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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Mad Max

( Austrália 1979 ). Direção: George Miller. Com Mel Gibson, Joanne Samuel, Steve Bisley, Tim Burns, Roger Ward. 90 min.



Sinopse: Num futuro não determinado, grupo de motoqueiros espalha o medo e o terror nas cidades australianas, atrapalhando a rotina dos habitantes e da polícia.

Comentários: Mad Max já é um cult, conhecido e prestigiado pelo público no geral. Sem contar o fato de ter consagrado o mega-astro Mel Gibson, na época apenas um desconhecido jovem de 23 anos. Todo o sucesso do filme é merecido. Afinal, em sua curta duração, o filme de Miller (também autor do roteiro) faz um estudo sobre a delinqüência e a violência urbana, que geralmente é praticada por seres marginalizados pela sociedade. Aqui, os vilões são representados por grupo de motoqueiros desajustados e ferozes. O filme é bem ágil, com alto clima de suspense e tensão, além de muita violência (considerando os padrões da época, evidentemente). Outro ponto alto do filme é a fotografia do deserto australiano; na produção de Miller, ele é mostrado como um gigantesco abismo, seco, infinito, devorador e sem esperança. Foi bastante imitado por filmes de ficção científica que foram realizados posteriormente (até hoje ele inspira produções classe z), e gerou duas seqüências de enorme sucesso (sobretudo o segundo de 81, apontado por muitos críticos como o melhor dos três). Enfim, eficiente trabalho de roteiro e direção, em produção de baixo orçamento, transformou Mad Max num referencial do gênero de ficção científica, além de possuir tema que permanece atual em nossos dias.

Por que gravei o filme: Apesar da crítica enaltecer o segundo filme da série (que, aliás, também existe na minha coleção), o meu favorito é este aqui. O segundo tem mais ação, mas o clima perturbador de medo e pânico estão inseridos nesse primeiro. Acho as paisagens do deserto australiano simplesmente esplêndidas e totalmente coerentes como espaço central para o enredo do filme. Não consigo imaginar outro cenário para o desenrolar da violenta e movimentada história contada por Miller. Mel Gibson melhorou sua interpretação nas seqüências, e aqui aparece bem jovem. Não canso de assistir a este filme, que não envelheceu e impressiona até hoje. Gravado no Cinemax.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Maverick

( EUA 1994 ). Direção: Richard Donner. Com Mel Gibson, Jodie Foster, James Garner, James Coburn, Grahan Greene, Alfred Molina, Doug McClure, Paul Smith, Geoffrey Lewis, Dub Taylor, Max Perlich. 127 min.



Sinopse: No velho oeste americano, o pistoleiro Bret Maverick se une com uma bela trapaceira e um pistoleiro veterano, e partem juntos para um campeonato de pôquer. No caminho, se envolvem com bandidos, índios e muita confusão.

Comentários: Faroeste cômico que pegou carona com "Os Imperdoáveis", o filme que resgatou o gênero western em Hollywood. Claro que este filme, realizado por Donner, caminha para o lado do humor, diferente da produção dramática dirigida por Clint Eastwood (aliás, há uma cena em Maverick que faz paródia de Os Imperdoáveis). O roteiro de William Goldman resgata um seriado de sucesso dos anos 60, ao trazer para as telas o atrapalhado herói, que é fera nas cartas e rapidinho no gatilho. Quem personifica Maverick, é o amigo de Richard Donner, o astro Mel Gibson, que já havia demonstrado talento para comédia na série Máquina Mortífera, feita pelo mesmo Donner. Ao lado dele, uma luxuosa e surpreendentemente bela Jodie Foster, também em papel cômico, e, talvez, interpretando a personagem mais feminina de sua carreira. Para fechar o time de estrelas da fita, o veterano James Garner atua com classe e segurança como o pistoleiro que se une a dupla central. Os três vivem diversas aventuras nas paisagens, muito bem fotográfadas, do deserto americano do velho oeste, mas a ação aumenta quando os personagens embarcam num transatlântico onde ocorre o campeonato de baralho. Os figurinos luxuosos tiveram indicação ao Oscar, e são deslumbrantes. No elenco, destaque também para a participação de Graham Greene como um índio malandro e endividado, e que ajuda Mel Gibson a conseguir um dinheiro para participar do torneio. O ator está tão convincente nesse papel bizarro, que até merecia indicação ao Oscar de coadjuvante. Agitado e bem divertido, e com uma certa surpresa no fim, pode até ser que Maverick não tenha atingido as expectativas dos fãs da série, mas é um bom entretenimento e agrada ao público da nova geração, que não conhecia a série. Atenção para as rápidas pontas de Danny Glover, Margot Kidder e Corey Feldman.

Por que gravei o filme: Evidentemente, não sou da geração que acompanhava o seriado Maverick nos anos 60, e portanto, não conhecia a série. Quando assisti ao filme pela primeira vez, dei muitas gargalhadas, e comecei a gostar de Mel Gibson, que tem uma boa veia cômica. Afinal, na época era raro ver o astro em papéis de comédia (em Máquina Mortífera, ele alternava momentos de humor e depressão). E foi uma grata surpresa ver Jodie Foster como uma pilantra bela e bem vestida (lembro que é raro ver Jodie em papéis de mocinhas bem femininas). Enfim, acho que os dois tem boa química em cena, e são responsáveis pelo humor do filme, juntos com os atores coadjuvantes, todos em forma. Portanto, com elenco forte e bons momentos de ação e comédia, Maverick foi gravado na HBO2 e o considero um passatempo empolgante e descontraído.