Ultron. Este, trata-se de uma máquina criada por Tony Stark (ou Homem de Ferro), que se rebela e se multiplica em milhares de robôs. Particularmente, eu não gosto muito de andróides como vilões, mas é fácil se simpatizar com Ultron, graças ao excelente ator que empresta a voz para ele, James Spader (quem assiste a versão dublada perde esse bom momento do ator).

 Enfim, qualquer sinopse é dispensável: temos todos os heróis contra Ultron, que domina os irmãos já mencionados na primeira metade da história. É nesse momento em que uma das melhores cenas surge, um duelo entre o Homem de Ferro e um hipnotizado Hulk, que não se esquece de descontar sua raiva em tudo. Essa sequência é eletrizante!

 Fora Spader, Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen interpretam os novos heróis, enquanto a velha turma permanece em boa forma e todos brilham. Logicamente, o cínico Iron Man tem as melhores tiradas, e o mais cínico ainda Robert Downey Jr., tira proveito da situação satisfatoriamente. Mas o clima de humor envolve diversos momentos da produção, e todos estão "engraçadinhos": o Thor Chris Hemsworth, o Capitão América Chris Evans, o arqueiro Jeremy Renner, e o estranho casal sem química feito pelo Hulk Mark Ruffalo e a Viúva Negra Scarlett Johansson. Samuel L. Jackson retorna com o seu Nick Fury, além de outro ator de Iron Man, Don Cheadle como James Rhodes e Paul Bettany como Vision. Há também uma participação da francesa Julie Delpy como Madame B.

 Ou seja, um elenco a vontade, com diversos destaques, e uma trama prazerosa de se apreciar. Eu ainda prefiro o primeiro, mas este está acima da média. Agora, é ficar na torcida para que o último episódio em duas partes tenha bastante criatividade e não faça esse sucesso derrapar. Bom espetáculo!

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

João e Maria: Caçadores de Bruxas

 Existe infelicidade maior do que ver um filme dublado? Sim! Assisti-lo em 3D, pois você paga muito mais caro, fica com dor de cabeça e descobre que não há nada de especial se comparado com a versão normal, em 2D. Enfim, escapei do 3D, mas assisti ao filme João e Maria - Caçadores de Bruxas na versão dublada. Só não foi tão irritante, pois o longa tem uma duração curta (não chega nem a uma hora e meia de projeção).

 O jovem diretor e roteirista Tommy Wirkola não tem grandes produções em seu currículo, e dirigiu em seu país natal um estranho "terrir" chamado Zumbis na Neve em 2009. E aqui realiza sua estreia em Hollywood. Eu depositei fé no filme, pois as recentes adaptações de contos de fadas para as telas, sobretudo às da Branca de Neve, foram bem sucedidas. No entanto, essa nova adaptação é frágil, banal, previsível e sem grandes cenas.

 Na introdução, Wirkola apresenta rapidamente a trajetória dos dois irmãos do título e faz o espectador relembrar dos acontecimentos: as crianças são abandonadas pelo pai, encontram uma casa feita de doce, são feitos reféns pela dona da casa, uma maquiavélica bruxa, libertam-se após queimar a vilã e fogem. Até aí, nenhuma novidade. Bom, anos se passam, os nossos heróis se tornam adultos, e se tornam caçadores de bruxas. Nas redondezas, existem milhares delas, e paralelo a isso, diversas crianças são raptadas. Óbvio que, mesmo sem somar 2+2, os irmãos já sabem que tem bruxaria no meio. O problema é que eles terão que lidar com a pior das piores bruxas que eles já conheceram.

 Seria interessante se o diretor tivesse mais criatividade no roteiro que ele mesmo desenvolveu. As bruxas são típicas vilãs maniqueístas, com tudo de ruim que vocês podem imaginar: horrendas, podres e assustadoras. Mas, surpreendentemente, elas são feras em artes marciais. Uma delas ali, pelo menos, daria muito trabalho para Bruce Lee. E o personagem João demonstra que viu o filme "Matrix" diversas vezes, pois conseguiu se desviar das balas direcionadas a ele com a mesma categoria do Neo de Keanu Reeves (nossa... eram balas ou flechas??? Não lembro mais...). Fora isso, achei a fotografia muito escurecida e acaba comprometendo um pouco nas cenas de ação.

 No elenco, o novo queridinho de Hollywood, duas vezes indicado ao OSCAR, Jeremy Renner (por "Guerra ao Terror" e "Atração Perigosa") e a inglesa de Gemma Aterton (de "Príncipe da Pérsia" e "Fúria de Titãs") têm pouco a fazer com seus esteriotipados personagens. Gemma, ao menos, tem talento. Mas não gosto de Jeremy, que não convence como galã, e demonstra que Hollywood passa por um processo de delírio. No elenco ainda, o veterano Peter Stomare tem o ingrato papel do xerife que vive quebrando o nariz (e não se trata de alívio cômico!), e Famke Janssen, a eterna Dra. Jean Gray da série X-Men interpreta a "bruxa mor". Achei bacana a presença dela, que já estava sumida das telas. E a pior do elenco é uma certa finlandesa chamada Phila Viitala, bastante inexpressiva como a bruxa "do bem", não sei se propositalmente por conta da personagem ou por "mérito" da própria atriz.

 Enfim, não consegui me envolver com o filme. Muito fraco como entretenimento e sem grandes ideias para segurar o público. Eu sugiro outras produções para se assistir, ainda mais em um mês de grandes estreias! Ah, sim, só para finalizar: esses tais filmes bons que eu mencionei, eu assisti em casa, e não no cinema. Daqui a alguns dias farei um especial aqui no blog com os nove filmes indicados ao OSCAR. E se der, farei o mesmo com os indicados a filme estrangeiro. Vamos ver... Abraços!

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Os Vingadores - The Avengers

 Honestamente, não tive tanta expectativa quando assisti aos filmes individuais dos heróis da Marvel. Assisti todos em casa, ou na tv a cabo, ou em DVD ( e até agora não assisti o Capitão América! ). Mas a propaganda desse Os Vingadores me chamou a atenção e eu resolvi conferi-lo na tela grande. Assisti, inclusive em 3D, e não me arrependi. É, de fato, um entretenimento acima do espetacular!

Bom, quem lê meu blog sabe do meu descontentamento com essa nova onda de se produzir trocentos filmes em 3D. Normalmente, isso se faz desnecessário, e a conclusão que chego, é que isso é apenas um artifício muito malandro que os produtores encontram para arrecadar mais dinheiro do público. Todavia, aqui nesse filme dirigido e roteirizado por Joss Whedon (que, co-dirigiu Thor, e que aqui tem seu primeiro crédito como diretor em cinema), sentimos que a diversão torna-se muito melhor com o 3D. Ou seja, pode-se dizer que, finalmente, foi produzido um 3D que vale a pena!

 Como filme de ação, Os Vingadores tem grandes chances de se tornar o meu favorito de 2012, apesar de estarmos ainda em maio! Lógico, para mim, não supera o extraordinário Missão Impossível: Protocolo Fantasma, mas não perde feio também. 

Os vingadores do título são Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Capitão Arqueiro ( esses dois últimos ainda não tiveram seus filmes individuais ). Todos eles são convocados por Nick Fury, diretor da agência internacional da paz, conhecida como Shield, para deter o vilão Loki, que rouba um cubo mágico, adquire super poderes e tenta ser o soberano do planeta.

É óbvio que, ao analisar a sinopse do filme, você pode concluir que não se trata de nada novo. De fato. No entanto, o que torna o filme espetacular são justamente as grandes cenas de ação, os maravilhosos efeitos especiais e o bom humor que o roteiro oferece. Além, claro, das grandes performances dos astros. Robert Downey Jr., com o seu Homem de Ferro, além do Sherlock Holmes, se consagra como um especialista em interpretar heróis cínicos e irônicos. É o que tem as falas mais interessantes e divertidas do filme ( Gwyneth Paltrow tem participação especial como Pepper Potts, a namorada dele ); Chris Evans e Chris Hemsworth, respectivamente como Capitão América e Thor, servem como colírio para o público feminino, e se encaixam como luva nos personagens; o sempre boa-praça Mark Ruffalo, substituindo Edward Norton no papel do Hulk, também tem boas sacadas na interpretação de seu herói; A estrela do momento Scarlett Johansson faz a Viúva Negra, e o ator já indicado ao Oscar duas vezes, Jeremy Renner ( que, aliás, também esteve em Missão Impossível 4 ) vive o Capitão Arqueiro. E, para fechar com chave de ouro esse time de feras, a figura sempre agradável de Samuel L. Jackson que interpreta o chefe Nick Fury.

O que eu não gosto apenas é da caracterização do vilão Loke ( novamente vivido por Tom Hiddleston do filme Thor ). Ele também tem uns diálogos cômicos e interessantes, mas é muito fraco. Apanha constantemente de todos os heróis em diversos momentos, tanto no começo, como no fim. Tem até uma entrada triunfal em cena, mas não consegue assustar. Na verdade, é até digno de pena! Enfim, isso não estraga a diversão ( mesmo porque existem outros vilões, no caso, os chitauri, raça alienígena que pretende dominar os humanos ), pois a trama é bem conduzida pelo diretor. Se existem momentos superficiais e previsíveis nas cenas de lutas, outras surpreendentes surgem e trazem o espectador ao delírio. Então, vale a pena mesmo! Particularmente, o meu personagem favorito é o Hulk. Ele brilha em diversos momentos que eu prefiro não revelar; assistam para conferir!

Finalizando, a minha sugestão é a de que vocês devam assistir Os Vingadores - The Avengers no formato 3D. O ingresso será bem gasto, e não haverá arrependimento. Não percam mais tempo e embarquem nessa. Aliás, até penso em assistir novamente... Quem sabe? Abraços!!!

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Missão Impossível: Protocolo Fantasma

Se existe um filme de ação espetacular a ser considerado a melhor estreia de 2011, com toda certeza esse filme se chama Missão Impossível: Protocolo Fantasma. É fato que sequências de produções do gênero, normalmente estão abaixo da média e são até cansativas! Contudo, isso não sucede com Missão 4, sem dúvida, o melhor da série (supera até o 1°!).

Tom Cruise continua em boa forma na pela do famoso agente Ethan Hunt. Dessa vez, ele precisa recuperar um código que consegue liberar armas nucleares, e que está a poder de uma assassina profissional. Esta pretende negociar o tal código com pessoas inescrupulosas, e que pretendem arrasar com tudo. Assim, Ethan Hunt e sua equipe, partem para a ação.

Concordo! Após ler a sinopse, vocês vão pensar: "Nada demais, roteiro banal e situações convencionais, e que levam ao lugar comum". De fato, o script de John Applebaum e André Nemec não prima pela criatividade; contudo, nunca se viu cenas espetaculares de ação, como as desse filme!!!! Sem contar, as belas paisagens turísticas para alguns lugares interessante do planeta, como Rússia, Índia e Emirados Árabes Unidos. A cena bastante famosa e comentada em que Cruise escala o maior edifício do mundo, em Dubai, é no mínimo, arrebatadora. E quando você pensa que essa é a única cena genial, surge a tempestade de areia no mesmo local e uma espetacular perseguição na Índia. E só de imaginar que o astro dispensou dublê em diversas cenas, o coração dispara!

Os méritos, sem dúvida, vão para o diretor Brad Bird, o produtor executivo da série animada "Os Simpsons", e também diretor de "Os Incríveis". Ou seja, há nele uma maturidade de mestre, se pensarmos que a experiência dele é direcionada apenas em animações. No elenco, fora Cruise (que melhorou a aparência, após "Encontro Explosivo", em que estava meio envelhecido), temos ainda os agentes feitos por Simon Pegg, que repete o mesmo papel que ele fez no episódio 3, e que serve como alívio cômico; Jeremy Renner, candidato ao Oscar por "Guerra ao Terror" e "Atração Perigosa", tentando conseguir estourar como o galã do momento; e Paula Patton, de "Deja Vu" e "Preciosa", como a mocinha. Há ainda, pequenas aparições de Tom Wilkinson, do galã da série Lost, Josh Holloway, e de atores que já atuaram em episódios anteriores, como Ving Rhames e Michelle Monagham. Sem contar uma vilã inesperadamente muito jovem, mas experiente, feita pela francesa Léa Seydoux, que esteve no filme do Woody Allen, "Meia-Noite em Paris".

Mesmo sabendo da facilidade que se tem hoje em dia, em baixar produções recentes pela net, asseguro que Missão Impossível: Protocolo Fantasma é o tipo de filme que tem que ser assistido pela tela grande! Em casa, perde a graça, e só vale a pena (e olhe lá) se for reprise. Caso contrário, as emoções e as adrenalinas que a película provoca quando se vê na tela do cinema não serão as mesmas. E eu fiquei com vontade assistir ao filme mais uma vez, algo raro de acontecer comigo, quando se trata desse tipo de gênero. Minha esposa também ficou impressionada com o espetáculo. Espera-se agora a "oscarização" de Missão 4 na parte técnica. Quem ainda não viu, portanto, não perca tempo. Bom divertimento!!! Abraços!

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