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sábado, 6 de julho de 2019

Annabelle 3: De Volta Para Casa

 O tempo está mesmo passando depressa! Parece que o primeiro Annabelle (2014) foi feito ontem, e agora a franquia já está na terceira parte. O primeiro dividiu opiniões entre fãs do gênero, mas o segundo fez muito mais sucesso. Agora a boneca demoníaca do momento protagoniza mais uma aventura horripilante.

 O roteirista Gary Dauberman, que escreveu os dois episódios anteriores, estreia na direção, e obviamente assume mais uma vez o roteiro. O bacana é que dessa vez há participação dos populares personagens protagonistas de "Invocação do Mal", o casal de parapsicólogos Warren, Ed e Lorraine. Interessante, pois a boneca Annabelle apareceu pela primeira vez na tela no início de Invocação, em um quarto secreto na casa do casal.

 Na verdade, a história começa a partir do instante em que Annabelle é trancada pelos Warren a sete chaves, por ser considerada um objeto perigosíssimo, repleto de influências demoníacas. Contudo, quando o casal se ausenta para um evento, e deixa a filha aos cuidados da babá, os problemas começam. Afinal, a curiosa melhor amiga da babá, consegue entrar no quarto secreto e liberta Annabelle. Assim, as três garotas passarão por sérios apuros, já que forças demoníacas almejam as almas delas.

 O ritmo de terror é bastante envolvente nessa sequência, o que resulta em cenas impactantes e assustadoras. Claro, sem abrir mão dos habituais clichês, com cenas silenciosas de suspense, que assustam o espectador com o surgimento escandaloso do mal, repentinamente. A reconstiuição de época e os figurinos típicos da década de 70 também são convincentes.

 No elenco, os intérpretes dos Warren, Patrick Wilson e Vera Farmiga, retornam em seus papéis populares de Invocação, mas não são os protagonistas aqui. Ganham a cena no início, e depois no fim, mas as protagonistas são as garotas McKenna Grace (a filha), Madison Iseman (a babá) e Katie Sarife (a melhor amiga). Há alguns momentos de alívio cômico, quando o atrapalhado interesse romântico da babá, interpretado por um ator chamado Michael Cimino (que não tem relação com o famosos diretor já morto, de mesmo nome), surge em cena, o que acaba prejudicando um pouco o ritmo. Em todo caso, no contexto geral, os sustos são eficientes para provocar na plateia instantes de medo.

 Eu ainda prefiro o episódio anterior, mas acredito que o público irá aprovar essa sequência que, talvez, possa gerar novos frutos. Para um final de tarde de inverno, o entretenimento vale a pena. Abraços!

TRAILER:

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Amor Sem Escalas

É impressionante como Hollywood tem uma extrema originalidade em inventar profissões no cinema! Fora o fato de idolatrar assassinos profissionais (o que beira o absurdo), agora chegou as telas brasileiras esse filme (no original, "Up in the Air") dirigido por Jason Reitman (filho do cineasta veterano Ivan Reitman, também produtor desse filme). E foi o que eu e a Gisele assistimos ontem nesse chuvoso e cinzento mês de janeiro!

O protagonista é Ryan Bingham, feito pelo preferido das mulheres, George Clooney. É ele que tem a estranha profissão que eu mencionei no início. Clooney trabalha numa firma contratada para demitir funcionários de diversas ocupações. Ou seja, eles não têm coragem de mandar ninguém embora, e por isso, essa missão cabe a Clooney, que viaja para todas as cidades dos EUA. Em uma dessas viagens, ele conhece a executiva Alex Goran (Vera Farmiga, de Os Infiltrados), e acaba se envolvendo com ela. Com o tempo, Ryan passa a treinar a jovem Natalie Keener (Anna Kendrick, de Crepúsculo), que também se especializa nessa profissão.

Bom, e assim flui a história (roteirizada pelo próprio Jason e Sheldon Turner, adaptada do livro de Walter Kim). Clooney passa o filme todo viajando e dando palestras, um homem charmoso e solteirão, que não pensa em responsabilidades matrimoniais. O filme acaba mostrando as vantagens de ser solteiro, mas aponta também as amarguras da solidão. Num meio termo perdido entre comédia e drama, Reitman retrata muito bem o cotidiano de homens e mulheres na casa dos 30 e 40, e que tentam buscar a felicidade. Isso é percebido através das personagens de Clooney e da excelente Vera Farmiga, uma atriz talentosa, e que agora poderá ser melhor reconhecida. No entanto, quem rouba a cena é a jovem Anna Kendrick, no papel da estagiária de Ryan. Ela serve como contraste às vidas maduras de Clooney e Vera; representa a juventude idealista, cheia de planos para o futuro e repleta de receios e ansiedades. O trio central, certamente, será indicado ao Oscar, mas nenhum deles deve ganhar. O final apresenta uma surpresa interessante sobre a conduta de uma das personagens, e que pode desagradar alguns (o que ocorreu com a minha esposa).

O filme demora um pouco para engrenar, começa de uma forma muito lenta, mas depois envolve, agrada, diverte. Trata-se de uma comédia dramática realista, às vezes fria (algumas demissões acabam sensibilizando; principalmente, porque vivemos num país em que o desmprego impera!), às vezes simpática. Gostei do filme, embora admito que não é para todo o público. Quem pensa que se trata de comédia romântica, por conta de presença de Clooney, vai se decepcionar. Ainda assim, recomendo. Um forte abraço!!!

TRAILER: