( EUA 2002 ). Direção: Martin Scorsese. Com Daniel Day-Lewis, Leonardo DiCaprio, Cameron Diaz, Jim Broadbent, Henry Thomas, John C. Reilly, Brendan Gleeson, David Hemmings, Liam Neeson. 166 min.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Gangues de Nova York
quarta-feira, 17 de março de 2010
Ilha do Medo
domingo, 29 de novembro de 2009
A Praia
( EUA 2000 ). Direção: Danny Boyle. Com Leonardo DiCaprio, Tilda Swinton, Virginie Ledoyen, Robert Carlyle, Guillaume Canet. 119 min.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O Aviador
Sinopse: A biografia do produtor hollywoodiano Howard Hughes, um homem cheio de manias e que não economizava um centavo em suas caríssimas produções cinematográficas. Além disso, Howard pilotava os aviões produzidos por sua firma e colecionava casos amorosos com estrelas do cinema.
Comentários: Indicado a onze Oscar, ganhou cinco: atriz coadjuvante (Cate Blanchett), edição, fotografia, direção de arte e figurino. Foi indicado ainda para filme, diretor, ator (Leonardo DiCaprio), ator coadjuvante (Alan Alda), roteiro original (de John Logan) e som. Todos esperavam que dessa vez o Oscar de direção iria para Martin Scorsese, após a falsa espectativa de Gangues de Nova York. Afinal, O Aviador é uma super-produção luxuosa e repleta de efeitos especiais. Além disso, trata-se de um gênero aclamado pela academia: o filme biográfico. Mas, ainda não tinha sido dessa vez. Na ocasião, o melhor diretor Foi Clint Eastwood por Menina de Ouro. Em todo caso, é um filme pretensioso que narra a vida de uma das figuras mais ricas e estranhas de Hollywood, mas que é pouco conhecida aqui no Brasil. Talvez seja por isso que o público daqui rejeitou o filme. Ou seja, nem a presença de Leonardo DiCaprio foi suficiente para chamar a atenção. Óbvio, já que não se trata de um novo Titanic. O Aviador é um filme para adultos, mas com enredo que agrada poucos. Leonardo DiCaprio está excepcional na composição complexa de Howard Hughes, um homem que vivia perdido em suas crises meio esquizofrênicas e excesso de higiene. Enfim, uma figura difícil que teve em Leonardo DiCaprio o intérprete ideal. Mas quem rouba a cena, é a oscarizada Cate Blanchett, que interpreta ninguém mais, ninguém menos que a estrela Katharine Hepburn, uma das amante de Howard. Cate teve um intenso trabalho de composição, e convence perfeitamente como Katharine, até mesmo os trejeitos típicos da estrela são conduzidos com naturalidade por Cate. Se por um lado o enredo possa parecer um tanto desinteressante para a platéia que geralmente freqüenta as salas de cinema, os adolescentes, por outro, O Aviador oferece cenas de grande impacto e ótima sonorização nas cenas em que Leo pilota seus aviões. A cena do acidente fatal é de extrema qualidade, e demonstra a competência técnica dos filmes hollywoodianos. A bela fotografia da cidade do pós-guerra é uma atração a parte. Ainda no elenco, a bela Kate Beckinsale se sai muito bem como Ava Gardner; Jude Law surge quase irreconhecível como Errol Flynn; Alec Baldwin interpreta o grande rival de Howard; e John C. Reilly, no papel do secretário "faz tudo" do aviador. O único exagero foi a indicação ao Oscar de coadjuvante para Alan Alda. Este veterano ator é excelente, mas o personagem, o senador Brewster, é facilmente esquecível, e não tem nenhuma grande cena. Como o ator tem uma longa carreira no cinema, e como nunca havia sido indicado pela academia, teve aqui seu prêmio de consolação. No geral, O Aviador é um grande espetáculo, muito bem dirigido e interpretado. Mas ainda não foi o grande filme de Scorsese.
Por que gravei o filme: Já havia assistido ao O Aviador no cinema, e gravei na HBO2 porque sou um grande fã de Scorsese. E admito que gostei do filme também. E, óbvio, foi surpreendente para mim, ele não ter levado os Oscars de filme e diretor, já que é uma produção bem acadêmica. O fato é que, com "O Aviador" aprendi a parar de ter preconceito com Leonardo DiCaprio. Ele realmente é um grande ator, e merece ser reconhecido pelo seu grande talento. E Cate Blanchett consegue tornar o mito Katharine Hepburn bastante alegre e mais vivo do que nunca. Assim, concluo que, mesmo se não tivesse gostado do filme, ele valeria pela presença da dupla central.