segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Globo de Ouro, SAG, Avatar...

Ontem assisti a cerimônia do globo de ouro na TNT. Eu acho um verdadeiro sarro essas premiações dos americanos, gosto de assistir para dar bastantes gargalhadas. Afinal, não se deve levar a sério esse evento (nem o SAG, nem o Oscar). Enfim, apesar disso, quero fazer alguns comentários sobre o que eu vi. Ah, sim! Vou me restringir apenas à categoria cinema, já que eu não estou muito por dentro dos bastidadores da TV e do mundo dos seriados. Mas gostei da premiação do Kevin Bacon, é um ator sempre esquecido por essas premiações. Achei legal...

Bom, todos dizem que o Globo de Ouro é uma prévia do Oscar. Para mim, não! Trata-se de uma prévia do SAG, que por sua vez, é uma prévia do Oscar. Mas se compararmos os indicados do globo com os do SAG, não mudou muita coisa. No Oscar, creio eu, não será diferente, mas esperemos o dia 05/02, a data em que a academia anunciará os indicados.

atriz coadjuvante: ganhou a desconhecida atriz negra Mo´Nique pelo filme Preciosa. Pareceu ser realmente uma excelente interpretaçao em um filme que me despertou a curiosidade. Gosto de filmes que tratam de questões sociais. Ainda assim, como não conhecia essa atriz, estava torcendo para Julianne Moore (A Single Man) e Vera Farmiga (Amor sem Escalas).

ator coadjuvante: o vitorioso foi outro ator não muito popular, o austríaco Christopher Waltz (apesar disso, ele já possui uma longa trajetória. No IMDB constam mais de 90 atuações!). Enfim, gostei da performance dele em Bastardos Inglórios, e achei o prêmio mais do que merecido. Certamente, ganhará o SAG e o Oscar também.

atriz (musical ou comédia): Meryl Streep, por Julie & Julia. Premiação mais do que óbvia, todos já sabiam. Essa talentosa atriz, recordista de indicações, não consegue ganhar um Oscar há tempos. E o golden globe semper surge como consolo. Quem sabe agora...

ator (musical ou comédia): A maior surpresa para mim foi Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes, ganhar nessa categoria. O ator, que já teve dias ruins, ressurge como astro, e acabou levando a melhor. Eu estava imaginando que o prêmio iria para Matt Damon ( O Desinformante ) ou Daniel Day-Lewis ( Nine ). Mas gostei que Downey ganhou, embora dificilmente o ator receberá uma indicação ao Oscar.

atriz (drama): Nunca pensei que Sandra Bullock fosse levar um gonden globe como atriz dramática. Não assisti ainda ao filme O Lado Cego, que lhe deu o prêmio; mas ouço rumores positivos sobre sua atuação no filme. Estava imaginando que a atriz Gabourey Sibide, por Preciosa, seria a vencedora. Por outro lado, a única estrela das indicadas era Sandra. Portanto...

ator (drama): Todo mundo já esperava a vitória de Jeff Bridges, por Crazy Heart. Ainda assim, eu estava imaginando a vitoria de Morgan Freeman como Nelson Mandela, em Invictus. Mas gosto de Bridges, e o prêmio, sem dúvida, foi merecido.

diretor: Olha só, James Cameron por Avatar. Como ele é superestimado! Realmente, o trabalho dele é bom, mas não estava esperando que fosse o vencedor não... Se bem que não havia muita opção. A concorrente mais forte era sua ex-esposa, Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror. Aliás, um filme que já existe em DVD aqui há muito tempo. Creio que ela poderá dar trabalho a Cameron no Oscar...

filme (musical ou comédia): Quando veio para o Brasil, não dei a mínima para o vencedor dessa categoria, Se Beber, não Case. Fez bastante sucesso aqui, e muito mais nos States. Isso é percebido agora com a premiação do filme. As comédias grosseiras, definitivamente, agradam ao público. Só falta ser indicado ao Oscar...kkk...

filme (drama): Qual será??????? Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, Avatar!!!!!!!! Será que o filme merece tanto? Os meus comentaristas não me levem a mal, gostei sim de Avatar! Mas, para mim, é apenas um eplêndido e maravilhoso espetáculo visual. Conta uma história interessante, certamente, mas muito superficial; ainda prefiro Bastardos Inglórios. Por outro lado, não sei se Guerra ao Terror também mereça tanta badalação, mas poderá tirar o Oscar de Avatar. Acho que Kathryn Bigelow está sendo badalada demais também. Enfim, não vou criticar um filme que ainda não vi.

Sábado agora, 23/01, vai passar o SAG na TNT. Após a cerimônia, já vai ficar bastante evidente o que acontecerá no Oscar. Vamos ver... Abraços!!!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A Última Ceia

( EUA 2001 ). Direção: Marc Forster. Com Billy Bob Thornton, Halle Berry, Heath Ledger, Peter Boyle, Sean Combs, Mos Def, Will Rokos, Milo Addica. 111 min.


Sinopse: Agente penitenciário e racista, após a execução de um homem negro, se envolve com a viúva do executado, também negra, que acabou de vivenciar duas tragédias. Juntos, tentam encontrar um sentido na vida.

Comentários: Filme independente e de prestigiado sucesso pela crítica americana, rendeu o Oscar de melhor atriz para Halle Berry, além de ser indicado como roteiro original (dos atores Will Rokos e Milo Addica, que também atuam). Halle realmente está convincente e humana, demonstra muita garra e coragem no papel que lhe rendeu o prêmio da Academia. Ela está muito bem acompanhada pelos demais atores do elenco, que também estão competentes no filme, com destaque para a fria interpretação de Billy Bob Thornton no papel do agente penitenciário e do veterano Peter Boyle como o pai do agente, intolerante, ignorante e racista. O ator, inclusive, até merecia uma indicação ao Oscar como coadjuvante. Heath Ledger tem participação pequena e seu personagem permanece em cena até antes do meio. Em relação ao filme, A Última Ceia é denso, frio, cru e mostra o relacionamento duro entre as personagens, enfocando a ausência do amor. O sentimento só explode, quando os personagens de Thornton e Berry passam pelo processo de duas perdas importantes em suas vidas. Hank Grotoski, personagem de Thornton, parece estar sempre ausente de emoções, com sua expressão facial sempre neutra e séria. Já a Letícia de Halle Berry, ao contrário, demonstra o seu estado de angústia, dor e sofrimento a todo instante. Quando os dois finalmente se envolvem, em uma cena de sexo extremamente forte, intensa e desesperada (às vezes, desagradável), suas personalidades se contrastam, e começam a descobrir coisas importantes para eles: ela encontra o alívio no lugar da perda, ao passo que ele enxerga que possui a capacidade de sentir algo. Além disso, com essa relação, ele passa a modificar certos conceitos, como a intolerância racial que, certamente, foi inspirada no pai. Enfim, bem escrito, dirigido (pelo alemão Marc Forster) e interpretado, A Última Ceia é um dos filmes mais humanos de 2001 e merece ter seu talento reconhecido.

Por que comprei o filme: Foi uma grata surpresa encontrar esse filme no Sebo do Messias da Praça da Sé, à preço de banana. É claro que na era do DVD, os vídeos perderam seus destaques e os preços caíram; todavia, há vídeos que ainda têm seus valores elevados, e seria o caso desse. Mas, graças ao despercebimento de muitos vendedores, comprei esse grande filme pelo valor de R$2,00. E, além do mais, Halle Berry está ótima. É uma pena que algumas atrizes, após ganhar um Oscar, fazem péssimas escolhas de atuações. E foi o que aconteceu com essa atriz, que só tem feito filmes comerciais de ação ,e parece não ter lido bons roteiros. Vamos torcer para o seu triunfal retorno!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Planeta 51

Olá, um excelente 2010 para todos! Voltei hoje da Praia Grande, e já tenho uma novidade para postar aqui. Na segunda-feira,04/01, eu e a Gisele assistimos ao filme "Planeta 51", que a muito tempo eu queria assistir. Nós assistimos no cinema do shopping do Boqueirão, um cinema até bonzinho. O fato curioso é que eu e minha querida esposa tivemos o cinema inteirinho a nossa disposição. Fomos os únicos espectadores da sala! Não poderia deixar de mencionar esse fato inédito na minha cinéfila trajetória, hehehe...

Quanto ao filme, honestamente, não achei tão bom assim. As outras produções do gênero que assisti recentemente, foram mais interessantes. Quem me conhece bem, sabe que eu gargalho durante as projeções, quando assisto aos filmes do gênero. Dessa vez, apenas sorri em algumas cenas nessa simpática animação dirigida por Jorge Blanco, e roteirizada por Joe Stillman.

O astronauta terráquio Charles "Chuck" Baker vai parar no Planeta 51 do título, e é confundido pelos seres nativos com um extra-terrestre ( ou "extra-cinquentaeumense" ??, sei lá...). A princípio, ele se assusta e foge constantemente da presença desses seres de cor verde; entretanto, acaba se afeiçoando ao adolescente Lem e ao seu grupo de amigos. Toda a turma, portanto, tenta ajudar Chuck a voltar para a Terra, mas encontram problemas com a autoridade local, que intenciona exterminar o astronauta.

Achei o roteiro interessante, ao mostrar uma situação contrária daquilo que normalmente ocorre: é o terráquio que é confundido como "et". Isso é o ponto alto do filme, que parece fazer uma sátira ao comportamento humano, que aqui é tratado como o "diferente", ao penetrar em um mundo dominado por seres verdes e com antenas (há até uma piada maliciosa, em que as antenas são comparadas ao pênis) . E, ao mesmo tempo, é politicamente correto, quando, na conclusão, tudo se acerta, e todos se respeitam (não estou revelando nada, já que isso é previsível). Além disso, é admirável o fato de que os habitantes do 51 levam uma vida bastante semelhante a dos americanos (inclusive são adeptos da mesma cultura). A caracterização de algumas personagens, aliás, trazem o perfil estereotipado do povo americano, desde o militar patriota até o adolescente nerd. Mas, o que torna a produção mais hilária, é a presença de um grupo de jovens que tem por hábito protestar contra o governo; dessa vez, eles protestam a favor do "et/humano".

Enfim, é uma animação divertida, mas esquecível (repleta de personagens coadjuvantes; como de costume, alguns roubam a cena). Admito que gostei mais do trailer. Em todo caso, quem quiser se aventurar, o filme ainda está em cartaz em algumas (poucas) salas. Quanto ao elenco, nem vou mencionar os dubladores do original, uma vez que só há disponíveis as cópias dubladas em português. Bom, assim começo 2010. Espero assistir a muitos filmes agradáveis na tela grande. Abraços, fiquem com Deus!

TRAILER:

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Última postagem do ano

Bom, eu gostaria de desejar um feliz ano novo para todas as pessoas que acompanharam, em 2009, meu simplório blog sobre um hobbie que aprecio e amo muito. Com o tempo, eu pretendo atualizá-lo e melhorá-lo, na medida do possível. Então, opinem, comentem, divulguem e sugiram... Sempre estou a disposição.
Agradeço, principalmente, a Deus por esse ano que está indo, e por esse outro que está prestes a começar. Já estou me sentindo agraciado por Ele, por tanta coisa boa que vem acontecendo na minha vida.
No mais, estarei viajando em janeiro, mas assim que retornar, já estarei postando alguma coisa. Que 2010 seja sinônimo de recompensa para a vida de todas as pessoas! Enorme abraço para todos!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Avatar

Muitos aguardaram esse filme com enormes expectativas. Afinal, trata-se de uma super produção gigantesca (em diversos sentidos), dirigido pelo pretensioso James Cameron, que após o fenômeno "Titanic", dirigiu apenas alguns documentários e episódios de seriados de tv. Além disso, o trailer é realmente muito bom, ao mostrar fantásticas cenas do gênero ficção científica e um show de efeitos especiais. São ingredientes que, sem dúvida, atraem o público. Por fim, a possibilidade de se assistir a esse filme em 3D, simplesmente ajuda na promoção desse entretenimento de Cameron.

Mas não se enganem: não se trata de um novo Titanic, já que o roteiro (feito pelo próprio Cameron) não trata de uma história fenomenal, que atraia toda as massas (inclusive quem não gosta de cinema). Não, é apenas um entretenimento classe A, interessante, curioso, empolgante e agradável. Por outro lado, uma estória repleta de clichês, extensa demais (que torna o filme arrastado e cansativo em alguns instantes) e com poucos instantes de humor.

Enfim, vou tentar elaborar uma sinopse: No futuro, o ex-fuzileiro naval Jake (feito pelo novo galã de Hollywood, Sam Worthington, de "Terminator 4"), paraplégico, é enviado a um planeta chamado Pandora. Lá, além da riqueza em biodiversidade, existe também a raça humanóide Na´vi, com sua própria língua e cultura. Estes são estudados por um grupo de cientistas, liderados pela Dra. Grace Augustini (o retorno de Sigourney Weaver em uma super-produção. Aiás, ela está em boa forma aos 60 anos), e pelo Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang). Jake se "infiltra" ao povo Na´vi, e tem seu corpo modificado cientificamente para se assemelhar a esse estranho povo. Essa mudança no corpo é o que significa Avatar. E, a partir de então, surgem os clichês: Jake tem uma missão, mas acaba se apaixonando por Neytiri (Zoe Saldana, outra nova promessa, que fez "Piratas do Caribe" e "O Terminal", mas é mais conhecida como a Uhura de Star Trek), uma habitante local; o coronel se torna vilão e deseja acabar com toda a raça; alguns personagens "do bem" acabam morrendo em favor da civilização Na´vi; o protagonista Jake, em tão pouco tempo, consegue parecer um cidadão legítimo de Pandora...

Enfim, apesar disso, Avatar é um super espetáculo. Todos os zilhões que foram gastos aparecem na tela (essa é a maior semelhança com o Titanic). A fotografia é esplêndida, os efeitos visuais são de impressionar, a maquiagem é magnífica... Ou seja, tudo o que se espera de uma produção dirigida por James Cameron: algo tecnicamente perfeito! Mas, filme com clichê sem bons momentos de humor (que para mim são fundamentais) tornam o divertimento muito cansativo, e um tanto sonolento. Não achei também nada excepcional o formato em 3D. Para essa tecnologia, eu esperava muito mais (apenas as batalhas finais interessam um pouco). No elenco, há ainda presença da masculinizada Michelle Rodriguez, em mais um papel digno de homem, o canastrão Giovanni Ribisi como um cientista inescrupuloso e Wes Studi, como um nativo de Pandora. Mas, reafirmo: o principal é a produção técnica, não os atores. Creio que muitos vão gostar do filme, para mim foi apenas um entretenimento agradável, mas esquecível e arrastado.

Por fim, assisti ao filme com a Gi, no Cinemark do Center Norte, uma sala razoável para um shopping insuportável. Uma pena que não conseguimos assistir com os amigos Rafel e Aline, já que os ingressos já estavam esgotados quando eles chegaram. Aliás, vai uma dica: é melhor esperarem a poeira baixar, e assistir ao filme em sua 4ª ou 5ª semana de estreia. Afinal, as massas não perdoam, e multiplicam as filas... Abraços!!!!

TRAILER:


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Filmes natalinos

Na véspera de Natal, resolvi postar aqui 10 filmes com a temática dessa bela época. Vergonhosamente, descobri que não tenho em meu arquivo muitos filmes natalinos. Portanto, a lista que colocarei agora não indica os melhores filmes sobre essa temática. Ainda assim, listo aqui o melhor sobre o Natal que eu possuo na minha coleção:

1) O Árbitro (1994), de Ted Demme. Começo com essa bizarra comédia natalina, pouco conhecida, mas que merece ser descoberta. O que pode acontecer quando um ladrão resolve assaltar uma casa, em plena véspera de Natal, e acaba interrompendo uma discussão matrimonial? Pois é, os problemas pioram quando entra em cena toda a família do casal, e que estão bem longe de serem pessoas calmas e tranquilas. Com roteiro original e divertido, O Árbitro destaca também as excelentes interpretações de Kevin Spacey e Judy Davis (como o casal), e Denis Leary, como o assaltante. Vale conferir!

2) Um Dia de Louco (1994), de Nora Ephron. Outra comédia natalina bacana é essa refilmagem de filme francês, que ficou inédito em nossos cinemas. Ephron mostra um painel de personagens paranóicos e nervosos, tentando alcançar a felicidade na noite de Natal. Repleta de canções natalinas e diversas situações engraçadas, a produção conta ainda com grande elenco: Steve Martin, Rita Wilson, Juliette Lewis, Adam Sandler, Anthony LaPaglia e Madeline Kahn. Outro filme para ser descoberto!

3) Enquanto Você Dormia (1995), de Jon Turtletaub. Comédia romântica que aproveitou o estrelato de Sandra Bullock, que estava surgindo como a estrela do momento. É a velha história da Cinderela "encalhada", que sonha em encontrar o príncipe encantado e ser feliz para sempre. Na falta de um, o príncipe surge na pele dos irmãos interpretados por Peter Gallagher e Bill Pullman. Ah, sim! Evidentemente, esse conto de fadas se passa no Natal.

4) O Expresso Polar (2004), de Rober Zemeckis. Uma encantada e sensível produção infantil que conta sobre toda a magia do Natal, enfatizando o maior mito da época: o Papai Noel. Agradável para crianças e adultos, este talvez seja o filme mais apropriado sobre o tema que possuo.

5) A Felicidade não se Compra (1946), de Frank Capra. Mas, também não posso esquecer, que possuo o clássico dos clássicos sobre filmes natalinos, essa super produção de Capra, que todo mundo conhece, e se emociona constantemente. A história do pai de família mal-sucedido (feito pelo soberbo James Stewart) que, na véspera de Natal, tenta o suicídio, mas é salvo por um anjo da guarda, que lhe mostra como seria sua cidadezinha se ele não tivesse existido, encantou diversas gerações. A frase-chave também fez muito sucesso: "Nenhum homem é pobre quando tem amigos". Enfim, um filme sempre recomendável.

6) Um Homem de Família (2000), de Brett Ratner. Mas, se você não suporta filmes antigos, então você pode saborear os diversos derivados que o filme de Capra originou. Um deles, é este Um Homem de Família, em que um anjo negro mostra, na noite de Natal, para o arrogante e milionário executivo Nicolas Cage, como seria sua vida, se tivesse se casado com a antiga namorada da faculdade, vivendo na simplicidade de um homem da classe média. Ou seja, uma forma diferente, e atualizada, de contar a mesma ideia do roteiro de A Felicidade não se Compra.

7) Mensagem Para Você (1998), de Nora Ephron. Não é filme sobre Natal, mas se passa nessa epóca. Uma típica comédia romântica de Tom Hanks e Meg Ryan, num filme singelo e agradável, que fez bastante sucesso nos cinemas.

8) Na Roda da Fortuna (1994), de Joel e Ethan Coen. Os irmãos Coen produziram essa esquecida, e totalmente bizarra, comédia natalina de época. O filme faz uma crítica ao mundo da propaganda e marketing, quando, no Natal anos 40, um idiota interpretado por Tim Robbins, inventa o brinquedo mais revolucionário do momento, e que atrai diversas crianças: o bambolê! Enfim, uma agradável surpresa para aqueles que procuram algo diferente no subgênero. No elenco, há ainda boas performances de Paul Newman e Jennifer Jason-Leigh.

9) Simplesmente Amor (2003), de Richard Curtis. Diversas estórias paralelas de muitos personagens se cruzam no Natal, nessa deliciosa comédia romântica de grande sucesso. Além de ser um agradável divertimento, o charmoso elenco merece destaque: Emma Thompson, Hugh Grant, Liam Neeson, Laura Linney, Rodrigo Santoro e Rowan Atkinson, só para citar alguns.

10) Sintonia de Amor (1993), de Nora Ephron. Fecho com mais um filme da "adoradora" do Natal, Nora Ephron. Sintonia de Amor dispensa comentários, devido a sua extrema popularidade. Temos mais uma vez, o casal Tom Hanks-Meg Ryan descobrindo o amor na noite de Natal. Ninguém resiste a uma reprise!

Bom, tentarei caprichar minha listagem no próximo Natal. Por enquanto, é isso. Quero agradecer a todos os meus leitores e leitoras, amigos e amigas, à minha completamente amada esposa, e desejar um excelente Natal para todos. Que os objetivos de todos possam ser concretizados com sucesso. Eu já estou correndo atrás dos meus, e vou conseguir (com a ajuda de Deus), já que o homem tende à felicidade. Antes do ano se encerrar, ainda postarei mais alguma coisa. Enorme abraço para todos!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Do Inferno

( EUA 2001 ). Direção: Albert Hughes, Allen Hughes. Com Johnny Depp, Heather Graham, Ian Holm, Robbie Coltrane, Ian Richardson, Jason Flemyng, Katrin Cartlidge, Terence Harvey, Susan Lynch, Paul Rhys. 122 min.


Sinopse: Londres, 1880. Jack , o Estripador está solto nas ruas cometendo assassinatos em série de prostitutas. Um inspetor toma conta do caso, e se apaixona por uma prostituta, que poderá ser a próxima vítima.

Comentários: Bem-sucedida adaptação dos quadrinhos de Alan Moore e Eddie Campbell, feita pela dupla de roteiristas Terry Hayes/Rafael Yglesias. Além disso, uma deslumbrante direção de arte e uma excepcional fotografia sombria e gótica dão charme a esse filme de suspense, protagonizado por Johnny Depp. Ele está bem no papel do inspetor supersticioso e sensitivo que tenta desvendar a identidade de Jack, o Estripador. A reconstituição de época é perfeita e o cenário nos leva a velha Londres do século XIX e suas ruas povoadas de bêbados, prostitutas, misérias e assassinatos. Curiosamente, quase todas as prostitutas do filme são feias. Exceto a bela Heather Graham, aliás, muito bem vestida para uma prostituta de esquina (ou seria bem vestida para os dias de hoje?). Ela serve de interesse romântico para Johnny Depp, e a química entre eles funciona. Depp, inclusive, se sai muito bem em filmes bizarros como esse. Na verdade, o filme foi injustiçado pelo Oscar, e ficou de fora das indicações. Deveria, ao menos, ter recebido alguma indicação técnica. O final é um pouco confuso, mas não compromete o todo, ao contrário, trás um esclarecimento lógico para os fatos ocorridos (prestem atenção). O filme tem um pouco de clichê, é verdade, como vários filmes sobre serial-killers. Entretanto, a parte técnica do filme faz a diferença e cria um clima, ao mesmo tempo, sofisticado e sobrenatural. Experimente.

Por que comprei o filme: Pelo clima diferenciado que esse filme proporciona ao telespectador. Conforme passa o tempo, fica cada vez mais difícil encontrar alguma originalidade em filmes de terror/suspense. Esse aqui não é nenhuma obra-prima, mas é bem interessante e está acima da média, perto de muitos filmes contemporâneos. Além disso, o casal central funciona bem no vídeo, e é mais um bom motivo para adquirir a fita.