sábado, 24 de dezembro de 2011

Noite de Ano Novo

Seguindo a tradição de "Idas e Vindas do Amor", o cineasta Garry Marshall e a roteirista Katharine Fugate, os responsáveis pelo filme mencionado, apresentam agora mais uma estória repleta de tramas paralelas e personagens agradáveis, trata-se de Noite de Ano Novo.

Como se pode prever, é um roteiro banal, óbvio e repleto de clichês, representado por um elenco estelar da mais alta qualidade. Se "Idas e Vindas" focalizava a trama no dia dos namorados (uma data, aliás, que não bate com a comemoração brasileira), dessa vez tudo se torna mais mágico, mais sensível, mais bonitinho... Afinal, a hora da virada é um dos momentos mais aguardados pelo brasileiro no geral. E Nova York aparece bem chamativa, atraente, encantadora. Ela e o grande elenco conseguiram, e ainda conseguem, lotar as nossas plateias. Isso sem falar das diversas canções que contagiam o clima.

Enfim, sem dar muitos detalhes na sinopse, são vários encontros e desencontros que ocorrem na véspera de fim de ano. Temos a Michelle Pfeiffer, já envelhecida e desglamourizada, se demitindo do emprego, e tentando realizar suas vontades antes do término do ano com a ajuda do garoto Zac Effron (tentando no cinema o público da tv); Robert DeNiro faz um paciente que agoniza numa cama de hospital, enquanto é consolado pela boa enfermeira Halle Berry; Jon Bon Jovi faz um cantor (novidade...) tentando reconquistar a ex Katharine Heigl, enquanto é vítima da tietagem da Sofia Vergara; Ashton Kutcher e Lea Michele (do megasucesso "Glee"; sim, ela canta em cena!) ficam presos no elevador (algo bastante clichê no cinema americano) e se envolvem; Hilary Swank faz a pessoa responsável pelo maior evento das últimas horas: quando resolvem soltar do alto da Times Square, a bola que marca a virada do ano! Só que a bola emperra no meio do caminho, e o técnico Hector Elizondo (um dos grande favoritos do diretor) é chamado pra solucionar o caso; Sarah Jessica Parker faz a mãe superprotetora que impede que sua filha Abigail Breslin (agora crescida, depois de "Pequena Miss Sunshine") namore; E a gestante Jessica Biel tenta parir antes da meia noite para ganhar um concurso... E por aí vai...

Repararam no elenco ilustre? E ainda temos Matthew Broderick, James Belushi, Carla Gugino, Til Schweiger, Seth Meyers, Sarah Paulson, Josh Duhamel, Alyssa Milano, Cary Elwes... E apesar da obviedade do roteiro, a roteirista apresenta algumas pistas falsas sobre os relacionamentos das personagens, e acaba trazendo algumas surpresas bacanas...

Bom, apesar de todos os clichês, Noite de Ano Novo, é o típico filme que nós gostamos de assistir no fim de ano. Por isso, mandei tudo às favas, e me diverti bastante com as tramas paralelas... Deixar de lado o preconceito, e encarar o filme de Marshall como uma agradável diversão, é o melhor que temos a fazer. Então, quem não viu ainda, vá ao cinema mais próximo, até 31/12, e se divirta com "Noite de Ano Novo"... Quem sabe algum diretor brasileiro resolva se inspirar e fazer um filme com essa temática sobre São Paulo no fim de ano... Por que não? Feliz Natal a todos!!!!

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

Aconteceu. Se eu não fosse ao cinema conferir esse novo filme da série Crepúsculo, minha esposa Gisele iria me fuzilar. Então, fazer o que? O jeito foi conferir! E ainda tivemos que comprar os ingressos com um mês de antecedência, o que eu achei um baita dum exagero por parte de minha esposa. Enfim... O fato é que assistimos a versão legendada, e mesmo quando as cópias não são dubladas, as adolescentes histéricas de plantão não nos deixam em paz... Bom, já passou.

Nesse momento, após assistir aos três episódios anteriores, não tenho muito o que criticar. Afinal, já se sabe muito bem o que vai se suceder em cena. Também resolvi parar de criticar o trio central da fita; afinal, permanece óbvio o fato de que Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner são inexpressivos e canastrões. Aliás, talvez a péssima atuação do trio seja um fator essencial para a existência do filme, ou seja, são tão ruins que nós nos acostumamos com eles. E o garotão Lautner, definitivamente, virou o atro popular entre a meninada fanática. Talvez, essa tenha sido uma surpresa inesperada para os produtores da série, pois, conforme os gritos histéricos, as tietes o preferem em relação ao protagonista Pattinson. Nada mal para um coadjuvante, ainda que tenha cara de esquilo vesgo.

Quanto a sinopse, a mocinha Bella finalmente se casa com o vampiro anêmico Edward, e ambos vão passar a lua de mel no (adivinhem...) Rio de Janeiro. O que acaba sucedendo, ainda que não seja tão surpreendente, é o fato de que Bella engravida, e tenta decidir se tem a criança, ou se realiza um aborto. O problema é que se trata de um neném-vampiro sedento por sangue, e se ela resolver tê-lo, pode morrer.

Para mim, foi o capítulo mais romântico, e também o mais sonolento, parado e irritante. Quase não há cenas de ação, os vampiros do mal não aparecem aqui, e tudo gira em torno da decisão da bocudona da Bella. Além disso, o Rio de Janeiro é mal fotografado e aparece, em sua curta duração, como um lugar abaixo do subdesenvolvido (exceto pelas cenas em Paraty, que recebe outro nome, e aparece como um paraíso distante e inabitável [!]). Sem contar, a presença de uma personagem brasileira chamada Kaure (não conheço ninguém com esse nome aqui), que parece uma índia e é vidente (ela sente o mal se aproximando de Bella). Ou seja, mais uma visão estereotipada e preconceituosa que o americano tem do Brasil. Pelo menos, essa personagem e o marido (que são caseiros do resort em Paraty) falam português, e não espanhol. Falando nisso, Pattinson, ao menos, não se sai tão mal ao falar o nosso idioma em algumas cenas.

Mas, como estava dizendo, em seus 117 minutos em cena, Amanhecer - Parte 1 só tende a agradar mesmo o seu público fiel, pois demora muito pra passar e é muito arrastado. A impressão que eu tenho é que isso foi feito propositalmente para deixar o melhor (se é que se pode dizer assim) para a parte 2. Nem mesmo precisava haver essa divisão em dois filmes; seria melhor prolongar um pouco a projeção, e colocar tudo de uma vez na projeção. No entanto, como se trata de um produto que vende muito, os produtores pensam nos zilhões que arrecadarão com mais um episódio da série.

No elenco, nenhuma novidade. Apenas a Sarah Clarke, que faz a mãe da Bella, aparece um pouco mais em cena; e o que roteiro não esconde é que a personagem Rose, feita pela atriz Nikki Reed, ganhará mais destaques na 2ª parte. Incomodo-me apenas com o excesso de maquiagem branca nos personagens vampiros. Não me recordo se nos outros filmes os personagens eram tão pálidos assim, sobretudo o vampiro feito pelo ator Peter Facinelli, que faz o médico (os olhos doem se olha muito para ele). A roteirista permanece sendo a mesma de toda série, Melissa Rosenberg, e o diretor da vez é o oscarizado pelo roteiro de Chicago, Bill Condon (de "Deuses e Monstros" e "Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho"), que aliás, também dirigirá a 2ª parte.

Concluindo, Amanhecer - Parte 1 não aborrece tanto, mas cansa; e muito! Se você nunca assistiu a nenhum filme da série, desista de querer assistir a esse episódio, pois não entenderá nada. Há, pelo menos, uma cena mórbida que eu achei bizarra no melhor sentido da palavra: a tonta da Bella toma sangue no canudinho, naqueles copos típicos do MacDonalds, para alimentar o bebê. Que essa moda não pegue por aqui... Bom, pelo menos só resta mais um filme para conferir. Coragem, Robson, está acabando! Pelo menos minha esposa, que leu o livro, gostou bastante. Então, pelo menos as fãs vão aprovar. E só elas. Até!

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sábado, 5 de novembro de 2011

Contágio

Aguardei a estreia desse filme com muita expectativa, pois o cartaz chamou a atenção pelo próprio título, e também pelos nomes que compõem o elenco estelar e a direção, Steven Soderbergh. Em seguida, li algumas críticas, todas elas negativas, e por isso, já não estava esperando tanta coisa. No entanto, até que gostei do filme sim.

Em 1995, o filme Epidemia, de Wolfgang Petersen, lotou as salas de cinema e foi um enorme sucesso. Cito esse filme, pois o contexto é bem parecido; a diferença é que aquele era pura ação, literalmente, com direito a momentos de correria e explosões, enquanto a produção de Soderbergh focaliza mais para a tensão e o drama que o contágio proporciona.

Tudo começa quando a americana Beth Emhoff ( Gwynrth Paltrow ) retorna ao seu país, após uma viagem de negócios na China, infectada com um vírus mais fatal que a gripe suína. A partir de então, esse vírus vai evoluindo e sendo transmitido para diversas pessoas, que morrem em pouco tempo. Estranhamente, o marido de Beth, Mitch Emhoff ( Matt Damon ) é imune e não se contagia. Enquanto isso, diversos médicos liderados por Dr. Ellis Cheever ( Laurence Fishburne ) e Dra. Leonora Orantes ( Marion Cotillard ) tentam diversas formas de combater a epidemia que se alastra por todo o mundo.

O roteiro de Scott Z. Burns, ao propor esse problema, sugere uma reflexão acerca de algo bastante comum na nossa realidade. A elevação do vírus é mostrada didaticamente pelas diversas palestras e explicações proporcionadas pelos doutores em cena. Aliás, essa é uma das críticas que fizeram contra o filme, que foi caracterizado por alguns críticos como um episódio "dialogado" de algum documentário do Discovery Channel. Em todo caso, fico aliviado com o fato de que a fita não estreou no auge da gripe suína, já que Soderbergh traz uma mensagem bastante assustadora e chocante sobre o tema. Afinal, quando boa parte da população já foi dizimada, o caos e a violência tomam conta das cidades, e o desespero e a luta pela sobrevivência invadem o interior de todos. Num estado como esses, quando uma vacina é produzida, àqueles que tem o poder conseguem se salvar, junto com os seus entes queridos. Mas, e o resto da população? Esse é um dos questionamentos que a película coloca no ar. E o Brasil já tem problemas demais; por isso, fico aliviado que o surto da gripe suína já tenha dado uma trégua.

Quanto ao elenco, ouvi alguma coisa sobre uma possível indicação ao OSCAR de coadjuvante para Gwynet Paltrow, o que eu acho uma asneira extremamente profunda. Afinal, Gwyneth tem pouco tempo na tela, e não tem nenhuma cena surpreendente. Gosto sim de Kate Winslet, como uma médica que também se contamina, e de Jude Law, como um jornalista blogueiro que, através do sensacionalismo virtual, manipula os cidadãos americanos e aumenta a angústia e a revolta de todos; um personagem ambíguo e bem construído pelo ator. Jude sim, e também Kate merecem atenção do OSCAR. Quem também leva a melhor é a pouco conhecida Jennifer Ehle ( de "Força Policial" e "O Discurso do Rei" ) que interpreta a doutora responsável pela criação do antídoto contra o vírus. Enfim, com tanto destaque em cena, fico preocupado com esse mito em torno de Gwyneth, que mal abre a boca...

No fim das contas, não aguardem um filme explosivo como "Epidemia" ou algum tipo de suspense aterrorizante, pois não é disso que se trata Contágio. Mas também não se trata de um filme lento ou cansativo, nem mesmo sou da opinião de que se trata de um episódio do Discovery. Ele apenas adverte detalhadamente, mesmo sendo polêmico, sobre algo permanente no mundo, e que vem e volta a qualquer momento. E eu gosto quando temas polêmicos são discutido na tela. O problema é que Soderbergh se perde com tanta trama paralela. O final da personagem de Marion Cotillard, por exemplo, fica em aberto e não tem conclusão. Mas, mesmo assim, a produção mantém o interesse. Ah! Apesar de assustar os espectadores, o final é positivo e esperançoso, ok? Para quem não se impressiona fácil com as coisas, e quem gosta do tema, Contágio pode ser um passatempo oportuno, mesmo sem ser uma obra prima. Abraços!

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Palhaço

Toda vez que vou ao litoral de São Paulo, sempre arranjo uma oportunidade para ir ao cinema. E foi o que Gisele e eu fizemos no shopping do centro de São Vicente, onde assistimos a essa segunda, e bem-sucedida, incursão de Selton Mello como diretor (ele também protagoniza, e é roteirista ao lado de Marcelo Vindicato).

O Palhaço é um drama, ora triste, ora bem humorado, sobre o cotidiano de artistas de circo, que viajam para diversos lugares do Brasil, normalmente zonas rurais e lugarejos bem distantes da civilização (o tom é nostálgico, pois também retrata a cidade natal do ator/diretor, Passos, MG). Mello vive a antítese do palhaço Benjamin, que tem a função de alegrar a plateia, ao mesmo tempo em que vive tristonho e melancólico. Ele procura um sentido na vida, a busca do algo que lhe falta para torná-lo feliz. Em seu cotidiano, fora os companheiros de trabalho, interage com diversas pessoas, que acrescentam algo no seu interior.

Enfim, um filme singelo, delicado, poético, amargo e alegre. Com sua duração curta, Mello consegue misturar todas essas doses de emoção e cativar o público. Consegue, inclusive, ser filosófico ao tentar entender qual o sentido da vida. Além disso, é também um filme bem brasileiro, ao registar nas personagens, comportamentos bem típicos de nossa cultura.

Fora o astro, o veterano Paulo José, no papel do palhaço pai, Valdemar, atua magistralmente, e é responsável por uma das falas mais emocionantes da película, ao falar do gosto de sua profissão. Há ainda, grandes participações, ainda que pequenas, de astros famosos, como Moacyr Franco, Jackson Antunes, Danton Mello, Emílio Orciolo Neto, Tonico Pereira, Fabiana Karla e outros não muito famosos, mas extremamente competentes, como os demais artistas de circo. A mais cativante, sem dúvida, é a garotinha Larissa Manoela, que na verdade tem o papel chave da história. No todo, um time pra lá de competente!

Incomodo-me apenas com a característica que Selton coloca no palhaço que ele próprio interpreta. Trata-se de um tipo meio "abobalhado" e esquisito, que fala devagar, e parece não entender muito o que outros falam. Creio que essa composição seja um tanto inócua e desnecessária. Em todo caso, fica claro que isso não compromete O Palhaço, que se conclui como uma pequena obra prima do cinema brasileiro contemporâneo, uma excelente alternativa para candidato de OSCAR de filme estrangeiro (coisa que não vai acontecer). Recomendo, portanto, essa bela preciosidade, que comprova o talento de Selton Mello, não apenas como ator, mas principalmente como um grande realizador! Até a próxima...

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Premonição 5

Há um tempo atrás, eram poucos os filmes que estreavam em versão dublada na tela grande. Normalmente, isso ocorria com desenhos animados ou filmes para a família. Agora, essa onda pegou e tudo que é filme estreia em versão dublada. Pra mim, isso é ruim pois as dublagens não são boas, e o filme soa falso. A situação piora quando se trata de filme de terror. E eu não consegui assistir Premonição 5, em sua versão original com legendas! Fazer o que? O jeito foi encarar dublado mesmo...

Bom, como já havia publicado aqui, detestei o 4, já muito desgastado, cansativo e nada original (nem nas mortes). Mas me surpreendi com essa 5ª parte dirigida pelo novato Steven Quale, que apresenta bom clima de suspense, ao deixar a plateia apreensiva nas cenas de mortes (aqui, mais interessantes, e também muito violentas!).

Em todo caso, a fórmula se repete. Um jovem tem uma premonição, na qual uma ponte desaba, e ele e seus amigos, que estariam em um ônibus que os levariam para um treinamento da empresa em que trabalham, morrem em série. Após prever isso, tira os amigos do veículo e os salva. Entretanto, como todo mundo sabe, a morte não gosta de ser enganada.

Como vocês perceberam, nenhuma novidade em relação aos filmes anteriores. Mas, o que torna Premonição 5 atraente ( se é que se pode dizer assim ) é exatamente o pânico e a adrenalina que o roteiro ( de Eric Heisserer e Jeffrey Reddick, esse último também roteirista dos 4 anteriores ) oferece no instante em que a morte "trabalha". Ou seja, o suspense aqui não é saber quem vai morrer primeiro ( pois isso fica bem evidente ), mas sim, como a pessoa vai morrer. Uma outra sacada interessante, é quando o protagonista descobre algo inédito: se você matar alguém, ou seja, entregar uma outra vida para a morte, você se torna imune! Portanto, já dá pra saber o que se deve esperar...

No elenco, não há nomes famosos, e os atores jovens são bastante apáticos ( mas não estragam ). Um deles, inclusive, é a versão teen de Tom Cruise, um certo Miles Fisher, muito parecido com o astro de Missão Impossível. Apenas os atores negros e coadjuvantes são um pouco conhecidos: Courtney B. Vance ( de "Mentes Perigosas" ) como um policial, e o eterno "Candyman" Tony Todd, que retorna no papel do legista do primeiro filme da série ( alguém se lembra? ).

Enfim, em se tratando de uma sequência, o filme supera as expectativas. Os efeitos técnicos, inclusive, são convincentes e eletrizantes; a cena do desabamento da ponte é de 1ª qualidade, e só ela já faz o filme valer. E o final apresenta uma surpresa extremamente inesperada, o que torna o suspense melhor ainda. Realmente, eu fiquei admirado ( e também entendi o retorno do personagem de Todd ). Para quem é fã do gênero, não se decepcionará de "Premonição 5", para mim, a sequência de horror mais bem-sucedida do ano! Um grande abraço para todos!

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domingo, 25 de setembro de 2011

Missão Madrinha de Casamento

Uma grata surpresa foi ter visto nos cinemas Missão Madrinha de Casamento, comédia extremamente engraçada, daquelas pra você gargalhar a vontade. Certamente, se for bem divulgada, fará um enorme sucesso aqui no Brasil, e desde já recomendo para pessoas com nível de stress elevadíssimo, pois asseguro que o filme pode ser a cura ( eu sou professor da rede pública, e conheço muito bem o que é stress. Minha esposa também é, e se divertiu muito também ).

Bom, o filme já está sendo considerado como a versão feminina de "Se Beber, Não Case", o que é bom sinal, já que este fez tanto sucesso, que até teve sequência. No caso desse "Madrinha", o diretor Paul Feig não é muito conhecido, fez mais episódios de séries de tv ( ele também é ator ), mas contou com o roteiro escrito por duas atrizes do filme: Annie Mumolo, que faz ponta como passageira do avião, e Kristen Wiig, a protagonista do papel-título do filme.

Wiig interpreta Annie, uma mulher já se aproximando dos 40 anos, que trabalha numa joalheria, divide o apartamento com um casal de irmãos meio abobalhados e que tem um caso sexual de rotina. A grande novidade da vida dela é que a melhor amiga Lilian (Maya Rudolph) fica noiva e a convida para ser madrinha de casamento. Tudo seria perfeito, se não fosse pela presença da milionária Helen (Rose Byrne), também madrinha de casamento de Lilian, e muito íntima dela, situação que deixa Annie abalada. Afinal, tudo para Annie dá errado, e sente que a amizade com Lilian também está por um fio. A partir de então, protagoniza diversas situações absurdas para se manter como melhor amiga da noiva.

Não deixem se enganar pela sinopse, não existe nenhuma trama homossexual. O filme, simplesmente, aborda o tema da amizade feminina com muito humor e tom de gozação. Não gosto muito das semelhanças com o masculino "Se Beber, Não Case", pois as piadas aqui não são tão grosseiras quanto ele. É bem verdade que a cena mais famosa envolve situações grotescas entre as protagonistas, como as madrinhas vomitando uma na outra e a noiva defecando no próprio vestido no meio da rua (tudo isso após elas almoçarem numa churrascaria brasileira, uma piada de mal gosto que fere o sentimento nacional). Porém, apesar disso, o filme tem um tom sentimental e traz uma mensagem bonita sobre a amizade. Ou seja, apesar das cenas "pesadas", Missão Madrinha de Casamento acaba sendo terno, agradável e singelo. Mas, muito engraçado também ( lógico, principalmente por conta da famosa cena mencionada, fora outras cenas bem divertidas ).

Guardem o nome Kristen Wiig. Ela não é muito famosa ( fez papéis pequenos em filmes como "Ligeiramente Grávidos" e "Uma Noite Fora de Série", e muita tv), nem muito jovem (tem 38 anos). Mas, certamente, é a grande revelação do ano. Se encaixa perfeitamente no papel, demonstrando ser uma excelente comediante. Como o OSCAR normalmente menospreza interpretações cômicas, tenho 99% de certeza que ela será indicada ao Globo de Ouro como atriz de comédia ou musical (e com muitas chances de ganhar). Fora Kristen, todo o elenco feminino brilha. A mais famosa é Rose Byrne ("Star Wars 2 - O Ataque dos Clones", "Extermíno 2", "Sobrenatural") que convence como a patricinha mimada e fútil. Mas quem rouba a cena de fato é Melissa McCarthy ("Quem não Matou Mona", "As Panteras", "Plano B"), outra desconhecida, mas que está bastante hilária como a irmã do noivo. O roteiro brinca com o fato dela ser gordinha, e a responsabiliza pelas grandes cenas de gargalhadas. Ainda no elenco, a veterana Jill Clayburgh, no papel da mãe da protagonista, em seu último papel nos cinemas, pois morreu no ano passado.

Enfim, reafirmo o que foi dito no início: se você procura algo para rir e desestressar de vez, Missão Madrinha de Casamento é o melhor remédio. Talvez o melhor dia para assisti-lo seja numa segunda-feira a noite, após um dia intenso e repleto de trabalho. De fato, Kristen Wiig não deixa a peteca cair, e por ela vale a pena. Não quero exagerar, mas acredito que acabei de escrever sobre a comédia mais engraçada do ano. Duvidam? Então não percam tempo, e vão conferir! Abraços!!!

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Homem do Futuro

Não escondo de ninguém que eu estou adorando essa nova cara do cinema brasileiro. Ele está sendo bastante comercial, e isso é simplesmente ótimo!!!!!!! Afinal, as pessoas estão frequentando as salas para assistir à produções nacionais. Isso mostra, que o preconceito ficou pra trás, junto com aquela estética questionável de pornografia barata, típica dos anos 70/80. E este O Homem do Futuro tem o ritmo ideal que agrada ao público.

Tá certo, esse novo filme de Cláudio Torres ( do também sucesso "A Mulher Invisível") não é original ou diferente. Segue a linha de diversos filmes americanos como a série "De Volta Para o Futuro", a ficção científica "Efeito Borboleta", a comédia romântica "Kate & Leopold" ou o clássico "A Felicidade não se Compra". Mas, qual o problema? Acho bacana ver novas versões desses roteiros com estilo brasileiro.

Wagner Moura interpreta o cientista Zero, professos universitário, mas frustrado na vida. Ele acredita que não conseguiu exatamente tudo o que queria graças a uma decepção amorosa do passado, em que foi humilhado pela namorada Helena ( Alinne Moraes ). Então, com a famosa "máquina do tempo" criada por ele, Zero resolve voltar ao passado, na mesma noite em que foi humilhado ( o ano era 1991 ), e tentar reverter a situação para melhorar o futuro. Mas nem tudo se resolve como ele queria...

Envolvendo emoção e humor na dose certa, e mesmo apesar da obviedade da sinopse apresentada, O Homem do Futuro trás situações novas e hilariantes, disfarçando um pouco os clichês do roteiro ( escrito pelo próprio Cláudio ). Gosto particularmente dos diálogos que Zero trava com com suas duas versões(!) do passado. Outra coisa que emociona muito é a bela canção "Tempo Perdido" da Legião Urbana, que é a música tema do filme, tornando-o bem nostálgico. Aliás, nesse aspecto, Alinne Moraes se surpreende também como cantora, além de convencer como atriz.

Fora Alinne e Wagner Moura ( definitivamente, o maior astro do cinema brasileiro do momento, aliás, ele também canta ), o filme também acerta com os coadjuvantes: a esposa do diretor, e um tanto sumida das novelas, Maria Luísa Mendonça tem um papel chave na história, como Sandra, a amiga do protagonista, e que está sempre presente nos momentos de impacto. Fora ela, foi bacana colocar como antagonista um dos galãs do momento da tv, Gabriel Braga Nunes, que foi vilão na última novela das 9. E há também um ator desconhecido, mas interessante, chamado Fernando Ceylão, que interpreta o melhor amigo de Zero.

Elenco agradável, trama divertida, música contagiante, enfim, tudo isso supera qualquer clichê, e trás uma bela mensagem sobre a vida e sobre o tempo, e uma injeção de bom humor para quem pretende ir ao cinema para relaxar. Recomendo com toda certeza, vocês vão adorar!!!!! Abraços!!!

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