O mês de janeiro representa o momento de férias escolares, num verão, muitas vezes, insuportável por aqui. Felizmente, muitas salas de cinema são equipadas com ar condicionado, e o tema congelante dessa sequência de uma animação de sucesso, ajuda a refrescar. Refiro-me a Frozen 2, que retoma no cinema com seus populares personagens.
Aqui, a rainha Elza é assombrada por vozes que a fazem tentar decifrar mistérios que envolvem as ações de seu avô no passado. Parte para uma aventura para manter o reino em segurança, já que segredos relacionados a uma floresta negra, podem trazer destruição e ruína. Ela conta com o auxílio de sua irmã Ana, do namorado desta, Kristoff, e do simpático boneco de neve, Olaf.
Ok, a história é bonitinha, e encanta o público infantil, sobretudo as meninas. Entretanto, percebe-se aqui um roteiro preguiçoso, dos próprios diretores Jennifer Lee e Chris Buck, que não conseguem tanta criatividade para sustentar uma sequência de um fenomenal sucesso de 2013. Além disso, as diversas canções não são memoráveis, nem simpáticas. Fica então a parceria do público com seus carismáticos protagonistas, sendo que, obviamente, mais uma vez o boneco Olaf leva a melhor como alívio cômico. Mas não há tenta coisa de extraordinário.
Não sei se chegará a ser indicado ao Oscar de canção, mas certamente estará entre os cinco finalistas de longa em animação. E, reafirmo, é um passatempo agradável e divertido. Mas não esperem novidades maiores, além da inclusão de uma espécie de filhote de dragão na história, para acrescentar mais "foforice para a narrativa". Até mais!
Para fechar a trilogia de enorme sucesso nas bilheterias brasileiras, o show de humor do talentoso Paulo Gustavo como Dona Hermínia está de volta; e mais uma vez as salas de cinema ficaram cheias, comprovando o quanto o público aplaude o estilo de humor de Paulo Gustavo e sua carismática personagem. A direção ficou por conta de Susana Garcia, após o sucesso no ano passado com "Os Homens são de Marte".
Garcia também colabora no roteiro, ao lado de Paulo Gustavo e Fil Braz. Entretanto, não existe exatamente uma história, mas sim um alongamento de cenas cômicas e divertidas. Tanto que a projeção aqui se aproxima das duas horas, bem diferene dos outros dois filmes, que se chegavam a passar de uma hora e meia, era pouco (caso do segundo episódio).
Mas em nenhum momento o público sai da sala de exibição com a ideia de que assistiu a uma fita arrastada e sem novidades. Ao contrário, as gargalhadas são garantidas do início ao fim, e a duração longa da fita nem é sentida; na verdade, se tivesse mais cenas, o público somente iria agradecer. Méritos de Paulo Gustavo, defintivamente o humorista do ano, que tem um poder impressionante sobre as plateias. Bem, a Dona Hermínia anda entediada em seu apartamento, pois os filhos não moram mais com ela. Além do filho mais velho, Garib, que mora em Brasília com esposa e filho, os outros dois, Marcelina e Juliano, já decidiram as vidas deles, pois a moça está grávida e vai morar com o namorado hippie, e Juliano decide se casar com o namorado. Para piorar, o ex marido Carlos Alberto resolve ser vizinho dela, deixando-a mais irritada. Bem, agora Dona Hermínia consegue ocupar seus dias em comprar roupinhas para o netinho (ou netinha) e implicar com a sogra do filho, Ana, uma megera ricaça e prepotente. E nas horas vagas ela arranja tempo para ir para Nova York ao lado da vizinha Dona Lourdes.
Enfim, ao ler a sinopse, já se pode perceber que tudo o que se sucede em cena é apenas com o pretexto de matar o público de rir. E realmente, Paulo Gustavo apenas conseguiu melhorar o humor nas sequências. Quase todo o elenco retorna aqui, como Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo como os filhos Marcelina e Juliano, Patrícia Travassos e Alexandra Richter como as irmãs, Hérson Capri como o ex-marido, Samantha Schmütz como a empregada, Malu Galli como a vizinha Dona Lourdes... Acrescentam-se ao grupo, a atriz Stella Maria Rodrigues como a sogra do filho de Hermínia e Cadú Fávero, como o hippie que se casa com Marcelina.
Percebe-se que provavelmente não teremos um episódio 4, já que Gustavo fez questão de prestar uma homenagem à família dele nos letreiros finais, especialmente para a mãe dele, aliás, outros momentos divertidos em que a própria mãe do ator/roteirista aparece em cena, o que demonstra onde ele tirou a inspiração para criar Dona Hermínia. Tal homenagem soa como uma despedida das telas de uma das personagens mais carismáticas do cinema brasileiro. Por outro lado, a série já foi confirmada, e a turma toda, em breve, irá invadir a telinha. Não percam e divirtam-se! Abraços!
Ford vs. Ferrari é uma das estreias dessa semana, e eu conferi no cinema, principalmente por conta do título chamar a atenção por sugerir algum tipo de duelo entre dois nomes bastantes populares. O diretor é o James Mangold (de filmes como "Johnny & June" e "Logan"), que se apoiou em um roteiro elaborado por Jez Buttenworth, John-Henry Buttenworth e Jason Keller, sobre duas marcas bem conceituadas mundo afora.
Carroll Shelby é um fabricante de automóveis muito prestigiado. Ele trabalha sempre em parceria com o mecânico Ken Miles, também piloto de suas máquinas. Shelby é contratado para integrar a equipe de Henry Ford II, para produzir uma "super-máquina" capaz de derrotar seu arquinimigo Enzo Ferrari nas corridas de fórmula 1. Contudo, Ken Miles não é aceito na equipe como piloto, mas Shelby fará de tudo para mostrar o quanto competente seu amigo é na arte de pilotar.
A duração excessiva do filme (quase três horas) pode desagradar um pouco, mas a narrativa é muito atraente e apresenta cenas memoráveis e bem elaboradas de corridas de fórmula 1. Na verdade, nem precisa ser entendido nesse esporte para curtir essa boa aventura, cujo único problema é ter um título que não está totalmente de acordo com a ideia central. Ainda que as marcas Ford e Ferrari duelem em cena nas corridas, os intérpretes dos chefões (Tracy Letts e Remo Girone, respectivamente) são apenas coadjuvantes, pois a ação é centrada na amizade enter Shelby e Miles.
Falando nos protagonistas, Matt Damon e Christian Bale atuam perfeitamente como os parceiros que precisam superar obstáculos perigosos para conseguir todo o prestígio requisitado pela Ford. Christian Bale se destaca ainda mais numa excelente composição, como um impulsivo e irreverente Miles. Já o Shelby de Matt Damon não tem em cena nem mesmo um interesse romântico, já que apenas o seu profissional é focado.
Ainda no elenco, Jon Bernthal e Josh Lucas são os executivos da Ford, responsáveis pela contratação de Shelby, sendo que o último funciona como uma espécie de vilão. O garotinho Noah Jupe (de "Extraordinário") faz o filho de Bale, e a atriz irlandesa Caitriona Balfe (de "Jogo do Dinheiro") interpreta a esposa.
A conclusão é satisfatória e não deixa de mostrar uma mensagem crítica à ganância e ao poder do dinheiro. Certamente terá algumas indicações ao Oscar 2020, até mesmo uma possível de ator coadjuvante para Christian Bale. Sem dúvida, mesmo não sendo um primor, é um filme interessante e agradável. Até!
Não tenho o hábito de assistir às sequências das fitas da Disney no cinema, mas acabei conferindo essa produção, agora comandada pelo norueguês Joachim Ronning, que fez o mais recente episódio da série Piratas do Caribe, "A Vingança de Salazar".
Aventuras como essa acabam sendo entediantes pois nós todos já sabemos como vai começar e como vai terminar. Quando se sai da sala de projeção, fica a sensação do famoso dito e feito, pois tudo o que era previsto acontece. Não que o roteiro seja ruim, mas não se tem como fugir do convencional quando se trata de contos de fadas. Ao menos, dessa vez, o roteiro, de Linda Woolverton, Noah Harpster e Micah Fitzerman-Blue, não coloca a figura sinistra e diabólica da Malévola como vilã.
A jovem Aurora está prestes a se casar com o príncipe Philip, por quem é apaixonada. Contudo, terá que convencer sua madrasta Malévola a aceitar o casório. Inclusive, a própria é convidada para um jantar no castelo do futuro genro. Entretanto, um plano ardiloso da rainha Ingrith, mãe de Philip, faz com que Malévola caia numa armadilha, e precisa fugir para não ser exterminada. Acaba encontrando seres da mesma espécie que ela, com quem se une. Enquanto isso, Aurora, entristecida, perde a confiança em sua madrasta.
Bem, pelo fato da grande vilã do clássico "A Bela Adormecida" ganhar o título do filme, é normal o fato dela ser a heroína da vez. Mas o mais importante mesmo na história é o já batido tema, ainda que sempre oportuno, da diversidade. Afinal, fica a mensagem de que as diferenças precisam ser compreendidas, e que não deve existir relação de superioridade de uma raça para outra; é o que fica evidente no confronto entre os humanos e os seres da espécie de Malévola.
No elenco, Angelina Jolie de volta às telas no papel título, sempre carismática e poderosa em cena. Elle Fanning retorna como a sonsa princesa Aurora, assim como as três fadas têm as mesmas Lesley Manville, Imelda Staunton e Juno Temple do filme anterior. Sam Riley, como o fiel acompanhante de Malévola, também retorna em cena. Mudaram o ator que faz o príncipe, agora é um certo Harris Dickinson (muito fraco, por sinal). Ainda no elenco, o talentoso Chiwetel Ejiofor, como o líder da espécie de Malévola, Ed Skrein, como um rebelde desse mesmo grupo, Robert Lindsay como o rei, e a melhor do elenco, a já envelhecida Michelle Pfeiffer, como a rainha, a grande vilã da narrativa.
Enfim, a produção é agradável e fotogênica, com belos figurinos e direção de arte. Todavia, é mais mesmo um passatempo para as crianças, cuja exibição teria sido oportuna nas férias escolares do mês de julho. Vale pela mensagem politicamente correta e, obviamente, pela ilustre presença de Angelina Jolie. Abraços!
Nessa guerra simbólica entre Marvel x DC Comics, com filmes protagonizados por seus super-heróis populares, quem ganha é o público, que confere toda a diversidade de fitas. Se parecia, para alguns, que a Marvel estava levando a melhor, a DC (ou Warner) demonstrou que produzir um filme protagonizado por um anti-herói, feito com muita seriedade, consegue superar a batalha de egos de diversos heróis envolvidos numa só projeção, como é o caso da série Avengers.
Quem diria, o diretor Todd Phillips (também roteirista, ao lado de Scott Silver), responsável por comédias escrachadas como a série "Se Beber, Não Case" e "Um Parto de Viagem", assumiu essa prdoução em que, por mais que Coringa seja conhecido por ser uma figura irônica e diabolicamente engraçada, quase não há espaço para a comédia; tudo aqui consegue ser mais sombrio e tenebroso que qualquer filme na nova franquia do Batman, comandada por Christopher Nolan.
O nosso popular "herói" é vítima constante de bullying por ser desajeitado e ter um péssimo aspecto físico. Além disso, sofre de uma doença em que, quando está nervoso, começa a gargalhar freneticamente. Enfim, trata-se de um perdedor, desprezado por todos. A situação piora quando ele é demetido de seu trabalho, no qual ele se disfarçava de palhaço para animar as pessoas em eventos. As coisas fogem da normalidade de vez quando descobre um segredo envolvendo a identidade de seu possível pai. A partir daí, consumado pela ira, Arthur Fleck torna-se Coringa, e está disposto a fazer valer sua justiça.
Não me recordo da classificação etária do filme, e já informo que ele é bastante pesado para crianças e pré-adolescentes. A trilha sonora densa e tocante sugere que o público está assistindo a uma produção de horror, gênero que se aproxima bastante da narrativa. Mais uma vez, palmas para Todd Phillips, que mostrou versatilidade atrás das câmeras, ao abandonar o seu lugar comum na comédia. O que também é facilmente perceptível é a homenagem aos filmes do cineasta Martin Scorsese, sobretudo fitas como "Taxi Driver" e "O Rei da Comédia", que surgem na mente do espectador mais familiarizado com o cinema, quando observa diversas cenas. Falando em Scorsese, que tem o hábito de registrar suas tramas em Nova York, a Gotham City daqui é uma fotografia idêntica de Nova York, sobretudo nas cenas dos guetos noturrnos.
Mas o que mais me chamou a atenção, é a temática voltada às questões sociais, em épocas que fica cada vez mais evidentes, tanto nos EUA como no Brasil, o quanto o menos favorecido é hostilizado pela sociedade. Estamos muito acostumados a ver no cinema americano criminosos negros ou latinos causando o terror nas ruas e nos metrôs. Aqui, contudo, há uma realidade pouco vista nos filmes: homens brancos e ricos demonstrando sua fúria contra a minoria e mulheres indefesas. Outro momento de interessante reflexão se esconde por de trás da personalidade do pai do homem-morcego, o milionário Thomas Wayne (o Batman só aparece aqui como criança), cuja conduta faz lembrar muito o oportunismo de políticos corruptos (sobretudo, lembra muito um governador de estado aqui no Brasil). Essa nova possibilidade de leitura ma faz refletir: seria mesmo Batman um herói? Ok, ele não aparece com sua habitual roupa, mas ao analisarmos o legado que lhe é deixado por um homem não exatamente escrupuloso, nos faz pensar nisso... Enfim, de qualquer forma, que fique claro: Coringa é sim um vilão! Mesmo sendo humilhado constantemente, como uma versão masculina de "Carrie, a Estranha", a maldade assumida por ele não se justifica.
Como de hábito, deixo pro fim informações obre o elenco. No papel título, Joaquin Phoenix demonstra de vez sua versatilidade. Sem dúvida, é o filme de sua carreira, numa interpretação digna de Oscar. O astro Robert DeNiro (aliás, habitual parceiro de Scorsese) interepreta aqui um apresentador comediante (no estilo Jô Soares), idolatrado exageradamente por Fleck. A veterana Frances Conroy faz a mãe do Coringa, Brett Cullen vive o já mencionado Thomas Wayne e Zazie Beetz (de "Deadpool 2") faz um provável interesse romântico do protagonista.
Coringa se concretiza como o filme de heróis para o público adulto, com poucos momentos de humor, e com diversas possbilidades reflexivas sobre questões sociais. É fácil de entender o porquê do filme ter desagradado muitos políticos de partidos conservadores, pois afinal de contas, tais perfis não são exaltados nessa narrativa; ao contrário, demonstram repulsividade, e isso tem certa lógica. Este é dos filmes que merece uma nova análise, e certamente precisa ser conferido. Vale a pena!
Após dois anos, finalmente estreou a sequência de uma obra de Stephen King bastante popular, além de ser um dos livros mais longos (senão o mais longo) do autor. It - A Coisa apresenta um dos vilões mais demoníacos e perversos do universo literário de King, o sinistro palhaço Pennywise. Essa segunda parte, mias uma vez adaptada por Gary Dauberman e dirigida por Andy Muschietti, concentra a ação no grupo de crianças agora adultos.
Cada personagem tomou seu rumo e saiu da cidade pequena de Derry, com exceção de Mike, que permaneceu por lá. Quando eventos estranhos e sangrentos começam a acontecer, como o sumiço de crianças, e corpos que surgem pelos córregos, Mike contata todo o grupo dos perdedores: Beverly, Bill, Ritchie..., como objetivo de derrotarem de vez a coisa Pennywise.
A metragem é bem extensa (quase três horas de duração), e já começa com um prólogo bastante impactante, em que um casal homossexual é vítima de bullying (uma sequência bem violenta), e um deles ainda torna-se presa de Pennywise. A apresentação dos personagens enquanto adultos é breve, e o diretor Muschietti se concentra na ação, e nos traumas paralelos de cada um dos personagens, para mostrar cenas assustadoras. Há também momentos de flashback, em que o público mata a saudade do elenco-mirim. Contudo, de forma geral, ainda que o entretenimento seja interessante, o filme é arrastado, e, infelizmente, menos assustador que o primeiro, que apesar de ter muita cena de comédia, era mesmo mais tenebroso.
O próprio autor Stephen King faz uma pequena participação como um fã de escritor de histórias de terror, e faz um auto-sátira, ao dizer que o que estraga as obras do autor, são os finais decepcionantes (algo bem comum com a escrita do próprio King). Na verdae, esse problema de finais não exatamente bons, acontece nos livros e nas adaptações também. Aqui, por exemplo, percebe-se que a figura central do Pennywise, mais uma vez vivido pelo sueco Bill Skarsgaard, tem menos destaque, e isso percebe-se conforme a projeção vai seguindo até o fim (algo não exatamente bacana com um vilão de porte).
Além de Skarsgaard, e todo o elenco mirim do anterior, as presenças estelares de Jessica Chastain, como Beverly, e James McAvoy, como Bill (o escritor) acrescentam mais entusiasmo para a história. Os outros cinco atores que compõe o painel de protagonistas são os menos famosos Bill Hader (Richie), Isaiah Mustafa (Mike), Jay Ryan (Ben), Jams Ransone (Eddie) e Andy Bean (Stanley).
Enfim, sem ser uma grande obra-prima, vale a pena conferir nos cinemas essa sequência aterrorizante, mesmo seu resultado ficando um pouco abaixo das expectativas. Quem tiver curiosidade, vale a pena conhecer a minissérie para tv feita em 1990, que também é muito boa. Abraços!
Nesse fim de férias, um dos mais queridos e populares protagonistas dos estúdios Disney, que encantou e emocionou todos os públicos do mundo na década de 90, ganhou sua versão carne e osso na tela grande. E, evidentemente, as bilheterias lotaram facilmente.
Nessa versão, embora não seja animação, não há seres humanos em cena, e sim os famosos animais da produção de 1994, que são dublados por um elenco estelar. Quem comanda o espetáculo visual dessa vez é o também ator Jon Favreau, que dirigiu os dois primeiros episódios de "Homem de Ferro", enquanto o roteiro é assinado por Jeff Nathanson, que reorganizou a história original de 1994.
É difícil existir alguém que não saiba do que se trata o filme, porém, vamos lá: Nasce o pequeno Simba, filho dos leões Scar e Sarabi, que tem a missão de substituir o pai na liderança entre os animais. Contudo, seu tio, o inescrupuloso Mufasa, arma um plano diabólico para derrotar Scar e Simba, e cobiçar o trono. Mas Simba sobrevive, e vai para o outro lado da floresta, onde é amparado pela dupla atrapalhada Timon e Pumbaa. Porém, retorna para o seu habitat original, ao descobrir que todos correm risco de vida nas mãos de Mufasa, sobretudo sua mãe, e sua amada Nala.
O melhor da fita está na exuberane fotografia, que apresenta belíssimas paisagens da natureza africana, qualificando a excepcional arte da produção. Porém, fora isso, o interesse somente é mantido por quem ainda não assistiu ao original de 1994 (se é que existe alguém que ainda não viu). Em 1998, o diretor Gus Van Sant foi duramente criticado por ter feito um remake colorido de "Psicose", do grande Hitchcock, por ter refeito cena por cena, sem inovar. É o mesmo que Favreau faz aqui: cena por cena do desenho foi recriada com os animais de carne e osso, que mais parecem os protagonistas de algum programa do popular canal a cabo "Animal Planet". Por essa razão, apesar de toda a exuberância da paisagem, o filme é lento, cansativo, óbvio, nada especial. Todas as músicas reaparecem, inclusive o enjoativo hit do Timon e Pumbaa.
Dessa vez, o elenco principal que empresta as vozes para os simpáticos personagens é black, com Donald Glover vivendo Simba, a cantora Beyoncé vivendo Nala, Chiwetel Ejiofor e Alfre Woodard como os pais de Simba, e James Earl Jones como o vilão Mufasa (curiosamente, o próprio fez o mesmo personagem na versão animada). Os comediantes Seth Rogen e Billy Eichner emprestam as vozes para Pumbaa e Timon, respectivamente. Contudo, de nada adianta saber disso, se você assistir a versão dublada, que predomina em nossas salas.
Enfim, os amantes de O Rei Leão aprovaram essa versão, alguns até choraram, já que a história é de fato muito bonita. Eu, por outro lado, mesmo reconhecendo a eficiência técnica, achei desnecessário. Mas acredito que a criançada vai curtir... Abraços!
O tempo está mesmo passando depressa! Parece que o primeiro Annabelle (2014) foi feito ontem, e agora a franquia já está na terceira parte. O primeiro dividiu opiniões entre fãs do gênero, mas o segundo fez muito mais sucesso. Agora a boneca demoníaca do momento protagoniza mais uma aventura horripilante.
O roteirista Gary Dauberman, que escreveu os dois episódios anteriores, estreia na direção, e obviamente assume mais uma vez o roteiro. O bacana é que dessa vez há participação dos populares personagens protagonistas de "Invocação do Mal", o casal de parapsicólogos Warren, Ed e Lorraine. Interessante, pois a boneca Annabelle apareceu pela primeira vez na tela no início de Invocação, em um quarto secreto na casa do casal.
Na verdade, a história começa a partir do instante em que Annabelle é trancada pelos Warren a sete chaves, por ser considerada um objeto perigosíssimo, repleto de influências demoníacas. Contudo, quando o casal se ausenta para um evento, e deixa a filha aos cuidados da babá, os problemas começam. Afinal, a curiosa melhor amiga da babá, consegue entrar no quarto secreto e liberta Annabelle. Assim, as três garotas passarão por sérios apuros, já que forças demoníacas almejam as almas delas.
O ritmo de terror é bastante envolvente nessa sequência, o que resulta em cenas impactantes e assustadoras. Claro, sem abrir mão dos habituais clichês, com cenas silenciosas de suspense, que assustam o espectador com o surgimento escandaloso do mal, repentinamente. A reconstiuição de época e os figurinos típicos da década de 70 também são convincentes.
No elenco, os intérpretes dos Warren, Patrick Wilson e Vera Farmiga, retornam em seus papéis populares de Invocação, mas não são os protagonistas aqui. Ganham a cena no início, e depois no fim, mas as protagonistas são as garotas McKenna Grace (a filha), Madison Iseman (a babá) e Katie Sarife (a melhor amiga). Há alguns momentos de alívio cômico, quando o atrapalhado interesse romântico da babá, interpretado por um ator chamado Michael Cimino (que não tem relação com o famosos diretor já morto, de mesmo nome), surge em cena, o que acaba prejudicando um pouco o ritmo. Em todo caso, no contexto geral, os sustos são eficientes para provocar na plateia instantes de medo.
Eu ainda prefiro o episódio anterior, mas acredito que o público irá aprovar essa sequência que, talvez, possa gerar novos frutos. Para um final de tarde de inverno, o entretenimento vale a pena. Abraços!
A nova moda do momento em Hollywood é a de refilmar clássicas animações Disney em versões de carne e osso. Foi o que sucedeu com "Cinderella", "A Bela e a Fera", "Dumbo", em breve com "O Rei Leão", e agora este "Aladdin".
A novidade é que o filme é assinado pelo inglês Guy Ritchie (também autor do roteiro, ao lado de John August), um diretor que tornou-se comercial com "Sherlock Holmes", mas que sempre é lembrado pelos seus trabalhos cults (como "Jogos, Trapacas e Dois Canos Funegantes"). Dessa vez, aventura-se pelo mundo Disney, e apresenta uma produção luxuosa e deslumbrante em todos os sentidos: fotografia, direção de arte, figurinos, efeitos especiais e sonoros. Ou seja, cinemão-pipoca de qualidade para se ver na tela.
A história não é desconhecida por ninguém. Aladdin é um pobbre rapaz que vive pelas periferias do Egito, com seu macaquinho de estimação. Como um "Robin Hood" do oriente, ele rouba dos ricos, para ajudar os mais necessitados, embora faça isso mais por puro prazer juvenil. Se encanta com a bela princesa Jasmine, mas terá problemas com um pretendente dela, o inescrupuloso Jafar. Mas, ao encontrar uma lâmpada velha, descobre ser ela mágica, e acaba evocando o gênio que a tem por moradia, que lhe concede três desejos. Aladdin precisa pensar bem sobre o que realmente necessita.
Todo mundo já sabe o que irá encontrar na história, mesmo porque o desenho animado de 1992 foi um estrondoso sucesso. Há batalhas entre o mocinho e o vilão, muita emoção na viagem em cima do tapete mágico (um coadjuvante alívio-cômico) e muitas canções interpretadas pelas personagens. Isso, talvez, canse o público, que pode ter uma recepção fria, mesmo com todo o padrão classe A da produção. Entretanto, o humor é bem utilizado na figura que rouba a cena, o gênio, interpretado pelo único astro de peso no filme, Will Smith, engraçado na medida certa. Os demais atores são pouco conhecidos: Mena Massoud (Aladdin), Naomi Scott (princesa Jasmine), Marwan Kenzari (vilão Jafar), Navid Negahban (o sultão, pai de Jasmine) e Nasim Pedrad (interesse romântico do gênio).
Enfim, um filme família, típico para esse início de férias escolares. Mas, apesar do belíssimo aspecto visual, não deixa marcas; facilmente esquecível. Mais uma vez, vale para gargalhar com a performance de Will Smith. Abraços.
Uau! Eis que finalmente o fecho da popular cinessérie Avengers invade as telas de cinema. Nem consigo traduzir numericamente o quanto as bilheterias arrecadaram, mas é fato bastante óbvio que todos os filmes dos heróis da Marvel, fizeram sucessos históricos (tanto o dos heróis em conjunto, quanto os "solos", apesar do Hulk ter sido o mais fraco e sem sequência).
Não é segredo para ninguém que essa produção, mais uma vez comandada pelos irmãos Russo, Anthony e Joe, teve todo o cuidado de sigilo, para que os fãs fossem surpreendidos com todo o mistério por trás da história. O problema, na verdade, era escapar dos spoilers, já que muitos acabavam revelando quem morria ou outros tópicos. Enfim, os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely souberam balancear bem a história e distribuir perfeitamente as cenas para os populares personagens criados por Stan Lee.
A aventura começa a partir do instante em que o anterior Guerra Infinita foi finalizado, com os heróis sobreviventes tentando destruir o temível Thanos, e vingar as mortes de seus colegas. Na verdade, eles, após derrotarem o vilão (e isso não é spoiler, já que acontece no início), conseguem ter acesso a uma máquina do tempo, e pretendem voltar ao passado com o intuito de impedir o acesso às pedras preciosas por parte de Thanos, o que anularia o extermínio de metade da população da Terra. Mas muita confusão e diversos obstáculos surgirão nessa possibilidade de dar uma segunda chance ao planeta.
Bem, falar da qualidade técnica é totalmente dispensável, afinal chega a ser redundante elogiar os efeitos visuais e sonoros, figurinos, direção de arte e fotografia de uma produção que já tem isso como qualidades típicas. A duração, por outro lado, precisa ser comentada, pois, afinal de contas, é o filme mais longo de toda a série: 3 horas e 1 minuto! Também pudera: com tantos protagonistas dividindo a cena, a projeção tinha mesmo que ser longa.
Aliás, falando no elenco, está todo mundo na tela. Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo e Jeremy Renner atuam com suas permanentes competências como os heróis títulos. Quem se sai melhor, certamente, é Chris Hemsworth, roubando a cena como alívio cômico, compondo um Thor barrigudo e bêbado, após uma crise depressiva. Aliás, Hemsworth demonstra grande versatilidade nessa mudança de composição do personagem.
E podem apostar: todos estão mesmo de volta! Algns com grandes destaques, outros fazendo ponta. Independente disso , trata-se do elenco estelar do ano, já que nunca se viu tanta gente famosa em um filme. A ainda pouco conhecida Karen Gillan, como Nebula, a meu ver, tem o principal papel feminino, já que muita coisa gira em torno dela. Paul Rudd, como o Homem-Formiga, também rouba a cena e já surge de forma triunfal. Brie Larson, a Capitã Marvel, já chega arrasando, embora suma depois, mas retorna em grande forma. Rene Russo, quem diria, nos seus 65 anos, ainda é uma bela mulher, como a mãe de Thor. Tilda Swinton tem uma interessante participação como "The Ancient One".
Querem mais? Então vamos lá: Don Cheadle, Benedict Cumberbatch, Chadwick Boseman, Elizabeth Olsen, Gwyneth Paltrow, Chris Pratt, Zoe Saldana, Josh Brolin, Tom Holland, Tom Hiddleston, Danai Gurira, Anthony Mackie, Dave Bautista, Letitia Wright, Hayley Atwell, Vin Diesel, Bradley Cooper... Alguns parecem figurantes, pois somente aparecem rapidamente: Michelle Pfeiffer, Marisa Tomei, Natalie Portman, Angela Bassett, William Hurt, Samuel L. Jackson (aliás, como fizeram isso com um personagem tão importante como o Nick Fury???). Os veteranos Michael Douglas e Robert Redford, embora também tenham poucas cenas, têm algumas falas.
Enfim, a conclusão é satisfatória, e dessa vez não há cenas pós-créditos. O público não sairá desapontado, embora haja uma sensação triste pelo encerramento da série. O maior desafio para o espectador é conseguir fugir dos spoilers, já que quem viu não perdoa mesmo. Nessa altura do campeopnato, as filas já estão mais tranquilas, então aproveitem a oportunidade de verem os heróis populares da Marvel juntos pela última vez. Até!
As comédias brasileiras estão num bom momento de popularidade, sobretudo pelo fato de renderem sequências. É exatamente o que succede aqui com as aventuras da empresária do mundo do sex shop, Alice Segretto, nessa terceira aventura.
O humor, dessa vez, está mais discreto. Isso porque a diretora Julia Rezende (dos dois "Meu Passado Me Condena") resolveu focar no amadurecimento de sua protagonista, e em suas inseguranças e escolhas. Claro que isso tudo rende muitas gargalhadas, sem dúvida. Mas, com um cantinho de sensibilidade também.
Bem, o fato é que Alice agora resolve se aposentar para cuidar mais da família: seu marido João Luiz, e os filhos, o adolescente Paulinho, e a pequena Clarinha. Por essa razão, deixa seus negócios nas mãos da mãe, Marion. Contudo, volta a ativa quando se sente ameaçada por uma jovem concorrente na área, Leona, que inventa um óculos ultramoderno, capaz de satisfazer os maiores desejos sexuais. Para piorar, a garota passa a namorar o filho de Alice, deixando a empresária mais irritada,
O time de roteiristas (Rene Belmonte, Paulo Cursino, Marcelo Saback e a própria estrela Ingrid Guimarães) retomam situações hilárias das fitas anteriores, além de acrescentar novos "produtos", como o mencionado óculos, além de uma boneca inflável. As locações externas também são convidativas, já que parte da trama se passa em Paris, onde Alice participará de congressos. Ingrid continua arrasando em cena, demonstrando ser uma das melhores comediantes do país. Bruno Garcia, como o marido, também apresenta um personagem mais maduro e reflexivo. A excelente Denise Weinberg, como a mãe Marion, chega a roubar a cena no início, mas depois parece ser esquecida pelo roteiro (o que foi um vacilo tremendo). Em compensação, Cristina Pereira, como a empregada Rosa, diverte a plateia com suas atrapalhadas,
Há várias participações especiais interessantes, como Cauã Reymond interpretando a si próprio numa cena hilária, Fernanda Lima, também como ela mesma, num momento de entrevista, além da co-estrela das fitas anteriores, Maria Paula, que retorna numa participação, na qual faz meditação.
A bela mensagem sobre os valores que importam na vida das pessoas, apesar de clichês, rendem momentos reflexivos, contribuindo para o clima alto astral e romântico da narrativa. Enfim, "De Pernas Pro Ar" rendeu uma franquia de três filmes de grande sucesso e com diversão garantida. Podem conferir! Abraços!
De fato, a Marvel e a DC Comics construíram seus impérios no cinema, e constantemente produções de ambos os "estúdios" estreiam no cinema. Um projeto bastante aguardado da Marvel é esse em que a própria está no título, "Capitã Marvel", dirigido por uma dupla desconhecida (porém, não estreantes), Anna Boden e Ryan Fleck.
A heroína é Carol Danvers, uma moça que vive em outro planeta, mas que já viveu na Terra, apesar de não ter muita lembrança disso. Ela é uma guerreira treinada pelo seu mentor Yon-Rogg, e tem o intuito de manter a paz no planeta, e protegê-lo de terríveis inimigos. Mas segredos do passado na Terra, envolvendo Carol, que era piloto da aeronáutica, e sua superiora Dra. Wendy Lawson, a fazem voltar para lá, onde depara com o agente Nick Fury, que vai ajudá-la a descobrir sua verdadeira origem.
O roteiro, da dupla de diretores ( e ainda Geneva Robertson-Dworet, Nicole Perlman e Meg LeFauve) é muito confuso, embora surpreenda em algumas reviravoltas e revelações (especialmente na figura dos vilões). As cenas de batalha, sobretudo no espaço, são um pouco cansativas e lembram o contexto de "Star Wars". Também falha no alívio cômico, embora tenha uma gatinha bizarra que cuida dessa parte, de forma inusitada. A caracterização dos seres intergalácticos também soa óbvia e muito semelhante a de muitas produções de ficção científica. Ao menos, o clima de nostalgia é bacana, já que a história se passa na década de 90, e há muitas músicas pop-rock daquela época; além disso, a cena em que a heroína cai em uma blockbuster é bem divertida. Não se trata de um filme ruim, na verdade vai melhorando com o passar da projeção, mas não supera nenhm filme de qualquer um dos "vingadores".
No elenco, a ganhadora do Oscar por "O Quarto de Jack", Brie Larson, que parecia sumida, assume o papel-título. Não gosto muito da interpretação dela, parece caricata e forçada demais, talvez Emily Blunt faria melhor (outra coisa irritante é o uniforme dela, que lembra muito a rival DC, com a "Supergirl"). De qualquer forma, trabalha com competência de sobra, e lidera um elenco estelar: Samuel L. Jackson, como Nick Fury, se responsabiliza em fazer a ponte da Capitã Marvel com Os Vingadores; Annette Bening, sempre excelente, faz a chefa da aeronáutica; Jude Law, o treinador de Brie. E há ainda Ben Mendelsohn, Clark Gregg, Djimon Hounsou, e as interessantes participações pós créditos finais de alguns vingadores: Scarlett Johansson, Chris Evans, Mark Ruffalo e Don Cheadle. Aliás, tal cena é uma das melhores da fita, que desperta a curiosidade e a empolgação direcionadas ao novo filme da série Vingadores, Ultimato, que estreia mês que vem, com a participação da própria Brie Larson como a Capitã Marvel.
Enfim, um espetáculo eletrizante, numa produção bem cuidada. Mesmo não sendo excepcional no conjunto da obra, ainda assim mantém o padrão alto de qualidade Marvel. Por essa razão, vale acompanhar as aventuras dessa heroína, em épocas de empoderamento feminino, na tela grande. Abraços!
Nesse duelo de Marvel vs. DC por bilheteria no cinema, é difícil saber quem leva a melhor, já que ambas apresentam produções classe A na tela. A DC/Warner lançou recentemente o filme sobre o rei do mar, "Aquaman", que já havia apareceido em "Batman vs. Superman" e "Liga da Justiça", mas que agora ganhou seu filme solo.
Aquaman na verdade se chama Arthur, fruto de um relacionamento entre um humano e uma figura mítica do mar, uma espécie de sereia. Desde pequeno é consciente de seus superpoderes, e é treinado por um ser marítimo, Vulko. Quando cresce, Arthur recebe a missão de ir para o mar conquistar o trono que lhe pertence por direito, pois seu meio-irmão Orm, inescrupuloso, tem planos de destruir a Terra. Nessa aventura, conta com a ajuda da Princesa Mera, prometida para Orm, mas que despreza os planos diabólicos dele.
O aspecto visual da belíssima fotografia e da competente direção de arte cria cenários espetaculares nas profundezas do Oceano, e destaca toda a diversidade marítima que se tem direito. Méritos do jovem cineasta malaisiano James Wan, especialista em fitas de terror, como "Jogos Mortais" e "Invocação do Mal", mas que tem demonstrado excepcional talento em produções de ação, tal como fez mostrou em "Velozes & Furiosos 7". Além disso, paisagens exuberantes no deserto do Saara e na Sicília surpreendem o espectador pelo aspecto da beleza focalizada. Aliás, nunca se viu antes a bela Sicília ser alvo de pancadaria e destruição, em cenas extraordinárias, que adicionam mais um ponto para se assistir ao filme na tela grande.
Jason Momoa, o astro do momento, nasceu para viver Aquaman, embora demonstre facilmente sua canastrice, além de não convencer nas sequências de alívio cômico. A bela Amber Heard faz a heroína, e tenta fazer algo além do interesse romântico. O elenco ainda reune nomes consagrados, como Willm Dafoe, como o mentor de Aquaman, Patrick Wilson como o vilão King Orm, o veterano Dolph Lundgren (quem diria!) como King Nereus e a incansável Nicole Kidman, como a mãe do herói. Há também a voz da estrela Julie Andrews como o monstro Karathen na parte final.
O roteiro, de David Leslie Johnson-McGoldrick e Will Beall, não economiza nos detalhes, e o resultado é uma projeção de quase duas horas e meia. De qualquer jeito, todo o cuidado visual e sonoro faz o tempo passar despercebido, e garante um prazer delicioso de se acompanhar as eletrizantes aventuras dentro do oceano. James Wan já está confirmado como diretor da sequência, anuncaiada para 2022.
Se tem um gênero que se afirmou muito bem aqui no Brasil é a comédia. Muitos críticos até podem dizer que fitas comerciais como "Se Eu Fosse Você" e "Minha Mãe é Uma Peça" se inspiram em fitas americanas, mas certas características de nossa "brasilidade"é o que faz a diferença nestes filmes. Entre elas, está o humor. Afinal, nas fitas citadas é comum ver o público explodir em gargalhada, até mesmo muito mais do que em qualquer fita americana do Jim Carrey. Nesse Minha Vida em Marte, também sucede isso.
Trata-se de uma sequência de "Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou", realizado em 2014, com a mesma dupla central, Mônica Martelli e Paulo Gustavo. Aliás, os protagonistas também são responsáveis pelo roteiro, escrito em parceria com a diretora estreante Susana Garcia, e também com Emanuel Araújo e Júlia Lordello.
Aqui, a administradora de um buffett Fernanda Garcia (Mônica) está em crise no casamento com Tom (Marcos Palmeira, que também esteve no filme anterior). Tenta de tudo para fugir da rotina, e conta com a ajuda de seu sócio homossexual, Aníbal (Paulo Gustavo). Porém, as coisas caminham para a separação. Nesse caso, para levantar a moral da amiga, Aníbal lhe proporciona várias atividades de entretenimento, incluindo uma viagem para Nova York, onde ambos passam por diversas situações divertidas.
Apesar da simplicidade da história, fazia tempo que eu não gargalhava com gosto. Os dois comediantes são perfeitos na arte da diversão, sobretudo Paulo Gustavo, simplesmente um fenômeno nas tiradas, nos diálogos e nos trejeitos. A mensagem também não deixa de ser poética e positiva para o ser humano, que muitas vezes precisa aprender a valorizar a si próprio, acima de qualquer relacionamento.
No elenco, a presença ilustre de vários atores populares na telinha, como Ricardo Pereira, no papel de um interesse romântico de Mônica lá em Nova York, Heitor Martinez Mello como um paquera em uma festa, Dudu Pelizzari como o instrutor da academia, Fiorella Mattheis como a namorada do ex-marido, Guida Vianna como a dona do sex shop, além da cantora Anitta interpretando ela mesma.
Enfim, uma verdadeira injeção contra o mau-humor. É daqueles filmes que deixa o público na expectativa de uma nova sequência, para se divertir ainda mais. Assista sem preconceito, e tenha a garantia de que rir é sempre prazeroso, sobretudo quando de forma espontânea. Abraços!
Eu já tinha perdido a esperança no cineasta M. Night Schyamalan, que surgiu bastante promissor com o aterrorizante "O Sexto Sentido", em 1999. Contudo, a sucessão de filmes ruins, sobretudo os de ficção científica, demonstravam uma infeliz decadência, inclusive na história, já que ele é roteirista de seus filmes, como também acontece aqui em "Vidro". Mas ele voltou com tudo em 2016 com "Fragmentado", e felizmente seu novo filme não decepciona.
Falando em Fragmanetado esse Vidro é uma sequência desse e também de um outro filme que ele fez lá atrás, "Corpo Fechado", em 2000. A ideia de ligar todos esses filmes demonstra que Schyamalan tem excelente criatividade, pois entrelaçar todas essas histórias não parece algo fácil; e ele conseguiu com maestria.
Para quem não lembra de Corpo Fechado (ou para quem não viu), o protagonista David Dunn, que era segurança, tem o dom de sentir o "caráter" das pessoas com um simples toque. No passado, ele foi o único sobrevivente num acidente ferroviário, e isso causou espanto, já que não havia chances de alguém sobreviver; e como ele saiu ileso, seu filho concluiu que ele só poderia ser um super-herói. No presente ele e o filho (agora adulto) trabalham na caça de um perigoso serial killer, que possui 24 personalidades, e que sequestrou um grupo de garotas. Quando Dunn o localiza, com a personalidade da Fera (visto em Fragmentado), o duelo de titãs é interrompido pela polícia, que os deixam sobre o controle da psicóloga Ellie Staple, que tenta convencê-los de que são homens comuns. Aí entra outro personagem de Corpo Fechado, Elijah Price, debilitado e em cadeira de rodas (o oposto de Dunn, representando a extrema fraqueza), que também passa pelo tratamento da doutora. Entretanto, todos eles juntos, no mesmo espaço, fazem surgir ideias perigosas.
A trama pode parecer complexa, mas faz uma leitura bacana sobre o mito do super-herói, destacando suas habilidades, mas também os pontos fracos. A expectativa de suspense, de que algo inusitado e surpreendente vai acontecer em cena, acompanha constantemente o espectador. E, de fato, há boas reviravoltas em uma conclusão eficiente, que faz lembrar um pouco os filmes da franquia "X-Men".
O elenco conta com três astros em forma, James McAvoy comprovando ser um dos grandes atores de sua geração, ao reviver as 24 personalidades em um corpo só (embora a maioria seja "figurante"), com uma expressão aterrorizante e demoníaca; Bruce Willis não faz feio, embora conserve o irritante biquinho ao interpretar mais uma vez David Dunn; e o melhor do elenco, Samuel L. Jackson, em uma entrada triunfal e enigmática, além de responsável pelos momentos de grande tensão, como Elijah Price, o "vidro" do título. Há também a excelente Sarah Paulson (de "12 Anos de Escravidão" e da série "American Horror Story") como a psicóloga, e a sobrevivente de Fragmentado, Anya Taylor-Joy (na verdade não faz muito sentido o retorno dela, mas não deixa de ser um ponto importante na conclusão). Juntam-se a eles outros atores de Corpo Fechado: Spencer Treat Clark, o filho de Bruce Willis, e Charlayne Woodard, como a mãe de Samuel L. Jackson (curiosamente, ela é cinco anos mais nova que ele na vida real!).
Enfim, um eletrizante suspense, que requer paciência e concentração para se deliciar e se envolver com uma trama muito bem escrita e conduzida por Schyamalan, que agora parece ter recuperado a mão cheia. Abraços!
Os produtores de Hollywood não se cansam em refilmar, fazer sequências ou começar uma nova frnquia através de clássicos do cinema. Seria isso ausência de criatividade coletiva por parte dos roteiristas? Enfim, o fato é que, pela segunda vez, resolvem refazer Halloween, o clássico do terror de John Carpenter.
Na verdade, o que ocorre aqui não é uma nova franquia; isso ocorreu sim em 2007, com uma continuação em 2009. Dessa vez, contudo, a ideia foi outra: fazer uma sequência direta do clássico de 1978, e ignorar todas as diversas sequências que a fita originou. Isso explica a presença da heroína Laurie Strode, morta em "Halloween: A Ressurreição" (simplesmente a coisa mais desastrosa já feita na vida, um "big brother" de terror!), mais uma vez vivida pela excelente Jamie Lee Curtis.
Laurie é uma idosa que vive sozinha, e totalmente neurótica, perturbada com os acontecimentos de exatos quarenta anos atrás, em que o assassino psicopata Michael Myers a aterrorizou e matou seus amigos. Quando ela descobre que ele fugiu do hospital psiquiátrico em que se encontrava, parte para a defesa, e tenta proteger sua família: a filha com quem mal se relaciona, e a neta, uma adolescente rebelde. Essas três mulheres mostrarão a força através da união.
A excepcional trilha sonora angustiante e amedrontadora , presença fixa em todos os filmes "Halloween" permanece aqui. A introdução, como Michael Myers sendo visitado por uma dupla de médicos, é arrepiante e deixa uma boa sensação de expectativas. Entretanto, o roteiro, do próprio diretor David Gordon Green, ao lado de Danny McBride e Jeff Fradley, é muito ruim. Tudo o que sucede em cena é previsível, e as cenas de mortes são fracas. Para piorar, alguns personagens são esquecidos no meio da trama, e outros assumem condições de idiotas (como o pai da mocinha). Além disso, um conflito dramático que sugere um ajuste de contas entre mãe, filha e neta, fica a desejar, e nunca chega a acontecer.
No elenco, além de Jamie Lee Curtis, envelhecida, mas em forma aos 59 anos, a boa atriz Judy Greer está desperdiçada como a filha de Jamie, deixando uma personagem que deveria ser importante, relegada a coadjuvante sem força. A verdaeira heroína da vez é uma novata chamada Andi Matichak, que não deixa impressões. Aliás, quem foi responsável pelo elenco não soube escolher bem, pois os rapazes, além de péssimos atores, são feios demais, nenhum convencem como galãs. Por fim, há também a presença do veterano Will Patton, como um policial.
Por que resolveram fazer essa sequência? Em 1998, o diretor Steve Miner já havia realizado uma boa continuação, intitulada "H20: Vinte Anos Depois", em que Jamie já ressurgia poderosa. E mesmo tendo sido realizado depois o desastre "Ressurreição", não deveriam ter constrangido Jamie mais uma vez. Como terror resulta numa produção fraca, cansativa, previsível e com uma falsa propaganda de expectativa no início. Não vale a pena. Abraços!
Para a galera que curtiu as franquias de "Invocação do Mal" e "Annabelle", não podem perder "A Freira", a demoníaca personagem que foi citada em ambos os filmes mencionados. A popularidade que ela adquiriu em comunidades de redes sociais criou uma certa expectativa para a estreia do filme.
A história é ambientada na década de 50, quando um padre e uma noviça são designados para investigarem um convento numa comunidade distante na Romênia, pois uma jovem freira foi encontrada brutalmente morta. Assim, associam-se com um jovem trabalhador rural (que encontrou o corpo da freira) e passam a investigar. Estranhas aparições causam o pânico dos três, junto com as demais freiras que povoam o convento.
Como se pode esperar, há sustos eletrizantes, que pegam o espectador desprevinido (ainda que isso já seja um clichê). As locações na Romênia favorecem para um clima de pânico e terror, o que contribui ainda mais para a diversão. Entretanto, os momentos de alívio cômico, constantes na figura do galã, interpretado pelo jovem belga Jonas Bloquet, atrapalham o que deveria ser uma trama sobrenatural e tensa. Além disso, a expectativa sobre a origem da personagem título é quebrada, se alguém esperava uma biografia ou coisa parecida.
No elenco, fora Bloquet, o mexicano Demián Bichir, já indicado ao Oscar, faz o exorcista, acompanhado da jovem Taissa Farmiga, como a noviça Irene. Taissa, aliás, é irmã mais nova de Vera Farmiga, a protagonista dos filmes "Invocação do Mal". A própria Vera, junto com Patrick Wilson, faz participação no fim. Ambos revivem seus personagens de "Invocação" (Vera também aparece no início).
Enfim, o excesso de sustos fáceis, sempre acompanhados por trilha sonora tensa, podem parecer lugar comum para o habituado fã. Ao menos, há cenas que ficam marcadas, como o momento da reza coletiva entre as freiras, atrapalhado pela presença do mal. O final também surpreende e deixa a porta aberta para uma sequência. O novo mestre do terror, James Wan, diretor de "Sobrenatural" e o já mencionado "Invocação do Mal" é apenas o produtor e colaborou no roteiro de Gary Dauberman. O diretor da vez é Corin Hardy, que já tinha feito o interessante "A Maldição da Floresta" três anos antes, e consegue fazer um razoável entretenimento do terror. Para quem não for muito exigente, vale conferir.
Quem diria que a série "Missão Impossível" iria ter vida longa no cinema! Este já é o sexto episódio, e o bacana é que tecnicamente um vai sempre superando o outro, além de todos serem grandes espetáculos visuais para se ver na tela grande.
A direção de Christopher McQuarrie no episódio anteior, "Nação Secreta",deu certo e ele assumiu mais essa agitada aventura, além de ser autor do roteiro, sempre se inspirando na popular série de tv da década de 60, criada por Bruce Geller.
Sem dúvida, o que torna a série mais complexa, sobretudo essa sequência, é o roteiro extremamente confuso, em que as missões impossíveis são acompanhadas de ordens complicadas e surreais mesmo. Aqui, o agente Ethan Hunt precisa recuperar uma pulseira de plutônio, ou coisa parecida, e deter um perigoso vilão, Solomon Lane (visto em "Nação Secreta") e entregá-lo para uma quadrilha, chefiada pela Viúva Branca, que querem a cabeça dele. Assim, Hunt e sua turma embarcam para missões perigosíssimas.
O legal da série é que ela não cansa nunca. Mesmo as cenas de perseguições e explosões se assemelharem a tantos outros filmes, são sempre dinâmicas, bem elaboradas e prendem a atenção. Aqui, nem mesmo a duração excessiva (duas horas e meia) atrapalha a diversão. As locações turísticas dessa vez são Paris, Londres e Caxemira, que prometem situações eletrizantes. No começo, já há uma sequência de salto de helicóptero com para-quedas surpreendente. De qualquer forma, é bom admitir que a melhor sequência no quesito ação é mesmo a quarta parte, cujo subtítulo é "Protocolo Fantasma".
Vamos ao elenco. Tom Cruise já prometeu que esse é seu último filme de ação, principalmente pelo fato de ter se machucado para valer, já que sempre dispensa dublês. Além disso já está sentindo o peso da idade também. Ving Rhames e Simon Pegg, os habituais parceiros, dão um jeito no alívio cômico. A bela sueca Rebecca Ferguson, também de "Nação Secreta", está em boa forma e garante bons momentos de impacto. Alec Baldwin também retorna representando a autoridade do agente Hunt. A novidades estão por conta da presença de um novo parceiro vivido pelo canastrão Henry Cavill, outra autoridade governamental vivida pela ótima Angela Bassett, a jovem Vanessa Kirby como vilã, outro reotno, o do vilão do episódio anterior, Sean Harris e também retorna Michelle Monaghan, como a ex-esposa de Hunt.
O espetáculo é garantido, e cria uma expectativa de "quero mais", um possível novo episódio, mesmo sem Tom Cruise (será????). Só não entendi muito bem, no fim, a lógica da personagem de Angela Bassett, mas nada estraga o prazer de se apreciar um blockbuster eficiente, divertido e eletrizante. Recomendo.
Três anos após o início de uma nova safra sobre uma franquia de enorme sucesso que estreou em 1993, "Jurassic Park", comandado por ninguém mais ninguém menos que Steven Spielberg, surge essa sequência, que ganha novo diretor , o espanhol J.A. Boyona (de "O Orfanato" e "O Impossível"), e conta com o cineasta do anterior, Colin Trevorrow, no roteiro, junto com Derek Connolly.
Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) é convidada para retornar à ilha Nublar para salvar os dinossauros de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Organiza sua equipe e convence Owen Grady (Chris Pratt) a retornar também. Mas há uma conspiração por parte de quem a convidou, Eli Mills (Rafe Spall), que pretende leiloar os dinossauros e se tornar milionário. Entretanto, novas e aterrorizantes raças de dinossauros estão lá para acabar com tudo e todos, e podem estragar os planos do vilão.
Quando o primeiro Jurassic World estreou (sempre nos créditos consta o nome do autor do livro original, Michael Crichton, embora a adaptação mesmo é a do filme de 1993), fez um razoável sucesso, contando uma história empolgante, divertida, assustadora e repleta de sequências de ação e suspense. Aqui, contudo, tudo é previsível, cansativo, e sem maiores surpresas. O casal central que retorna, Pratt e Dallas Howard, está mais apáticos. Alguns críticos acharam que essa nova produção está bem próixima do gênero terror, especialidade do diretor. No entanto, o Jurassic Park 3 parecia muito mais terror do que esse. As sequências finais, com os vilões sendo devorados pelos dinossauros, trazem mais entusiasmo para a narrativa. Mas, de forma geral, esse aqui ficou abaixo das expectativas (nem mesmo o show de efeitos visuais e sonoros me convenceu).
No elenco, além dos heróis, Rafe Spall faz um vilão nada memorável, Jeff Goldblum (que atuou em Jurassic Park 1 e 2) retorna numa participação no mesmo papel, na cena inicial e na final, mas sem grandes chances, o veterano James Cromwell faz o novo proprietário do parque (faz lembrar Richard Attenborough na safra anterior), Toby Jones faz o vilão nanico, a veterana Geraldine Chaplin está num papel que é rapidamente esquecido, há uma criança chata feita por uma certa Isabella Sermon (aliás, todas as crianças de qualquer filme Jurassic são chatas) e há também uma dupla de coadjuvantes que auxiliam o casal central, e servem como alívio cômico (mas sem sucesso), interpretada por dois rostos novos, Justice Smith e Daniella Pineda.
Enfim, sabe-se que o Jurassic World 3 está em pré produção e vai estrear em 2021, novamente com Trevorrow (do primeiro) na direção, e também Chris Pratt e Bryce Dallas Howard de novo no elenco. Espera-se que tenha mais criatividade na história e cenas de ação mais ousadas, pois esse aqui é daqueles entretenimentos que caem facilmente no esquecimento. Abraços!
Muita coisa mudou desde o primeiro filme da franquia até os dias de hoje. O fato mais interessante é que a toda poderosa Marvel tornou-se agora estúdio de cinema, e esteve a frente dessa super produção, ao lado da Disney. Como era de se esperar, as filas de cinema tornaram-se mais do que quilométricas.
Os irmãos Russo, Anthony e Joe, permanecem na direção na história adaptada do mundo de Stan Lee, por Christopher Markus e Stephen McFeely. E a impressão que fica é que eles não querem nem saber se o público é leigo ou não; por essa razão, seria razoável os espectadores mais distantes do universo Marvel assistir aos dois episódios anteriores. Mesmo porque a quantidade de personagens é absurdamente gigante, ficando de fora apenas o Arqueiro e o Homem Formiga.
Falando na história, o grande vilão aqui é Thanos que almeja conquistar uma coleção de seis poderes diferentes entre si, que o tornará poderoso e acabará com metade da população na Terra. Para isso, os vingadores se unem para combatê-lo, incluindo so guardiões da galáxia, e a turma do Pantera Negra.
Honestamente, esse episódio acaba sendo o mais entediante dos três, e também o mais longo. Creio que isso acontece pelo fato de boa parte das cenas ser ambientada em território intergaláctico, tornando o filme mais próximo da ficção científica, o que não é comum na série. Mas o interese e o ritmo vão melhorando no decorrer do desenvolvimento, e não podemos esquecer dos bons instantes de alívio cômico, o que deixa o entretenimento mais suave, e com direito a uma sessão cinematográfica de nostalgia com as citações dos clássicos filmes dos anos 80, feitas pelo Homem Aranha.
Quanto ao elenco e seus respectivos personagens, essa é a parte mais complexa, pois com um número gigantesco de protagonistas, nem todos se destacam. Devo mencionar que o vilão personalizado por Josh Brolin é o melhor do filme: temível, impiedoso e o mais indestrútive entre todos. Entre os heróis, a protagonista é mesmo a Gamora de Zoe Saldana, dos guardiões da galáxia, que tem uma relação afetiva de paternidade com o vilão; ela é o núcleo da história, bem amparada por Chris Pratt (também fazendo gracinhas), o que deixa o público que ainda nãoa assistiu "Guardiões da Galáxia", como eu, meio sem chão.
Entre nossos populares heróis, Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Hemsworth (Thor), Elizabeth Olsen (Feiticeira), Paul Bettany (Vision) e Benedict Cumberbatch (Dr. Estranho) levam a melhor, além do já mencionado "palhaço" Homem Aranha, vivido pelo fraquinho Tom Holland. Por outro lado, Mark Ruffalo (com um Hulk bem ausente), Chris Evans (sem o uniforme de Capitão América) e Scarlett Johansson (sempre bela Viúva Negra) estão desperdiçados e sem grandes momentos. A turma do Pantera Negra, vivido por Chadwick Boseman, dá uma força também. O "dúbio" Loki de Tom Hiddleston tem uma participação interessante no começo, mas logo desaparece. E pra fehcar o elenco estelar, diversos atores que participaram das franquias individuais de cada herói, revivem seus personagens, como é o caso de Don Cheadle, Karen Gillan, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Idris Elba, Danai Gurira, Peter Dinklage, Benedict Wong, Dave Bautista, Gwyneth Paltrow, William Hurt, Letitia Wright, as vozes de Bradley Cooper e Vin Diesel, além de cena pós crédito com Samuel L. Jackson e Cobie Smulders.
É óbvio falar da excepcional competência técnica, garantia necessária para a diversão, mas não se pode deixar de mencionar, mesmo porque quem já viu não cansa de fazer spoiler, que a conclusão desagrada praticamente a todos, incluindo a cena já mencionada pós créditos, e que os fãs já estão contando os segundos para assistir a sequência desse "inacabável" filme. Enfim, nesse ponto, a expectativa aumenta ainda mais os méritos dessa superprodução, pois foi realmente a aventura mais fraca dos queridos heróis da Marvel. Em todo caso, não deixaremos de acompanhar tudo sobre o próximo filme, provavelmente no ano que vem. Abraços!