domingo, 30 de agosto de 2009

Arraste-me Para o Inferno

Quando eu postei Halloween - O Início, eu havia comentado que gostaria muito de assistir o novo filme de terror de Sam Raimi. E isso aconteceu ontem, quando assisti ao filme do título. Bom, finalmente posso dizer: assisti a um filme de terror decente, impactante, eletrizante e assustador ( e um pouco engraçado também).

Raimi entrou para o time de primeira dos cineastas de Hollywood, após dirigir os filmes da série "Homem-Aranha", mas ele, nos anos 80, foi responsável por um grande sucesso do gênero horror, com os filmes da série "A Morte do Demônio". A diferença, é que na ocasião, seus filmes eram de baixo-orçamento. Nessa sua fase pós Spider Man, presenciamos uma produção classe A, repleta de bons efeitos especiais.

Com roteiro do próprio diretor (junto com seu irmão Ivan Raimi), o tema do filme se situa numa atmosfera dividida entre a ganância e a maldição. Christine Brown (Alison Lohman, de "Deixa-me Viver" e "Peixe Grande") é uma bancária ambiciosa, que almeja o cargo de gerente no banco em que trabalha. Quando uma frágil e decadente senhora (a atriz de tv Lorna Raver) aparece no estabelecimento, e implora um empréstimo para não perder sua casa, os problemas começam a surgir na vida de Christine. Afinal, a jovem, querendo se destacar perante o chefe, recusa o empréstimo, e é amaldiçoada pela velhinha. A partir de então, sua vida se transforma num verdadeiro (e literalmente) inferno.

Mais não digo. O que posso afirmar é que Arrasta-me Para o Inferno é uma produção capaz de satisfazer qualquer fã exigente do gênero. A partir do instante em que Lohman é amaldiçoada, o espectador é pego desprevenido pelos diversos sustos que Raimi proporciona. Sem contar, os excessos de "nojera" e "vômitos" explícitos, que já eram típicos em "Evil Dead". Além disso, apesar de tremendamente assustador, Arrasta-me Para o Inferno consegue ser engraçado (por mais masoquista que isso possa soar!). Se não vejamos: imagine você, cara leitora, se no dia em que estivesse em um jantar, para conhecer os pais do noivo, o que faria para não deixar os sogros perceberem que estás sendo atacada por espíritos malignos? Confira o que fez nossa jovem heroína... Fora isso, teve uma outra cena que eu não conseguia me segurar de tanto rir; aliás, tal cena dividiu opiniões: uns riram, outros ficaram apavorados. Coisas de Raimi...

No elenco, a protagonista Alison Lohman demonstra que está no caminho certo para se tornar estrela e a desconhecida Lorna Raver rouba a cena no papel da bruxa gosmenta. Há ainda o feioso Justin Long (como o noivo de Lohman; uma péssima escolha, aliás), a mexicana Adriana Barraza (indicada ao Oscar por "Babel", como uma médium) e o veterano David Paymer (no papel do chefe da jovem bancária).

Enfim, um grande espetáculo do cinema do horror contemporâneo, fortíssimo candidato para se tornar um cult daqui a alguns anos. Mérito, sem dúvida, do competente Raimi, que sabe narrar muito bem, além de surpreender diversas vezes. Apesar das nojeras explícitas (e cômicas), creio que até quem não gosta do gênero, vai se envolver com a trama. Recomendo mesmo, pelo menos assistam ao trailer. Forte abraço!

TRAILER:

domingo, 23 de agosto de 2009

Retorno a Howard`s End

( Inglaterra 1992 ). Direção: James Ivory. Com Anthony Hopkins, Emma Thompson, Helena Bonham-Carter, Vanessa Redgrave, James Wilby, Samuel West, Prunella Scales, Jemma Redgrave, Simon Callow. 142 min.


Sinopse: No início do século XX, a jovem inglesa Margaret, uma moça extrovertida que gosta de debater vários assuntos, torna-se amiga de Sra. Wilcox, matriarca de uma conservadora família inglesa. Ao morrer, a Sra. Wilcox escreve em um pedaço de papel seu último desejo: que sua antiga casa Howards End seja entregue a Margaret. Entretanto, a família da falecida insiste em resistir ao último pedido dela.

Comentários: Retorno a Howards End é mais uma gostosa adaptação inglesa do romance de E.M. Foster, assumida pelo trio diretor/produtor/roteirista de Uma Janela Para o Amor, outra adaptação de Foster: James Ivory/Ismail Merchant/Ruth Prawer Jhabvala. Essa deslumbrante produção, tão boa e requintado quanto ao filme anterior, teve nove indicações ao Oscar. Ganhou três: atriz (Emma Thompson), roteiro adaptado e direção de arte. Foi indicada ainda para filme, diretor, atriz coadjuvante (Vanessa Redgrave), fotografia, figurinos e trilha sonora. A jovem Helena Bonham-Carter volta a atuar com o trio após "Janela", só que em um papel diferente. Deixou de ser a ingênua romântica, e se tornou uma idealista meio "socialista", bastante inquieta e falante. Faz um bom par com a oscarizada Emma Thompson, que interpreta a irmã mais velha. Emma, aliás, conquistou Hollywood com esse filme, e passou a acumular outras indicações ao Oscar nos três anos posteriores. Ainda no elenco, Anthony Hopkins (bem diferente do Hannibal Lecter do ano anterior) interpreta o marido da matriarca Vanessa Redgrave (ótima como o habitual), e alterna momentos de elegância e hipocrisia. O roteiro de Jhabvala faz uma crítica ao comportamento da nobreza inglesa, ao mostrar personagens falsos, gananciosos e egoístas, que cometem atos puramente mesquinhos, e ainda assim, tentam preservar suas imagens de finos e educados perante a sociedade. Por isso, os filhos de Redgrave, e o marido Anthony Hopkins escondem da simples Emma Thompson, a todo instante, o desejo que a nobre senhora tinha em entregar à moça a casa Howards End. A trama é bem novelesca, com excesso de personagens, e reserva alguns momentos de humor (como a mania que a personagem de Helena tem em roubar guarda-chuva em dias chuvosos). Contudo, há alguns instantes trágicos, que acabam demonstrando que membros de uma refinada família inglesa são capazes até de matar para defender suas imagens sociais. Apesar do lado crítico, Retorno a Howards End é uma produção leve, gostosa, interessante e agrada principalmente o público feminino. Os deslumbrantes figurinos e a esplêndida direção de arte apenas contribuem para o resultado final.

Por que comprei o filme: Saiu na coleção da "Videoteca Caras". Quando adqüiri a fita, eu ainda não havia assistido ao filme, e imaginava-o como uma grande película sim, mas esperava que fosse um filme exaustivo e interminável. Tudo bem, a duração é longa, mas me surpreendi, pois o roteiro é ótimo e amarra muito bem as diversas situações novelescas. Nem vi o filme passar, pois mantive o interesse o tempo todo. E, por fim, o elenco extraordinário encara os personagens com muita vontade e determinação. A partir de então, parei de ter preconceito com produções britânicas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

True Lies

( EUA 1994 ). Direção: James Cameron. Com Arnold Schwarzenegger, Jamie Lee Curtis, Charlton Heston, Bill Paxton, Tia Carrere, Tom Arnold, Art Malik, Eliza Dushku, Karina Lombard, Grant Heslov. 140 min.


Sinopse: Um agente secreto tem a missão de desvendar os planos terroristas de árabes que querem explodir os EUA. Paralelo a isso, precisa continuar convencendo a esposa de que ele é um vendedor de computadores, pois ela desconhece sua verdadeira profissão.

Comentários: Super produção milionária que não economiza nenhum centavo nas eficientes cenas de explosão e nos surpreendentes efeitos especiais. Ou seja, um típico filme de James Cameron (também autor do roteiro), que adora esbanjar e abusar dos efeitos em suas produções. E quem se une mais uma vez ao diretor, após os sucessos de O Exterminador do Futuro 1 e 2, é o mega-astro Arnold Schwarzenegger, que continua péssimo como sempre, mas que tem carisma e compõe com humor o seu personagem. Ao menos dessa vez, ele não permanece invicto na pancadaria, já que leva algumas porradas também. Quem, entretanto, rouba a cena, é a versátil Jamie Lee Curtis, excelente e cômica, como a esposa de Arnold. True Lies, na verdade, é um blockbuster de primeiríssima qualidade, apresentando cenas de ação originais e frenéticas, e não desaponta os fãs do gênero. Prova disso, são as cenas em que Arnold persegue, a cavalo, o vilão (Art Malik) por toda a cidade (inclusive, entra no elevador junto com o cavalo!) e aquela em que Arnold precisa resgatar Jamie de helicóptero, enquanto o carro em que ela permanece, está prestes a cair da ponte quebrada. E outras imagens de pura adrenalina como essas não faltam nesse filme, em que encontramos na tela até o último centavo gasto nessa produção classe A de ação. O que acaba irritando o entretenimento é o fato de que Hollywood, constantemente, adora colocar os americanos como heróis se contrastando com os vilões de outras nacionalidades. Aqui, os inimigos são árabes (pra variar), e olha que estávamos anos antes dos ataques terroristas ao World Trade Center. Enfim, basta não levar a sério o patriotismo barato e se divertir. Ainda no elenco, a presença pequena do veteraníssimo Charlton Heston, que aparece no início, como o chefe de Arnold. Indicado ao Oscar de efeitos visuais.

Por que gravei o filme: A justificativa é única: é uma diversão espetacular, um entretenimento que prende a atenção, além de ser muito engraçado. Em meio a tanta produção capenga, True Lies se destaca graças aos recursos de alta tecnologia utilizados por Cameron e sua equipe. Não sou fã de Schwarzenegger, mas admito que gosto dele nos filmes de Cameron (gosto da cena em que ele faz paródia com o sucesso "Perfume de Mulher", ao dançar tango, primeiro com Tia Carrere, e depois, com Jamie). Além disso, adoro Jamie Lee Curtis, que aproveita muito bem o seu papel para demonstrar a excelente comediante que é. Tudo isso destaca essa riquíssima produção que melhora visualmente, ao ser assistida na tela grande. E, como cinema também é pipoca, True Lies é bem-vindo na minha videoteca. Gravado no AXN.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cold Mountain

( EUA 2003 ). Direção: Anthony Minghella. Com Jude Law, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Eileen Atkins, Brendan Gleeson, Philip Seymour Hoffman, Natalie Portman, Giovani Ribisi, Donald Sutherland, Ray Winstone, Kathy Baker, James Gammon, Claire Hunnan, Jack White, Ethan Suplee, Jena Malone, Melora Walters. 154 min.


Sinopse: Em 1864, na Guerra da Sessessão Americana, jovem se alista para lutar pelo sul. Ao descobrir os horrores da guerra, resolve desertar. Dessa forma, é considerado como traidor e passa a ser perseguido pelas tropas. Enquanto isso, sua amada aguarda seu retorno, enquanto tenta administrar suas terras ao lado de uma jovem selvagem.

Comentários: Indicado a sete Oscar, Cold Mountain ganhou apenas na categoria atriz coadjuvante (Renée Zellweger). Foi indicado ainda para ator (Jude Law), montagem, fotografia, trilha sonora e canções (duas, uma de Sting, e outra da dupla T-Bone Burnet/Elvis Costelo). Na verdade foi o grande injustiçado do Oscar. Em um ano de produções fracas, Cold Mountain era o único que poderia bater o mega sucesso de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Mas não foi indicado para filme, diretor (o melhor de Anthony Minghella, bem superior ao oscarizado "O Paciente Inglês"), atriz (Nicole Kidman esteve bem também em outros filmes do ano) e roteiro adaptado (do próprio Minghella, adaptado do romance de Charles Franzier). Na verdade, é fácil deduzir porque essas injustiças foram cometidas com este, que foi o melhor filme americano do ano: trata-se de um filme anti-americano (mesmo que não intencionalmente). Realizado no auge da desnecessária guerra dos EUA contra o Iraque, o tema central de Cold Mountain se posiciona totalmente contra qualquer tipo de guerra. E um roteiro assim mexe profundamente com o excelentíssimo (ex) presidente Bush e com qualquer patriota extremo de carteirinha. Por fim, é óbvio que vários votantes do Oscar pensam como Bush, o que acabou eliminando maiores possibilidades de outras indicações ao Oscar. Em todo caso, Cold Mountain é uma produção luxuosa e cativante, que consegue atrair a atenção da crítica (por sua posição perante a guerra) e do público (por sua narrativa bem novelesca). Ou seja, têm alguns excessos de sentimentalismo e final trágico mais ou menos previsível. Mas, isso não estraga a excelente mensagem e o corajoso posicionamento do diretor Minghella, em tempos de guerra. Quanto ao elenco, além de Nicole, o galã Jude Law mereceu sua indicação ao Oscar no papel do soldado desertor. E a estrela Renée Zellweger fez por merecer seu Oscar de coadjuvante, como a moça rebelde e meio masculinizada (mas não lésbica) que ajuda a personagem de Nicole no cuidado com a propriedade desta. E tem ainda boas interpretações de Donald Sutherland (o pai de Nicole), Kathy Baker (a vizinha que depois fica muda) e Natalie Portman (uma jovem mãe que oferece abrigo para Law).

Por que gravei o filme: Assisti a Cold Mountain no cinema, e fiquei bastante emocionado com o filme. Adorei tudo que vi na tela, e não perdi a oportunidade de gravá-lo quando passou na HBO. A mensagem anti-guerra, mencionada nos comentários, é a melhor coisa do filme de Minghella, e é interessante para discussões e debates sobre o tema. E todos os atores estão realmente bem nessa grande película, que merecia mais premiações. Não canso de assistir, e já coloquei o filme na lista dos melhores americanos dos anos 2000.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Halloween: O Início

Devo admitir que se hoje sou cinéfilo, é graças aos filmes de terror. Foi através desse gênero que eu me aproximei da sétima arte. Como meus amigos sabem, hoje eu topo tudo: de arte a entretenimento. E não abandonei as origens, ainda curto filmes de terror. O primeiro que vi, aliás, foi Halloween II - A Vingança Continua (1981), aos sete anos, numa noite regada a muita gripe e insônia.

O gênero, infelizmente, está decadente; entretanto, gostei de algumas produções mais ou menos recentes do gênero: A Casa de Cera, A Chave Mestra, até as refilmagens americanas de famosas produções japonesas, como O Chamado ou O Grito. Então, pode-se dizer que restava uma esperança depositada por mim no gênero, quando resolvi assistir a esse filme. Evidentemente, vi todos os filmes da série, e como ganhei dois ingressos no playcenter para assistir Halloween, embarquei nessa, junto com a Gisele.

O que me incomoda em Hollywood é essa detestável moda de contar as origens de psicopatas em série: foi assim com O Massacre da Serra Elétrica, Hannibal (de O Silêncio dos Inocentes), O Exorcista... Aliás, essa moda não é específica ao gênero terror, pois já presenciamos o início da trajetória de alguns personagens famosos de outros gêneros em filmes como Batman Begins, X-Men Origens: Wolverine, Star Trek: O Filme, e por aí vai..

Nesse caso, contudo, não responsabilizo os produtores de Halloween por pegar carona nessa moda. Isso é culpa de algum tradutor brasileiro infeliz, que colocou o subtítulo "O Início", num filme que é pura refilmagem do clássico dirigido em 1978, pelo grande John Carpenter! Tudo bem, o filme retrata um pouco a infância do psicopata Michael Myers. Fora isso, nada foi alterado do filme original: as mesmas personagens com os mesmos nomes, a típica trilha sonora, o espaço onde a chacina se desenrola... enfim, trata-se uma verdadeira xerox, mas sem o estilo de Carpenter e sem a carismática presença da rainha do grito, Jamie Lee Curtis.

O que se pode dizer, é que se trata de uma refilmagem desnecessária (aliás, como muitas outras), banal, cansativa, sem-graça e chata. Não há necessidade de se fazer uma sinopse, pois todo mundo conhece a história do famoso serial killer Michael Myers (feito por dois desconhecidos: o cara de bizarro Daeg Faerch na infância, e Tyler Mane como adulto) que mata muita gente no dia das bruxas, e que, sabe-se lá porque, persegue incansavelmente sua irmã. Esta é feita por uma atrizinha medíocre chamada Scout Taylor-Compton, que, apesar disso, já tem muito filme e séries no currículo, mas está bem longe de se tornar uma nova Jamie Lee Curtis.

Ainda no elenco, o veterano Malcolm McDowell faz o obcecado psicólogo Loomis (que na série foi interpretado pelo excelente veterano, e já falecido, Donald Pleasence), que não sai da cola do assassino; Danielle Harris, que na infância participou de Halloween IV e V no papel de uma descendente da família Myers, aqui tem o destino previsível para melhor amiga de mocinha em filmes de terror; Sheri Moon Zombie, esposa do diretor, como a mãe de Michael e o veterano William Forsythe.

Rob Zombie, o diretor (e também roteirista), está tendo popularidade em Hollywood, como o mais novo cineasta adepto ao gênero. Dirigiu outros filminhos irreparáveis, e também a sequência inevitável dessa nova safra de filmes da série, que deve estreiar logo. Ou seja, são filmes como esse que me deixam desanimados em relação ao gênero que me aproximou do cinema. Mas ainda tenho esperança de assistir a um bom thriller sobrenatural nas telas. Ao menos, aguardo o novo do Sam Raimi (Evil Dead, Homem Aranha), que parece ser bem assustador. Em todo caso, o diretor tem gabarito. Abraços!

TRAILER:

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Era do Gelo 3

Ok, finalmente aconteceu! Após um período longo de "seca", fui ao cinema. No habitual cinema do Parque Shopping Santana, e acompanhado pela minha esposa Gisele. Quem acompanha meu blog com frequência, se surpreenderá com o fato d´eu ter assisitido o longa "A Era do Gelo 3", já que em uma postagem recente eu havia admitido que não tinha interesse em assistir a essa produção. Nada contra desenhos animados, ao contrário, eu adoro; no entanto, não sou muito fã de sequências, principalmente quando eu ainda não tenha assistido aos episódios anteriores. Enfim, é o caso da série "A Era do Gelo".

Mas eu adorei o desenho. Dei muitas gargalhadas, deixei-me envolver com a história, me diverti com as personagens, tudo bacana. A Disney, definitivamente, já está com seu trono ameaçado, pois a FOX, distribuidora desse filme, e a Dreamworks, estão investindo no gênero infantil, e ambas vêm conseguindo grandes resultados. Principalmente, porque elas enveredam mais para a criatividade e o humor, se distanciando das longas canções de contos de fada, que são habituais em fitas da Disney.

Mas, voltando ao filme, que mais uma vez foi dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (também dirigiu o segundo, e foi co-diretor do primeiro), possui roteiro nem tanto criativo (fala de valores que já foram muito focalizados em outros desenhos, como amizade e a união), com muitos personagens coadjuvantes e tramas paralelas (faz lembrar um pouco os dois filmes da série "Madagascar"). Apesar disso, Saldanha e o time de roteiristas (liderados por Jason Carter Eaton) apresentam diálogos divertidos e situações eletrizantes.

Bom, o personagem central é o atrapalhado Sid, um bicho-preguiça, que, abaixo da civilização em que vive, acaba encontrando uma outra civilização, dominada por dinossauros. Lá, ele encontra três filhotes de espécie jurássica, e resolve adotá-los. Não precisa nem dizer que ele terá problemas com a furiosa mãe dos recém-nascidos. Seus amigos enfrentam desafios para ajudá-lo. São eles: o casal de elefantes Manny e Ellie, que aguardam o nascimento do herdeiro; Diego, o tigre dentes-de-sabre, que atualmente está em crise existencial; um casal de bichinhos, que são irmãos (não sei a espécie) e "o" doninha Buck, um expert caçador de dinossauros. Um personagem que acaba roubando a cena, no entanto, é Scrat (mais uma vez, não sei identificar que animal ele é), que tenta, a todo custo, recuperar a bolota fujona, e acaba se apaixonando pela versão feminina de sua espécie (creio que essa personagem não era dos filmes anteriores).

Enfim, mesmo sem ter assistido as outras duas fitas da série, consegui acompanhar muito bem as aventuras dessa turma simpática, e gostei muito dos resultados. Ouvi alguns comentários sobre os três filmes da série, e essa terceira parte é apontada como superior aos outros dois. Não duvido, pois "A Era do Gelo 3" me agradou bastante, e é uma excelente opção para esse final de férias. Então, não percam tempo, e corram para assistir a essa divertida produção. Abraços!

TRAILER:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do amigo

Minha prima Andréia mandou um scrap hoje, desejando feliz "dia do amigo". Eu, honestamente, fiquei surpreso, pois até havia me esquecido que existia um dia típico da amizade. Aliás, por que não? Amigos verdadeiros são jóias preciosas, são necessários e importantes na vida de todo mundo. Meus amigos, como já disse certa vez, conto nos dedos de uma mão. Podem ser poucos, mas são verdadeiros amigos. Enfim, os grandes amigos, que normalmente visitam e comentam meu blog, me conhecem, sabem meu jeito de ser, reconhecem que eu sou sincero em relação aos sentimentos de amizade, afinal, não tenho nenhum problema em dizer "adoro você meu irmão", "tu és um grande amigo", etc, e sabem também o quanto gosto deles. Enfim, em homengaem aos meus amigos, e claro, incluo aqui a minha prima também, e a todos os amigos do mundo, lanço aqui 10 filmes que falam sobre o tema da amizade:

1) Asas da Liberdade (1984), de Alan Parker. O filme mostra a amizade, quase impossível, mas que foi construída aos poucos, entre o "valentão" do colégio (Nicolas Cage) e um rapaz esquizofrênico e fascinado por pássaros (Matthew Modine). Com o passar do tempo, o personagem de Matthew, que se tornou ex-combatente do Vietnã, e que se encontra traumatizado em um sanatório militar, recebe a visita do velho amigo Cage, que tenta ajudá-lo. Um filme interessante, com dois astros em início de carreira.

2) O Carteiro e o Poeta (1995), de Michael Radford. Esse famoso filme italiano é um dos meus favoritos. Poético, alegórico e envolvente, mostra como um simplório carteiro (Massimo Troisi, falecido após os términos da filmagem) consegue se declarar à sua amada, com a influência de seu grande amigo poeta (Phillippe Noiret). Trata-se de uma beleza rara, que não se vê sempre nas telas por aí afora...

3) Curtindo a Vida Adoidado (1987), de John Hughes. Pode até parecer piada colocá-lo na lista, mas sempre admirei a amizade entre os personagens de Matthew Broderick, o famoso "Ferris Bueller" e de Allan Ruck (um ator que não deu certo). Os dois, juntos com a namorada de Broderick, feita por Mia Sara, aproveitam muito bem uma ótima tarde de um dia-de-semana comum, ao matarem aula do colégio, e se divertirem em lugares típicos de entretenimento, como restaurante, museu, piscina... Não sei explicar o porquê, mas a cena em que Ruck contempla fixamente um quadro no museu, me comove muito até hoje. Talvez porque eu me identificava muito com essa personagem, nesse filme que não cansei de assistir repetidas vezes na minha infância.

4) Os Goonies (1985), de Richard Donner. Outro filme nostálgico, que vi e revi trocentas vezes, tanto na infância, como depois de adulto. A saga do grupo de amigos pré-adolescentes que, sempre unidos, se aventuram por diversos lugares "inimagináveis", com o intuito de conseguirem localizar um navio-pirata, e encontrar diamantes para pagar a hipoteca da casa dos pais, cativou diversas platéias e gerações. O objetivo maior do grupo, conhecido por "goonies" era fazer com que a amizade prevalecesse sempre. Essa fita, que revelou alguns talentos, como Josh Brolin, Sean Astin, Martha Plimpton e Corey Feldman, foi muito marcante na minha infância.

5) Julia (1977), de Fred Zinnemann. Saindo um pouco do clube do bolinha, é bom lembrar da amizade entre mulheres que a tela já nos mostrou. Jane Fonda interpreta a escritora Lilian Hellman, que faz uma recriação de episódios reais envolvendo sua grande amiga Julia (Vanessa Redgrave, Oscar de coadjuvante), uma ativista de movimentos políticos e sociais de resistência nazista, que lutou até a morte a favor de seus ideais. Através das memórias da persoangem real, percebemos a grande amiga que Julia foi para a escritora. Sem dúvida, uma presença marcante!

6) Morango e Chocolate (1994), de Tomaz Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabío. Essa produção popular do cinema cubano, também enfoca a amizade ente dois opostos: um revolucionário e "machão" estudante de ciências sociais; e um artista dissidente e homossexual. O título já faz uma alegoria, ao se referir as preferências das personagens: enquanto o revolucionário adora sorvete de chocolate, o homossexual se delicia com o sabor mais doce do morango. Um filme, no mínimo, curioso, não apenas pela temática da amizade entre os opostos, mas também pelo seu teor crítico quanto ao sistema comunista.

7) O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1984), de Joel Schumacher. Outro filme sobre amizade coletiva. Aqui, o foco é um grupo de jovens que está prestes a ingressar na faculdade. Seus desejos, medos, angústias e excitações são expostos, enquanto tentam alcançar a maturidade. No elenco desse clássico moderno, os então novatos Rob Lowe, Demi Moore, Andrew MacCarthy, Emílio Estevez e Andie MacDowell, entre outros.

8) Romy e Michele (1997), de David Mirkin. Filme pouco conhecido, talvez nem exista em DVD. Não sei explicar, mas adoro esse filme que fala sobre a amizade das personagens do título. Romy (Mira Sorvino) e Michele (Lisa Kudrow) são amigas desde a época do colégio, e moram juntas nos dias atuais. Quando elas decidem ir àquela típica festa de reencontro do colégio, após dez anos, descobrem que são frustradas e decadentes. Ambas passam por diversas situações esquisitas e bizarras para dar a volta por cima, mas encontram apoio mútuo uma na outra. Trata-se de uma comédia, mas analiso com muita seriedade a amizade das personagens, que não são lésbicas.

9) Um Sonho de Liberdade (1994), de Frank Darabont. Essa famosa adaptação de livro de Stephen King (não esperem o sobrenatural) fala de uma singela e bonita amizade entre dois prisioneiros, interpretados pelos magníficos Tim Robbins e Morgan Freeman (indicado ao Oscar). Bastante comovente, essa película mostra que os melhores amigos da vida nem sempre são aqueles que conhecemos a muito tempo. Adoro esse filme!

10) Thelma e Louise (1991), de Ridley Scott. Vide resenha aqui nesse blog. Menciono mais uma vez, as grandes performances de Susan Sarandon e Geena Davis nos papéis-título. O filme ínspirou diversos outros sobre amizade entre mulheres, e apresenta final envolvente e inesquecível!

Essa é a minha seleção de hoje! Finalizo com um provérbio bíblico 18-24 "Algumas amizades não duram nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão".

Abraços!