segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Diário de Tati

 Pareceu bastante curiosa essa adaptação de um quadro humorístico do Fantástico, de curta duração, para as telas grandes. A preocupação maior foi a possibilidade de o filme não possuir gás ou piadas suficientes para a projeção do filme, uma vez que o formato original é bastante limitado. Mas foi uma experiência que deu certo! Trata-se de uma excelente opção pra quem quer se distrair e dar risadas sem compromisso.

 A estrela Heloísa Perissé, que colabora no roteiro junto com Paulo Cursino, faz um trabalho interessante, sem cair na caricatura convencional ou em certos exageros. A voz que ela coloca na personagem, junto com os excessos de gírias clamadas por sua Tati, convencem o espectador de que é uma adolescente mesmo que está na tela, e não uma mulher madura de 46 anos. E os diálogos travados com a mãe interpretada por Louise Cardoso, assim como na tv, também contribuem para os bons momentos de humor.

 Lógico, não é o típico filme que se espera um roteiro que preza pela originalidade. Aliás, há bastante influência das comédias teen americanas dos anos 80, com direito a patricinha chefe de torcida ( Thaís Fersoza ) e o bonitão popular ( Thiago Rodrigues ). Bom, a Tati é apaixonada por esse tal bonitão, enquanto mal percebe que o melhor amigo de seu irmão ( Marcelo Adnet ) pode ser o partido ideal para ela. E como sugere o título, Tati escreve tudo em seu diário, e compartilha tudo com suas melhores amigas.

 Leve, agradável, divertido, despretensioso e sem as falhas temidas que eu mencionei, O Diário de Tati é o típico filme família. E retomo o que disse: não desagrada ver Perissé interpretando adolescente. Afinal, pra quem está acostumado a ver Adam Sandler como "gêmea" de si próprio, ou Martin Lawrence como Vovó Zona, a atriz está acima da média! Ainda no elenco, Pedro Neshling faz o irmão da heroína; Marcos Caruso interpreta o pai, e Márcia Cabrita rouba a cena como a madrasta que adora cantar música espanhola; a veterana e sumida da telinha Sura Berditchevsky faz a odiosa professora, e Maria Clara Gueiros faz a típica tia perua. O diretor é Mauro Farias, do clã de Farias famosos ( Reginaldo, Roberto, Marcelo... ), e que já tinha dirigido "Duas Vezes com Helena". 

 Enfim, o filme tem a cara do clima atual. Nesse seco inverno de verão, torna-se mais fácil se divertir com as atrapalhadas dessa simpática protagonista. Divirtam-se!

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

 É óbvio que depois do ocorrido nos EUA, ou seja, o assassinato cometido por um estudante de medicina em uma sala de cinema americana, que matou diversas pessoas enquanto esse filme era exibido, causou muita polêmica aqui no Brasil. Principalmente, porque um fato semelhante já havia ocorrido por aqui há uns anos com a exibição do filme Clube da Luta. Em todo caso, mesmo se não existisse tal polêmica, Batman- O Cavaleiro das Trevas Ressurge já seria um grande campeão de bilheteria, pois os fãs aguardavam a estreia dessa nova sequência com muita ansiedade.

 Após a tragédia americana, os comentários de que o filme era muito sombrio e pesado começaram a se espalhar. Cheguei ao ponto de imaginar algo bastante perturbador ou hipnótico. Felizmente, nada a ver! Trata-se de um grande blockbuster de ação, bastante explosivo (sem dúvida, mais que qualquer outro filme com o homem-morcego) e repleto de cenas interessantes e ousadas. Em outras palavras, as crianças podem ver sim, ninguém vai sair da sala traumatizado ou perturbado, podem crer nisso! (se bem que não me recordo da faixa etária do filme...).

 É bem verdade que esse episódio trás um herói bastante sério e fechado. Aliás, toda a safra foi assim. Se compararmos com a safra anterior, nós tínhamos um Michael Keaton excêntrico nos filmes 1989 e 1992 (também, pudera! O diretor era Tim Burton), um Val Kilmer mais sofisticado em 1995 (direção, Joel Schummacher), e um George Clooney galanteador e bem-humorado em 1997 (também dirigido por Shummacher). Christian Bale é o dono da vez, e repete o personagem desde o filme inicial dessa nova safra. E, de fato, apesar do pouco senso de humor, é o ator que melhor vestiu a capa do herói. Sua figura pálida e sombria está de acordo com todo o clima dessa Gothan City, repleta de crimes e violências.

 Bom, aqui nosso herói não está em seus melhores dias, pois está debilitado fisicamente, andando com muitas dificuldades, e com auxílio de bengala e cadeira de rodas. Fora isso, está muito amargurado com a morte de sua amada, que ocorreu no episódio anterior ( feita por Maggie Gyllenhaal ). Para piorar, é acusado injustamente de ter assassinado um promotor ( Aaron Eckhart, também episódio anterior. Lembram? ), o que faz sua imagem cair. Por outro lado, seu instinto de justiceiro vem a tona quando um perigoso terrorista, Bane, surge para amedrontar toda a cidade. E, para complicar um pouco mais, também surge a Mulher Gato...

 Esse foi, sem dúvida alguma, o episódio mais longo de toda a série (maior também, que qualquer película da safra anterior): quase 3 horas de duração! Mas, evidentemente, você não sente a projeção, pois o roteiro  dos irmãos Nolan (Christopher, o diretor, e Jonathan) brinda o espectador com diversas situações e pistas falsas que aumentam ainda mais o interesse. Tecnicamente falando, é também o mais perfeito de todos: fotografia, efeitos visuais e sonoros, tudo funciona!

 O elenco, fora Bale, é um espetáculo. Quem rouba mesmo a cena é Tom Hardy ( de "A Origem", e "Guerreiro" ) no papel do vilão Bane. Sua composição é tão perfeita que ele realmente assusta. Aliás, para mim, esse é o vilão mais assustador de todos os tempos. Temível igual, eu nunca vi! Supera Curinga, Pinguim, Duas Caras e Cia., principalmente porque, nele, não há humor ou piadinhas, é um monstro extremamente maquiavélico e aparentemente indestrutível! Em contrapartida, como qualquer produção do gênero, é necessário quebrar o gelo, caso contrário, vira drama (afinal, herói depressivo e vilão sério não combina muito...). E, para alívio cômico, eis que surge a Mulher-Gato feita pela doce Anne Hathaway. Todas as cenas dela chamam a atenção, e a personagem permanece com caráter dúbio, da mesma forma que ocorreu com Michelle Pfeiffer em Batman- O Retorno. Mas, Hathaway é tão competente, que nem nos faz lembrar de Pfeiffer. Ainda no elenco, Michael Caine e Gary Oldman, respectivamente, retornam nos papéis de Alfred e Comissário Gordon (interessante ressaltar que na safra anterior, esses personagens eram quase figurantes!); a oscarizada Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor) faz o interesse romântico do herói; o veterano Morgan Freeman, um pouco mais desperdiçado em cena, também retorna como Lucius Fox; o jovem Joseph Gordon-Levitt (também de "A Origem" e "50/50") interpreta um policial que intenciona investigar Batman; e, quem diria, o já veterano, e mal envelhecido por sinal, Matthew Modine (alguém se lembra dele? de filmes como "Asas da Liberdade" e "Morando Com o Perigo", astro juvenil da época de Tom Cruise e Charlie Sheen) faz o chefe de polícia de Gotham City.

 Outro aspecto que fez muita campanha sobre o filme é a condição física de Batman ( ou melhor, Bruce Wayne. Sim, sua identidade permanece secreta. Em partes, ao menos...). Muitos, como eu, se interessaram em assistir a um herói mais humano que herói. Ou seja, com muitos defeitos e sem super poderes. E, como já foi mencionado, ele não está na plena forma heroica de outros tempos. Porém, como não é difícil de prever, terá o grande momento de superação física para a esperada volta por cima. Sim, há clichês no filme, óbvio. Mas isso não atrapalha a conclusão (apesar de existir algumas revelações nada surpreendentes de pelo menos dois personagens: de um deles a gente já mata de início, enquanto o outro nós esperamos que surja após alguns incidentes ocorridos).

 Enfim, gosto muito da trilogia de Christopher Nolan, e espero com muita expectativa mais episódios bem-sucedidos e interessantes como este. Não percam tempo e curtam esse excelente blockbuster! Abraços!

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Para Roma Com Amor

 Essa foi a 1ª vez que assisti a um filme de Woody Allen no cinema! Não podia deixar de ver uma obra dirigida por um dos grandes gênios do cinema, e que ainda está em atividade nos dias de hoje. Como se sabe muito bem, Allen já não é mais o mesmo de antes, e tem feito filmes abaixo da média. De vez em quando acerta, como ocorreu com "Vicky Cristina Barcelona", "Match Point" e "Meia-Noite em Paris". Os demais recentes não tiveram boa recepção, nem de crítica, nem de público. Mas eu considero esse "Para Roma com Amor" um grande acerto desse grande cineasta!

 Aqui, temos uma comédia muito divertida, e provoca gargalhadas dos telespectadores (coisa um tanto rara nos últimos filmes de Allen). E trata-se também de um enredo com diversas tramas paralelas envolvendo um leque de personagens excêntricos que, eventualmente, acabam se cruzando. 

 Em Roma, Woody Allen interpreta o pai de uma jovem que está prestes a se casar com um italiano. Então, ele parte pra lá, junto com a esposa feita por Judy Davis, com o intuito de conhecer o noivo da filha ( o casal é feito por dois desconhecidos, a já veterana Alison Pill e o italiano Flavio Parenti ). Na ciade, há também um jovem casal (também feito por dois novatos, Alessandro Tiberi e Alessandra Mastronardi) que acaba passando por uma série de apuros quando a moça de perde no centro de Roma, enquanto ele é seduzido, ainda que equivocadamente, por uma prostituta feita por Penelope Cruz. Além disso, temos o  jovem arquiteto, inteligente, mas inseguro, feito por Jesse Eisemberg ( de "A Rede Social" ) que se deixa envolver pelos encantos de uma jovem atriz, interpretada por Ellen Page ( de "Juno" ). O problema é que ela é melhor amiga de sua futura esposa ( Greta Gerwig, de "Sexo Sem Compromisso" ). Finalizando, um cidadão comum romano, Roberto Benigni, é confundido com celebridade e tem seus dias de estrela.

 Esse é o painel traçado por Allen. Como eu já admiti aqui, adoro filmes que exploram tramas paralelas; e por esse motivo, deixei-me envolver com essa inovação que o cineasta e roteirista produziu, ao londo de sua carreira. É claro que os elementos "allenianos" estão todos presentes (afinal, é logicamente óbvio que Allen auto-interpreta o mesmo personagem de sempre). E a trama é recheada com diversas citações irônicas, filosóficas, psicológicas... Mas tudo é feito com muito bom humor e bastante sensibilidade. Gosto particularmente do episódio com Benigni, em que Allen demonstra que a fama incomoda, mas que a superação dela pode incomodar ainda mais, pois o fantasma chamado rotina persiste em desanimar.

 O elenco atua muito a vontade, como é de se esperar, mas não sei se teremos alguma indicação ao OSCAR, que é bastante habitual na filmografia de Allen. Penelope Cruz faz uma prostituta bem interessante, mas não tem nenhuma cena surpreendente para ser roubada; a excelente Judy Davis tem uns diálogos bacanas e hilários, mas também está discreta; Alec Baldwin também atua no curioso papel de um arquiteto veterano e que serve de inspiração para o personagem de Eisemberg ( ás vezes parece ser um espírito apenas visto pelo rapaz ), mas, também, de uma forma pacata. Quem se sobressai é a talentosa Ellen Page, como a sedutora Monica, e a novata italiana Alessandra Mastronardi, que foi a grande revelação da película. Fora as duas, o também desconhecido Fábio Armilato dá um show a parte na pele do pai do noivo, e que Allen insiste em transformar num grande tenor. Há uma cena memorável protagonizada por ele, e que eu acho conveniente não revelar...

 Enfim, estou adorando essa ideia de Allen em transferir suas estórias para o esfero europeu. Admiro bastante o anterior "Meia Noite em Paris", tanto quanto este "Para Roma...". Aguardo com muita expectativa a conclusão dessa suposta trilogia europeia. Não vou afirmar categoricamente que esse é o maior trabalho do diretor (mesmo porque suas obras primas estão entre as décadas de 70 e 80); mas se consagra entre os melhores de sua obra recente. Por isso, recomendo a todos! Sim, a todos! Creio que até quem não é fã de Allen, irá se divertir bastante com o filme!

 Ah!... Apenas para não ficar batido! Assisti ao filme no Espaço Unibanco (agora Itaú) da Rua Augusta. Fazia tempo que eu não frequentava as salas de lá. E a companhia foi bastante agradável: além de minha esposa e parceira de cinema, Gisele, meu grande amigo Leandro e sua namorada Luzia nos acompanharam nessa projeção. E eu aconselho vocês a assistirem em grupo. Afinal, "Para Roma Com Amor" é o típico filme que sentimos vontade de comentar na saída do cinema. Uma pequena grande obra prima! Abraços!!!

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Era do Gelo 4

 Mês de férias é a época adequada para estrear desenhos animados. E após o fenômeno Madagascar com seu terceiro filme, agora chegou outra sequência nas telas grandes: o 4º episódio de A Era do Gelo. Mais do que depressa, semana passada acompanhei essa película com a Gisele, e minha querida sobrinha de 4 aninhos, a Belinha. Com medo de não conseguir os ingressos a tempo, chegamos em cima da hora e conseguimos assistir a essa animação dirigida pela dupla Steve Martino e Mike Thurmeier ( o brasileiro Carlos Saldanha, diretor dos episódios anteriores, apenas é creditado como produtor executivo). Ou seja, o que ocorreu com Madagascar 3 não se repetiu aqui, e conseguimos entrar tranquilamente na sala!

 Isso me fez concluir que a série A Era do Gelo já está em declínio, e demonstra que deveria se encerrar por aqui. Não que o filme seja ruim, mas muita coisa se repete, e não é tão engraçado assim ( lendo minhas próprias postagens aqui no blog, recordo que gargalhei quando vi o 3º).

 Bom, o casal de mamute agora possui uma filha adolescente, que está apaixonada por um ser da mesma espécie; o preguiça Sid tem que tomar conta da avó; o tigre Diego se deixa enamorar por uma bela tigresa; e o Scrat (adivinhem...?), pois é, permanece correndo atrás de suas nozes insistentemente! E nossos amigos agora precisam lutar contra perigosos piratas que pretendem aterrorizar a tudo e a todos. Enquanto isso, o gelo se racha e a civilização se separa...

 Enfim, como dito anteriormente, A Era do Gelo 4 não apresenta nada de especial (talvez a única novidade do roteiro de Michael Berg seja a presença dos piratas. Aliás, o ator Jason Fuchs colabora no roteiro). Evidentemente, algumas personagens secundárias roubam a cena (sobretudo, a avó do Sid e a sua "Preciosa" [?]), e os nossos dubladores demonstram mais uma vez extrema competência para dar vida á toda turma da era do gelo. Dá pra se divertir, certamente! Mas, agora, acho melhor a FOX investir em outra animação. Abraços!

P.S. Adorei o curta metragem que aparece antes de se iniciar o filme, estrelado pela adorável Maggie Simpson, da série Os Simpsons! Achei oportuno e simpático!!!

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prometheus

 O título passou despercebido por mim, e imaginava ser um filme no estilo "Transformers", o que não é apreciado por mim. Mas, ao ler algumas "fofocas cinematográficas", descobri que Prometheus foi rotulado como um prólogo da série "Alien". Então, como sou fã da série, não pensei duas vezes, e embarquei nessa companhia. E não me arrependi.

  Ainda bem que Ridley Scott investiu na ideia, e trouxe um destino mais feliz para a série, que havia caído no extremo mal gosto com o horrendo "Alien vs. Predaor", e sua abominável sequência, que eu nem vi, e nem pretendo ver. Aqui, ele tem um excelente trabalho de produção, direção de arte, fotografia, tudo digno de um blockbuster classe A, além de um elenco comprometido.

 Não vou me ater a detalhes quanto a época em que passa o filme. O fato é que antecede os acontecimentos do Alien n°1, e se passa no futuro (algo tipo 2070, por aí...). Enfim, a sinopse que eu vos apresento é típica de clichês, que encontramos em qualquer filme similar. É a velha equipe espacial que se aventura entre as galáxias e planetas distantes, com o intuito de encontrar respostas acerca da origem da humanidade. Obviamente, encontram problemas pela frente: uma estranha raça de alienígenas que têm aquela estranha vontade de matar os seres humanos... A partir daí, salvem-se quem puder!

 Pelo tom satírico em que fiz o comentário, talvez vocês possam estar pensando que eu não gostei do filme. Muito pelo contrário! Achei um trabalho magnífico e acima da média, e que poderia correr um sério risco se parasse em outras mãos, senão nas do experiente Scott, que é especialista no gênero. Tudo bem, de fato, Prometheus (que, aliás, é o nome da nave da tripulação) tem clichê a beça: há um robô extremamente inteligente e cheio de astúcia entre eles; há momentos em que, enquanto um grupo explora o planeta desconhecido (que eu nem me recordo se o nome dele foi mencionado), outros monitoram pela nave; a figura do líder da missão é fria e gananciosa; e, como não podia deixar de ser, sai um aliem sai da barriga de um dos tripulantes, no caso, da heroína da história. Fora isso, o roteiro desenvolvido pela dupla Jon Spaihts/Damon Lindelof mistura ação com filosofia. Afinal, a discussão sobre a origem da humanidade aparece frequentemente em cena. No início da projeção, inclusive, há um prólogo que faz lembra o clássico kubrickiano, "2001 - Uma Odisseia no Espaço". Em todo caso, acho que o ponto fraco da película consta justamente nessa tentativa de misturar terror e filosofia. Afinal, não são satisfatoriamente esclarecidos os motivos pelos quais as respostas sobre a origem da vida estariam no planeta em questão. E para não deixar o filme muito "prolixo", os aliens estão lá para arrebentar e destruir, eliminando um a um toda a tripulação.

 No elenco, quem faz a mocinha é a sueca Noomi Rapace, estrangeira candidata à estrela em Hollywood, e que esteve na sequência de Sherlock Holmes. Ela não é nenhuma Sigourney Weaver (a saudosa tenente Ripley, de toda a série), mas não deixa a peteca cair. Inclusive, tem os trejeitos mais femininos que a Ripley, e cai na simpatia do público feminino. Quem se destaca, no entanto, é Michael Fassbender ( de "X-Men - Primeira Classe" e "Shame" ), um dos novos astros de Hollywood, e que faz o robô David. Seu personagem é o foco da trama, e a interpretação do ator é sublime. Creio até em alguma possibilidade de premiação (tudo bem, é filme de ação! Mas, não se esqueçam que Johnny Depp já foi indicado ao Oscar por Piratas do Caribe!; aliás, a própria Sigourney Weaver foi indicada por Aliens - O Resgate!). Ainda no elenco, Guy Pearce (numa esplêndida maquiagem, ele aparece bem envelhecido), Idris Elba ( de "Thor") e Patrick Wilson, numa participação pequena como o pai da heroína. Ah, sim! Não posso me esquecer da grande estrela do ano, Charlize Theron, que interpreta a líder do grupo. Eu mencionei anteriormente essa personagem, só não disse que a figura era feminina. Mesmo não sendo a protagonista, Charlize marca bem sua presença em cena.

 Enfim, gostei do filme. Ele trás uma atmosfera angustiante, e até mesmo pessimista, que me contagiou. Desenvolvi um estranho sentimento por esse filme. E é isso que o torna diferente, em um gênero muito explorado ultimamente. Falei do pessimismo, mas repleto de esperança também. O final deixa uma janela aberta para uma provável sequência (não creio que seja revelador o que eu direi, mas as respostas não foram encontradas pela personagem). Quero assistir mais uma vez ao filme para ter um posicionamento melhor sobre ele. E, lógico, certamente indico essa aventura que eu assisti em 3D (vale a pena ver nesse formato!) Uma boa tarde pra todos!!!

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Madagascar 3 - Os Procurados

 Se você ainda não foi assistir o fenômeno de bilheteria do ano, a animação Madagascar 3, não perca tempo! As filas estão bombando, e está difícil conseguir assistir ao filme no horário que você optou. Agora, com o fim do feriado, talvez as filas estejam mais flexíveis! O fato é que, no feriado prolongado, eu e minha esposa Gisele tivemos que comprar antecipadamente os ingressos.

 Dessa vez, os nossos heróis Alex ( o leão ), Marty ( o zebra ), Melman ( o girafa ) e Gloria ( a hipopótamo ) passam por diversos países da Europa, enquanto tentam voltar para o zoológico do Central Park de Nova York. Quem esbarra na frente deles é uma policial francesa, que detesta animais, e que pretende capturá-los. Para fugir dela, os nossos amigos viram artistas de circo e viajam pela Europa junto com os animais circenses. Eles acabam se acostumando com a rotina, e ficam sem saber se devem ou não retornar para o zoológico.

Admito que esse terceiro episódio é o menos engraçado entre os três filmes (ainda assim, bem divertido!). Por outro lado, é também o mais bonito, visualmente falando. As cenas espetaculares de arte circense valem o ingresso para se ver em 3D (ainda, que eu não o tenha visto nesse formato). Os diretores são os mesmos, Eric Darnell e Tom McGrath ( Darnell também é o roteirista, além de Noah Baumbat, que habitualmente escreve roteiros adultos!).  E como é de se esperar nos filmes de animação, aqui nós temos muitos coadjuvantes que se destacam: temos um leão ranzinza, uma onça pintada que serve de interesse romântico para Alex, um leão marinho muito falante, e outros tantos... Mas, o destaque vai para a ursinha Sonya, que não fala uma palavrinha sequer durante todo o filme, mas que acaba roubando a cena!

 E quem também tem um destaque maior é o King Julien, que se apaixona por Sonya, e se casa com ela no Vaticano. E, através dessa cena, e de outras, o filme esbanja na utilização de diversas músicas clássicas para mostrar os acontecimentos com muita ironia. Ah, sim! Não posso me esquecer de mencionar os pinguins, simplesmente os personagens mais atrevidos das animações dos últimos anos, e que também embarcam nessa aventura, e viram estrelas de circo!

 Apenas não posso detalhar sobre os astros americanos que emprestam suas vozes aos personagens (além dos habituais Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer,Jada Pinkett, Sacha Baron Cohen e Cedric the Entertainer, temos Jessica Chastain, Bryan Cranston, Martin Short e Frances McDormand, esta, como a amalucada policial) porque eu assisti a versão dublada (nos nossos cinemas, não passa a versão original)). Em todo caso, a única exceção que abro para filmes dublados, são para os desenhos animados! De fato, os nossos dubladores são muito bons, e divertem muito ( principalmente o dublador do King Julien, muito hilário!).

 Enfim, confiram no cinema essa bem sucedida sequência de uma série que é um sucesso de bilheteria e muito divertido. Tentem ver, preferencialmente, em dia de semana (menos de quarta-feira), pois acho que as filas nos finais de semana ainda estarão enormes... Mas, vale a pena conferir. Eu, como de costume, gargalhei muito! Abraços!

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador

 Hollywood tem o hábito de estrear no mesmo ano dois filmes que contam a mesma história, mas com o ponto de vista diferente. Esse ano, isso ocorreu com a clássica princesa da Disney, Branca de Neve. Há alguns meses atrás, tivemos acesso ao simpático e bem-humorado Espelho, Espelho Meu. Dessa vez, temos o dark e mórbido Branca de Neve e o Caçador.

 O título chama a atenção pelo personagem masculino principal. Afinal, o caçador não nos é conhecido pois não existiu nas diversas adaptações. E, como é de se esperar, existe uma química forte ente ele e a heroína! Mas, não se enganem: ele não é o príncipe, pois este também está na trama.

 Não quero perder tempo contando sobre a sinopse de uma história conhecida por todos. Afinal, Branca de Neve continua órfã, é odiada pela madrasta, esta adora conversar com o espelho, tem o príncipe, tem os sete anões, etc... Mas, algumas diferenças interessantes merecem ser mencionadas: nessa versão,a princesa órfã não é escravizada, mas sim, prisioneira; a rainha má tem poderes sobrenaturais (como, literealmente, arrancar o coração de inocentes) e amedronta todo o reino; e a floresta negra é extraordinariamente assustadora! (em alguns momentos, parece que estamos assistindo a um filme de terror!). E, como dito anteriormente, a presença do caçador na história já estimula a curiosidade. Essas novidades exigem um bom trabalho de roteiro, e por isso, ele foi escrito por uma equipe (Evan Daugherty, o também diretor John Lee Hancock e Hossein Amini).

 E lógico, o melhor do filme é a atriz. E eu me refiro à intérprete da rainha, a bela Charlize Theron. De fato, essa vilã cai como uma luva na pele da atriz, que rouba o espetáculo (aliás, outro ponto interessante é contado em flashback, sobre o passado da rainha. Creio que essa foi a primeira vez, entre as adaptações, que vi alguma tentativa de justificar as maldades da personagem). Por outro lado, o que estraga e compromete a diversão é a escolha patética da atriz que faz Branca de Neve. Sim, estou falando da nova ídolo infanto-juvenil da série Crepúsculo, a tonta da Kristen Stewart. Continua de boca aberta o tempo todo. Além de tudo isso, nem bonita ela é! Quando a rainha faz a clássica pergunta "existe alguém mais bela que eu", dá vontade de gargalhar com a resposta previsível do espelho. Onde que Kristen é a mais bela?????? Nem precisa tanto. Mudo a pergunta, onde que Kristen é mais bela que Charlize??? Pra mim foi a piada mais absurda e sem graça de todos os tempos! Não consigo entender todo o prestígio que ela tem em Hollywood...

 Ah sim, antes que eu me esqueça, quem faz o Caçador é o Thor, Chris Hemsworth, que tem a pouco a fazer, em um personagem clichê e cheio de piadinhas supérfluas e previsíveis. Apenas serve como colírio para o público feminino, e se consagra como o novo Brad Pitt. O príncipe também é desperdiçado, e é feito por um desconhecido chamado Sam Claflin (que esteve no último "Piratas do Caribe"). O veterano Bob Hoskins faz o espelho, e os sete anões são interpretados por bons atores britânicos que, diferente do anterior Espelho, Espelho Meu, não são anões de verdade, mas, igual ao filme já citado, são responsáveis pelos momentos cômicos. Fora isso, outro personagem curioso, é o do irmão da rainha, um certo Finn, feito por um desconhecido, Sam Spruell ( de Elizabeth: A Era de Ouro ), e que serve mais como um guardião dela.

 Enfim, apesar da desastrosa presença ilustre da protagonista, Branca de Neve e o Caçador vale a pena pelo ponto de vista denso, mórbido e aterrorizante (lembro-me agora de uma versão semelhante a essa chamada "Floresta Negra", com Sigourney Weaver). E principalmente pela magnífica Charlize Theron. O diretor é um novato chamado Rupert Sanders, e creio que será cotado para outras produções, vamos aguardar (ele já está confirmado na direção da sequência!). Curtam a diversão, mas não levem a sério as incoerências ditas pelo espelho da rainha, ele devia estar mesmo drogado, rsrsrsrsrs.... Abração!

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