domingo, 25 de setembro de 2011

Missão Madrinha de Casamento

Uma grata surpresa foi ter visto nos cinemas Missão Madrinha de Casamento, comédia extremamente engraçada, daquelas pra você gargalhar a vontade. Certamente, se for bem divulgada, fará um enorme sucesso aqui no Brasil, e desde já recomendo para pessoas com nível de stress elevadíssimo, pois asseguro que o filme pode ser a cura ( eu sou professor da rede pública, e conheço muito bem o que é stress. Minha esposa também é, e se divertiu muito também ).

Bom, o filme já está sendo considerado como a versão feminina de "Se Beber, Não Case", o que é bom sinal, já que este fez tanto sucesso, que até teve sequência. No caso desse "Madrinha", o diretor Paul Feig não é muito conhecido, fez mais episódios de séries de tv ( ele também é ator ), mas contou com o roteiro escrito por duas atrizes do filme: Annie Mumolo, que faz ponta como passageira do avião, e Kristen Wiig, a protagonista do papel-título do filme.

Wiig interpreta Annie, uma mulher já se aproximando dos 40 anos, que trabalha numa joalheria, divide o apartamento com um casal de irmãos meio abobalhados e que tem um caso sexual de rotina. A grande novidade da vida dela é que a melhor amiga Lilian (Maya Rudolph) fica noiva e a convida para ser madrinha de casamento. Tudo seria perfeito, se não fosse pela presença da milionária Helen (Rose Byrne), também madrinha de casamento de Lilian, e muito íntima dela, situação que deixa Annie abalada. Afinal, tudo para Annie dá errado, e sente que a amizade com Lilian também está por um fio. A partir de então, protagoniza diversas situações absurdas para se manter como melhor amiga da noiva.

Não deixem se enganar pela sinopse, não existe nenhuma trama homossexual. O filme, simplesmente, aborda o tema da amizade feminina com muito humor e tom de gozação. Não gosto muito das semelhanças com o masculino "Se Beber, Não Case", pois as piadas aqui não são tão grosseiras quanto ele. É bem verdade que a cena mais famosa envolve situações grotescas entre as protagonistas, como as madrinhas vomitando uma na outra e a noiva defecando no próprio vestido no meio da rua (tudo isso após elas almoçarem numa churrascaria brasileira, uma piada de mal gosto que fere o sentimento nacional). Porém, apesar disso, o filme tem um tom sentimental e traz uma mensagem bonita sobre a amizade. Ou seja, apesar das cenas "pesadas", Missão Madrinha de Casamento acaba sendo terno, agradável e singelo. Mas, muito engraçado também ( lógico, principalmente por conta da famosa cena mencionada, fora outras cenas bem divertidas ).

Guardem o nome Kristen Wiig. Ela não é muito famosa ( fez papéis pequenos em filmes como "Ligeiramente Grávidos" e "Uma Noite Fora de Série", e muita tv), nem muito jovem (tem 38 anos). Mas, certamente, é a grande revelação do ano. Se encaixa perfeitamente no papel, demonstrando ser uma excelente comediante. Como o OSCAR normalmente menospreza interpretações cômicas, tenho 99% de certeza que ela será indicada ao Globo de Ouro como atriz de comédia ou musical (e com muitas chances de ganhar). Fora Kristen, todo o elenco feminino brilha. A mais famosa é Rose Byrne ("Star Wars 2 - O Ataque dos Clones", "Extermíno 2", "Sobrenatural") que convence como a patricinha mimada e fútil. Mas quem rouba a cena de fato é Melissa McCarthy ("Quem não Matou Mona", "As Panteras", "Plano B"), outra desconhecida, mas que está bastante hilária como a irmã do noivo. O roteiro brinca com o fato dela ser gordinha, e a responsabiliza pelas grandes cenas de gargalhadas. Ainda no elenco, a veterana Jill Clayburgh, no papel da mãe da protagonista, em seu último papel nos cinemas, pois morreu no ano passado.

Enfim, reafirmo o que foi dito no início: se você procura algo para rir e desestressar de vez, Missão Madrinha de Casamento é o melhor remédio. Talvez o melhor dia para assisti-lo seja numa segunda-feira a noite, após um dia intenso e repleto de trabalho. De fato, Kristen Wiig não deixa a peteca cair, e por ela vale a pena. Não quero exagerar, mas acredito que acabei de escrever sobre a comédia mais engraçada do ano. Duvidam? Então não percam tempo, e vão conferir! Abraços!!!

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Homem do Futuro

Não escondo de ninguém que eu estou adorando essa nova cara do cinema brasileiro. Ele está sendo bastante comercial, e isso é simplesmente ótimo!!!!!!! Afinal, as pessoas estão frequentando as salas para assistir à produções nacionais. Isso mostra, que o preconceito ficou pra trás, junto com aquela estética questionável de pornografia barata, típica dos anos 70/80. E este O Homem do Futuro tem o ritmo ideal que agrada ao público.

Tá certo, esse novo filme de Cláudio Torres ( do também sucesso "A Mulher Invisível") não é original ou diferente. Segue a linha de diversos filmes americanos como a série "De Volta Para o Futuro", a ficção científica "Efeito Borboleta", a comédia romântica "Kate & Leopold" ou o clássico "A Felicidade não se Compra". Mas, qual o problema? Acho bacana ver novas versões desses roteiros com estilo brasileiro.

Wagner Moura interpreta o cientista Zero, professos universitário, mas frustrado na vida. Ele acredita que não conseguiu exatamente tudo o que queria graças a uma decepção amorosa do passado, em que foi humilhado pela namorada Helena ( Alinne Moraes ). Então, com a famosa "máquina do tempo" criada por ele, Zero resolve voltar ao passado, na mesma noite em que foi humilhado ( o ano era 1991 ), e tentar reverter a situação para melhorar o futuro. Mas nem tudo se resolve como ele queria...

Envolvendo emoção e humor na dose certa, e mesmo apesar da obviedade da sinopse apresentada, O Homem do Futuro trás situações novas e hilariantes, disfarçando um pouco os clichês do roteiro ( escrito pelo próprio Cláudio ). Gosto particularmente dos diálogos que Zero trava com com suas duas versões(!) do passado. Outra coisa que emociona muito é a bela canção "Tempo Perdido" da Legião Urbana, que é a música tema do filme, tornando-o bem nostálgico. Aliás, nesse aspecto, Alinne Moraes se surpreende também como cantora, além de convencer como atriz.

Fora Alinne e Wagner Moura ( definitivamente, o maior astro do cinema brasileiro do momento, aliás, ele também canta ), o filme também acerta com os coadjuvantes: a esposa do diretor, e um tanto sumida das novelas, Maria Luísa Mendonça tem um papel chave na história, como Sandra, a amiga do protagonista, e que está sempre presente nos momentos de impacto. Fora ela, foi bacana colocar como antagonista um dos galãs do momento da tv, Gabriel Braga Nunes, que foi vilão na última novela das 9. E há também um ator desconhecido, mas interessante, chamado Fernando Ceylão, que interpreta o melhor amigo de Zero.

Elenco agradável, trama divertida, música contagiante, enfim, tudo isso supera qualquer clichê, e trás uma bela mensagem sobre a vida e sobre o tempo, e uma injeção de bom humor para quem pretende ir ao cinema para relaxar. Recomendo com toda certeza, vocês vão adorar!!!!! Abraços!!!

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Super 8

Produção de Steven Spielberg e direção de J.J. Abrams. Os dois nomes famosos são atrativos, e a sinopse, para um "filme pipoca", também chama a atenção. Por isso, eu e minha esposa fomos assistir ao filme.

A história se passa no fim dos anos 70, e nos deparamos com um grupo de pré-adolescentes que se diverte filmando produções "classes z" de zumbis devorando as pessoas (percebo aqui, uma homenagem ao cineasta do gênero, George A. Romero). Para tanto, utilizam a máquina primitiva do título, a famosa "Super 8". Algo estranho acontece, no entanto, quando eles gravam um desastroso acidente, envolvendo um tem em disparada e um veículo, que é estraçalhado por ela. A partir de então, coisa bizarras e estranhas passam a acontecer na pequena cidade de Ohio, onde os garotos vivem.

Começa muito bem, com um clima convidativo e atraente. No início, entrei de cabeça na aventura dos garotos, e me recordei de filmes do gênero que marcaram minha infância, como "Os Goonies", "Os Garotos Perdidos" e "Deu a Louca nos Monstros". Porém, da metade em diante, torna-se uma ficção científica chata, entediante e interminável, com uma gigantesca e sinistra criatura abduzindo quase todo o elenco. Uma derrapada feia no roteiro, escrito pelo próprio Abrams, interrompe a diversão. Isso, aliás, devia ser esperado, já que Abrams cometeu o mesmo equívoco com a série "Lost", que de original e surpreendente, perdeu o interesse, com tanto absurdo que não foi explicado. Pelo menos, a cena do acidente é inesquecível e admirável, competência óbvia da marca spielbergiana da produção.

Sem grandes nomes no elenco, os mais famosos são Kyle Chandler ( de King Kong, como o xerife, e pai do protagonista, o garoto Joel Courtney, talvez, um novo Elijah Wood ) e Elle Fanning ( O Curioso Caso de Benjamin Button, Um Lugar Qualquer ) como a única garota do grupo. Ainda assim, gostei das interpretações de todo o conjunto, e eles podem ( quem sabe?) virar astros.

Apesar de ter perdido o fio da meada ( o final é uma grande bobagem ), a produção apresenta uma surpreendente novidade durante os créditos finais, pra mim o melhor momento da película, em que é mostrado o filme de terror que os garotos produziram. Bom, não sei se eu recomendo assistir Super 8 no cinema, talvez seja mais conveniente vê-lo em DVD. O fato é que, apesar das poucas boas sacadas, o filme foi uma decepção. Esperava muito mais... Abraços!

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domingo, 14 de agosto de 2011

Assalto ao Banco Central

O Brasil, mais uma vez, apostando no cinema comercial! E pra ninguém é segredo o fato de que eu aprecio muito isso, afinal, as últimas bilheterias têm demonstrado bons resultados. A bola da vez, não se trata de uma comédia romântica, como os dois filmes da série "Se Eu Fosse Você". A investida, agora, está na ação, gênero muito aclamado pelo público brasileiro.

O veterano ator e diretor de novelas, Marcos Paulo, estreia na direção em cinema, com esse forte candidato a campeão de bilheteria do ano, que fala sobre um dos mais famosos assaltos do país, em agosto de 2005, no Ceará. A quadrilha é liderada por Barão ( Milhem Cortaz ), que conta com o apoio do amigo Mineiro ( Eriberto Leão ) e da namorada Carla (Hemíla Guedes ). Paralelo a isso, a polícia cearense, liderada por Amorin ( Lima Duarte ) e Telma ( Giulia Gam ) tentam desvendar o crime e deter os assaltantes.

Na verdade, não é um grande filme. Afinal, histórias semelhantes a essa já foram vistas diversas vezes no cinema americano. O diferencial aqui é o fato de ser inspirado num fato real. Mas, mesmo assim, o roteiro ( desenvolvido por três pessoas: Rene Belmonte, Lúcio Manfredi, e Taís Moreno ) não se preocupa em apresentar uma introdução ou conclusão com letreiros. O que se sabe é que até hoje esse crime não foi bem solucionado ( aliás, como muitos ). Ou seja, tem mesmo cara de ficção, e lembra um pouco o filme de Soderbergh, "Onze Homens e um Segredo". Em todo caso, o entretenimento é garantido.

Apenas me queixo, entretanto, com o fato de que as personagens são carismáticas e o público acaba torcendo por elas. Todos os criminosos ( talvez com a exceção do Barão, e de um policial corrupto feito por Heitor Martinez Mello ) são até divertidos e interessantes. O problema é que eles são vilões, e nós, o público, deveríamos torcer contra, não a favor.

Fora isso, gostei do elenco, muito bem escalado. Aliás, foi uma ideia oportuna em colocar como protagonista o galã do momento da novela das 9, Eriberto Leão; uma forma atrativa de conciliar o público da tv com o do cinema. Por outro lado, em relação a mocinha da história, foi a escalada a desconhecida Hemíla Guedes, que fez pouco tv, e muito cinema ( O Céu de Suely; Cinema, Urubus e Aspirinas; Baixio das Bestas... ). Além deles, os já mencionados Lima Duarte, Giulia Gam e Heitor Martinez Mello estão perfeitos em seus papeis ( sobretudo Heitor, em mais uma caracterização de vilão odioso ). Mas os destaques são muitos: Vinícius de Oliveira ( como o efeminado irmão de Hemíla ), Gero Camilo ( como Tatu, o mais atrapalhado entre os assaltantes ), Juliano Cazzaré ( outro galã da novela das 9, como o mais explosivo da gang ), Ilva Niño ( numa hilária participação especial ), Mílton Gonçalves ( como um pastor não muito bem intencionado ), e principalmente, o grande Tonico Pereira, no papel do engenheiro que faz parte da quadrilha! Apenas não gosto de Milhem Cortaz, que fala com uma batata na boca, além de ser muito inexpressivo. Pelo jeito, será sempre lembrado pelo famoso papel do capitão Fábio de Tropa de Elite. E só!

Bom, apesar das falhas, gostei do filme. O final é um pouco surpreendente, e me fez lembrar o final de "Os Suspeitos", um excelente suspense que deu o Oscar de coadjuvante para Kevin Spacey, em 1995. E é como eu disse: o cinema nacional precisa muito de películas de gênero, afinal, são produções assim que atraem o público, e eu não vejo nenhum problema nisso. Então, confiram Assalto ao Banco Central! Abraços...

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os Smurfs

Depois de uma longa ausência das salas de cinema (convenhamos, não tinha muita coisa boa mesmo nas férias de julho...), fui assistir a adaptação de um dos meus desenhos prediletos da infância: Os Smurfs! E me diverti muito com essa adaptação, apesar dos esperados clichês.

Aqui, os protagonistas são Papai Smurf, Gênio, Smurfete, Desastrado, Ranzinza e Arrojado. Todos estes são transportados para o nosso século, em Nova York, após descobrirem um portal. Lá chegando, tentam de tudo para voltar para o tempo deles, e retornarem para a pacata aldeia onde vivem. Os problemas ocorrem, quando descobrem que o temível Gargaméu ( Hank Azaria, de "The Birdcage - A Gaiola das Loucas ), e seu perverso gato, o Cruel, também foram parar em Nova York, e desejam capturá-los. Assim, nossos queridos duendes azuis contam com a ajuda de um simpático casal ( o ex-ator teen de diversos telefilmes Neill Patrick Harris e a atriz da série Glee, Jayma Mays ) para conseguirem retornar ao lar e se livrarem do perigoso ( e atrapalhado ) ogro.

Como refilmar clássicos animados virou mania em Hollywood ( Scooby Doo, Zé Colméia, Manda-Chuva em breve ), já era de se esperar que o mesmo ocorreria com os smurfs. Antes da estreia, inclusive, o McDonalds já estava faturando uma boa grana com os brindes dos personagens, na compra do McLanche. O sucesso desse marketing, aliás, foi bastante espantoso para mim; afinal, a nova geração não conhecia esse clássico desenho. Entretanto, após algumas semanas, o filme estreou nas telas, e está fazendo bastante sucesso ( principalmente entre os adultos saudosos da série, como eu ). O Diretor Raja Gasnell contou com um time de roteiristas para o filme: J. David Stern, David N. Weiss, Jay Scherick e David Ronn. E mesmo não sendo tão criativo o roteiro, Gasnell foi mais feliz aqui, se comparado com o mal feito Scooby Doo, que ele mesmo dirigiu. No elenco ainda, a presença da colombiana Sofia Vergara ( da série Modern Family ), no mal-construído papel de executiva ambiciosa, e chefa de Harris.

Enfim, tudo divertido, encantador e prazeroso. Há, inclusive, uma criativa explicação na origem da Smurfete, o que demonstra o motivo dela ser a única representante do sexo feminino na aldeia. Eu ainda acredito que os adultos saudosistas vão se divertir mais, mas as crianças também terão a oportunidade de se encantar com essa galera. Apenas espero, com o grande sucesso do filme, que o desenho seja reprisado, ao menos na tv a cabo. Ah, sim, preciso deixar bem claro: R-E-P-R-I-S-A-D-O! Ou seja, que nenhum produtor tenha a infeliz ideia de criar novos episódios, todos digitalizados, remasterizados, computadorizados, e tantos outros ados... Não! Nós, saudosistas de plantão, damos preferências aos clássicos! Prometo escrever mais em breve, forte abraço!

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domingo, 26 de junho de 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Em minha última postagem, eu critiquei o excesso de sequências que chega às telas no mês de férias de julho. E foi justamente por isso, pela falta de opção, que embarquei nesse 4° filme da série Piratas do Caribe (na verdade, estreou entre fim de maio ou começo de junho, não me lembro). Enfim, apesar de dublado (afinal, já estreou faz tempo, e quase não há a versão original com legendas), ele não é ruim. Eu até gostei um pouco.

Sempre admirei Piratas do Caribe (aliás, aqui no blog eu tenho resenha do 1° episódio, confiram!). Não gostei muito do 2° filme, "O Baú da Morte", e admito que ainda não vi o 3°, "No Fim do Mundo". Mas esse aqui, apesar de algumas mudanças, ainda consegue manter a série (creio que ainda virão mais filmes)...

Bom, as principais mudanças é que saiu o diretor dos filmes anteriores, Gore Verbinski, e no lugar colocaram um cineasta de prestígio maior, Rob Marshall, já indicado ao OSCAR por "Chicago". Em todo caso, os roteiristas de toda a série, Ted Elliott e Terry Rossio, permanecem. Saíram também de cena os talentosos Orlando Bloom e Keira Knightley. Orlando foi substituído por um rapazinho mais ou menos parecido com ele, um certo Sam Claflin, ainda inexpressivo, e que faz um padre (ou coisa que o valha), e que é seduzido por uma sereia (outra novata, a espanhola Astrid Berges-Frisbey). E falando em espanhola, a atual estrela e oscarizada Penelope Cruz substitui a inglesa Keira. A principal mudança, no entanto, é que o Barbosa do grande Geoffrey Rush não é o principal vilão do filme; aliás, ele até se alia ao Jack Sparrow do Johnny Depp. A bola da vez está com o britânico Ian MacShane ("Sexy Beast", "Corrida Mortal"), no papel do pirata Blackbeard.

Quanto à mudança de atores, não sei o que motivou a saída de Orlando e Keira, não sei se as personagens morreram no episódio anterior (porque eu não vi). O fato é que eu já havia me acostumado com os dois. Em todo caso, os roteiristas conseguiram manter o interesse à história: Dessa vez, Sparrow e seus homens precisam encontrar a fonte da juventude. Para isso, se aliam ao velho Barbosa e a uma antiga paixão que reaparece (Penelope). Entretanto, o pirata Blackbeard tem interesses inescrupulosos pela fonte...

Apesar de excessivamente longo, como os episódios anteriores, e também da fotografia, muito escurecida em algumas cenas (até mesmo quando é dia), Navegando em Águas Misteriosas entretém e diverte. Não gosto muito de Penelope Cruz, mas nem ela atrapalha. Aliás ela e Depp já atuaram juntos antes no irregular "Profissão de Risco". E falando em Depp, mais uma vez ele dá conta do recado, e continua bastante bem-humorado na pele do pirata mais cara-de-pau da Disney. Contudo, não deixei de notar um ar de cansaço no astro. Acho que Sparrow já está desgastando demais a carreira do ator. Ainda assim, não consigo pensar em um substituto a altura para fazer Jack Sparrow. Afinal, só Depp se encaixa nos trejeitos femininos da personagem (nesse episódio, aliás, isso foi até satirizado em uma fala da Penelope). Gostei também das aparições das sereias, e das clássicas batalhas de capa-e-espada (a melhor, acontece no começo do filme, no castelo da Inglaterra). Ah, sim! No elenco, também está o veterano e desconhecido Kevin McNally, de volta com o seu Gibbs.

Posso até ter sido um tanto relapso na sinopse, mas não tem muito o que dizer. Apenas o fato de que o roteiro consegue inovar e trazer aventuras inéditas. É bom sim, e eu recomendo. Mas, eu pensaria duas vezes antes de se produzir um novo episódio (o que parece inevitável, quando se chega ao fim da projeção). O fato é que estamos em férias, e por isso, essa aventura é recomendável! Até mais!!!

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Qualquer Gato Vira Lata

As férias de meio de ano não apresentam grandes opções para o cinema. E é o que está acontecendo ultimamente, com diversas sequências ou novas franquias de grandes sucessos. E foi por isso, que resolvi evitar "Piratas do Caribe", "X-Men", "Kung Fu Panda", etc... O jeito foi assistir a essa adaptação da famosa peça de Juca de Oliveira (adaptada por Cláudia Levay e Júlia Spadaccini), "Qualquer Gato Vira Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia Que A Nossa", cujo título foi encurtado para chamar mais a atenção.

Aliás, falando nisso, tem se tornado comum no nosso cinema, adaptações recentes para as telas de peças teatrais, como foi o caso de 'Trair e Coçar é Só Começar" e "Caixa Dois". O legal dessa nova adaptação, diferente das mencionadas, é que ela não tem cara de teatro filmado, na verdade é bem semelhante a várias comédias românticas americanas (associo principalmente com um filme da Meg Ryan, "Surpresas do Coração").

Não recrimino o filme por essa semelhança. Realmente, não apresenta nenhuma novidade, há muita coisa parecida por aí, e é bastante previsível. Mas acho interessante essa tentativa de deixar mais comercial o nosso cinema. Oras, por que não? Creio que o público não quer ver apenas as injustiças sociais de um país repleto de desigualdades. E tal como mostrou "Se Eu Fosse Você", as comédias românticas brasileiras têm grande repercussão. Então, apoio muito o filme do estreante na direção Tomas Portella (que foi assistente de diretor em "O Incrível Hulk" e "Ensaio Sobre a Cegueira").

Mas o enredo é de fato um balde de clichês. Cleó Pires interpreta Tati, uma jovem que acabou de levar um fora do namorado mulherengo e irresponsável, Marcelo (Dudu Azevedo). Disposta a reconquistá-lo, ela conta com a ajuda de Conrado (Malvino Salvador), um biólogo que tenta defender a tese exemplificada pelo título da peça. E, como é de se esperar, eles acabam se apaixonado, mas tentam resistir a essa paixão.

Quem leu a sinopse, certamente deve ter lembrado de diversos filmes assim. Em todo caso, continuo defendendo essa comédia despretenciosa e hilária, que fez a plateia (que me surpreendeu, estava repleta!) gargalhar em diversos instantes. Eu e a Gisele deixamos a diversão tomar conta, e nem nos importamos com os clichês. Essa recepção apenas mostra que o público está perdendo o preconceito com filmes brasileiros. Ainda bem! E, de fato, se faz necessário mesmo explorar no gênero para conseguir bons êxitos.

Cléo Pires demonstrou que se sai bem em comédias, e aqui está melhor que na tv. Talento cômico também apresenta Malvino Salvador, que tem boa química com Cléo. No elenco ainda, Rita Guedes, como a ex-mulher de Malvino, e Álamo Facó, um ator jovem que faz o Magrão, melhor amigo de Marcelo. Ele fez alguns filmes e novelas, e pode ser que se torne astro, aqui ele rouba a cena; vamos aguardar...

Bom, o recado está dado. Já que nos acostumamos facilmente com enlatados americanos, minha sugestão é que você confira "Qualquer Gato Vira Lata". Realmente, você não irá encontrar grandes novidades, mas vai se divertir bastante, como eu me diverti! Abraços!!!!

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