sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Era do Gelo 4

 Mês de férias é a época adequada para estrear desenhos animados. E após o fenômeno Madagascar com seu terceiro filme, agora chegou outra sequência nas telas grandes: o 4º episódio de A Era do Gelo. Mais do que depressa, semana passada acompanhei essa película com a Gisele, e minha querida sobrinha de 4 aninhos, a Belinha. Com medo de não conseguir os ingressos a tempo, chegamos em cima da hora e conseguimos assistir a essa animação dirigida pela dupla Steve Martino e Mike Thurmeier ( o brasileiro Carlos Saldanha, diretor dos episódios anteriores, apenas é creditado como produtor executivo). Ou seja, o que ocorreu com Madagascar 3 não se repetiu aqui, e conseguimos entrar tranquilamente na sala!

 Isso me fez concluir que a série A Era do Gelo já está em declínio, e demonstra que deveria se encerrar por aqui. Não que o filme seja ruim, mas muita coisa se repete, e não é tão engraçado assim ( lendo minhas próprias postagens aqui no blog, recordo que gargalhei quando vi o 3º).

 Bom, o casal de mamute agora possui uma filha adolescente, que está apaixonada por um ser da mesma espécie; o preguiça Sid tem que tomar conta da avó; o tigre Diego se deixa enamorar por uma bela tigresa; e o Scrat (adivinhem...?), pois é, permanece correndo atrás de suas nozes insistentemente! E nossos amigos agora precisam lutar contra perigosos piratas que pretendem aterrorizar a tudo e a todos. Enquanto isso, o gelo se racha e a civilização se separa...

 Enfim, como dito anteriormente, A Era do Gelo 4 não apresenta nada de especial (talvez a única novidade do roteiro de Michael Berg seja a presença dos piratas. Aliás, o ator Jason Fuchs colabora no roteiro). Evidentemente, algumas personagens secundárias roubam a cena (sobretudo, a avó do Sid e a sua "Preciosa" [?]), e os nossos dubladores demonstram mais uma vez extrema competência para dar vida á toda turma da era do gelo. Dá pra se divertir, certamente! Mas, agora, acho melhor a FOX investir em outra animação. Abraços!

P.S. Adorei o curta metragem que aparece antes de se iniciar o filme, estrelado pela adorável Maggie Simpson, da série Os Simpsons! Achei oportuno e simpático!!!

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prometheus

 O título passou despercebido por mim, e imaginava ser um filme no estilo "Transformers", o que não é apreciado por mim. Mas, ao ler algumas "fofocas cinematográficas", descobri que Prometheus foi rotulado como um prólogo da série "Alien". Então, como sou fã da série, não pensei duas vezes, e embarquei nessa companhia. E não me arrependi.

  Ainda bem que Ridley Scott investiu na ideia, e trouxe um destino mais feliz para a série, que havia caído no extremo mal gosto com o horrendo "Alien vs. Predaor", e sua abominável sequência, que eu nem vi, e nem pretendo ver. Aqui, ele tem um excelente trabalho de produção, direção de arte, fotografia, tudo digno de um blockbuster classe A, além de um elenco comprometido.

 Não vou me ater a detalhes quanto a época em que passa o filme. O fato é que antecede os acontecimentos do Alien n°1, e se passa no futuro (algo tipo 2070, por aí...). Enfim, a sinopse que eu vos apresento é típica de clichês, que encontramos em qualquer filme similar. É a velha equipe espacial que se aventura entre as galáxias e planetas distantes, com o intuito de encontrar respostas acerca da origem da humanidade. Obviamente, encontram problemas pela frente: uma estranha raça de alienígenas que têm aquela estranha vontade de matar os seres humanos... A partir daí, salvem-se quem puder!

 Pelo tom satírico em que fiz o comentário, talvez vocês possam estar pensando que eu não gostei do filme. Muito pelo contrário! Achei um trabalho magnífico e acima da média, e que poderia correr um sério risco se parasse em outras mãos, senão nas do experiente Scott, que é especialista no gênero. Tudo bem, de fato, Prometheus (que, aliás, é o nome da nave da tripulação) tem clichê a beça: há um robô extremamente inteligente e cheio de astúcia entre eles; há momentos em que, enquanto um grupo explora o planeta desconhecido (que eu nem me recordo se o nome dele foi mencionado), outros monitoram pela nave; a figura do líder da missão é fria e gananciosa; e, como não podia deixar de ser, sai um aliem sai da barriga de um dos tripulantes, no caso, da heroína da história. Fora isso, o roteiro desenvolvido pela dupla Jon Spaihts/Damon Lindelof mistura ação com filosofia. Afinal, a discussão sobre a origem da humanidade aparece frequentemente em cena. No início da projeção, inclusive, há um prólogo que faz lembra o clássico kubrickiano, "2001 - Uma Odisseia no Espaço". Em todo caso, acho que o ponto fraco da película consta justamente nessa tentativa de misturar terror e filosofia. Afinal, não são satisfatoriamente esclarecidos os motivos pelos quais as respostas sobre a origem da vida estariam no planeta em questão. E para não deixar o filme muito "prolixo", os aliens estão lá para arrebentar e destruir, eliminando um a um toda a tripulação.

 No elenco, quem faz a mocinha é a sueca Noomi Rapace, estrangeira candidata à estrela em Hollywood, e que esteve na sequência de Sherlock Holmes. Ela não é nenhuma Sigourney Weaver (a saudosa tenente Ripley, de toda a série), mas não deixa a peteca cair. Inclusive, tem os trejeitos mais femininos que a Ripley, e cai na simpatia do público feminino. Quem se destaca, no entanto, é Michael Fassbender ( de "X-Men - Primeira Classe" e "Shame" ), um dos novos astros de Hollywood, e que faz o robô David. Seu personagem é o foco da trama, e a interpretação do ator é sublime. Creio até em alguma possibilidade de premiação (tudo bem, é filme de ação! Mas, não se esqueçam que Johnny Depp já foi indicado ao Oscar por Piratas do Caribe!; aliás, a própria Sigourney Weaver foi indicada por Aliens - O Resgate!). Ainda no elenco, Guy Pearce (numa esplêndida maquiagem, ele aparece bem envelhecido), Idris Elba ( de "Thor") e Patrick Wilson, numa participação pequena como o pai da heroína. Ah, sim! Não posso me esquecer da grande estrela do ano, Charlize Theron, que interpreta a líder do grupo. Eu mencionei anteriormente essa personagem, só não disse que a figura era feminina. Mesmo não sendo a protagonista, Charlize marca bem sua presença em cena.

 Enfim, gostei do filme. Ele trás uma atmosfera angustiante, e até mesmo pessimista, que me contagiou. Desenvolvi um estranho sentimento por esse filme. E é isso que o torna diferente, em um gênero muito explorado ultimamente. Falei do pessimismo, mas repleto de esperança também. O final deixa uma janela aberta para uma provável sequência (não creio que seja revelador o que eu direi, mas as respostas não foram encontradas pela personagem). Quero assistir mais uma vez ao filme para ter um posicionamento melhor sobre ele. E, lógico, certamente indico essa aventura que eu assisti em 3D (vale a pena ver nesse formato!) Uma boa tarde pra todos!!!

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Madagascar 3 - Os Procurados

 Se você ainda não foi assistir o fenômeno de bilheteria do ano, a animação Madagascar 3, não perca tempo! As filas estão bombando, e está difícil conseguir assistir ao filme no horário que você optou. Agora, com o fim do feriado, talvez as filas estejam mais flexíveis! O fato é que, no feriado prolongado, eu e minha esposa Gisele tivemos que comprar antecipadamente os ingressos.

 Dessa vez, os nossos heróis Alex ( o leão ), Marty ( o zebra ), Melman ( o girafa ) e Gloria ( a hipopótamo ) passam por diversos países da Europa, enquanto tentam voltar para o zoológico do Central Park de Nova York. Quem esbarra na frente deles é uma policial francesa, que detesta animais, e que pretende capturá-los. Para fugir dela, os nossos amigos viram artistas de circo e viajam pela Europa junto com os animais circenses. Eles acabam se acostumando com a rotina, e ficam sem saber se devem ou não retornar para o zoológico.

Admito que esse terceiro episódio é o menos engraçado entre os três filmes (ainda assim, bem divertido!). Por outro lado, é também o mais bonito, visualmente falando. As cenas espetaculares de arte circense valem o ingresso para se ver em 3D (ainda, que eu não o tenha visto nesse formato). Os diretores são os mesmos, Eric Darnell e Tom McGrath ( Darnell também é o roteirista, além de Noah Baumbat, que habitualmente escreve roteiros adultos!).  E como é de se esperar nos filmes de animação, aqui nós temos muitos coadjuvantes que se destacam: temos um leão ranzinza, uma onça pintada que serve de interesse romântico para Alex, um leão marinho muito falante, e outros tantos... Mas, o destaque vai para a ursinha Sonya, que não fala uma palavrinha sequer durante todo o filme, mas que acaba roubando a cena!

 E quem também tem um destaque maior é o King Julien, que se apaixona por Sonya, e se casa com ela no Vaticano. E, através dessa cena, e de outras, o filme esbanja na utilização de diversas músicas clássicas para mostrar os acontecimentos com muita ironia. Ah, sim! Não posso me esquecer de mencionar os pinguins, simplesmente os personagens mais atrevidos das animações dos últimos anos, e que também embarcam nessa aventura, e viram estrelas de circo!

 Apenas não posso detalhar sobre os astros americanos que emprestam suas vozes aos personagens (além dos habituais Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer,Jada Pinkett, Sacha Baron Cohen e Cedric the Entertainer, temos Jessica Chastain, Bryan Cranston, Martin Short e Frances McDormand, esta, como a amalucada policial) porque eu assisti a versão dublada (nos nossos cinemas, não passa a versão original)). Em todo caso, a única exceção que abro para filmes dublados, são para os desenhos animados! De fato, os nossos dubladores são muito bons, e divertem muito ( principalmente o dublador do King Julien, muito hilário!).

 Enfim, confiram no cinema essa bem sucedida sequência de uma série que é um sucesso de bilheteria e muito divertido. Tentem ver, preferencialmente, em dia de semana (menos de quarta-feira), pois acho que as filas nos finais de semana ainda estarão enormes... Mas, vale a pena conferir. Eu, como de costume, gargalhei muito! Abraços!

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador

 Hollywood tem o hábito de estrear no mesmo ano dois filmes que contam a mesma história, mas com o ponto de vista diferente. Esse ano, isso ocorreu com a clássica princesa da Disney, Branca de Neve. Há alguns meses atrás, tivemos acesso ao simpático e bem-humorado Espelho, Espelho Meu. Dessa vez, temos o dark e mórbido Branca de Neve e o Caçador.

 O título chama a atenção pelo personagem masculino principal. Afinal, o caçador não nos é conhecido pois não existiu nas diversas adaptações. E, como é de se esperar, existe uma química forte ente ele e a heroína! Mas, não se enganem: ele não é o príncipe, pois este também está na trama.

 Não quero perder tempo contando sobre a sinopse de uma história conhecida por todos. Afinal, Branca de Neve continua órfã, é odiada pela madrasta, esta adora conversar com o espelho, tem o príncipe, tem os sete anões, etc... Mas, algumas diferenças interessantes merecem ser mencionadas: nessa versão,a princesa órfã não é escravizada, mas sim, prisioneira; a rainha má tem poderes sobrenaturais (como, literealmente, arrancar o coração de inocentes) e amedronta todo o reino; e a floresta negra é extraordinariamente assustadora! (em alguns momentos, parece que estamos assistindo a um filme de terror!). E, como dito anteriormente, a presença do caçador na história já estimula a curiosidade. Essas novidades exigem um bom trabalho de roteiro, e por isso, ele foi escrito por uma equipe (Evan Daugherty, o também diretor John Lee Hancock e Hossein Amini).

 E lógico, o melhor do filme é a atriz. E eu me refiro à intérprete da rainha, a bela Charlize Theron. De fato, essa vilã cai como uma luva na pele da atriz, que rouba o espetáculo (aliás, outro ponto interessante é contado em flashback, sobre o passado da rainha. Creio que essa foi a primeira vez, entre as adaptações, que vi alguma tentativa de justificar as maldades da personagem). Por outro lado, o que estraga e compromete a diversão é a escolha patética da atriz que faz Branca de Neve. Sim, estou falando da nova ídolo infanto-juvenil da série Crepúsculo, a tonta da Kristen Stewart. Continua de boca aberta o tempo todo. Além de tudo isso, nem bonita ela é! Quando a rainha faz a clássica pergunta "existe alguém mais bela que eu", dá vontade de gargalhar com a resposta previsível do espelho. Onde que Kristen é a mais bela?????? Nem precisa tanto. Mudo a pergunta, onde que Kristen é mais bela que Charlize??? Pra mim foi a piada mais absurda e sem graça de todos os tempos! Não consigo entender todo o prestígio que ela tem em Hollywood...

 Ah sim, antes que eu me esqueça, quem faz o Caçador é o Thor, Chris Hemsworth, que tem a pouco a fazer, em um personagem clichê e cheio de piadinhas supérfluas e previsíveis. Apenas serve como colírio para o público feminino, e se consagra como o novo Brad Pitt. O príncipe também é desperdiçado, e é feito por um desconhecido chamado Sam Claflin (que esteve no último "Piratas do Caribe"). O veterano Bob Hoskins faz o espelho, e os sete anões são interpretados por bons atores britânicos que, diferente do anterior Espelho, Espelho Meu, não são anões de verdade, mas, igual ao filme já citado, são responsáveis pelos momentos cômicos. Fora isso, outro personagem curioso, é o do irmão da rainha, um certo Finn, feito por um desconhecido, Sam Spruell ( de Elizabeth: A Era de Ouro ), e que serve mais como um guardião dela.

 Enfim, apesar da desastrosa presença ilustre da protagonista, Branca de Neve e o Caçador vale a pena pelo ponto de vista denso, mórbido e aterrorizante (lembro-me agora de uma versão semelhante a essa chamada "Floresta Negra", com Sigourney Weaver). E principalmente pela magnífica Charlize Theron. O diretor é um novato chamado Rupert Sanders, e creio que será cotado para outras produções, vamos aguardar (ele já está confirmado na direção da sequência!). Curtam a diversão, mas não levem a sério as incoerências ditas pelo espelho da rainha, ele devia estar mesmo drogado, rsrsrsrsrs.... Abração!

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Os Vingadores - The Avengers

 Honestamente, não tive tanta expectativa quando assisti aos filmes individuais dos heróis da Marvel. Assisti todos em casa, ou na tv a cabo, ou em DVD ( e até agora não assisti o Capitão América! ). Mas a propaganda desse Os Vingadores me chamou a atenção e eu resolvi conferi-lo na tela grande. Assisti, inclusive em 3D, e não me arrependi. É, de fato, um entretenimento acima do espetacular!

Bom, quem lê meu blog sabe do meu descontentamento com essa nova onda de se produzir trocentos filmes em 3D. Normalmente, isso se faz desnecessário, e a conclusão que chego, é que isso é apenas um artifício muito malandro que os produtores encontram para arrecadar mais dinheiro do público. Todavia, aqui nesse filme dirigido e roteirizado por Joss Whedon (que, co-dirigiu Thor, e que aqui tem seu primeiro crédito como diretor em cinema), sentimos que a diversão torna-se muito melhor com o 3D. Ou seja, pode-se dizer que, finalmente, foi produzido um 3D que vale a pena!

 Como filme de ação, Os Vingadores tem grandes chances de se tornar o meu favorito de 2012, apesar de estarmos ainda em maio! Lógico, para mim, não supera o extraordinário Missão Impossível: Protocolo Fantasma, mas não perde feio também. 

Os vingadores do título são Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Capitão Arqueiro ( esses dois últimos ainda não tiveram seus filmes individuais ). Todos eles são convocados por Nick Fury, diretor da agência internacional da paz, conhecida como Shield, para deter o vilão Loki, que rouba um cubo mágico, adquire super poderes e tenta ser o soberano do planeta.

É óbvio que, ao analisar a sinopse do filme, você pode concluir que não se trata de nada novo. De fato. No entanto, o que torna o filme espetacular são justamente as grandes cenas de ação, os maravilhosos efeitos especiais e o bom humor que o roteiro oferece. Além, claro, das grandes performances dos astros. Robert Downey Jr., com o seu Homem de Ferro, além do Sherlock Holmes, se consagra como um especialista em interpretar heróis cínicos e irônicos. É o que tem as falas mais interessantes e divertidas do filme ( Gwyneth Paltrow tem participação especial como Pepper Potts, a namorada dele ); Chris Evans e Chris Hemsworth, respectivamente como Capitão América e Thor, servem como colírio para o público feminino, e se encaixam como luva nos personagens; o sempre boa-praça Mark Ruffalo, substituindo Edward Norton no papel do Hulk, também tem boas sacadas na interpretação de seu herói; A estrela do momento Scarlett Johansson faz a Viúva Negra, e o ator já indicado ao Oscar duas vezes, Jeremy Renner ( que, aliás, também esteve em Missão Impossível 4 ) vive o Capitão Arqueiro. E, para fechar com chave de ouro esse time de feras, a figura sempre agradável de Samuel L. Jackson que interpreta o chefe Nick Fury.

O que eu não gosto apenas é da caracterização do vilão Loke ( novamente vivido por Tom Hiddleston do filme Thor ). Ele também tem uns diálogos cômicos e interessantes, mas é muito fraco. Apanha constantemente de todos os heróis em diversos momentos, tanto no começo, como no fim. Tem até uma entrada triunfal em cena, mas não consegue assustar. Na verdade, é até digno de pena! Enfim, isso não estraga a diversão ( mesmo porque existem outros vilões, no caso, os chitauri, raça alienígena que pretende dominar os humanos ), pois a trama é bem conduzida pelo diretor. Se existem momentos superficiais e previsíveis nas cenas de lutas, outras surpreendentes surgem e trazem o espectador ao delírio. Então, vale a pena mesmo! Particularmente, o meu personagem favorito é o Hulk. Ele brilha em diversos momentos que eu prefiro não revelar; assistam para conferir!

Finalizando, a minha sugestão é a de que vocês devam assistir Os Vingadores - The Avengers no formato 3D. O ingresso será bem gasto, e não haverá arrependimento. Não percam mais tempo e embarquem nessa. Aliás, até penso em assistir novamente... Quem sabe? Abraços!!!

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sábado, 21 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu

Não posso usar como desculpa o fato de eu ser casado com uma adoradora de contos de fada, e por esse motivo ter assistido ao filme do título. Na verdade, eu me interessei por Espelho, Espelho Meu ao saber que se tratava de uma versão bem humorada do clássico infantil Branca de Neve e os Sete Anões. E, realmente, o diretor Tarsem Singh ( de Imortais ) e a dupla de roteiristas ( Jason Keller e Melisa Wallack ) não deixaram a peteca cair.

 A ação é centralizada na personagem da rainha má, e por conta disso, a escolha para o papel não poderia ser melhor: a estrela Julia Roberts. Bom, todos sabem sobre a sinopse. A garota Branca de Neve, feita por Lilly Collins, de "Sem Saída", e que parece ter nascido para interpretá-la, sofre os maus-tratos da madrasta, após perder seu pai. A madrasta por sua vez, movida pela inveja, não mede esforços para permanecer sempre atraente ( e detalhe, os artifícios que ela usa para tanto são no mínimo espantosos, para não dizer nojentos!). Resolve se casar novamente, e a escolha é um príncipe nada típico do cavalheiro nobre dos contos de fadas (feito por Armie Hammer, de "J. Edgar"). Mas, Branca de Neve torna-se um empecilho para a rainha, pois além do espelho insistir em afirmar da superioridade estética da beleza que a garota tem, ao compará-la com a madrasta, esta resolve.... adivinhem? sim, matá-la! Assim, Branca de Neve foge e, adivinhem quem ela encontra???? Sim, os sete anões. Entretanto, aqui eles não são trabalhadores honestos, mas sim, sete malandros que vivem de roubos e assaltos. E a história vai seguindo, até chegarmos no típico final feliz que todos conhecemos.

Admito que me diverti com as situações satíricas do filme, bem diferentes do universo clássico dos irmãos Grimm, e que foi infantilizado por Disney. Pra começar, os sete anões têm nomes e características diferentes daquelas conhecidas por nós ( e todos os atores são bons e interessantes ); e as caracterizações da Branca de Neve, do príncipe e da madrasta tornam o filme mais ágil, divertido e, às vezes, inesperado ( a maçã não é esquecida, e ganha uma atenção especial e diferente no final ). No elenco, ainda temos o comediante Nathan Lane, como o criado de confiança da rainha, e que se mostra incapaz de matar a princesa ( aliás, ele e Julia são os responsáveis pelas falas mais cômicas ); Sean Bean como o pai de Branca, e Mare Winningham como uma das empregadas do castelo. Mare, aliás uma ex-estrela teen dos anos 80, muito sumida das telas, ressurge bem envelhecida e sem aquele rostinho de bebê que tanto a caracterizou. Sinal dos tempos...

Enfim... não há muito o que dizer. Não é a grande película do ano, e o filme nem tem essa pretensão, mas dá para se divertir bastante com essa espécie de sátira das versões anteriores. Além do mais, é sempre agradável rever Julia Roberts na tela grande. Aguardo, agora, a estreia da nova versão de Branca de Neve, dessa vez mais séria e ousada, com Charlize Theron (madrasta) e Kristen Stewart (Branca de Neve). Nesse caso, vai ficar muito difícil Kristen convencer que é mais bela que Charlize. Mas, aí já é papo para outra postagem, hehehehehe... Até mais!!!!!

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terça-feira, 13 de março de 2012

A Mulher de Preto / Cada um tem a Gêmea que Merece

Fiquei bastante tempo afastado dos cinemas, pois conferi, mesmo que em casa, os filmes indicados ao OSCAR. Definitivamente, o cinema está muito caro, e encontrei uma forma de acompanhar os últimos lançamentos cinematográficos em casa através da internet. Não acho isso formidável, pois valorizo muito a tela grande. Enfim, lógico que não abandonei o cinema, e assisti a dois filmes pouco badalados, se comparados com os acadêmicos.

O primeiro deles foi o suspense A Mulher de Preto, dirigido pelo pouco conhecido James Watkins (que é roteirista de alguns filmes do gênero), adaptado do livro de Susan Hill pela roteirista Jane Goldman. Trata-se de um thriller eficiente e até assustador sobre um jovem corretor viúvo que é designado para o interior da Inglaterra, com o intuito de vender um casarão abandonado e assombrado. Conforme a lenda, esse local é possuído pelo espírito da personagem-título da trama. Quando alguém vê o seu vulto, uma criança morre misteriosamente. Dessa forma, o nosso herói é visto com maus olhos pela população local, pois acreditam que ele poderá atraí-la e fazer com que as misteriosas mortes continuem.

Gostei bastante do filme, pois é uma boa sacada para o gênero. Tem um clima perturbador e angustiante, além de uma bela fotografia. Apenas faço concessão na escolha do protagonista, o para sempre eternizado Harry Potter, Daniel Radcliffe, que não convence em hipótese alguma como viúvo. Não sei se essa foi a escolha adequada para fugir do esteriótipo adquirido com o famoso bruxinho interpretado por ele. Em todo caso, ele também não estraga o passatempo.

No elenco, presenças também de Ciarán Hinds ("Munique", "Miami Vice", "Sangue Negro") e a indicada ao OSCAR desse ano, Janet McTeer (por "Albert Nobbs") como o único casal da cidade que acolhe Radcliff, e que teve seu filho morto em circunstâncias misteriosas. Com um final surpreendente, embora um pouco decepcionante para muitos, A Mulher de Preto torna-se um agradável passatempo para os fãs do gênero.

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O outro filme, me arrependo até agora de tê-lo visto na tela grande. Trata-se daquela bobagem chamada "Cada um tem a Gêmea que Merece". Atribuo a culpa à minha esposa Gisele, que, ingenuamente, deixou-se enganar pelo trailer.

Nunca gostei de Adam Sandler, o acho um ator forçado, canastrão, e nem um pouco engraçado (o único filme dele que eu me simpatizei foi o "Click"). Aqui, o cineasta Dennis Dugan, que já fez diversas parcerias com Sandler, compromete mais uma vez o ator, dessa vez em dose duplas: como um produtor de comerciais de tv e sua irmã gêmea, solteirona e desengonçada!

Pois é, a partir daí, qualquer comentário torna-se inócuo. O que posso dizer, é que a gêmea do título resolve passar uma temporada com o irmão e a família, e apronta as mais bizarras confusões, por conta de seu jeito atrapalhado e exagerado de ser. O que acaba chamando a atenção é que o interesse romântico para a "protagonista" é o ator Al Pacino, que interpreta a si próprio (!), o que demonstra o estado de bom humor do veterano ator, de "O Poderoso Chefão" e "Perfume de Mulher" (há até uma brincadeira com o OSCAR que ele ganhou por esse último filme). Ainda no elenco, a sra. Tom Cruise, Katie Holmes, interpreta a esposa de Sandler, de uma forma apática e com cara de paisagem, enfim, com pouco o que fazer; e Johnny Depp também faz uma ponta como ele mesmo.

Como era de se supor, o filme foi indicado a diversos framboesas de ouro, premiação dedicada aos piores do ano. Obviamente, Sandler concorre, assim como Pacino e Holmes. Pior ainda é assistir ao filme dublado. A forçada (e proposital) voz feminina da irmã gêmea é tão ridícula, que pode provocar gargalhadas. E o final apresenta o típico clichê de que, apesar de tudo, o que vale é a união da família. Isso, aliás, até soa grosseiro, pois uma gêmea dessas é bem melhor manter distância.

Concluindo, quem tolera Sandler (e ele, apesar de tudo, tem seus defensores!), e apenas estes, vão se divertir. E o filme tem mesmo a cara dele, pois ele é um dos roteiristas, ao lado de Steve Koren. Em todo caso, aceitem meu conselho e fujam! É melhor esperar chegar na sessão da tarde da globo! Abraços!!!

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