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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Vingadores: Ultimato

 Uau! Eis que finalmente o fecho da popular cinessérie Avengers invade as telas de cinema. Nem consigo traduzir numericamente o quanto as bilheterias arrecadaram, mas é fato bastante óbvio que todos os filmes dos heróis da Marvel, fizeram sucessos históricos (tanto o dos heróis em conjunto, quanto os "solos", apesar do Hulk ter sido o mais fraco e sem sequência).

 Não é segredo para ninguém que essa produção, mais uma vez comandada pelos irmãos Russo, Anthony e Joe, teve todo o cuidado de sigilo, para que os fãs fossem surpreendidos com todo o mistério por trás da história. O problema, na verdade, era escapar dos spoilers, já que muitos acabavam revelando quem morria ou outros tópicos. Enfim, os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely souberam balancear bem a história e distribuir perfeitamente as cenas para os populares personagens criados por Stan Lee.

 A aventura começa a partir do instante em que o anterior Guerra Infinita foi finalizado, com os heróis sobreviventes tentando destruir o temível Thanos, e vingar as mortes de seus colegas. Na verdade, eles, após derrotarem o vilão (e isso não é spoiler, já que acontece no início), conseguem ter acesso a uma máquina do tempo, e pretendem voltar ao passado com o intuito de impedir o acesso às pedras preciosas por parte de Thanos, o que anularia o extermínio de metade da população da Terra. Mas muita confusão e diversos obstáculos surgirão nessa possibilidade de dar uma segunda chance ao planeta.

 Bem, falar da qualidade técnica é totalmente dispensável, afinal chega a ser redundante elogiar os efeitos visuais e sonoros, figurinos, direção de arte e fotografia de uma produção que já tem isso como qualidades típicas. A duração, por outro lado, precisa ser comentada, pois, afinal de contas, é o filme mais longo de toda a série: 3 horas e 1 minuto! Também pudera: com tantos protagonistas dividindo a cena, a projeção tinha mesmo que ser longa.

 Aliás, falando no elenco, está todo mundo na tela. Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo e Jeremy Renner atuam com suas permanentes competências como os heróis títulos. Quem se sai melhor, certamente, é Chris Hemsworth, roubando a cena como alívio cômico, compondo um Thor barrigudo e bêbado, após uma crise depressiva. Aliás, Hemsworth demonstra grande versatilidade nessa mudança de composição do personagem.

 E podem apostar: todos estão mesmo de volta! Algns com grandes destaques, outros fazendo ponta. Independente disso , trata-se do elenco estelar do ano, já que nunca se viu tanta gente famosa em um filme. A ainda pouco conhecida Karen Gillan, como Nebula, a meu ver, tem o principal papel feminino, já que muita coisa gira em torno dela. Paul Rudd, como o Homem-Formiga, também rouba a cena e já surge de forma triunfal. Brie Larson, a Capitã Marvel, já chega arrasando, embora suma depois, mas retorna em grande forma. Rene Russo, quem diria, nos seus 65 anos, ainda é uma bela mulher, como a mãe de Thor. Tilda Swinton tem uma interessante participação como "The Ancient One".

 Querem mais? Então vamos lá: Don Cheadle, Benedict Cumberbatch, Chadwick Boseman, Elizabeth Olsen, Gwyneth Paltrow, Chris Pratt, Zoe Saldana, Josh Brolin, Tom Holland, Tom Hiddleston, Danai Gurira, Anthony Mackie, Dave Bautista, Letitia Wright, Hayley Atwell, Vin Diesel, Bradley Cooper... Alguns parecem figurantes, pois somente aparecem rapidamente: Michelle Pfeiffer, Marisa Tomei, Natalie Portman, Angela Bassett, William Hurt, Samuel L. Jackson (aliás, como fizeram isso com um personagem tão importante como o Nick Fury???). Os veteranos Michael Douglas e Robert Redford, embora também tenham poucas cenas, têm algumas falas.

 Enfim, a conclusão é satisfatória, e dessa vez não há cenas pós-créditos. O público não sairá desapontado, embora haja uma sensação triste pelo encerramento da série. O maior desafio para o espectador é conseguir fugir dos spoilers, já que quem viu não perdoa mesmo. Nessa altura do campeopnato, as filas já estão mais tranquilas, então aproveitem a oportunidade de verem os heróis populares da Marvel juntos pela última vez. Até!

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Doutor Estranho

 Este é o novo filme do popular estúdio da Marvel, que agora ganha espaço bastante badalado no cinema também. O diretor da vez, quem diria, trata-se de um cineasta um tanto esquecido ultimamente, Scott Derrickson, também autor do roteiro adaptado dos quadrinhos de Steve Ditko, ao lado de Jon Spaihts e C. Robert Cargill, e que dirigiu filmes como "O Exorcismo de Emily Rose" e "O Dia Depois de Amanhã". 

 A maior preocupação sobre o sucesso desse blockbuster é que esse personagem não é bastante popular, e isso poderia não atrair a tenção das plateias, mas o sucesso está acontecendo e as bilheterias arrecadando muito. Enfim, no papel título, temos o ator Benedict Cumberbatch, recentemente indicado ao Oscar por "O Jogo da Imitação", um cirurgião arrogante e narcisista. Após dirigir em alta velocidade, de forma irresponsável, sofre um terrível acidente e tem seu corpo praticamente desfigurado. Felizmente, ele consegue êxitos na cirurgia, mas não consegue movimentar 100% o maior instrumento de sua profissão: suas mãos. Assim, ao descobrir que existe um lugar em que conseguirá a cura para suas mãos, Kamar-Taj, localizado em Katmandu, parte para lá, e se depara com um mundo repleto de misticismo e magia.

 Outra preocupação é que, ao se ler a sinopse e assistir a primeira parte da projeção, dá a impressão de que não se trata de um filme típico Marvel, com herói carismático e muita cena de luta. Ao contrário, parece uma mistura de "Matrix" com "O Nome da Rosa", com muita filosofaiada acerca do mundo e dos seres. Apenas na segunda parte, começa a ação e o público vai se familiarizando aos poucos com tudo aquilo que queria ver de início, mas que só acontece mais tarde. E, logicamente, toda a grana gasta na produção, se vê na tela com todo direito que um blockbuster classe A como esse merece. Mas, honestamente, estou me cansando do gênero, pois mesmo as cenas sendo espetaculares, é tudo previsível e facilmente esquecível; falta aquele entusiasmo e empolgação que tinham no mais recente filme do "Capitão América", pois aqui eu achei tudo muito cansativo.

 No elenco, o dinamarquês Mads Mikkelsen (da série "Hannibal") interpreta o vilão, Chewetel Ejiofor (de "12 Anos de Escravidão") faz o parceiro, Tilda Swinton, em mais uma composição irreverente, como a mística Anciã, e uma mal aproveitada Rachel McAdams como uma mocinha fraca e que não deixa sua marca. O melhor fica após os créditos finais, afinal trata-se de produção Marvel, em que há um diálogo muito bacana entre o Dr. Stranger e um herói muito popular e querido. Nunca pensei em dizer isso, mas é preciso passar parte dos letreiros finais para o filme ficar melhor (e olha que o longa nem chega a ter duas horas!).

 Enfim, é "assistível". Não me recordo de muita cena, o que simplesmente significa que o filme não me empolgou tanto. O fato é que a mencionada cena final já deixa bem claro que teremos sequência. Bom, a também já citada terceira parte do Capitão América foi melhor que o original. Portanto, quem sabe? Mas não boto muita fé, hehehehe... Abraços!

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Expresso do Amanhã

 Chega ao cinema com certo atraso essa diferente ficção científica, realizada em 2013, por um bom cineasta da Coreia do Sul, Joon-ho Bong (de "O Hospedeiro" e "Mother - A Busca Pela Verdade"), que também é autor do roteiro ao lado de Kelly Masterson (inspirado em uma graphic novel francesa).

 Num futuro bem próximo (pra ser preciso, em 2031), o mundo todo foi congelado, e as pessoas dizimadas. Os sobreviventes encontram refúgio num quilométrico expresso, que não para de correr sobre trilhos, que ligam praticamente todo o planeta. Nele, há divisões sociais, os mais favorecidos ocupam os lugares mais luxuosos, enquanto os menos favorecidos se encontram amontoados no mesmo vagão, e são praticamente escravizados e com escassez de alimento. Entre os pobres, está o revolucionário Curtis, que almeja acabar com toda a injustiça que ele e seus parceiros sofrem, e organiza um grupo para chegar até o criador do expresso, Wilford, e fazer sua própria justiça. No entanto, para chegar até ele, passará por maus bocados...

 É difícil de entender os motivos que fizeram com que essa talentosa fita (e, certamente, se tornará cult no futuro) tenha recebido pouca repercussão, e até mesmo seu atraso em nossos cinemas é questionável (fora ter sido esnobada no último Oscar). O fato é que o competente diretor brinda o público com uma aventura de ficção científica espetacular, não apenas no cuidado técnico e visual, mas também com um roteiro inteligente, que não poupa em mostrar o descaso social de forma real e crua. Afinal, não seria o expresso uma alegoria sobre o mundo em que vivemos? As desigualdades e os esquemas de corrupção e violência que se vê na tela não são muito diferentes do que acontece hoje em dia em qualquer sociedade do planeta. Bong faz uma variação de diversos gêneros, com destaque para as violentas cenas de luta (bem ao estilo oriental), e mistura um pouco de drama, humor, aventura e até mesmo um momento musical (certamente, o ponto mais surreal de toda a história, que surpreende).

 Num elenco excepcional, o protagonista é o Capitão América Chris Evans, com uma maquiagem que o torna muito distante do galã que impressiona e arranca suspiros do público feminino (ainda assim, ele seria um trunfo para uma propaganda de marketing, com o intuito de arrecadar ingressos, se não houvesse má vontade das distribuidoras). Além dele, o grupo é composto pelo sempre admirável John Hurt (como o mentor do grupo), Octavia Spencer (no papel da mulher guerreira) e Jamie Bell (que faz o rebelde contestador e melhor amigo do personagem de Evans). Ed Harris interpreta o grande vilão, que apenas aparece no fim, mas com grande destaque (faz lembrar o personagem que interpretou em "O Show de Truman", com o Jim Carrey). E o grande destaque, sem sombra de dúvida, vai para a excelente Tilda Swinton, em mais uma perfeita composição bizarra, no papel da ministra Mason; ela está irreconhecível, numa interpretação digna de Oscar. E para encerrar, sem ser menos importante, há uma dupla coreana, que já havia trabalhado com o diretor em "O Hospedeiro", Kang-ho Song e Ah-sung Ko, respectivamente pai e filha, que auxiliam o grupo de militantes liderados por Evans.

 A cada vagão que os heróis penetram, novas surpresas e cenários magníficos invadem à mente do espectador, fazendo o interesse aumentar cada vez mais. O final é satisfatório para uma possibilidade otimista (ainda que remota), e deixa uma janela para uma provável sequência (se de fato isso acontecer, temo que comprometa o bom resultado desse filme). Enfim, um espetáculo que cumpre seu papel no entretenimento, e ainda convida o público para uns momentos de reflexão sobre ética e sociologia. Quem ainda não viu, não perca a oportunidade. Abraços!

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Meio a contra-gosto, acompanhei minha esposa Gisele ao cinema para assistir ao terceiro filme da série Nárnia. Não estava muito a fim porque o primeiro não me surpreendeu muito, e o segundo passou despercebido por mim, tanto que eu nem assisti. Mas, admito que não me arrependi e apreciei bastante esse terceiro episódio. Nem me irritei com o fato de ter assistido à cópia dublada.

Após "Toy Story 3" e "Tropa de Elite 2" percebo um fato inusitado: as sequências estão superando os filmes originais. E o mesmo acontece aqui, em que somos surpreendidos por uma história repleta de aventuras, ao estilo Piratas do Caribe.

A obra de C.S. Lewis (roteirizada por Chirstopher Markus, Stephen McFeely e Michael Petroni) elimina os irmão mais velhos, Susan e Peter, porque cresceram. Portanto, os irmão mais novos, Lucy e Edmund, passam a ser os protagonistas, ao lado do irritante primo Eustace. Todos eles entram em um quadro, em que está pintado um navio em alto mar, e partem para a terra de Nárnia, onde reencontram Caspian. Nessa aventura, enfrentam perigosos bandidos, enquanto procuram as espadas encantadas dos sete Lordes de Telmar.

Os ensinamentos cristãos e as lições morais permanecem nesse episódio (ainda que o Leão apareça pouco, mas numa cena importante e que chega a emocionar), mas o que se destaca em A Viagem do Peregrino da Alvorada, são as movimentadas batalhas no navio e os momento de humor (na maior parte, responsáveis pelo rato falante).

No elenco de poucos famosos, a agora oscarizada Tilda Swinton repete o papel da feiticeira (dessa vez, apenas em participação especial) e Liam Neeson, empresta mais uma vez sua voz ao Leão. Normalmente, eu não gosto de ver no cinema filmes infanto-juvenis (exceto desenhos animados, claro) porque sempre acabam sendo cansativos. Mas isso não ocorre aqui, e os méritos são do diretor Michael Apted ("Medidas Extremas", "007- O Mundo não é o Bastante"), que é experiente em fitas de aventura. Então, recomendo a toda família esse delicioso passatempo. Só espero que as próximas continuações também sejam eficientes. Até mais!

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sábado, 6 de março de 2010

Constantine

( EUA 2005 ). Direção: Francis Lawrence. Com Keanu Reeves, Rachel Weisz, Shia LaBeouf, Djimon Hounsou, Max Baker, Peter Stormare, Pruitt Taylor Vince, Tilda Swinton. 121 min.

Sinopse: John Constantine é um exterminador de demônios, tipo um exorcista. Após a misteriosa morte de uma mulher, ele se une à irmã gêmea dela, uma policial, na investigação do homicídio. Ao mesmo tempo, se depara com criaturas malignas que pretendem trazer à terra, o filho de Satã.

Comentários: Baseado em quadrinhos, Constantine apresenta eficientes cenas de ação, e uma excelente direção de arte, sobretudo na composição do inferno. Entretanto, o roteiro adaptado por Kevin Brodbin e Frank Cappello é bastante confuso e não esclarece muito bem a relação existente entre as gêmeas e as criaturas. Enfim, porque que elas são perseguidas? O fato de uma delas ter o dom de ver fantasmas não é tão esclarecedor. Quem interpreta as irmãs é Rachel Weisz, antes do Oscar por "O Jardineiro Fiel", na ascenção de seu estrelato. Faz parceria com Keanu Reeves, canastrão como sempre. A novidade é que aqui ele faz umas expressões faciais que o torna bem esquisito, além de fumar excessivamente. Mas continua inconvincente. No elenco, também estão Djimon Hounsou, no papel de um barman que estabelece relações com os fantasmas, e a estranha Tilda Swinton como o anjo Gabriel (!). O que garante o interesse no filme, realmente, são os duelos que são travados entre Reeves e as criaturas malignas. Além disso, o clima de histórias em quadrinhos também chama a atenção, sobretudo do público que curte esse gênero. Ou seja, fica claro que, apesar do tema, não é terror, e sim ação. Após os intermináveis letreiros finais, o filme reserva uma surpresa envolvendo um dos personagens. Constantine, portanto, agradará aos adolescentes, mas decepcionará àqueles que esperam uma trama mais séria, no estilo Advogado do Diabo (também com Reeves) ou O Bebê de Rosemary.

Por que gravei o filme: Não vi Constantine nos cinemas, porque já havia intuído que não se tratava de um suspense com trama sobrenatural e assustadora, apesar do chamativo "pôster"que dá uma impressão errada ao filme. Em todo caso, gravei na HBO2, mais pelo fato de Constantine ser um blockbuster campeão de audiência, do que por ele mesmo. Mas Constantine não é de todo ruim, e apresenta alguns shows de bizarrices que chamam a atenção (sobretudo no personagem de Tilda). Keanu Reeves está tão canastrão, que até funciona na tela. Afinal, o personagem dele é tão canastra como o ator, que eu não consigo imaginar outra pessoa vivendo Constantine. No fim, também gosto das cenas de ação, e por isso o filme permanece na minha videoteca.

domingo, 29 de novembro de 2009

A Praia

( EUA 2000 ). Direção: Danny Boyle. Com Leonardo DiCaprio, Tilda Swinton, Virginie Ledoyen, Robert Carlyle, Guillaume Canet. 119 min.


Sinopse: Jovem americano, em viagem no sudeste asiático, tem acesso a um mapa que identifica uma das praias mais belas e exóticas do mundo, localizada na Tailândia. Junto com um casal de franceses, ele parte para a Tailândia, e se envolve em várias aventuras, até chegar à praia e se envolver com os habitantes dela.

Comentários: A Praia foi o primeiro filme comercial do diretor de "Cova Rasa" e "Trainspotting - Sem Limites". Após os prestígios alcançados com esses filmes, o inglês Boyle penetrou em Hollywood e se uniu com um dos astros mais populares do momento, Leonardo DiCaprio. O resultado se transformou num filme de aventura, bastante movimentado e com locações turísticas e fotogênicas, com belas paisagens naturais. O roteiro de John Hodge, adaptado do livro de Alex Garland, possui temática que se assemelha um pouco com o posterior "A Vila", de M. Night Schyamalan. Claro que este "A Praia" é menos sério e mais agitado. Apesar de ser um "filme pipoca", e, portanto, diferente dos anteriores do diretor, A Praia conserva alguns elementos típicos de Boyle, tais como os pesadelos alucinógenos que o personagem de DiCaprio tem com o cadáver do homem que lhe entregou o mapa no sudeste asiático (participação especial de Robert Carlyle, um dos atores prediletos de Boyle). Além disso, chama a atenção também os tipos bizarros que compõe a praia. Eles são liderados por uma mulher (Tilda Swinton, em boa atuação), que tenta estabelecer uma sociedade justa e harmônica no local (apesar de algumas regras não garantirem total segurança). Em todo caso, A Praia é menos cerebral e mais um grande entretenimento, com muita emoção e adrenalina. Di Caprio está em forma e tem boa química com a francesa Virginie Ledoyen, que faz o interesse romântico. Bom divertimento, não desagrada o público do gênero.

Por que comprei o filme :Quando comprei a fita no Sebo do Messias, eu, talvez, era um dos poucos brasileiros que ainda não havia assistido ao filme. Afinal, levando em consideração que Leonardo DiCaprio é bilheteria garantida aqui no Brasil, é óbvio que o filme fez sucesso por aqui. Por isso, embora não tenha assistido, eu já havia lido a respeito do filme, e tive a sensação de que iria gostar, principalmente porque o diretor é bom. E foi assim. A Praia não deixa a peteca cair, tem um bom enredo e fotografia convidativa. Não precisa mais nada. Bem-vindo a América, Danny Boyle!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button

Ontem fui mais uma vez no meu shopping favorito, o Shopping Park Santana (acabou se tornando, sem que eu escolhesse), junto com a Gisele, e o título acima corresponde ao filme que assistimos. Devo dizer que já aguardava a estréia desse filme com muita ansiedade, por conta da propaganda que foi feita sobre ele, meses antes da estréia. Pareceu-me um filme diferente, curioso, exótico, principalmente pela transformação que fizeram na aparência do galã Brad Pitt, que tornou-se velho, corcunda, feioso... Achei que seria um filme interessante.

Infelizmente, decepcionei-me um pouco. Vamos, primeiro, a sinopse: Em 1918, Benjamin Button nasce com uma estranha deficiência, que o torna envelhecido. Sua mãe morre no parto, e o pai o abandona na porta de um asilo, dirigido por uma jovem negra. Ela o acolhe, e passa a criá-lo como se fosse seu próprio filho. O tempo passa, e conforme Benjamin cresce, vai rejuvenescendo; viaja para diversos lugares, e descobre o amor, ao conhecer a bela Daisy. O que torna um obstáculo para a relação de ambos é o fato de que, com o passar do tempo, enquanto ela envelhece, ele se tornará cada vez mais jovem.

Benjamin Button apresenta um enredo interessante e emocionante. Acredito que se tornará um grande campeão de bilheteria aqui no Brasil, pois as pessoas facilmente se encantam com esse tipo de filme. Admito que me emocionei um pouco também. Porém, agindo com a razão, admito que Benjamin Button é uma produção extremamente superficial e muito longa (desnecessariamente). Não foi nada do que esperava; imaginava ser um filme polêmico sobre preconceito e intolerância (no estilo “O Homem Elefante”, de David Lynch). No entanto, temos aqui, uma mistura de “Forrest Gump” com “Titanic”: O personagem feito por Pitt conhece diversas pessoas que se tornaram importantes na sua vida (tal como o Forrest de Tom Hanks), e a trama é contada pela mocinha, já envelhecida (tal como sucedeu com Titanic).

Essa película, sem dúvida, ganhará os principais Oscars (foi indicada a 13, o filme com mais indicação do ano). E realmente a produção é impecável: direção de arte, figurinos, maquiagem... Mas, o resto é um tremendo exagero. Nem como filme deveria ser indicado! O curioso é que o diretor Dvid Fincher normalmente dirige filmes pesados e perturbadores, tais como “Seven – Os Sete Crimes Capitais” e “Clube da Luta” (ambos com Pitt). Agora, optou por uma história leve, singela, encantadora e com algum toque de humor, roteirizado por Eric Roth, adaptado da obra de F. Scott Fitzgerald.. Ou seja: antes era do mal, agora ficou do bem. Brad Pitt também não precisava ser indicado a estatueta de ouro, afinal não está surpreendentemente bem. O que chama a atenção é a maquiagem espetacular, que o torna irreconhecível. Apenas. O fato é que Hollywood confunde ator com personagem, e um personagem tão marcante como esse realmente causa esse tipo de confusão para os votantes da academia.

Além de Pitt, a desconhecida Taraji P. Henson, que interpreta a dona do asilo, também teve indicação como coadjuvante. Todavia, a estrela Cate Blanchett é quem merecia ser lembrada, no papel da bailarina que se apaixona por Benjamin. Ela também está envelhecida no filme, e atua com bastante convicção. O fato é que todo o elenco de apoio é bom: a sumida Julia Ormond (quem diria, já foi estrela ao lado de Brad Pitt em “Lendas da Paixão”!) interpreta a filha da envelhecida Daisy. É justamente essa personagem que serve como porta voz da personagem de Cate (quando envelhecida), e narra os acontecimentos de um diário, que conta a história de Benjamin. Jared Harris tem boa participação como um marinheiro bêbado; Tilda Swinton interpreta um interesse romântico de Pitt no meio do filme, e Jason Flemyng atua como o pai que abandonou Benjamin.

O roteiro assume que tudo isso não passa de uma fábula, e nem se preocupa em esclarecer se Benjamin escondia a idade para os outros, ou se seu problema era encarado com naturalidade pelas pessoas. Além disso, é muito estranho o fato do personagem viajar para tantos lugares sem carteira de identidade (isso, na verdade, nem é mencionado, mas deveria). Enfim, O Curioso Caso de Benjamin Button é aquele tipo de filme que faz todos suspirarem (sobretudo as mocinhas, quando Brad Pitt rejuvenesce), derrama lágrimas, é bonito, envolvente... É o tipo de história novelesca que o público adora assistir. Mas torna-se irritante e enjoativo para quem o assistir mais de uma vez. Concluindo, O Curioso Caso de Benjaming Button é um excelente entretenimento e um filme grande, mas não um grande filme.

Bom agora, pretendo assistir às outras quatro produções indicados ao Osacr de melhor filme, até o dia da cerimônia, 22 de fevereiro: O Leitor, Frost/Nixon, Milk - A Voz da Igualdade e Quem quer ser um Milionário. Mas, o vencedor será, realmente, esse Benjamin Button. Infelizmente para mim, e felizmente para as massas. Até mais!

TRAILER: