sábado, 14 de janeiro de 2017

Moana - Um Mar de Aventuras

 Todo começo de ano, época de férias, tem que estrear nas telas uma produção Disney de qualidade para a garotada. E eis que surge este Moana, uma emocionante aventura, que garante o espetáculo para quem procura um bom entretenimento.

 A dupla de diretores Ron Clements e John Musker são especialistas em animações do estúdio, tal como "A Pequena Sereia" e "A Princesa e o Sapo", e o roteiro liderado por Jared Bush focaliza a trama em mais uma figura feminina guerreira e determinada, de uma certa forma também princesa, embora não goste de ser chamada assim.

 Bom, a tal "princesa" de nome Moana é uma nativa de uma tribo localizada em algum lugar da Oceania, que está disposta a conhecer suas origens e determinada a desvendar um mito sobre monstros marinhos, que deixam o mar inabitável. Ela precisa da ajuda do semideus Maui nessa aventura, mas a incompatibilidade de gênios entre a dupla é um grande obstáculo. Ainda assim, persistem em sua jornada.

 Se analisarmos todas as animações de Disney, esse aqui não é exatamente original, e está de longe de estar numa lista entre os cinco ou dez melhores. Afinal de contas, os temas relacionados à busca da identidade, da autoconfiança, das descobertas de obstáculos já foram vistos antes em diversos filmes do estúdio, como "O Rei Leão", "Pocahonthas", "Mulan", e por aí vai. Em todo caso, é sempre interessante observar que as heroínas de pele branca, há um bom tempo, tem dado espaço para outras de origem africana ou índigena, o que também sucede aqui, o que deixa a narrativa mais curiosa acerca de culturas não dominantes no ocidente.

 Como não poderia faltar, há belas canções, e alguns personagens coadjuvantes que roubam a cena, como o caso do galinho atrapalhado, que não tem falas, mas consegue mesmo assim divertir a plateia. Outro ponto comum nos longas da Disney é o romance não correspondido, a princípio, entre seus protagonistas, que no decorrer da história vão se aproximando aos poucos. O semideus é inspirado no ator Dwayne Johnson, mais conhecido como "The Rock", repleto de músculos e tatuagens, e é dublado pelo próprio (caso alguém queira ver a versão original, se é que ela está passando).

 Enfim, se envolver com a animação é tarefa muito fácil, o cuidado técnico é impressionante e apenas mostra que o departamento técnico de longas para desenhos melhora com o passar dos anos, afinal, tudo é espetacular. Portanto, esqueçam os clichês, os lugares comuns da trama, e se envolvam com as aventura de Moana. Abraços!

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Passageiros

 Essa interessante ficção científica chama a atenção  por conta do seu belo visual, da dupla de protagonistas, e pelo pôster convidativo. Trata-se do novo trabalho do norueguês Morten Tyldum, após sua indicação ao Oscar de direção com "O Jogo da Imitação".

 O planeta Terra está devastado, e por isso uma nave leva milhares de terráqueos para outro planeta. No entanto, o tempo de viagem é de 90 anos, e por isso eles são adormecidos em cabines especiais à prova de tempo. Mas o astronauta Jim Preston, certamente por algum erro de sistema, acorda bem antes do tempo e se descobre como o único tripulante de pé. Como não consegue voltar a dormir, explora a nave, e tem contato com robôs que o distraem. No entanto, o sentimento de isolamento o deixa deprimido, e ele acorda outra tripulante, a bela Aurora Lane. A convivência de ambos é abalada quando descobrem que a nave corre sérios riscos, e eles tentam de tudo para salvar as vidas dos companheiros que estão em seu sono profundo.

 O trabalho de Tyldum é digno de nota, e a direção de arte competente oferece um espaço pouco visto em outras fitas do gênero, com cômodos luxuosos e deslumbrantes. Mas o roteiro, de Jon Spaiths, não é tão ousado quanto o cenário, e o filme passa a maior parte do tempo num romance espacial entre os protagonistas. Quando a sensação de perigo começa a abalá-los, há mais ação na história, mas nada surpreendente. Há ainda o acréscimo de mais um personagem no meio da narrativa, mas de forma pouco convincente.

 Jennifer Lawrence e Chris Pratt, num filme com poucos atores, são as esterlas e funcionam bem na tela, com uma química perfeita, que ganha a simpatia do espectador. Além deles, o britânico Michael Sheen, mais conhecido como o grande vilão da série "Crepúsculo", atua como o barman andróide que dialoga com Pratt, e há ainda Andy Garcia num papel menor como o capitão, e Laurence Fishburne no mencionado personagem que surge depois de um tempo.

 Enfim, dá pra curtir o entretenimento de forma despretenciosa, embora, talvez, não seja do agrado exclusivo para fãs de ficção científica. Mas que o interior da nave é um grande espetáculo e vale ser visto, é bastante óbvio. Abraços.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Doutor Estranho

 Este é o novo filme do popular estúdio da Marvel, que agora ganha espaço bastante badalado no cinema também. O diretor da vez, quem diria, trata-se de um cineasta um tanto esquecido ultimamente, Scott Derrickson, também autor do roteiro adaptado dos quadrinhos de Steve Ditko, ao lado de Jon Spaihts e C. Robert Cargill, e que dirigiu filmes como "O Exorcismo de Emily Rose" e "O Dia Depois de Amanhã". 

 A maior preocupação sobre o sucesso desse blockbuster é que esse personagem não é bastante popular, e isso poderia não atrair a tenção das plateias, mas o sucesso está acontecendo e as bilheterias arrecadando muito. Enfim, no papel título, temos o ator Benedict Cumberbatch, recentemente indicado ao Oscar por "O Jogo da Imitação", um cirurgião arrogante e narcisista. Após dirigir em alta velocidade, de forma irresponsável, sofre um terrível acidente e tem seu corpo praticamente desfigurado. Felizmente, ele consegue êxitos na cirurgia, mas não consegue movimentar 100% o maior instrumento de sua profissão: suas mãos. Assim, ao descobrir que existe um lugar em que conseguirá a cura para suas mãos, Kamar-Taj, localizado em Katmandu, parte para lá, e se depara com um mundo repleto de misticismo e magia.

 Outra preocupação é que, ao se ler a sinopse e assistir a primeira parte da projeção, dá a impressão de que não se trata de um filme típico Marvel, com herói carismático e muita cena de luta. Ao contrário, parece uma mistura de "Matrix" com "O Nome da Rosa", com muita filosofaiada acerca do mundo e dos seres. Apenas na segunda parte, começa a ação e o público vai se familiarizando aos poucos com tudo aquilo que queria ver de início, mas que só acontece mais tarde. E, logicamente, toda a grana gasta na produção, se vê na tela com todo direito que um blockbuster classe A como esse merece. Mas, honestamente, estou me cansando do gênero, pois mesmo as cenas sendo espetaculares, é tudo previsível e facilmente esquecível; falta aquele entusiasmo e empolgação que tinham no mais recente filme do "Capitão América", pois aqui eu achei tudo muito cansativo.

 No elenco, o dinamarquês Mads Mikkelsen (da série "Hannibal") interpreta o vilão, Chewetel Ejiofor (de "12 Anos de Escravidão") faz o parceiro, Tilda Swinton, em mais uma composição irreverente, como a mística Anciã, e uma mal aproveitada Rachel McAdams como uma mocinha fraca e que não deixa sua marca. O melhor fica após os créditos finais, afinal trata-se de produção Marvel, em que há um diálogo muito bacana entre o Dr. Stranger e um herói muito popular e querido. Nunca pensei em dizer isso, mas é preciso passar parte dos letreiros finais para o filme ficar melhor (e olha que o longa nem chega a ter duas horas!).

 Enfim, é "assistível". Não me recordo de muita cena, o que simplesmente significa que o filme não me empolgou tanto. O fato é que a mencionada cena final já deixa bem claro que teremos sequência. Bom, a também já citada terceira parte do Capitão América foi melhor que o original. Portanto, quem sabe? Mas não boto muita fé, hehehehe... Abraços!

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sábado, 5 de novembro de 2016

A Garota no Trem

 Nos cinemas, este suspense considerado pela crítica e público como o "Garota Exemplar" do ano. Ainda que dessa vez seja sem a talentosa mão de David Fincher, diretor do filme mencionado acima, tem a experiente direção de Tate Taylor, que dirigiu "Histórias Cruzadas".

 Trata-se de uma adaptação de livro de Paula Hawkins (feita por Erin Cressida Bennett), e começa muito bem com uma mulher problemática e depressiva viajando constantemente de trem, e observando de forma fixa a casa onde seu ex-marido mora com a nova esposa (o casal tem um bebezinho). O fato é que essa mulher angustiada, de nome Rachel, acaba observando uma possível traição da nova esposa do marido e fica intrigada com essa situação. Para complicar um pouco mais, a babá do casal desaparece misteriosamente, e Rachel resolve ajudar nas investigações, para tentar encontrar um sentido para sua vida. Mas há muita coisa errada nessa estranha trama.

 O diretor Taylor apresenta um painel misterioso e inquietante a partir do início, em que divide a história em três pontos de vista, com a apresentação de suas três protagonistas; Rachel, Anna (a esposa) e Megan (a babá). Assim, o público pode esperar muitas reviravoltas e cenas em flashback que tentam esclarecer, ou embaralhar ainda mais, todos os fatos apresentados. O clima é envolvente, com uma atmosfera de tensão que coloca a plateia sempre na expectativa de algo surpreendente.

 O sucesso não seria o mesmo sem a forte presença de Emily Blunt no papel-título, bastante distante de suas heroínas belíssimas e finas. Surge em cena totalmente desglamourizada como a alcoólatra Rachel, que vive com um pé na insanidade (há rumores dela finalmente conseguir sua primeira indicação ao Oscar, mas as possibilidades são mínimas). A sueca Rebecca Ferguson (revelada no último "Missão Impossível") como a nova esposa e a jovem Haley Bennett ( "O Protetor", "Sete Homens e um Destino") no papel da promíscua babá também acertam no timing e contribuem para a sensação de mistério. E para não falar em exclusividade feminina, há os atores Justin Theroux (o ex marido de Rachel), Luke Evans (o marido da babá) e o venezuelano Edgar Ramírez (o psicólogo) como os homens envolvidos no conflito. Para completar o elenco, as boas atrizes Allison Janney, como a detetive Riley, e a muito envelhecida Lisa Kudrow, num papel aparentemente pequeno, mas que ressurge para uma surpreendente revelação.

 Como nem tudo é perfeito, quando o "quebra-cabeça" é montado e a verdade sobre a suposta traição de Anna e o sumiço de Megan são revelados, após inúmeras pistas falsas, tudo se torna previsível e deixa à mostra o típico clichê de telefilmes de suspense. Porém, de qualquer maneira, não se pode dizer que este não seja um passatempo atraente e dinâmico, valorizado pela sempre carismática Emily Blunt.

 Enfim, fica a dica para um suspense para se acompanhar nessas estranhas tardes frias de primavera. Abraços.

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sábado, 29 de outubro de 2016

O Lar das Crianças Peculiares

 O diretor Tim Burton ficou de fora da sequência de "Alice no País das Maravilhas" (como cineasta), mas encarou essa adaptação literária de Ransom Riggs (adaptada por Jane Goldman), que tem muito em comum com o estilo "peculiar" dele.

 Dessa vez não temos Johnny Depp no filme, mas os elementos do absurdo e do surreal fazem parte dessa narrativa, muito bem fotografada e tecnicamente competente. O garoto Jake, junto com seu pai, parte para uma ilha da Escócia, que era frequentada há muito tempo atrás pelo seu próprio avô quando garoto. Lá, ele descobre um casarão enorme, em ruínas, após ser destruído durante a Segunda Guerra Mundial. O fato é que se trata de um lugar mágico, comandado pela excêntrica Miss Peregrine, e repleto de crianças com suas peculiaridades: há a menina superforte, o garoto invisível, o garoto que tem abelhas na boca... Jake, então, consegue ter acesso a esse lugar, e entra em contato com todos seus habitantes. Miss Peregrine, inclusive, encontrou uma forma do casarão não ser destruído, ao voltar o tempo através de seu relógio, todos os dias, alguns minutos antes do fatídico acidente. Assim, a harmonia prevalece, embora haja alguns vilões que almejam destruir o lar das crianças peculiares.

 Certamente, o sucesso dessa fita é garantido por atrair boa parte do público que frequenta as salas de cinema na atualidade, na verdade fãs de filmes como "Harry Potter" e "Percy Jackson", além dos admiradores do cineasta.  E, realmente, não há ninguém melhor do que Burton para dialogar tão bem com o fantástico e o absurdo. Afinal, além de deixar o visual do filme belíssimo em toda a qualidade técnica da produção, ele consegue, ao mesmo tempo, encantar e divertir através das características de seus personagens, um grande delírio mágico. No entanto, torna-se repetitivo e até mesmo entediante, nas cenas finais em que o óbvio maniqueísmo ganha cena na típica luta travada entre o bem e o mal. Há perseguições bacanas, mas nenhuma delas se torna memorável.

 Mas o elenco ajuda! Eva Green, que já havia feito com Burton "Sombras da Noite" encabeça o time como a excêntrica Miss Peregrine. Embora a francesa Green já tenha 36 anos, e tenha atuado em outros filmes em papéis de destaque, ainda não se tornou a estrela que merece, talvez sua oportunidade comece agora, já que está magnífica no papel. Ao lado dela, o jovem inglês Asa Butterfield (de "O Menino de Pijama Listrado") também não faz feio e esbanja carisma. O elenco de apoio é repleto de nomes famosos como Samuel L. Jackson, que só diz a que veio na metade da projeção, e outros desperdiçados em papéis pouco memoráveis, como Judi Dench, Rupert Everett e Allison Janney. O veterano Terence Stamp tem um prólogo interessante como o avô de Jake. Enfim, independente dos destaques, Burton sabe conduzir bem os atores com quem trabalha.

 Não se pode dizer que este trabalho esteja entre os melhores do diretor de "Edward - Mãos de Tesoura" e "Ed Wood", nem mesmo é melhor que o já mencionado "Alice"; mas, garante o ingresso e dá ao público uma sensação de desejo para se apreciar futuras sequências. Por isso, vale conferir. Abraços!

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domingo, 24 de julho de 2016

A Lenda de Tarzan

 O simpático herói do título já protagonizou diversos filmes, até mesmo uma popular animação da Disney. Dos filmes, sem dúvida, o mais popular é aquele que inspirou diversas sequências, e que teve início em 1932 com "Tarzan, o Filho das Selvas", com o astro Johnny Weissmuller. Agora chega às telas essa nova versão, dirigida por David Yates, dos últimos filmes da saga "Harry Potter".

 Tarzan agora atende pelo nome John Clayton, e vive numa mansão em Londres com sua esposa Jane. Vivem infelizes com a perda de um filho, mas Jane fica animada quando seu marido recebe um convite para voltar ao Congo, onde trabalhará como emissário de comércio do Parlamento. No entanto, eles nem imaginam que isso tudo é um plano do inescrupuloso Leon Rom, que fez acordo com o chefe de uma tribo, Mbonga, que deseja a cabeça a prêmio de Tarzan, por conta de ajustes de conta referente ao passado.

 Nem precisa dizer o quanto o cinema evoluiu tecnicamente, que chegamos a pensar que não tem mais por onde evoluir. Tudo é majestoso e deslumbrante, desde a fotografia, passando pelos efeitos sonoros, e as brilhantes cenas de ação pela selva do Congo. No entanto, o roteiro, de Adam Cozad e Craig Brewer, mais uma vez inspirado no universo de Edgar Rice Burroughs, não mostra muito de diferente daquilo que já conhecemos sobre o personagem; apenas capricham na ação, colocam uma Jane mais valente que sensível, e esqueceram da macaca Cheeta, que ficou de fora da projeção. Mas animais é o que não falta, e o público é brindado pela diversidade da fauna africana, comandada por barulhentos gorilas, e até mesmo hipopótamos ferozes (!).

 No papel central, o sueco Alexander Skarsgaard, filho do veterano Stellan Skarsgaard, tem boa forma física e interpreta o papel que lhe cai como uma luva (apesar de já ter 39 anos, o ator é mais popular na tv, com a série "True Blood"; este aqui é o filme de sua carreira). Samuel L. Jackson diverte a plateia sendo alívio cômico, como o parceiro do "homem macaco", que tem dificuldades culturais em terras distintas. Há também Christoph Waltz, em mais uma típica composição de vilão, Djimon Hounsou, bem caracterizado como o Chefe Mbonga, e a melhor do elenco, a bela Margot Robbie, de "O Lobo de Wall Street", no papel da doce e determinada Jane, transmitindo charme para a história.

 No mais, temos um blockbuster agradável, tecnicamente espetacular. É a pedida certa para quem procura cinema como entretenimento. Como eu mencionei antes, esqueçam maiores novidades na narrativa, e se divirtam com o visual da película, arrebatador. E vamos aguardar as prováveis sequências de uma possível nova franquia que se iniciou aqui. Abraços!

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sábado, 23 de julho de 2016

Caça-Fantasmas

 Já que a moda de atualizar clássicos dos anos 80, e quem sabe refazer franquias, continua de pé em Hollywood, chegou a vez de uma nova versão de "Ghostbusters", enorme sucesso de 1984, e que teve uma sequência em 1989. A diferença é que agora temos caçadoras como protagonistas.

 Tudo começa quando Erin Gilbert torna-se acadêmica e respeitada, por isso deixa de lado essa história de caçar fantasmas. Porém, quando sua colega Abby Yates publica um livro que revela sobre essa estranha especialidade de ambas, compromete a carreira de Erin. Assim, desmoralizada, e como passa a acreditar que fantasmas estão atacando Nova York, se junta a antiga parceira, e ainda com outras duas -Jillian Holtzman e Patty Tolan (esta útlima, ex guichê de metrô)- e passa a exterminar tudo o que é fantasma que encontra pela frente.

 O mais bacana dessa fita, e que mantém o charme nostálgico das duas produções anteriores, é que o logotipo dos caça-fantasmas permanece o mesmo, assim como a aparição do monstrengo Geleia (ainda que ele não seja chamado pelo nome por ninguém), e principalmente a excelente trilha sonora. O diferencial aqui, nesse roteiro escrito pelo próprio diretor Paul Feig, junto com Katie Dippold, é o fato de se ter protagonistas mulheres, todas elas comediantes. Isso, aliás, é hábito na filmografia de Feig, que sempre coloca mulheres como as heroínas em suas comédias de ação. Falando nisso, é exatamente o que ocorre aqui: ação. Há muito humor, mas dessa vez Feig está discreto e não escracha muito. Por isso, sua atriz favorita, Melissa McCarthy, aparece mais discreta (e menos gorda também), não brilhando muito como em outras fitas que fez com Feig, como "Missão Madrinha de Casamento" e "A Espiã Que Sabia de Menos".

 Ainda no elenco, a protagonista de fato é Kristen Wiig (também de "Missão Madrinha de Casamento"), que faz a mais cerebral, e também a mais atrapalhada, do quarteto. As outras duas são menos famosas, Kate McKinnon e Leslie Jones, ambas do humorístico ""Saturday Night Live", cada uma com seu humor peculiar. Entre os homens, o bonitão "Thor" Chris Hemsworth surpreende e rouba a cena como o secretário lesado e fora de órbita. Há também um tanto envelhecido Andy Garcia como o prefeito e Charles Dance como o chefe de Wiig, fora as pequenas participações de astros do original, como Bill Murray, Dan Aykroyd, Sigourney Weaver, Ernie Hudson e Annie Potts, realçando a força da nostalgia.

 Enfim, ainda que não se dê grandes gargalhadas, é simpático e divertido. Quem sabe faça a nova geração sentir curiosidade e conhecer o original; isso seria formidável! Abraços!

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