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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

 Este foi o último filme que eu conferi na tela grande em 2014. O fecho de uma trilogia que, ao meu ver, finalizou de forma bem sucedida, com o típico requinte de uma produção milionária, assim como os dois episódios anteriores, sempre comandados por Peter Jackson na direção, e pelo mesmo ao lado de Guillermo del Toro, Phillipa Boyens e Fran Walsh no roteiro adaptado da obra de J.R.R. Tolkien.

 Essa aventura começa exatamente onde terminou a sequência anterior, o que pode prejudicar no entendimento dos leigos que se arriscarem, sem o conhecimento dos outros filmes. Bom, o dragão Smaug está acabando com toda a cidade, cujo arquiteto se inspirou em  Veneza (hehehe). Assim, o hobbit, os anões e os elfos se juntam para detê-lo, sempre acompanhados pelo sempre sábio Gandalf de Sir. Ian McKellen. Após isso, a batalha que existe é inspirada na cobiça de se apropriar das riquezas que estavam ao poder de Smaug. Dessa forma, os anões travam um duelo com os elfos; e para piorar ainda mais, os terríveis orcs também surgem nesse clima de guerra. O líder dos anões, Thorin, passa a ser um risco para todos, pois se mostra o mais obsessivo com toda a riqueza.

 Como eu já havia mencionado antes, sempre tive preocupação com o fato de se desmembrar uma obra literária, relativamente pequena, em três filmes. No final das contas, os dois últimos episódios foram, surpreendentemente, melhores que o primeiro, e repleto de cenas de aventura e ação! Particularmente, gosto mais do segundo, aquele que teria a tendência de ser o mais arrastado e cansativo, o que felizmente não sucedeu.

 Não gostei apenas do fato do dragão Smaug ter sido derrotado muito rápido, simplesmente antes de aparecer na tela o título do filme. Eu, que já li o livro, sempre soube que Smaug não ficaria até o fim da narrativa, mas poderia ter tido mais destaques; mesmo porque o ator Benedict Cumberbatch empresta sua voz para ele com muito profissionalismo. Outro fato que eu não aprecio, e que também já mencionei antes, é o par romântico composto pela bela elfa Evangeline Lilly, e pelo anão galã feito por um certo Aidan Turner, que não transmite química nenhuma. Ainda bem que o bom e velho Legolas do Orlando Bloom surge como obstáculo desse desastroso romance. Aliás, ele está menos mal que de costume, ou talvez eu esteja pegando menos no pé dele.

 Outra coisa: Percebo que as atenções, além do triângulo amoroso, são voltadas para o anão Thorin,do Richard Armitage, dando adeus ao posto de galã para o tal do Turner, e o ser humano valente feito por Luke Evans, que realmente não lembro de seu personagem no livro. Em suma: onde está o hobbit? Aprecio muito o bom trabalho do ator Martin Freeman, mas ele dá um jeito de se esconder no meio de tanta guerra, e não faz praticamente nada.

 Por outro lado, gostei bastante do retorno do trio Chistopher Lee, Cate Blanchett e Hugo Weaving, que fizeram falta na segunda parte. Impressionante o quanto a lenda Chirstopher Lee, aos 92 anos, esbanja talento de sobra, realmente, um grande astro de todos os tempos, vida longa a ele! E adorei mais ainda a excelente cena de luta reservada para a Galadriel de Cate Blanchett. Agora assim, souberam aproveitar o talento de uma das melhores atrizes dos últimos anos, em algo acima de uma mera aparição!

 A conclusão também é boa, retoma o bom humor do primeiro filme da série, há uma simpática aparição do veterano Ian Holm, e sela de vez a ponte com a trilogia dos anéis. Porém, como nem tudo é belo, há algumas mortes também. Enfim, saí feliz da projeção, com a satisfatória sensação de ter visto uma trilogia muito bem feita tecnicamente, que certamente será lembrada no Oscar, e de ter apreciado uma narrativa gostosa e atraente. Enfim, o blockbuster do ano! Não vou aqui comparar cinema e literatura, pois aqui falo apenas de cinema, e aprecio livres adaptações em algumas sequências, pois, às vezes, elas são fundamentais. Portanto, sem um olhar "tolkienmaníaco", recomendo este grande entretenimento. Abraços!

 P.S. Ainda bem que tiraram da cabeça o horrendo subtítulo, "Lá e de volta outra vez". Além de estranho, não é nada comercial. Afff...
 TRAILER:



sábado, 28 de dezembro de 2013

O Hobbit: A Desolação de Smaug

 Bom, tomei o máximo de cuidado para não repetir aqui as mesmas impressões do primeiro Hobbit. Por isso, reli a minha postagem sobre o anterior, para lembrar de alguns detalhes, e não repetir o que já foi colocado (por exemplo, ao sair da sala de cinema já tive o impulso de escrever que Martin Freeman nasceu para fazer o personagem título, coisa que eu já havia explicitado anteriormente). Dessa vez, não me preocupei em assistir em sala IMAX, nem na versão 48 fps, vi em uma sala comum no formato 3D mesmo. E saí de lá satisfeito com o resultado, e aliviado por não ter acontecido duas situações que eu previa, mas que depois falarei melhor.

 Quanto a sinopse, o hobbit Bilbo e os anões continuam em sua jornada para reaver toda a riqueza roubada pelo dragão Smaug. Passam por diversas aventuras ao entrarem em uma perigosa floresta, são surpreendidos pelos horrendos Orcs, com quem duelam, e como se isso ainda não fosse o bastante, também precisam se livrar de elfos que encontram pelo caminho. Mesmo assim, persistem no objetivo inicial, e seguem caminho. Não quero revelar mais para não estragar. Essa sequência possui detalhes que, creio eu, não possam ser revelados para não prejudicar o prazer de se assistir essa produção na tela grande.

 Sim, confesso que gostei muito dessa sequência, e supera o original. Os meus receios eram os seguintes: 1) Trata-se da segunda parte de uma trilogia. O livro, como todas sabem, é curto. E, normalmente, tal como sucedeu com "As Duas Torres", de O Senhor dos Anéis, a tendência é deixar a segunda parte arrastada e cansativa; e 2) Achei algumas cenas de luta de "Uma Aventura Inesperada", óbvias e excessivamente cansativas. Por isso, esperava o pior. Surpreendentemente, entretanto, e felizmente, estava errado. A Desolação de Smaug, afinal, é daquelas produções que segura o espectador do começo ao fim, raramente cansa, e os momentos de batalhas são de deixar o mais criterioso fã do gênero satisfeito com tudo o que se sucede. Duas das melhores cenas são a fuga dos anões dentro de barris pela correnteza (em que se destaca, ainda que só nesse momento, o anão ruivo feito por um certo Stephen Hunter. O personagem poderia ser melhor explorado como alívio cômico, aliás...), e obviamente, o confronto com o dragão. Evidentemente, esse momento clímax é bastante longo e impressionante em todos os detalhes. O que posso dizer é que o danado, literalmente, solta fogo pelas ventas, e não está mesmo para brincadeira. A novidade foi colocar um dos astros do momento, Benedict Cumberbatch (de "Cavalo de Guerra" e "Além da Escuridão -Star Trek"), que está em tudo quanto é filme ultimamente, na voz de Smaug.

Isso tudo é mérito do time de roteiristas comandados por Pete Jackson, os mesmos da trilogia, a esposa Fran Walsh, o cineasta amalucado Guillermo del Toro, mais Philippa Boyens, que tiveram o cuidado e a inteligência de superar Uma Viagem Inesperada, com todos esses grandes momentos de ação. E, diga-se de passagem: tudo o que se espera de uma produção com a grife Peter Jackson está lá. De olho no Oscar, certamente a película será indicada nas categorias que se referem ao som, essa é a grande barbada! Terá chances também na trilha sonora, na excelente fotografia, direção de arte, maquiagem, e em menor escala, na montagem, que é competente, mas não está entre os favoritos. E, desculpem ser mais uma vez repetitivo, Jackson dirigiu no passado "Trash - Náusea Total"! Inacreditável.

 Ainda sobre o roteiro adaptado do universo de J.R.R. Tolkien (que também não terá chance no Oscar, uma pena!), escutei alguns comentários negativos de "tolkienianos" fanáticos, que se posicionaram contra algumas modificações. Oras, cinema e literatura são duas manifestações com linguagens diferenciadas. Muitas vezes, para se concretizar uma obra satisfatoriamente, existe a necessidade de se fazer algumas atualizações. Eu, embora já tenha lido o livro nessa altura do campeonato (ainda que na versão de português de Portugal, emprestado pelo meu amigo Rafel), considero-me leigo no que se refere à obra de Tolkien. Ainda assim, arrisco dizer que a adaptação para as telas beira a perfeição (claro, sem considerar o episódio final que só estreia daqui um ano). Apenas não me recordo do personagem Bard (interpretado por Luke Evans, de "Imortais" e "Velozes e Furiosos 6"). Acho que tal personagem ganhou muito destaque na tela, com núcleo próprio, afinal, mostra-se onde vive com as filhas e o filho, numa cidade que lembra uma espécie de "Veneza dos pobres", e com o risco de sofrer a ira de Smaug no próximo filme (seria spoiler, isso?). Esse, talvez, seja o momento mais cansativo da projeção, mas não compromete, afinal. Todavia, a grande reclamação dos "tolkienianos" é o fato de que na obra não há personagens femininos (ainda que, enquanto lia o livro, imaginava as aranhas como fêmeas, portanto "mulheres", hehehe). E aqui, nós temos a elfa Tauriel, interpretada por Evangeline Lilly (a Kate da série "Lost"). Eu achei oportuna a participação dessa personagem. Afinal, aguentar quase três horas sem nenhuma mulher em cena é sofrível! E, apesar de enxergar a guerreira elfa em atrizes como Jennifer Garner ou Kate Beckinsale, Lilly defende bem a personagem, e pode ser que consiga mais prestígio no cinema. Por outro lado, achei desnecessário, e até bizarro, a possibilidade (ALTA) de interesse romântico entre ela e um anão chamado Kili (interpretado por um certo irlandês chamado Aidan Turner, que eu nem lembrava do anterior). Enfim, tentam colocar o cara como galã, na verdade inexpressivo e sem graça. Seria melhor colocar então o Richard Armitage, que já tinha pretensões de "anão galã" (ele faz o líder Thorin), o que comprometeria menos. Aliás, unir amorosamente uma elfa com um anão seria uma proposta do politicamente correto? Uma mensagem subliminar para se aceitar as diferenças entre as raças? Enfim...

 Quanto ao elenco, além dos mencionados, sinto falta de Christopher Lee (Saruman), o melhor ator do anterior, e também de Hugo Weaving (Elrond) e, evidentemente, Cate Blanchett e sua Galadriel. Cate, ao menos, tem uma rápida ponta, e uma deixa para participação maior no próximo episódio (espero! Afinal, querem colocar mulher em cena, e se esquecem dela? Simplesmente a melhor atriz do ano!). Ah, sim! Nada de Smeagol também... Mas ainda temos Ian McKellen, sempre magnífico como Gandalf, Martin Freeman (desculpa, mas tenho que dizer: NASCEU MESMO PARA SER HOBBIT, não há escolha melhor!), Lee Pace (de "Lincoln") como Thranduil, o "deus" dos elfos, ou coisa que o valha (gosto desse ator, marca presença, e tem possibilidades de se tornar astro) e o britânico Stephen Fry, numa discreta participação como "Master of Laketown", a saber, o mestre da "Veneza dos Pobres". Ah, e aqui, temos o retorno de Orlando Bloom, e seu personagem Legolas da trilogia dos anéis, um ator que particularmente não gosto, acho canastrão e caricato. 

 Enfim, uma superprodução com S maiúsculo, eletrizante, espetacular, ousado e grandioso. Termina de forma satisfatória, deixando o espectador contando os dias para a próxima estreia (foi bem superior ao término da segunda parte de "Jogos Vorazes", esse sim, arrastado e manipulador). Espero mesmo que Jackson feche a trilogia com chave de ouro, e entregue no próximo ano um esplêndido trabalho, como fez agora. Se conseguir a mesma repercussão que o fecho da trilogia dos anéis, "O Retorno do Rei", o que eu acho bem difícil, seria maravilhoso. Em todo caso, sem grandes pretensões, conseguindo o mesmo resultado com essa obra do meio, já está excelente. Bem-vindos a essa grande aventura!

TRAILER:

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tróia

( EUA 2004 ). Direção: Wolgang Petersen. Com Brad Pitt, Eric Bana, Orlando Bloom, Diane Kruger, Brendan Gleeson, Brian Cox, Julie Christie, Peter O'Toole, Saffron Burrows, Rose Byrne, Sean Bean, Tyler Mane, Garrett Hedlund, Julian Glover. 163 min.



Sinopse: Na Grécia Antiga, o jovem Aquiles e seus homens lutam a favor do país na batalha de Tróia. Por outro lado, os irmãos troianos Heitor e Páris batalham até a morte na defesa de suas terras contra os gregos, e protegem a bela Helena, uma espartana que fugiu para Tróia para se casar com Páris.

Comentários: Deslumbrante e belo épico, com excelente fotografia e adequados figurinos (indicados ao Oscar). Assim como Ridley Scott havia feito em Gladiador, ao contar a história de Roma Antiga, o alemão Wolfgang Petersen envereda pelo universo grego antigo, com personagens famosos da mitologia. Como se trata de um épico de ação, espera-se que a duração do filme seja longa; e como o diretor é ninguém mais que Petersen, um especialista do gênero ação, é natural que a fita ultrapasse os 120 minutos, algo típico na carreira do diretor. O fato, é que nem vemos as horas passar, já que Tróia é um espetáculo visualmente perfeito, repleto de cenas de batalhas empolgantes. Alguns críticos massacraram o filme na época de sua estréia, pelo fato de Petersen não ter sido fiel a alguns fatos verídicos (por exemplo, o roteiro de David Benioff não explora a ligação homossexual ente Aquiles e seu primo). Em todo caso, o que vale ressaltar, é que em se tratando da arte do entretenimento, do espetáculo para massas, não há necessidade de explicitar os detalhes da época. O que importa, é que Tróia é uma fita luxuosa e impressionante (se vê na tela todo o dinheiro gasto), capaz de satisfazer os mais exigentes fãs do gênero. Quanto ao elenco, Brad Pitt parece que realmente quis se candidatar como o homem mais sexy de Hollywood, já que aparece em excelente forma física, aos 41 anos, provocando delírios no público feminino. Sua interpretação como Aquiles, contudo, é frouxa e comum. Ou seja, o que ele tem de beleza, falta de talento para interpretar. Mas ele acerta fisicamente no papel do herói grego. Ainda no elenco, Eric Bana e Orlando Bloom interpretam os irmãos troianos. Bloom, aliás, é o oposto de Pitt, e tem aparência mais frágil como o príncipe Páris. No lado feminino, a estrela é a bela Diane Kruger, no papel de Helena, uma promessa de Hollywood que ainda não disse a que veio. Mas a personagem feminina que mais chama a atenção é a troiana capturada pelos gregos, feita pela (ainda) desconhecida Rose Byrne, que é prima de Páris e Heitor. Por fim, as participações dos veteranos Peter O'Toole (o pai dos troianos) e Julie Christie (a mãe de Aquiles) incrementam mais valores para esse belíssimo épico. No fim das contas,o roteiro não é diferente de outro filme do gênero, mas a produção caprichosa de Petersen compensa algumas fracas interpretações e os clichês típicos de filmes épicos. Ou seja, vale a pena embarcar nessa.

Por que gravei o filme: Simplesmente porque é visualmente belo e perfeito. A parte técnica da fita demonstra as altas evoluções cinematográficas do padrão hollywoodiano da atualidade. Tudo isso se destaca perante as fracas interpretações do elenco jovem, e Tróia acaba se tornando um espetáculo de primeiríssima qualidade. Se não fosse isso, ou seja, se o filme de Petersen não tivesse todos esses cuidados técnicos, a fita seria banal e medíocre. Não chega a ser melhor que Gladiador, mas é tão atraente quanto. Gravado na HBO2.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Falcão Negro em Perigo

( EUA 2001 ). Direção: Ridley Scott. Com Josh Hartnett, Ewan McGregor, Tom Sizemore, Sam Shepard, Eric Bana, Orlando Bloom, William Fichtner, Jason Isaacs, Ewen Bremner, Jeremy Piven. 144 min.



Sinopse: Na Somália dos anos 90, um grupo de soldados americanos tem o objetivo de eliminar um general que promove a guerra civil do país e confisca os alimentos que são enviados ao povo, subnutrido pela fome crônica.

Comentários: Produção classe A, com extraordinária edição de som, o que melhora muito se o filme for visto em tela grande. Scott, após o oscarizado Gladiador, dessa vez optou por um tema contemporâneo, e bastante discutido na mídia atualmente: o problema da guerra civil, em países africanos. Dessa forma, ele trabalhou com o roteiro de Ken Nolan (adaptado do livro de Mark Bownem), que tem início interessante ao mostrar o dialógo entre um militar da Somália e o coronel americano interpretado por Sam Shepard, na qual fica bem claro que a guerra sempre vai existir, independente de qualquer intervenção que o país possa vir a ter. Após isso, entretanto, parece que o roteiro não é mais utilizado, já que se inicia uma interminável batalha, com duração de duas horas mais ou menos. Ou seja, as batalhas são apresentadas ao público após os 20 minutos iniciais, e permanecem até os letreiros finais. A intenção de Scott, pelo que parece, foi detalhar com minúcias os horrores da guerra, ao mostrar (como nenhum filme do gênero mostrou antes) as intensas e violentas cenas repletas de tiros de metralhadoras e explosões aéreas. Enfim, durante muito tempo a destruição e a fumaça passam a ser os elementos centrais do filme. Tudo parece tão frenético e desesperado, e por isso acaba sendo uma tarefa difícil identificar os atores em cena, todos vestidos com o mesmo figurino e usando o mesmo capacete. Portanto, Falcão Negro em Perigo vira um espetáculo de guerra com violência extrema e muito sangue, com atores gritando, correndo, atirando e morrendo constantemente. Daí, a confusão que o filme acaba promovendo e deixando o espectador mais eufórico e irritado do que os próprios personagens. Em todo caso, Falcão Negro em Perigo é ousado e inovador, ao menos tecnicamente. Além da edição de som, a fotografia, forte e escurecida ao mesmo tempo, é marcante e extraordinária. Quanto ao elenco, Sam Shepard dá um jeito de se esconder das batalhas em uma sala de controles, e por isso tem mais presença dramática em cena. Os soldados centrais são interpretados por Josh Hartnett, ruim como sempre, Ewan McGregor, que tem a melhor cena quando é atacado por civis famintos. No geral, o filme é bom, ousado, violento e espetacular. Contudo, o assunto poderia ser desenvolvido com mais conteúdo, e direção mais contida. Mas está acima da média. Indicado a quatro Oscar, ganhou dois: montagem e som. Foi indicado ainda para diretor e fotografia.

Por que gravei o filme: Gravado na HBO. Gostei da inovação técnica e das grandes cenas espetaculares de guerra envolvidas por som eficiente e ousada fotografia. Isso já é o suficiente para demonstrar a evolução tecnológica do cinema americano. Além disso, tal tecnologia esconde o fato de que Ridley Scott já teve dias melhores e roteiros mais encrementados com situações dramáticas e humanas. Mas está longe de ser ruim, afinal é um filme de guerra que intenciona apresentar situações reais dentro de uma guerra. Por isso, a violência extrema. Enfim, um filme interessante, ainda que discutível, mas que merece atenção.

sábado, 25 de outubro de 2008

Piratas do Caribe: A Maldição da Pérola Negra

( EUA 2003 ). Direção: Gore Verbinski. Com Johnny Depp, Geoffrey Rush, Keira Knightley, Orlando Bloom, Jack Davenport, Lee Arenberg, Mackenzie Crook, Zoe Saldana, Trevor Goddard, Jonathan Pryce. 143 min.



Sinopse: O pirata Jack Sparrow ajuda rapaz a resgatar a filha do governador que foi sequestrada por perigosos piratas, liderados pelo temível pirata Barbosa.


Comentários: Super-produção da Disney que fez tremendo sucesso nos cinemas (inclusive aqui no Brasil) e que até agora já gerou duas seqüências, também grandes sucessos. Trata-se de uma aventura de ação bastante agitada e com bons momentos de humor, comandada pelo diretor de "O Chamado", Gore Verbinski. Com boa qualidade nos efeitos sonoros e trama bem movimentada, foi interessante ver renascer nas telas o gênero "capa-espada", que teve muita popularidade nos anos 40, e que estava esquecido na atualidade. O roteiro de Ted Elliott e Terry Rossio oferece também bons instantes cômicos nos diálogos e na caracterização de alguns personagens, sobretudo o protagonista Johnny Depp que, com alguns trejeitos femininos, diverte bastante no papel do pirata Jack Sparrow. Geoffrey Rush, apesar de seus habituais excessos, também está em boa forma como o vilão e faz algumas piadas. Quem se destacam além destes, são os novatos Orlando Bloom e Keira Kneightley como o casal central que só ficam juntos , previsivelmente, no fim. É bem verdade que existem algumas situações no roteiro que não fazem sentido (por que piratas mortos-vivos querem enriquecer?). Mas não importa; não é um filme de roteiro, e as situações absurdas são compensadas pelas espetaculares cenas de lutas de espada e pelos grandes efeitos visuais e sonoros. A regra aqui, afinal de contas, é se divertir. E isso o filme consegue provocar no espectador. Teve cinco indicações ao Oscar: ator (Johnny Depp), maquiagem, efeitos visuais, edição de som e mixagem de som, mas não ganhou nada.


Por que gravei o filme: Um dos melhores filmes de aventura/ação de 2003, Piratas do Caribe foi uma boa novidade e comprova mais uma vez o eficiente trabalho técnico dos americanos. É um excelente entretenimento e conta com história engraçada e interessante. Johnny Depp comprova que nasceu para interpretar personagens esquisitos e garante bons resultados cômicos. E todos os demais atores também estão muito seguros. Portanto, por trazer momentos agradáveis de aventura e comédia, gravei Piratas do Caribe na HBO2.