quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Última postagem do ano

Bom, eu gostaria de desejar um feliz ano novo para todas as pessoas que acompanharam, em 2009, meu simplório blog sobre um hobbie que aprecio e amo muito. Com o tempo, eu pretendo atualizá-lo e melhorá-lo, na medida do possível. Então, opinem, comentem, divulguem e sugiram... Sempre estou a disposição.
Agradeço, principalmente, a Deus por esse ano que está indo, e por esse outro que está prestes a começar. Já estou me sentindo agraciado por Ele, por tanta coisa boa que vem acontecendo na minha vida.
No mais, estarei viajando em janeiro, mas assim que retornar, já estarei postando alguma coisa. Que 2010 seja sinônimo de recompensa para a vida de todas as pessoas! Enorme abraço para todos!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Avatar

Muitos aguardaram esse filme com enormes expectativas. Afinal, trata-se de uma super produção gigantesca (em diversos sentidos), dirigido pelo pretensioso James Cameron, que após o fenômeno "Titanic", dirigiu apenas alguns documentários e episódios de seriados de tv. Além disso, o trailer é realmente muito bom, ao mostrar fantásticas cenas do gênero ficção científica e um show de efeitos especiais. São ingredientes que, sem dúvida, atraem o público. Por fim, a possibilidade de se assistir a esse filme em 3D, simplesmente ajuda na promoção desse entretenimento de Cameron.

Mas não se enganem: não se trata de um novo Titanic, já que o roteiro (feito pelo próprio Cameron) não trata de uma história fenomenal, que atraia toda as massas (inclusive quem não gosta de cinema). Não, é apenas um entretenimento classe A, interessante, curioso, empolgante e agradável. Por outro lado, uma estória repleta de clichês, extensa demais (que torna o filme arrastado e cansativo em alguns instantes) e com poucos instantes de humor.

Enfim, vou tentar elaborar uma sinopse: No futuro, o ex-fuzileiro naval Jake (feito pelo novo galã de Hollywood, Sam Worthington, de "Terminator 4"), paraplégico, é enviado a um planeta chamado Pandora. Lá, além da riqueza em biodiversidade, existe também a raça humanóide Na´vi, com sua própria língua e cultura. Estes são estudados por um grupo de cientistas, liderados pela Dra. Grace Augustini (o retorno de Sigourney Weaver em uma super-produção. Aiás, ela está em boa forma aos 60 anos), e pelo Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang). Jake se "infiltra" ao povo Na´vi, e tem seu corpo modificado cientificamente para se assemelhar a esse estranho povo. Essa mudança no corpo é o que significa Avatar. E, a partir de então, surgem os clichês: Jake tem uma missão, mas acaba se apaixonando por Neytiri (Zoe Saldana, outra nova promessa, que fez "Piratas do Caribe" e "O Terminal", mas é mais conhecida como a Uhura de Star Trek), uma habitante local; o coronel se torna vilão e deseja acabar com toda a raça; alguns personagens "do bem" acabam morrendo em favor da civilização Na´vi; o protagonista Jake, em tão pouco tempo, consegue parecer um cidadão legítimo de Pandora...

Enfim, apesar disso, Avatar é um super espetáculo. Todos os zilhões que foram gastos aparecem na tela (essa é a maior semelhança com o Titanic). A fotografia é esplêndida, os efeitos visuais são de impressionar, a maquiagem é magnífica... Ou seja, tudo o que se espera de uma produção dirigida por James Cameron: algo tecnicamente perfeito! Mas, filme com clichê sem bons momentos de humor (que para mim são fundamentais) tornam o divertimento muito cansativo, e um tanto sonolento. Não achei também nada excepcional o formato em 3D. Para essa tecnologia, eu esperava muito mais (apenas as batalhas finais interessam um pouco). No elenco, há ainda presença da masculinizada Michelle Rodriguez, em mais um papel digno de homem, o canastrão Giovanni Ribisi como um cientista inescrupuloso e Wes Studi, como um nativo de Pandora. Mas, reafirmo: o principal é a produção técnica, não os atores. Creio que muitos vão gostar do filme, para mim foi apenas um entretenimento agradável, mas esquecível e arrastado.

Por fim, assisti ao filme com a Gi, no Cinemark do Center Norte, uma sala razoável para um shopping insuportável. Uma pena que não conseguimos assistir com os amigos Rafel e Aline, já que os ingressos já estavam esgotados quando eles chegaram. Aliás, vai uma dica: é melhor esperarem a poeira baixar, e assistir ao filme em sua 4ª ou 5ª semana de estreia. Afinal, as massas não perdoam, e multiplicam as filas... Abraços!!!!

TRAILER:


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Filmes natalinos

Na véspera de Natal, resolvi postar aqui 10 filmes com a temática dessa bela época. Vergonhosamente, descobri que não tenho em meu arquivo muitos filmes natalinos. Portanto, a lista que colocarei agora não indica os melhores filmes sobre essa temática. Ainda assim, listo aqui o melhor sobre o Natal que eu possuo na minha coleção:

1) O Árbitro (1994), de Ted Demme. Começo com essa bizarra comédia natalina, pouco conhecida, mas que merece ser descoberta. O que pode acontecer quando um ladrão resolve assaltar uma casa, em plena véspera de Natal, e acaba interrompendo uma discussão matrimonial? Pois é, os problemas pioram quando entra em cena toda a família do casal, e que estão bem longe de serem pessoas calmas e tranquilas. Com roteiro original e divertido, O Árbitro destaca também as excelentes interpretações de Kevin Spacey e Judy Davis (como o casal), e Denis Leary, como o assaltante. Vale conferir!

2) Um Dia de Louco (1994), de Nora Ephron. Outra comédia natalina bacana é essa refilmagem de filme francês, que ficou inédito em nossos cinemas. Ephron mostra um painel de personagens paranóicos e nervosos, tentando alcançar a felicidade na noite de Natal. Repleta de canções natalinas e diversas situações engraçadas, a produção conta ainda com grande elenco: Steve Martin, Rita Wilson, Juliette Lewis, Adam Sandler, Anthony LaPaglia e Madeline Kahn. Outro filme para ser descoberto!

3) Enquanto Você Dormia (1995), de Jon Turtletaub. Comédia romântica que aproveitou o estrelato de Sandra Bullock, que estava surgindo como a estrela do momento. É a velha história da Cinderela "encalhada", que sonha em encontrar o príncipe encantado e ser feliz para sempre. Na falta de um, o príncipe surge na pele dos irmãos interpretados por Peter Gallagher e Bill Pullman. Ah, sim! Evidentemente, esse conto de fadas se passa no Natal.

4) O Expresso Polar (2004), de Rober Zemeckis. Uma encantada e sensível produção infantil que conta sobre toda a magia do Natal, enfatizando o maior mito da época: o Papai Noel. Agradável para crianças e adultos, este talvez seja o filme mais apropriado sobre o tema que possuo.

5) A Felicidade não se Compra (1946), de Frank Capra. Mas, também não posso esquecer, que possuo o clássico dos clássicos sobre filmes natalinos, essa super produção de Capra, que todo mundo conhece, e se emociona constantemente. A história do pai de família mal-sucedido (feito pelo soberbo James Stewart) que, na véspera de Natal, tenta o suicídio, mas é salvo por um anjo da guarda, que lhe mostra como seria sua cidadezinha se ele não tivesse existido, encantou diversas gerações. A frase-chave também fez muito sucesso: "Nenhum homem é pobre quando tem amigos". Enfim, um filme sempre recomendável.

6) Um Homem de Família (2000), de Brett Ratner. Mas, se você não suporta filmes antigos, então você pode saborear os diversos derivados que o filme de Capra originou. Um deles, é este Um Homem de Família, em que um anjo negro mostra, na noite de Natal, para o arrogante e milionário executivo Nicolas Cage, como seria sua vida, se tivesse se casado com a antiga namorada da faculdade, vivendo na simplicidade de um homem da classe média. Ou seja, uma forma diferente, e atualizada, de contar a mesma ideia do roteiro de A Felicidade não se Compra.

7) Mensagem Para Você (1998), de Nora Ephron. Não é filme sobre Natal, mas se passa nessa epóca. Uma típica comédia romântica de Tom Hanks e Meg Ryan, num filme singelo e agradável, que fez bastante sucesso nos cinemas.

8) Na Roda da Fortuna (1994), de Joel e Ethan Coen. Os irmãos Coen produziram essa esquecida, e totalmente bizarra, comédia natalina de época. O filme faz uma crítica ao mundo da propaganda e marketing, quando, no Natal anos 40, um idiota interpretado por Tim Robbins, inventa o brinquedo mais revolucionário do momento, e que atrai diversas crianças: o bambolê! Enfim, uma agradável surpresa para aqueles que procuram algo diferente no subgênero. No elenco, há ainda boas performances de Paul Newman e Jennifer Jason-Leigh.

9) Simplesmente Amor (2003), de Richard Curtis. Diversas estórias paralelas de muitos personagens se cruzam no Natal, nessa deliciosa comédia romântica de grande sucesso. Além de ser um agradável divertimento, o charmoso elenco merece destaque: Emma Thompson, Hugh Grant, Liam Neeson, Laura Linney, Rodrigo Santoro e Rowan Atkinson, só para citar alguns.

10) Sintonia de Amor (1993), de Nora Ephron. Fecho com mais um filme da "adoradora" do Natal, Nora Ephron. Sintonia de Amor dispensa comentários, devido a sua extrema popularidade. Temos mais uma vez, o casal Tom Hanks-Meg Ryan descobrindo o amor na noite de Natal. Ninguém resiste a uma reprise!

Bom, tentarei caprichar minha listagem no próximo Natal. Por enquanto, é isso. Quero agradecer a todos os meus leitores e leitoras, amigos e amigas, à minha completamente amada esposa, e desejar um excelente Natal para todos. Que os objetivos de todos possam ser concretizados com sucesso. Eu já estou correndo atrás dos meus, e vou conseguir (com a ajuda de Deus), já que o homem tende à felicidade. Antes do ano se encerrar, ainda postarei mais alguma coisa. Enorme abraço para todos!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Do Inferno

( EUA 2001 ). Direção: Albert Hughes, Allen Hughes. Com Johnny Depp, Heather Graham, Ian Holm, Robbie Coltrane, Ian Richardson, Jason Flemyng, Katrin Cartlidge, Terence Harvey, Susan Lynch, Paul Rhys. 122 min.


Sinopse: Londres, 1880. Jack , o Estripador está solto nas ruas cometendo assassinatos em série de prostitutas. Um inspetor toma conta do caso, e se apaixona por uma prostituta, que poderá ser a próxima vítima.

Comentários: Bem-sucedida adaptação dos quadrinhos de Alan Moore e Eddie Campbell, feita pela dupla de roteiristas Terry Hayes/Rafael Yglesias. Além disso, uma deslumbrante direção de arte e uma excepcional fotografia sombria e gótica dão charme a esse filme de suspense, protagonizado por Johnny Depp. Ele está bem no papel do inspetor supersticioso e sensitivo que tenta desvendar a identidade de Jack, o Estripador. A reconstituição de época é perfeita e o cenário nos leva a velha Londres do século XIX e suas ruas povoadas de bêbados, prostitutas, misérias e assassinatos. Curiosamente, quase todas as prostitutas do filme são feias. Exceto a bela Heather Graham, aliás, muito bem vestida para uma prostituta de esquina (ou seria bem vestida para os dias de hoje?). Ela serve de interesse romântico para Johnny Depp, e a química entre eles funciona. Depp, inclusive, se sai muito bem em filmes bizarros como esse. Na verdade, o filme foi injustiçado pelo Oscar, e ficou de fora das indicações. Deveria, ao menos, ter recebido alguma indicação técnica. O final é um pouco confuso, mas não compromete o todo, ao contrário, trás um esclarecimento lógico para os fatos ocorridos (prestem atenção). O filme tem um pouco de clichê, é verdade, como vários filmes sobre serial-killers. Entretanto, a parte técnica do filme faz a diferença e cria um clima, ao mesmo tempo, sofisticado e sobrenatural. Experimente.

Por que comprei o filme: Pelo clima diferenciado que esse filme proporciona ao telespectador. Conforme passa o tempo, fica cada vez mais difícil encontrar alguma originalidade em filmes de terror/suspense. Esse aqui não é nenhuma obra-prima, mas é bem interessante e está acima da média, perto de muitos filmes contemporâneos. Além disso, o casal central funciona bem no vídeo, e é mais um bom motivo para adquirir a fita.

domingo, 29 de novembro de 2009

A Praia

( EUA 2000 ). Direção: Danny Boyle. Com Leonardo DiCaprio, Tilda Swinton, Virginie Ledoyen, Robert Carlyle, Guillaume Canet. 119 min.


Sinopse: Jovem americano, em viagem no sudeste asiático, tem acesso a um mapa que identifica uma das praias mais belas e exóticas do mundo, localizada na Tailândia. Junto com um casal de franceses, ele parte para a Tailândia, e se envolve em várias aventuras, até chegar à praia e se envolver com os habitantes dela.

Comentários: A Praia foi o primeiro filme comercial do diretor de "Cova Rasa" e "Trainspotting - Sem Limites". Após os prestígios alcançados com esses filmes, o inglês Boyle penetrou em Hollywood e se uniu com um dos astros mais populares do momento, Leonardo DiCaprio. O resultado se transformou num filme de aventura, bastante movimentado e com locações turísticas e fotogênicas, com belas paisagens naturais. O roteiro de John Hodge, adaptado do livro de Alex Garland, possui temática que se assemelha um pouco com o posterior "A Vila", de M. Night Schyamalan. Claro que este "A Praia" é menos sério e mais agitado. Apesar de ser um "filme pipoca", e, portanto, diferente dos anteriores do diretor, A Praia conserva alguns elementos típicos de Boyle, tais como os pesadelos alucinógenos que o personagem de DiCaprio tem com o cadáver do homem que lhe entregou o mapa no sudeste asiático (participação especial de Robert Carlyle, um dos atores prediletos de Boyle). Além disso, chama a atenção também os tipos bizarros que compõe a praia. Eles são liderados por uma mulher (Tilda Swinton, em boa atuação), que tenta estabelecer uma sociedade justa e harmônica no local (apesar de algumas regras não garantirem total segurança). Em todo caso, A Praia é menos cerebral e mais um grande entretenimento, com muita emoção e adrenalina. Di Caprio está em forma e tem boa química com a francesa Virginie Ledoyen, que faz o interesse romântico. Bom divertimento, não desagrada o público do gênero.

Por que comprei o filme :Quando comprei a fita no Sebo do Messias, eu, talvez, era um dos poucos brasileiros que ainda não havia assistido ao filme. Afinal, levando em consideração que Leonardo DiCaprio é bilheteria garantida aqui no Brasil, é óbvio que o filme fez sucesso por aqui. Por isso, embora não tenha assistido, eu já havia lido a respeito do filme, e tive a sensação de que iria gostar, principalmente porque o diretor é bom. E foi assim. A Praia não deixa a peteca cair, tem um bom enredo e fotografia convidativa. Não precisa mais nada. Bem-vindo a América, Danny Boyle!

domingo, 22 de novembro de 2009

A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Talvez eu seja um dos únicos mortais que tenha assistido essa sequência, sem ter visto o original, Crepúsculo, o famoso best-seller de Stephenie Meyer, que, inevitavelmente, teve que se transformar em filme. Não é segredo pra ninguém que eu não aprecio filmes de adolescentes (gosto apenas das boas comédias dos anos 80, no estilo "Curtindo a Vida Adoidado"). Mas, minha amada esposa faz questão de acompanhar a saga, e eu não tive escolha, a não ser acompanhá-la nessa enrascada.

A pior coisa foi o shopping em que assistimos ao filme, um certo Plaza Sul, que eu nunca tinha ido, e que é extremamente horrendo. Para piorar ainda mais, só tinha a versão dublada no cinema; e por fim, nunca vi tanto adolescente alienado dentro de uma mesma sala de cinema. É impressionante como essa série de filmes está atraindo pré-adolescentes. Eu me senti um gaiato no navio, tive que sentar bem lá na frente (isso porque o shopping é ruim, imaginem outros!). E como é insuportável tolerar os berros das meninas quando os bonitões entram em cena. Afe...

Bom, admito que entrei na sala com o intuito de bombardear e odiar o filme (e as condições mencionadas por mim agora pouco somente favoreceram o meu intuito). Entretanto, não é um filme ruim, dá até pra se distrair e manter um pouco interesse. Por outro lado, é apenas uma produção banal, inútil, sem-graça, e que prende a atenção do seu público-alvo, apenas.

A mocinha é Kristen Stewart, que foi filha de Jodie Foster em "O Quarto do Pânicio", e que repete o papel da heroína do filme anterior. Uma atriz muito esquisita (mas não tão feia quanto dizem), e que fica de boca aberta constantemente. Aliás, isso seria aceitável se a moça fizesse o papel de uma vampira, mas não é o caso. Enfim, ela continua apaixonada pelo vampiro "emo" Robert Pattinson (um branquelo insuportável que as "ninfetas" não cansam de chamar de lindo), que dá um jeito de desaparecer do filme, por um longo tempo, quando entra numa crise existencial (pelo menos, foi o que me pareceu). A coitada, portanto, fica sozinha, começa a ter pesadelos, e cai nos braços de outro amigo, feito por Taylor Lautner, que as mesmas ninfetas berram que é gostoso, sendo que na verdade, tem cara de esquilo e tem por hobbie, se transformar em lobisomem. É óbvio que o vampiro anêmico ressurge, o triângulo amoroso fortalece, e as escandalosas da plateia entram na paranóia total. Ah, tem também uma vampirinha ruiva (uma certa Rachelle Lefevre), que não abre a boca, e tenta matar a mocinha, por conta de algo que aconteceu no primeiro episódio. Em alguns instantes, comecei a torcer por ela, mas de repente ela some...

Dessa vez quem dirigiu essa sequência, foi Chris Weitz, que fez o interessante "Um Grande Garoto", e a roteirista do anterior permaneceu, no caso, Melissa Rosemberg, de séries de tv. Ah, e a estrelinha Dakota Fanning tem participação pequena como uma vampira, que pertence a família de Pattinson. Reparem! O que me lastima é que ainda existem mais duas sequências para estreia. E eu, obviamente, terei que acompanhar a Gisele. O pior de tudo é que, mais uma vez, serei obrigado a dividir meu espaço com um excessivo número de pré-adolescentes histéricas, que anseiam o tempo todo, que os galãs (galãs????) saiam da sala e as ataquem. Bem que isso poderia acontecer! Porém, nas próximas vezes, não assistirei no Plaza Sul, um shopping detestável. Ao menos, disso, eu posso me salvar. Abraços!

TRAILER:


domingo, 8 de novembro de 2009

Dança Comigo ?

( Japão 1998 ). Direção: Masayuki Suo. Com Tamiyo Kusakari, Koji Yakusho, Naoto Takenaka, Eriko Watanabe, Yu Tokui, Hiromasa Tagushi, Reiko Kusamura, Hideko Hara, Ayano Nakamura. 118 min.


Sinopse: Homem que trabalha em escritório, cansado das rotinas matrimonial e profissional, passa a freqüentar aulas de dança, após se encantar com a jovem professora de dança do local. Aos poucos, ele começa a se apaixonar pela arte da dança e passa a freqüentar as aulas mais vezes, preocupando sua esposa que acredita que ele está tendo um caso.

Comentários: Agradável surpresa dos anos 90, Dança Comigo comprova que o Japão também consegue produzir (e muito bem) filmes comerciais, e acaba com o estereótipo falso de que o país só produz filmes de artes marciais (aliás, a nova de onda de filmes de terror já está trazendo outro estereótipo, bem diferente dos filmes de Kurosawa). O filmes é simpático, divertido e humano. Trata-se de uma deliciosa comédia em que um homem, fugindo de todos os tipos de rotinas, encara um tipo de arte que é bem repreendido pela sociedade machista do país. Ou seja, um filme anti-preconceito, bem dirigido, roteirizado (Masayuki também é autor do roteiro), interpretado e com grandes seqüências de danças. Um grande acerto. O elenco está muito bem; gosto particularmente de uma atriz chamada Eriko Watanabe, que interpreta a dançarina estressada. O filme merece ser conhecido, não só pela bonita mensagem que traz, como também porque Hollywood já o refilmou recentemente com Richard Gere, Jennifer Lopez e Susan Sarandon (parece que refilmar sucessos de terror japoneses não foi suficiente para Hollywood; Dança Comigo é a prova de que todo gênero do país pode estar sendo refilmado), e poucos conhecem o original.Mas prefiram este, bastante original, que emociona e diverte. E viva os bons momentos cinematográficos do Japão!

Por que gravei o filme: Passou na HBO, e resolvi gravá-lo após assistir a um programa do Rubens Ewald Filho, em que o crítico havia colocado o filme na lista entre os 10 melhores que estrearam nos cinemas brasileiros no ano de 1999. E não me arrependi.