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sábado, 14 de setembro de 2019

It: Capítulo Dois

 Após dois anos, finalmente estreou a sequência de uma obra de Stephen King bastante popular, além de ser um dos livros mais longos (senão o mais longo) do autor. It - A Coisa apresenta um dos vilões mais demoníacos e perversos do universo literário de King, o sinistro palhaço Pennywise. Essa segunda parte, mias uma vez adaptada por Gary Dauberman e dirigida por Andy Muschietti, concentra a ação no grupo de crianças agora adultos.

 Cada personagem tomou seu rumo e saiu da cidade pequena de Derry, com exceção de Mike, que permaneceu por lá. Quando eventos estranhos e sangrentos começam a acontecer, como o sumiço de crianças, e corpos que surgem pelos córregos, Mike contata todo o grupo dos perdedores: Beverly, Bill, Ritchie..., como objetivo de derrotarem de vez a coisa Pennywise.

 A metragem é bem extensa (quase três horas de duração), e já começa com um prólogo bastante impactante, em que um casal homossexual é vítima de bullying (uma sequência bem violenta), e um deles ainda torna-se presa de Pennywise. A apresentação dos personagens enquanto adultos é breve, e o diretor Muschietti se concentra na ação, e nos traumas paralelos de cada um dos personagens, para mostrar cenas assustadoras. Há também momentos de flashback, em que o público mata a saudade do elenco-mirim. Contudo, de forma geral, ainda que o entretenimento seja interessante, o filme é arrastado, e, infelizmente, menos assustador que o primeiro, que apesar de ter muita cena de comédia, era mesmo mais tenebroso.

 O próprio autor Stephen King faz uma pequena participação como um fã de escritor de histórias de terror, e faz um auto-sátira, ao dizer que o que estraga as obras do autor, são os finais decepcionantes (algo bem comum com a escrita do próprio King). Na verdae, esse problema de finais não exatamente bons, acontece nos livros e nas adaptações também. Aqui, por exemplo, percebe-se que a figura central do Pennywise, mais uma vez vivido pelo sueco Bill Skarsgaard, tem menos destaque, e isso percebe-se conforme a projeção vai seguindo até o fim (algo não exatamente bacana com um vilão de porte).

 Além de Skarsgaard, e todo o elenco mirim do anterior, as presenças estelares de Jessica Chastain, como Beverly, e James McAvoy, como Bill (o escritor) acrescentam mais entusiasmo para a história. Os outros cinco atores que compõe o painel de protagonistas são os menos famosos Bill Hader (Richie), Isaiah Mustafa (Mike), Jay Ryan (Ben), Jams Ransone (Eddie) e Andy Bean (Stanley).

 Enfim, sem ser uma grande obra-prima, vale a pena conferir nos cinemas essa sequência aterrorizante, mesmo seu resultado ficando um pouco abaixo das expectativas. Quem tiver curiosidade, vale a pena conhecer a minissérie para tv feita em 1990, que também é muito boa. Abraços!

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sábado, 6 de julho de 2019

Annabelle 3: De Volta Para Casa

 O tempo está mesmo passando depressa! Parece que o primeiro Annabelle (2014) foi feito ontem, e agora a franquia já está na terceira parte. O primeiro dividiu opiniões entre fãs do gênero, mas o segundo fez muito mais sucesso. Agora a boneca demoníaca do momento protagoniza mais uma aventura horripilante.

 O roteirista Gary Dauberman, que escreveu os dois episódios anteriores, estreia na direção, e obviamente assume mais uma vez o roteiro. O bacana é que dessa vez há participação dos populares personagens protagonistas de "Invocação do Mal", o casal de parapsicólogos Warren, Ed e Lorraine. Interessante, pois a boneca Annabelle apareceu pela primeira vez na tela no início de Invocação, em um quarto secreto na casa do casal.

 Na verdade, a história começa a partir do instante em que Annabelle é trancada pelos Warren a sete chaves, por ser considerada um objeto perigosíssimo, repleto de influências demoníacas. Contudo, quando o casal se ausenta para um evento, e deixa a filha aos cuidados da babá, os problemas começam. Afinal, a curiosa melhor amiga da babá, consegue entrar no quarto secreto e liberta Annabelle. Assim, as três garotas passarão por sérios apuros, já que forças demoníacas almejam as almas delas.

 O ritmo de terror é bastante envolvente nessa sequência, o que resulta em cenas impactantes e assustadoras. Claro, sem abrir mão dos habituais clichês, com cenas silenciosas de suspense, que assustam o espectador com o surgimento escandaloso do mal, repentinamente. A reconstiuição de época e os figurinos típicos da década de 70 também são convincentes.

 No elenco, os intérpretes dos Warren, Patrick Wilson e Vera Farmiga, retornam em seus papéis populares de Invocação, mas não são os protagonistas aqui. Ganham a cena no início, e depois no fim, mas as protagonistas são as garotas McKenna Grace (a filha), Madison Iseman (a babá) e Katie Sarife (a melhor amiga). Há alguns momentos de alívio cômico, quando o atrapalhado interesse romântico da babá, interpretado por um ator chamado Michael Cimino (que não tem relação com o famosos diretor já morto, de mesmo nome), surge em cena, o que acaba prejudicando um pouco o ritmo. Em todo caso, no contexto geral, os sustos são eficientes para provocar na plateia instantes de medo.

 Eu ainda prefiro o episódio anterior, mas acredito que o público irá aprovar essa sequência que, talvez, possa gerar novos frutos. Para um final de tarde de inverno, o entretenimento vale a pena. Abraços!

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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Halloween

 Os produtores de Hollywood não se cansam em refilmar, fazer sequências ou começar uma nova frnquia através de clássicos do cinema. Seria isso ausência de criatividade coletiva por parte dos roteiristas? Enfim, o fato é que, pela segunda vez, resolvem refazer Halloween, o clássico do terror de John Carpenter.

 Na verdade, o que ocorre aqui não é uma nova franquia; isso ocorreu sim em 2007, com uma continuação em 2009. Dessa vez, contudo, a ideia foi outra: fazer uma sequência direta do clássico de 1978, e ignorar todas as diversas sequências que a fita originou. Isso explica a presença da heroína Laurie Strode, morta em "Halloween: A Ressurreição" (simplesmente a coisa mais desastrosa já feita na vida, um "big brother" de terror!), mais uma vez vivida pela excelente Jamie Lee Curtis.

 Laurie é uma idosa que vive sozinha, e totalmente neurótica, perturbada com os acontecimentos de exatos quarenta anos atrás, em que o assassino psicopata Michael Myers a aterrorizou e matou seus amigos. Quando ela descobre que ele fugiu do hospital psiquiátrico em que se encontrava, parte para a defesa, e tenta proteger sua família: a filha com quem mal se relaciona, e a neta, uma adolescente rebelde. Essas três mulheres mostrarão a força através da união.

 A excepcional trilha sonora angustiante e amedrontadora , presença fixa em todos os filmes "Halloween" permanece aqui. A introdução, como Michael Myers sendo visitado por uma dupla de médicos, é arrepiante e deixa uma boa sensação de expectativas. Entretanto, o roteiro, do próprio diretor David Gordon Green, ao lado de Danny McBride e Jeff Fradley, é muito ruim. Tudo o que sucede em cena é previsível, e as cenas de mortes são fracas. Para piorar, alguns personagens são esquecidos no meio da trama, e outros assumem condições de idiotas (como o pai da mocinha). Além disso, um conflito dramático que sugere um ajuste de contas entre mãe, filha e neta, fica a desejar, e nunca chega a acontecer.

 No elenco, além de Jamie Lee Curtis, envelhecida, mas em forma aos 59 anos, a boa atriz Judy Greer está desperdiçada como a filha de Jamie, deixando uma personagem que deveria ser importante, relegada a coadjuvante sem força. A verdaeira heroína da vez é uma novata chamada Andi Matichak, que não deixa impressões. Aliás, quem foi responsável pelo elenco não soube escolher bem, pois os rapazes, além de péssimos atores, são feios demais, nenhum convencem como galãs. Por fim, há também a presença do veterano Will Patton, como um policial.

 Por que resolveram fazer essa sequência? Em 1998, o diretor Steve Miner já havia realizado uma boa continuação, intitulada "H20: Vinte Anos Depois", em que Jamie já ressurgia poderosa. E mesmo tendo sido realizado depois o desastre "Ressurreição", não deveriam ter constrangido Jamie mais uma vez. Como terror resulta numa produção fraca, cansativa, previsível e com uma falsa propaganda de expectativa no início. Não vale a pena. Abraços!

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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A Freira

 Para a galera que curtiu as franquias de "Invocação do Mal" e "Annabelle", não podem perder "A Freira", a demoníaca personagem que foi citada em ambos os filmes mencionados. A popularidade que ela adquiriu em comunidades de redes sociais criou uma certa expectativa para a estreia do filme.

 A história é ambientada na década de 50, quando um padre e uma noviça são designados para investigarem um convento numa comunidade distante na Romênia, pois uma jovem freira foi encontrada brutalmente morta. Assim, associam-se com um jovem trabalhador rural (que encontrou o corpo da freira) e passam a investigar. Estranhas aparições causam o pânico dos três, junto com as demais freiras que povoam o convento.

 Como se pode esperar, há sustos eletrizantes, que pegam o espectador desprevinido (ainda que isso já seja um clichê). As locações na Romênia favorecem para um clima de pânico e terror, o que contribui ainda mais para a diversão. Entretanto, os momentos de alívio cômico, constantes na figura do galã, interpretado pelo jovem belga Jonas Bloquet, atrapalham o que deveria ser uma trama sobrenatural e tensa. Além disso, a expectativa sobre a origem da personagem título é quebrada, se alguém esperava uma biografia ou coisa parecida.

 No elenco, fora Bloquet, o mexicano Demián Bichir, já indicado ao Oscar, faz o exorcista, acompanhado da jovem Taissa Farmiga, como a noviça Irene. Taissa, aliás, é irmã mais nova de Vera Farmiga, a protagonista dos filmes "Invocação do Mal". A própria Vera, junto com Patrick Wilson, faz participação no fim. Ambos revivem seus personagens de "Invocação" (Vera também aparece no início). 

 Enfim, o excesso de sustos fáceis, sempre acompanhados por trilha sonora tensa, podem parecer lugar comum para o habituado fã. Ao menos, há cenas que ficam marcadas, como o momento da reza coletiva entre as freiras, atrapalhado pela presença do mal. O final também surpreende e deixa a porta aberta para uma sequência. O novo mestre do terror, James Wan, diretor de "Sobrenatural" e o já mencionado "Invocação do Mal" é apenas o produtor e colaborou no roteiro de Gary Dauberman. O diretor da vez é Corin Hardy, que já tinha feito o interessante "A Maldição da Floresta" três anos antes, e consegue fazer um razoável entretenimento do terror. Para quem não for muito exigente, vale conferir.

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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

It - A Coisa

 Finalmente a tão aguardada adaptação para cinema de uma das obras mais importantes do escritor Stephen King chegou aos cinemas. Já existiu uma popular adaptação para a tv em forma de minissérie no início da década de 90, que fez bastante sucesso nas videolocadoras aqui do Brasil. Agora chegou para a tela grande a primeira parte, estrelada por um grupo de crianças.

 Como muitos sabem, o livro é imenso (mais de 1000 páginas). Por isso, resolveram dividi-lo em dois filmes; o segundo, com os protagonistas já adultos, ainda não tem elenco definido nem data de estreia. Agora, essa primeira parte, adaptada por Chase Palmer, Cary Fukunaga e Gary Dauberman, e dirigida por Andy Muschietti (de "Mama"), conta com um elenco afinado de jovens desconhecidos, mas que transmitem verdade em cena.

 Comparado com a série do momento, "Stranger Things", o filme é ambientado no fim da década de 80 (aliás, boa reconstituição de época) na interiorana cidade do Maine. De uma hora para outra, crianças começam a sumir misteriosamente. Quando o mesmo acontece com o irmãozinho de Billy, ele e seu grupo de amigos (caracterizados como "os perdedores") partem para a investigação. Até que se deparam com o sinistro e demoníaco palhaço Pennywise, o responsável pelo assassinato das crianças, e que pretende roubar a alma de Billy e sua turma.

 A faixa etária do filme até poderia ser de 12 anos, já que há muita aventura e um gosto de nostalgia da boa infância, através das brincadeiras e aventuras dos garotos, com direito a boa trilha sonora rock/pop e muito alívio cômico. Claro, como nem tudo é perfeito, há também muito bullying, já que os garotos são insistentemente perseguidos por um grupo de "valentões". No entanto, as aparições tremendamente assustadora do palhaço Pennywise, com muitas cenas que surpreendem e amedrontam, impedem que pessoas com menos de 18 anos tenham acesso ao filme nas salas de cinema.

 O trabalho do diretor e dos roteiristas na adaptação do livro do mestre do horror é notável , e o resultado é um longa envolvente e aterrorizante. São diversas as sequências que ficam na memória e o público nem sente passar a longa projeção (duas horas e quinze minutos).  Destaque para a cena do sangue que jorra da pia do banheiro, e da perseguição do vilão, como um leproso, a um dos garotos no jardim de uma casa abandonada.

 O nome mais famoso do elenco é o do sueco Bill Skarsgaard, filho do veterano Stellan Skarsgaard, e que atuou em filmes como "A Série Divergente: Convergente" e "Atômica". O Pennywise dele consegue ser muito mais horripilante e assustador que o de Tim Curry na já mencionada minissérie de tv; e olha que Curry já era bem demoníaco! Os demais atores, como dito antes, são desconhecidos, mas bons: Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Daylan Grazer e Wyatt Oleff. Ah, sim, há também uma garota no grupo, Sophia Lillis, uma das que mais se destaca na história por sinal.

 Espero que a segunda parte seja de alto nível, como sucedeu aqui. Trata-se de uma adaptação decente, longe de ser fiel nos mínimos detalhes (o que seria impossível, pelo tamanho da obra), mas muito bem realizada e interpretada. A introdução, com o diálogo do palhaço dentro do bueiro com um garotinho, já dá mostras do que se verá pela frente. Barra pesada, mas também tocante. Vale a pena. Abraços!

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Annabelle 2: A Criação do Mal

 A sequência do filme da boneca mais demoníaca da década está em cartaz. E, se o primeiro filme teve uma recepção morna perante às grandes expectativas, esse segundo consegue se superar no requisito "assustador", algo não muito comum em continuações de fitas de terror.

 Um casal e sua pequena filha vivem feliz em uma simples fazenda. O pai, inclusive, presenteia a pequena com a famosa boneca, ainda não batizada com o nome do título. Acontece que a garota morre acidentalmente atropelada, e, tempos depois, os pais resolvem receber em sua propriedade uma freira com um grupo de garotas órfãs. Quando uma delas descobre a tal boneca endiabrada, coisas estranhas começam a acontecer, como a presença de uma entidade demoníaca e assustadora.

 Revelar muito pode estragar o prazer, logiamente apenas para fãs do gênereo, em assistir a essa aterrorizante sequência. Assim como está na moda, o roteiro, de Gary Dauberman, desvenda a origem da boneca, e por mais que as coisas não façam sentido, e nem parecem ter uma ligação com o episódio original, a conclusão traça de vez o elo entre os filmes, e os ponteiros começam a se acertar.

 O que se pode dizer é que aqui o diretor David F. Sandberg, do interessante "Quando as Luzes se Apagam", pegou pesado. Afinal, diferente do Annabelle 1, há muitas possessões demoníacas, daquelas que fazem lembrar o clássico do gênero, "O Exorcista". Claro, há clichês como os sustos que pegam a plateia de jeito no instante em que o volume da trilha sonora está às alturas. Em todo caso, isso apenas ajuda a aumentar o interesse de se assistir ao filme na tela grande.

 No elenco há o destaque coletivo para as seis garotas protagonistas, em que se sobressai a pequena Lulu Wilson, como a garota que tenta proteger a amiga, deficiente física, que sofre com as alucinações. Há também a mexicna Stephanie Sigman, "007 Contra Spectre", como a freira, e os mais conhecidos Anthony LaPaglia ("Inocente Mordida", "O Cliente") e Miranda Otto ("O Senhor dos Anéis 2 e 3") como os donos da casa.

 Outro ponto é interessante são as referências que essa fita faz com o popular "Invocação do Mal", o filme que apresentou a Annabelle pela primeira vez. Aliás, a verdadeira Annabelle também dá as caras na conclusão. Enfim, prato cheio para fãs de terror, é um entretenimento imperdível. Eu recomendo! Abraços!

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

O Chamado 3

 Após uma ausência de exatos doze anos, a terceira parte de uma franquia de sucesso do terror finalmente chega às telas. Dessa vez, resolveram investir num diretor novo, da Espanha, F. Javier Gutiérrez, e também não há no elenco nenhuma presença dos episódios anteiores.

 Assim como hábito no gênero, o prólogo, em um voo, já causa expectativa de suspense e mistério. Fora isso, as fitas caseiras da garota Samara ainda continuam sendo copiadas por àqueles que assistem aos vídeos, com o intuito de terem suas vidas preservadas. E é o que acontece com a jovem Julia, que acaba vendo o filme e se vê obrigada a tomar uma atitude para preservar sua vida. O mesmo sucede com seu namorado Holt, que também assistiu à fita e recebeu o aviso de que morrerá em sete dias.

 Como mencionado anteriormente, o prólogo já cria uma boa atmosfera. No entanto, o roteiro, de David Loucka, Jacob Estes e Akiva Goldsman, acaba se esquecendo de sustos maiores em uma produção de entretenimento que deveria ter como objetivo deixar a plateia arrepiada. Infelizmente, há muita expectativa de mistério mas nenhuma cena impactante ou convincentemente assustadora. Os roteiristas se fixaram em desenvolver a origem da garota Samara, mostrando até mesmo o quanto foi vítima de maus tratos no passado. Ou seja, acaba se aproximando mais do drama do que outra coisa, o que certamente decepciona os fãs do gênero.

 Além disso, essa ideia de reproduzir fitas VHS não é mais convincentes nos dias de hoje; afinal, quem ainda tem videocassete? Em todo caso, as cópias também são realizadas através da inernet, deixando a trama um pouco menos ultrapassada; mas nem por isso salva a história, que pelo menos tenta ser surpreendente no fim e deixa uma porta para outra possível sequência.

 Num elenco de gente nova e pouco conhecida, há atores que não comprometem, ainda que sejam apáticos, caso dos protagonistas, a italiana Matilda Lutz e o britânico Alex Roe (de "A 5ª Onda"), e também coadjuvantes veteranos, como Johnny Galecki e Vincent D´Onofrio.

 Enfim, mesmo sendo um retorno que agrada muito a plateia, é um trabalho fraco e pouco inspirado, fica num meio termo tolo e sem ritmo. Caso haja outras continuações, espero que não fiquem a desejar. Abraços.

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

O Escaravelho do Diabo

 Eu sempre pensei que os livros juvenis da série vaga-lume deveriam virar filmes, pois suas narrativas seguem ao estilo cinematográfico. Isso nunca aconteceu, infelizmente, o que é uma pena, pois o público iria aprovar essa iniciativa. Mas agora temos a grata surpresa de encontrar nas telas o clássico do gênero, "O Escaravalho do Diabo", simplesmente um dos mais (senão o mais) famosos de toda a série, uma história densa policial, com momentos de tensão e terror.

 Trata-se de uma adaptação de livro de Lúcia Machado de Almeida, feita por Melanie Dimantas e Ronaldo Santos, dirigida por Carlo Milani, codiretor de algumas novelas da globo, e que fez sua estreia na tela grande de forma bem-sucedida. Quanto ao filme, estranhos assassinatos vão ocorrendo na bela cidade fictícia interiorana Vale das Flores, sendo o universitário Hugo a primeira vítima. Na verdade, trata-se de um assassino que, sabe-se lá por qual motivo, mata apenas pessoas ruivas, que recebem antes de morrer, um escaravelho dentro de uma caixinha. Assim, o garotinho Alberto, irmão de Hugo, se associa ao Inspetor Pimentel, que não esconde o fato de estar com início de Alzheimer, para investigar os assassinatos. A coisa se complica, quando a ruivinha Raquel, paixão de Alberto, pode ser a próxima vítima.

 Eu, como qualquer pré adolescente de início de anos 90, li O Escaravelho do Diabo, e guardo na memória toda a narrativa. Os roteiristas fizeram algumas mudanças, que de início eu não aprovei, mas até que ficaram bacanas. No livro, Alberto é adulto e mais velho que Hugo, por exemplo. Alguns personagens da literatura não entraram no filme, e foram substituídos por outros (como é o caso do jornalista ruivo). No fim das contas, a adaptação foi boa. Há apenas ausência de ação e conflitos mais impactantes no desfecho; todavia, essa ausência também ocorre no livro, que aliás, finaliza a história com muitas revelações, mas pouca ação.

 A fotografia e o cenário da já mencionada fictícia Vale das Flores são visualmente bonitos e atraentes. O problema está no elenco, um tanto irregular. Temos veteranos como Marcos Caruso e Jonas Bloch, interpretando respectivamente, o Inspetor Pimentel e o Padre Paulo Afonso, que são ótimos como sempre (Caruso é responsável pelo alívio cômico, embora o Alzheimer seja algo trágico). O problema mesmo está na inexpressividade dos atores mirins, que não agem com naturalidade e deixam bem claro o tempo todo que estão declamando textos decorados, como é o caso de Bruna Cavalieri (Raquel) e principalmente Thiago Rosseti (o protagonista Alberto). Outro problema é a mistura de ritmos que mais atrapalha do que envolve, pois a atmosfera que mais parecia um policial infantil, repleto de romance e momentos de comédia, vai se tornando mais sombria e assustadora, assumindo mesmo que é terror. Em suma, apesar disso, eu aprovo a iniciativa, e a conclusão foi satisfatória.

 Há no elenco outros nomes famosos em papéis menores, como Selma Egrei, Karin Rodrigues, Jairo Mattos, Celso Frateschi, Isaac Bardavid e Regina Remencius. Espero que outras obras da série vaga-lume tenham suas páginas adaptadas para o cinema. Como eu disse antes, reafirmo, as gostosas aventuras dos livros dessa série merecem a dignidade de terem suas adaptações conferidas na tela. Esse aqui eu recomendo com todas as letras, vale a pena. Abraços!

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Annabelle

 Estava demorando! Afinal, quando assisti ao grande sucesso "Invocação do Mal", o que mais me chamou a atenção foi uma pequena participação da demoníaca boneca Annabelle, no início. E naquele momento eu já imaginei que seria muito legal ter um filme com a dita cuja. Felizmente, os produtores de Hollywood pensaram da mesma forma, e o filme surgiu.

 Em meados dos anos 70, um jovem casal, John e Mia Gordon, cuja esposa está grávida, tem sua casa invadida por discípulo do maníaco satanista Charles Manson, e sua namorada endemoniada chamada Annabelle. O casal é socorrido pela polícia no último segundo, e os invasores são mortos. Antes de morrer, contudo, Annabelle segura uma das bonecas de Mia, e transfere seu espírito para ela. Algum tempo depois, coisas bizarras começam a acontecer na casa, como objetos que se movem constantemente. Acreditando que a casa está assombrada, o casal muda-se para um apartamento. A tal boneca os acompanha na mudança, e o novo lar também é assombrado. Desesperada, Mia tenta descobrir o que está acontecendo e provar que não está louca, enquanto é atormentada pelo espírito de Annabelle.

 Se você pensa que assistirá a uma nova versão do Chucky, protagonista da série "Brinquedo Assassino", esqueça! Afinal, Chucky era engraçado, satírico, carismático, e falava mais que a boca! Diferente dele, Annabelle não fala, nem se move, apenas assusta com sua expressão demoníaca e um olhar perturbador. Ou seja, ela faz coisas bizarras e assustadoras acontecerem, mas sem praticar algum tipo de ação. A história, de fato, é repleta de clichês, desde portas trancadas e "padres voando", e além disso, a impressão de que "ficar com uma boneca medonha e horrorosa como essa é coisa de gente insana", acompanha a mente do espectador durante toda a projeção. Sem contar, que livrar-se da boneca seria a coisa mais sensata a se fazer, já que torna-se evidente que ela está por de trás das maldades que vão sucedendo. Porém, se isso acontecesse, não teria filme.

 Apesar dos clichês, gostei do filme, e recomendo. Não há, afinal de contas, nenhuma possibilidade de se assistir a um terror extremamente assustador, depois que um sujeito chamado William Friedkin realizou o rei das produções do gênero, O Exorcista, em 1973. Os sustos fáceis, ainda que previsíveis, causam bons momentos de tensão, e há algumas sequências de tirar o fôlego, como àquela do elevador, em que o mais assustador é a expectativa que a mocinha sente de que algo pior irá acontecer, caso ela permaneça por lá. Sim, é bem verdade que a fita faz muitas referências a filmes como "O Bebê de Rosemary" (sobretudo no berço do bebê e no nome da mocinha, homenagem à atriz Mia Farrow, que fez Rosemary) e "O Grito" (por conta do cenário ser um prédio "assombrado"); mas isso não estraga o prazer de se assistir a este "blockbuster do medo" porque o diretor John R. Leonetti (de "Mortal Kombat - A Aniquilação" e "Efeito Borboleta 2") constrói uma atmosfera intrigante e densa, prendendo facilmente a atenção do público. Apenas esperava que o roteiro (de Gary Dauberman) centralizasse a ação na história real das duas enfermeiras que dividiam um apartamento e foram aterrorizadas por Annabelle (na verdade, elas aparecem no começo, e o final sugere que a inevitável sequência será com estas personagens).

 No elenco, ainda que possa parecer brincadeira, a atriz central se chama Annabelle Wallis (que fez participações em "X-Men: Primeira Classe" e "W.E. - O Romance do Século"), e dá conta do recado com muita competência. O ator que faz o marido, um certo desconhecido chamado Ward Horton, é mais apagado, mas há também a veterana (e ótima) Alfre Woodard (já indicada ao Oscar no passado, como coadjuvante por "Retratos de Uma Realidade", e que fez um interessante papel em "12 Anos de Escravidão"), num personagem de destino previsível, a vizinha que entende de ocultismo, o que não deixa de ser outro clichê.

 Enfim, apesar de se ter uma Annabelle extremamente exagerada (fala sério... quem iria querer uma boneca como essa?), e de o final citar descaradamente o já mencionado "O Exorcista", creio que vale conferir. Mas, creio também, que a produção não merece uma reprise. Bom, eu afirmo que gostei razoavelmente (o que já é bom sinal). Quem quiser que tire suas próprias conclusões. Abraços!

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domingo, 28 de setembro de 2014

Isolados

 Nos últimos tempos, o Brasil tem assumido uma atitude mais comercial com o seu cinema, e tem enveredado por gêneros comuns no cinemão americano, como o suspense e o terror, algo raro por aqui. Esse ano tivemos "Confia em Mim", e agora esse "Isolados", que possui um argumento mais voltado para o sobrenatural.

 Um casal, formado por um psiquiatra e uma paciente atormentada, resolve passar uma temporada numa casa de campo em algum lugar do interior. O problema é que o rapaz descobre, numa parada para gasolina, que perigosos assassinos estão a solta na região, e já mataram várias mulheres. Como ele está quase chegando no destino, resolve esconder essa informação da esposa. Mas o medo e a paranóia reinam constante na casa isolada, principalmente quando a jovem resolve fazer alguns passeios pela região.

 Apreciei bastante a atitude do cinema nacional em produzir fitas de gênero. Oras, por que não? Com produções assim, a tendência é despertar ainda mais o interesse do público em geral, que se delicia com histórias aterrorizantes. O roteiro, do próprio diretor Tomas Portella e Mariana Vielmond, não é exatamente o de uma história de horror, mas vai se assemelhando a esse gênero com as reviravoltas e as atitudes dos personagens, que sempre surpreendem. O grande problema são algumas pistas falsas sobre o passado dos protagonistas, o que cria expectativas sobre algum fato inusitado que surgirá em qualquer momento. Mas isso não sucede, e fica evidente o quanto o uso dos flashbacks foi desnecessário. Outro problema é a tentativa de se criar tramas paralelas, na pele de dois policiais que investigam os crimes da região, algo mal desenvolvido. Além disso, o cenário que serve de palco para o casal central, a casa isolada, é bonita por fora, mas totalmente desconfortável e rústica por dentro, enfim, um local que mais espanta do que atrai turistas. E há muitos clichês que fazem lembrar filmes como "Pânico na Floresta", "Sob o Domínio do Medo" e "O Sexto Sentido". Em todo caso, o entretenimento é garantido, e a película funciona. Afinal, não se pode esperar o máximo de criatividade em um gênero pouco explorado no país (com exceção das produções do Zé do Caixão).

 O diretor Portella, que fez antes a comédia "Qualquer Gato Vira-Lata" se saiu muito bem e constrói uma atmosfera agonizante e assustadora. Seu maior triunfo foi deixar os atores bem a vontade. Tanto Bruno Gagliasso quanto Regiane Alves atuam com muita segurança e encarnam nos medos, traumas, comportamentos e caráter dos personagens de forma surpreendente. Há também uma participação do recém falecido José Wilker (em seu último filme, a qual recebe uma bela dedicação no final), no papel de um médico, chefe do jovem interpretado por Bruno.

 Vale conhecer, se divertir e prestigiar esse simpático e aterrorizante suspense que, mesmo apesar de muitas falhas, é digno e respeitável. Que os nossos roteiristas possam se inspirar nele e desenvolver novas histórias desse estilo. Eu curti! Abraços!

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Carrie - A Estranha (2013)

 Como tornou-se moda refilmar filmes famosos de terror nos anos 70 e 80, agora aconteceu com esse remake de um clássico do gênero de terror, que havia sido dirigido por Brian DePalma em 1976, e foi responsável por colocar no mapa os nomes de Stephen King, Sissy Spacek, John Travolta e do próprio DePalma. A diretora da vez é Kimbery Peirce (de "Meninos não Choram").

 Creio que o filme seria mais interessante se fosse feita uma nova leitura do popular livro do Stephen King, com momentos inéditos, não explorados pelo filme de DePalma, nem pela versão feita para tv em 2002. Contudo, o roteiro de Lawrence D. Cohen e Roberto Aguirre-Sacasa, prefere seguir a risca o filme de 76, mais que o livro. Ou seja, com algumas atualizações para o nosso tempo (com direito a tablets e sites de relacionamentos) e com algumas alterações em cenas, trata-se praticamente de uma xerox do original.

 Para quem não conhece ainda a história, vamos lá. Carrie White é uma garota reprimida pela mãe fanática religiosa, e é vítima de bullying na escola. Após ter sua primeira menstruação no chuveiro do colégio, é vítimas das brincadeiras de mal gosto das garotas. Uma delas, Sue Snell, contudo, se arrepende da brincadeira de mal gosto, e para se redimir, pede para o próprio namorado, Tommy Ross, convidar Carrie para o baile. A garota acaba por aceitar, contrariando a vontade da mãe, e vai para o baile onde a vingativa Chris Hargensen prepara algo terrível contra a garota. O que ninguém imagina, todavia, é que Carrie tem poderes telecinéticos, e se vinga de todos que a humilharam, num verdadeiro banho de sangue em que até os inocentes são punidos.

 O problema do filme é que sentimos constantemente a falta da mão experiente do talentoso DePalma, com sua típica linguagem cinematográfica: a trilha sonora angustiante, a divisão da tela em partes, a câmera lenta nos momentos mais arrepiantes... Tudo isso faz falta! As cenas de morte, por outro lado, são mais detalhadas. Porém até isso, emburrece! A cena em que Carrie se  vinga de Chris é longa demais e nada interessante. Aliás, a atriz que interpreta a vilã, uma certa Portia Doubledday (de "Vovó Zona 3"), é muito ruim e feia, fazendo os saudosistas sentirem falta da intérprete original, Nancy Allen.

 Falando nisso, no elenco a já popular e veterana garota Chloe Grace Moretz, após chamar a atenção da crítica e público no terror sobre uma vampira mírim, "Deixe-me Entrar", não faz feio e segura bem o papel. A excelente Julianne Moore interpreta a mãe fanática, em mais um bom papel e com maquiagem pesada, e outra boa atriz, Judy Greer (de "Os Descendentes") faz a professora de educação física, que defende Carrie. Há também uma garotada atraente nos outros papéis,Gabriella Wilde como Sue, Ansel Elgort como Tommy, Alex Russell como Billy... etc.

 No fim das contas, não é um filme ruim. Mas exaustivamente lento para quem conhece o original de letra. Nem mesmo as atualizações chamam a atenção. Apenas me irrita o fato de ter assistido ao filme em sua versão dublada. Pelas barbas do profeta: Por que essa moda infeliz de dublar tudo que é filme ? Quase não há mais produções originais com legendas em português! Isso aborrece ainda mais o passatempo... Abraços!

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domingo, 7 de julho de 2013

Guerra Mundial Z

 Em épocas de "The Walking Dead", pode-se dizer que os zumbis estão na moda. E por isso, não perdi tempo e fui conferir essa superprodução nos cinemas, depois de uma longa ausência em que fiquei apenas assistindo aos filmes fazendo download aqui em casa. E eu não poderia ter tido um retorno melhor, pois trata-se de um blockbuster de primeira linha, talvez o melhor do ano. 

 Admito que eu mesmo estava aguardando o velho clichê em que um grupo de pessoas se une para lutar contra assustadores mortos-vivos! Afinal, é isso que agrada espectadores assíduos que acompanharam os clássicos de George A. Romero, e que acompanham o sucesso televisivo de The Walkind Dead. Felizmente, isso não sucede, e temos aqui, o filme mais original até o momento sobre o tema.

 O diretor Marc Forster ("Em Busca da Terra do Nunca", "O Caçador de Pipas") e o time de roteiristas (Matthew Michael Carnaham, Drew Godard, Damon Lindelof) resolveram concentrar a ação em um personagem central, ao invés de centralizar um grupo de pessoas como em vários filmes. Esse personagem é Gerry Lane, representante da ONU, que tem a missão de descobrir o que fez com que o mundo todo sofresse uma terrível pandemia, em que diversos zumbis começam a atacar os seres humanos, por toda parte do planeta.. Os sobreviventes se refugiam em um navio controlado pelo exército da marinha, incluindo a esposa e as filhas do herói. E ele tem um determinado prazo para conseguir encontrar uma solução! Caso contrário, sua família será deposta do navio, que se encontra superpopulado. Então, Gerry terá que lutar contra o tempo.

 Talvez a sinopse não demonstre o grande espetáculo que o filme é. Trata-se de uma mistura perfeita de ação e terror, que não desagrada o público de nenhum desses gêneros. Aliás, até mesmo quem não gosta de terror, terá uma tendência forte a gostar desse que é o filme mais caro sobre o tema feito em Hollywood. Os efeitos especiais, a direção de arte, a fotografia, enfim, tudo se encaixa adequadamente. Há muitas cenas de suspense, que realmente, são de tirar o fôlego, sobretudo, no instante em que o herói está em Israel, onde um muro muito alto foi construído para salvar a população, dos sanguinários zumbis. Porém, nem esse muro consegue conter a fúria dos mortos vivos. Aliás, outro ponto interessante está na caracterização dos zumbis, que são extremamente velozes, e estão bem distantes daquele tipo de zumbi mole, caindo aos pedaços, típicos dos filmes de Romero. Outra coisa interessante: eles não atacam pessoas que já estão em estado terminal, tornando-as imunes à sua fúria (talvez eu tenha revelado demais aqui, hehehe).

 Quanto ao elenco, o mega astro Brad Pitt demonstra não se envergonhar da idade que já eixa marcas na pele (já está com 50 anos), nem nas olheiras, e dá a cara a tapa, se encaixando adequadamente na pele do herói. O demais atores são menos famosos. Temos o Matthew Fox, de Lost, o veterano David Morse, num papel pequeno, mas importante, uma moça que fez muito tv, e que tá começando carreira no cinema agora chamada Mireille Enos, como a esposa de Pitt. Mas, quem acaba roubando a cena é uma atriz israelense chamada Daniella Kertesz, que aparece em cena como uma militar de Israel como se fosse figurante. Inesperadamente, torna-se a co-estrela da fita, e ajuda o personagem de Pitt em muitas cenas de batalha (outra cena arrebatadora é a do ataque no avião).

 Enfim, assim como eu já havia dito sobre o mais recente filme da série Missão Impossível em 2011, hoje  digo o mesmo sobre Guerra Mundial Z: é o blockbuster do ano! ágil, inteligente, surpreendente, divertido. Claro, não temos aqui explicação sobre a origem da pandemia de zumbis (nesse aspecto, se assemelha com outros filmes dessa temática), mas deixa uma porta aberta para uma provável sequência, o que talvez não seja uma boa ideia, apesar de quase inevitável). Mas o ingresso vale, certamente. E vai uma dica: de segunda-feia, o valor é muito barato, até mesmo o 3D! Então, confiram! Abraços!

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terça-feira, 13 de março de 2012

A Mulher de Preto / Cada um tem a Gêmea que Merece

Fiquei bastante tempo afastado dos cinemas, pois conferi, mesmo que em casa, os filmes indicados ao OSCAR. Definitivamente, o cinema está muito caro, e encontrei uma forma de acompanhar os últimos lançamentos cinematográficos em casa através da internet. Não acho isso formidável, pois valorizo muito a tela grande. Enfim, lógico que não abandonei o cinema, e assisti a dois filmes pouco badalados, se comparados com os acadêmicos.

O primeiro deles foi o suspense A Mulher de Preto, dirigido pelo pouco conhecido James Watkins (que é roteirista de alguns filmes do gênero), adaptado do livro de Susan Hill pela roteirista Jane Goldman. Trata-se de um thriller eficiente e até assustador sobre um jovem corretor viúvo que é designado para o interior da Inglaterra, com o intuito de vender um casarão abandonado e assombrado. Conforme a lenda, esse local é possuído pelo espírito da personagem-título da trama. Quando alguém vê o seu vulto, uma criança morre misteriosamente. Dessa forma, o nosso herói é visto com maus olhos pela população local, pois acreditam que ele poderá atraí-la e fazer com que as misteriosas mortes continuem.

Gostei bastante do filme, pois é uma boa sacada para o gênero. Tem um clima perturbador e angustiante, além de uma bela fotografia. Apenas faço concessão na escolha do protagonista, o para sempre eternizado Harry Potter, Daniel Radcliffe, que não convence em hipótese alguma como viúvo. Não sei se essa foi a escolha adequada para fugir do esteriótipo adquirido com o famoso bruxinho interpretado por ele. Em todo caso, ele também não estraga o passatempo.

No elenco, presenças também de Ciarán Hinds ("Munique", "Miami Vice", "Sangue Negro") e a indicada ao OSCAR desse ano, Janet McTeer (por "Albert Nobbs") como o único casal da cidade que acolhe Radcliff, e que teve seu filho morto em circunstâncias misteriosas. Com um final surpreendente, embora um pouco decepcionante para muitos, A Mulher de Preto torna-se um agradável passatempo para os fãs do gênero.

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O outro filme, me arrependo até agora de tê-lo visto na tela grande. Trata-se daquela bobagem chamada "Cada um tem a Gêmea que Merece". Atribuo a culpa à minha esposa Gisele, que, ingenuamente, deixou-se enganar pelo trailer.

Nunca gostei de Adam Sandler, o acho um ator forçado, canastrão, e nem um pouco engraçado (o único filme dele que eu me simpatizei foi o "Click"). Aqui, o cineasta Dennis Dugan, que já fez diversas parcerias com Sandler, compromete mais uma vez o ator, dessa vez em dose duplas: como um produtor de comerciais de tv e sua irmã gêmea, solteirona e desengonçada!

Pois é, a partir daí, qualquer comentário torna-se inócuo. O que posso dizer, é que a gêmea do título resolve passar uma temporada com o irmão e a família, e apronta as mais bizarras confusões, por conta de seu jeito atrapalhado e exagerado de ser. O que acaba chamando a atenção é que o interesse romântico para a "protagonista" é o ator Al Pacino, que interpreta a si próprio (!), o que demonstra o estado de bom humor do veterano ator, de "O Poderoso Chefão" e "Perfume de Mulher" (há até uma brincadeira com o OSCAR que ele ganhou por esse último filme). Ainda no elenco, a sra. Tom Cruise, Katie Holmes, interpreta a esposa de Sandler, de uma forma apática e com cara de paisagem, enfim, com pouco o que fazer; e Johnny Depp também faz uma ponta como ele mesmo.

Como era de se supor, o filme foi indicado a diversos framboesas de ouro, premiação dedicada aos piores do ano. Obviamente, Sandler concorre, assim como Pacino e Holmes. Pior ainda é assistir ao filme dublado. A forçada (e proposital) voz feminina da irmã gêmea é tão ridícula, que pode provocar gargalhadas. E o final apresenta o típico clichê de que, apesar de tudo, o que vale é a união da família. Isso, aliás, até soa grosseiro, pois uma gêmea dessas é bem melhor manter distância.

Concluindo, quem tolera Sandler (e ele, apesar de tudo, tem seus defensores!), e apenas estes, vão se divertir. E o filme tem mesmo a cara dele, pois ele é um dos roteiristas, ao lado de Steve Koren. Em todo caso, aceitem meu conselho e fujam! É melhor esperar chegar na sessão da tarde da globo! Abraços!!!

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Premonição 5

Há um tempo atrás, eram poucos os filmes que estreavam em versão dublada na tela grande. Normalmente, isso ocorria com desenhos animados ou filmes para a família. Agora, essa onda pegou e tudo que é filme estreia em versão dublada. Pra mim, isso é ruim pois as dublagens não são boas, e o filme soa falso. A situação piora quando se trata de filme de terror. E eu não consegui assistir Premonição 5, em sua versão original com legendas! Fazer o que? O jeito foi encarar dublado mesmo...

Bom, como já havia publicado aqui, detestei o 4, já muito desgastado, cansativo e nada original (nem nas mortes). Mas me surpreendi com essa 5ª parte dirigida pelo novato Steven Quale, que apresenta bom clima de suspense, ao deixar a plateia apreensiva nas cenas de mortes (aqui, mais interessantes, e também muito violentas!).

Em todo caso, a fórmula se repete. Um jovem tem uma premonição, na qual uma ponte desaba, e ele e seus amigos, que estariam em um ônibus que os levariam para um treinamento da empresa em que trabalham, morrem em série. Após prever isso, tira os amigos do veículo e os salva. Entretanto, como todo mundo sabe, a morte não gosta de ser enganada.

Como vocês perceberam, nenhuma novidade em relação aos filmes anteriores. Mas, o que torna Premonição 5 atraente ( se é que se pode dizer assim ) é exatamente o pânico e a adrenalina que o roteiro ( de Eric Heisserer e Jeffrey Reddick, esse último também roteirista dos 4 anteriores ) oferece no instante em que a morte "trabalha". Ou seja, o suspense aqui não é saber quem vai morrer primeiro ( pois isso fica bem evidente ), mas sim, como a pessoa vai morrer. Uma outra sacada interessante, é quando o protagonista descobre algo inédito: se você matar alguém, ou seja, entregar uma outra vida para a morte, você se torna imune! Portanto, já dá pra saber o que se deve esperar...

No elenco, não há nomes famosos, e os atores jovens são bastante apáticos ( mas não estragam ). Um deles, inclusive, é a versão teen de Tom Cruise, um certo Miles Fisher, muito parecido com o astro de Missão Impossível. Apenas os atores negros e coadjuvantes são um pouco conhecidos: Courtney B. Vance ( de "Mentes Perigosas" ) como um policial, e o eterno "Candyman" Tony Todd, que retorna no papel do legista do primeiro filme da série ( alguém se lembra? ).

Enfim, em se tratando de uma sequência, o filme supera as expectativas. Os efeitos técnicos, inclusive, são convincentes e eletrizantes; a cena do desabamento da ponte é de 1ª qualidade, e só ela já faz o filme valer. E o final apresenta uma surpresa extremamente inesperada, o que torna o suspense melhor ainda. Realmente, eu fiquei admirado ( e também entendi o retorno do personagem de Todd ). Para quem é fã do gênero, não se decepcionará de "Premonição 5", para mim, a sequência de horror mais bem-sucedida do ano! Um grande abraço para todos!

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pânico 4

Eu imaginava que a série se encerraria como uma trilogia, e me surpreendeu esse quarto episódio; afinal, o último é de nove anos atrás... Enfim, prefiro uma sequência, ainda que tardia, do que mais uma refilmagem, como dita a nova moda agora... Bom, não é segredo para o leitor desse blog o quanto eu gosto de filmes de terror, pois me tornei cinéfilo através desse gênero. E os três filmes anteriores da série, eu conferi no cinema. E é lógico que procedi da mesma forma com esse quarto episódio.

Se os filmes de terror fizeram enorme sucesso nos anos 90, os méritos são do primeiro Pânico (de 96), e de seu fiel diretor, Wes Craven, responsável por todos os filmes da série. Afinal, Pânico fez enorme sucesso de público e crítica na ocasião, e elevou as alturas o gênero terror. E o mais bacana, é que ele é autocrítico. A principal intenção é banalizar o esteriótipo do adolescente americano, o comportamento duvidoso que ele assume ao ser influenciado por filmes de terror (isso também é frequente aqui!). E, curiosamente, as sequências também fizeram sucesso, ou seja, a série caiu no gosto do público.

Bom, é óbvio que não temos aqui um roteiro espetacular e brilhante. Mas, o roteirista do primeiro episódio, Kevin Williamson, retorna aqui, e brinda o espectador com diálogos inusitados e referências a outros filmes, desde "Duro de Matar" até o clássico "A Malvada". Enfim, a sobrevivente dos filme anteriores, Sidney Prescott (Neve Campbell) retorna a cidadezinha, que serviu de palco para os crimes em que sobreviveu. Agora, ela é uma escritora, e veio divulgar o livro que escreveu, contando sobre os obstáculos que enfrentou para escapar da morte. Nesse cenário, reencontra o policial Dewey Riley (David Arquette) e a ex-repórter Gale Weathers (Courteney Cox), também sobreviventes das chacinas anteriores. Mas, junto com Sidney, também retornam os assassinatos, que pode estar sendo promovido por qualquer um. Todos são suspeitos...

Os elementos do original permanecem aqui: O assassino possui o mesmo traje, continua ligando para as vítimas antes de matá-las, os policiais são tratados como imbecis, e as mortes são mais esplícitas. Aliás, há um excesso de personagens no filme, que nos são apresentados logo de cara. A partir de então, é fácil prever que o sangue vai rolar. Além disso, Craven usa e abusa desse excesso de gente para construir pistas falsas na identidade do assassino. Aliás, quando ela é revelada, admito que fiquei bastante surpreendido. E, sem dúvida, a grande cena do filme, é a dramatização do assassino, que não mede esforços em se ferir de todas as formas possíveis, para se passar por vítima, por herói. Espero não estar revelando muita coisa. Em todo caso, é bastante oportuna essa crítica ao poder da fama.

Quanto ao elenco, Neve Campbell retorna madura e talentosa no papel da heroína. E o ex-casal na vida real David Arquette-Courteney Cox atuam a vontade e com bom humor nos seus personagens que, diferente do que aconteceu na realidade, permanecem casados na ficção. Fora eles, Emma Roberts, sobrinha de Julia Roberts, interpreta a mocinha da vez. Ela herdou a voz da tia, mas não o talento. Apática e sem-sal, tende a cair no anonimato. Atuam também Marley Shelton (de Sin City - A Cidade do Pecado) como policial durona; a veterna Mary MacDonnell, já indicada ao Oscar por Dança com Lobos, e Tudo Pela Vida, como a tia de Sidney; um certo Rory Culkin, irmão de Macaulay e Kieran, como um adolescente nerd e viciado em filmes de terror; Heather Graham (Boogie Nights - Prazer sem Limites) numa participação; e Kristen Bell (Quando em Roma, Burlesque) e a oscarizada Anna Paquin (por O Piano) em um dos três prólogos do filme (sim, dessa vez são três, o que eu achei bem legal!).

Enfim, logicamente não é um grande filme, mas eu me diverti e indico para todos que são fãs da série, e também para quem ainda precisa descobri-la. Abraços!

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uma Noite Alucinante

( EUA 1987 ). Direção: Sam Raimi. Com Bruce Campbell, Sarah Berry, Dan Hicks, Kassie de Paiva, Ted Raimi. 82 min.


Sinopse: Casal se instala em uma casa localizada no meio da floresta, e são atacados por espíritos malignos que os aterroriza e os possui.

Comentários: Seqüência de "A Morte do Demônio", realizado dois anos depois pelo mesmo Raimi. Novamente protagonizado por Bruce Campbell, o filme obedece as regras das continuações de filmes de terror: as idéias são mais fracas, e as cenas de morte, mais originais. Na verdade, essa seqüência mais parece uma refilmagem do que continuação. Afinal, com exceção de Bruce, os personagens são outros, mas os acontecimentos são os mesmos. O que mantém o interesse aqui, é o fato dos roteiristas Raimi e Scott Spiegel terem desenvolvido melhor àquilo que trouxe os espíritos para a terra: um livro de magia negra. Além disso, os efeitos especiais são eficientes, considerando a época e o gênero. Há também mais humor que o original, sobretudo na figura apalermada de Bruce Campbell, que se torna mais idiota ainda na segunda continuação de 93. Aliás, o final já deixa uma porta aberta para o terceiro filme da série. O fato, é que a série tornou-se cult, e é bastante prestigiada por fãs do gênero, principalmente pelas esquisitices e pelo clima frenético e alucinado do filme. A maior surpresa, entretanto, é o fato de a série ter sido dirigida por um dos cineastas mais remunerados do momento em Hollywood, Sam Raimi, na época com 28 anos, e bem longe do êxito fenomenal que obteve com "Homem-Aranha". Enfim, com roteiro bobo e incoerente, Uma Noite Alucinante diverte bastante e não desagrada aos fãs de filmes sobre espíritos.

Por que comprei o filme: Estou entre aqueles que apreciam o gênero. Afinal, comecei a me aproximar do cinema justamente com as fitas de terror. Desde pequeno, já conhecia o filme nas prateleiras de vídeos-locadoras, mas não esperava que ele fosse fazer tanto sucesso de público. É claro que o elenco é desastroso e a estória sem pé nem cabeça (por que será que o herói voltou a cabana, após as atrocidades ocorridas no filme anterior?). Mas, admito que me diverti com os efeitos especiais, sobretudo com as confusões armadas pela mão decepada e a dança da mulher cadáver na floresta. É, sem dúvida, um cult trash arrepiante e engraçado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Deixe-me Entrar

De fato, Hollywood não perde tempo quando se trata de refilmar bons filmes de terror de outros países. Isso ocorre normalmente com filmes asiáticos; dessa vez, contudo, a bola do momento foi um famoso filme sueco, e que ficou bastante tempo em cartaz aqui no ano passado (sobretudo no Espaço Unibanco Pompeia), Deixe Ela Entrar. Gostaria de ter maior referência em relação ao original, mas, até o momento, infelizmente ainda não o assisti; por isso, não posso fazer comparações. Mas, posso dizer que a refilmagem americana é acima da média.

Se é necessário Hollywood "xerocar" produções de terror de outros países para conseguir bons resultados, então está tendo êxitos nessa empreitada. Bom, quanto a sinopse, o menino Owen ( Kodi Smit-McPhee, de "A Estrada"), mora com a mãe recém-divorciada, e é vítima de bullyng na escola. Tudo parece mudar na sua vida, entretanto, quando é agraciado pelo afeto e solidariedade da nova vizinha, Abby ( Chloe Grace Moretz, de "500 Dias Com Ela" ). O problema é que a menina é uma vampira, e se descontrola quando necessita de sangue. A partir de então, uma série de assassinatos passa a ocorrer.

Contando com as excelentes performances dos dois atores mírins, o diretor e roteirista Matt Reeves ( de "Cloverfield - Monstro" ) supera as expectativas do mais exigente fã de filmes do gênero, ao nos apresentar um clima sufocante e sombrio e bela fotografia escura, em adaptação de livro de John Ajvide Lindqvist. Aqui, não temos apenas um relacionamento afetivo de dois seres marginalizados pela sociedade; temos um filme de vampiros, de 1ª qualidade, tratado com muita seriedade e pavor (quem espera alguma coisa no estilo "Crepúsculo" estará vendo o filme errado).

Ainda no elenco, há a presença do ator canadense Elias Koteas ( de "Zodíaco" ), como o policial que investiga os assassinatos em série, e também do veterano Richard Jenkins ( de "O Visitante" ), no papel do suposto pai da vampira. Minha próxima missão é a de assistir ao original sueco que, certamente, é superior a essa versão. Ainda assim, gostei muito desse filme, e indico para àqueles que como eu, apreciam um bom filme de terror. Até mais!!!

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pânico na Neve

Não conhecia o diretor Adam Green, um cineasta promissor do gênero terror/suspense, que fez bastante sucesso em premiações de filmes de terroc com Hatchet (que eu também desconheço). Por isso, assisti Pânico na Neve sem grandes expectativas. Mas é, definitivamente, acima da média.

Green, que também é o roteirista do filme, em sua metragem não muito longa, nos apresenta um filme perturbador, angustiante e assustador. Não é exatamente um filme de terror, pois os vilões não são nem fantasmas, nem qualquer outro tipo de ser sobrenatural. Mas, as situações apresentadas na tela, são capazes de amedrontar muito mais do que um assassino mascarado com uma faca na mão.

Com elenco desconhecido (praticamente três atores em cena), Pânico na Neve fala sobre três jovens (um rapaz, a namorada e o melhor amigo) que resolvem esquiar no gelo, em um típico parque de diversões. O problema se acentua quando todos eles são esquecidos em um teleférico, enquanto o parque é fechado. A partir de então o desespero toma conta da cena, já que a temperatura cai, surge uma tempestade de gelo (que queima o rosto deles) e, de quebra, lobos ferozes e famintos os vigiam lá de baixo. Enquanto tentam encontrar uma solução para sair dessa enrascada, passam por conflitos pessoais (em que as diferenças tornam-se claras) e muito desespero. Principalmente, quando suas vidas passam a estar por um fio.

Enfim, fiquei bastante entusiasmado com o filme, sobretudo por conta da originalidade do roteiro, em trabalhar com uma sinopse que apresenta uma situação não muito fora do comum, e sem superficializar as personagnes (que não são heróis, apenas pobres mortais lutando para salvar sua vidas). Como eu disse, é um tema perturbador e que chega a incomodar àqueles que não têm domínio sobre as emoções. Mas fica aqui minha dica de recomendação. E vamos guardar o nome Adam Green, que promete um futuro bem-sucedido nas telas. Fiquem com Deus!

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O Lobisomem

Faz uma semana que assisti a esse filme no cinema. Nunca demorei tanto tempo para postar um filme inédito que vejo na tela grande, mas as férias foram embora, o que dificultou um pouco a minha pontualidade no blog. Esse filme, eu e a Gisele assistimos no Shopping Aricanduva, quando não conseguimos entrar na piscina do Sesc Itaquera... Assistimos no Cinemark do Interlar, onde as salas são muito ruins!

Bom, o filme é um passatempo agradável, alternando momentos de humor e outros aterrorizantes (achei um tanto sangrento demais). Trata-se de uma refilmagem do clássico de 1942, estrelado por Lon Chaney Jr., Claude Rains e Bela Lugosi. Aqui, quem interpreta o personagem título é Benicio Del Toro, que se enquadra bem no papel, mesmo não tendo pinta de galã (o pior é que ele tenta convencer). Enfim, Del Toro surge na Inglaterra vitoriana após descobrir que seu irmão fora brutalmente assassinado por algo ou alguém, que não parece ser humano. Hospeda-se no castelo de seu pai ( Anthony Hopkins, com seu típico humor britânico ), e se apaixona pela viúva de seu irmão ( Emily Blunt, que apesar de apática aqui, está se tornando estrela ). Sua vida se modifica, quando é atacado por um lobo. E todo mundo sabe o que acontecerá quando surgir a lua cheia...

O cineasta Joe Johnston ( do espetacular Jumanji ) trabalhou propositalmente com uma fotografia escurecida, com o intuito de apresentar um clima perturbador e sombrio. Eu ainda não assisti a produção original de 42, mas o roteiro de Andrew Kevin Walker e David Self seguiu, linearmente, a história do filme anterior. Como disse no início, achei bastante violento para um "terror de época", no estilo "Drácula de Bran Stoker (1992)" ou "Frankenstein de Mary Shelley (1994)". Entertanto, O Lobisomem , mesmo que esquecível, cumpre seu tempo de projeção e entretém o público. Ainda no elenco, o australiano Hugo Weaving (o melhor do filme) no papel do detetive, e a filha do grande Chaplin, Geraldine Chaplin, como uma cigana. Enfim, não há muita coisa a ser dita sobre o filme; achei razoável. O que irrita, de fato, é a deixa, na conclusão, para a possibilidade de uma nova sequência. Infelizmente, isso parece inevitável. Até a próxima!

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Premonição 4

Meus leitores mais constantes sabem que eu gosto de falar sobre os motivos que me levaram a assistir tal filme. Eu e minha esposa fomos ao Shopping Bourbon ver se tinha alguma coisa interessante, mas não havia nada que nos agradasse. Pretendo deixar para assistir o tão aguardado "Alice no País das Maravilhas", do Tim Burton, nas salas IMAX. Aí sim, valerá a pena! Bom, o jeito foi ir ao Center Norte, e o filme que leva o título da postagem foi o que assistimos (em 3D, ainda por cima!).

Não achei tão empolgante assistir Avatar em 3D, mas esse ainda é um filme digno. O meu fraco por filmes de terror fez com que eu pensasse: o 3D valerá a pena. Como estive enganado... Como um bom cinéfilo que se preze, eu sei que sequências de filmes de terror são descartáveis. Mas, o que acaba valendo uma espiada, são as cenas de morte que são mais originais e impactantes. Até isso decepciona... O diretor David R. Ellis e o roteirista Eric Bress, que trabalharam juntos em "Premonição 2" demonstram preguiça e total falta de criatividade, nessa continuação que repete todas as fórmulas dos três filmes anteriores: sempre alguém tem uma premonição, "vê" o desastre que ocorrerá no futuro, tenta alertar as pessoas, não é ouvido, e a morte se prepara para realizar sua função...

Em outras palavras, o filme dispensa comentários; apenas estou postando, porque prometi a mim mesmo, que postaria tudo que assistir na tela grande. Apenas menciono que dessa vez, o cenário escolhido pela morte é uma pista de carros de corrida. Há até uma tentativa de surpresa no fim, mas ela acaba mais aborrecendo do que agradando. No elenco de nomes desconhecidos, o nome mais famoso é do ator negro Mykelti Williamson, que interpreta um guarda, e que fez o amigo retardado mental de Tom Hanks em "Forrest Gump - O Contador de Histórias". Finalizando, economizem o dinheiro e façam algo mais interessante. Abraços!

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