quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Meu Passado Me Condena 2

 Quando um sucesso brasileiro comercial cai na graça do público, os executivos não pensam duas vezes: lançam a sequência. E foi o que aconteceu com essa divertida comédia, que reuniu o elenco e a diretora do original para mais uma sessão das aventuras atrapalhadas do casal.

 Como é do conhecimento de todos, a inspiração do primeiro longa foi uma série da Rede Globo. Fábio Porchat e Miá Mello voltam a representar o casal que recebe os nomes dos intérpretes em seus personagens. Ela permanece imaturo, e ela cada vez mais irritada e frustrada com essa situação. Quando Miá está prestes a terminar o relacionamento de vez, eis que a salvação vem por telefone para Fábio. Afinal, ele recebe a notícia do falecimento da avó, que morava em Portugal, e parte para lá com Miá para o enterro, e para dar uma força ao seu avô. As confusões permanecem, quando Fábio reencontra uma antiga namorada que se mostra bastante interessada por ele. E como se nada pudesse piorar, o casal ainda se esbarra com o malandro Wilson e sua companheira Suzana.

 A fita não foge a regra no referente a sequências: menos criativo, mas com muito mais piada. O diferencial são as belas locações no interior de Portugal, tornando o passatempo bem turístico. Além disso, o roteiro, de Tati Bernardi, Leandro Muniz e Patricia Corso, capricha nos monólogos declamados por Fábio Porchat, definitivamente, o Jim Carrey brasileiro, um mestre do improviso e do humor. Miá Mello também não faz feio em cena como sua parceira, e torna-se curioso perceber que há cinco anos atrás ninguém sabia da existência dessa talentosa dupla. Quem rouba o espetáculo, entretanto, é a ótima Inez Viana, no papel da golpista Suzana, que junto com o Wilson do Marcelo Valle, resolve abrir um negócio de vendas de sepulturas em Portugal.

 Ainda no elenco, os portugueses Ricardo Pereira e Mafalda Pinto (que também atuam no Brasil) como os interesses românticos do casal central, e o veterano Antônio Pedro como o avô de Pedro. Outro personagem que volta em cena é o Cabeça, o melhor amigo de Fábio, vivido por Rafael Queiroga.

 Enfim, um bom trabalho da realizadora Júlia Rezende, ainda que não seja nada magistral, evidentemente, e mesmo seguindo produções do gênero como "Se Eu Fosse Você", ela consegue rasgar boas gargalhadas da plateia. Por isso, vale conferir e se divertir.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

 Tenho assistido a muito blockbuster nos cinemas; e como a onda do momento é remake/sequência/nova franquia, acabei assistindo uma mistura de tudo isso com Jurassic World, dessa vez sem a mão de Spielberg na direção (ele é apenas o produtor executivo), que foi substituído pelo novato Colin Trevorrow (do pouco conhecido "Sem Segurança Nenhuma").

 Pode-se dizer que essa requintada e exuberante produção é caprichada em todos os detalhes, e torna-se um passatempo a la Hopi Hari acompanhar o filme. Ele chega a se assemelhar em muitos aspectos à produção original de 1993, e apresenta um parque bastante atraente e repleto de tecnologia.

 Ambientado no exuberante país Costa Rica, o parque temático recebe a visita de diversos turistas, com muitas atrações típicas da Disneylandia. No entanto, um dos dinossauros, após experiências genéticas, adquire sua própria inteligência, e solto, passa a ser uma ameaça para todos os habitantes do parque. Assim, o biólogo Owen, treinador dos dinossauros, se une a uma das administradoras do local, Claire, para deter a fera; principalmente quando os dois sobrinhos dela passam a correr sério risco de vida.

 Pode-se aguardar os variados clichês do gênero, assim como diversos coadjuvantes com função previsível na história: servir de almoço para o monstrengo. A versão em 3D pode até surpreender algumas plateias, embora, para mim, a diversão não é corrompida se o filme for visto numa sala comum. O que mais chama a atenção no roteiro, comandado pelo próprio cineasta, ao lado de Rick Jaffa, Amanda Silver e Derek Connolly, são as diversas espécies jurássicas que ganham a cena, alguns bonzinhos, e outros surpreendentes, como uma espécie aquática, que funciona como uma mistura de "tubarão" com "Free Willy".

 No elenco, um dos galãs da nova geração, Chris Pratt (de "A Hora Mais Escura" e "Guardiões da Galáxia") interpreta o herói, a mocinha é feita pela sumida Bryce Dallas Howard (de "A Vila" e "Histórias Cruzadas", filha do cineasta Ron Howard, e que faz lembrar a Julianne Moore de "O Mundo Perdido - Jurassic Park", pelo visual), e os vilões, nada memoráveis, são feitos por B.D. Wong (que poderia ter o personagem melhor explorado) e pelo veterano Vincent D´Onofrio, mais um infeliz oportunista do que outra coisa. Há também o indiano Irrfan Khan (de "As Aventuras de Pi"), que deveria funcionar como alívio cômico, mas não sucede dessa forma, o francês Omar Sy (de "Intocáveis"), também num papel desperdiçado de um dos treinadores dos dinossauros, e a boa atriz Judy Greer (de "Os Descendentes"), como a mãe dos garotos (feitos pelos meninos Ty Simpkins e Nick Robinson). Em suma, nenhum deles está especialmente notável, afinal, todos são coadjuvantes das grandes estrelas, os pré-históricos répteis.

 Enfim, obviamente a diversão está mais do que garantida. Particularmente, me cansou um pouco, já que tudo é previsível ao extremo. Mas algumas cenas garantem o espetáculo, sobretudo o passeio turístico pelo parque em uma cabine, em que se destaca o belo visual e a excepcional fotografia. Em época de férias escolares, a garotada vai se divertir, e quem sabe se inspira para conhecer o excelente original de Spielberg. Por isso, vale se aventurar. Ate mais!

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domingo, 14 de junho de 2015

Terremoto: A Falha de San Andreas

 Na terra das refilmagens, estava demorando o remake de um dos desaster movies mais famosos da história do cinema, e que arrecadou muita bilheteria na década de 70. Pois bem, essa produção luxuosa já está em cartaz, e é a pedida certa para quem quer ver ação do começo ao fim.

 Recentemente, ao falar do último episódio da saga Mad Max, eu comentei sobre o ritmo frenético da produção de George Miller, e da adrenalina que envolvia toda a produção. O mesmo ocorre aqui. A sinopse torna-se dispensável, portanto. Afinal, o terremoto acontece na Califórnia, arrasa e destrói tudo, movimenta mares, inunda todo o estado, os prédios vão caindo, e por aí vai. Eis que o exageradamente fortão Dwayne Johnson lidera a resistência contra o terremoto. Sua filha, interpretada pela jovem Alexandra Daddario (da série Percy Jackson) corre sérios riscos no avião em que se encontra, e isso motiva ainda mais o herói a lutar; e ele recebe a ajuda da ex-esposa Carla Gugino (que andava meio sumida das telas), o que já indica provável reconciliação. Enfim, a partir daí os intermináveis clichês e puro sentimentalismo tomam conta da tela. Aliás, o atual marido de Carla, interpretado por Ioan Gruffudd (de "Quarteto Fantástico"), para manter a coerência, revela-se um covarde bundão; afinal, ele está casado com a paixão do herói, e isso não pode!

 Enfim, no final das contas, não acho a fita ruim não. Quem compra ingresso para esse tipo de produção, quer ver ação; e nesse ponto, o público sai da sala bastante satisfeito, afinal, isso tem de sobra, e não deixa os clichês atrapalhar (mesmo porque, a diversão principal é apreciar as características típicas de um desaster movie). O diretor Brad Peyton não é muito famoso (dirigiu sequências, como "Cães e Gatos 2" e "Viagem 2"), mas comanda com bastante competência o gênero, e o roteiro de Carlton Cuse, Andre Fabrizio e Jeremy Passmore não chega a "forçar" tanto a situação. Claro, nem preciso mencionar que a qualidade técnica é impecável, com destaque aos efeitos sonoros. No elenco ainda, Paul Giamatti como um sismólogo tenta dar força a uma trama paralela muito fraca; no fim das contas, no entanto, Dwayne Johnson, o "the rock" como é conhecido, comanda o show. Para fãs do astro e do gênero. Boa diversão!

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Mad Max: Estrada da Fúria

 Quando você imaginava que uma franquia clássica blockbuster entre o fim dos anos 70 e início dos 80 já tinha sido encerrada, e sonhando com a possibilidade de remake, eis que o veterano George Miller ressuscita a série, e lança o 4º episódio de Mad Max, dessa vez batizado como "Estrada da Fúria", exatamente 30 anos após o último filme. E Miller não derrapa na condução dessa sequência, além de ser responsável pelo roteiro, ao lado de Brendan McCarthy e Nick Lathouris.

 Dessa vez, sai de cena Mel Gibson, e entra o novo astro do momento, Tom Hardy, que ainda não é tão popular assim no Brasil, embora tenha tido bastantes destaques em "A Origem" e "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". Enfim, Hardy sua a camisa e causa bastante impacto na pele de Max, que vaga pelas estradas australianas sem rumo, e já desiludido com a vida, após perder sua família, assassinada por gangues de motoqueiros, no primeiro filme da série. O fato é que  mundo pós apocalíptico desse novo episódio, é mais pessimista e assustador do que os outros três. Os vilões, inclusive, possuem caracterizações medonhas e macabras, parecendo os zumbis de "The Walking Dead", aproximando um pouco ao terror. Nesse caso, quem se destaca é o ditador interpretado pelo indiano Hugh Keays-Byrne (que também esteve no 1° Mad Max), uma figura aterrorizante.

 Mas Max recebe a ajuda do jovem Nux (o simpático protagonista de "Meu Namorado é um Zumbi", Nicholas Hoult), a princípio um "soldado" do mal, mas que acaba ajudando o herói por uma questão de consequência dos fatos. A grande figura de cena, contudo, é feminina: a excelente Charlize Theron domina todo o espetáculo na pele de Furiosa (e faz jus ao nome), uma guerreira de um braço só, que tenta escapar do domínio de Immortan Joe (o personagem mencionado de Hugh), e leva junto a ela as cinco esposas dele, uma delas grávida, inclusive.

 Enfim, tudo isso num cenário totalmente dominado pelas areias, não há mais nada na tela, não se vê casas, estradas concretas, jardins.... Nada! Segundo a visão de Miller, todo o planeta foi coberto pela terra. A partir de então, o espectador se surpreende com a excelente qualidade técnica da produção, começando pela fotografia, e se estendendo aos efeitos visuais e a sonoridade, prováveis babadas para o Oscar 2016. Quem espera momentos de alívio cômico, vai se frustrar, afinal a edição é ágil, e o que se vê constantemente é ação do início ao fim, com poucos momentos de conversa. Isso, talvez, possa incomodar um pouco uma plateia mais leiga, que necessita de maiores esclarecimentos, mas não prejudica o resultado final.

 Sem dúvida, o pessimismo amargo e cruel para um futuro sem perspectivas de sobrevivência (com a escassez de água) não deixa de impressionar. As inevitáveis sequências já estão sendo desenvolvidas, e existe uma remota possibilidade um episódio a ser estrelado pela Furiosa de Charlize Theron. Afinal, definitivamente, ela comanda o espetáculo, e rouba a cena, sem desmerecer o Max de Tom Hardy. No mais, uma boa sugestão de blockbuster para o feriado. Abraços!

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domingo, 3 de maio de 2015

Vingadores: Era de Ultron

 A estratégia de marketing em dividir blockbusters populares em dois capítulos tem dado certo, e essa mania parece durar um bom tempo. No caso da série Avengers, o último episódio também será dividido em duas partes, e obviamente o lucro está garantido.

 Quanto a este "Era de Ultron", a aventura é eletrizante e a evolução tecnológica do cinema surpreende cada vez mais. Todo "zilhão" gasto na produção está na tela, e o público tem a alternativa de assistir na versão 3D também, aliás, outro artifício para gerar lucro, algo que eu não caio mais, felizmente.

 Na trama, toda a turma está de volta, e o diretor e roteirista, também o mesmo do anterior, Joss Whedon, introduz novos personagens, no caso, os irmãos Mercúrio e Feiticeira Escarlate, e o vilão Ultron. Este, trata-se de uma máquina criada por Tony Stark (ou Homem de Ferro), que se rebela e se multiplica em milhares de robôs. Particularmente, eu não gosto muito de andróides como vilões, mas é fácil se simpatizar com Ultron, graças ao excelente ator que empresta a voz para ele, James Spader (quem assiste a versão dublada perde esse bom momento do ator).

 Enfim, qualquer sinopse é dispensável: temos todos os heróis contra Ultron, que domina os irmãos já mencionados na primeira metade da história. É nesse momento em que uma das melhores cenas surge, um duelo entre o Homem de Ferro e um hipnotizado Hulk, que não se esquece de descontar sua raiva em tudo. Essa sequência é eletrizante!

 Fora Spader, Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen interpretam os novos heróis, enquanto a velha turma permanece em boa forma e todos brilham. Logicamente, o cínico Iron Man tem as melhores tiradas, e o mais cínico ainda Robert Downey Jr., tira proveito da situação satisfatoriamente. Mas o clima de humor envolve diversos momentos da produção, e todos estão "engraçadinhos": o Thor Chris Hemsworth, o Capitão América Chris Evans, o arqueiro Jeremy Renner, e o estranho casal sem química feito pelo Hulk Mark Ruffalo e a Viúva Negra Scarlett Johansson. Samuel L. Jackson retorna com o seu Nick Fury, além de outro ator de Iron Man, Don Cheadle como James Rhodes e Paul Bettany como Vision. Há também uma participação da francesa Julie Delpy como Madame B.

 Ou seja, um elenco a vontade, com diversos destaques, e uma trama prazerosa de se apreciar. Eu ainda prefiro o primeiro, mas este está acima da média. Agora, é ficar na torcida para que o último episódio em duas partes tenha bastante criatividade e não faça esse sucesso derrapar. Bom espetáculo!

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domingo, 5 de abril de 2015

Cinderella

 Ultimamente, a Disney tem investido em refilmagens de clássicos de desenhos animados para produções de "carne e osso". Após o recente "Malévola", sobre a popular vilã de "A Bela Adormecida", agora é a vez do clássico Cinderella invadir as telas.

 A sinopse é obviamente dispensável, já que dificilmente alguém não conhece a história da famosa gata borralheira. Bom, a garota protagonista passa por maus bocados nas mãos de sua perversa madrasta e suas duas filhas, após receber a notícia do falecimento do pai. Assim, ela é, aos poucos, escravizada em sua própria casa, e conta apenas com a amizade de simpáticos ratinhos. Por acaso, conhece um belo príncipe, que se encanta com a moça. Disposto a reencontrá-la, ele organiza um baile e convida todas as moças para o evento. Cinderella se entusiasma, mas não tem a permissão de sua madrasta para ir ao baile. Porém, felizmente, recebe o auxílio de uma fada madrinha atrapalhada e consegue ir à festa. Quando retorna, deixa seu sapatinho de cristal no caminho, e o príncipe, ao encontrá-lo, parte em busca da dona do sapatinho, que é a mesma que arrebatou seu coração.

 Enfim, qual a novidade? Nenhuma! Torna-se até mesmo muito cansativo assistir a tudo o que se conhece e se espera. Afinal, o roteiro de Chris Weitz não se destaca pela criatividade. Em todo caso, é interessante encontrar o nome do shakesperiano Kenneth Branagh no comando da direção do filme. E, como se pode prever, a produção é impecável e tecnicamente perfeita. E os atores transmitem muita simpatia, o que torna o passatempo leve e agradável. Quem rouba a cena, ainda que tenha pouco tempo na projeção, é Helena Bonham-Carter como a fada madrinha. Um dos melhores momentos são as bizarras transformações que ela promove com sua descontrolada varinha mágica. A excelente Cate Blanchett transmite sua habitual competência como a madrasta vilã e o novato Richard Madden (da série "Game of Thrones") tem uma boa figura como o príncipe. Apenas a escolha da protagonista Lily James soa um tanto estranha, pois embora carismática, não é exatamente bela para interpreta uma princesa Disney.

 Enfim, apesar de sua total previsibilidade, Cinderella tem seus encantos e agrada a plateia infanto-juvenil (em particular, as meninas). Quanto aos adultos, na dúvida, talvez seja conveniente levar um travesseiro. Abraços!

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Caminhos da Floresta

 No finalzinho das férias escolares, surgiu um filme para a garotada, Caminhos da Floresta, uma produção que mistura na mesma trama personagens populares dos contos de fada, e que já foram animações dos estúdios Disney. A novidade, é que trata-se de um musical, dirigido pelo especialista no gênero Rob Marshall, adaptado de um espetáculo de muito sucesso, de James Lapine e Stephen Sondheim, pelo próprio Lapine.

 Pode até causar um certo distanciamento do público infantil, uma vez que uma projeção quase totalmente cantada não seja algo que as crianças queiram ver. Mas a narrativa é bem divertida e atraente, além de ser um primor em termos técnicos. Quanto à história, uma rancorosa bruxa, que sofreu uma maldição e por isso tornou-se feia, precisa de um antídoto para voltar a  ser bela. Assim, ela abusa da vontade de um simples casal, que deseja ter um filho mas não consegue, e propõe a eles que vão atrás dos ingredientes que necessita; se conseguirem isso, ela jogará um feitiço na esposa, que engravidará. No entanto, bastante trabalhoso será conseguir aquilo que a bruxa necessita: uma vaca branca, um capuz vermelho, alguns fios de cabelo louro e um sapatinho de cristal. A partir de então, a vida do casal cruza com as de João e o Pé de Feijão, Chapéuzinho Vermelho, Rapunzel e Cinderela.

 O roteiro armou bem as situações e uniu de forma convincente e divertida tais heróis dos contos de fadas. E tudo isso teve um resultado satisfatório, graças ao elenco estelar, em que se destaca Meryl Streep como a bruxa (pela primeira vez em sua longa carreira interpretando uma!), Anna Kendrick como a Cinderela, Emily Blunt e James Corden como o simplório casal (ele é sempre mencionado como "o padeiro"), Chris Pine como o Príncipe da Cinderela, e as crianças Daniel Huttlestone (João) e Lilla Crawford (Chapeuzinho). Há ainda, divertidas participações das veteranas Tracey Ullman, como a mãe de João (ou Jack, como preferem os americanos) e Christine Baranski, no papel da madrasta de Cinderela. Apenas a Rapunzel e seu príncipe encantado (os novatos Mackenzie Mauzy e Billy Magnussen) são pouco explorados. Ah, e uma pequena participação (bem pequena mesmo) do astro Johnny Depp, em mais uma composição bizarra, como o Lobo Mau.

  Como se prevê em um uma produção dirigida por Marshall, tudo é de primeira qualidade, dos cenários até a fotografia. O filme conseguiu três indicações ao OSCAR 2015: figurinos, desenho de produção e atriz coadjuvante para Meryl Streep, em sua, pasmem, 19ª indicação, um verdadeiro recorde! É óbvio que Meryl é sempre uma figura excelente e excepcional, mas a indicação foi um tanto exagerada, diga-se de passagem.

 Já que nem tudo é perfeito, apenas o final torna-se arrastado, envolvendo um grupo de personagens no desfecho, e poderia ser solucionado com mais criatividade, sem enrolação em detalhes desnecessários. A personagem "giganta" é outra carta fora do trabalho, que apenas causa certa curiosidade, mas é dispensável. Claro que isso não atrapalha o prazer de se assistir a essa bela película na tela grande. Certamente, encantará aos adultos também. O filme já abriu 2015 como o espetáculo cinematográfico do ano, ao menos, por enquanto. Abraços!

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