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domingo, 17 de maio de 2009

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

( EUA 1977 ). Direção: Steven Spielberg. Com Richard Dreyfuss, Teri Garr, François Truffaut, Melinda Dillon, Cary Guffey, Bob Balaban, Lance Henriksen. 137 min.



Sinopse: Um gigantesco OVNI pousa numa cidadezinha americana e captura um pequeno garoto. Um grupo de pessoas, incluindo um pai de família e a mãe do menino, tentam desvendar os mistérios que envolvem o OVNI, enquanto um grupo de cientistas, liderados por um francês, tenta estabelecer contato com a nave.

Comentários: Espetacular ficção científica indicada para oito Oscar, ganhou o de melhor fotografia. Foi indicado ainda para diretor, atriz coadjuvante (Melinda Dillon), edição, direção de arte, efeitos visuais, sonorização e trilha sonora. Spielberg já tinha popularidade nessa época, e tinha dirigido "Tubarão" no ano retrasado. E aqui comandou uma produção requintada e caríssima. Antes mesmo de "E.T.", o cineasta já havia trabalhado com tema sobre extraterrestres, que são tratados com mistério, mas com conclusão positiva. Contatos Imediatos é um típico filme spielbergiano, ou seja, conta com produção técnica luxuosa e história para ser acompanhada por toda família. O roteiro (escrito por ele mesmo) tem uma mensagem de paz e civilidade, promovida pelos estranhos habitantes do OVNI, que apenas se deixam aparecer no final, bem pacíficos e simpáticos. A excelente trilha sonora, indicada ao Oscar, é bem utilizada no instante em que os cientistas tentam captar a mensagem instrumental deixada pelos ets. O próprio OVNI, aliás, foi criado com muita vivacidade e competência, dando mérito aos efeitos visuais. Enfim, tecnicamente não há o que se discutir, pois tudo é perfeito. E a história é bem narrada e interpretada (Melinda Dillon chegou a ser indicada ao Oscar, no papel da mãe do garotinho; o cineasta francês François Truffaut tem inédita participação como ator, no papel do cientista ). Tornou-se um dos clássicos famosos de Spielberg, e impressiona até hoje pela riqueza de detalhes artísticos e pela exuberante fotografia oscarizada. Emocionante e divertido, merece ser sempre revisto.

Por que comprei o filme: Sem dúvida, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, é um marco para a história do cinema americano. Além de ser uma grande produção técnica e inovadora, tem roteiro atraente, misterioso e emocionante. Uma das melhores cenas é aquela em que um dos extraterrestres, antes de abandonar o planeta, acena um tchau para os terráqueos, com seus olhos pacíficos e ternos. Ou seja, em épocas de guerra (levando em consideração que o filme foi dirigido em tempos de Vietnã), a imagem singela dos ets acenando para nós trás uma mensagem de esperança e anti-violência. No fim, não há o que contestar: é um clássico, até mesmo um tanto sentimentalóide (afinal, é de Spielberg), mas espetacular e original. Talvez, o melhor filme sobre o tema já produzido. E eu só paguei R$1,50 em uma locadora que estava se desfazendo de suas fitas de vídeo cassete. Não preciso nem explicar que é um filme bem-vindo na minha coleção.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Minority Report - A Nova Lei

( EUA 2002 ). Direção: Steven Spielberg. Com Tom Cruise, Colin Farrell, Samantha Morton, Max von Sydow, Lois Smith, Tim Blake Nelson, Peter Stomare, Kathryn Morris, Arye Gross, Jessica Harper, Ana Maria Horsford, Patrick Kilpatrick, Jessica Capshaw. 148 min.



Sinopse: No futuro, a criminalidade é quase inexistente, graças a um programa altamente avançado e desenvolvido que, através de imagens produzidas pela mente de pessoas inconscientes, identifica os crimes que ainda serão praticados. Um policial passa a desconfiar desse sistema, quando é descoberto que ele mesmo cometerá um assassinato em breve.

Comentários: Como se pode esperar de qualquer produção spielbergiana, temos em Minority Report uma produção técnicamente perfeita e caríssima. Ou seja, grandes efeitos especiais e visuais, excelente edição de som (indicada ao Oscar) e bons momentos de perseguição e suspense, além da enorme duração, 148 minutos (se é filme de Spielberg, tem que ter mais de 120 minutos, no mínimo!). O roteiro de Scott Frank e Jon Cohen, adaptado do livro de Philip K. Dick (o mesmo de Blade Runner - O Caçador de Andróides) oferece bons argumentos e uma história curiosa e interessante. Entretanto, claro que as boas idéias se tornam convencionais a partir do meio do filme, e os habituais clichês surgem inevitávelmente. Tom Cruise, em sua primeira parceria com Spielberg, soa a camisa, foge daqueles que querem capturá-lo e tenta provar sua inocência. Conta com a ajuda da mocinha Samantha Morton, após a indicação ao Oscar por "Poucas e Boas", que interpreta a cobaia para o projeto anti-criminalidade. Através da mente dela, o personagem de Cruise tenta descobrir a verdade sobre o crime que ele cometerá. E os clichês não param: o veterano Max von Sydow interpreta o mentor de Cruise, fazendo o típico personagem que ainda confia no inocente acusado, enquanto todos querem prendê-lo; Colin Farrell, o novo galã de Hollywood, faz o jovem policial arrogante que se antipatiza com o herói; Lois Smith atua em personagem semelhante ao Oráculo de Matrix (ou seja, fornece pistas ao herói, mas deixa o resto por conta dele). Uma surpresa, no entanto, é a personagem de Kathryn Morris, a ex-esposa de Cruise, que tinha uma rápida cena no meio do filme, e que ressurge para contribuir na desvendação final. Mas, como muitos filmes do gênero, a identidade do grande vilão não causa muita surpresa. Em todo caso, Minority Report, mesmo sem ser um novo Blade Runner, é um filme que alerta sobre os possíveis perigos das novas descobertas científicas e os equívocos que elas podem causar. Tudo isso é mostrado com grandes seqüências de ação e cenas curiosas e espetaculares (sobretudo, a operação nos olhos de Cruise), garantindo um bom divertimento, principalmente se o filme for assistido em DVD.

Por que comprei o filme: Comprei Minority Report no famoso Sebo do Messias por um preço bem mixuruca. E eu não iria perder a oportunidade de adqüirir essa super-produção milionária de Spielberg por apenas de R$ 2,00. Além disso, gosto do filme. Tem clichês sim, mas tem um roteiro interessante e conclusão que não decepciona. E também, deve-se levar em consideração que não é fácil fazer um filme de ação e ficção científica (principalmente nos dias de hoje) sem cair no clichê. Eu apenas percebo que Tom Cruise já está ficando um tanto decadente no gênero, mas isso não compromete as boas seqüências de adrenalina que assistimos na tela.

download: http://fcl.sx/wp-content/uploads/downloads/2011/01/Minority-Report.rar (torrent)