segunda-feira, 16 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil

 E eis que estreia com muita expectativa o terceiro filme da série Capitão América, intitulado por Guerra Civil. Fortíssimo candidato a blockbuster do ano, as bilheterias lotaram na primeira semana. Aproveitei a oportunidade e assisti no Cinepólis do Shopping JK Iguatemi, naquela sala especial em que as cadeiras se mexem e um ar congelado refresca a sala, dependendo da cena do momento. Essa foi uma travessura que demorarei a fazer novamente, pois o ingresso é caríssimo (mesmo meia entrada!), mas valeu a diversão.

 Essa aventura foi mais uma vez comandada pelos irmão Anthony e Joe Russo, do "Soldado Invernal". Aqui, ainda que "o" estrela seja mesmo o Capitão América, quase todos os Avengers estão no elenco, com a exceção de Thor e Hulk. O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, adaptado dos quadrinhos de Mark Millar, sabe aproveitar bem os demais heróis, mesmo com o excesso de personagens, e algum momento ou outro todos tem direito de dar o seu canto do cisne.

 A premissa faz lembrar outro filme recente de heróis,o da DC Comics, "Batman vs. Superman"", no sentido de que o governo americano está saturado com as irresponsabilidades dos heróis, e por isso, pretende estabelecer um painel, comandado pela ONU, em que os heróis somente entrarão em cena caso solicitados. Isso é acatado por alguns, mas nem todos concordam com essa decisão. Por isso, eles acabam duelando entre si: de um lado o Capitão América se alia com seu melhor amigo Soldado Invernal (manipulado por um temível vilão), Falcão, Aqueiro, Feiticeira Escarlate e Homem Formiga, formando o grupo que se opõe às decisões do governo; e do outro lado, o Homem de Ferro se une com a Viúva Negra, Máquina de Combate, Pantera Negra, Vision e Homem Aranha, a favor das decisões governamentais. Enquanto eles duelam, o tal vilão mencionado acima (que controla a mente do Soldado Invernal), Zemo, arquiteta seu plano de vingança, cujos motivos serão revelados no final.

 Não tem segredo para se realizar uma fita de ação interessante e bem-sucedida: basta apenas aproveitar tudo aquilo de excelente que o gênero proporciona, e caprichar! Felizmente, quase todas as produções Marvel para cinema, conseguem esse feitio; bem diferente da DC Comics, que com seu já mencionado "Batman vc. Superman" apenas entregou um blockbuster chato, cansativo e longo demais. Ok, a projeção desse 3° episódio do Capitão América (que pode ser considerado, como um "mini Avengers") também é longa; mas o interesse do espectador está sempre presente até o desfecho. Além disso, diga-se de passagem, esse foi o melhor filme da série.

 Falar do elenco é uma tarefa difícil:Chris Evans comanda o espetáculo (afinal, o filme é dele); Robert Downey Jr. persiste com o seu hilário Homem de Ferro, e conserva todo o cinismo e ironia que o personagem esbanja (alguns críticos acharam o Iron Maiden mais contido e sério; eu não!); Scarlett Johansson esbanja talento, beleza e carisma como a Viúva Negra (hoje em dia eu topo tudo que é filme, desde que tenha Scarlett no elenco!); Don Cheadle, como o Máquina de Combate, é outro excelente ator; Jeremy Renner surge de repente com seu Arqueiro, quando até tínhamos esquecido dele, e não fica atrás de seus parceiros; Elizabeth Olsen também tem grandes momentos como a Feiticeira Escarlate. E ainda: Sebastian Stan (Soldado Invernal), Anthony Mackie (Falcão), Chadwick Boseman (Pantera Negra) e Paul Bettany (Vision) são outros que se destacam (os dois últimos surgem pela primeira vez numa produção Marvel). No alívio cômico estão o Homem Formiga (Paul Rudd) e o Homem Aranha, dessa vez interpretado por um novato, Tom Holland, que encarna o personagem como de fato ele é: um adolescente nerd muito "maroto".

 E não para por aqui, pois há muitos outros famosos em papéis pequenos: a interessante canadense Emily VanCamp (que já esteve no episódio 2) mais uma vez como interesse romântico do Capitão América, e com algumas sequências de luta; William Hurt e, quem diria, o "hobbitt" Martin Freeman representando o governo americano; a excelente Alfre Woodard, no começo, quando dá um belo de um "toim" no Homem de Ferro; John Slattery e Hope Dais em cena de flashback como os pais do Homem de Ferro; e a minha favorita, Marisa Tomei, como a tia de Peter Parker, mais uma vez repetindo a cena com Robert Downey Jr. (o curioso é que todas as intérpretes de May Parker eram bem senhoras, apenas Marisa aparece bem jovem, mesmo aos 51 anos). Por fim, o grande vilão é feito pelo espanhol Daniel Brühl, que depois do sucesso de "Adeus, Lênin", tornou-se astro no States.

 Enfim, Guerra Civil nos faz recordar o quanto prazeroso é esquecer dos problemas e se entregar a um puro momento de descontração, feito com qualidade de primeira, e que te faz ter vontade de querer repetir alegrias como essa várias vezes. Vale a pena encarar, mesmo que numa sala 2D simples, essa grande aventura da indústria do entretenimento. Imperdível!

TRAILER:

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Caçador e a Rainha do Gelo

 Quatro anos após "Branca de Neve e o Caçador", surge essa espécie de sequência, mas sem a mocinha do título que acompanha a produção original de 2012. Dessa vez o diretor também é outro, o novato Cedric Nicolas-Troyan,e mudaram também os roteiristas, Evan Spiliotopoulos e Craig Mazin. Felizmente, no entanto, a atriz original que fazia a rainha permanece, Charlize Theron.

 Na verdade, Charlize torna-se o principal atrativo dessa fábula, que agora se inspira também no popular e amado por crianças de todas as idades, "Frozen - Uma Aventura Congelante". O que pode desapontar os pequenos fãs, contudo, é que a Rainha do gelo, amargurada e decepcionada com os caminhos que a vida lhe proporciona, é na verdade uma vilã.

 A Rainha Freya é irmã da Ravenna da Charlize Theron, e após uma decepção amorosa se isola em seu reino gelado e proíbe que haja amor por ali. Porém, para desespero dela, dois de seus pupilos, ao crescerem, se apaixonam perdidamente, e isso provoca sua ira. Entra em cena também Ravenna, que tem contas a acertar com Branca de Neve.

 Assim como Charlize, o bonitão do momento, Chris Hemsworth retorna como o Caçador, mas não faz nada de diferente do que já tinha feito, além de arrancar mais suspiros da plateia feminina. O maior defeito do roteiro é a ausência de Branca de Neve, que apenas aparece em uma cena de costas, feita por uma figurante qualquer. Isso soa ruim, já que trata-se de uma personagem mencionada na projeção constantemente, e que por isso, deveria ganhar a cena. Mas, como isso não sucede, dá uma sensação de falsidade essa tão planejada vingança contra a princesa; parece uma briga com o invisível.

 Quem interpreta a Rainha do Gelo é a bela e interessante Emily Blunt, que tem se especializado em fitas de contos de fada pelo jeito (ela teve papel de destaque no recente "Caminhos da Floresta"). Há também Jessica Chastain como a jovem apaixonada, e correspondida, pelo Caçador, mas ela não tem a menor química com ele em cena, com visual mais envelhecido, o que deixa evidente que essa escolha para o papel não foi perfeita.

 Fora isso, há momentos de alívio cômico com a presença de dois casais de anões atrapalhados, e que se aliam ao Caçador. Apesar da boa qualidade técnica, a previsibilidade das situações deixam a diversão monótona e cansativa. Até mesmo as piadas dos anões não são lá tão engraçadas. Enfim, realmente é mesmo Charlize Theron que faz tudo valer a pena, sobretudo o retorno dela no meio da projeção, esplêndido. Mas não sei se vale o ingresso. Abraços!

TRAILER:

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O Escaravelho do Diabo

 Eu sempre pensei que os livros juvenis da série vaga-lume deveriam virar filmes, pois suas narrativas seguem ao estilo cinematográfico. Isso nunca aconteceu, infelizmente, o que é uma pena, pois o público iria aprovar essa iniciativa. Mas agora temos a grata surpresa de encontrar nas telas o clássico do gênero, "O Escaravalho do Diabo", simplesmente um dos mais (senão o mais) famosos de toda a série, uma história densa policial, com momentos de tensão e terror.

 Trata-se de uma adaptação de livro de Lúcia Machado de Almeida, feita por Melanie Dimantas e Ronaldo Santos, dirigida por Carlo Milani, codiretor de algumas novelas da globo, e que fez sua estreia na tela grande de forma bem-sucedida. Quanto ao filme, estranhos assassinatos vão ocorrendo na bela cidade fictícia interiorana Vale das Flores, sendo o universitário Hugo a primeira vítima. Na verdade, trata-se de um assassino que, sabe-se lá por qual motivo, mata apenas pessoas ruivas, que recebem antes de morrer, um escaravelho dentro de uma caixinha. Assim, o garotinho Alberto, irmão de Hugo, se associa ao Inspetor Pimentel, que não esconde o fato de estar com início de Alzheimer, para investigar os assassinatos. A coisa se complica, quando a ruivinha Raquel, paixão de Alberto, pode ser a próxima vítima.

 Eu, como qualquer pré adolescente de início de anos 90, li O Escaravelho do Diabo, e guardo na memória toda a narrativa. Os roteiristas fizeram algumas mudanças, que de início eu não aprovei, mas até que ficaram bacanas. No livro, Alberto é adulto e mais velho que Hugo, por exemplo. Alguns personagens da literatura não entraram no filme, e foram substituídos por outros (como é o caso do jornalista ruivo). No fim das contas, a adaptação foi boa. Há apenas ausência de ação e conflitos mais impactantes no desfecho; todavia, essa ausência também ocorre no livro, que aliás, finaliza a história com muitas revelações, mas pouca ação.

 A fotografia e o cenário da já mencionada fictícia Vale das Flores são visualmente bonitos e atraentes. O problema está no elenco, um tanto irregular. Temos veteranos como Marcos Caruso e Jonas Bloch, interpretando respectivamente, o Inspetor Pimentel e o Padre Paulo Afonso, que são ótimos como sempre (Caruso é responsável pelo alívio cômico, embora o Alzheimer seja algo trágico). O problema mesmo está na inexpressividade dos atores mirins, que não agem com naturalidade e deixam bem claro o tempo todo que estão declamando textos decorados, como é o caso de Bruna Cavalieri (Raquel) e principalmente Thiago Rosseti (o protagonista Alberto). Outro problema é a mistura de ritmos que mais atrapalha do que envolve, pois a atmosfera que mais parecia um policial infantil, repleto de romance e momentos de comédia, vai se tornando mais sombria e assustadora, assumindo mesmo que é terror. Em suma, apesar disso, eu aprovo a iniciativa, e a conclusão foi satisfatória.

 Há no elenco outros nomes famosos em papéis menores, como Selma Egrei, Karin Rodrigues, Jairo Mattos, Celso Frateschi, Isaac Bardavid e Regina Remencius. Espero que outras obras da série vaga-lume tenham suas páginas adaptadas para o cinema. Como eu disse antes, reafirmo, as gostosas aventuras dos livros dessa série merecem a dignidade de terem suas adaptações conferidas na tela. Esse aqui eu recomendo com todas as letras, vale a pena. Abraços!

 TRAILER:

segunda-feira, 28 de março de 2016

Batman vs. Superman: A Origem da Justiça

 Realmente a campanha de marketing na indústria do entretenimento é surpreendente. Afinal, não é de agora que se fala tanto desse blockbuster, certamente o mais esperado entre todos. E, obviamente, se inicia aqui uma franquia que acredito que terá vida longa na tela grande.

 Bom, os roteiristas Chris Terrio e David S. Goyer tentaram ser fiéis ao máximo na caracterização dos populares personagens de Bob Kane e Bill Finger ("Batman") e Jerry Siegel e Joe Shuster ("Superman"). O resultado é este não exatamente grande filme, mas sim filme grande, numa luxuosa e esplêndida produção que não economizou na grana, e se vê na tela tudo o que foi gasto, é fato.

 Quanto a história, Batman tem uma crise de ciúme ao saber da existência de Superman. Para piorar, conforme informações divulgadas pela mídia local, o homem de aço ganha a fama de ser o responsável pela morte de diversas pessoas inocentes, o que choca a todos, sobretudo o homem morcego. Assim, Batman resolve tirar a história a limpo e enfrentar seu mais novo adversário. Quem se diverte com isso tudo é o maligno Lex Luthor, que como sempre, almeja ver o circo pegar fogo para se sair bem, costumeiramente. E há também a abelhuda da repórter Lois Lane que sempre atrapalha seu marido "Super Clark", que precisa interromper seu serviço para salvá-la dos apuros que ela vive se metendo. E eis que após muito lenga lenga, chega uma nova heroína na história: sim, a Mulher Maravilha, que promete ser outro obstáculo para Luthor e suas perversas criaturas.

 Evidentemente, eu simplifiquei com muito bom humor aquilo que teve a intenção de ser uma história complexa e muito detalhada. Mas, no final das contas, o que o público sempre quer ver são os espetaculares momentos de ação e luta, principalmente os iludidos que ainda compraram ingresso para o 3D (ou aqueles, que como eu, ficaram sem opção e precisaram encarar os típicos óculos escuros). Enfim, como já mencionei antes, a fita é extremamente longa, e por isso, torna-se chata, cansativa e até mesmo entediante. As cenas de ação que se tem são tão superficiais e óbvias, que não impressionam em absolutamente nada (a final, sim, é boa; mas pra chegar até lá, tem chão!). Os fãs aprovaram a fidelidade dos quadrinhos transpostos para as telas, mas eu achei o passatempo interminável. Nada contra produções com longa projeção, afinal, eu admiro muito a trilogia "Hobbitt", e também a dos anéis, que são até mais longas; e aprecio muito também "The Avengers", cuja projeção é mais ou menos do mesmo tamanho desse "Batman vs. Superman", mas tem conteúdo, cenas eletrizantes, e o melhor ainda, senso de humor (que faz muita falta aqui).

 Além disso, achei muito estranho o fato de que o diretor Zach Snyder tenha pedido à imprensa americana sigilo sobre as surpresas que o filme reserva, para não estragar a diversão. Mas, onde estão tais surpresas???? Que a Mulher Maravilha entra em cena, todos sabem... (aliás, o filme quase acaba sem ela entrar na trama). É possível que o grande segredo é aquele do fim, que é a abertura para a inevitável sequência, e que a "adolescentaiada" já está contando para todos os quatro cantos do mundo; sim, é a era do Spoiler!

 Vamos ao elenco: Ben Affleck pode ser bonitão e tudo mais, mas é horrível e canastrão em tudo quanto é filme em que atua; aqui não é diferente, e faz sentir falta de Christian Bale; Henry Cavill, como Superman, compromete menos por ter menos fama, mas também é horrível; A tal da Gal Gadot, que fez um monte de "Velozes e Furiosos" até que se encaixa bem como Mulher Maravilha, mas já vi queixas da plateia que preferia aquela lutadora de UFC no papel, a Ronda Rousey (oh, Meu Deus!). Enfim, ela terá mais ação mesmo nos próximos filmes, assim imagino. Quanto aos coadjuvantes, Amy Adams só atrapalha como a Lois Lane (embora a culpa é da personagem e não da atriz); Laurence Fishburne (chefe de Clark e Lois), Jeremy Irons (mordomo Alfred) e Diane Lane (Martha Kent) são desperdiçados em cena e fazem muito pouco (Diane Lane, ao menos, é sequestrada para ganhar algum holofote); Holly Hunter retorna em cena como uma senadora megera, e fala com uma batata na boca (isso me incomodou muito); Kevin Costner ressurge em cena de sonho como o pai de Kent, e também não acrescenta nada; e o melhor do elenco é Jesse Eisenberg como o vilão Lex Luthor, o único que compõe um personagem interessante, e que serve até mesmo como alívio cômico.

 No fim das contas, o mérito está no final, onde qualquer possibilidade de clichê é quebrada. E mesmo que cause algum desapontamento no público, digo de novo, terá sequências que irão trazer novas alternativas. Não digo que não gostei da película, mas saí da sala com uma enorme vontade de assistir ao próximo episódio de "The Avengers", essa sim, uma franquia bem-sucedida e completa em todos os sentidos. Mas, infelizmente, não posso mentir: Batman vc. Superman deixou a desejar. Mas assistam e tirem suas próprias conclusões. Abraços!

 TRAILER:





sábado, 5 de março de 2016

Orgulho & Preconceito e Zumbis

 Como está na moda o tema "zumbis", graças especialmente ao seriado de grande sucesso, "The Walking Dead", Hollywood agora resolve inserir os seres comedores de carne humana na literatura clássica. Assim, o diretor e roteirista Burr Steers adaptou os quadrinhos de Seth Grahame-Smith, que por sua vez adaptou o clássico romance de Jane Austen. E o resultado é essa sátira, que conferi no cinema.

  Bom, não se trata exatamente de sátira. Ou seja, não espere comédia escrachada e grosseira no estilo "Todo Mundo em Pânico" ou "Inatividade Paranormal". Há humor, claro, já que a situação absurda pede isso, mas de forma refinada. E há também muito romance, já que a obra de Austen não foi deixada de lado, jamais.

 Quanto a história, as irmãs Bennett tiveram aulas de defesa na China, com o intuito de conseguir se defender de ataques de ferozes zumbis que, sabe-se lá como, voltaram a vida e atacam as pessoas. A mais velha delas, Elizabeth, é geniosa e destemida, não pensa em se casar jamais. No entanto, tudo pode mudar, ao ser cortejada pelo policial, e caçador de zumbis Mr. Darcy, e mais tarde, também por outro oficial, George Wickham. Mas os inconvenientes mortos não querem deixar os vivos em paz. Por isso, Elizabeth está mais atenta à sua defesa e não ao amor.

 Essa mistura de romance, aventura e horror funciona bem, trata-se de um passatempo despretencioso e divertido, que reserva algumas interessantes surpresas no final (inclusive, o final aberto deixa claro que haverá sequência). O elenco bacana, composto por jovens promissores como Jack Huston, Sam Riley, Bella Heathcote, Douglas Booth, e outros veteranos como Lena Headey (também vilã como em "Game of Thrones") e Charles Dance, atua a vontade. Apenas a protagonista Lily James, que recentemente viveu "Cinderella", não tem porte e nem beleza suficiente para heroínas românticas (isso, inclusive, é até satirizado na fita); todavia, também não atrapalha.

 Enfim, um bom programa, não é repulsivo para quem não aprecia filmes de terror, mas também não deixa os fãs do gênero entediados; dá para curtir tranquilamente. Abraços!

 TRAILER:










segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme

 Este clássico desenho animado de minha saudosa infância finalmente ganhou uma versão cinematográfica em animação, e é uma oportunidade bacana para as crianças da geração de hoje conhecer esses simpáticos personagens criados por Charles M.Schulz. O marketing, aliás, favorece a fita, já que o McDonalds, por exemplo, vendeu brinquedos da linha Snoopy.

 O garoto Charlie Brown, sempre frustrado e com complexo de inferioridade, se apaixona pela garotinha ruiva, aluna nova de seu colégio, e foi matriculada justamente em sua classe. Tenta se aproximar dela, mas a timidez e a falta de postura o atrapalham muito. Isso tudo, no momento em que surpreende seus colegas, ao ser classificado como o aluno do ano, por sua nota altíssima em uma prova. Paralelo a isso, seu cachorro Snoopy imagina uma história em que precisa derrotar o mal caráter Barão Vermelho e resgatar sua amada Fifi, também aviadora como ele.

 Embora possa parecer profundo, filosófico e satírico demais para os pequenos, não há como não se encantar com toda a turma e suas características típicas, como a rabugenta e competitiva Lucy, o melhor amigo e sábio Linus, o amante da música de Beethoven Schroeder, a "moleca" Paty Pimentinha, a nerd Marcie, a irmã caçula Sally, o garoto que não toma banho Big Ben e todos os demais. O roteiro adaptado por Bryan Schulz, Craig Schulz e Cornelius Uliano insere na narrativa, mesmo atualizada para os dias de hoje, as boas sacadas dos clássicos desenhos animados, normalmente proferidas pelo garoto Charlie, um ser que não tem ideia do quanto grandioso e humano ele é. Ponto para o diretor Steve Martino, de "A Era do Gelo 4", que conduziu o projeto com habilidade e competência.

 Enfim, há ótimos instantes de alívio cômico, boas aventuras, e a presença carismática do cachorrinho Snoopy que, mesmo sendo coadjuvante no final das contas, rouba a cena várias vezes, sempre acompanhado pelo seu melhor amigo, o canário Woodstock. Torna-se obrigação dos pais compartilhar com os filhos esse formidável espetáculo, para que eles também possam apreciar o cotidiano da turma do doce e atrapalhado Charlie Brown. Bora conferir!

 TRAILER:




quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

OSCAR 2016 - Indicados

Como é de praxe, todo ano eu comento sobre os indicados ao OSCAR nas 6 categorias principais: filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Dessa vez, sinto-me orgulhoso de ter assistido aos oito filmes indicados na categoria principal, e por isso tenho mais informações sobre eles. Antes de mais nada, quero fazer menção a um fato muito bacana: a animação brasileira "O Menino e o Mundo" está entre os cinco finalistas na categoria melhor animação. Mesmo sendo o azarão num grupo onde "Divertida Mente" domina (e é justo), já fico feliz com esse reconhecimento, principalmente porque, de novo, o Brasil não está na categoria filme estrangeiro. Bom, vamos aos indicados:

FILMES

 BROOKLYN: Essa foi a surpresa entre os indicados. A produção é estilosa, e capricha nos figurinos, cenários, reconstituição de época. A história é boitinha e encantadora, daquelas que atrai mais ao público feminino, e a indicação foi merecida sim.Mas, provavelmente, é o azarão entre os nomeados, já que sua repercussão tem sido bem discreta. Mas eu tenho simpatia pelo filme.

 A GRANDE APOSTA: Aqui está um filme que foi crescendo aos poucos, e ainda está em ascensão. A maior polêmica é saber defini-lo enter drama ou comédia. Na verdade, seu conteúdo é bastante satírico, e o filme fala sobre corrupção, envolvendo grandes bancos americanos. A ideia é excelente, e o tom de crítica, perfeito. Porém, o filme é muito chato, interminável, confuso, e de pouco interesse para as plateias brasileiras. Creio que aqui passará em branco. Em todo caso, o filme tem seus méritos, conforme seu tema relevante e pertinente. E apesar do crescimento, não é o favorito.

 MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA: Quem poderia imaginar que uma fita de ação, blockbuster mesmo, e ainda por cima, sequência de uma grande cinessérie estaria entre os finalistas? E digo mais: com chances altas de ser o filme do ano! Até o momento, foi o vencedor do National Board of Review e do Chicago Film Critics Association Awards, o que o coloca entre os favoritos. E diga-se de passagem: tecnicamente falando, é a melhor produção cinematográfica do ano! Em todo caso, penso que falta um pouco de conteúdo no roteiro, já que tudo é frenético, acelerado, paranóico.... Mas seria bacana ter uma continuação do gênero como melhor filme (acho que isso não acontece desde "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei").

 PERDIDO EM MARTE: Apesar do esquecimento de seu realizador, Ridley Scott, entre os cinco finalistas na categoria direção (o que chocou!), essa ficção científica bem humorada (mas séria) é interessante, tanto no aspecto técnico, como na história. Um belo filme, mas pelo jeito, suas chances diminuíram. Por enquanto, ganhou apenas o globo de ouro como melhor comédia ou musical (!?!?!?!?!?!).

 PONTE DOS ESPIÕES: Temos aqui mais um bom Spielberg em excelente forma, contando uma história intrigante sobre espionagem. No entanto, está longe de ser o blockbuster típico do diretor de "Jurassic Park" e "Indiana Jones", assim como também não é uma história dramática como "A Lista de Schindler" ou "O Resgate do Soldado Ryan". Mas é uma produção muito bem realizada, que certamente não está enter os favoritos, já que o próprio Spielberg também foi deixado de lado na categoria de direção.

 O QUARTO DE JACK: Se eu pudesse votar, para mim esse é o melhor do ano. Bem contado, dirigido, surpreendente, com ótimo roteiro e excelentes atuações. Mas é um filme pequeno, modesto, tem poucas chances, e infelizmente, está entre os azarões. Mas é um filme que eu recomendo, e vai uma dica, tente saber o menos possível da sinopse, para ter riscos com possíveis "spoilers".

 O REGRESSO: Se existe um filme entre os indicados que voltou a crescer depois de uma queda, é este "O Regresso", após a vitória no globo de ouro como filme em drama. E, realmente, é uma produção que surpreende, é um blockbuster com uma narrativa que faz refletir, e tem tema mais ou menos semelhante com o "Perdido em Marte", a sobrevivência do homem no espaço. Agora, é observar as demais tendências das premiações que antecedem ao Oscar para saber suas reais chances. Meu palpite é o de que não ganha. Vamos ver...

 SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS: Por fim, tem essa produção com cara de favorita, pois tem faturado muitos prêmios: Gotham Awards, Boston Society of Film Critics AwardsLos Angeles Film Critics Association AwardsNational Society of Film Critcs Awards. Inesperadamente, não ganhou o globo de ouro. Em todo caso, trata-se de um filme denúncia, o que já ganha a simpatia dos jornalistas americanos, e a fita já foi comparada com o clássico do gênero dos anos 70, "Todos os Homens do Presidente". Mas, apesar do tema polêmico e curioso, falta ação para a história, e tudo é feito de forma ágil e direta, sem emoção, com personagens que não estimulam o público torcer ou se identificar com eles. Enfim, não gostei muito. Ainda assim, parece ser o filme do momento.

 DIRETORES

 Os cinco indicados foram: Lenny Abrahamson ( O Quarto de Jack), Alejandro Gonzalez Iñarritu ( O Regresso), Thomas McCarthy ( Spotlight - Segredos Revelados ), Adam McKay ( A Grande Aposta ) e George Miller ( Mad Max: Estrada da Fúria ). Desses, Abrahamson e McKay, os dois menos populares, surpreenderam, pois não estavam entre os mais cotados. McCarthy, por Spotlight, concorre pelo filme aparentemente favorito, mas ele próprio não ganhou nada até agora, o que é mal sinal. Iñarritu acabou de ganhar o globo de ouro, e isso pode significar algo; porém, ele ganhou o Oscar ano passado, por Birdman, e dificilmente a Academia premia a mesma pessoa por dois anos consecutivos. Por fim, George Miller tem ganhado muito prêmio: Los Angeles Film Critics Association AwardsChicago Film Critics Association Awards. Outro nome que tem confirmado presença constante em festivais, Todd Haynes, por "Carol", não foi indicado aqui; e outro esquecimento imperdoável foi o de Ridley Scott, por "Perdido em Marte".

 ATORES

 Bryan Cranston: 59 anos, 1ª indicação. Concorre por "Trumbo". Cranston é um veterano pouco conhecido, que atua mais como caodjuvante no cinema. Por outro lado, tem destaque na tv, com a série "Breakind Bad". Quando começaram as especulações sobre OSCAR 2016, ele estava enter os mais cotados; Depois, porém, foi caindo, e agora voltou ao topo. Em todo caso, creio que ela seja o azarão do quinteto.

 Matt Damon: 45 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes por "Gênio Indomável" (1997, principal) e "Invictus" (2009, coadjuvante). Concorre agora por "Perdido em Marte". Ele atua bem como o astronauta Mark Watney, e por essa atuação, ganhou o globo de ouro de ator em comédia ou musical, além do National Board of Review. Mas não creio que vença.

 Leonardo DiCaprio: 41 anos, 5ª indicação. Foi indicado antes por "Gilbert Grape - Aprendiz de sonhador" (1993, coadjuvante), "O Aviador" (2004, principal), "Diamante de Sangue" (2006, principal) e "O Lobo de Wall Street" (2013, principal). Agora concorre por "O Regresso", e aparentemente é o favorito. Se ganhar, o prêmio será merecido, já que sua interpretação dramática surpreende muito. Até o momento, faturou o Boston Society of Film Critics Awards, o Chicago Film Critics Association Awards e o globo de ouro.

 Michael Fassbender: 38 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes por "12 Anos de Escravidão" (2013, coadjuvante). O filme do momento é "Steve Jobs", em que ele interpreta o personagem título, e sua interpretação está sendo badalada. Ele ganhou o Los Angeles Film Critics Association Awards, e tem alguma chance. Seu maior adversário, sem dúvida, é o Leonardo DiCaprio.

 Eddie Redmayne: 34 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes por "A Teoria de Tudo" (2014, principal), e ganhou. Pela segunda vez consecutiva, Redmayne consegue ser finalista e foi indicado por "A Garota Dinamarquesa". Ele interpreta o personagem título, ou seja, um homem que quer mudar de sexo. Acho a interpretação dele caricata, mas ele tem seus defensores. Em todo caso, não ganhará de novo tão cedo...

ATRIZES

 Cate Blanchett: 46 anos, 7ª indicação. Foi indicada antes por "Elizabeth" (1998, principal), "O Aviador" (2004, coadjuvante, ganhou!), "Notas Sobre Um Escândalo" (2006, coadjuvante), "Elizabeth: A Era do Ouro" (2007, principal), "Não Estou Lá" (2007, coadjuvante) e "Blue Jasmine" (2013, principal, ganhou!). Agora, concorre por "Carol". Cate é a atriz do momento desde o início dos anos 2000, e como se percebe, é constantemente indicada ao Oscar. Já ganhou duas vezes, e certamente ganhará mais vezes ainda, mas não será agora, em que ela atua divinamente como sempre, mas não é a favorita.

 Brie Larson: 26 anos, 1ª indicação. Concorre pelo filme "O Quarto de Jack". Apesar de não ser estreante, Larson é um nome pouco popular, e tem a chance do momento de se tornar estrela em Hollywood. Sua interpretação é magistral, e ela parece ser a favorita a estatueta. Até o instante, ganhou o National Board of Review, o Chicago Film Critics Association Awards e o globo de ouro.Ou seja, se ganhar, será merecido!

 Jennifer Lawrence: 25 anos, 4ª indicação. Foi indicada antes por "Inverno da Alma" (2010, principal), "O Lado Bom da Vida" (2012, principal, ganhou!) e "Trapaça" (2013, coadjuvante). Agora concorre por "Joy: O Nome do Sucesso", filme pelo qual ganhou o globo de ouro de atriz em comédia ou musical. Trata-se de um papel forte e popular, daqueles com quem o público feminino se identifica e torce, estilo "Erin Brockovich". E Jennifer domina o espetáculo, evidentemente. Porém, mesmo sendo a estrela entre as indicadas, creio que seja a azarona do grupo.

 Charlotte Rampling: 70 anos, 1ª indicação. Ela concorre por "45 Anos". Por mais estranho que possa parecer, essa brilhante e veterana atriz inglesa, bastante popular, e com muitos papéis de destaque em sua carreira, apenas agora recebe sua indicação ao Oscar. Afinal, ela atua com mais frequência em produções de circuito alternativo, mais fitas de arte. Está soberba no filme, e já ganhou muitos prêmios: o Boston Society of Film Critics Awards, o Los Angeles Film Critics Association Awards e o National Society of Film Critcs Awards. Poderia ser a favorita, se tivesse sido indicada às principais prévias do Oscar, as ficou de fora tanto do globo de ouro, quanto do sindicato de atores. Mas seria justo e formidável sua vitória.

 Saoirse Ronan: 21 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes por "Desejo e Reparação" (2007, coadjuvante). Agora concorre por "Brooklyn". Essa ex-atriz mirim tem interpretação correta e segura nesse belo filme de época. Por ele, já ganhou o New York Film Critics Circle Awards, e até pode ter alguma chance. Mas não será fácil vencer...

ATORES COADJUVANTES

 Christian Bale: 42 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes por "O Vencedor" (2010, coadjuvante, ganhou!) e "Trapaça" (2013, principal). Agora concorre por "A Grande Aposta". Na verdade, difícil saber se seu personagem deveria ter sido classificado como protagonista ou coadjuvante. Em todo caso, Bale dá um show de interpretação, e demonstra ser um ator bastante versátil. Em categoria sem franco favorito até o instante, ele pode ter alguma chance sim.

 Tom Hardy: 38 anos, 1ª indicação. Concorre por "O Regresso", e surpreendeu ter sido indicado, já que ficou de fora de outros festivais. É o ator do momento em Hollywood, e foi o "Mad Max". Não sei se leva, mas fica difícil saber se é o azarão do grupo.

 Mark Ruffalo: 48 anos, 3ª indicação. Foi indicado antes por "Minhas Mães e Meu Pai" (coadjuvante, 2010) e "Foxcatcher - Uma História Que Chocou o Mundo" (coadjuvante, 2014). Dessa vez, concorre por "Spotlight - Segredos Revelados". Ruffalo, assim como todo o elenco desse filme, tem desempenho profissional e correto. Porém, também assim como seus colegas de elenco, nada marcante. Por isso, acho difícil ganhar.

 Mark Rylance: 56 anos, 1ª indicação. Concorre pro "Ponte dos Espiões". Esse ator britânico fez pouco cinema, já que atua com mais frequência no teatro. Aqui, tem bom desempenho, e está faturando muitos prêmios: New York Film Critics Circle AwardsBoston Society of Film Critics Awards e National Society of Film Critcs Awards, o que pode colocá-lo como provável favorito na categoria. O que eu não gosto, no entanto, é que seu personagem no filme tem bastante destaque, mas vai perdendo o brilho durante a projeção. Em todo caso, sem dúvida, é um grande ator.

 Sylvester Stallone: 69 anos, 2ª indicação. Foi indicado antes por "Rocky - Um Lutador" (1976, principal). Stallone retorna agora ao papel de Rocky, no filme "Creed: Nascido Para Lutar", e pelo mesmo papel, recebe sua segunda nomeação ao Oscar (só que dessa vez, fora do ringue). Para um ator massacrado constantemente pela crítica, Stallone se sai muito bem, demonstra maturidade como ator, e tem possibilidades de ganhar. Até o momento, venceu o National Board of Review e o globo de ouro. Agora é aguardar: será que ele ganha?

ATRIZES COADJUVANTES

 Jennifer Jason Leigh: 54 anos, 1ª indicação. Concorre por "Os Oito Odiados". Apesar de ser veterana, e de ter tido popularidade como estrela nos anos 80 e 90, apenas agora Jennifer tem sua chance ao Oscar. Ela atua muito bem no papel da prisioneira Daisy Domergue, e até pode ter alguma chance de ganhar, numa categoria, até o momento, sem franca favorita. Ela ganhou o National Board of Review, e é para quem eu torço.

 Rooney Mara: 30 anos, 2ª indicação. Foi indicada antes por "Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres" (2011, principal). Agora concorre por "Carol", um filme em que ela poderia concorrer como protagonista. Ela saiu vitoriosa no festival de Cannes, mas tem estado esquecida nos mais recentes festivais. Ainda assim, também tem chances de ganhar, numa interpretação contida e discreta.

 Rachel McAdams: 37 anos, 1ª indicação. Concorre por "Spotlight - Segredos Revelados". Rachel é uma das queridinhas do momento em Hollywood, e já protagonizou diversos filmes, sobretudo comédias românticas. Certamente, é boa atriz. Mas não está nada excepcional no filme em que foi indicada (na verdade, mais culpa da personagem que da atriz). Por isso, creio que ela seja a azarona entre as finalistas.

 Alicia Vikander: 27 anos, 1ª indicação. Concorre por "A Garota Dinamarquesa". Essa atriz sueca é a estrela do momento, já que está em tudo quanto é filme. Sua interpretação tem sido muito bem avaliada pela crítica e público. No entanto, o filme pelo qual ela está sendo premiada não é esse, mas sim "Ex-Machina: Instinto Artificial". Nessa fita, A Garota Dinamarquesa, ela, na verdade, é mais protagonista que coadjuvante. Enfim, pela popularidade que tem, pode ser que ganhe; por outro lado, por ser indicada pelo filme errado, pode ficar de mãos abanando.

 Kate Winslet: 40 anos, 7ª indicação. Foi indicada antes por "Razão e Sensibilidade" (1995, coadjuvante), "Titanic" (1997, principal), "Íris" (2001, coadjuvante), "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" (2004, principal), "Pecados Íntimos" (2006, principal) e "O Leitor" (2008, principal, ganhou!). Agora concorre por "Steve Jobs". Kate é formidável, além de ser figura constante ao Oscar. Já ganhou como protagonista, mas não como coadjuvante; e pode ser agora! Até o momento, venceu apenas o globo de ouro, e não se sabe se ela é de fato a favorita, pois as principais premiadas nessa categoria, não foram indicadas ao Oscar(!). Por isso, tudo pode acontecer!

 Ufa, terminei... O resultado final vai demorar muito para sair, apenas no dia 28/02. Enquanto isso, tentem assistir aos filmes indicados, e façam suas apostas. Ah, sim, apenas o apelo que eu faço sempre: assistam pela internet ou pelo canal de tv  a cabo TNT. Não vejam pela Rede Globo, pois ela é expert em desrespeitar o público, e apresentar a cerimônia pela metade, simplesmente, um ato deselegante e mal educado. Fica a dica. Abraços!