quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Os Smurfs 2

 Sempre nessa época, entre o mês de julho e o começo de agosto, encontramos uma diversidade de filmes em desenhos animados, destinados ao público infantil, que está de férias. Entre filmes como "Meu Malvado Favorito 2" e "Universidade Monstros", optamos eu e Gisele, por conta de nossa sobrinha Isabela, à "Os Smurfs 2", sequência de homônimo que fez bastante sucesso a dois anos. Eu não estava tão estimulado a assistir, mas fui vencido pela insistência da minha sobrinha.

 O diretor, Raja Gosnell, é o mesmo da aventura anterior. O cenário das vez não é Nova York, e sim Paris, onde o temível Gargamel (novamente Hank Azaria) atua em um show de mágicas. Ah, claro! Sua obsessão excessiva em capturar smurfs permanece. E, por isso, o roteiro de um time liderado por J. David Stem, nos apresenta dois novos personagens criados pelo vilão, com o intuito de sequestar as criaturinhas azuis: o atrapalhado Hackus e, para sair de vez do clube do Bolinha, a esperta Vexy, versão morena da Smurfette. Aliás, o alvo do trio, sempre acompanhado pelo maquiavélico gato Cruel, é justamente Smurfette, que se encontra tristonha, pois faz aniversário e acredita que ninguém se lembra disso (situação óbvia e previsível, é que todos se fazem de esquecidos, enquanto preparam uma bela surpresa para a garota).

 Bom, Smurfette, então, é capturada e seduzida por Gargamel. Encara o outro lado da situação, e até se diverte em ter uma "irmã". Tal situação pode prejudicar seus amigos "encogumelados", pois o vilão almeja descobrir a fórmula para conseguir "fabricar" diversos smurfs. Se isso acontecer, ele dominará o mundo, e o caos terá início.

 Com exceção da nova locação do momento, a bela Paris com seus típicos atributos, e da nova garota, não há muitas novidades que saia do previsível. Apesar disso, dessa vez alguns personagens ganham  destaque maior na tentativa de resgatar a Smurfette. Agora, o Papai Smurf recruta Desastrado, Ranzinza e Vaidoso, este, com seus trejeitos efeminados, torna-se o responsável pela comédia com os diálogos mais engraçados. E quanto aos personagens de carne e osso, o casal amigo dos simpáticos duendes, feitos por Neil Patrick Harris e Jayma Mays, retornam. Além deles, o veterano Brendan Gleeson interpreta o padrasto de Harris, com quem tem alguns desenlaces e situações do passado não resolvidas. Essa subtrama é um tanto inadequada para as crianças, pois torna a aventura um pouco cansativa (apesar disso, o padrasto é transformado em ave, na tentativa de tornar o personagem mais atraente para o público).

 Achei a duração do filme um pouco longa e, no fim das contas, acaba mais parecendo um remake do anterior, com alguns "incrementozinhos a mais" e locação nova. Porém, também não aborrece, em partes, graças aos nossos dubladores, que são muito competentes na interpretação de personagens de desenhos animados. Abraços!

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Homem de Aço

 Mais uma superprodução em cartaz nos nossos cinemas! O que demonstra, de fato, que julho é a época dos blockbusters. E com tanto herói na moda, agora estreia aquele que talvez seja o mais famoso de todos os heróis, o superman. Com roteiro e produção do badalado Christopher Nolan, o responsável pela nova saga do Batman, o filme é dirigido por Zach Snyder, o mesmo de 300

 Se vocês estão pensando em ver o homem de aço disfarçado de repórter com aparência de nerd e meio atrapalhado, esqueçam! Isso talvez ocorra na inevitável sequência, mas aqui a ação ganha outro foco. Ou seja, não se trata de um remake do clássico de 1978, estrelado por Christopher Reeve e Marlon Brando. Nem mesmo o popular vilão Lex Luthor aparece aqui.

 Mas, assim como o clássico de Richard Donner, a ação aqui começa no fictício planeta Krypton, que está em guerra. Os pais do nosso herói, aqui chamado de Kal-El, querem mandá-lo para Terra, com a esperança de mantê-lo vivo. Enfrentam resistência, entretanto, do vilão da vez, o General Zod, que não mede esforços para lutar pelo planeta, mesmo que para isso use de artifícios inescrupulosos, e não aprova a decisão dos pais do garoto. Na Terra, Kal-El, agora Clark Kent, adotado por um simples casal de fazendeiros, tem conhecimento de sua força fora do normal, se comparado com os terráqueos, e precisa controlar os seus impulsos para não chamar a atenção (ele, inclusive, é vítima de bullying). Os problemas surgem quando o general Zod o localiza, e tenta destruir a Terra.

 Como é de se esperar, a projeção ultrapassa os 120 minutos, e se assemelha aos diversos filmes temáticos, que também têm duração elevada. Os clichês são compensados por grandes cenas de batalha, uma delas, quando o herói e o vilão se enfrentam pelos ares de Nova York, e colocam os famosos prédios em risco a cada golpe. O roteiro, que foi co-escrito por David S. Goyer, alterna momentos do presente e do passado do personagem que, enquanto tenta encontrar alguma forma de salvar o planeta, se recorda dos ensinamentos do já falecido pai adotivo e da busca de sua origem na juventude. O que se sente falta, em torno da longa projeção, são momento de humor, praticamente ausentes aqui. Talvez isso se deva ao fato de Nolan ser o roteirista. Ele acertou com o tom sombrio e pesado da nova safra "Batman", que de fato, consta com um herói que possui essas qualidades do scrypt. Aqui, contudo, deveria existir algo mais leve e dinâmico. Nem mesmo a famosa personagem Lois Lane apresenta momentos para alívio cômico.

 No elenco, quem veste a camisa da vez é o ainda pouco conhecido Henry Cavill (de "Stardust - O Mistério da Estrela" e "Imortais") que agora tem tudo pra se tornar o galã do momento em Hollywood. Ele tem até certa semelhança com Reeve, e não faz feio em cena. O vilão também é outro jovem astro, que inclusive já foi indicado ao Oscar, Michael Shannon (de "Foi Apenas Um Sonho"), que lembra bastante Joaquin Phoenix. E a bela e simpática Amy Adams, marca presença como a bisbilhoteira repórter Lois Lane. Ainda no elenco, Russell Crowe tem participação destacada como o pai do homem de aço. Ele não só aparece no início, como arranjam um jeito de colocá-lo como uma espécie de fantasma durante a projeção, em que orienta o filho. Os pais adotivos são interpretados pelos populares Kevin Costner e Diane Lane (esse talvez seja o primeiro filme em que Costner não seja o mega astro da fita, o que indica que o estrelato não é eterno). Há ainda o bom Laurence Fishburne, como o chefe de Lois, e uma personagem bastante curiosa feita por uma atriz israelense chamada Ayelet Zurer ( de "Munique" e "Anjos e Demônios"), que interpreta a vilã, braço direito do General Zod.

 Enfim, percebe-se que O Homem de Aço possui todos os elementos para se tornar o blockbuster perfeito do momento: superprodução milionária com todos os "zilhões" mostrados na tela, versão em 3D (que eu não vi), um produtor bastante referenciado como cineasta, o diretor do sucesso de bilheteria "300" no comando e um elenco estelar. Fora isso, o roteiro intenciona ser bastante fiel aos fãs dos clássicos quadrinhos. Bom, eu particularmente, me distraí e achei um passatempo até diferente daquilo que se esperava (boa parte da ação, afinal, ocorre no planeta Krypton, e não na Terra). Contudo, não foi o melhor filme de heróis dos últimos anos, está aquém do já mencionado Batman, e de produções da Marvel, como "Os Vingadores". Não aborrece, e deixa as postas abertas para a sequência, essa sim, terá que ser bem elaborada para não cair no tolo e no convencional. Mas este aqui vale o ingresso. Até!

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domingo, 7 de julho de 2013

Guerra Mundial Z

 Em épocas de "The Walking Dead", pode-se dizer que os zumbis estão na moda. E por isso, não perdi tempo e fui conferir essa superprodução nos cinemas, depois de uma longa ausência em que fiquei apenas assistindo aos filmes fazendo download aqui em casa. E eu não poderia ter tido um retorno melhor, pois trata-se de um blockbuster de primeira linha, talvez o melhor do ano. 

 Admito que eu mesmo estava aguardando o velho clichê em que um grupo de pessoas se une para lutar contra assustadores mortos-vivos! Afinal, é isso que agrada espectadores assíduos que acompanharam os clássicos de George A. Romero, e que acompanham o sucesso televisivo de The Walkind Dead. Felizmente, isso não sucede, e temos aqui, o filme mais original até o momento sobre o tema.

 O diretor Marc Forster ("Em Busca da Terra do Nunca", "O Caçador de Pipas") e o time de roteiristas (Matthew Michael Carnaham, Drew Godard, Damon Lindelof) resolveram concentrar a ação em um personagem central, ao invés de centralizar um grupo de pessoas como em vários filmes. Esse personagem é Gerry Lane, representante da ONU, que tem a missão de descobrir o que fez com que o mundo todo sofresse uma terrível pandemia, em que diversos zumbis começam a atacar os seres humanos, por toda parte do planeta.. Os sobreviventes se refugiam em um navio controlado pelo exército da marinha, incluindo a esposa e as filhas do herói. E ele tem um determinado prazo para conseguir encontrar uma solução! Caso contrário, sua família será deposta do navio, que se encontra superpopulado. Então, Gerry terá que lutar contra o tempo.

 Talvez a sinopse não demonstre o grande espetáculo que o filme é. Trata-se de uma mistura perfeita de ação e terror, que não desagrada o público de nenhum desses gêneros. Aliás, até mesmo quem não gosta de terror, terá uma tendência forte a gostar desse que é o filme mais caro sobre o tema feito em Hollywood. Os efeitos especiais, a direção de arte, a fotografia, enfim, tudo se encaixa adequadamente. Há muitas cenas de suspense, que realmente, são de tirar o fôlego, sobretudo, no instante em que o herói está em Israel, onde um muro muito alto foi construído para salvar a população, dos sanguinários zumbis. Porém, nem esse muro consegue conter a fúria dos mortos vivos. Aliás, outro ponto interessante está na caracterização dos zumbis, que são extremamente velozes, e estão bem distantes daquele tipo de zumbi mole, caindo aos pedaços, típicos dos filmes de Romero. Outra coisa interessante: eles não atacam pessoas que já estão em estado terminal, tornando-as imunes à sua fúria (talvez eu tenha revelado demais aqui, hehehe).

 Quanto ao elenco, o mega astro Brad Pitt demonstra não se envergonhar da idade que já eixa marcas na pele (já está com 50 anos), nem nas olheiras, e dá a cara a tapa, se encaixando adequadamente na pele do herói. O demais atores são menos famosos. Temos o Matthew Fox, de Lost, o veterano David Morse, num papel pequeno, mas importante, uma moça que fez muito tv, e que tá começando carreira no cinema agora chamada Mireille Enos, como a esposa de Pitt. Mas, quem acaba roubando a cena é uma atriz israelense chamada Daniella Kertesz, que aparece em cena como uma militar de Israel como se fosse figurante. Inesperadamente, torna-se a co-estrela da fita, e ajuda o personagem de Pitt em muitas cenas de batalha (outra cena arrebatadora é a do ataque no avião).

 Enfim, assim como eu já havia dito sobre o mais recente filme da série Missão Impossível em 2011, hoje  digo o mesmo sobre Guerra Mundial Z: é o blockbuster do ano! ágil, inteligente, surpreendente, divertido. Claro, não temos aqui explicação sobre a origem da pandemia de zumbis (nesse aspecto, se assemelha com outros filmes dessa temática), mas deixa uma porta aberta para uma provável sequência, o que talvez não seja uma boa ideia, apesar de quase inevitável). Mas o ingresso vale, certamente. E vai uma dica: de segunda-feia, o valor é muito barato, até mesmo o 3D! Então, confiram! Abraços!

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Os filmes do OSCAR

 Hoje a noite é a cerimônia da entrega do OSCAR. Eu admito que se trata de um festival cafona, e que se preocupa apenas com a indústria cinematográfica, com seus astros, paparazzis e fofocas. Não leva o cinema a sério, não lhe dá o tratamento devido que a 7ª arte merecia e se concentra nas figuras mais populares. Ainda assim, eu gosto de assisti-lo. E, como os festivais dignos de nota e reflexão nunca são televisionados, fico mesmo com o OSCAR. Esse ano, a maior surpresa está na categoria ator coadjuvante, pois os cinco candidatos (todos já premiados com a estatueta, inclusive!) têm chances iguais! Quanto as demais principais categorias, ou já tem vencedor garantido, ou a disputa está entre dois concorrentes. Enfim, farei um breve comentário sobre os nove indicados a melhor filme, e na sequência aos cinco candidatos a filme estrangeiro. Em ordem decrescente, do último ao primeiro, colocarei os meus favoritos:

Os Miseráveis, de Tom Hooper. O filme está sendo aclamado por muitos, e visto com algumas ponderações negativas por outros. Enfim, em se tratando de figurinos e direção de arte, a produção é competente. Mas, questiono muito a ideia de se filmar esse grande clássico da literatura como um musical. E Hooper fez questão de mostrar os atores usando as próprias vozes, o que causou algum tipo de constrangimento, sobretudo para Russell Crowe, que se consagrou como um dos piores do ano! Bom, a clássica história do prisioneiro em liberdade condicional, que procura redenção, já foi filmada outras vezes. A mais recente de 98 foi um grande fracasso (apesar de bons nomes no elenco: Geoffrey Rush, Uma Thurman, Liam Neeson, Claire Danes...). Aqui, os astros Hugh Jackman e Anne Hathaway foram indicados, respectivamente, como ator e atriz coadjuvante. Jackman tem poucas chances, mas Hathaway é a favorita simplesmente porque emociona muito na sua "cena de ouro". Mas acho um tanto exagero. Afinal, das cinco concorrentes a categoria, Hathaway é a estrela do momento, e vai levar a melhor mesmo. No todo, erraram a atriz. Quem deveria ser indicada é a novata Samantha Barks, a melhor do elenco! Enfim... Mas o filme não me convenceu!

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A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow. Muitos ficaram "pé da vida" com a não indicação de Bigelow como diretora por esse filme, e consideraram a grande injustiça do ano. Não sei o porquê disso! Afinal, A Hora Mais Escura tem uma ideia interessante, e teria tudo a seu favor para ser uma película impactante. Entretanto, a falta de posicionamento da diretora em relação ao tema tratado é imperdoável! Bigelow narra a perseguição obsessiva que uma agente da CIA. promove em busca de Osama Bin Laden. O problema é que os "heróis" do governo americano usam a tortura física e psicológica como artimanhas para conseguirem o que querem. Olha só, então se trata de uma denúncia às torturas que a CIA comete com algumas pessoas? Não, pois os torturadores são mostrados como os mocinhos! Enfim, esses equívocos dúbios atrapalham o filme de ser a grande barbada do ano! E sua protagonista, Jessica Chastain, tem um papel mal construído e facilmente esquecível. Ela tem apenas a sua" ceninha típica" de gritos e revoltas, onde desabafa o que está entalado. Não é a favorita, mas está entre elas. Ou seja, mais um erro típico de Hollywood.

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Lincoln, de Steven Spielberg. Simplesmente o filme com o maior número de indicações do ano. Está entre os dois grandes favoritos, e foi rebaixado para segundo lugar. Bom, assim como "A Lista de Schindler", e "O Resgate do Soldado Ryan", aqui nós temos outro filme "adulto" desse grande cineasta. E, de fato, a produção é impecável, típica de qualquer filmografia spielbergiana. Mas, valha-me Deus, que filme chato! Longo demais, interminável, fotografia escura, sem grandes emoções. É apenas correto, e fiel aos fatos históricos. Acho que esse foi o motivo que fez com que o filme perdesse seu posto de favoritismo (embora, o diretor ainda seja o favorito em sua categoria!). Em todo caso, a interpretação magistral de Daniel Day-Lewis, sobretudo nos trejeitos e na fala mansa do presidente, é arrasadora! Daniel já tem dois OSCAR na bagagem, e vai levar merecidamente esse terceiro! Afinal, não há concorrente a altura. O coadjuvante Tommy Lee Jones também têm chances. Mas, quanto ao filme, ele é excelente para professor de história e para fonte de pesquisa. Apenas!

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Argo, de Ben Affleck. Esse é o grande favorito da noite, e o responsável por tirar Lincoln do posto principal. Estranhamente, Affleck ficou de fora entre os indicados para diretor. E vai gerar polêmica o fato do filme ser o vencedor da noite sem ter o seu diretor entre os indicados. No fim das contas, Affleck é adorado pelos críticos como cineasta, e detestado como ator. Se bem que aqui sua atuação não está ruim. Enfim, o que me preocupa é o seguinte: Será que Argo merece toda essa exagerada badalação? Afinal, não é um filme espetacular, e nem chama a atenção do público (sobretudo de nós, brasileiros). A história real do homem recrutado pela CIA, que se disfarça de cineasta, para salvar seis jornalistas americanos mantidos como reféns no Iraque de 1979, até é interessante e curiosa. Mas não passa disso! A mesma badalação que Kathryn Bigelow teve com seu 'Guerra ao Terror" que derrotou o então favorito "Avatar" se repete aqui com Affleck. Se bem que eu prefiro este ao Lincoln do Spielberg. Aqui, ao menos, há uma eletrizante cena de avião, no fim, que é impactante e original.

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O Lado Bom da Vida, de David O. Russell. Essa é a comédia romântica entre os concorrentes. Trata-se de uma produção superestimada por diversos críticos, mas, no fim das contas, não tem tanta originalidade quanto dizem. A não ser pelo protagonista, que sofre de distúrbios de personalidade, ou seja, é bipolar. E é raro de se ver um protagonista com essa característica em produções do gênero (claro, em comédias escrachadas, isso é mais comum!) Aqui, o maior atrativo é o elenco, pois temos um candidato para cada uma das quatro categorias de atuação. Foi um exagero extremo,entretanto, a indicação da veterana australiana Jacki Weaver como coadjuvante, pois não está nada surpreendente. Os demais atores tiveram indicações merecidas, e a favorita da noite é a jovem estrela do momento, Jennifer Lawrence. E, de fato, ela está melhor que Jessica Chastain, sua concorrente a favorita. Mas, o filme gira em torno de Bradley Cooper, que aqui revela uma grande atuação. Esse, talvez, poderia ser o ator que tiraria o OSCAR de Day-Lewis, o que é praticamente impossível. E Robert DeNiro, como coadjuvante, também tem chances, e é pra quem eu torço. No todo, é um filme agradável, e deve ganhar nas categorias atriz e roteiro.

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Amor, de Michael Haneke. Uma das grandes surpresas do ano! Afinal, Amor já era esperado como candidato a filme estrangeiro. E, além dessa indicação, também concorre como filme, diretor e atriz. Ponto para o austríaco Haneke, que tem uma filmografia repleta de filmes curiosos e originais. Entretanto, esse não é o melhor filme do diretor de "A Professora de Piano" e "A Fita Branca". Na verdade, a película é coadjuvante para as grandes interpretações dos veteraníssimos astros, Jean-Louis Trintignant (injustamente esquecido como ator) e Emmanuelle Riva. Ela, inclusive, merece ganhar o OSCAR. Se a academia quer ganhar o respeito de todos como uma cerimônia séria, ela vai dar o prêmio a essa fantástica atriz, o que eu acho difícil. No fim das contas, o título da obra faz jus ao grande amor que se vê em cena de dois ícones do cinema europeu!

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Indomável Sonhadora, de Benh Zeitlin. Essa sim, foi a grande surpresa do ano! Um filme independente, com equipe desconhecida, e financiado pela ONG. E trás uma surpreendente e carismática atuação de uma garotinha estupenda, Quvenzháne Wallis, de apenas 9 anos, e que se tornou a candidata mais nova na categoria de atriz principal. E trata-se de uma narrativa envolvente e solidária. Quando uma temível tempestade devasta um pequena comunidade isolada da Louisiana, a nossa pequena protagonista encontra muita maturidade para se virar nessa situação de caos. É uma penas que os meus três filmes favoritos tenham pocas chances de ganhar o OSCAR, mas a nomeação de Indomável Sonhadora foi uma das melhores coisas que a Academia fez!

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Django Livre, de Quentin Tarantino. A ausência de Tarantino entre os cinco diretores finalistas foi, sem dúvida, a grande injustiça do ano. O fato é que Tarantino tem seu estilo próprio de dirigir e narrar suas histórias inusitadas, fato com que faz que ele seja amado por uns e odiado por outros. Mas continua criativo na sua habitual forma de contar histórias. A narrativa do escravo Django, agora livre, que se une a um "caçador de recompensas", para fazer justiça com suas próprias mãos, e resgatar sua amada, revitalizou o gênero faroeste, e demonstrou que Tarantino faz bonito quando muda de gênero (e mesmo assim, continua seguindo seu estilo único). Outro esquecimento imperdoável, foi quanto a indicação de Leonardo DiCaprio como coadjuvante. Sabe-se lá por qual motivo, a academia não "curte" muito o ator, que aqui está fantástico. Christoph Waltz, ao menos, foi lembrado e tem chances. Vamos aguardar...

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As Aventuras de Pi, de Ang Lee. Esse foi o único dos indicados que eu assisti no cinema. E admito com todas as letras, que se trata de uma produção completa: direção, interpretações, efeitos especiais, fotografia, direção de arte... Tudo funciona! Existiu, recentemente, uma polêmica em torno da obra literária em que o filme foi adaptado, da obra de Yann Martel. Afinal, foi assumido pelo próprio Martel, que sua obra foi plageada do livro do autor brasileiro Moacyr Scliar. Enfim, polêmicas a parte, o que se vê na tela é algo extraordinário, uma obra repleta de referências e alegorias, muita simbologia  e uma narrativa aventuresca tocante e agradável! É o meu favorito em todos os sentidos, e é uma pena que só têm chances nas categorias técnicas. Lee, talvez, seja o único entre os indicados que tenha alguma força de tirar o OSCAR de Spielberg. Será?

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Bom, é isso! Só para não passar batido, faço uma rápida menção aos cinco indicados como filme estrangeiro. O favorito, Amor, eu já comentei acima, e certamente vai ganhar, uma das barbadas desse ano!
Quanto aos outros quatro, todos eles são interessantes. O norueguês Kon-Tiki se destaca pela sua bela fotografia, e pelo ritmo de aventura, em que um grupo de noruegueses embarcam de seu país de origem com destino ao Peru, com o intuito de descobrir uma tribo. O canadense A Feiticeira da Guerra envereda pelo mundo infantil, em que uma garota de apenas 12 anos, é obrigada a se tornar uma guerrilheira na África. Um quadro bastante cruel e dramático. O dinamarquês O Amante da Rainha é uma história clássica, de época, em que a rainha dinamarquesa Carolina Matilde se vê infeliz ao ser obrigada a se casar com o irreverente e imaturo rei Cristiano VI. O personagem do título vem trazer um pouco de sentido para a vida dela. Ótimas interpretações! E, finalizando, o meu favorito: O chileno No, com o Gael García Bernal, que conta o momento de ditadura vivido no Chile, sob o governo de Augusto Pinochet. O título se refere a um plebiscito em que o voto contrário faz oposição ao governo do ditador. Um excelente roteiro, merecia ser o vencedor.  Lastimo apenas a ausência do melhor dos melhores estrangeiros do ano: o francês Intocáveis!

Bom, finalizo fazendo um apelo: Não vejam o OSCAR pela Rede Globo! Assistam pela TNT. A globo, como sempre, desrespeita o espectador ao transmitir o programa pela metade. Se fosse o carnaval, eles antecipariam o big brother mais cedo para cobrir o evento carnavalesco na íntegra. Um grande desrespeito! Sugiro, até mesmo, para quem não tem tv a cabo, que nem assista a cerimônia, ou veja pela internet! Enfim, os resultados serão divulgados hoje a noite. Até mais!!!


domingo, 10 de fevereiro de 2013

João e Maria: Caçadores de Bruxas

 Existe infelicidade maior do que ver um filme dublado? Sim! Assisti-lo em 3D, pois você paga muito mais caro, fica com dor de cabeça e descobre que não há nada de especial se comparado com a versão normal, em 2D. Enfim, escapei do 3D, mas assisti ao filme João e Maria - Caçadores de Bruxas na versão dublada. Só não foi tão irritante, pois o longa tem uma duração curta (não chega nem a uma hora e meia de projeção).

 O jovem diretor e roteirista Tommy Wirkola não tem grandes produções em seu currículo, e dirigiu em seu país natal um estranho "terrir" chamado Zumbis na Neve em 2009. E aqui realiza sua estreia em Hollywood. Eu depositei fé no filme, pois as recentes adaptações de contos de fadas para as telas, sobretudo às da Branca de Neve, foram bem sucedidas. No entanto, essa nova adaptação é frágil, banal, previsível e sem grandes cenas.

 Na introdução, Wirkola apresenta rapidamente a trajetória dos dois irmãos do título e faz o espectador relembrar dos acontecimentos: as crianças são abandonadas pelo pai, encontram uma casa feita de doce, são feitos reféns pela dona da casa, uma maquiavélica bruxa, libertam-se após queimar a vilã e fogem. Até aí, nenhuma novidade. Bom, anos se passam, os nossos heróis se tornam adultos, e se tornam caçadores de bruxas. Nas redondezas, existem milhares delas, e paralelo a isso, diversas crianças são raptadas. Óbvio que, mesmo sem somar 2+2, os irmãos já sabem que tem bruxaria no meio. O problema é que eles terão que lidar com a pior das piores bruxas que eles já conheceram.

 Seria interessante se o diretor tivesse mais criatividade no roteiro que ele mesmo desenvolveu. As bruxas são típicas vilãs maniqueístas, com tudo de ruim que vocês podem imaginar: horrendas, podres e assustadoras. Mas, surpreendentemente, elas são feras em artes marciais. Uma delas ali, pelo menos, daria muito trabalho para Bruce Lee. E o personagem João demonstra que viu o filme "Matrix" diversas vezes, pois conseguiu se desviar das balas direcionadas a ele com a mesma categoria do Neo de Keanu Reeves (nossa... eram balas ou flechas??? Não lembro mais...). Fora isso, achei a fotografia muito escurecida e acaba comprometendo um pouco nas cenas de ação.

 No elenco, o novo queridinho de Hollywood, duas vezes indicado ao OSCAR, Jeremy Renner (por "Guerra ao Terror" e "Atração Perigosa") e a inglesa de Gemma Aterton (de "Príncipe da Pérsia" e "Fúria de Titãs") têm pouco a fazer com seus esteriotipados personagens. Gemma, ao menos, tem talento. Mas não gosto de Jeremy, que não convence como galã, e demonstra que Hollywood passa por um processo de delírio. No elenco ainda, o veterano Peter Stomare tem o ingrato papel do xerife que vive quebrando o nariz (e não se trata de alívio cômico!), e Famke Janssen, a eterna Dra. Jean Gray da série X-Men interpreta a "bruxa mor". Achei bacana a presença dela, que já estava sumida das telas. E a pior do elenco é uma certa finlandesa chamada Phila Viitala, bastante inexpressiva como a bruxa "do bem", não sei se propositalmente por conta da personagem ou por "mérito" da própria atriz.

 Enfim, não consegui me envolver com o filme. Muito fraco como entretenimento e sem grandes ideias para segurar o público. Eu sugiro outras produções para se assistir, ainda mais em um mês de grandes estreias! Ah, sim, só para finalizar: esses tais filmes bons que eu mencionei, eu assisti em casa, e não no cinema. Daqui a alguns dias farei um especial aqui no blog com os nove filmes indicados ao OSCAR. E se der, farei o mesmo com os indicados a filme estrangeiro. Vamos ver... Abraços!

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

OSCAR 2013 - INDICADOS

 Finalmente, foram anunciados os indicados ao OSCAR 2013. Até esse instante em que aqui escrevo, não sei informar os indicados na parte técnica, mas os principais eu já tenho aqui em mente. Como de costume, falarei das seis categorias que julgo as mais importantes: filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Como hábito também, detalharei mais sobre os atores indicados.

 Dessa vez, contudo, estarei fazendo uns comentários adicionais agora, sobre quem não foi indicado. Como ator, esqueceram de John Hawkes, que esteve bastante presente em diversas premiações. Ele está no filme As Sessões, que eu ainda não vi, em uma interpretação bastante elogiada. Como atriz, deixaram de fora Marion Cotillard, que está excelente em Ferrugem e Osso, e a veterana Helen Mirren por Hitchcock. Ambas também estiveram presentes em diversas premiações. Como ator coadjuvante, o maior esquecimento foi o do Leonardo DiCaprio, por Django Livre. Se bem que a Academia costuma rejeitar DiCaprio, então já era de se esperar essa ausência. E como atriz coadjuvante não houve esquecimento. Afinal, Judi Dench, Maggie Smith e Nicole Kidman não mereciam mesmo serem indicadas. São atrizes soberbas, óbvio, mas já tiveram interpretações mais marcantes.

 Como diretor, a surpresa foi muito maior. Eram praticamente certas as indicações de Ben Affleck (Argo) e Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura). Não tê-los visto entre os cinco finalistas foi surpreendente ao extremo! E Quentin Tarantino, por Django Livre, também tinha chances para indicações, mas acabou ficando de fora (embora esteja presente como melhor filme e roteiro). Em todo caso, gostei das surpresas, e essa categoria foi a mais interessante justamente por isso (logo logo falarei dos outros três que foram colocados no lugar desses que eu apontei). E, quanto a melhor filme, creio que não houve nenhum esquecimento, e sim algumas surpresas. Afinal, foram 9 indicados. Quanto a filme estrangeiro, como já é de conhecimento de todos, o Brasil ficou de fora mais uma vez. Mas lembraram do nosso vizinho Chile (vizinho de continente, pois não faz fronteira com nosso país, hehehe...) com o interessante No. E na categoria filme de animação estava tudo previsível e interessante também. Esqueceram apenas de Hotel Transilvânia, que eu adorei, mas que não fez tanto sucesso por lá mesmo. Bom, agora vou detalhar os indicados.

 FILME:

 Dos nove indicados, eu já assisti cinco: LINCOLN, que parece ser o grande favorito, embora eu o tenha achado apenas didático, e bastante cansativo; ARGO, com uma cena de avião eletrizante, mas também muito didático e para poucos; INDOMÁVEL SONHADORA, surpresa na categoria, bonito e diferente, mas com poucas chances; AMOR, co-produção franco-austríaca também indicado como filme estrangeiro, também bonito, mas com maiores chances na outra categoria mencionada; e AS AVENTURAS DE PI, que eu coloquei recentemente no meu blog, e que até o momento, é o meu favorito. Mas parece que nenhum deles vai assustar Lincoln. Os outros quatro são: os já esperados A HORA MAIS ESCURA, da toda poderosa e esquecida como diretora, Kathryn Bigelow; o musical já, também já esperado como finalista OS MISERÁVEIS; o faroeste badalado do Quentin Tarantino DJANGO LIVRE, e a surpresa O LADO BOM DA VIDA. Esse filme já tinha expectativa de indicações em outras categorias, mas não melhor filme. E por se tratar de um produto da "marketeira" Miramax, creio que será o maior rival de Lincoln... Vamos aguardar!

DIRETOR:

 Foram indicados, na ordem alfabética por sobrenome, MICHAEL HANEKE (por Amor), uma das grandes surpresas na categoria. Diretor veteranos de diversos filmes bons, nunca foi indicado antes. Gostei muito de vê-lo na lista!; ANG LEE (por As Aventuras de Pi), já aguardado como indicado, e já vencedor de Oscar. Dificilmente ganhará outro nesse momento...; DAVID O. RUSSELL (por O Lado Bom da Vida). A indicação dele também é um tanto inesperada, pois seu nome não estava entre os cinco melhores em outros festivais, mas é o filme do momento nos EUA. Quem sabe...?; STEVEN SPIELBERG (por Lincoln). Ok, Spielberg já ganhou OSCAR demais! Mas, parece que vai ganhar de novo...; e BENH ZEITLIN (por Indomável Sonhadora), outra grande surpresa, fiquei muito feliz! Quem ainda não conhece o filme, vale a pena vê-lo! É muito bom!

 ATOR:

 BRADLEY COOPER, 38 anos, 1ª indicação. Concorre pelo já mencionado diversas vezes, O Lado Bom da Vida. Esse ator que já foi eleito como o homem mais sexy do mundo, o que pra mim é um exagero ridículo e assustador, nunca foi um grande intérprete. Mas agora chegou o seu momento. O paparazzi é tanto que eu não acho difícil que ganhe... Mas, eu preciso ver o filme.

 DANIEL DAY-LEWIS, 55 anos, 5ª indicação. Foi indicado antes por Meu Pé Esquerdo (1989, ganhou), Em Nome do Pai (1993), Gangues de Nova York (2002) e Sangue Negro (2007, ganhou). Sempre como ator principal. E agora concorre por Lincoln. Já ganhou duas vezes, por isso pode ser que não ganhe. Porém, também parece ser favorito. Será que ganhará de novo? Em todo caso, ele está esplêndido no filme!

 HUGH JACKMAN, 44 anos, 1ª indicação. Ele concorre por Os Miseráveis, e tem recebido muitos elogios, por isso também tem chances de ganhar. Além do mais, é uma figura muito simpática em Hollywood. Inclusive, já foi mestre de cerimônia do OSCAR,certa vez. Enfim, também não vi o filme até o momento...

 JOAQUIN PHOENIX, 38 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes por Gladiador (2000, coadjuvante) e Johnny & June (2005, principal). Agora concorre por O Mestre. Nunca ganhou, e creio que ainda não será dessa vez. E diferente de Jackman, esse tem fama de antipático. Em todo caso, deixou de ser apenas "o irmão" do já falecido River Phoenix, e tem talento. Também não assisti ainda...

 DENZEL WASHINGTON, 58 anos, 6ª indicação. Foi indicado antes por Um Grito de Liberdade (1987, coadjuvante), Tempo de Glória (1989, coadjuvante, ganhou), Malcolm X (1992, principal), Hurricane - O Furacão (1999, principal) e Dia de Treinamento (2001, principal, ganhou). Agora concorre por O Voo. Ele já ganhou duas vezes, e não ganhará agora sua terceira estatueta. Esse filme eu assisti, e digo que a indicação dele foi exagerada. Denzel atua muito bem, como sempre, mas não está nada esplêndido. Creio que a indicação teve o mérito do carisma do ator, apenas.

ATRIZ:

JESSICA CHASTAIN, 35 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes no ano passado, como coadjuvante, por Histórias Cruzadas, e agora concorre por A Hora Mais Escura. Essa moça já está se tronando estrela, tem muita popularidade e está em tudo quanto é filme. Não assisti ainda o filme pelo qual ela foi indicada, mas creio que ainda não ganhará.

JENNIFER LAWRENCE, 22 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes no ano retrasado por Inverno da Alma, também como protagonista. Essa, de fato, é a nova estrela de Hollywood, e concorre por o superestimado O Lado Bom da Vida. Parece ser a favorita essa estrela de Jogos Vorazes e X-Men.

EMMANUELLE RIVA, 86 anos, 1ª indicação. Foi a maior surpresa encontrar essa veteraníssima francesa entre as cinco finalistas. Concorre por Amor, onde está estupenda. Se houvesse justiça, ela iria ganhar. Uma pena que isso tem poucas chances de ocorrer. Afinal, já é senhora e estrangeira. Mas valeu a indicação, merecidíssima!

QUVENZHANÉ WALLIS, 9 anos, 1ª indicação. O maior recorde do momento! A atriz mais nova indicada nessa categoria. Ela concorre pelo ótimo Indomável Sonhadora. Olha, é muito difícil encontrar por aí uma interpretação mirim humana, natural e madura. Foi uma grata surpresa encontrar a menina na lista! Mas não vai ganhar...

NAOMI WATTS, 44 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes em 2003 por 21 Gramas, como principal. Tem uma interpretação comovente em O Impossível, filme em que foi indicada. Como Riva e Wallis têm poucas chances, torço pra ela. Mas creio que não será dessa vez... Uma pena!

ATOR COADJUVANTE:

 ALAN ARKIN, 77 anos, 4ª indicação. Foi indicado antes por Os Russos Estão Chegando (1966, principal), Por Que Tem Que Ser Assim? (1968, principal) e Pequena Miss Sunshine (2006, coadjuvante, ganhou). E agora concorre pelo popular filme de Ben Affleck, Argo. Atua bem no filme, mas ele já fez muita coisa melhor. Creio que não ganhará de novo. Enfim, a indicação é merecida.

ROBERT DeNIRO, 69 anos, 7ª indicação. Foi indicado antes por O Poderoso Chefão 2 (1974, coadjuvante, ganhou), Taxi Driver - Motorista de Táxi (1976, principal), O Franco Atirador (1978, principal), O Touro Indomável (1980, principal, ganhou), Tempo de Despertar (1990, principal) e Cabo do Medo (1991, principal). E depois de 21 anos, é indicado novamente por O Lado Bom da Vida. Obviamente, é uma das figuras mais respeitáveis de Hollywood. E, embora já tenha ganho duas vezes, tem muitas chances, tanto por que está no filme do momento, quanto pelo seu retorno às premiações. Tudo pode ser...

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN, 45 anos, 4ª indicação. Foi indicado antes por Capote (2005, principal, ganhou), Jogos do Poder (2007, coadjuvante) e Dúvida (2008, coadjuvante). Agora concorre por O Mestre. O filme, que eu ainda não vi, é bastante badalado. Mas, creio que ele tem poucas chances...

TOMMY LEE JONES, 66 anos, 4ª indicação. Foi indicado antes por JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar (1991, coadjuvante), O Fugitivo (1993, coadjuvante, ganhou) e No Vale das Sombras (2007, principal). Agora é a vez de Lincoln, onde domina em algumas cenas. Uma excelente interpretação, vamos ver se ganha novamente.

CHRISTOPH WALTZ , 56 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes em 2009, também como coadjuvante, por Bastardos Inglórios, e ganhou! Dessa vez, concorre por outro filme de Tarantino, Django Livre, que eu ainda não vi. Mas, o que ouço, é que Waltz, tal como no filme anterior, rouba a cena. Em todo caso, o OSCAR ganho é muito recente para ele ser vitorioso novamente.

ATRIZ COADJUVANTE:

 AMY ADAMS, 38 anos, 4ª indicação. Foi indicada antes por Retratos de Família (2005), Dúvida (2008) e O Vencedor (2010), sempre como coadjuvante, e nunca ganhou. Agora é a vez de O Mestre. Não sei quais são as chances de Adams, mas eu ficaria muito feliz se ela ganhasse, pois é uma das estrelas do momento em Hollywood, bastante competente, com muitas indicações e nenhum OSCAR. Poderia ser agora, mas as concorrentes dela têm mais chances.

 SALLY FIELD , 66 anos, 3ª indicação. Foi indicada antes por Norma Rae (1979) e Um Lugar no Coração (1984), em ambas as vezes foi indicada como principal e ganhou. Agora concorre por Lincoln, onde domina em algumas cenas. Assim com DeNiro, trata-se do retorno de uma grande estrela, às premiações. Por isso, tem muita chance!

 ANNE HATHAWAY, 30 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes por O Casamento de Rachel, em 2008, como principal. Agora, em Os Miseráveis, ouço rumores de que ela seja a favorita. Bom, como é jovem estrela em Hollywood, e como está se tornando hábito da Academia em premiar jovens estrelas, creio que as chances delas são altas!

 HELEN HUNT, 49 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes em 1997 por Melhor é Impossível, e ganhou. Agora, concorre por As Sessões, em que ela está sendo bastante aclamada em tudo que é festival. Uma grande atriz, torço por ela, embora não tenha visto o filme ainda.

 JACKI WEAVER, 65 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes em 2010 por Reino Animal, também como coadjuvante. O filme é O Lado Bom da Vida, que, quem já chegou até aqui, sabe que é um dos favoritos a estatueta. Já Weaver, creio que tem poucas chances em uma lista em que três de suas concorrentes parecem ser as favoritas. Mas sua indicação foi uma das surpresa, com certeza!

 Bom, é isso aí. O que eu pude perceber, enquanto escrevia, é que a categoria ator coadjuvante é formada por ganhadores da estatueta. Por isso, enquanto não ocorreu o SAG e o Globo de Ouro, creio que seja a categoria mais concorrida. Enfim, a cerimônia ocorrerá no dia 24/02/2013. Por favor, assistam na TNT, pois a Rede Globo vai transmitir pela metade por conta daquele lixo chamado Big Brother Brasil. Af....... Bobagens a parte, que vençam os melhores!!!! Até mais!!!!


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi

 Para começar o ano nada melhor do que assistir na tela grande um filme, ao mesmo tempo, leve e eletrizante. E foi o que sucedeu no primeiro dia de 2013, em que conferi essa fantástica aventura com a Gisele, e o casal Larissa e Diogo, minha sobrinha e namorado. E acertamos em cheio na escolha: é o típico filme que se assiste em dia de ano novo.

 Ang Lee, o diretor, é realmente sensacional. Já dirigiu produções de gêneros bastantes distintos entre si, e demonstra que entende de tudo. Aqui, ele transporta para a tela a literatura deYann Martel (adaptada por David Magee), e foi feliz nessa investida! Afinal, o conjunto da obra é classe A: direção de arte, fotografia, edição de som, efeitos especiais e sonoros. Tudo funciona! E o jovem desconhecido Suraj Sharma demonstra muito talento como o protagonista Pi Patel.

 O garoto, inclusive, se vê em apuros quando a embarcação que levava ele e sua família da Índia para o Canadá afunda em pleno Oceano Pacífico. Ele consegue se salvar em uma jangada na companhia de alguns animais (afinal, seu pai era tratador de um zoológico, e os animais também estavam na embarcação). Aos poucos, por conta de fatores diversos, os animais não sobrevivem ao naufrágio, com exceção de Richard Parker, um tigre de bengala extremamente feroz. A partir de então, Pi tentará conviver pacificamente com o tigre na jangada, ao mesmo tempo em que anseia por terra firme.

 Uma aventura fantasiosa repleta de obstáculos e superações. O instante em que nossos heróis encontram uma ilha deserta, e carnívora, repleta de suricatos, já faz o filme valer. Claro que não se deve levar a sério a tentativa de convivência entre um garoto e um animal selvagem. Na realidade, provavelmente, quem tentasse essa façanha, não iria sobreviver. Em todo caso, não podemos nos esquecer de que se trata de uma obra fantástica da literatura oriental. E bastante simbólica, aliás. Afinal, a "pequena arca de Noé" de Pi, possui personagens que podem simbolizar outros (isso é bem aproveitado na parte final da projeção).

 Num elenco de poucos nomes famosos, o indiano Irrfan Khan ( de "Quem Quer Ser um Milionário?" e "O Fantástico Homem Aranha") interpreta o Pi adulto; Tabu, uma estrela bastante popular na Índia, faz a mãe do garoto; o inglês Rafe Spall ( de "Um Bom Ano" e "Prometheus" ) interpreta o escritor para quem Pi conta suas aventuras (em papel que originalmente seria de Tobey Maguire); e o veteraníssimo Gérard Depardieu tem uma interessante participação como o cozinheiro do navio.

 Creio que As Aventuras de Pi estará presente em algumas indicações ao Oscar 2013. Não creio que estará entre os melhores filmes, mas certamente terá destaque entre as indicações técnicas. Enfim, um filme simbólico, poético e admiravelmente bonito. Gostei, e recomendo. Abraços! E feliz 2013!!!

TRAILER: